08/16/11


Um navio movido a energia solar chegou nesta segunda-feira a Hong Kong, depois de seis dias de difícil navegação por causa das condições meteorológicas nas Filipinas, e se tornou a primeira embarcação deste tipo a atravessar o mar da China.
A superfície da embarcação serve como "gerador solar" e ela pode navegar, inclusive, sem insolação direta, pois a energia produzida é armazenada em uma bateria.
No trajeto de mil quilômetros, que separam as Filipinas de Hong Kong, o navio passou por condições delicadas, entre a monção e as tempestades tropicais, declarou a equipe suíça responsável pela iniciativa.
Alex Hofford/Efe
O PlanetSolar começou a volta ao mundo em 2010, em Mônaco, e espera-se que termine em 2012
O PlanetSolar começou a volta ao mundo em 2010, em Mônaco, e espera-se que termine em 2012
Em Hong Kong, o catamarã, chamado PlanetSolar, participará de vários eventos.
A embarcação começou sua volta ao mundo em setembro de 2010, em Mônaco, e espera-se que termine em maio de 2012.
O objetivo do projeto é que o navio passe oito meses no mar, movido unicamente pela energia solar para provar que o sol é uma fonte confiável para o transporte ecológico de pessoas e mercadorias pela via marítima.


O agronegócio sairia ganhando se visse a Amazônia como galinha dos ovos de ouro. Se a floresta morre, as chuvas na região secam, e o lucro evapora junto.
É o que pensa o biólogo americano Thomas Lovejoy, 69, pioneiro nas pesquisas sobre a região amazônica.
Quando visitou a floresta pela primeira vez, em 1965, ele era um jovem biólogo à procura da maior aventura possível. Pai de gêmeas cariocas, de férias no país, defendeu que o cuidado com a Amazônia seja parcelado entre várias nações.
*
Folha - O sr. afirma que a devastação na Amazônia pode chegar a um limite, a partir do qual o sumiço da floresta seria um caminho sem volta. Estamos perto?
Thomas Lovejoy - O Banco Mundial pôs US$ 1 milhão num estudo que projeta pela primeira vez os efeitos de mudança do clima, queimada e desmatamento juntos. Os resultados sugerem que poderia haver um ponto de inflexão em 20% de desmatamento [da floresta original]. Estamos bem perto, 18%.
Isso significa que áreas do sul e sudeste da mata vão começar a secar e se transformar em cerrado. É como jogar uma roleta de dieback [colapso] na Amazônia.
Com o desmatamento subindo de novo, qual é o prazo para esses 20%?
Não fiz cálculos, mas não tomaria muito tempo. Pode ser cinco anos, se continuar assim. Claro que [a devastação] traz implicações para os padrões de chuva, incluindo as áreas agroindustriais de Mato Grosso e mais ao sul, até o norte da Argentina.
O ex-governador [Eduardo] Braga [AM] costumava dizer ao ex-governador [Blairo] Maggi [MT]: Sua soja depende da chuva no meu Estado.
Quais as consequências para a agricultura?
Agricultura e economia teriam menos chuvas. E elas dependem da chuva. Talvez não em São Paulo, mas mais ao oeste, com a água passando pelas hidrelétricas, em projetos como Belo Monte.
O sr. estuda a Amazônia há mais de quatro décadas. Quais previsões deram certo e quais passaram longe?
Meu primeiro artigo sobre a Amazônia, escrito em 1972, chamava-se Transamazônica: estrada para a extinção?. Não acho que alguém tinha a capacidade de imaginar a soma de desmatamento que ocorreu. Lembro quando as primeiras imagens de satélite saíram, nos anos 1980. Todos ficaram surpresos.
Também houve boas surpresas. Uma é a força da ciência brasileira aplicada na Amazônia. A outra é a consciência pública, que em geral é bastante alta no Brasil. E também a extensão das áreas protegidas, incluindo as demarcações de fronteiras indígenas. Tudo isso junto protege 50% da Amazônia, o que é impressionante.
Do jeito que está, o novo Código Florestal pode impedir o crescimento na produção de alimentos?
Não acho que precisemos enfraquecer o [atual] Código Florestal para aumentar a produção agrícola no Brasil.
No caso do gado, o uso médio da terra na Amazônia é de uma cabeça por hectare. Essa é a média mais baixa em qualquer lugar do mundo. É uma questão de organizar a imensa capacidade da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], um dos centros líderes de agricultura no mundo.
Comparado com os EUA, o Brasil tem legislação ambiental rígida. Lá, sequer estão na mesa criar coisas como a reserva legal. Pode soar paternalista dizer o que deve ser feito por aqui?
Só estou tentando pensar no que faz sentido para o Brasil, não necessariamente no que faz sentido o Brasil fazer para o resto do mundo. O atual Código Florestal é um dos mais visionários do planeta.
Nos EUA, temos de pagar o preço de não ter tido essa visão há muito tempo. E também não temos florestas tropicais, mais sensíveis.
Economia e ecologia têm a mesma raiz grega: oikos, que remete a casa. Não existe ser no planeta que não afete seu ambiente sem consumo e produzir desperdício. A questão da sustentabilidade está nos detalhes de quanto e como se faz isso.
Qual a sua avaliação do governo Dilma no debate?
Até agora, parece muito prático, sério. Como ela vai responder a qualquer que seja o Código Florestal será, claro, um grande teste.
Mas ter deixado claro que o governo Dilma não aprovaria a anistia [aos desmatadores] é um sinal bem positivo.
O que é perigoso, na lei, é a ideia de dar o poder de demarcar as reservas legais aos Estados. Se você vai administrar a Amazônia como sistema, precisa ser consistente.
O sr. conhece a senadora Kátia Abreu, uma das vozes da bancada ruralista?
Não conheço, mas diria a ela: Você precisa tomar cuidado para não matar a galinha dos ovos de ouro. E o ovo de ouro é a chuva.
O caos nas finanças globais tira os holofotes da questão ambiental?
Geralmente, quando há forte recessão econômica, muitas das coisas que causam problemas ambientais se enfraquecem. Alguns dos motores do desmatamento, como os preços da soja e da carne, enfraquecem quando a demanda é menor.
O Brasil é capaz de cuidar sozinho da Amazônia?
O BNDES tem de ser cuidadoso com os projetos de infraestrutura, pois há todos os outros países [amazônicos]. O Brasil não deveria segurar a responsabilidade sozinho. A Amazônia é um elemento-chave no funcionamento do mundo. É do interesse de outros países ajudar o Brasil.
Já chamaram o sr. até de espião da CIA. Há paranoia sobre um complô internacional para roubar a Amazônia?
Isso não tem fundamento. A pior forma de biopirataria é destruir a floresta.
Parte da comunidade científica minimiza o papel do homem no aquecimento global. O que o sr. acha?
Não há quase nenhum cientista com credibilidade que acredite nisso. Nos últimos 10 mil anos, a história climática do planeta foi bem estável. Agora, nós o estamos mudando. Está claro que 2 ºC a mais é muito para a Terra.


