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Com exceção de Vênus e Mercúrio, todos os planetas do nosso sistema solar possuem pelo menos um satélite natural, as famosas luas. A mais familiar para nós é a Lua da Terra, um mundo morto e repleto de crateras de impactos, porém, nossa vizinhança possui algumas outras luas que são muito esquisitas para o nosso senso estético.

Cada um dos planetas gigantes do sistema solar externo tem a companhia de uma coleção bem variada de satélites. A maior parte deles é formado do mesmo material dos planetas que os hospedam. E, mesmo longe do sol e sem receber a luz e o calor da nossa estrela, essas luas podem ser tão variadas quanto os próprios planetas.

Conheça a seguir, o resultado de um levantamento do portal Space, que listou as dez luas mais esquisitas do nosso sistema solar:

Encélado
Encélado, uma das luas de Saturno. Crédito: JPL/Nasa

Descoberta em 1789 por William Herschel, a lua Encélado, de Saturno, é uma das mais estudadas e debatidas de todo o Sistema Solar. Com 504 quilômetros de diâmetro e composta basicamente por rocha e gelo de água, este mundo deveria ter congelado há bilhões de anos.

Porém, por conta de um “cabo de guerra gravitacional” entre o gigante anelado e uma outra lua maior, Dione, o interior de Encélado se mantém quente e ativo, o que faz desse mundo um forte candidato a abrigar vida dentro do sistema solar.

Calisto
Lua Calisto, a terceira maior de Júpiter. Crédito: JPL/Nasa

Descoberta por Galileu Galilei, Calisto é a terceira maior lua do sistema solar, sendo um pouco menor que Mercúrio, que é o menor planeta do nosso sistema. Porém, ela é a campeã em um aspecto: o satélite de Júpiter é o objeto com a maior quantidade de crateras dentro do nosso limite de visibilidade.

Essas crateras se dão por conta de sua localização no sistema jupiteriano, já que a gravidade do planeta exerce forte influência sobre o satélite, perturbando as órbitas da passagem de cometas e, por diversas vezes, puxando-os para a morte.

Dáctilo
A lua Dáctilo, que acompanha um asteroide. Crédito: JPL/Nasa

O asteroide 243 Ida, designado como planeta menor, possui uma pequena lua, com apenas 1,6 km em seu eixo mais longo. Por conta da fraca gravidade do asteroide, é bastante improvável que Dáctilo seja um objeto capturado em órbita. O que se acredita é que 243 Ida e Dáctilo tenham se formado juntas há um ou dois bilhões de anos.

Uma outra teoria defende que Dáctilo pode ser um pequeno fragmento de uma explosão que gerou a família de asteroides Koronis, que possui mais de 300 desses corpos celestes. E ainda existe uma terceira hipótese, que aponta que o satélite da 243 Ida já foi maior, mas se decompôs com o passar do tempo, algo que pode ser a explicação de sua forma esférica.

Jápeto
Lua Jápeto, de Saturno. Crédito: JPL/Nasa

A terceira maior lua de Saturno, que foi descoberta em 1671, é muito mais escura quando visualizada em um lado de sua órbita em comparação com o outro. Enquanto um de seus hemisférios apresenta uma coloração marrom escura, o outro tem uma cor que tende mais para um cinza bem claro. Imagens da sonda Cassini mostraram que o material escuro pode vir de dentro de Jápeto.

Além disso, a lua também é circundada por uma cordilheira equatorial com nada menos do que 13 km de altura e 20 km de largura, o que lhe dá uma aparência bastante peculiar. Existem algumas teorias sobre a origem dessas montanhas, que vão desde que elas são resquícios “fósseis” de uma época em que Jápeto girava muito mais rápido e se projetava em seu Equador, até de que o satélite já teve anéis, como o planeta que o abriga.

Nereida
Lua Nereida, de Netuno. Crédito: JPL/Nasa

Nereida foi a segunda lua encontrada na órbita de Netuno, com uma distância que varia entre 1,4 milhão e 9,7 milhões de km do planeta que a abriga. Esta órbita é bastante comum em satélites capturados, como asteroides e cometas que são levados pela fortíssima gravidade dos planetas gigantes externos. Contudo, Nereida é muito maior do que a média de satélites desse tipo.

Evidências do sobrevoo da Voyager 2 sobre a lua sugerem que Tritão foi capturada em órbita no Cinturão de Kuiper. Tritão teria então interrompido as órbitas das luas originais de Netuno, ejetando boa parte delas. Acredita-se, porém, que Nereida pode ser uma sobrevivente desse evento, tendo se mantido no limite do alcance gravitacional de Netuno.

