03/28/12


Aiana Freitas
Do UOL, em São Paulo



Abrir conta no banco é algo cada vez mais corriqueiro na vida do consumidor brasileiro. Conhecer o que pode ou não ser cobrado, porém, é fundamental neste início de relacionamento para que o consumidor não acabe gastando mais do que o necessário com a conta.

"Muita gente acaba pagando por serviços que não usa, principalmente as pessoas mais humildes, que não têm acesso a informação", diz o advogado especializado em direito bancário Alexandre Berthe. "É preciso monitorar sempre o extrato da conta", sugere.

Todos os consumidores têm, por exemplo, direito a uma quantidade mínima de serviços gratuitos, como determina o Banco Central. Entre eles estão o fornecimento de um cartão de débito, a realização de até quatro saques mensais e a retirada de dois extratos.

"Dependendo do uso que o consumidor faz da conta, esses serviços podem ser suficientes, e ele não precisa contratar um pacote de tarifas", diz a assessora técnica do Procon de São Paulo Edila Moquedace.
Conta-salário permite transferência sem cobrança

Trabalhadores contratados pelo regime da CLT e funcionários públicos também podem optar por ter uma conta-salário. Essa conta é vantajosa para quem já tem conta em banco, mas precisa abrir outra numa instituição diferente só para receber o salário pago pela empresa. Se ele abrir uma conta-salário, poderá transferir o valor recebido sem pagar nenhuma tarifa.

A portabilidade de crédito é outro direito pouco exercido pelo consumidor, segundo os especialistas. Ela prevê que quem tem algum tipo de financiamento com um banco (empréstimo pessoal, financiamento de carro ou imóvel, por exemplo) possa transferir essa dívida para outra instituição que ofereça melhores condições de juros e prazos, sem que precise pagar por esta transferência.
Teste mostra que faltam informações em bancos

Um teste feito recentemente pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) comprovou como o início de relacionamento do cliente com o banco pode ser conturbado.

Em dezembro de 2011, voluntários do instituto abriram contas em agências de seis bancos (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú Unibanco e Santander) e avaliaram as informações dadas aos novos clientes.

Os bancos foram reprovados em vários quesitos. Nenhum deles informou, espontaneamente, sobre a existência dos serviços gratuitos aos consumidores e todos concederam cheque especial sem o cliente ter solicitado.

"O que parece é que os bancos não tomam o cuidado necessário para manter a base de funcionários informada sobre o que deve ser feito", diz o gerente de testes e pesquisas do Idec, Carlos Thadeu de Oliveira. "Não podemos dizer que eles agem de má-fé, mas o fato é que ganham dinheiro com isso."

Procurados pela reportagem, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC informaram que seus funcionários são orientados a dar as informações completas aos clientes. Os demais bancos não enviaram resposta.
Bancos lideram listas de reclamações

Em 2011, pela primeira vez em 12 anos, os bancos passaram as empresas de planos de saúde como o setor que mais teve reclamações no Idec. Também em 2011, o banco Bradesco ficou no topo da lista de queixas do Procon-SP, superando a Telefonica, que liderava a lista havia seis anos.

Para a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o aumento das queixas se deve "à elevação da base de clientes das instituições financeiras, ao maior grau de exigência dos clientes e ao crescimento no consumo de produtos como cartões de crédito".

Divulgação/Band
Datena posa no estúdio do "Brasil Urgente", na Band (agosto/2011)
Datena posa no estúdio do "Brasil Urgente", na Band (agosto/2011)

Durante o programa "Brasil Urgente" desta quarta-feira (28), o apresentador José Luís Datena comentou sobre a descoberta da polícia de que bandidos pretendiam sequestrá-lo nesta noite, no caminho de volta para casa.

"Eu só queria avisar esses bandidos sacanas que eu acredito muito em Deus e não tenho medo de vocês. Fui aconselhado pela polícia a ficar calado mas não consigo ficar de boca fechada", disse o apresentador.

De acordo com nota publicada pelo colunista do UOL Flávio Ricco, o crime aconteceria entre 20h30 e 21h, na rodovia Castelo Branco, entre os municípios de São Paulo e Osasco. A polícia alertou o apresentador e, através de um cruzamento de informações, chegou ao veículo que seria utilizado para o crime.

Datena disse que, se o sequestro fosse realizado, ele não daria o dinheiro de resgate. "Se me sequestrar vocês vão ter que me matar, vocês jamais terão o dinheiro de resgate. Primeiro porque eu não tenho, fiz tanta coisa errada na minha vida que não sobrou quase nada. Meus bens materias são poucos. E segundo que se eu tivesse dinheiro não daria para vocês, para comprarem armas e matarem pessoas".

O apresentador também aproveitou o programa para agradecer o trabalho da polícia, e alertou os bandidos: "Eu espero que se algum dia vocês realizarem algum ato como esse, que seja contra mim, olhando na minha cara [...], mas não toquem em um fio de cabelo da minha família que não vai ser bom para vocês".

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