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Evidências encontradas na superfície de Marte mostram que, há bilhões de anos, o Planeta Vermelho foi bem mais “azul”, com água fluindo na superfície a ponto de formar lagos e oceanos profundos. Ainda não sabemos para onde toda essa água foi, e a teoria vigente propõe que ela escapou para o espaço — mas, em contraste a este cenário, um novo estudo mostra que de 30% a 90% da água ficou retida em minerais da crosta marciana.

Hoje, os cientistas consideram que houve água o suficiente para cobrir a superfície do planeta em um oceano de até 1,5 km de profundidade, um volume equivalente àquele da água presente no Oceano Atlântico. De fato, uma parte deste total foi perdida por meio do escape para a atmosfera por causa da baixa gravidade de Marte, mas o estudo mostrou que este mecanismo não é o principal: “o escape atmosférico não explica sozinho os dados que temos para a quantidade de água que existiu em Marte”, disse Eva Scheller, co-autora do estudo.

Embora seja a teoria aceita atualmente, o escape da água pela atmosfera não corresponde aos dados do total da água que existiu em Marte (Imagem: Reprodução/NASA/Goddard)

Com o cruzamento de dados arquivados no Planetary Data System (PDS), a equipe uniu dados das várias missões dos programas de exploração de Marte a informações de meteoritos. Isso foi feito para estudar a quantidade de água disponível nos estados sólido, líquido e gasoso, além da composição química da atmosfera e crostas atuais em busca da proporção de deutério para hidrogênio. É que, embora a água seja composta por um átomo de oxigênio ligado a dois de hidrogênio, uma parte bem pequena dos átomos deste último possui um próton e um nêutron no núcleo.

Quando isso acontece, ficamos com o deutério, também apelidado de "hidrogênio pesado”. O nome se deve ao comportamento contrário dos outros átomos de hidrogênio que, como têm somente um próton no núcleo, são leves e escapam facilmente da gravidade do planeta. Por isso, a perda de água pela atmosfera deve deixar um aumento na proporção de deutério que ficou para trás, que seria uma dica do escape atmosférico. Mesmo assim, o processo ainda não explica a diferença entre as proporções do deutério para o hidrogênio.

Assim, os cientistas propõem que, talvez, este mecanismo atua aliado à água que teria ficado presa nos minerais da crosta de Marte, o que explicaria a proporção observada na atmosfera marciana. Ao interagir com rochas, a água forma minerais que a incorporam em sua estrutura — no caso da Terra, esse processo faz com que a crosta se derreta no manto, formando novas camadas nas bordas das placas tectônicas. Depois, a água e outras moléculas são "recicladas", voltando para a atmosfera com a atividade vulcânica.

Contudo, como Marte não tem placas tectônicas, a superfície do planeta fica “seca” permanentemente. Ehlmann explica que descobertas feitas pelas últimas missões do planeta apontam que houve uma grande formação de minerais antigos e hidratados, cuja formação foi reduzindo a disponibilidade de água: “como temos medidas de várias espaçonaves, podemos ver que Marte não faz a reciclagem; então, ou a água ficou presa na crosta, ou foi perdida para o espaço", disse Michael Meyer, cientista líder do programa de exploração de Marte, na NASA.

O estudo mostrou a importância de ter várias formas de estudar nosso vizinho, e a equipe planeja continuar usando os dados de composição isotópica e mineral para saber mais sobre o que aconteceu com os minerais com nitrogênio e enxofre. Além disso, Shcller quer seguir examinando os processos por trás da perda de água com experimentos que simulam as condições climáticas, além de observações da crosta que serão feitas pelo rover Perseverance, com a missão Mars 2020.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Science.

Fonte: JPL, Caltech


Um vídeo do recente colapso no Observatório de Arecibo, que combina dois ângulos diferentes, mostra o momento dramático em que um cabo principal se rompeu, fazendo com que uma plataforma de instrumentos de 900 toneladas caísse sobre a grande antena parabólica.

O primeiro dos dois vídeos foi tirado da sala de controle do Observatório de Arecibo, onde radioastrônomos normalmente fazem seu trabalho. A câmera foi instalada recentemente neste local para capturar um colapso caso viesse a acontecer, explica Ashley Zauderer, diretora do programa do Observatório de Arecibo na Fundação Nacional de Ciência dos EUA.


Como mostra o vídeo, a plataforma não caiu diretamente. O movimento parece com o de um balanço depois que um cabo principal se solta de uma das três torres de suporte.