Gorilas, elefantes e outros animais foram fotografados durante mais de dois anos em um estudo pioneiro que produziu, com 420 câmeras ocultas em diferentes habitats do mundo, 52 mil fotos.
As imagens captam os momentos mais espontâneos dos animais, desde um pequenino rato até um elefante africano, gorilas, pumas, tamanduás e também caçadores armados.
Veja galeria de fotos
A análise dos dados fotográficos ajudou os cientistas a confirmar que a destruição do habitat tem um impacto direto e negativo sobre a diversidade e a sobrevivência dos mamíferos.
O cientista colombiano Jorge Ahumada, que é ecologista da Team (sigla em inglês de Tropical Ecology Assessment and Monitoring Network), do grupo Conservation International, coordenou a pesquisa, publicada na revista especializada "Philosophical Transactions", da Royal Society.
Para a empreitada, 420 câmeras foram colocadas em áreas protegidas do Brasil, Costa Rica, Indonésia, Laos, Suriname, Tanzânia e Uganda, sendo 60 em cada local estudado, que permitiram documentar 105 espécies.
Wildlife Conservation Society/France Presse
Macaca que vive na Indonésia em foto sobre mamíferos tirada por câmera-armadilha; veja galeria de foto
Macaca que vive na Indonésia em foto sobre mamíferos tirada por câmera-armadilha; veja galeria de foto
Wildlife Conservation Society/Associated Press
A câmera é aciona com a aproximação de um bicho, como na foto com o gorila-da-montanha; veja galeria de fotos
A câmera é aciona com a aproximação de um bicho, como na foto com o gorila-da-montanha; veja galeria de fotos
Após analisar as fotos feitas entre 2008 e 2010, os cientistas classificaram os animais por espécie, tamanho corporal e dieta, entre outras características.
Em seguida, determinaram que as áreas protegidas de maior extensão e as regiões de selva têm uma maior diversidade de espécies, tamanhos mais variados e animais que mantêm dietas mais diversas (insetívoros, herbívoros, carnívoros e onívoros).
"Os resultados do estudo são importantes, já que confirmam o que já suspeitávamos: a destruição dos habitats está matando, de forma lenta, mas sem dúvida, a diversidade de mamíferos de nosso planeta", afirmou Ahumada em comunicado divulgado pela organização.
O Conservation International ressaltou que 25% do total das espécies de mamíferos está em perigo e, por isso, a pesquisa contribui de forma bastante significativa para o conhecimento científico a respeito de como as ameaças locais como a caça excessiva, a conversão de terras para a agricultura e a mudança climática afetam os mamíferos.
"O que faz com que este estudo seja cientificamente pioneiro é que criamos pela primeira vez informação coerente e comparável dos mamíferos em escala global e estabelecemos assim uma linha de referência eficaz para avaliar a mudança", explicou o comunicado.
O uso contínuo desta metodologia permitirá comparar as transformações na natureza e tomar medidas específicas para salvar os mamíferos.
Desde 2010, foram instaladas câmeras em novos lugares, o que ampliou a rede de acompanhamento a 17 pontos do Brasil, Panamá, Equador, Peru, Madagascar, Congo, Camarões, Malásia e Índia.
"Esperamos que estes dados contribuam para uma melhor gestão das áreas protegidas e a conservação dos mamíferos no mundo todo", acrescentou Ahumada.


