09/03/14

Gravadora Sony alega uso indevido da canção "O portão" 

Humorista foi o deputado mais votado nas eleições de São Paulo em 2010. Foto: Tiririca/Divulgação

             A campanha eleitoral do humorista e deputado Tiririca anda dando o que falar. Desta vez, Tiririca fez uma paródia da música O portão, de Roberto Carlos, em sua campanha, trocando os versos "Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui é o meu lugar" por "Eu votei, de novo vou votar, Tiririca, Brasília é o seu lugar".

         Só que a brincadeira anda dando muita dor de cabeça ao deputado. A Sony, detentora dos direitos autorais da canção, está processando Tiririca, alegando uso indevido da canção. Até o momento, a assessoria do deputado não se pronunciou.

Confira paródia de O portão, por Tiririca:

Prefeituras de várias partes do mundo ganham destaque por terem dado saltos de qualidade na gestão pública. Há exemplos de México, Colômbia, Coreia do Sul e Malásia — mas nenhum do Brasil

Verena Fornetti, de

ROSLAN RAHMAN/AFP Photo

Singapura: a cidade tem um time de servidores dedicados à solução de problemas

           Nem todo mundo se deu conta. Mas um marco foi ultrapassado em 2008: a partir dessa data, pela primeira vez, mais de metade da população mundial passou a viver em cidades. Não surpreende, portanto, que o tema urbano ocupe atualmente o topo da agenda global.

Especialistas do mundo inteiro discutem como resolver os problemas de nossas cidades — e parece consenso que isso somente será possível com um salto de qualidade na administração pública.

“As pessoas e as empresas estão vivendo a era da informação, mas o governo ainda não. A última ­reestruturação na administração pública aconteceu na era da TV em preto e branco”, disse recentemente o presidente americano, Barack Obama — uma mensagem semelhante à emitida pelas multidões que saíram às ruas no Brasil no ano passado.

Obama não tem lá muita moral para falar sobre gestão pública — não há notícia de grandes avanços em seu governo. Mas é nas próprias cidades que as inovações mais interessantes parecem estar ocorrendo.

A Bloomberg Philanthropies, órgão criado pelo bilionário Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York, e a Fundação Nacional para a Ciência, Tecnologia e Artes, organização britânica independente, acabam de eleger as 20 equipes de servidores públicos municipais consideradas referência em inovação governamental.

Os gru­pos trabalham em cidades espalhadas geograficamente e também com diferentes estágios de desenvolvimento. Estão lá lugares como Nova York, Cidade do México, Bogotá, Estocolmo, Barcelona, Seul e Singapura (entre as 20 não há nenhuma cidade brasileira).

“Há muito tempo se discute inovação no se­tor privado, mas só recentemente os go­vernos começaram a criar equipes dedicadas a isso”, diz Ruth Puttick, pesquisadora-chefe da Fundação Nacional para a Ciência, Tecnologia e Artes.

Um dos pontos fortes do ranking é não alimentar a ilusão de que a tecnologia por si só vá resolver os problemas da gestão pública. Para entrar na lista era preciso ter definição clara de objetivos, profissionais preparados, parcerias com o setor privado, transparência e controle de resultados (algo raro por aqui).

Em Singapura foi formada uma equipe de elite de servidores que tinha como uma das metas diminuir a pressão sobre o sistema público de saúde.

Depois de analisar os dados sobre internações mantidos por todos os hospitais, o grupo identificou 400 pacientes com histórico de três ou mais internações nos seis meses anteriores e destacou médicos e enfermeiros para tratar dessas pessoas em domicílio. Nos seis meses seguintes, esses pacientes foram hospitalizados, em média, apenas uma vez.

Com isso, 9 000 diárias em hospitais foram poupadas. “Estamos combinando vontade política com tecnologia e gestão pública”, diz Steve Leonard, vice-presidente da Autoridade de Desenvolvimento de Singapura, órgão do governo local.

Em Barcelona, um escritório da prefeitura escolhe companhias para testar projetos inovadores em espaços públicos. Até agora, 12 empresas implementa­ram dez ideias numa antiga área industrial. Quatro dos projetos envolvem a instalação de sensores. Eles foram acoplados a lixeiras, postes de iluminação pública, semáforos e vagas de estaciona­mento.