O vídeo também mostra os topos das torres se quebrando — algumas delas medem mais de 18 metros de comprimento, de acordo com John Abruzzo, diretor da Thornton Tomasetti, uma empresa de engenharia contratada para avaliar a situação após dois cabos terem se rompido nos últimos meses.

O colapso foi “muito violento e imprevisível”, disse Zauderer.

O segundo vídeo, captado por um drone, também é impressionante. Ele estava sendo usado para inspecionar o topo da Torre 4 quando um dos três cabos principais restantes se rompeu. É possível ver três cabos correndo paralelos um ao outro.

Um quarto cabo deveria estar lá, mas se quebrou no início deste mês (você pode ver os restos desgastados do cabo na parte superior). Cada cabo é composto por 170 fios, disse Abruzzo. Dos três cabos restantes, o central falhou, provocando uma reação que levou ao desabamento de toda a estrutura. Um quarto cabo localizado acima do trio era usado para apoiar a passarela.

Incrivelmente, o operador do drone conseguiu virar a câmera para capturar uma vista aérea do terrível acidente, incluindo a plataforma caída, o braço azimutal, a cúpula gregoriana, os cabos e a passarela. Ao longe, o topo da torre 12 pode ser visto caindo da colina à esquerda do prédio de operações.

Ninguém ficou ferido durante essa falha catastrófica, cuja causa exata ainda está sendo determinada. Zauderer disse que todos os detritos perigosos caíram em zonas restritas previamente isoladas.

Felizmente, o centro de visitantes nas proximidades não sofreu nenhum dano grave. Daqui em diante a prioridade continua a ser a segurança, a mitigação dos problemas ambientais e a busca por maneiras de dar suporte à equipe do telescópio e à população de Porto Rico, disse Zauderer. Construída em 1963, a antena de rádio foi recentemente programada para demolição, pois os reparos foram considerados muito perigosos.



Tomada aérea mostra danos no prato e nas torres do Observatório de Arecibo. Foto: Ricardo Arduengo/AFP via Getty Images (Getty Images)




Fonte: gizmodo


Pesquisadores da Toho University, do Japão, e da Nasa conseguiram descobrir por meio de simulações quando o oxigênio da Terra deve acabar. Porém, não há razões para se preocupar, porque isso só deve acontecer daqui a mais ou menos 1 bilhão de anos.

No artigo publicado na revista científica Nature Geoscience, Kazumi Ozaki e Christopher Reinhard descreveram os fatores utilizados nos experimentos para chegar nesses resultados. Os cientistas levaram em consideração o clima, processos biológicos e geológicos, assim como a atividade do sol.

Depois disso, eles usaram um computador para rodar a simulação e estudar como a Terra reagia a todos estes processos. A partir daí, eles descobriram que à medida que o sol fica mais quente, ele libera mais energia.

Isso deverá fazer os níveis de dióxido de carbono na atmosfera da Terra caírem, porque o gás vai absorver o calor e se decompor. Além disso, a camada de ozônio também seria queimada, em um processo que acabaria com a vida das plantas, que são as produtoras do oxigênio.

Segundo os pesquisadores, este processo levaria em torno de 10 mil anos, culminando em um período em que o CO2 alcançaria níveis tão altos que a vida vegetal será totalmente extinta, o que causaria a extinção de todas as criaturas que vivem na terra e no mar por conta da falta de uma atmosfera respirável.

Não seria o fim da vida
Algumas bactérias ainda conseguiriam sobreviver. Crédito: Domínio Público

Entretanto, apesar da morte de todo vegetal e animal terrestre e marinho, este processo não levaria ao fim de toda forma de vida na Terra. Apesar de não haver mais nenhuma criatura que respira, algumas bactérias ainda sobreviveriam.

Desta forma, o planeta voltaria ao cenário de antes da evolução de plantas e animais. De acordo com Ozaki e Reinhard, a realização desta simulação é importante para outros estudiosos que procuram vida em outros planetas, já que, segundo eles, a janela de oportunidade pode ser mais curta do que se pensava anteriormente.

Caminhada na neblina (2º Lugar / Analógico / Filme / Paisagem)

"Tirei esta foto em um dia de neblina. Perto da minha casa está um grande carvalho velho. Nesse dia, a atmosfera era incomum. Ao longe, vi uma pessoa com um cachorro. O clima era muito misterioso e cinematográfico."

Às vezes é bom ser um pouco nostálgico, e o que pode ser mais nostálgico do que fotos analógicas? Veja do que são feitas as suas habilidades fotográficas: inscreva-se no IPA, pois agora está aberto para inscrições.