Um pesquisador japonês desenvolveu detectores de radiação que utilizam garrafas PET recicladas em sua fabricação. De baixo custo, a invenção serve para suprir a crescente demanda pelos aparelhos, após o terremoto e o tsunami que atingiram o Japão em março deste ano e provocou um dos piores acidentes nucleares dos últimos 25 anos.
Os detectores criados pelo professor assistente da Universidade de Kyoto, Hidehito Nakamura, em cooperação com a empresa Teijin, cortam em 90% o custo em relação aos equipamentos similares existentes, muitos dos quais são produzidos por empresas estrangeiras.
Chamado de Scintirex, constitui-se de uma resina de plástico que emite um brilho fluorescente quando exposta à radiação. A resina age como um sensor dentro dos detectores, permitindo medir o nível de radiação.
O novo material deve reduzir drasticamente os custos para detectores pessoais de radiação e para aparelhos maiores de monitoramento que serão usados pelo governo e empresas.
Apesar das descobertas de Nakamura terem sido publicadas no periódico científico "Europhysics Letter" no final de junho, o desenvolvimento do produto se acelerou por causa da crescente demanda.
EM CONTA
"Queremos ter um produto pronto até o final de setembro, para atender à crescente demanda após o terremoto de março", disse Toru Ishii, executivo de vendas da Teijin.
O departamento de relações públicas da empresa estima que os sensores para os detectores estarão disponíveis para organizações governamentais e empresas classificadas como prioritárias por aproximadamente US$ 130 dólares (R$ 206) -- um décimo do custo dos aparelhos atuais.
Por enquanto, uma empresa francesa domina o mercado de sensores de radiação. No entanto, Ishii disse que a invenção de Nakamura deve competir nesse setor.
O terremoto e o tsunami massivos de 11 de março destruíram a usina nuclear Fukushima Daiichi, na costa nordeste do Japão, desencadeando o derretimento das barras de combustível e provocando a pior crise nuclear desde Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.


Biólogos de Cingapura projetaram uma bactéria sintética que detecta e destrói a Pseudomona aeruginosa, uma das principais causadoras das infecções hospitalares.
Os cientistas, que publicaram seu trabalho nesta terça-feira em "Molecular Systems Biology", esperam que esta tecnologia sirva para desenvolver novos métodos para combater bactérias que são cada vez mais resistentes aos antibióticos.
Apesar de estudos anteriores, os cientistas demonstraram o potencial das bactérias criadas para tratar infecções, e esta é a primeira vez que uma destas bactérias sintéticas consegue detectar e eliminar um patogênico específico em um cultivo de laboratório, disse um dos autores, Matthew Wook Chang, da Universidade Tecnológica Nanyang de Cingapura.
Segundo Chang, o próximo passo será experimentar em animais, antes que se possam realizar testes clínicos com humanos. O tratamento poderia administrar-se em forma de pastilha ou de bebida probiótica.
P. aeruginosa pode causar infecções respiratórias e gastrintestinais frequentemente letais em pacientes gravemente doentes e com o sistema imunológico fraco, sobretudo em hospitais. A bactéria é cada vez mais resistente aos antibióticos, o que torna mais urgente a necessidade de novos tratamentos, afirma o estudo.
Para combatê-la, os pesquisadores desenvolveram uma variante da Escherichia coli, uma bactéria presente no intestino dos humanos, que combinada com partes da própria P. aeruginosa pode detectá-la e destruí-la.
A vantagem deste sistema em relação aos antibióticos é que permite prevenir as infecções, assinalaram os autores. "Se nossas bactérias projetadas já estão presentes no intestino humano podem destruir os patógenos infecciosos enquanto que penetram no intestino, inclusive antes que se produza uma infecção grave", explicaram.


O tabagismo está relacionado a maior incidência de câncer de bexiga e as mulheres que fumam já se encontram em posição comparável à dos homens, segundo um estudo publicado nesta terça-feira no "JAMA" (Journal of the American Medical Association).
A causa mais plausível é o aumento do número de fumantes nos últimos anos e as mudanças registradas na composição química dos cigarros, afirmaram os pesquisadores do NCI (Instituto Nacional do Câncer americano).
O levantamento foi elaborado com dados de mais de 450.000 pessoas em um estudo sobre saúde e dieta nos Estados Unidos, obtidos mediante questionários realizados entre 1995 e 2006.
Com isso, os cientistas comprovaram que os fumantes têm quatro vezes mais possibilidades de desenvolver câncer de bexiga que um não fumante.
Também constataram que mais da metade desses casos entre as mulheres se deve ao hábito de fumar.
Estudos anteriores tinham estimado em três vezes mais as possibilidades dos fumantes de apresentar esse quadro e atribuíam ao tabaco apenas entre 20% e 30% dos casos deste tipo de tumor nas mulheres.
"Esta associação crescente entre o fumo e o câncer de bexiga deve-se às mudanças na composição dos cigarros e nos hábitos de fumar", disse o autor principal do estudo, Neal Freedman, da divisão de epidemiologia e genética do NCI.
Nos últimos 50 anos os fabricantes reduziram o alcatrão e a nicotina nos cigarros, mas aumentaram os níveis de toxinas específicas como o beta-naftilamina, um conhecido agente cancerígeno para a bexiga.
Mais de 350.000 pessoas são diagnosticadas com câncer de bexiga no mundo anualmente.
O fato de que a incidência deste tipo de câncer nos EUA ter se mantido relativamente estável nos últimos 30 anos, apesar da diminuição geral do hábito de fumar, mostra que o risco é cada vez maior para os consumidores de tabaco, assinala o estudo.