Andrew Burton/Getty Images

Michael Bloomberg: o foco do ex-prefeito de Nova York são as cidades

As lixeiras “avisam” a prefeitura quando os resíduos ocupam 70% da capacidade e, assim, reduzem a frequên­cia da coleta.

Os postes medem a umida­de, a temperatura, a qualidade do ar e a poluição sonora.

Os semáforos coletam informações sobre o trânsito e permitem que a prefeitura tome decisões mais rápidas para gerenciar problemas.

Os sensores em vagas de estacionamento monitoram os lugares disponíveis e avisam os motoristas quais são as ruas onde é mais fácil estacionar.

Por causa do custo dessas soluções, a maior parte delas fica mesmo restrita a essa região da cidade, que agora é conhecida como o distrito da inovação.

Santander, também na Espanha, não entrou no ranking das 20 cidades escolhidas, mas se inspirou no exemplo de Barcelona. Com a ajuda de um financiamento da União Europeia, a prefeitura instalou 12 000 sensores em diversos locais.

Graças a esses aparelhos, é possível regular a intensidade da luminosidade nos postes de luz em razão do movimento de pessoas e carros. O mesmo projeto deve ser replicado em Belgrado, na Sérvia, e Lübeck, na Alemanha.

A hora da virada

No recém-lançado The Fourth Revolution: The Global Race to Reinvent the State (“A Quarta Revolução: a corrida global para reinventar o Estado”, numa tradução livre), John Micklethwait, editor-chefe da revista inglesa The Economist, e Adrian Wooldridge, um colunista da revista, defendem que a conjuntura política é favorável a mudanças como essas.

“As pessoas estão menos tolerantes com o abismo que se formou entre a eficiência do setor público e a do privado”, diz Micklethwait. Enquanto a produtividade das empresas no Reino Unido cresceu 14% de 1999 a 2010, a do setor público caiu 1%. Nos últimos anos, muitos países se viram obrigados a cortar gastos, o que aumentou o escrutínio sobre como o dinheiro é empregado.

Nas próximas décadas, a pressão deve aumentar sobre os prefeitos. Segundo as Nações Unidas, em dez anos o mundo ganhará 100 municípios com 1  milhão de habitantes. Até 2050, 60% da população mundial viverá nas cidades. A boa notícia é que as prefeituras vão se beneficiar dos avanços tecnológicos, como mostra o exemplo de Barcelona.

“A administração pública e as cidades serão cada vez mais afetadas pela tendência de digitalização”, diz Carlos Ratti, diretor do laboratório Senseable City, dedicado aos estudos urbanos no Massachusetts Institute of Technology (MIT).

A eletricidade levou 50 anos para chegar a metade dos lares americanos. O telefone, sete décadas. A internet conseguiu esse feito em uma década e hoje também está nas ruas por meio dos celulares.

Com tanta novidade a caminho, seria um enorme erro não preparar o funcionalismo para esse novo mundo. As inovações, afinal, exigirão uma capacidade de gestão muito maior. Não custa lembrar: a outra metade da população mundial está ávida para migrar para as cidades.

Ao todo, cerca de 130 casas ficaram total ou parcialmente destruídas por conta de um vendaval que atingiu a fronteira oeste e região central do estado

Elder Ogliari, do

Agência Brasil

Chuvas no Rio Grande do Sul: vendaval não estava classificado pelos serviços de meteorologia

Porto Alegre - O vendaval que atingiu a fronteira oeste e região central do Rio Grande do Sul na noite de sábado, 30, ainda provocava transtornos e não estava classificado pelos serviços de meteorologia na tarde desta segunda-feira, 01.

Ao todo, cerca de 130 casas ficaram total ou parcialmente destruídas em comunidades rurais de São Gabriel, Restinga Seca e Santa Maria.

Os estragos foram maiores em Restinga Seca, município de 15 mil habitantes, que teve 40 casas atingidas e algumas totalmente destruídas em áreas rurais.

A prefeitura prepara relatório para comunicar situação de emergência à Defesa Civil. Em São Gabriel, o vento e o granizo destelharam cerca de 60 casas da localidade de Santa Clara. Em Santa Maria também ocorreram destelhamentos e queda de árvores.

A MetSul Meteorologia está colhendo informações para definir o fenômeno. A Defesa Civil considera mais provável que tenha ocorrido um vendaval, com ventos horizontais intensos, como é comum nesta época do ano no Estado.

Outras hipóteses são a de uma microexplosão, com vento descendente que chega ao solo e se espalha, e a de um tornado, com vento de alta velocidade girando em espiral.

