11/29/11


Ladrãozinho não é nenhum lord inglês
Ladrãozinho não é nenhum lord inglês
Um ladrão foi forçado pela polícia a escrever uma carta com um pedido de desculpas à vítima assaltada por ele.
No entanto, em vez de demonstrar arrependimento, o bandidinho de 16 anos, que não teve o nome divulgado pela polícia de Leeds, na Inglaterra, resolveu ser rude... e um tanto sincero.
“Não sei porquê estou escrevendo esta carta para você! Fui forçado pela polícia”, disse no pedido de desculpas.
“Para ser honesto, não estou chateado ou arrependido pelo fato de ter invadido sua casa. Basicamente, foi sua culpa. Você cometeu erros estúpidos”, completou, em um documento repleto de erros de ortografia em inglês.
Para o ladrãozinho, a vítima errou ao deixar a janela e a cortina abertas durante a noite.
A carta, claro, não foi entregue à vítima pela polícia que criticou a atitude do bandido adolescente, mas fez algumas ressalvas.
“O conteúdo da carta é nojento, mas atenta para a maneira fria e calculista usada pelos ladrões para escolher seu alvo”, afirmou a inspetora Melanie Jones.
*Com informações da Reuters


Steve Vickers 
Em Harare



A polícia do Zimbábue acredita que uma quadrilha nacional de mulheres esteja atacando homens sexualmente para retirar seu sêmen para o uso em rituais que supostamente trariam prosperidade.

Nesta segunda-feira, três mulheres supostamente ligadas à gangue começam a ser julgadas na capital do Zimbábue, Harare. Esse foi o primeiro caso de prisões de acusadas, mais de um ano após os primeiros relatos sobre o caso, que chocaram o país.

Uma suposta vítima, que pediu anonimato, relatou sua experiência à TV do país em julho. Ele disse ter sido atacado após aceitar uma carona de um grupo de três mulheres em Harare.

"Uma das mulheres jogou água na minha cara e elas me injetaram algo que me deu um forte desejo sexual", contou.

"Elas pararam o carro e me forçaram a manter relações sexuais com cada uma delas diversas vezes, usando preservativos", disse.

"Quando elas terminaram, me deixaram totalmente nu no meio do mato. Algumas pessoas me ajudaram a chamar a polícia, que me levou ao hospital para tratar dos efeitos dessa droga que elas haviam dado para mim, porque o forte desejo sexual continuava", afirmou.

Prostitutas ocupadas

As mulheres presas foram indiciadas por 17 acusações de ataque indecente agravado - já que a lei do Zimbábue (assim como a do Brasil) não considera estupro uma mulher forçar um homem a manter relações sexuais.

Elas foram detidas no início do mês na cidade de Gweru, a 275 quilômetros a sudoeste de Harare, após policiais terem encontrado 31 preservativos usados no carro em que elas viajavam.

As mulheres negam as acusações, dizendo que são prostitutas e que não haviam jogado fora os preservativos porque estavam muito ocupadas.

Após serem soltas sob fiança, elas foram confrontadas e ameaçadas por uma multidão. Elas dizem que têm sido forçadas a permanecer dentro de casa desde então, para evitar a atenção indesejada.

O porta-voz da polícia Andrew Phiri disse à BBC acreditar que as mulheres pertencem a uma gangue que atua em todo o país.

"Nós recebemos relatos de diferentes cidades e províncias do país, de que isso está acontecendo nas estradas", disse.

"Ainda temos de descobrir por que isso está acontecendo. Ouvimos especulações de que está ligado a rituais", afirmou.

Acredita-se que o sêmen seja usado em rituais para trazer sucesso nos negócios e há até mesmo rumores de que o sêmen tem sido vendido para outros países.

Mas o professor universitário Claude Mararikei, especialista em sociologia e cultura, afirmou à BBC que o uso do sêmen "está na área de rituais e magia, que é quase uma sociedade secreta".

"Até mesmo pesquisadores não querem entrar nessa área porque você pode não sair vivo depois de publicar qualquer coisa que descubra", disse.

Casos não denunciados

Os primeiros relatos de ataques foram alvo de curiosidade e descrença, mas homens que falaram à BBC disseram que agora estão tratando a questão com seriedade.

"Agora só ando de ônibus quando ele está cheio e não pego caronas em carros particulares, principalmente se houver mulheres dentro", afirmou um homem que não quis se identificar.

