O casual explode nas redes sociais

Febre dos jogos casuais abre as portas para dezenas de estúdios revelarem seus talentos


Jogos para redes sociais estão cada vez mais complexos

Mais do que uma febre, os jogos casuais das redes sociais são uma diversão deliciosa de milhões de pessoas que nunca deram muita bola para videogames. Para a indústria de jogos, porém, eles são muito mais do que isso, pois apresentam uma oportunidade inédita para o mercado online. É uma situação relativamente nova, que abre as portas para dezenas de estúdios revelarem seus talentos. E é nesse meio-ambiente que entra a Mentez, empresa nova (tem três anos de vida) que assina títulos como Colheita Feliz, Vila Mágica e Guerra Tribal, além de vender créditos para os jogos da Zynga, como os famosos Farmville e Mafia Wars.

Tá certo que o Orkut é coisa do passado no resto do mundo, mas ainda é grande no Brasil, que no momento assiste ao crescimento estrondoso do Facebook. E nesse mundo de redes sociais a Mentez reina com seus jogos casuais caprichados e viciantes. A empresa inclusive faz questão de localizar seus títulos para o português, o que acaba dando uma cara bem brasileira aos seus projetos.

“A Mentez é a publisher líder de games sociais na América Latina. A empresa especializou-se em ajudar desenvolvedores a promover e monetizar jogos e outros aplicativos sociais dentro das redes, com destaque para o Orkut no Brasil”, explica Julia Servello, gerente de produtos da Mentez.


MERCADO GAMER NACIONAL



A Mentez foi formada por um grupo de empresários que trazem no currículo mais de 40 anos de experiência em tecnologia da informação, finanças e administração geral. “Seus fundadores têm amplas conexões na América Latina, Europa, África e Ásia, e trazem um excelente conhecimento e compreensão desses mercados para os negócios”, garante Julia. “A principal fonte de capital intelectual da empresa vem de desenvolvedores que trabalham em mercados emergentes ao redor do mundo. A Mentez acredita no potencial desses países e investe neles abrindo escritórios, bem como oferecendo programas de incentivo para os desenvolvedores estudarem tecnologia e comunicações.”


A empresa conta atualmente com 70 funcionários em escritórios nos Estados Unidos, Colômbia, México e Brasil, além de escritórios de suporte na China e no Reino Unido.


A estrutura atual da empresa reflete seu crescimento rápido, embalado pelo sucesso estrondoso de Colheita Feliz, no Orkut. “O jogo chegou ao Brasil em 2009 e mudou totalmente a cara das redes sociais no país, trazendo entretenimento para um ambiente de interação social. Tornou-se rapidamente o jogo mais popular do Orkut, com 22 milhões de jogadores”, diz ela. “Como vários outros jogos trazidos ao Brasil pela Mentez, o Colheita Feliz também foi desenvolvido na Ásia e adaptado para o gosto brasileiro. A Mentez cuidou da tradução e da localização, criando conteúdo exclusivo.”


Uma dessas customizações bem brasileiras é a possibilidade de “roubar” a fazenda dos amigos. “Isso explora bastante a questão de competitividade no jogo, um dos fatores favoritos entre os brasileiros”, defende ela.


HORA DA GUERRA

Depois da colheita, foi a vez da batalha: Guerra Tribal é o grande nome da nova geração da Mentez. Apresentando um tema mais complexo e mais competitivo, ele procura se adaptar à mudança de gosto dos próprios usuários.


“Após a primeira explosão dos jogos sociais, os jogadores agora querem novidades com interações sociais mais fortes, que sejam mais dinâmicos, que exijam mais deles e que também ofereçam mais”, adianta Julia. “No Guerra Tribal, o jogador torna-se líder de uma civilização selvagem, pode decorar a tribo como quiser, mas precisa gerar comida e treinar guerreiros para evoluir e aumentar seu exército. O jogador luta contra seus próprios amigos no Orkut e, se for vencedor, pode divulgar a vitória, cobrar impostos, obrigar o derrotado a completar tarefas para o novo senhor. Como o Guerra Tribal é um jogo que explora bastante esta competitividade e o desejo de dominação dentro de um grupo social, ele é um verdadeiro sucesso entre brasileiros. Logo nos primeiros meses, já atingiu marcas semelhantes ao que conseguimos no início do Colheita Feliz.”

A repercussão foi tão imediata que a Mentez está finalizando uma versão em espanhol que vai se chamar Guerra Maya. E, obviamente, a versão para Facebook também sairá muito em breve.