Esta é pouco provável porque deixaria um rastro delimitado de destruição e isso não havia sido identificado até a tarde desta segunda-feira.

Objetivo do encontro é avaliar a inclusão das dinâmicas florestais nos modelos de contabilidade das florestas e outros usos da terra

Andreia Verdélio, da

Divulgação

Universidade de Brasília: local recebe o Workshop de Monitoramento das Dinâmicas Florestais

                      Especialistas de vários centros de pesquisa do mundo se reúnem esta semana em Brasília para o Workshop de Monitoramento das Dinâmicas Florestais - Estoques de Carbono, Fluxos de Gases de Efeito Estufa e Biodiversidade, organizado pelo Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília (UnB).

O objetivo do encontro é avaliar a inclusão das dinâmicas florestais (degradação e regeneração) nos modelos de contabilidade das florestas e outros usos da terra. Com isso, os pesquisadores querem apoiar a criação e a implementação de políticas públicas para a conservação e gestão sustentável das florestas.

O workshop começou hoje (2) e segue até o dia 4, na sede da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos, no campus da UnB. Na quinta-feira (4), a partir das 14h30, haverá uma mesa aberta ao público com a apresentação de algumas discussões do evento.

Segundo a pesquisadora da UnB Mercedes Bustamante, o Brasil tem avançado no monitoramento e controle do desmatamento, mas precisa também focar nas questões de degradação e regeneração. “Que se comece a olhar as transformações na floresta, que vai perdendo as funções ecológicas com o impacto das queimadas e da extração de madeira. Olhar os aspectos de degradação, que é um acompanhamento muito mais difícil de ser feito”, explicou Bustamante.

Embora já existam dados parciais sobre degradação, ainda não é possível dimensionar o impacto dessa dinâmica florestal sobre os biomas, as emissões de gases de efeito estufa e a perda de biodiversidade no território brasileiro.

O desmatamento é o corte raso e evidente da floresta. Já a degradação ocorre por baixo da copa das árvores e consiste na perda de vegetação por queimadas e exploração de madeira, que é um processo mais lento, que pode ser revertido, com a regeneração da floresta, ou evoluir para um desmatamento.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais apresentou em agosto o mapeamento das áreas de degradação florestal na Amazônia Legal para os anos de 2011, 2012 e 2013. Esse levantamento é feito pelo Projeto de Mapeamento da Degradação Florestal na Amazônia Brasileira ( Degrad), desde 2007, para identificar áreas que estão expostas à degradação florestal progressiva.

As imagens de satélite, com áreas mínimas de 6,25 hectares, são as mesmas utilizadas no Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônia por Satélite ( Prodes) que identifica anualmente o desmatamento na região.

Nos anos de 2011, 2012 e 2013, foram apontadas áreas de 24.650 quilômetros quadrados (km²), 8.634 km² e 5.434 km², respectivamente, que apresentam algum estágio de degradação na Amazônia Legal. As análises dos projetos permitem identificar o quanto da degradação florestal de determinado ano é convertida para corte raso nos anos seguintes.

Os projetos Degrad, o Prodes e de Sistema de detecção de mapeamento em tempo real ( Deter) formam um conjunto de sistemas para monitoramento e acompanhamento do estado da floresta. O Deter utiliza imagens que possibilitam detectar desmatamento com área maior que 25 hectares e servem apenas para orientar a fiscalização em terra.

Nos meses de junho e julho, 1.264 km² de áreas de alerta de desmatamento e degradação na Amazônia foram identificados pelo Deter.

Halliburton vai pagar 1,1 bilhão de dólares para acabar com ação relacionada aos danos causados ​​pelo derramamento de petróleo em 2010 no Golfo do México



Wikimedia Commons

Sede da Halliburton: grupo foi levado à Justiça por danos ou perda na área da pesca

Nova York - O grupo americano de serviços petrolíferos Halliburton concordou nesta terça-feira em pagar 1,1 bilhão de dólares para acabar, amigavelmente, com uma ação coletiva relacionada aos danos causados ​​pelo derramamento de petróleo em 2010 no Golfo do México.

Halliburton havia construído o cofre do poço Macondo, operado pela plataforma offshore Deepwater Horizon da gigante do petróleo britânica BP, cuja explosão foi a causa do vazamento.

O grupo foi levado à Justiça por danos à propriedade ou perda na área da pesca comercial.