Os gordinhos podem levar uma vida saudável e são menos propensos a problemas cardiovasculares, afirmaram pesquisadores da Universidade de York, no Canadá, que estudaram 6.000 americanos obesos durante 16 anos e compararam seu risco de mortalidade com o de indivíduos magros.
"Nossos resultados questionam a ideia de que todos os obesos precisam perder peso", declarou Jennifer Kuk, professora na escola de York de Kinesiologia e de Ciência da Saúde, autora principal do estudo publicado na revista "Applied Physiology, Nutrition and Metabolism".
De acordo com Jennifer, tentar perder peso e fracassar pode ser pior que manter um elevado peso corporal e levar um estilo de vida saudável que inclua atividade física e dieta equilibrada com muita fruta e verdura.
O estudo revelou que as pessoas obesas com poucos ou nenhum problema físico ou psicológico e que tinham um peso maior ao entrar na idade adulta estavam mais conformes com seu peso e tentavam com menor frequência fazer uma dieta. Além disso, eram mais propensas a ser fisicamente ativas e a seguir uma dieta saudável.
Os pesquisadores utilizaram o sistema de classificação da obesidade de Edmonton (EOSS, na sigla em inglês) que, segundo afirmam, é mais confiável que o cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal) baseado no peso e na altura, e que aquele que mede a circunferência da cintura.
O novo sistema, desenvolvido pela universidade canadense de Alberta, estabelece cinco fases da obesidade, levando em conta, além do IMC e do tamanho da cintura, parâmetros clínicos que indicam a presença de doenças frequentemente agravadas pela obesidade, como diabetes, hipertensão e problemas coronários.
Embora um índice elevado de IMC esteja relacionado com um maior risco de doenças relacionadas com a obesidade e de mortalidade, essa é uma medida indireta que não distingue entre tecido gorduroso e magro.
Segundo Jennifer, para saber se devem ou não perder peso, as pessoas deveriam consultar um médico que as avalie de acordo com os critérios do EOSS.


Como visão de mundo ou expressão do temperamento do artista, a melancolia é um tema recorrente na história da arte.
Conheça diferenças entre depressão e melancolia
Nas artes plásticas, a obra referencial é "Melencolia I", gravura de 1514 do pintor, gravurista e arquiteto alemão Albrecht Dürer (1471-1528).
Divulgação
Melencolia I', Albrecht Dürer
'Melencolia I', Albrecht Dürer
Segundo o crítico e professor de arte Rodrigo Naves, a gravura representa uma concepção de mundo em que estados de espírito e vocações eram regidos por forças exteriores ao indivíduo (deuses, planetas).
Nessa visão, a melancolia é também a deusa das artes liberais, associada ao pensamento reflexivo e à atividade intelectual.
A postura do anjo de Dürer, com a mão apoiada na cabeça, vai se consagrar como símbolo de melancólico.
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São Jerônimo no Deserto', Leonardo da Vinci
'São Jerônimo no Deserto', Leonardo da Vinci
Para Frérederic René Guy Petitdemange, professor de história da arte da faculdade Anhembi Morumbi, é a postura prenunciada na obra "São Jerônimo no Deserto" (1480), de Leonardo da Vinci (1452-1519).
Reprodução
Retrato do Dr. Gachet', Vincent Van Gogh
'Retrato do Dr. Gachet', Vincent Van Gogh
É também a posição que vai representar a melancolia em obras dos séculos seguintes, como o "Retrato do Dr. Gachet" (1890), do pintor pós-impressionista Vicent van Gogh (1853-1890).
Luciana Whitaker/Folhapress
O Pensador', de Auguste Rodin
'O Pensador', de Auguste Rodin
A escultura "O Pensador" (1902), de Auguste Rodin (1840-1917), é outro exemplo da representação desse estado de espírito, que reforça a ligação entre a melancolia e a reflexão intelectual.
Reprodução
Saturno Devorando um de seus Filhos', de Francisco de Goya
'Saturno Devorando um Filho', de Francisco de Goya
A simbologia relacionada à melancolia, como o deus greco-romano Saturno (ou Cronos, senhor do tempo) surge na obra do espanhol Francisco de Goya (1746-1828). A pintura "Saturno devorando um filho" (cerca de 1820) é o melhor exemplo e uma das mais famosas da "fase negra" do pintor.
Divulgação
'O Vampiro', de Edvard Munch
'O Vampiro', de Edvard Munch
Seres noturnos (morcegos, vampiros e corujas) são outros símbolos da melancolia usados ou aludidos pelos artistas. Um exemplo é a obra "O Vampiro" (1894), do norueguês Edvard Munch (1863-1944).
Efe
Nude', de Francis Bacon
'Nude', de Francis Bacon
No olhar do século 20, pessoas sozinhas e espaços vazios, com cores frias, retratam a melancolia/monotonia moderna. É o nu do britânico Francis Bacon (1909-1992), com a mesma cabeça apoiada na mão pintada pelos renascentistas ou o solitário que contempla o nada na tela "Office in a Samll City" (1953), do americano Edward Hopper (1882-1967).
NA LITERATURA
Poetas e escritores também foram acometidos pela melancolia.
Reprodução
O poeta romântico Álvares de Azevedo
O poeta romântico Álvares de Azevedo
A sensação de mal-estar marcou o romantismo, movimento literário dos séculos 18 e 19 que começou na Europa e chegou ao Brasil pelas mãos de autores como Álvares de Azevedo (1831-1852) e Fagundes Varela (1841-1875).
"O poeta dessa época vive assombrado pela ideia de perda e pelo suicídio", explica Márcio Seligmann-Silva, professor de teoria literária da Unicamp.
Reprodução
O escritor João Guimarães Rosa
O escritor João Guimarães Rosa
Riobaldo, protagonista de "Grande Sertão: Veredas" (1956), do mineiro João Guimarães Rosa (1908-1967), é do tipo melancólico, segundo Seligmann. "Ele perde Diadorim e vai trabalhar a perda narrando a sua história", diz.
Reprodução de Cadernos de Literatura Brasileira
A escritora Clarice Lispector
A escritora Clarice Lispector
Clarice Lispector (1920-1977) é outra escritora lembrada por seu temperamento mais introspectivo.
Sua obra mistura duas fontes de melancolia, diz seu biógrafo, Benjamin Moser. A primeira é o Brasil, cuja realidade social a deixava incomodada; a segunda é a sua origem judaica _isso sem falar nos seus dramas familiares.
"Ela era deprimida, mas conseguiu fazer algo com a depressão, que é a sua obra", disse Moser à Folha. "Como os grandes artistas, ela era muito sensível ao que acontecia ao seu redor."
Nos EUA, o escritor David Foster Wallace (1962-2008) é outro exemplo.
Via Bloomberg
O escritor americano David Foster Wallace
O escritor americano David Foster Wallace
O autor dos contos de "Breves Entrevistas com Homens Hediondos" e do romance "Infinite Jest" (ainda não traduzido para o português) sofria de depressão e cometeu suicídio.
"Ele era irônico, sarcástico. Muitas vezes, essa ironia é uma resposta à melancolia", diz Seligmann.
NO CINEMA
Melancolia é tradição dos filmes nórdicos, segundo Luiz Nazario, professor de história do cinema na UFMG. "A luz pálida do inverno, o frio intenso, a solidão e o medo do contato físico... Tudo ali parece levar a uma profunda melancolia."
Divulgação
Cena do filme "Gritos e Sussurros", de Ingmar Bergman
Cena do filme "Gritos e Sussurros", de Ingmar Bergman
O sueco Ingmar Bergman (1918-2007), diretor de filmes como "Gritos e Sussurros" e "A Hora do Lobo", não foge à regra. "A sua obra é uma grande psicanálise da vida dele mesmo. Seus personagens estão mergulhados em depressões existenciais que beiram a loucura", diz Nazario.
Esse estado de ânimo também inspirou os diretores do expressionismo alemão, da década de 1920.
Reprodução
Cena do filme "O Gabinete do Dr. Caligari", de Robert Weine
Cena do filme "O Gabinete do Dr. Caligari", de Robert Weine
Os personagens atormentados desses longas "arrastam sua melancolia por cenários deformados", segundo Nazario. Alguns exemplos: o sonâmbulo Cesare de "O Gabinete do Dr. Caligari" (1920) e o pianista ensandecido de "As Mãos de Orlac" (1925)
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A atriz Nicole Kidman, como a escritora Virginia Woolf no filme 'As Horas
Nicole Kidman como Virginia Woolf no filme 'As Horas'
No mais recente "As Horas" (2002), depressão e morte se repetem nas três histórias do filme, que mistura a vida da escritora inglesa Virginia Woolf (1882-1941) com a de uma depressiva dona de casa americana dos anos 50 e a de seu filho suicida.


