10/10/11

Febre dos jogos casuais abre as portas para dezenas de estúdios revelarem seus talentos


Jogos para redes sociais estão cada vez mais complexos

Mais do que uma febre, os jogos casuais das redes sociais são uma diversão deliciosa de milhões de pessoas que nunca deram muita bola para videogames. Para a indústria de jogos, porém, eles são muito mais do que isso, pois apresentam uma oportunidade inédita para o mercado online. É uma situação relativamente nova, que abre as portas para dezenas de estúdios revelarem seus talentos. E é nesse meio-ambiente que entra a Mentez, empresa nova (tem três anos de vida) que assina títulos como Colheita Feliz, Vila Mágica e Guerra Tribal, além de vender créditos para os jogos da Zynga, como os famosos Farmville e Mafia Wars.

Tá certo que o Orkut é coisa do passado no resto do mundo, mas ainda é grande no Brasil, que no momento assiste ao crescimento estrondoso do Facebook. E nesse mundo de redes sociais a Mentez reina com seus jogos casuais caprichados e viciantes. A empresa inclusive faz questão de localizar seus títulos para o português, o que acaba dando uma cara bem brasileira aos seus projetos.

“A Mentez é a publisher líder de games sociais na América Latina. A empresa especializou-se em ajudar desenvolvedores a promover e monetizar jogos e outros aplicativos sociais dentro das redes, com destaque para o Orkut no Brasil”, explica Julia Servello, gerente de produtos da Mentez.


MERCADO GAMER NACIONAL



A Mentez foi formada por um grupo de empresários que trazem no currículo mais de 40 anos de experiência em tecnologia da informação, finanças e administração geral. “Seus fundadores têm amplas conexões na América Latina, Europa, África e Ásia, e trazem um excelente conhecimento e compreensão desses mercados para os negócios”, garante Julia. “A principal fonte de capital intelectual da empresa vem de desenvolvedores que trabalham em mercados emergentes ao redor do mundo. A Mentez acredita no potencial desses países e investe neles abrindo escritórios, bem como oferecendo programas de incentivo para os desenvolvedores estudarem tecnologia e comunicações.”


A empresa conta atualmente com 70 funcionários em escritórios nos Estados Unidos, Colômbia, México e Brasil, além de escritórios de suporte na China e no Reino Unido.


A estrutura atual da empresa reflete seu crescimento rápido, embalado pelo sucesso estrondoso de Colheita Feliz, no Orkut. “O jogo chegou ao Brasil em 2009 e mudou totalmente a cara das redes sociais no país, trazendo entretenimento para um ambiente de interação social. Tornou-se rapidamente o jogo mais popular do Orkut, com 22 milhões de jogadores”, diz ela. “Como vários outros jogos trazidos ao Brasil pela Mentez, o Colheita Feliz também foi desenvolvido na Ásia e adaptado para o gosto brasileiro. A Mentez cuidou da tradução e da localização, criando conteúdo exclusivo.”


Uma dessas customizações bem brasileiras é a possibilidade de “roubar” a fazenda dos amigos. “Isso explora bastante a questão de competitividade no jogo, um dos fatores favoritos entre os brasileiros”, defende ela.


HORA DA GUERRA

Depois da colheita, foi a vez da batalha: Guerra Tribal é o grande nome da nova geração da Mentez. Apresentando um tema mais complexo e mais competitivo, ele procura se adaptar à mudança de gosto dos próprios usuários.


“Após a primeira explosão dos jogos sociais, os jogadores agora querem novidades com interações sociais mais fortes, que sejam mais dinâmicos, que exijam mais deles e que também ofereçam mais”, adianta Julia. “No Guerra Tribal, o jogador torna-se líder de uma civilização selvagem, pode decorar a tribo como quiser, mas precisa gerar comida e treinar guerreiros para evoluir e aumentar seu exército. O jogador luta contra seus próprios amigos no Orkut e, se for vencedor, pode divulgar a vitória, cobrar impostos, obrigar o derrotado a completar tarefas para o novo senhor. Como o Guerra Tribal é um jogo que explora bastante esta competitividade e o desejo de dominação dentro de um grupo social, ele é um verdadeiro sucesso entre brasileiros. Logo nos primeiros meses, já atingiu marcas semelhantes ao que conseguimos no início do Colheita Feliz.”

A repercussão foi tão imediata que a Mentez está finalizando uma versão em espanhol que vai se chamar Guerra Maya. E, obviamente, a versão para Facebook também sairá muito em breve.


ORKUT x FACEBOOK


Na onda dos jogos casuais de redes sociais, o desenvolvimento dos projetos segue parâmetros muito parecidos tanto no Orkut quanto no Facebook.