Aqui esta uma amostra das melhores fotografias analógicas de 2020 do International Photography Awards.

Tempo (1º Lugar / Analógico / Filme / Retrato)
Retratando o tempo no oceano.

Irmão (3º Lugar / Analógico / Filme / Paisagem)
"'Brother' foi filmado em Milos, Grécia (verão de 2018), e apresenta dois irmãos adolescentes franceses pulando juntos ao anoitecer. Isso ressoou em mim, pois eu também tenho um 'irmão' e lembro com carinho a camaradagem daqueles momentos que agora parecem há muito tempo. Os meninos da foto estavam naquela idade em que nos sentíamos mais próximos; depois de crescer brigando e provocando um ao outro, nos unimos depois de sair da escola, gostando genuinamente da companhia um do outro. No entanto, me lembro que esse tempo foi passageiro, como se tornando um adulto significa, inevitavelmente, embarcar em suas próprias jornadas individuais, afastando-se mais uma vez."

Areias branca (2º lugar / Analógico / Filme / Paisagem)
"Este trabalho enfoca as formas e curvas formadas pelas dunas de areia em constante mutação do Novo México. Com poucos pontos de referência, escala e perspectiva se perdem, criando uma interpretação mais cativante da paisagem."

Nevoeiro (1º lugar / Analógico / Filme / Paisagem)
"O nevoeiro é um fenômeno dominante durante o final do outono na região central da Suíça. A natureza parece reduzida e frequentemente mística. O jeito que adoro fotografar. Esta série foi tirada nas redondezas onde eu moro."

.... olhando para a luz (2º lugar / Analógico / Filme / Retrato)
Uma foto maravilhosamente composta, demonstrando exatamente o título.

Nevoeiro (1º lugar / Analógico / Filme / Paisagem)
"O nevoeiro é um fenômeno dominante durante o final do outono na região central da Suíça. A natureza parece reduzida e muitas vezes mística. A forma como adoro fotografar. Esta série foi tirada nas redondezas onde moro."

Palme Blu (3º lugar / Analógico / Filme / Outro)
"Palme Blu é um projeto focado na sociedade adulta italiana, filmado na praia de uma pequena cidade na costa do Mar Adriático chamada San Benedetto del Tronto. Estou muito interessado em costumes sociais e comportamento. Acho que as pessoas alcançam, durante as férias e principalmente na praia, um tipo particular de liberdade e ainda assim são bastante vulneráveis. Gosto de olhar a forma como nos relacionamos hoje em dia, em constante mudança, e também refletir sobre como certos comportamentos e acontecimentos não sofreram mutação de forma alguma."

Noite de verão de Vova (fotógrafo analógico / cinematográfico do ano)
Um vislumbre das lembranças de nossas infâncias passadas durante o verão: amigos, sol no rosto e longas noites em busca de aventuras.

"Esta foto para mim é sobre o verão. Sobre longos dias de sol, que sempre são ainda mais longos quando você é criança. É sobre caminhar por campos de trigo intermináveis até a praia, encontrar uma moeda no bolso que você nunca pensou que estivesse lá, e compartilhar refrigerante gelado com seus amigos. A escola acabou e o outono parece estar a quilômetros de distância, há uma grande expectativa do que acontecerá nos dias que virão. O verão é especial. E à noite, tudo fica mais misterioso e mágico e tudo parece diferente, de alguma forma com uma profundidade recém-descoberta, invisível na luz diária."

Guarda florestal Adamson (3º lugar / Analógico / Filme / Retrato)
Fotografado acima, está o guarda Adamson, da Serva Conservancy. Ele dedicou sua vida a proteger a vida selvagem do norte do Quênia, dissipando o conflito homem-vida selvagem e arriscando sua vida lutando contra caçadores ilegais. Ele é apenas um dos muitos que desejam proteger a vida selvagem da África da extinção.

Não sei quem sou, apenas de onde venho (1º lugar / Analógico / Filme / Outro)
"Este é um projeto de documentário sobre o crescimento em uma pequena comunidade, em uma ilha na costa oeste da Noruega. É também sobre uma garota que acabou se mudando, desesperada para se distanciar do lugar onde nasceu e foi criada. Mas mais do que qualquer coisa, é uma jornada pessoal de voltar, depois de anos de terapia e de morar no exterior, tentando olhar o lugar com novos olhos - sem reprimir as lembranças ruins. Esta é minha tentativa de abraçar o fato inevitável de que algumas coisas serão para sempre conectado. Talvez eu nunca saiba quem eu realmente sou. Mas definitivamente é daqui de onde eu venho."

