04/27/15

O alpinista cearense Rosier Alexandre escalando o Everest: o alpinista cearense relatou que ao descer do helicóptero viu um "cenário de guerra" 

Carmen Pompeu, do Estadão Conteúdo
especial para AE, do Estadão Conteúdo

            O alpinista cearense Rosier Alexandre foi resgatado por helicóptero do campo 1 do Monte Everest a 5,9 mil metros nesta segunda-feira, 27. 

A assessoria de imprensa do projeto Sete Cumes, comandado por Rosier, informou que o "tempo limpo" no Nepal, permitiu que os helicópteros fizessem várias viagens para resgatar os montanhistas no Everest, presos após os terremotos

O alpinista ligou para família no Ceará anunciando o resgate às 3h37min (horário de Brasília) desta segunda. 

Rosier já está com o filho Davi Saraiva que também faz parte do projeto. Eles passam bem e se encontraram no campo base do Monte Everest, onde procuravam equipamentos que foram abandonados após a avalanche. 

O alpinista cearense relatou que ao descer do helicóptero viu um "cenário de guerra". 

Agora Rosier e Davi seguem em caminhada para Gorak Shep, um vilarejo próximo ao Everest. 

Lá devem permanecer os próximos dias. Mais cedo, por volta da uma hora da madrugada desta segunda-feira (horário de Brasília), Davi Saraiva fez contato com a família, através de telefone. 

Numa ligação rápida, ele salientou que estava bem fisicamente, apenas com pequenas escoriações. 

Contratempos 

No domingo, o alpinista postou por volta das 16h30 (horário de Brasília) em sua página no Facebook que estava em condições difíceis após os terremotos no Nepal. 

"Decidimos agrupar a equipe no campo 2 do Monte Everest. O campo 1 foi atingido intensamente enquanto nós estávamos escalando", relatou. 

A mensagem destaca que o campo base no Monte Everest "foi destruído". Ele também informou que a médica da expedição, a americana Eve Girawong, morreu na avalanche que atingiu o campo base. 

"Nosso coração está com a família de Eve. Ela era muito amada e uma grande adição a nossa equipe. Sentiremos sua falta", escreveu o alpinista. 

No texto na rede social, o cearense também descreveu as dificuldades enfrentadas pelo grupo isolado no Everest. "Estamos com pouca comida, sem baterias e temos que descer. Não há rota pelo Khumbu Ice Fall", escreveu. 

O alpinista havia explicado que uma equipe de montanhista foi destacada para procurar um possível caminho de descida, mas "Voltou sem sucesso de passagem" e não seria feita nova tentativa do tipo. 

"Neste momento nossa única opção é descer de helicóptero. Nosso plano é descer para o campo 1 amanhã (segunda-feira) cedo e aguardar um bom clima para o resgate através de helicóptero. Assim vamos nos reunir com os outros membros sobreviventes da nossa equipe." 

No final da postagem, Roiser relaciona os nomes dos sobreviventes de sua equipe: "Todos os nossos sobreviventes Everest 2015 estão bem. 

Aqui está uma atualização em seus locais atuais: No Everest Acampamento 2: Alan Arnette, Andrea Cordona, Ankur Bahl, Haley Ercanbrack, Joe Ashkar, Karl Nesseler, Koei Kasamatsu, Louis Carstens, Masayuki Hatakeyama, Rosier Alexandre, Vibeke Andrea Sefland, Billy Nugent, Conan Bliss, Fred Alldredge, Garrett Madison; em Gorak Shep: Davi Souto Saraiva, Ronald Nissen, Michael Churton e Randall Ercanbrank".

J. K. Rowling: "estou doando para a Oxfam, por favor, unam-se a mim" 

Da REUTERS

Londres - Governos, agências de ajuda humanitária e celebridades intensificaram nesta segunda-feira as ações para busca de recursos de ajuda aos sobreviventes de um terremoto que deixou muitos mortos e feridos no Nepal, ao mesmo tempo que aumentam as dificuldades no país por causa da falta de comida, água e abrigo. 

Mais de 3.700 pessoas morreram e pelo menos 6.500 ficaram feridas quando o terremoto de magnitude 7,9 abalou o Nepal no sábado, derrubando casas e provocando avalanches no Himalaia. 

O governo do Nepal apelou por ajuda externa para lidar com as consequências do pior terremoto a atingir esse país do sul da Ásia desde 1934, quando 8.500 morreram. 

"Coração no #Nepal hoje. Conheci pessoas maravilhosas lá há 4 semanas. Estou doando para a Oxfam, por favor, unam-se a mim", tuitou a autora da série Harry Potter, J. K. Rowling. 

Especialistas em ajuda recorreram ao Twitter para estimular pessoas bem-intencionadas a enviar dinheiro para grupos de ajuda humanitária de reputação, em vez de se apressaram com doações de produtos não desejados ou outro tipo de auxílio. 

De acordo com o Serviço de Acompanhamento Financeiro das Nações Unidas, 5,7 milhões de dólares foram entregues até agora, sendo a Grã-Bretanha a maior doadora, seguida pelos Estados Unidos e Japão. 

O Banco de Desenvolvimento Asiático disse nesta segunda-feira que estava oferecendo uma doação de 3 milhões de dólares para tendas, assistência médica, alimentos e água potável. O banco também anunciou a entrega de cerca de 200 milhões para os esforços de recuperação. 

A Organização Mundial da Saúde, que informou que os hospitais da capital, Katmandu, ficaram sobrecarregados por causa da quantidade de vítimas de prédios destruídos, disse ter liberado 175 mil dólares em fundos e apelou por ajuda de milhões de dólares. 

Médicos estariam tratando dos sobreviventes nas ruas, disse a OMS. 

A Grã-Bretanha, que enviou médicos e equipes de busca e salvamento para o Nepal no fim de semana, anunciou um pacote de ajuda de 7,5 milhões de dólares. 

O Comité Emergencial para Desastres, uma aliança das 14 principais instituições de caridade do Reino Unido lançou um apelo por dinheiro, na sequência de chamados feitos pela Christian Aid, Handicap International e Internews, entre outras organizações de ajuda. 

À medida que a escala do desastre ficou mais clara no fim de semana, os trabalhadores humanitários e outros especialistas estimularam o público a ficar atento às lições aprendidas depois de outras grandes catástrofes, como o terremoto de 2010 no Haiti e o tsunami do Oceano Índico em 2004. 

"Maneiras de NÃO ajudar #TerremotoNepal: doar a novas instituições de caridade que aparacem de repente (normalmente fraude), coletar coisas para enviar, tentar ir você mesmo", tuitou Laura Seay, cientista política do Colby College. 

"Depois do terremoto no Haiti, doações de americanos bem-intencionados tomaram espaço na pista do aeroporto, impedindo a passagem de suprimentos básicos", disse.

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