Io
A lua Io, de Júpiter. Crédito: JPL/Nasa

Io é a mais interna das quatro gigantescas luas jupiteranas descobertas por Galileu Galilei. Porém, diferente das outras três, que têm uma paisagem sóbria de rocha e gelo, a lua é cheia de cores que se misturam, com tons de amarelo, vermelho e marrom, resultado de uma série de formações minerais esquisitas que estão em constantes mudança criadas pelo enxofre.

Io é o mundo mais vulcânico do sistema solar, tendo sua superfície observada de perto pela primeira vez durante os voos da sonda espacial Pioneer, na década de 1970, mas sua natureza vulcânica foi prevista um pouco antes de a Voyager 1 chegar perto do satélite, fato que aconteceu em meados de 1979.

Hyperion
A estranha lua Hyperion. Crédito: JPL/Nasa

Hyperion é o satélite com a aparência mais esquisita de todo o sistema solar. Sua superfície lembra mais uma esponja do mar, com poços profundos e escuros, ornados por cristas afiadas de rocha e gelo, essas mais brilhantes. Além disso, Hyperion foi a primeira lua não esférica a ser descoberta e tem uma órbita bastante excêntrica.

Ao invés de combinar sua rotação e seu período orbital, essa estranha lua de Saturno gira em um padrão caótico, com seu eixo de rotação oscilando de uma maneira bastante imprevisível. Assim como todas as luas do sistema solar externo, sua composição é basicamente água congelada, porém, ela apresenta uma superfície estranhamente escura.

Titã
Lua Titã, a maior de Saturno. Crédito: JPL/Nasa

Titã é a maior lua de Saturno e a única no sistema solar com uma atmosfera própria substancial. Dentro de sua opaca atmosfera, existe uma paisagem bastante peculiar com rios e lagos, diferente da maior parte dos mundos do sistema solar, com exceção da Terra.

Localizada a 1,4 bilhão de quilômetros do sol, a temperatura média de Titã é de -179°C e é essa temperatura assustadoramente fria que faz com que o satélite consiga manter sua atmosfera, que é bastante densa. O satélite é basicamente composto por uma grande quantidade de nitrogênio, com uma proporção relativamente pequena de metano.

Miranda
Lua Miranda, de Urano. Crédito: JPL/Nasa

Miranda é certamente um dos mundos mais esquisitos de todo o sistema solar. Algumas imagens captadas pela Voyager mostram que a lua de Urano, que foi descoberta em 1948, é uma espécie de “colcha de retalhos” de terrenos. Algumas partes do satélite têm uma série de crateras, enquanto outras têm um número próximo de zero desse tipo de formação, indicando um solo mais jovem.

Uma teoria que pode explicar o porquê de Miranda ser como é aponta que o satélite é um “mundo Frankenstein”, ou seja, uma coleção de fragmentos de luas que a precederam, que se aglutinaram em órbita ao redor de Urano. Porém, existe a dúvida sobre quais foram os eventos que causaram a destruição dos satélites que precederam Miranda.

Mimas
A lua Mimas, de Saturno. Crédito: JPL/Nasa

As primeiras imagens de Mimas também foram enviadas à Terra pela Voyager 1, em meados da década de 1980. O que mais surpreendeu à época foi a semelhança entre este mundo e a “Estrela da Morte”, de “Star Wars”. Essa semelhança se dá principalmente por conta de sua principal cratera, que foi batizada de Herschel, em homenagem a William Herschel, que descobriu esta lua em 1789.

Mimas é a mais interna das principais luas de Saturno, orbitando mais perto do planeta anelado do que Encélado, mas mais longe do que Pan e Atlas. Com um diâmetro de apenas 396 km, é o menor objeto esférico com gravidade própria do sistema solar. O fato de um corpo tão pequeno ter gravidade própria é bem interessante, já que objetos maiores não conseguiram isso.

Pan e Atlas
As luas Pan e Atlas. Crédito: JPL/Nasa

Por último, as luas de Saturno Pan e Atlas, que são as menores de todo o sistema solar. Contudo, seu tamanho é inversamente proporcional a sua influência, já que elas podem ser vistas da Terra na forma de uma “lacuna” bastante proeminente criada por elas no sistema de anéis do planeta.