Oculto à vista (3º lugar / Analógico / Filme / Belas Artes)
"Durante o processamento do filme, aprendi que o filme em preto e branco não é totalmente preto e nem totalmente branco. O lado da emulsão é preto e branco, mas o lado anti-halation tem cores. Meu processo de revelação de filme às vezes permite as cores permanecem após o processamento. Este filme com uma imagem colorida ainda é um filme BW? Meus filmes têm duas realidades distintas simultaneamente: existência e não existência. Conceitualmente, há um filme em preto e branco e uma imagem. Porém, visualmente , há uma imagem colorida e um filme colorido. A imagem e a cor estão presentes, mas, ao mesmo tempo, não."

Nevoeiro (1º lugar / Analógico / Filme / Paisagem)
"O nevoeiro é um fenômeno dominante durante o final do outono na região central da Suíça. A natureza parece reduzida e muitas vezes mística. A forma como adoro fotografar. Esta série foi tirada nas redondezas onde moro."

Lar exemplar (2º lugar / Analógico / Filme / Outro)
Lar exemplar explora a parte noroeste da Bulgária rural. Seu objetivo é ilustrar os efeitos da rápida urbanização e da globalização progressiva nas partes mais vulneráveis da sociedade búlgara. Envolve-se com o ar surreal da província e do seu povo através do miradouro de um expatriado búlgaro, regressando a uma paisagem carregada de memórias de infância. Esse momento levou à descoberta de uma intersecção de narrativas, abrangendo os períodos da Renascença Búlgara, passando pela era soviética e agora pós-soviética.

Crianças de Nungwi (3º lugar / Analógico / Filme / Outros)
Nungwi, um vilarejo no norte de Zanzibar, na Tanzânia, cuja população é de mais de 10.000 pessoas. Os aldeões vivem principalmente da pesca e de alguma agricultura e turismo. As crianças estudam em dois turnos. Algumas das salas de aula são unificadas devido à falta de professores e ao orçamento. Quando os alunos não estão na escola, ajudam a família na pesca e em tudo o que for necessário. Ao pôr do sol, eles também encontram tempo para jogos compartilhados na praia. No bloco.

Quando ela fala (2º lugar / Analógico / Filme / Retrato)
“Este é um retrato da minha melhor amiga Lissy, tirado com uma Yashica FR1 e um rolo de filme APX preto e branco. Ela é uma das mulheres mais fortes que conheço, e linda, e sinto que esta fotografia captura sua essência perfeitamente."

Metal Pesado (2º lugar / Analógico / Filme / Belas Artes)
A beleza das ferramentas do dia-a-dia fotografadas em luz suave para maximizar a saturação da cor.

Comunicação (3º Lugar / Analógico / Filme / Retrato)
Um símbolo perfeito da comunidade - especialmente dos jovens: nos comunicamos por meio de telefones e dispositivos, em vez de pessoalmente, diretamente uns com os outros.

Por favor, Salve DEVERO (1º Lugar / Analógico / Filme / Belas Artes)
Investigação da difícil relação entre homem e natureza no delicado e precioso ecossistema dos Alpes, que corre o risco de ser rompido por novas intervenções invasivas de antropização. As paisagens evocativas do Alpe Devero (Itália) ganham vida nos momentos do quotidiano urbano. Uma Cassandra moderna abre uma janela para um futuro alarmante. Uma história, uma visão surrealista de como os lugares hoje ainda encantadores e protegidos podem ser, amanhã, a seguir à nova exploração econômica que vai transformar um lugar que hoje é de todos em propriedade de poucos eleitos.

PETRICHOR (1º Lugar / Analógico / Filme / Belas Artes)
“PETRICHOR é um projeto fotográfico que examina a exploração da minha própria existência. Ao registrar as visões que vão aparecendo na minha memória, busco a resposta sobre o que é o mais importante na mudança contínua do tempo. Esse projeto vem da minha incerteza de longo prazo sobre o crescimento e o tempo. Durante a exploração, entendo que a tensão entre a idade adulta e a juventude deriva da autoexistência, e minha confusão sobre ser um ser vivo na passagem do tempo não pode ser respondida pelo próprio tempo, mas será ser respondido olhando para baixo a ideia de 'eu mesmo'."