"Precisamos tomar cuidado, porque há mulheres atacando homens. Isso está mesmo acontecendo", disse.

Em Harare, uma mulher identificada como Sibongile afirma que o caso está manchando a imagem de seu gênero.

"É muito ruim que haja mulheres tão mesquinhas que querem ganhar dinheiro fácil dessa maneira", disse ela à BBC no centro de Harare.

A polícia não diz quantos casos foram denunciados.

Nakai Nengomasha, um psicólogo que está trabalhando com três homens que dizem terem sido vítimas de ataques de mulheres, acredita que há muitos casos que não foram denunciados.

"Acho que há muitos casos que não foram relatados, porque as vítimas acham que não se sentirão suficientemente homens se falarem sobre esses assuntos", disse.

"Alguns deles precisam lidar com a questão de ver o ataque como uma perda da masculinidade e de se sentirem sujos", afirmou.

Isso é algo por que passou o homem que denunciou o caso na TV, que disse ter pensado em suicídio.

"Sinto-me violado e desapontado, porque quando contei para minha mulher o que aconteceu, ela me deixou, junto com um de nossos três filhos. Espero que ela volte", disse.



A foto que levou Hersh a ser detido em 2004; à época, ele teve de pagar multa de R$ 36 mil para ser solto
A foto que levou Hersh a ser detido em 2004; à época, ele teve de pagar multa de R$ 36 mil para ser solto
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação da American Airlines por gesto obsceno do piloto americano Dale Robbin Hersh. Em 2004, ele mostrou o dedo médio a sete agentes da Polícia Federal no desembarque do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Mas o TJ diminuiu o valor da indenização por danos morais que a empresa terá de pagar a cada agente. Em 2006, os policiais decidiram processar a empresa por danos morais e a companhia havia sido sentenciada a pagar 500 salários mínimos por danos morais para cada um deles. Agora, o valor foi revisto para 100 salários mínimos.
O gesto de Hersch foi feito enquanto o piloto tirava foto de identificação no desembarque do aeroporto, em 14 de janeiro de 2004, na frente de sua tripulação. Os agentes só perceberam quando viram a foto e então lhe deram voz de prisão. Para ser solto, o piloto teve de pagar multa de R$ 36 mil. Na época, o Brasil exigia identificação dos americanos que entravam no País alegando reciprocidade - esse era o tratamento dado a brasileiros que entravam nos Estados Unidos após endurecimento das medidas antiterror.
O valor de 100 salários mínimos ainda é considerado elevado. Mas, para os advogados Frederico Manssur, Eduardo Natal e Bruno Bergmanhs, que defenderam os agentes, é "justo". "A punição tem de ser exemplar", defende Manssur. Ele explicou ainda que a punição se dá contra a empresa, não contra o piloto, porque ele estava no Brasil na condição de preposto da American Airlines e fez o gesto na frente da tripulação.
Procurada, American Airlines informou que não tem conhecimento do acórdão, que deve ser publicado na próxima semana, e preferiu não se manifestar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Lente projetaria imagens e informação em frente ao usuário
Lente projetaria imagens e informação em frente ao usuário