A propriedade mais intrigante desses dois mundos é a sua forma achatada, muito parecida com um disco voador dos filmes trash de ficção científica. Essas duas luas são os exemplos mais famosos das chamadas “luas pastor”, que são pequenos satélites que orbitam dentro ou ao redor de sistemas de anéis de planetas gigantes.

Sabemos que certos atributos são muito subjetivos, o que torna complicado qualificá-los. É fácil dizer quem é o ser humano mais alto, mas o mais belo não é tão simples. O mesmo poderia ser dito sobre as cidades, se não fossem os analistas do Online Mortgage Advisor, plataforma britânica gratuita para corretores de imóveis.

Centrando o critério na arquitetura, a equipa da OMA analisou, via Google Street View, diversas cidades de todo o mundo e, usando a proporção áurea nos edifícios e ruas, calcularam qual deles se aproximava mais da perfeição. Quanto maior a pontuação, mais alta a posição no ranking. Vamos conhecer as seis cidades mais lindas no mundo na lista hoje!

6. Atenas, Grécia
(Fonte: Pexels)

Atenas é uma cidade em que diferentes estilos arquitetônicos compõem a paisagem. Ainda que o imaginário coletivo tenha o rico passado da cidade em mente, é possível encontrar monumentos neoclássicos e arranha-céus mais contemporâneos. Arquitetos costumam dizer que o panorama arquitetônico da cidade é caótico, mas muito interessante.

A grande mudança no estilo de Atenas ocorreu após a independência do Império Otomano, em 1821, e a transformação da cidade em capital do novo país, em 1834. A chegada de arquitetos estrangeiros deu novo vigor ao horizonte da cidade. No cálculo da OMA, a capital grega pontuou 77,5% de proximidade da proporção áurea.
5. Nova Iorque, Estados Unidos

(Fonte: Pexels)

Uma das cidades mais jovens da lista, Nova Iorque possui um estilo arquitetônico variado e diversificado, que abrange diferentes períodos históricos e recortes culturais. O estilo mais associado à cidade é o neoclássico, com fachadas quase sempre em tijolo ou pedra. Na lista da OMA, Nova Iorque marcou 77,7%.

A cidade também sofreu influência do Renascimento grego e gótico na arquitetura, com destaque ao estilo barroco. Já no século XX, a influência francesa com o Beaux-Arts foi predominante, podendo ser vista no prédio da Biblioteca Pública e no Carnegie Hall. Por fim, a Big Apple foi dominada pelo Art Déco.

4. Praga, República Checa
(Fonte: Pexels)

Estar nesta lista é um feito e tanto para Praga, que sobreviveu à bombas arremessadas durante a Segunda Guerra Mundial. Em sua paisagem, convivem diferentes estilos arquitetônicos: românica, gótico, renascentista, barroco e rococó podem ser encontrados pela cidade.

Praga é considerada uma das cidades melhor preservadas em toda a Europa, tanto que seu centro histórico guarda a mesma aparência há séculos. São muitos os prédios considerados patrimônios da humanidade pela Unesco. Na lista da OMA, a cidade marcou 78,7%.

3. Barcelona, Espanha
(Fonte: Pexels)

Começando nosso pódio, Barcelona marcou 81,9% na lista da OMA. Poucas cidades são tão reconhecidas pelos tesouros arquitetônicos como a capital da Catalunha, cujo gênero gótico convive com obras modernistas e de vanguarda. A união de estilos torna Barcelona uma das mais belas e mais visitadas cidades do mundo.

O horizonte dela é conhecido por ser arrojado, colorido, variado, capaz de mesclar o clássico e o moderno. Não à toa, o modernismo catalão, chamado de "modernisme", virou uma leitura particular dos arquitetos locais para a Art Nouveau.

2. Roma, Itália
(Fonte: Pexels)

Tal como acontece em Atenas, a arquitetura de Roma é parte do que define a identidade local. Os romanos levaram adiante muito do legado deixado pelos gregos, e acrescentaram técnicas e materiais para dar um caráter próprio. Com 82% na lista OMA, a capital italiana ficou em segundo lugar.

Quando se pensa em termos arquitetônicos sobre Roma, pensamos nas inovações trazidas ao longo dos séculos, como a basílica, o arco triunfal, o aqueduto, o anfiteatro e o bloco residencial como do complexo Corviale. Muitas construções clássicas são vistas na cidade, convivendo com técnicas e características modernas, ainda que estas últimas sejam minoria.