Não sei quem sou, apenas de onde venho (1º lugar / Analógico / Filme / Outro)
"Este é um projeto de documentário sobre o crescimento em uma pequena comunidade, em uma ilha na costa oeste da Noruega. É também sobre uma garota que acabou se mudando, desesperada para se distanciar do lugar onde nasceu e foi criada. Mas mais do que qualquer coisa, é uma jornada pessoal de voltar, depois de anos de terapia e de morar no exterior, tentando olhar o lugar com novos olhos - sem reprimir as lembranças ruins. Esta é minha tentativa de abraçar o fato inevitável de que algumas coisas serão para sempre conectado. Talvez eu nunca saiba quem eu realmente sou. Mas definitivamente é daqui de onde eu venho."

Areias branca (2º lugar / Analógico / Filme / Paisagem)
"Este trabalho enfoca as formas e curvas formadas pelas dunas de areia em constante mutação do Novo México. Com poucos pontos de referência, escala e perspectiva se perdem, criando uma interpretação mais cativante da paisagem."

Lar exemplar (2º lugar / Analógico / Filme / Outro)
Lar exemplar explora a parte noroeste da Bulgária rural. Seu objetivo é ilustrar os efeitos da rápida urbanização e da globalização progressiva nas partes mais vulneráveis da sociedade búlgara. Envolve-se com o ar surreal da província e do seu povo através do miradouro de um expatriado búlgaro, regressando a uma paisagem carregada de memórias de infância. Esse momento levou à descoberta de uma intersecção de narrativas, abrangendo os períodos da Renascença Búlgara, passando pela era soviética e agora pós-soviética.

Novos Mares (Fotógrafo analógico / cinematográfico do ano)
"Timothy Morton pensa na mudança climática como um 'hiperobjeto' - um objeto incompreensivelmente grande estendido no espaço-tempo. Reconhecível apenas em partes, mas nunca ao mesmo tempo. Microplásticos são partículas quase imperceptíveis, mas ao mesmo tempo onipresentes no oceano . Eu os imaginava como plâncton sintético de todas as cores concebíveis, vagando invisivelmente de um lugar para outro. Passei muito tempo à beira-mar, então foi mais fácil para mim ver que as cristas brancas das ondas criam um branco ilimitado. papel cinza no espaço e no tempo. Eu só precisava preenchê-lo com luz para revelar o invisível."

Rio Seco (3º Lugar / Analógico / Filme / Paisagem)
"Nas pradarias da Mongólia Interior, China, tive a sorte de poder ter uma visão de helicóptero da paisagem da pradaria, mas vi este rio seco. Um guia local me disse que, se não protegermos o meio ambiente, este campo de mais de um milhão de quilômetros quadrados em breve se tornará um deserto."

Nevoeiro (1º lugar / Analógico / Filme / Paisagem)
"O nevoeiro é um fenômeno dominante durante o final do outono na região central da Suíça. A natureza parece reduzida e muitas vezes mística. A forma como adoro fotografar. Esta série foi tirada nas redondezas onde moro."

Por favor salve DEVERO (1º Lugar / Analógico / Filme / Belas Artes)
Investigação da difícil relação entre homem e natureza no delicado e precioso ecossistema dos Alpes, que corre o risco de ser rompido por novas intervenções invasivas de antropização. As paisagens evocativas do Alpe Devero (Itália) ganham vida nos momentos do quotidiano urbano. Uma Cassandra moderna abre uma janela para um futuro alarmante. Uma história, uma visão surrealista de como os lugares hoje ainda encantadores e protegidos podem ser, amanhã, a seguir à nova exploração econômica que vai transformar um lugar que hoje é de todos em propriedade de poucos eleitos.

Areias branca (2º lugar / Analógico / Filme / Paisagem)
"Este trabalho enfoca as formas e curvas formadas pelas dunas de areia em constante mutação do Novo México. Com poucos pontos de referência, escala e perspectiva se perdem, criando uma interpretação mais cativante da paisagem."

Areias branca (2º lugar / Analógico / Filme / Paisagem)
"Este trabalho enfoca as formas e curvas formadas pelas dunas de areia em constante mutação do Novo México. Com poucos pontos de referência, escala e perspectiva se perdem, criando uma interpretação mais cativante da paisagem."

Metal Pesado (2º lugar / Analógico / Filme / Belas Artes)
A beleza das ferramentas do dia-a-dia fotografadas em luz suave para maximizar a saturação da cor.