Uma nova geração de lentes de contato capazes de projetar imagens na frente do usuário está um passo mais perto da realidade, depois que os cientistas testaram com sucesso o aparelho em animais.
A tecnologia permitiria a leitura de textos, como emails, através de projeções holográficas, assim como o aperfeiçoamento da visão através de imagens geradas por computador.
Os pesquisadores das Universidades de Washington, nos EUA, e de Aalto, na Finlândia, responsáveis por desenvolver a lente biônica, dizem que os primeiros testes, realizados com coelhos, não registraram efeitos adversos evidentes da invenção.
Incrementada através da implantação de centenas de pixels (o menor elemento de uma imagem digital), a lente poderia ser usada por motoristas para ver mapas através de realidade virtual, ou checar a velocidade do seu carro projetada no pára-brisa.
Na mesma linha, as lentes poderiam elevar o mundo virtual de um videogame a um nível totalmente novo.
Em outro tipo de uso, os instrumentos podem ser conectados a biossensores no corpo do usuário e prover informações, por exemplo, sobre o nível de açúcar no sangue.
Desenvolvimento
O produto final ainda precisa ser aperfeiçoado em relação ao protótipo, como a questão de uma fonte de energia confiável. Atualmente, a lente só funciona em um raio de poucos centímetros da bateria sem fio.
Além disso, os microcircuitos do equipamento possibilitam apenas um diodo emissor de luz (LED, na sigla em inglês), o tipo de tecnologia usada em computadores que transforma energia elétrica em luz.
Apesar das limitações, os cientistas reforçaram seu otimismo em relação ao experimento em um artigo na revista científica Journal of Micromechanics and Microengineering.
O coordenador das pesquisas, professor Babak Praviz, disse que o grupo já conseguiu superar um importante obstáculo, o de adaptar a lente para permitir ao olho humano focalizar um objeto gerado na sua superfície.
Normalmente, conseguimos ver com clareza apenas os objetos localizados a vários centímetros de distância.
"O próximo passo é acrescentar textos pré-determinados nas lentes de contato", disse o cientista.
Material delicado
Segundo os pesquisadores, um dos maiores desafios na fabricação da lente foi trabalhar com os materiais adequados.
Enquanto os materiais usados em uma lente tradicional são delicados, a fabricação de circuitos elétricos envolve materiais inorgânicos, altas temperaturas e produtos químicos tóxicos.
Os circuitos deste protótipo foram feitos com uma camada de metal da espessura de apenas alguns nanômetros – cerca de um milésimo do cabelo humano –, com LEDs medindo apenas um terço de milímetro.
Babak Praviz diz que equipe não é a única a desenvolver esse tipo de tecnologia.
A companhia suíça Sensimed já pôs no mercado lentes de contato inteligentes que usam tecnologia de informática para monitorar a pressão dentro do olho a fim de identificar condições para glaucoma.

Durante a fase do sono chamada REM, o cérebro processa as experiências em um ambiente com menores níveis de estresse
Durante a fase do sono chamada REM, o cérebro processa as experiências em um ambiente com menores níveis de estresse



Um dia ruim pode ser esquecido após uma boa noite de sono. É o que sugere novo estudo publicado na revista Current Biology.
Os resultados encontrados mostram que durante a fase do sono chamada REM (movimento rápido de olhos, na sigla em inglês), o cérebro processa as experiências em um ambiente com menores níveis de estresse. Assim, as emoções são processadas, mas sem as dificuldades que a memória traz à tona.
"A pessoa acorda no dia seguinte e aquelas experiências nem sempre boas já estão mais amenas", conta o líder do estudo e professor da Universidade de Berkeley, na Califórnia, Matthew Walker.
O estudo foi realizado com 35 adultos saudáveis, que foram divididos em dois grupos. Cada um deles viu 150 imagens que causavam diferentes tipos de emoção. As gravuras eram variadas, de um homem segurando uma arma, a uma cobra preparada para atacar, e enquanto isso os cérebros eram monitorados por um escâner.
Metade dos participantes viram as imagens na parte da manhã e depois novamente na parte da noite, permanecendo acordados entre esses dois momentos. Já o outro grupo viu as gravuras na parte da noite, e depois de uma noite de sono, as viram novamente de manhã.
Os que haviam dormido entre as visualizações das imagens apresentaram reações emocionais menores com relação às imagens. O escâner ainda mostrou uma grande redução na atividade da amígdala cerebral, parte do órgão que processa emoções, e isso permitiu que os pacientes pudessem ter mais controle do que sentiam.
Os pesquisadores também analisaram a atividade cerebral dos participantes enquanto eles dormiam. "Durante o sono REM, as memórias estão sendo reativadas, colocadas em perspectiva e se integrando, mas em um estado onde princípios químicos do estresse são reprimidos", disse outro pesquisador envolvido no estudo, Els van der Helm.
Os pesquisadores acreditam que a diminuição de princípios químicos no cérebro ajuda a acalmar as reações emocionais que remetem às experiências que ocorrem em dias anteriores.
Estresse pós-traumático
A descoberta ajuda a explicar porque pessoas que sofrem de estresse pós-traumático, como veteranos de guerra, têm mais dificuldades de se recuperar de acontecimentos ruins, visto que o sono desses pacientes não funciona da forma correta.
Um remédio para pressão alta tem sido prescrito para quem tem esse tipo de distúrbio, pois ele suprime compostos químicos de estresse no cérebro e deixam o sono REM mais tranquilo. Segundo os pesquisadores, há uma redução nos pesadelos e uma melhoria da noite de sono.