O cineasta dinamarquês Lars von Trier trouxe à cena a melancolia, que estava escondida num canto escuro da casa, encoberta pelo termo médico "depressão".
Seu novo filme é um retrato desse estado de ânimo em todos os aspectos: dos psiquiátricos (sintomas da depressão) aos filosóficos (a tristeza como consciência da solidão humana no universo).
Veja como a arte aborda o tema da melancolia
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Justine (Kirsten Dunst), deusa e mártir da melancolia, luta contra o sentimento paralisante no longa de Lars von Trier
Justine (Kirsten Dunst), deusa e mártir da melancolia, luta contra o sentimento paralisante no longa do dinamarquês Lars von Trier
O tema está na ordem do dia, afirma o psicólogo Marco Antônio Rotta Teixeira, que faz sua tese sobre melancolia e depressão na tradição do pensamento ocidental. "Mas a melancolia vem sendo falada com a roupa da depressão."
O atual conceito médico da depressão usa dados mensuráveis para definir esse estado, como tempo de duração de sintomas.
Para a psicanálise, a melancolia é o estágio mais extremo da depressão. A apatia do melancólico é fruto da perda de algo ou de alguém, que precisa ser compreendida e superada, em um processo semelhante ao do luto. A diferença é que, enquanto no luto a perda é compreendida, na melancolia ela é inconsciente: não se sabe o que foi perdido.
"Nada atrai o melancólico, a não ser o próprio sofrimento. Ele está absorvido nele mesmo", diz Sandra Edler, autora de "Luto e Melancolia: À Sombra do Espetáculo" (Civilização Brasileira, R$ 19). A cultura atual conspira contra o melancólico, diz a psicanalista. "Se a pessoa perde algo, precisa se recolher, mas a vida a chama para um eterno desempenho, se não quiser perder espaço."
É o que pensa, também, a psicóloga Ana Cleide Moreira, autora de "Clínica da Melancolia" (Escuta, R$ 37). "Se não temos tempo nem de pensar, não percebemos a perda de algo importante."
Nesse caso, é mais fácil aliviar o sofrimento com remédios. "A sociedade não assimila os estados de tristeza. Precisamos eliminá-los rapidamente para continuar trabalhando", diz Teixeira.
Essa crítica não significa, ressalta ele, fazer apologia da tristeza ou rejeitar as chances dadas pela ciência para lidar com ela.
"As pessoas falam que há um aumento dos casos de depressão, mas o que as pesquisas mostram é um aumento na prescrição de antidepressivos", diz o psiquiatra Ricardo Moreno, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Mas psiquiatras, psicanalistas e psicólogos concordam que drogas têm um papel importante.
"Muitas vezes é necessário tratar a melancolia com remédios. Sem eles, alguns não conseguem nem chegar ao consultório", diz a psicanalista Sandra Edler.
TEMPERAMENTO DE GÊNIOS
No filme de Trier, as referências aos sintomas de depressão são explícitas. Como na cena em que Justine (personagem baseada na experiência pessoal do cineasta) não consegue nem entrar no banho.
Os clichês usados para abarcar a tristeza profunda também estão lá: noite, lua, sombras, noiva.
É a retomada da concepção de melancolia como algo que tem uma manifestação doentia (a depressão), mas não é só isso, não pode ser explicado só pela ciência e transcende o indivíduo.
Mesmo sem dizer seu nome, as pessoas reconhecem o sentimento de melancolia. Está na hora em que você percebe não fazer parte da festa, no banzo da noite de domingo, na lembrança da morte.
"A melancolia ganhou diferentes definições na história e até hoje é assim, dependendo de quem fala dela" diz Teixeira.
Hipócrates (460-377 a.C.) a definiu como doença causada por acúmulo da bile negra, que resultaria no temperamento melancólico. O vocábulo vem do grego "melas" (negro) e "kholé" (bile).
O filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) levou o conceito para outro plano: a melancolia era uma característica da genialidade, associada ao conhecimento e à intelectualidade.
O professor e crítico de arte Rodrigo Naves lembra que a associação entre genialidade e melancolia é de uma época em que o conceito de individualidade não existia.
"A melancolia era uma deusa, que regia as artes liberais. Nessa noção, a pessoa é preenchida por algo que vem de fora, é regida por entidades, planetas", diz Naves.
Na mitologia e na astrologia, é Saturno, deus do tempo, que devora seus filhos, que traz a morte. No filme de Trier, é o planeta que vem acabar com o mundo.
"A grande ideia da melancolia é justamente a de embaralhar as fronteiras entre dois temperamentos que parecem opostos: o da pessoa deprimida e o da pessoa criativa", diz Frédéric René Guy Petitdemange, professor de História da Arte da Universidade Anhembi Morumbi.
Na semana passada, Petitdemange deu uma aula sobre a iconografia da melancolia na arte do Ocidente, baseada em uma exposição sobre esse tema realizada em Paris e Berlim, em 2006.
Para ele, a essência da melancolia -tristeza profunda ligada ao sentimento de vazio, à perda e à impossibilidade de encontrar sentido nos rituais sociais- não mudou. "A maneira de se discutir o tema pode mudar, mas são questões universais."
Editoria de Arte / Folhapress


