02/16/13


Uma bola de fogo foi vista no céu na noite desta sexta-feira (15) por moradores da Califórnia (EUA). A informação é da rede de TV americana "NBC". O caso aconteceu no mesmo dia que um asteroide passou bem próximo da Terra. Horas antes, um meteoro havia caído nos Montes Urais (Rússia), deixando mais de mil pessoas feridas.
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Meteoro explode no céu da Rússia


o rastro do meteorito é visto sobre um prédio residencial na cidade de Tcheliabinsk, Rússia. Quase mil pessoas ficaram feridas
AFP/74.RU/Oleg Kagopolov
De acordo com a emissora de TV, moradores de várias partes da Califórnia contaram ter visto uma bola de fogo no céu indo em direção ao chão por volta das 19h45 (horário local). A "NBC" afirma ter ouvido relatos de pessoas das cidades de Fairfield, Gilroy, Sacramento, Newark, Walnut Creek e Santa Helena.
Uma moradora da cidade de San Jose contou o que viu ao canal de TV. "Era algo de um verde brilhante quando apareceu pela primeira vez. Depois [o objeto] mudou de cor para um amarelo brilhante. Foi incrível!", falou Candice Guruwaiya.

ENTENDA A DIFERENÇA

AsteroideObjeto rochoso, relativamente pequeno e inativo, que orbita o nosso Sol
MeteoroideSobras de asteroides ou cometas que orbitam o nosso Sol
MeteoroFenômeno que ocorre ao longo da atmosfera da Terra e deixa um rastro de luz no céu
MeteoritoQuando um meteoroide ou um asteroide resistem à passagem pela atmosfera terrestre e atingem o solo do nosso planeta, ele é classificado como um meteorito
CometaObjeto de gelo relativamente pequeno, mas muitas vezes ativo, que tem cauda de gás e poeira
  • Fonte: Othon Winter, professor e pesquisador de trajetórias espaciais da Unesp (Universidade Estadual Paulista), e Nasa (Agência Espacial Norte-Americana)
A bola de fogo foi vista no mesmo dia em que um asteroide com cerca de 45 metros de diâmetro e 130 mil toneladas passou sem causar danos perto da Terra nesta sexta-feira. Horas antes, um meteorito muito menor e inesperado caiu na Rússia, provocando pânico e causando mais de mil feridos.
Especialistas entrevistados pela "NBC" explicam que não há relação entre a bola de fogo e os outros dois fenômenos. O astrônomo Gerald McKeegan, do Centro de Estudos de Espaço e Ciência Chabot, em Oakland, diz que não viu a bola de fogo, mas com base nos relatos, acredita ter sido um meteoro "esporádico", que pode passar várias vezes ao dia. O pesquisador explicou que meteoros esporádicos trazem cerca de 15 mil toneladas de detritos espaciais à Terra a cada ano.

Meteoro causa pânico na Rússia

Mais de mil pessoas ficaram feridas depois de um meteoro passar sobre a região russa de Tcheliabinsk, nos montes Urais. Segundo a ministra regional de saúde, Marina Mokvicheva, os feridos foram atingidos por vidros estilhaçados e desabamentos decorrentes da onda de choque da explosão.
O objeto de dez toneladas que causou o estrago passou a cerca de 80 quilômetros da cidade de Satki, no distrito de mesmo nome, por volta das 9h20 locais (1h20 de Brasília) e se desintegrou. A Academia de Ciências da Rússia disse em uma declaração horas após a queda que o meteoroide chocou-se com a atmosfera da Terra a uma velocidade de pelo menos 54 mil quilômetros por hora e explodiu a cerca de 30-50 km acima do solo.
Testemunhas relataram aos jornais russos "Moskovskij Komsomolets" e "Kommersant Online" terem visto um forte clarão no céu sobre os montes Urais. Um morador de Tcheliabinsk chegou a descrever a imagem como a explosão de uma bomba nuclear. Ao clarão, se seguiu uma forte explosão que chegou a quebrar janelas, relatou o morador.

Asteoride passa perto da Terra sem provocar danos

Um asteroide que era acompanhado de perto por cientistas, com cerca de 45 metros de diâmetro e 130 mil toneladas, passou sem causar danos perto da Terra esta sexta-feira.
Imagens ao vivo de um telescópio situado no Observatório Gingin, no oeste da Austrália, mostraram o asteroide com forma similar a uma listra branca alongada movendo-se por um céu completamente escuro.

Os astrônomos afirmaram que a velocidade e a proximidade do asteroide dificultaram ainda mais seu acompanhamento, já que os telescópios tiveram que ser direcionados de uma forma muito precisa que multiplicava o risco de perdê-lo de vista.


Chamado 2012 DA 14, o asteroide passou a 27 mil km da Terra no momento da sua aproximação máxima - um décimo da distância entre a Terra e a Lua -, por volta das 19h25 GMT (17h25 de Brasília), anunciou a Nasa.
Pesando 135 mil toneladas, o asteroide poderia ter destruído uma grande cidade, caso houvesse caído no nosso planeta. "É o maior objeto detectado por cientistas a se aproximar da Terra", anunciou a agência espacial americana. (Com jornais internacionais)

O rastro de destruição deixado pelo meteoro na Rússia não foi causado pelos destroços do objeto em si, mas pela reação que sua entrada na Terra causou.

"Com o atrito da atmosfera, o meteoro explodiu antes de atingir o chão", explica a pesquisadora do Observatório Nacional Daniela Lazzaro, chefe do projeto Impacton, que monitora objetos nas redondezas da Terra.