Especialistas de saúde precisam atentar para 'vicios ocultos, como o do trabalho, diz analista
Especialistas de saúde precisam atentar para 'vicios ocultos, como o do trabalho, diz analista



O psicólogo britânico Mark Griffiths, professor da Nottingham Trent University, vem estudando o jogo compulsivo há 25 anos e diz acreditar "enfaticamente" que o ato de jogar e apostar, se levado ao extremo, é tão viciante quanto qualquer droga.
Neste texto escrito para a BBC, ele comenta os resultados de seu trabalho:
"Os efeitos sociais e de saúde da jogatina extremada são muitos e têm muita coisa em comum com os efeitos de vícios mais tradicionais, entre eles mau humor, problemas de relacionamento, absenteísmo do trabalho, violência doméstica e ir à falência.
Os efeitos para a saúde - para jogadores e seus parceiros e parceiras - incluem ansiedade, depressão, insônia, problemas intestinais, enxaquecas, stress, problemas estomacais e pensamentos suicidas.
Se comportamentos como a jogatina podem se tornar um vício genuíno, não existe razão em teoria que impediria alguém de se viciar em atividades como videogames, trabalho ou exercícios físicos.
Pesquisas sobre jogadores compulsivos relatam que eles sofrem ao menos um efeito colateral quando passam por períodos de abstinência, como insônia, dores de cabeça, perda de apetite, fraqueza física, palpitações cardíacas, dores musculares, dificuldades de respiração e calafrios.
Abstinência
Na verdade, jogadores compulsivos aparentam sofrer mais sintomas de abstinência física quando tentam cortar o vício do que viciados em drogas.
Mas quando é exatamente que um entusiasmo saudável se transforma em um vício?
Comportamento excessivo por si só não significa que alguém seja viciado.
Eu consigo pensar em muitas pessoas que se envolvem em atividades excessivas, mas eu não as classificaria como viciadas, já que elas parecem não sofrer qualquer efeito negativo ao apresentar tal comportamento.
Em essência, a diferença fundamental entre o excesso de entusiasmo e o vício é que os entusiastas saudáveis adicionam vida às atividades desprovidas dela.
Para qualquer comportamento ser definido como viciante, é preciso que existam consequências específicas como se tornar a atividade mais importante na vida de uma pessoa ou ser o meio pelo qual o humor dela pode melhorar.
Eles podem também começar a precisar fazer mais e mais da atividade ao longo do tempo para sentir seus efeitos e sentir sintomas físicos e psicológicos de abstinência se eles não conseguem fazê-lo.
Isso pode levar a conflitos com o trabalho e com responsabilidades pessoais e muitos podem até viver recaídas se tentam largar o vício.
A maneira pela qual os vícios se desenvolvem - sejam eles químicos ou comportamentais - é complexa.
Vícios 'ocultos'
O comportamento viciante se desenvolve a partir de uma combinação de predisposição biológica e genética de uma pessoa, o ambiente social em que elas cresceram e sua constituição psicológica, como traços de personalidade, atitudes, experiências e crenças e a própria atividade.
Muitos vícios comportamentais são vícios ''ocultos''. Diferentemente do alcoolismo, o viciado em trabalho não apresenta a fala embolada ou sai tropeçando.
Mas, no entanto, o vício comportamental é um tema relativo a saúde que precisa ser levado a sério por todos os profissionais das áreas médicas ou de saúde.
Se o principal objetivo dos profissionais da área médica é garantir a saúde de seus pacientes, então ter consciência sobre o vício comportamental e os temas que o cercam deveriam ser tão importantes quanto o conhecimento básico e o treinamento.
Diversos vícios comportamentais podem ser tão graves quanto vícios em drogas."



O soldado Mitch Hunter com a família
Ele era visto com repulsa por estranhos e as crianças fugiam dele chamando-o de "monstro". Mas um transplante completo de rosto - apenas o terceiro nos EUA - promete transformar de vez a vida de Mitch Hunter.


Quando bati à porta da sua casa, em um subúrbio de Indianápolis, não sabia o que esperar. Eu tinha visto fotos de Mitch antes e depois de dez anos de cirurgia plástica, mas não depois do transplante completo, feito há apenas quatro meses.


Ele abriu a porta segurando seu filho Clayton, de 18 meses, nos braços. O que vi me deixou impressionado.