A descoberta de cinco variações genéticas hereditárias ligadas a um tipo câncer de próstata mais agressivo abre o caminho para um exame sanguíneo capaz de distinguir entre os tumores mais perigosos e os de evolução mais lenta, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.
"Os biomarcadores podem distinguir entre os pacientes com um tumor de próstata latente e aqueles que sofrem um câncer de próstata mais agressivo", explicou Janet Stanford, autora principal deste estudo clínico, publicado na versão on-line da revista "Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention".
"Enquanto estudos prévios sugeriam que as características genéticas são determinantes no desenvolvimento deste câncer, esta pesquisa é a primeira a estabelecer o papel das variações genéticas específicas na mortalidade", disse Stanford, coordenadora do programa de pesquisas sobre o câncer de próstata do Centro Hutchinson.
Os participantes portadores de quatro destas cinco variações apresentaram risco 50% maior de morrer de câncer de próstata do que aqueles com duas mutações ou menos.
"Estes marcadores podem ser utilizados clinicamente com outros indicadores já conhecidos de câncer de próstata para avaliar a agressividade do tumor, como a pontuação de Gleason, e identificar os homens com risco elevado", acrescentou Stanford.
O Centro Hutchinson apresentou um pedido de patente para estes cinco marcadores.
Atualmente, um número elevado de homens, especialmente os de mais idade, com tumores de próstata de evolução lenta e baixa probabilidade de morrer, são submetidos a tratamentos desnecessários, como a eliminação da glândula, sendo expostos a efeitos colaterais como impotência sexual e incontinência urinária, segundo os autores desta pesquisa.
Além disso, estes tratamentos desnecessários têm um alto custo econômico, avaliado de US$ 2 milhões a US$ 3 milhões ao ano nos Estados Unidos.
"Decidimos estudar as variações nos genes que desempenham potencialmente um papel-chave nos processos biológicos que podem contribuir para o avanço do câncer de próstata, como a inflamação, a produção de esteroides, o metabolismo, a reparação do DNA, o ritmo circadiano e a atividade da vitamina D", disse Stanford.
Para este estudo, os cientistas, inclusive os que trabalham no Instituto Nacional do Câncer (NCI, na sigla em inglês), analisaram o DNA das amostras de sangue de um grupo de 1.309 homens de Seattle (Washington) com câncer de próstata e de 35 a 74 anos no momento do diagnóstico.
Os cientistas estudaram 937 alterações em 156 genes. Vinte e duas destas variações parecem estar relacionadas com a mortalidade por este câncer.
Os autores do estudo analisaram estas 22 variações genéticas em outra população de 2.875 homens na Suécia de 35 a 74 anos e com câncer de próstata.
Eles descobriram que cinco destas variações no DNA se associam fortemente com a mortalidade por câncer de próstata.
Uma proporção muito maior de doentes morreu de câncer no grupo da Suécia (17,4%), em comparação com o de Seattle (4,6%), durante um período de acompanhamento de seis anos e meio.
Esta diferença nas taxas de mortalidade corresponde às taxas nacionais dos Estados Unidos e da Suécia: os suecos morrem quase quatro vezes mais de câncer de próstata que os americanos.
O câncer de próstata é o tipo de câncer mais comum entre os homens, depois do câncer de pele, e tem aumentado fortemente nos últimos anos.
Em 2010, nos Estados Unidos, 217.730 novos casos foram diagnosticados e 32.050 homens morreram vítimas desta doença.