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Uma inscrição de mais de 1500 anos encontrada em uma pedra recentemente descoberta em Israel confirmou para arqueólogos o complexo cenário religioso da região no século 5: a frase “Cristo, nascido de Maria” inscrita em grego na pedra confirma a existência de templos cristãos em assentamentos árabes antes mesmo do advento do Islã. Encotrada no Vale de Jezreel, na cidade Tayibe, ao norte de Israel – região de forte tradição árabe – a novidade sugere que não só o cristianismo poderia ser popular na região até o período, como possivelmente a religião conviveu com o islamismo durante o início do período muçulmano, no início do século 6.


Pedra encontrada com a inscrição em Israel
A descoberta do artefato foi confirmada pelo Instituto de Antiguidade de Israel, como parte da entrada de uma igreja construída no fim do século 5 – a frase foi inscrita em uma pedra que contém outras sete linhas que, destruídas pelo tempo, tornaram-se ilegíveis. “A importância da inscrição é que até agora não sabíamos com certeza se havia igrejas deste período nesta área”, afirmou Walid Atrash, arqueólogo do Instituto, em entrevista.

Outras descobertas anteriores já haviam confirmado a existência de igrejas na região – a importância da novidade, porém, está no período a que corresponde: nenhuma igreja tão antiga havia até então sido descoberta, confirmando portanto a presença cristã na região durante o período bizantino. Segundo Atrash, a nova descoberta “fechou o círculo, e agora sabemos que havia cristãos nesta área durante esta era”.

A pedra foi encontrada em meio a escavações que revelaram também um piso em mosaico, assim de outra igreja datada do período das cruzadas – os estudos agora buscam descobrir se a construção foi levantada por cristãos ou judeus. “A inscrição saúda aqueles que entram e os abençoa. Portanto, é claro que o edifício é uma igreja, e não um mosteiro: as igrejas saudavam os crentes na entrada, enquanto os mosteiros tendiam a não fazer isso”, afirmou Leah Di Segni, outra pesquisadora do Instituto. Segundo os pesquisadores, a igreja provavelmente foi destruída em um dos muitos terremotos que abalaram a região durante o período.

Mosaico encontrado no local onde a pedra foi descoberta

Fonte: Hypeness


O fragmento de osso e suas inscrições. Crédito: Marion Prévost

Fragmento de osso de animal de cerca de 120 mil anos atrás apresenta seis inscrições que não poderiam ter sido feitas acidentalmente

Cientistas e historiadores há muito supõem que gravuras em pedras e ossos têm sido usadas como uma forma de simbolismo que remonta ao período Paleolítico Médio (250.000-45.000 a.C.). As descobertas para apoiar essa teoria, no entanto, são extremamente raras. Mas uma novidade pode começar a mudar esse quadro.

Arqueólogos da Universidade Hebraica e da Universidade de Haifa (Israel), juntamente com uma equipe do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS), encontraram evidências do que pode ser o uso mais antigo conhecido de símbolos. Os símbolos foram achados em um fragmento de osso na região de Ramle, no centro de Israel, e acredita-se que tenham aproximadamente 120 mil anos de idade. A descoberta foi tema de artigo publicado na revista “Quaternary International”.

Notavelmente, o fragmento permaneceu quase intacto. Os pesquisadores conseguiram detectar nele seis gravuras semelhantes em um lado do osso. Isso os levou a acreditar que estavam na posse de algo que tinha um significado simbólico ou espiritual. O objeto foi descoberto em um coleção de ferramentas de sílex e ossos de animais expostos em um local durante escavações arqueológicas.

Ilustração que salienta as ranhuras. Crédito: Marion Prévost

Ferramenta afiada
O dr. Yossi Zaidner, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica, diz que o lugar provavelmente foi usado como acampamento ou ponto de encontro para caçadores paleolíticos que abatiam os animais capturados naquele local. Acredita-se que o osso identificado tenha vindo de um animal de grande porte selvagem já extinto, uma espécie muito comum no Oriente Médio naquela época.

Usando imagens tridimensionais, métodos microscópicos de análise e reprodução experimental de gravuras em laboratório, a equipe conseguiu identificar seis gravações diferentes, com comprimento de 38 a 42 milímetros. A drª Iris Groman-Yaroslavski, da Universidade de Haifa, explicou: “Com base em nossa análise de laboratório e descoberta de elementos microscópicos, pudemos supor que as pessoas nos tempos pré-históricos usaram uma ferramenta afiada feita de pedra para fazer as gravações.”