Mitch não é mais o jovem bonito que era, mas a transformação em comparação ao rosto de seis meses atrás é surpreendente. Olhando para pai e filho, é possível até ver os traços familiares.


Ele tinha 20 anos quando o carro em que ele estava bateu em poste contendo cabos de eletricidade de 10 mil volts.


Enquanto tentava resgatar uma passageira que também estava no carro, recebeu uma descarga elétrica que lhe deixou sem uma perna e com o rosto totalmente queimado.


Nos dez anos seguintes, passou por inúmeras cirurgias para reconstruir o rosto - mas os resultados não passavam de remendos.

'Monstro'

Foi o nascimento do filho Clayton que levou Mitch a optar pelo transplante completo de rosto - apenas o terceiro feito nos EUA.


"Vi muitas crianças correrem para se esconder atrás das mães porque ficavam muito assustadas quando me viam", contou.


"Isso estava ficando difícil, porque meus amigos começaram a ter filhos, depois meu irmão teve um filho. Quando tive Clayton, não quis mais que as crianças tivessem medo de mim."


A operação, realizada em abril, foi financiada por uma iniciativa entre o hospital Brigham and Women's, em Boston, e as Forças Armadas americanas.


O número de soldados que regressam do conflito no Afeganistão com o rosto e membros mutilados levou os militares a financiar pesquisas na área de reparação plástica, incluindo transplantes de mão e rosto.


Sob a coordenação do cirurgião Bohdan Pomahac, o hospital já realizou três transplantes completos de rosto e já tem outros cinco em vista.


Para ser elegível para uma cirurgia completa, o paciente precisa ter pelo menos 25% do seu rosto danificado. Pomahac acredita que pelo menos 200 a 300 veteranos de guerra preenchem o critério.


Surpreendentemente, encontrar um doador não é tão difícil. O médico explica que prefere doadores jovens e do mesmo sexo, embora reconstruções computadorizadas sugiram que transplantar o rosto de uma mulher em um homem possa funcionar. Isto ainda não foi tentado.


O rosto é transplantado em toda sua espessura, mas o que realmente determina o visual final do rosto é a estrutura óssea da face do paciente.


No caso de Mitch, a operação correu bem. A equipe removeu a face antiga de Mitch antes de sobrepor a nova.


Pomahac conectou artérias a três nervos do corpo de Mitch no novo rosto. A nova cara do paciente, com nariz, lábios e músculos, foi então costurada no seu lugar. A operação - a segunda do cirurgião - durou 14 horas, um pouco menos que a sua primeira.


"Quisemos simplificar a operação para torná-la mais fácil de repetir, e acho que conseguimos isso", disse o médico. "Mas a cada operação aprendemos uma enormidade de coisas."

Recuperando os sentidos

Mitch conta que, no início, o rosto estava muito inchado. "Parecia o rosto de um sujeito de cem quilos", afirmou. À medida que o inchaço diminuía, os traços ficavam mais definidos.


Entretanto, o irmão de Mitch, Mark, diz que era capaz de ver o rosto do antigo Mitch desde o primeiro dia.


"Não sabia como eu ia reagir, mas quando atravessei a porta do hospital, vi que era ele, meu irmão", disse.


A mulher de Mitch, Katerina, é uma ex-colega de escola que ele começou a namorar muitos anos atrás, antes do transplante. Katerina disse que já havia aceitado o fato de que seu companheiro tinha um rosto deformado, embora percebesse que ele era infeliz e evitava sair de casa.


Questionada sobre o fato de beijar os lábios de um morto - o dono original do rosto -, ela diz: "Nunca o beijei nos lábios antes." "É simplesmente louco quão longe a ciência chegou e o que eles conseguem fazer. É simplesmente incrível", afirma Katerina.


Mitch diz que as sensações estão voltando e que ele consegue, por exemplo, elevar as sobrancelhas, fazer bico e sorrir.


"Ainda tem um pouco de pele de sobra em alguns lugares", afirma. "Mas me disseram que no fim vou ficar parecido com o que era."


O médico, Pomahac, diz que o quadro deve melhorar aos poucos, em especial no que tange às sensações.


"A primeira sensação se desenvolve no primeiro ou segundo mês. Ainda é muito pequena, mas continua a melhorar", diz. "Por volta dos 18 meses, espero que Mitch estará se sentindo próximo do normal."

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