Uma nova espécie de enguia encontrada no interior de uma caverna submersa está sendo comparada pelos cientistas como sendo um "fóssil vivo".
O motivo: suas características são similares às primeiras enguias que viveram na Terra 200 milhões de anos atrás.
A enguia foi localizada a 35 metros de profundidade de uma caverna que pertence à República de Palau, na Micronésia, no oceano Pacífico, informa o jornal "Proceedings of the Royal Society B".
O Instituto e Museu de História Natural de Chiba, no Japão, divulgou a imagem da enguia nesta terça-feira.
Jiro Sakaue/France Presse
Características de nova espécie de enguia são similares a ancestrais de 200 milhões de anos atrás
Características de nova espécie de enguia são similares a ancestrais de 200 milhões de anos atrás


Os astronautas que se encontram na ISS (sigla em inglês de Estação Espacial Internacional) também viram a chuva de meteoros Perseidas no último fim de semana.
Chuva de meteoros cruza o céu do hemisfério Norte; veja
meteoros dão um espetáculo no hemisfério Norte; veja fotos
Ron Garan, que se encontra na plataforma, tirou algumas fotos no sábado (13) e tuitou sobre o fenômeno que tradicionalmente acontece neste mês.
O meteoros em queda estava sob o céu da China, a aproximadamente 400 km da capital, Pequim, quando foi fotografado por Garan. Na foto, a imagem é bem pequena, mas a graça está no instantâneo que mostra no mesmo enquadramento o planeta Terra e parte da ISS.
Ron Garan/Nasa/Reuters
Foto de meteoro tirada pelo astronauta Ron Garan, que se encontra na ISS; fenômento também foi visto da Terra
Foto de meteoro tirada pelo astronauta Ron Garan, que se encontra na ISS; fenômento também foi visto da Terra
Ron Garan/Nasa/Reuters
A chuva é formada com a passagem do cometa Swift-Turtle, o qual orbita o Sol a cada 133 anos
A chuva é formada com a passagem do cometa Swift-Turtle, o qual orbita o Sol a cada 133 anos
A chuva é formada com a passagem do cometa Swift-Turtle, o qual orbita o Sol a cada 133 anos.
Em agosto, a Terra passa no interior da nuvem de detritos deixados pelo cometa que, formada por fragmentos de gelo e poeira, se choca com a atmosfera terrestre e se desintegra como se fosse explosões de luz.


O governo brasileiro dará suporte à apresentação no exterior de cantores brasileiros que emergiram no cenário musical nacional nos últimos anos.
A intenção é divulgar o trabalho realizado por esses artistas em mercados fonográficos expressivos, como os Estados Unidos. Ainda neste mês, as cantoras Tiê e Tulipa Ruiz terão o apoio do Itamaraty em apresentações na capital dos EUA, Washington, e em Nova York. Em setembro, o músico Marcelo Jeneci fará o mesmo roteiro.
A iniciativa faz parte do programa "Novas Vozes do Brasil", do Ministério das Relações Exteriores.
"O programa privilegiará o apoio a músicos que estejam em fase inicial da carreira e que já tenham seus álbuns de estreia lançados no país, com reconhecimento de público e crítica especializada", afirma trecho da nota divulgada pelo Itamaraty.
A partir do ano que vem, o ministério deve apoiar, a cada edição do programa, a realização de shows de cinco artistas brasileiros no exterior.


A banda brasileira Cansei de Ser Sexy (CSS) liberou nesta terça-feira seu novo álbum, "La Liberación", para audição no site da revista norte-americana "Spin". Para ouvir, clique aqui.
Após explodir em 2006 com músicas como "Alala", "Let's Make Love and Listen to Death from Above" e "Music Is My Hot Hot Sex".
O álbum novo tem várias participações especiais, entre elas, os vocais de Bobby Gillespie do Primal Scream em "Hits Me Like a Rock".
Divulgação
Foto da banda Cansei de Ser Sexy (CSS), que liberou novo álbum hoje
Foto da banda Cansei de Ser Sexy (CSS), que liberou novo álbum hoje


O vocalista do U2, Bono, está prestes a lucrar US$ 1 bilhão com seu investimento no Facebook. As informações são do jornal britânico "The Guardian".
A empresa de investimentos de Bono, Elevation Partners, comprou US$ 210 milhões em ações da rede social há quase dois anos. Nessa semana, o site foi avaliado em US$ 65 bilhões, o que significa que agora, as ações de Bono valem US$ 975 milhões.
A Elevation Partners foi avaliada em US$ 50 bilhões em dezembro passado.
Andre Penner/Associated Press
Bono, vocalista da banda U2, durante show no estádio do Morumbi em abril passado
Bono, vocalista da banda U2, durante show no estádio do Morumbi em abril passado