Os autores do artigo enfatizam que sua análise deixa muito claro que as gravuras foram definitivamente feitas intencionalmente pelo homem e não podem ter sido o resultado de atividades de abate de animais ou processos naturais ao longo dos milênios. Eles apontaram para o fato de que as ranhuras das gravuras descobertas são claramente em forma de U. Além disso, elas são largas e profundas o suficiente para que não pudessem ter sido feitas por outra coisa que não a intenção de humanos de esculpir linhas no osso.

A análise também conseguiu determinar que o trabalho foi executado por um artesão destro em uma única sessão de trabalho.

Mensagem definitiva
Marion Prévost, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica, diz que tudo indicava que havia uma mensagem definitiva por trás do que foi esculpido no osso. “Rejeitamos qualquer suposição de que essas ranhuras fossem algum tipo de rabisco inadvertido. Esse tipo de arte não teria visto tal nível de atenção aos detalhes.”

Então, qual era a mensagem por trás das seis linhas no osso? “Esta gravura é muito provavelmente um exemplo de atividade simbólica. É também o exemplo mais antigo conhecido dessa forma de mensagem usada no Levante”, escrevem os autores. “Nossa hipótese é que a escolha desse osso em particular estava relacionada ao status daquele animal naquela comunidade de caçadores. Ela também é indicativa da conexão espiritual que os caçadores tinham com os animais que matavam.”

O dr. Zaidner afirmou: “É justo dizer que descobrimos uma das gravuras simbólicas mais antigas já encontradas na terra – e certamente a mais antiga no Levante. Essa descoberta tem implicações muito importantes para a compreensão de como a expressão simbólica se desenvolveu nos humanos. Ao mesmo tempo, embora ainda não seja possível determinar o significado exato desses símbolos, esperamos que a continuação da pesquisa desvende esses detalhes-chave.”


Nesta semana, a missão chinesa Tianwen-1 entrou com sucesso na órbita de Marte e registrou imagens desta etapa da missão. Nesta sexta-feira (12), a agência espacial CNSA, da China, publicou um vídeo que mostra o momento em que a nave ativou os motores no processo de frear e reduzir sua velocidade para que, assim, fosse capturada pela gravidade do Planeta Vermelho e entrasse na órbita.

No vídeo, podemos ver Marte entrando de pouco a pouco no campo de visão da câmera da sonda. É possível notar também um pouco de vibração na filmagem, que foi causada pela ativação dos motores durante o voo do lado diurno do planeta para o noturno. Por fim, podem ser vistos brevemente alguns componentes da sonda, como o painel de energia solar e a antena direcional. O planeta e suas crateras aparecem em preto e branco nas imagens, em contraste com a escuridão do espaço.

Confira as imagens feitas pela Tianwen-1:

Ainda de acordo com a CNSA, o vídeo foi feito a partir da reprodução de imagens estáticas, a uma taxa de 10 quadros por segundo. As imagens foram feitas pelas câmeras no painel solar e na antena da sonda, que tiraram fotos a cada três segundos durante 30 minutos. A Tianwen-1 está equipada com um sistema de monitoramento composto por várias câmeras, que estão programadas para tirar “selfies” no espaço profundo e registrar manobras essenciais para a missão — tudo isso de forma autônoma, sem ações das equipes do controle da missão em solo.

A nave Tianwen-1, cujo nome significa algo como “busca pela verdade celestial”, pesa cinco toneladas e conta com um orbitador, um lander e um rover alimentado por energia solar, que deverá pousar na superfície do Planeta Vermelho em maio. A Tianwen-1 foi uma das missões lançadas no ano passado durante a breve janela de maior proximidade entre Marte e a Terra, e fez alguns registros durante a viagem. Agora que chegou ao planeta, irá passar alguns meses estudando locais para pousar o rover, e assim, iniciar estudos da geologia marciana, seus campos gravitacionais, distribuição de água por lá, entre outros.

Este foi o passo mais recente do programa espacial chinês, que possui objetivos como o estabelecimento de uma estação espacial tripulada já no ano que vem, além de levar astronautas para a Lua. Além da Tianwen-1, a missão árabe Hope Mars também entrou na órbita marciana nesta semana, e é esperado que a Mars 2020, da NASA, chegue ao planeta em 18 de fevereiro, levando o rover Perseverance e o helicóptero Ingenuity.


Em dezembro de 2020 o radiotelescópio do observatório de Arecibo, em Porto Rico, desabou após 57 anos de operação. O local desempenhou papel fundamental em diversas descobertas astronômicas e sua desativação desmotivou diversos profissionais da área. Porém, uma nova imagem da Lua trouxe ânimo aos astrônomos.

