07/02/14

Por Franco B.

O Rijksmuseum, museu de arte famoso de Amsterdã, precisava de uma maneira de anunciar ao público que, depois de dez anos de ausência, suas maiores obras estavam de volta ao acervo.

Foi então que tiveram a ideia: recriar uma das obras mais famosas do mundo—‘A Ronda Noturna’, de Rembrandt—ao vivo e a cores, dentro de um shopping center. A ideia foi brilhante e o resultado — fantástico.



O texto no fim do vídeo significa, “Nossos heróis estão de volta”, que foi o título da campanha.

O vídeo original foi feito pela ING Nederland.

Só é possível chegar de avião ou barco em São Gabriel da Cachoeira, município amazonense que detém o título de pior distribuição de renda do país


Barco leva suprimentos pelo Rio Negro para a cidade de São Gabriel da Cachoeira (AM)

Localizada no meio da Amazônia e com mais de 90% de sua população composta por 23 diferentes povos indígenas, São Gabriel da Cachoeira (AM) está bem longe de poder desfrutar da fatia do bolo conquistado pela 7ª maior economia do mundo, o Brasil.


O vice-prefeito de São Gabriel da Cachoeira (AM), Domingos Camico Agudelos (PPS)

Às margens da bacia do Rio Negro e mais de 850 Km distante da capital Manaus, só é possível chegar até o município de 40 mil habitantes com barco ou avião.

Mas o isolamento da cidade mais desigual do país não é apenas geográfico. Na opinião do vice-prefeito Domingos Camico Agudelos (PPS), o local também foi esquecido pelos governantes nas últimas décadas.

“Nós sabemos dos grandes problemas do nosso município, mas enquanto não for criada uma política pública específica, abrangente e compartilhada pelos três governos (municipal, estadual e federal), eles não serão resolvidos”, afirmou Camico a EXAME.com.

Com índice de Gini de 0,8, São Gabriel da Cachoeira não apenas lidera o ranking dos municípios mais desiguais do país, como também apresentou piora nas duas últimas décadas, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano 2013, da ONU.

O movimento está na contramão do país, que melhorou no mesmo período e atingiu 0,5. O índice de Gini vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de zero, melhor.

Embora a distribuição de renda seja apenas um dos parâmetros para medir o desenvolvimento de uma região, ela pode indicar falhas na autossuficiência do modelo econômico, o que provoca alta dependência de programas assistenciais como o Bolsa Família.

“São Gabriel não tem referencial econômico, mas não é por falta de potencial. A agricultura familiar ainda é predominante e de baixa produção, sendo apenas uma pequena parte do excedente comercializada”, diz o vice-prefeito.

Segundo Camico, uma das únicas fontes de renda alternativas é aquela gerada pelos poucos cargos no funcionalismo público. Para ele, isso não significa, no entanto, que a cidade seja comandada por partidos.

“As comunidades (indígenas) são muito organizadas e a população tem consciência política, tanto é que dificilmente um prefeito é reeleito, o que faz com que a rotatividade no poder seja alta”, afirma.

Os motivos
Por que então a desigualdade só piorou? Segundo o vice-prefeito, há dois motivos prioritários. O primeiro deles é a dificuldade logística da região, onde a maior parte do transporte só é possível por meio pluvial.

“Nós ainda estamos reivindicando junto ao governo federal uma parceria para levar energia elétrica para todos. Imagina o quanto é difícil levar atendimento de saúde para essa população”, afirma Camico.

O outro problema apontado pelo vice-prefeito é a falta de recursos para a educação.

“Nós temos 235 ‘escolas’, mas somente 70 têm prédios próprios, e que estão sucateados. Os professores se viram dando aula em suas próprias casas ou em centros comunitários”, disse. “Como as classes têm poucos alunos, a verba acaba indo quase toda no salário e deslocamento, pois não há estrutura adequada”.

Embora os índices de educação tenham melhorado – a exemplo da taxa de analfabetismo da população acima de 15 anos, que foi de 33% em 1991 para 14% em 2010 -, a porcentagem da população adulta com ensino fundamental completo ainda é baixa (43%).

Já o total que possui ensino superior completo é ainda mais alarmante, não chegando a cinco por cento (4,38%), menos da metade da média brasileira (11,2%).

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