Um livro publicado sobre o autor de "O Senhor dos Anéis", J. R. R. Tolkien, vai virar filme, informa o site da revista "Hollywood Reporter".
O escritor do livro, Steve Hillard, recentemente conseguiu se livrar de um processo que alegava que o livro "Mirkwood: A Novel About JRR Tolkien" infringia os direitos autorais da obra. Os dois lados concordaram que o livro poderia ser vendido se deixasse claro que era meramente ficcional.
Tolkien é um dos personagens principais do livro, que conta a vida de uma mulher que tenta encontrar seu avô após descobrir documentos dados a ele pelo escritor.
"Mirkwood" vendeu cerca de 900 cópias pela Amazon.com.
Já o novo filme baseado na obra de Tolkien, "O Hobbit", que será dividido em duas partes, tem estreia prevista para dezembro de 2012 e 2013, respectivamente.
AP
O escritor J.R.R. Tolkien, morto em 1973
O escritor J.R.R. Tolkien, morto em 1973


anet Jackson e Lady Antebellum cancelaram os shows que fariam na Indiana State Fair nesta semana.
De acordo com o site da revista "Hollywood Reporter", os organizadores da feira anunciaram nesta segunda-feira que os artistas cancelaram os shows que fariam após a tragédia na Hoosier Lottery Grandstand no último sábado, que matou cinco pessoas e feriu dezenas.
O show de quinta-feira, com as bandas Maroon 5 e Train vai acontecer em um local diferente.
"Não parece a atmosfera certa para um show, sabe?", disse o guitarrista do Maroon 5, James Valentine, à revista "Billboard".
Dylan Martinez/Reuters
A cantora Janet Jackson durante show no Royal Albert Hall, em Londres, no último dia 30 de junho
A cantora Janet Jackson durante show no Royal Albert Hall, em Londres, no último dia 30 de junho


A MTV anunciou nesta terça-feira algumas das atrações do Video Music Awards (VMA) deste ano.
Entre elas, estão um tributo à cantora Britney Spears e uma homenagem a Amy Winehouse, morta no mês passado.
"Britney estará lá e também haverá um tributo a ela", disse a produtora executiva do VMA, Amy Doyle, à revista "Billboard". "Todas suas coreografias, roupas e vídeos vão ser imitadas", acrescentou.
Tony Avelar-27.mar.11/Associated Press
A cantora Britney Spears durante apresentação no programa "Good Morning America", em São Francisco
A cantora Britney Spears durante apresentação no programa "Good Morning America", em São Francisco





Dia 21 de agosto a rede de TV estatal norueguesa NRK organizará um concerto em memória às vítimas do atentado terrorista em Oslo em 22 de julho. Entre os convidados está o a-ha, que concordou em se reunir extraordinariamente para a cerimônia. 

O press release traz a seguinte declaração da banda:

"Em 22 de julho, nós, como todo mundo na Noruega e no resto do mundo, fomos abalados até a alma por esses atos de crueldade e provocação violenta contra tudo o que acreditamos e defendemos. Somos muito orgulhos em pertencer a um país pequeno onde as pessoas, políticos e a familia real trabalharam juntos e mostraram solidariedade em face a tamanha tragédia, e somos gratos por ser convidados a participar do memorial.
Fazemos isso em honra daqueles que foram ceifados, para mostrar nossa gratidão para com os que se envolveram em ajudar, e para expressar nossa solidariedade para com os que foram deixados na tristeza." 

No site da NRK, está uma declaração do gerente da a-ha network, Harald Wiik:
"O a-ha se apresenta num episódio único, e deseja que o foco se mantenha no memorial, de modo a honrar os atingidos na tragédia", disse Wiik já evitando especulações da imprensa.

Vários outros artistas noruegueses como Sivert Høyem, Karpe Diem e Susanne Sundfør também se apresentarão, e a orquestra sinfônica da própria NRK também terá grande papel. O concerto acontece no Oslo Spektrum dia 21 de agosto, a partir das 15 horas (horário local), com entrada apenas para convidados, mas será transmitido em rede nacional nas tvs NRK1 e NRK2 e nas rádios P1, P2 e P3, e também no website da NRK, ao vivo.



FAMOSIDADES
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Por FAMOSIDADES
SÃO PAULO - O Festival Planeta Terra confirmou, nesta terça-feira (26), mais quatro bandas internacionais de peso em seu line-up: Interpol, Goldfrapp, Broken Social Scene e White Lies.
Além destes nomes, há também três destaques nacionais: o rapper e cantor Criolo, e as bandas Garotas Suecas e The Name.
Todas estas atrações se juntam a Strokes, Beady Eye (grupo do ex-Oasis Liam Gallagher) e Peter Bjorn and John.
Segundo a produção do evento, mais quatro nomes devem ser divulgados na próxima semana. O Planeta Terra, que está em sua quinta edição, acontecerá no dia 5 de novembro, em São Paulo, no Playcenter.
Os ingressos se esgotaram em apenas 14 horas. Agora, com as novas confirmações, a assessoria de imprensa do festival não soube informar se haverá outro lote.

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