“A maioria dos jogos inicia sua vida no Facebook em versão em inglês e recebe depois adaptações para o Orkut, que é uma plataforma extremamente popular no Brasil. Além da tradução, a localização do jogo para o país também ocorre nesta transição”, esclarece ela. “No fundo, são plataformas muito semelhantes, mas com públicos diferentes. Atualmente, a Mentez possui interesse em lançar nas duas plataformas para atingir as duas redes mais populares no país.”

Entre as novidades da nova geração de projetos para as duas redes, está o uso da funcionalidade de 3D. “Os jogos para redes sociais estão cada vez mais complexos, era apenas uma questão de tempo até surgirem os jogos em 3D. A interação com os outros jogadores se aproxima cada vez mais de um webgame e até de um MMO. Há mais ação, aventura, missões, customização avançada”, diz. “A jogabilidade é exatamente a mesma de um webgame de aventura/ação, com o diferencial de ser possível interagir com seus contatos nas redes sociais diretamente, além de conhecer novas pessoas. É uma experiência nova que mescla a qualidade dos jogos propriamente ditos com o ambiente social das grandes redes, como o Facebook.”

Obviamente, os desafios agora são bem maiores. “Um dos grandes desafios é adaptar a complexidade de um jogo como este em um ambiente em que se espera que os games sejam mais casuais e leves. O público está cada vez mais exigente e este tipo de jogo está conquistando seu espaço”, completa ela.


CASUAIS x MMOs



O fato é que os jogos casuais das redes sociais estão cada vez mais complexos e já começam a se aproximar em alguns aspectos dos MMOs. “O trabalho nos dois tipos de jogos é muito parecido. Algumas das melhores desenvolvedoras de jogos sociais/MMOs são asiáticas, por isso, a localização para o Brasil é muito semelhante. Primeiro, a publisher precisa receber o conteúdo das empresas desenvolvedoras e adaptar textos e mecânicas para a cultura local. Depois, vêm o trabalho constante do acompanhamento das atualizações desenvolvidas pelo nosso parceiro asiático e do conteúdo que nós criamos.”

Julia tem experiência no assunto, pois já trabalhou como gerente de produtos do Ragnarök Online. “A Mentez funciona de maneira interessante no que diz respeito à criação de conteúdo. A empresa possui seus próprios designers para produzir temas locais, por isso conseguimos agilidade na criação de conteúdo. Isso não existia no Ragnarök”, lembra ela. “Este é um diferencial importantíssimo, porque o jogo social precisa reagir mais depressa às tendências do que um jogo online. As criações precisam ser rápidas para acompanhar as expectativas do jogador deste estilo.”

Nesse contexto, o fato é que o jogador casual ganhou hoje uma importância como nunca antes vista no mundo dos games. Mas existe aquele velho temor de que essa importância vai acabar puxando para baixo o nível de exigência dos jogos eletrônicos em geral. Julia discorda: “Eu sou gamer, sempre vi nas comunidades uma rivalidade entre o jogador casual e o hardcore. O casual acusa o hardcore de ser exagerado em sua paixão pelos jogos, enquanto o hardcore costuma pensar que o casual não leva o game a sério como deveria. Como os jogos sociais possuem vários gêneros, eles atingem uma quantidade maior de usuários, agradando tanto o casual quanto o hardcore”, explica. “A Mentez possui jogos mais competitivos, como o próprio Guerra Tribal; os direcionados para ação, aqueles que são focados em aventura e exigem mais dedicação, e também os de administração, como o Colheita Feliz e o Paraíso das Compras. O que temos com este fenômeno é uma popularização do jogo como lazer, e isto é ótimo para o mercado de games em geral.”

A outra ponta desse mercado é formada pelos advergames, que não estão totalmente fora da pauta da empresa. “Os advergames são uma forma muito inteligente de propaganda. Eles não apenas comunicam a marca, mas também fazem com que o usuário interaja e se envolva enquanto conhece o produto. Alguns podem se tornar até virais, o que é ótimo em termos de publicidade e tempo de exposição”, vibra ela. “A Mentez pode se aventurar neste caminho também, pois a empresa possui bastante experiência em inserir marcas de produtos em jogos sociais. Seria apenas um passo natural além dos quais já fazemos com campanhas deste tipo.”