A reação é similar à explosão de uma bomba atômica.

Um equipamento usado para monitorar testes de armas nucleares indicou que foram liberados 300 quilotons de energia --mais do que os testes feitos nesta semana pela Coreia do Norte.

A violência da entrada do objeto também fez a terra tremer. Os abalos foram comparados a um terremoto de magnitude 2,7 na escala Richter.

A queda do meteorito de Tunguska, também na Rússia, teve magnitude cinco em 1908. O terremoto ocorrido em 2011 no Japão atingiu nove na escala.

Mesmo com o estrago de ontem, astrônomos do mundo todo afirmaram não há motivo para pânico. O risco de alguém ser atingido por um meteorito é muito baixo.

"O que aconteceu na Rússia foi uma fatalidade", diz Fernando Roig, cientista do Observatório Nacional que estuda a dinâmica de pequenos corpos no Sistema Solar.


Editoria de arte/Folhapress


Em entrevista coletiva convocada às pressas após o incidente, a Nasa disse que não há problemas com o sistema de detecção de objetos que se aproximam da Terra.

Segundo a agência, o meteoro era provavelmente um pequeno asteroide que se aproximou da Terra ofuscado pela luz do dia.

"Pela maneira como esse objeto se aproximou, com a luz do dia, ele era de detecção virtualmente impossível pelos telescópios da Terra, que só conseguem operar à noite", disse Paul Chodas, do departamento de objetos próximos à Terra da Nasa.

Para Roig, mesmo se o objeto tivesse sido detectado com alguns dias de antecedência, pouco poderia ter sido feito para evitar o choque.

Mesmo com as explicações dos cientistas, uma onda de preocupação com prováveis ameaças vindas do espaço invadiu a internet. E não faltou quem criticasse a Nasa.

A fundação B612, ONG que pretende lançar um telescópio privado para monitorar asteroides, aproveitou para publicar recentes esforços de seus diretores para chamar a atenção para uma suposta negligência com os bólidos.

Mergulhadores começaram a rastrear neste sábado o fundo de um lago russo próximo do local atingido por fragmentos de um meteorito que causou danos em milhares de casas no país e deixou mais de 1.000 feridos.


O meteorito de cerca de 10 toneladas atravessou o céu dos Urais na manhã de sexta-feira, quando o mundo se preparava para o encontro com um grande asteroide, o que levou posteriormente algumas autoridades russas a pedirem a criação de um sistema mundial de defesa de objetos espaciais.

A queda surpreendente do meteorito parou o trânsito na cidade industrial de Tcheliabinsk, cujos habitantes saíram às ruas para contemplar o clarão provocado pelo corpo celeste antes de buscarem refúgio, enquanto uma explosão quebrava os vidros das janelas e ativava os alarmes dos automóveis.

"Temos uma equipe especial (...) que agora está avaliando a estabilidade sísmica dos edifícios", disse aos vizinhos o ministro das Situações de Emergência, Vladimir Pushkov, enquanto inspecionava os danos nesta cidade do centro da Rússia.

Editoria de Arte/Folhapress



"Teremos muito cuidado ao ligar novamente o gás", afirmou Pushkov na televisão.

Um fragmento do meteoro --chamado de meteorito depois que toca o solo-- aparentemente caiu nas águas geladas do Lago Shebarkul, na região de Tcheliabinsk.

"Um grupo de seis mergulhadores inspecionará as águas em busca de pedaços de um meteorito", disse uma porta-voz do ministério de Situações de Emergência às agências de notícias russas pouco antes do início da operação.

Pusjkov ressaltou, no entanto, que não foram encontrados fragmentos em nenhuma parte da região até o momento, embora 20 mil socorristas tenham sido enviados ao local na sexta-feira.

HISTÓRICO

A explosão do meteoro foi um dos acontecimentos cósmicos mais assombrosos ocorridos na Rússia desde o evento de 1908 em Tunguska, quando ocorreu uma grande explosão que muitos cientistas atribuem a um asteroide ou a um cometa que atravessou o céu da Sibéria.

Os cientistas da agência espacial americana Nasa consideraram que a quantidade de energia liberada na sexta-feira no impacto com a atmosfera foi cerca de 30 vezes superior à força da bomba atômica lançada pelos americanos contra a cidade japonesa de Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial.

"Nós esperamos que um acontecimento desta magnitude ocorra uma vez a cada 100 anos, em média", afirmou Paul Chodas, do Escritório de Programação de Objetos próximos à Terra da Nasa.

"Quando há uma bola de fogo deste tamanho, esperamos que muitos meteoritos cheguem à superfície e, neste caso, provavelmente alguns foram grandes", disse em um comunicado publicado no site da Nasa.

A queda do meteorito na Rússia ocorreu poucas horas antes de um asteroide --um objeto espacial similar a um pequeno planeta em órbita ao redor do sol-- passar perto da Terra, a uma distância sem precedentes de 27 mil km.

Isto significa uma distância menor da Terra que alguns satélites distantes e provocou pânico em certos círculos russos.

"Em vez de lutar na Terra, as pessoas deveriam criar um sistema conjunto de defesa dos asteroides", afirmou o chefe do Comitê de Assuntos Exteriores do Parlamento russo, Alexei Pushkov, em sua conta no Twitter na sexta-feira.

Pushkov, aliado do presidente russo Vladimir Putin, convocou os "Estados Unidos a se unirem a nós e à China criando um Sistema de Defesa contra Asteróides".

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