07/29/15

Pesquisadores descobriram um material que pode quebrar o recorde de maior temperatura de derretimento para qualquer substância já encontrada pela humanidade.

A equipe de engenheiros da Universidade Brown, nos Estados Unidos, descobriu que um composto resultante da combinação das quantidades corretas de háfnio, nitrogênio e carbono poderia suportar temperaturas até 4 400 graus Kelvin, que correspondem a quase 4 126 graus Celsius.

Esta temperatura é equivalente a 66% da temperatura da superfície do Sol, além de ser superior à temperatura do centro da Terra (4 300 Kelvins). Sim: o material encontrado pelos cientistas não derreteria no núcleo terrestre.


A equipe descobriu o HfN0.38C0.51 por meio de uma série de simulações feitas em computador, que revelaram o ponto ideal de derretimento de cada um dos compostos isolados em nível atômico.

Segundo a Universidade Brown, "o estudo poderá inspirar a fabricação de novos materiais de alto desempenho para uma série de usos, desde revestimentos para turbinas a gás até escudos térmicos de aeronaves de alta velocidade."

Mas ainda não está claro se o composto poderá ser transformado em um material útil no futuro. Para descobrir isso, os cientistas estão sintetizando o material e o testando em laboratório.


Cientistas detectaram uma poderosa aurora brilhante na atmosfera de um corpo celeste conhecido como anã marrom, alguns anos-luz distante de nosso sistema solar. A descoberta sugere que, pelo menos no que se refere ao comportamento de seus campos magnéticos, as anãs marrons – objetos intermediários entre planetas e estrelas – são mais parecidos com a Terra do que com o Sol.

Mais importante: a detecção de auroras em anãs marrons pode ter consequências na busca por planetas habitáveis fora de nosso sistema solar, os exoplanetas. “Isso mostra que podemos começar a procurar por esse tipo de atividade em planetas”, afirma o astrônomo Gregg Hallinan, professor do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e um dos autores do estudo, publicado na edição desta quarta-feira (29) da revista Nature.

Estrelas têm campos magnéticos. Nosso Sol, por exemplo, produz erupções e explosões que espalham uma radiação conhecida como “vento solar” pelo espaço, atrapalhando o funcionamento de aparelhos eletrônicos na Terra e ameaçando a saúde de viajantes espaciais.

Os planetas também têm campos magnéticos, que funcionam como escudo contra o vento solar. O campo magnético redireciona essa radiação do Sol para os polos, onde ela reage com os átomos de oxigênio da atmosfera, criando a aurora nos céus das regiões próximas dos polos sul e norte.

Os caçadores de exoplanetas costumam dizer que o planeta habitável perfeito está na distância certa de sua estrela, para que exista nele água líquida em sua superfície. Outro pré-requisito para vida é a existência de um campo magnético que proteja o planeta da radiação solar. Encontrar um exoplaneta com uma aurora seria uma boa indicação de que esse planeta está protegido e, portanto, é habitável.

Em 2001, astrônomos descobriram que anãs marrons emitiam sinais de rádio, e incialmente achavam que elas faziam isso de forma parecida com uma estrela. Mas, cinco anos depois, o próprio Hallinan descobriu que as anãs marrons enviavam seus sinais de rádio em pulsos, como planetas com campos magnéticos.

Isso fez com que o astrônomo da Caltech e seus colegas desenvolvessem uma forma de treinar telescópios a rádio para buscar uma anã marrom com uma aurora em ação. Eles encontraram a LSR J1835 + 3259, uma anã marrom a 18,5 anos luz da Terra. A aurora da LSR J1835 + 3259 não é verde como a terrestre, mas sim vermelha, semelhante a de planetas como Júpiter. 

© Fornecido por Info

"Sempre quisemos entender se outros planetas têm campos magnéticos”, afirma Hallinan. O problema é que detectar sinais de luz e rádio criados pela aurora de um objeto distante é um tanto complicado. 

Mas, agora que os cientistas sabem que podem detectar esse tipo de emissão de fora do sistema solar, a ideia da equipe de Hallinan é começar a caçar planetas. Segundo o astrônomo, um conjunto de 288 telescópios a rádio da Caltech está neste momento mapeando permanentemente todo o céu, a cada 20 segundos, todos os dias.


Gabriel Garcia

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