A nova imagem da superfície do satélite terrestre natural foi obtida por uma equipe de astrônomos através do radiotelescópio de Green Bank, nos Estados Unidos. O feito foi um grande marco por ser a primeira vez que este telescópio móvel com mais de 100 metros de diâmetro é utilizado desta forma.

Apesar de ter apresentado resultado satisfatório, o novo sistema em Green Bank não foi desenvolvido para substituir o observatório de Arecibo. A ideia inicial é que os dois trabalhassem em conjunto, mas a deterioração e desabamento do radiotelescópio em Porto Rico impediu a união dos trabalhos.

Karen O’Neil, diretora do observatório responsável pela nova imagem da Lua, afirmou que os resultados são fantásticos e que a primeira fase do experimento preliminar foi um sucesso.

A técnica de radar consiste em enviar ondas de rádio para o espaço e investigar como essas ondas refletem na superfície, obtendo as informações a partir do eco que volta à Terra. Nesta nova experiência, a equipe do observatório montou um transmissor na antena do telescópio de Green Bank, que enviou um sinal à Lua que foi captado por outras antenas astronômicas nos Estados Unidos.

A imagem mostra a região onde a nave Apollo 15 posou em 1971. Graças aos ecos obtidos pela tecnologia é possível reconstruir detalhadamente os relevos da Lua, incluindo crateras e montanhas. E com o sucesso do resultado, é possível pensar na construção de um sistema ainda mais potente, capaz de explorar objetos mais distantes da Terra.


Logo mais estaremos de volta à Lua. A Nasa e outras agências espaciais (públicas e privadas) estão preparando voos para o nosso satélite natural, e muitos fatores são decisivos para o sucesso dos planos futuros de exploração espacial. Um dos principais é a existência de água na Lua, que pode servir de combustível para viagens mais longas. Mas de onde ela veio?

Antes da era Apollo, a lua era considerada um deserto, mas muitos estudos posteriores encontraram gelo em crateras polares, água presa em rochas vulcânicas e até depósitos de ferro enferrujado no solo lunar. Apesar dessas descobertas, ainda não há uma confirmação verdadeira da extensão ou origem da água na Lua.

A teoria mais difundida é que íons de hidrogênio carregados positivamente impulsionados pelos ventos solares bombardearam a superfície lunar, provocando reações que criaram a água que encontramos hoje. Porém, um novo estudo publicado no Astrophysical Journal Letters propõe que o vento solar pode não ser a única fonte de íons neste processo.

Ventos da Terra
De acordo com os pesquisadores, partículas da Terra podem semear a lua com moléculas de água, e o mesmo pode acontecer com outros planetas e seus satélites. Da superfície de Marte às luas de Júpiter, passando pelos anéis de Saturno, cometas, asteroides e Plutão – todos esses lugares possem moléculas de água.

Supunha-se anteriormente que a água foi incorporada a esses corpos celestes durante a formação do Sistema Solar, mas há evidências de que sua dispersão pelo espaço é muito mais dinâmica. Embora o vento solar seja uma fonte provável, modelos computacionais indicam que até a metade da água deveria evaporar e desaparecer em regiões de alta latitude da Lua quando o satélite está sob a influência do campo magnético da Terra.

O “vento da Terra”, composto de íons de oxigênio (cinza) e íons de hidrogênio (azul brilhante), que pode reagir com a superfície lunar para criar água. Imagem: E. Masongsong/UCLA EPSS/Nasa/GSFC SVS.

Mas isso não acontece. A partir de dados coletados pelo Mapeador de Mineralogia da Lua do satélite Chandrayaan-1, os cientistas sugerem que a água lunar pode ser reabastecida por fluxos de íons magnetosféricos, também conhecidos como “vento da Terra”.

O campo magnético da Terra impede que o vento solar chegue à lua, então a água não poderia ser regenerada mais rápido do que foi perdida. Mas o que ocorre na realidade é que a Lua é bombardeada de isótopos de oxigênio que vazam da nossa camada de ozônio. Essas moléculas se incrustam no solo lunar, junto com íons de hidrogênio.

Essa “ponte de água” pode reabastecer a Lua com novas moléculas e manter a quantidade de água na superfície. Os pesquisadores acreditam que estudos futuros do vento solar e dos ventos planetários podem revelar mais sobre a evolução da água em nosso Sistema Solar e os efeitos potenciais da atividade solar e da magnetosfera em outras luas e corpos planetários.

Com esse conhecimento, cientistas poderão prever as melhores regiões para exploração futura, mineração e eventual assentamento na Lua.

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