1. Veneza, Itália
(Fonte: Pexels)

Formada por mais de 100 pequenas ilhas, Veneza é uma cidade sem estradas, cortada por canais e constituída de palácios góticos e renascentistas. É interessante notar como a cidade foi projetada de maneira inteligente, por conta de sua localização pantanosa.

O estilo gótico das construções de Veneza é tão famoso que ganhou uma interpretação própria, a ponto de ser utilizada para descrever o estilo. Influências das civilizações bizantinas e otomanas ajudam a compor o cenário da cidade que ficou em primeiro lugar na lista da OMA. A cidade mais bonita do mundo marcou 83,3% de proximidade da proporção áurea.

    Via: Megacurioso

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A seção "arco-íris" superior são livros de bolso organizados e cortados em blocos. As cores são dos editores, e o dono da curiosa livraria não os pintou.

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Mais informações: sandmanbooks.com | Facebook

BBC/ NDUKA ORJINMO

A escarificação facial já foi popular na Nigéria.
Cortes profundos, normalmente nas duas bochechas ou na testa, eram feitos nas crianças pelas famílias e comunidades, principalmente como marca de identidade. As cicatrizes também contavam histórias de dor, reencarnações e beleza.

Mas a prática foi sendo abandonada depois que uma lei federal proibiu todas as formas de mutilação infantil em 2003. Por isso, as pessoas que hoje têm cicatrizes faciais formam a última geração de pessoas marcadas — e suas listras no rosto são tão variadas quanto os diversos grupos étnicos da Nigéria.

BBC/ NDUKA ORJINMO

Os 15 cortes no rosto de Inaolaji Akeem o identificam como sendo do reino Owu, no Estado de Ogun (sudoeste da Nigéria). Akeem é da realeza e, por isso, ele tem listras longas no rosto.

"É como uma camisa de futebol", brinca, contando que as listras o tornaram popular no mercado local.

Em tom mais sério, Akeem afirma que considera as cicatrizes como sagradas e não acredita que as pessoas devessem marcar seus rostos apenas para embelezar-se.

Essa necessidade de identificação com marcas faciais também era prevalente no norte da Nigéria, especialmente entre o povo Gobir, no Estado de Sokoto.

BBC/ NDUKA ORJINMO

Os ancestrais de Ibrahim Makkuwana, criadores de animais em Gubur, no atual Estado de Sokoto, não tinham marcas faciais.

Mas ele conta que, enquanto se mudavam à procura de terras, "lutaram muitas batalhas e conquistaram muitos lugares".

Os ancestrais de Makkuwana decidiram então fazer marcas de identificação nas bochechas, "parecidas com as dos seus animais, que os ajudassem a identificar seus conterrâneos durante as batalhas", diz. "Esta foi a origem das nossas marcas."

Entre os Gobirawas, existe ainda outra distinção. Seis cicatrizes em uma bochecha e sete na outra indicam que os dois pais são da realeza, enquanto as pessoas com seis marcas de cada lado são da realeza apenas por parte de mãe.

BBC/ NDUKA ORJINMO

Já os filhos de açougueiros têm nove cicatrizes de um lado e 11 do outro, enquanto cinco e seis marcas indicam que a pessoa descende de uma linhagem de caçadores. E os pescadores têm marcas distintas, traçadas até as orelhas.

Marcas de reencarnação
Entre os Yorubás e Igbos do sul da Nigéria, algumas das cicatrizes têm relação com a vida e a morte. Suas comunidades acreditavam que algumas crianças estavam destinadas a morrer antes da puberdade.

Para os Yorubás, essas crianças — conhecidas por eles e pelos Igbos como Abiku e Ogbanje, respectivamente — pertenciam a uma irmandade de demônios que vivia nas grandes árvores de iroco e baobá.

Era comum que as mulheres daquelas comunidades perdessem diversos filhos em seguida, ainda crianças. Acreditava-se que fosse a mesma criança, reencarnando sucessivamente para atormentar a mãe. Essas crianças eram então marcadas para que pudessem ser reconhecidas pelos seus espíritos e pudessem permanecer vivas.

Sabe-se agora que muitas dessas mortes infantis eram causadas por anemia falciforme, uma doença hereditária comum entre as pessoas negras.

BBC/ NDUKA ORJINMO

Yakub Lawal, de Ibadan, no Estado de Oyo (sudoeste da Nigéria), foi marcado como Abiku.