Com ajuda de mangueiras curtas, os cientistas revelaram que monumento já foi circular

Vanessa Daraya, de

Wikimedia Commons

Stonehenge: arqueólogos descobriram que monumento que fica no sul da Inglaterra já foi circular


           Os arqueólogos desvendaram um dos mistérios sobre o Stonehenge, monumento que fica no sul da Inglaterra. Com ajuda de mangueiras curtas, os cientistas revelaram que o Stonehenge já foi circular.

Segundo informações da BBC, os arqueólogos discutem se Stonehenge foi um círculo completo há muito tempo. Durante anos, os pesquisadores buscaram sem sucesso as pedras que faltam para provar a teoria.

A região das ruínas costuma ter muita grama. Neste ano, o período de seca aconteceu na mesma época em que os administradores locais compraram mangueiras curtas. Consequentemente, nem todo o terreno foi regado, o que permitiu que os cientistas vissem as marcas das rochas que completavam o círculo no passado.

Fotos aéreas confirmaram a constatação dos arqueólogos sobre o local. Uma pesquisa sobre o assunto foi publicada na revista especializada Antiquity. Segundo o artigo, apesar da descoberta, o Stonehenge continua a ser um dos monumentos mais analisados do planeta e pode reservar novas surpresas. Por isso, deve ser continuamente monitorado.

Outras descobertas


Um estudo lançado na semana passada sugere que existem 15 monumentos abaixo e ao redor do Stonehenge. A descoberta foi feita pelo Instituto Ludwig Boltzmann com ajuda de um radar capaz de penetrar o solo e um scanner a laser 3D.

Em 2012, os geólogos Robert Ixer, da University of Leicester, e Richard Bevins, do National Museum of Wales, também descobriram a pedreira de onde veio parte das rochas do monumento. As pedras foram arrastadas do País de Gales até o sul da Inglaterra por 260 km, há 5000 anos.

A grande dúvida está relacionada à como as pedras chegaram ao sul da Inglaterra. Alguns pesquisadores pensam que as rochas que foram rastreadas chegaram lá muito antes dos humanos, durante algum deslocamento glacial.

Existe outra teoria que acredita que humanos levaram as pedras até a região. Guias turísticos de Stonehenge contam que, provavelmente, pessoas usaram troncos de árvores como rodas para conseguir transportar as pedras.

As rochas rastreadas pelos geólogos pertencem ao círculo interno de Stonehenge. Mas existem muitas outras pedras responsáveis por dar formato ao monumento com origem desconhecida. Apenas se sabe que elas foram colocadas na região séculos depois.

Em etapa anterior, feita na Ásia, a pesquisa havia mostrado eficácia de 88% contra o tipo hemorrágico da doença, considerado o mais grave

Aline Leal, da

Arquivo/Agência Brasil

Entre as pessoas que foram vacinadas e, mesmo assim, tiveram dengue, houve redução de 80,3% no número de internações

             Depois de 20 anos em desenvolvimento, a vacina contra a dengue em estágio mais avançado no mundo chegou à etapa final mostrando eficácia de 60,8% contra os quatro sorotipos da doença. Outro resultado é que entre as pessoas que foram vacinadas e, mesmo assim, tiveram dengue, houve redução de 80,3% no número de internações com relação a quem não foi imunizado.

Segundo Sheila Homsani, gerente do Departamento Médico da Sanofi Pasteur, laboratório responsável pela vacina, o estudo está concluído e agora os dados serão consolidados para o pedido de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para que possa ser comercializada no Brasil e, eventualmente, ser incorporada à rede pública. A expectativa é que demore cerca de um ano para o registro sair.

Em etapa anterior, feita na Ásia, a pesquisa havia mostrado eficácia de 88% contra o tipo hemorrágico da doença, considerado o mais grave. Agora, na última etapa, a vacina foi testada no Brasil, em Honduras, no México, na Colômbia e em Porto Rico. No Brasil 3.550 crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste foram vacinados.

A imunização e o acompanhamento foram feitos de junho de 2011 a abril de 2013. O laboratório, no entanto, vai acompanhar por mais cinco anos os imunizados.

Segundo Sheila Homsani, os resultados estão acima das expectativas da Organização Mundial da Saúde, que pretende reduzir em 50% a mortalidade por dengue até 2020.