Programa se baseia no número de pessoas que curtem seus posts no Facebook

Programa se baseia no número de pessoas que curtem seus posts no Facebook
Já dizia a minha avó: o que importa não é quantidade, é qualidade. Se você tem muitos amigos no Facebook, ótimo, mas o que interessa é saber quantos deles realmente gostam de você.
Infelizmente, as redes sociais ainda não são capazes de medir o valor da amizade entre as pessoas, pelo menos não até agora. Criado pelo diretor de arte Steve Peck e pelo programador Mags Chau, um aplicativo promete responder esta questão.
Chamado de "Facebook Friend Audit", o programa pesquisa quantos dos seus amigos na rede social "curtiram" as últimas 300 atualizações que você compartilhou e as compara com o número total de relacionamentos que você possui no Facebook.
O esquema todo pode não ser muito exato, mas confesso que me vejo obrigado a questionar a amizade de alguém que de 300 posts meus, não tenha curtido nenhum deles.
Entretanto, antes de sair criticando aquele seu amigo do peito que não curtiu nada, considere que ele pode nem entrar tanto assim no Facebook, ou que ele até entre, mas não gosta de pessoas malas que disparam vários posts por dia para saciar a necessidade infantil por atenção.
De todo modo, vale fazer o teste. O aplicativo é gratuito e funciona em qualquer navegador.


SÃO PAULO - A Pepsico Brasil vai manter um médico a disposição dos consumidores que tiveram contato com o achocolatado Toddynho e procurarem a empresa por meio de seu Serviço de Atendimento ao Consumidor.
Um problema durante o envasamento na fábrica de Guarulhos, na Grande São Paulo, provocou uma alteração no conteúdo de embalagens de 200ml de Toddynho Original, com numeração L4 32, produzido no dia 23 de agosto, com validade até 19/02/2012, segundo a empresa.
Além de recolher essas unidades, a PepsiCo, segundo nota, está acompanhando de perto a evolução dos casos, atuando em conjunto com a Vigilância Sanitária. O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) do Rio Grande do Sul confirmou ontem que das 23 amostras analisadas, somente aquelas com a numeração L4 32 estão com alteração de conteúdo e todos os demais lotes de produtos estão próprios para o consumo.
Todos os demais sabores da linha Toddynho, bem como aqueles que não têm numeração de L4 32 05:30 a 06:30, com validade de 19/02/2012, estão próprios para o consumo, afirma a Pepsico.
Em nota, a empresa afirma que a grande maioria das unidades do produto que estavam no mercado já foram recolhidas e aconselha aos consumidores que caso tenham embalagens com a numeração citada acima em suas casas, não devem consumir o produto e entrar em contato com o SAC da empresa, pelo telefone 0800 703 2222.


Governo entrou com ação para que empresa revelasse informações de ativista ligado ao Wikileaks e ao Tor
Jacob Applebaum teve seus e-mails dos últimos dois anos revelados. 
SÃO PAULO - O governo dos Estados Unidos está pressionando o Google e o provedor Sonic.net para que eles revelem informações confidenciais do e-mail de um ativista ligado ao Wikileaks e ao software de anonimato na rede Tor, o norte-americano Jacob Appelbaum. Representantes do governo federal dos EUA entraram com uma ação que exigia que as empresas revelassem os contatos estabelecidos por ele nos últimos dois anos.

As empresas dizem que combateram o pedido do governo e que isso custou muito caro, mas que no final perderam e tiveram que revelar dados pessoais do hacker, que já é investigado há tempos pelos EUA e já foi
quase impedido de pousar de avião no país por causa de sua ligação com o grupo de Julian Assange.
A lei pode ser usada para conseguir detalhes de e-mails e celulares (inclusive dados de localização) sem que o governo federal tenha que provar que tem motivos criminais para querê-los. O processo se apoia em uma lei de 1986, o Electronic Communications Privacy Act (Ato sobre a privacidade em comunicações eletrônicas), que permite que o governo possa secretamente obter informações de e-mails e celulares pessoais sem um mandado de busca.
Um grupo que inclui Google, Microsoft e a AT&T está fazendo lobby para que a lei seja atualizada para o meio digital, criando empecilhos para os governos obterem os dados. Já ativistas ligados aos movimentos pró-transparência consideram que a lei inconstitucional.
A internet profunda.
Além de trabalhar em parceria com o Wikileaks, Appelbaum também é conhecido como a cara pública do Tor Project, organização sem fins lucrativos que criou um pacote de softwares que possibilitam que se navegue na rede de forma mais anônima e se acesse a chamada deep web, ou internet profunda, que agrega sites com endereços quase indecifráveis e que não são alcançados pelo algoritmo do Google.
Como o Tor nasceu inicialmente como um projeto de monitoramento da Marinha norte-americana e seus programadores ainda são ligados às forças armadas, Applebaum é quem costuma falar por eles e pela causa do projeto - a garantia do anonimato na internet e sua consolidação como um direito de todos.
Mas o governo norte-americano não parece estar muito feliz com isso, principalmente por causa da crescente influência dessa rede de contatos e da organização de protestos como os do Occupy Wall Street, que desde 17 de setembro reúne milhares de manifestantes na frente do prédio da bolsa de valores e que começa a espalhar sua mensagem para o resto do país.
Agências de inteligência já admitem vigiar o Anonymous de perto, enquanto mais de 700 pessoas já foram presas no Zuccotti Park, em NY.

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