"Esta não é a minha primeira estadia na Terra, eu já estive aqui antes", afirma ele. "Eu morri três vezes. No quarto retorno, recebi essas marcas para que eu parasse de voltar para o mundo dos espíritos."

Da mesma forma que as histórias dos Abiku e Ogbanje, existem as marcas em memória a um membro falecido da família, ou a uma pessoa que havia "renascido".

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As quatro marcas horizontais e três verticais de Olawale Fatunbi foram inscritas pela sua avó, que disse que ele era a reencarnação do seu marido falecido, que tinha essas cicatrizes faciais.

Mas Fatunbi gostaria de não ter essas marcas. "Realmente, eu não gosto delas porque acho que é abuso infantil, mas é a nossa cultura", afirma.

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Com 16 marcas no rosto, é difícil não reconhecer Khafiat Adeleke. Mais difícil é deixar de ver o cartaz enorme na sua loja em Ibadan, com a inscrição Mejo Mejo ("Oito Oito"), representando as cicatrizes nas suas bochechas.

"As pessoas me chamam de Mejo Mejo daqui até Lagos. Minha avó me fez as marcas porque sou filha única", ela conta.

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Mas algumas das marcas foram feitas para embelezar as pessoas.

Foluke Akinyemi recebeu as marcas quando era criança — um sulco profundo em cada bochecha — com a supervisão do seu pai, das mãos de um circuncisador local que também fazia cicatrizes faciais.

"Meu pai tomou a decisão de dar-me uma marca apenas por fazer e porque ele achava bonito", conta. "Ela me faz levantar e agradecer aos meus pais por terem me dado essa cicatriz."

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A história de Akinyemi é similar à de Ramatu Ishyaku, da cidade de Bauchi, no nordeste da Nigéria. Ela tem lacerações parecidas com minúsculos bigodes nos dois lados da boca.

"É para ficar mais bonita", segundo ela, acrescentando que também tatuou o rosto mais ou menos na mesma época.

Ishyaku conta que, quando criança, as marcas em forma de bigode e as tatuagens eram populares na sua aldeia. Ela e seus amigos foram ao barbeiro local e as fizeram.

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As cicatrizes no rosto de Taiwo (que preferiu revelar apenas seu primeiro nome) agora estão se apagando, mas o motivo que a levou a recebê-las permanece na lembrança.

Quando sua irmã gêmea morreu, poucas semanas depois que elas nasceram, Taiwo ficou doente e um curador tradicional recomendou marcar seu rosto para evitar que ela se juntasse à irmã.

Ela conta que melhorou alguns dias após a escarificação, mas isso não fez com que ela gostasse das marcas no seu rosto.

"Elas fazem você se parecer diferente de todos os demais. Preferiria não ter marcas no meu rosto", afirma ela.

BBC/ NDUKA ORJINMO

Existem também marcas como as de Murtala Mohammed, morador de Abuja, a capital da Nigéria. Ele não conhece a história por trás das cicatrizes.

"Quase todas as pessoas na minha aldeia, no Estado de Níger, têm essas marcas, então nunca me preocupei em perguntar", diz.

BBC/ NDUKA ORJINMO

As marcas faciais eram feitas por barbeiros e circuncisadores locais como Umar Wanzam, usando lâminas afiadas. Ele descreve a experiência como dolorosa e feita sem anestésicos.

Muitas pessoas que receberam cicatrizes quando crianças, como Inaolaji Akeem, concordam com a obrigação de proibir a escarificação facial. Ele não transmitiu a tradição para os seus filhos, mesmo antes da proibição.

"Adoro as cicatrizes, mas elas pertencem a outros tempos, a uma era diferente", afirma ele.

Todas as imagens estão sujeitas a direitos autorais
- Esse texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-61818561

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O nome da artista é Weronika, uma designer de camisetas e ilustradora da Polônia. Desde sempre Weronika foi fascinada pela natureza e pelos animais. Quando criança, passava dias observando a vida de insetos e outras pequenas criaturas em seu jardim ou assistindo aos documentários de David Attenborough.


Até hoje a natureza continua a inspirar profundamente. Ela tenta expressar sua admiração pela beleza e multiplicidade de formas de vida através de sua arte. A artista cria desenhos detalhados de animais muitas vezes acompanhados de plantas, fungos, samambaias e musgos. Recentemente a mesma fez uma série de tartarugas e cágados incorporados aos seus ambientes naturais, para expressar a importância da preservação dos habitats naturais e da diversidade de espécies.





























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