A dengue é considerada questão de saúde pública brasileira e é doença endêmica de cerca de 100 países. De 1º de janeiro a 19 de julho deste ano, o Ministério da Saúde notificou 688.287 casos da doença e 554 mortes.

"Ebola está se alastrando de maneira mais rápida do que estão conseguindo controlar os profissionais de saúde", disse Centro de Controle e Prevenção de Doenças

André Ítalo Rocha, do

Carl de Souza/AFP

A diretora do Conselho Nacional de Segurança dos EUA declarou que "isso não é uma moléstia africana. O vírus é uma ameaça a toda a humanidade"

           (AE) - O vírus do ebola deixou de ser um problema apenas da África Ocidental para se tornar, também, uma ameaça a toda a humanidade, conforme avaliaram nesta quarta-feira algumas autoridades dos Estados Unidos.

Até agora, apenas cinco países foram atingidos pela doença - Libéria, Serra Leoa, Guiné, Nigéria e Senegal - mas há a expectativa de que ela se espalhe para outras partes do mundo.

"O ebola está se alastrando de maneira mais rápida do que estão conseguindo controlar os profissionais de saúde", disse Tom Kenyon, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

Ainda assim, Kenyon afirmou que o mundo possui as ferramentas necessárias para conter o surto, basta colocá-las em prática. "É preciso abrir mais centros de tratamento", declarou, acrescentando que tem negociado com a África o envio de mais médicos e enfermeiros.

Para ele, a saída é tomar as medidas que foram adotadas em outros casos de surtos de doença, como isolar os doentes, monitorar os sintomas e enterrar com cuidado as vítimas fatais. Vacinas e tratamentos experimentais não estariam disponíveis a tempo de fazer alguma diferença, completou.

A diretora do Conselho Nacional de Segurança dos EUA e assistente especial do presidente Barack Obama, Gayle Smith, declarou que "isso não é uma moléstia africana. O vírus é uma ameaça a toda a humanidade". Já foram infectadas cerca de 3 mil pessoas, das quais metade acabou morrendo.

Nos EUA, há a expectativa de que um terceiro médico norte-americano contaminado pela doença na África vá ao país para se tratar, no entanto, o médico que supervisionou o tratamento dos dois primeiros afirmou nesta quarta-feira que ainda não sabe qual será o futuro do paciente. "Eu não acredito que o local para onde ele vai já esteja decidido", disse o Dr. Bruce Ribner, chefe da unidade de doenças infecciosas do hospital universitário de Emory, em Atlanta.

Segundo a organização SIM USA, que tem feito trabalhos humanitários no continente africano, o médico contraiu o vírus do ebola na Libéria e já está isolado. Ele atua como obstetra.

A missionária Nancy Writebol, de 59 anos, e o médico Kent Brantly, de 33, também foram infectados no país e tiveram alta depois de serem tratados no hospital universitário de Emory.

Com informações da Associated Press




            O Café Pelé estreou, nessa semana, uma nova propaganda na televisão e contou com uma atriz de peso para o serviço: Juliana Paes.

A atriz global contracena ao lado da irmã, Rosana Paes, no comercial de 30 segundos. A campanha foi feita pela Lew’Lara\TBWA.

O vídeo aborda o toque feminino no preparo do tradicional cafézinho brasileiro. Juliana Paes tenta descobrir o segredo da irmã, que consegue fazer uma bebida tão boa.

O vídeo vai ao ar até outubro.

Relatório mostra que cigarros estão cada vez mais viciantes e perigosos

Lígia Formenti, do

GettyImages

Cigarro: pesquisa afirma ser mais fácil tornar-se dependente de cigarro do que de cocaína e de heroína

           Relatório preparado pela organização de controle do tabagismo Campanha Crianças Livres do Tabaco (CTFK) lançado nesta terça-feira, 02, no Brasil, mostra que cigarros estão mais viciantes e perigosos.

Feito a partir da análise de pesquisas científicas e de documentos fornecidos pela indústria do tabaco, o trabalho afirma ser mais fácil tornar-se dependente de cigarro do que de cocaína e de heroína.

A mudança, afirma o documento, é resultado de estratégia adotada pelas companhias.

Ao longo dos últimos 50 anos, assegura o relatório, os produtos passaram a apresentar um teor maior de nicotina, tiveram a inclusão em sua fórmula de amônia e açúcares, que aumentam seu efeito e tornam a fumaça mais fácil de ser inalada.

