02/02/15

Goddard Space Flight Center/ NASA

Mapa colorido da NASA exibe anomalias de temperatura no ano de 2014, o mais quente já registrado


Vanessa Barbosa, de EXAME.com

2014, o ano de temperaturas recordes

O ano de 2014 é oficialmente o mais quente já registrado no mundo, segundo anunciou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), nesta segunda-feira (02). Antes disso, a NASA e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos já haviam confirmado a previsão. Conforme os dados da OMM, no ano passado, a temperatura do ar sobre a terra e mar ficou em média 0.57 graus Celsius (°C) acima da média do período de referência de 1961 a 1990.

A título de comparação, 2010 e 2005, segundo e terceiro anos mais quentes, respectivamente, tiveram temperaturas 0.55°C e 0.54°C acima da média histórica. O balanço realizado anualmente confirma uma "tendência de aquecimento global de longo prazo", com temperaturas médias elevadas, alerta a entidade.

Veja nas fotos 8 dados sobre o ano mais quente da história.

NOAA

Gráfico da NOAA mostra anomalias de temperatura no período de 1880 a 2014.


OMM

Gráfico da OMM mostra as anomalias nas temperaturas globais a cada década de 1850 a 2014.


Getty Images

Placa com mensagem "Reze pela chuva" em área agrícola afetada pela seca histórica na Califórnia

Mike Vondran / Flickr Commons

Rio de Janeiro ficou em primeiro lugar nas buscas por destinos para o Ano Novo e para janeiro

Getty Images

Pessoas aproveitam a tarde de verão em um parque no Reino Unido: calor no ano de 2014 foi recorde.

Getty Images

Pessoas se refrescam em uma piscina durante dia de calor do verão 2014 em Berlim, Alemanha.

Ilmari Karonen / Wikimedia Commons

Nos últimos 166 anos, a temperatura média na Finlândia aumentou mais de dois graus Celsius (2°C)

Matt E/Flickr/Creative Commons

Até a gélida Noruega "ardeu"

A Noruega teve o verão mais quente de sua história desde o início dos registros oficiais: 4,3°C acima da média do período de 1961-1990. Julho quebrou todos os recordes de temperatura para um mês no país. O termômetro marcou a alta máxima de 34,5°C na província de Buskerud, ao nordeste de Oslo.

Thinkstock


Termômetro nas alturas

Getty Images

Internet: por trás dos anúncios, há empresas tentando descobrir o momento certo de exibir um anúncio para você


Saulo Pereira Guimarães, de EXAME.com

Quem está na internet esbarra o tempo todo em vários tipos de propaganda. Por trás dos anúncios, estão empresas que usam a coleta de dados para tentar descobrir quando você vai precisar de um determinado produto.

Uma dessas empresas é a BigData Corp. Localizada no Rio, a companhia trabalha na área de coleta e análise dos dados que pipocam todo dia na internet. Por semana, o volume varia de 600 a 700 terabytes de informação. Para analisá-lo, são necessários 10 mil servidores (que a BigData Corp. aluga na Amazon).

Divulgação

Thoran Rodrigues: "Nós usamos dados como indicadores de comportamento"

"A gente captura todos os anúncios de todos os portais de classificados em tempo real. Se você anuncia que está vendendo um carro, muito provavelmente já comprou um novo. Com base nisso, alguém pode lhe oferecer uma oferta de seguro", explicou o engenheiro Thoran Rodrigues em entrevista a EXAME.com.

Ele é um dos fundadores da BigData Corp., que vende informações como essa para redes de varejo e outras empresas. Com base nessas informações, elas elaboram ofertas que são encaminhadas para os internautas. De acordo com Thoran, as formas de coletar os dados são as mais variadas possíveis.

Divulgação

Guilherme Mamede: "No futuro, quem tiver dados vai reinar"

"Durante muito tempo, os blogs de pornografia foram uma ótima fonte para conseguir nome e número de telefone de internautas. Nos comentários, muitos usuários forneciam esses dados na esperança de que as pessoas das fotos entrassem em contato", revela o engenheiro. Ele destaca, porém, que só trabalha com dados que as pessoas disponibilizem em espaços abertos da internet.

"Não é nada diferente do manual. A diferença é que fazemos isso em grande escala", explica ele. A coleta de um grande volume de dados variados e verdadeiros em alta velocidade caracteriza o que ficou conhecido como Big Data. "Nós usamos dados como indicadores de comportamento", afirma Thoran.

Melt

Outra empresa que ganha dinheiro com a coleta e análise de dados é a Melt.

Com 20 funcionários (incluindo um matemático), a Melt ajuda companhias como Ambev, Itaú e Natura a veicularem seus anúncios na internet apenas para aqueles usuários com mais chances de comprarem os produtos dessas empresas.

Para isso, a Melt conta com uma tecnologia própria que analisa mais de 30 mil variáveis toda vez que você acessa determinados sites. A partir dessas variáveis, é possível deduzir classe social, faixa etária e outras características suas que podem ser decisivas para uma compra.

Quem fornece esses dados para a Melt são plataformas conhecidas como Ad Exchanges, que monitoram o perfil de usuário que circula por diferentes ambientes da internet. A Ad Exchange do Facebook se chama FBX, por exemplo. Já Axonix, da Telefonica, é voltada para quem navega na internet com celular.

Esse vídeo explica o modelo, conhecido como Real Time Bidding:



Para o CEO da Melt Guilherme Mamede, o avanço da tecnologia vai permitir que, no futuro, telas que se comuniquem com smartphones exibam propagandas personalizadas para pessoas que estejam num shopping, por exemplo.

"No futuro, quem tiver dados vai reinar", garantiu ele em entrevista a EXAME.com.

Independência

Já Rodrigues alerta para uma outra tendência que vem ganhando força na área de Big Data. Trata-se do fortalecimento do direito do usuário de vender seus dados ele mesmo, sem que nenhuma empresa faça a coleta de informações.

Caso essa tendência se confirme, as pessoas poderão receber dinheiro em troca de seus dados de navegação na internet. Reunidos e analisados, esses dados serão vendidos para varejistas, que poderão traçar a melhor forma de fazer a propaganda de um determinado produto para um certo segmento social.

"Por que uma empresa pode ganhar dinheiro com meus dados e eu não?", provoca Rodrigues. Se olhada com calma, a pergunta faz todo sentido.

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