ORKUT x FACEBOOK


Na onda dos jogos casuais de redes sociais, o desenvolvimento dos projetos segue parâmetros muito parecidos tanto no Orkut quanto no Facebook.

“A maioria dos jogos inicia sua vida no Facebook em versão em inglês e recebe depois adaptações para o Orkut, que é uma plataforma extremamente popular no Brasil. Além da tradução, a localização do jogo para o país também ocorre nesta transição”, esclarece ela. “No fundo, são plataformas muito semelhantes, mas com públicos diferentes. Atualmente, a Mentez possui interesse em lançar nas duas plataformas para atingir as duas redes mais populares no país.”

Entre as novidades da nova geração de projetos para as duas redes, está o uso da funcionalidade de 3D. “Os jogos para redes sociais estão cada vez mais complexos, era apenas uma questão de tempo até surgirem os jogos em 3D. A interação com os outros jogadores se aproxima cada vez mais de um webgame e até de um MMO. Há mais ação, aventura, missões, customização avançada”, diz. “A jogabilidade é exatamente a mesma de um webgame de aventura/ação, com o diferencial de ser possível interagir com seus contatos nas redes sociais diretamente, além de conhecer novas pessoas. É uma experiência nova que mescla a qualidade dos jogos propriamente ditos com o ambiente social das grandes redes, como o Facebook.”

Obviamente, os desafios agora são bem maiores. “Um dos grandes desafios é adaptar a complexidade de um jogo como este em um ambiente em que se espera que os games sejam mais casuais e leves. O público está cada vez mais exigente e este tipo de jogo está conquistando seu espaço”, completa ela.


CASUAIS x MMOs



O fato é que os jogos casuais das redes sociais estão cada vez mais complexos e já começam a se aproximar em alguns aspectos dos MMOs. “O trabalho nos dois tipos de jogos é muito parecido. Algumas das melhores desenvolvedoras de jogos sociais/MMOs são asiáticas, por isso, a localização para o Brasil é muito semelhante. Primeiro, a publisher precisa receber o conteúdo das empresas desenvolvedoras e adaptar textos e mecânicas para a cultura local. Depois, vêm o trabalho constante do acompanhamento das atualizações desenvolvidas pelo nosso parceiro asiático e do conteúdo que nós criamos.”

Julia tem experiência no assunto, pois já trabalhou como gerente de produtos do Ragnarök Online. “A Mentez funciona de maneira interessante no que diz respeito à criação de conteúdo. A empresa possui seus próprios designers para produzir temas locais, por isso conseguimos agilidade na criação de conteúdo. Isso não existia no Ragnarök”, lembra ela. “Este é um diferencial importantíssimo, porque o jogo social precisa reagir mais depressa às tendências do que um jogo online. As criações precisam ser rápidas para acompanhar as expectativas do jogador deste estilo.”

Nesse contexto, o fato é que o jogador casual ganhou hoje uma importância como nunca antes vista no mundo dos games. Mas existe aquele velho temor de que essa importância vai acabar puxando para baixo o nível de exigência dos jogos eletrônicos em geral. Julia discorda: “Eu sou gamer, sempre vi nas comunidades uma rivalidade entre o jogador casual e o hardcore. O casual acusa o hardcore de ser exagerado em sua paixão pelos jogos, enquanto o hardcore costuma pensar que o casual não leva o game a sério como deveria. Como os jogos sociais possuem vários gêneros, eles atingem uma quantidade maior de usuários, agradando tanto o casual quanto o hardcore”, explica. “A Mentez possui jogos mais competitivos, como o próprio Guerra Tribal; os direcionados para ação, aqueles que são focados em aventura e exigem mais dedicação, e também os de administração, como o Colheita Feliz e o Paraíso das Compras. O que temos com este fenômeno é uma popularização do jogo como lazer, e isto é ótimo para o mercado de games em geral.”

A outra ponta desse mercado é formada pelos advergames, que não estão totalmente fora da pauta da empresa. “Os advergames são uma forma muito inteligente de propaganda. Eles não apenas comunicam a marca, mas também fazem com que o usuário interaja e se envolva enquanto conhece o produto. Alguns podem se tornar até virais, o que é ótimo em termos de publicidade e tempo de exposição”, vibra ela. “A Mentez pode se aventurar neste caminho também, pois a empresa possui bastante experiência em inserir marcas de produtos em jogos sociais. Seria apenas um passo natural além dos quais já fazemos com campanhas deste tipo.”

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