O próprio formato do cigarro mudou: produtos passaram a trazer filtros com pequenos orifícios, muitas vezes imperceptíveis, que levam o fumante a aumentar o volume e a velocidade de aspiração.

Alta engenharia, avalia o relatório, para aumentar a atratividade, facilitar o consumo e a dependência.

"Nicotina e heroína apresentam mecanismos semelhantes para o desenvolvimento da dependência", afirmou à reportagem um dos autores do relatório, o professor da Universidade da Califórnia David Burns.

Ele observou, no entanto, que o número de experimentadores de cigarro que se tornam dependentes é maior do que os que entram em contato com a heroína pela primeira vez.

Documentos reunidos no relatório mostram que os teores de nicotina dos cigarros aumentaram 14,5% entre 1999 e 2011.

Substância encontrada naturalmente na planta do tabaco, a nicotina, quando chega aos pulmões, é absorvida pela corrente sanguínea e em segundos é transportada para o cérebro. Os sintomas de abstinência surgem logo nas primeiras horas depois de parar de fumar.

Pesquisadores afirmam no trabalho que a amônia acrescentada ao tabaco aumenta a velocidade com que a nicotina chega ao cérebro e a sua absorção, o que torna a sensação de prazer mais rápida e mais intensa.

A amônia também torna a fumaça do cigarro mais suave, o que facilita a sua inalação pelos pulmões.

Além da maior capacidade de desenvolver dependência, as mudanças ampliaram o risco de câncer de pulmão.

"As misturas do tabaco e os aditivos tornaram a fumaça do cigarro mais fácil de ser inalada, aumentando os níveis de nicotina no sangue e no cérebro. Outros agentes potencializaram o impacto da nicotina, como o acetaldeído produzido com a queima do açúcar adicionado ao cigarro. Tudo isso aumenta o risco de dependência", disse Burns.

Ele ressaltou também que, principalmente nos Estados Unidos, cigarros passaram a ter uma concentração maior de nitrosaminas específicas do tabaco, uma substância carcinogênica.

Essa última mudança, associada com a adoção de filtros ventilados - que levam a inalações mais profundas - torna o fumante mais vulnerável e exposto a substâncias, aumentando o risco de câncer provocado pelo consumo do cigarro.

De acordo com o trabalho, apesar de fumarem menos, tanto homens quanto mulheres têm um risco muito maior de desenvolver câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica do que em 1964, quando foi divulgado o primeiro relatório produzido pelo governo americano sobre o impacto do tabagismo na saúde.

Burns criticou a suspensão no Brasil da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibia a adição de produtos que conferissem sabor para os cigarros.

"Companhias usam os aditivos para aumentar o número de vendas, para atrair jovens e evitar que pessoas abandonem o tabagismo", disse.

Procurado, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) afirmou que não se manifesta sobre o tema. Romeu Schneider, da Câmara Intersetorial do Tabaco, afirmou que cigarros em todo o mundo estão mais fracos, com menores teores de alcatrão e nicotina.

"Estamos falando dos cigarros legais. Nossa preocupação, no entanto, é o crescimento do produto ilegal, produzido sem nenhum tipo de controle", disse.

Ele lembrou que a venda de cigarros a menores é proibida no Brasil. "É uma regra acertada. Respeitamos. Se crianças têm acesso, é a cigarro contrabandeado."

A chamada Pilo tem recarga por movimento, convertendo energia cinética em eletricidade. Ou seja, basta sacudir o produto durante três segundos

Lucas Agrela, de

Reprodução/pilo.cool

Pilo: ela é 100 vezes mais durável do que a tradicional, segundo a companhia


Uma empresa francesa iniciou a pré-venda de pilhas padrão AA que duram "para sempre" e custam 10 euros por par, 29 reais.

Diferentemente das pilhas recarregáveis comuns, que precisam da energia elétrica de tempos em tempos, a chamada Pilo tem recarga por movimento, convertendo energia cinética em eletricidade. Ou seja, basta sacudir o produto durante três segundos.

As pilhas recarregáveis Pilo são 100 vezes mais duráveis do que as tradicionais, segundo a companhia.

Os produtos comprados na pré-venda serão entregues mundialmente a partir de outubro deste ano, sujeitos a taxas de importação.

Os dispositivos foram feitos para serem usados em aparelhos de energia intermitente, como a companhia descreve.

Alguns exemplos são controle remoto, joystick de videogame e mouse Bluetooth.

O projeto foi apresentado durante o evento de inovação Paris Founders Event, realizado na França no final de julho.

"Não houve nenhuma ideia mágica. Eu pensei nisso quando tive um problema: precisava ligar a minha TV, mas as baterias não ‘funcionavam’ mais", afirmou Nicolas Toper, o CEO e cofundador da Pilo, em entrevista ao blog de startups francês Rude Baguette.

"A necessidade é a mãe da invenção, certamente. Então, eu descobri como esse poderia ser um produto que transformaria o mundo."

Toper conta que a parte mais difícil do projeto foi adaptar a tecnologia de recarregamento de baterias por movimento para reduzir o tempo necessário para o processo, citando que, apesar de não ser nova, a tecnologia nunca chegou ao mercado de consumo de pilhas antes devido ao longo período necessário e a grande quantidade de movimentos para a recarga.

A missão da empresa, segundo Toper, é criar um mundo em que os aparelhos funcionem sem a dependência de recarga de baterias e afirma ainda que as pilhas AA são apenas o primeiro produto da companhia.

INFO conversou com Toper para esclarecer o foco do projeto Pilo e qual será seu futuro. Leia a entrevista na íntegra a seguir.

Como foi o desenvolvimento da tecnologia da Pilo? Quanto tempo demorou e quais foram os maiores desafios?

Nicolas Toper - Trabalhamos na Pilo durante um ano e meio. A Pilo é mais do que uma tecnologia: é um movimento em direção a eletrônicos de consumo que não precisam de bateria.

Se você olhar ao seu redor, você verá muitos dispositivos que consomem tão pouca energia que eles poderiam retirá-la do ambiente, mas, ainda assim, eles operam por meio de baterias. Isto é o que estamos fazendo.

O maior desafio de tecnologia foi descobrir como embalar tudo em uma bateria AA.

Não é a melhor forma de fabricação para nós do ponto de vista da tecnologia. Entretanto, isso deixa a parte de negócios muito fácil.

A empresa tem intenção de adaptar a tecnologia da Pilo para gadgets como smartphones?

Nicolas Toper - Sim, vamos construir um monte de dispositivos sem baterias, como uma câmera ou um controle remoto.

Estamos confiantes de que podemos adaptar essa tecnologia para smartphones, mas são necessários muita pesquisa e desenvolvimento para confirmar isso e fazer acontecer. Mas, sim, este é o plano de longo prazo.

Nós queremos construir coisas que realmente importam e que irão funcionar por um longo tempo. Fazer produtos interessantes e não me importo só com a nota de rodapé. Queremos produtos que poderemos mostrar com orgulho para nossos filhos.

A empresa recebeu algum tipo de financiamento de investidores ou o projeto foi criado com recursos próprios você?

Nicolas Toper - Nós construímos a empresa com os nossos próprios recursos.

Financiamento privado é muito difícil de encontrar em França, especialmente para "moonshot projects" (algo como, “projetos que miram na Lua”, ambiciosos).

É por isso que vamos lançar uma campanha na plataforma de financiamento coletivo Kickstarter em três meses.

Depois disso, vamos buscar investidores para a escala de produção e para construir nossa próxima geração de produtos.

Por que você acha que quase nenhuma empresa investiu nesta tecnologia antes?

Nicolas Toper - Muitas de empresas estão trabalhando nisso, incluindo Apple e Microsoft. Nós somos a menor dessas empresas! Mas parece que somos os únicos preocupados com o meio ambiente e com os consumidores.

Pilo é um produto que poderia prejudicar os negócios das grandes empresas no mesmo campo, como você vê esta questão?

Nicolas Toper - Nós somos muito pequenos para que as grandes empresas nos percebam. Eles não ligam para nós. Estamos fazendo algo tão diferente que eu não tenho certeza de elas irão perceber antes que seja tarde demais.

Você espera um grande impacto positivo sobre o meio ambiente com Pilo?

Nicolas Toper - Espero. A poluição das baterias é uma das piores. Elas contêm um monte de metais pesados (mercúrio, cádmio,...). Uma bateria é construída para resistir a "apenas" 3.000 ciclos de carga.

Os dispositivos Pilo são construídos para serem sustentáveis e amigáveis com o meio ambiente. Eles vão durar muito mais tempo, são totalmente recicláveis e não contêm nenhuma bateria poluente pesada/"tradicional".

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