Setembro 2012

O 'leilão' de Catarina reflete a ordem moral em que o sexo das mulheres é propriedade masculina

EBORA DINIZ É ANTROPÓLOGA, PROFESSORA DA UNB, PESQUISADORA DA ANIS - INSTITUTO DE BIOÉTICA, DIREITOS HUMANOS E GÊNERO - O Estado de S.Paulo

Um leilão de virgens em território global. Foi nesse cenário que Catarina Migliorini, catarinense de 20 anos, se lançou: o espetáculo de ser uma virgem leiloada para um documentário dirigido por um australiano. Já foram feitos 13 lances, o mais alto de US$ 160 mil, oferecido por Jack Miller, americano ainda desconhecido. Catarina será desvirginada em um voo da Austrália para os EUA, estratégia para burlar leis locais que restringem a prostituição ou o comércio do sexo. O site "procuram-se virgens" lista as regras da penetração: brinquedos eróticos e beijos são proibidos; não pode haver filmagem ou audiência; o tempo mínimo de consumo da virgem será de uma hora. O leilão atiça a curiosidade sobre o filme, cujo enredo está a meio caminho de um documentário, reality show e pornografia.

Alexander é o virgem em leilão. Catarina comprovará sua virgindade por exames ginecológicos, mercadoria mais difícil de ser demonstrada no corpo de Alexander. Por isso a aposta nas imagens e na história de vida do rapaz: um tipo tímido que não olha para a câmera, quem sabe um solitário à procura da proteção de uma mulher madura. Sua virgindade vem sendo pouco cobiçada - o lance mais alto foi de US$ 1.200, oferecido por uma australiana. O diretor tentou não ser óbvio no espetáculo do sexo ao incluir um virgem no enredo, mas a audiência resiste à igualdade na exploração sexual de homens e mulheres: Catarina é a mercadoria em disputa e certamente será a protagonista do filme. Alexander, um coadjuvante. Sua utilidade é aliviar a barra com as feministas críticas do comércio do sexo, caso da jurista americana Catharine MacKinnon, para quem a prostituição e a pornografia são danosas às mulheres.

Não sou uma seguidora de MacKinnon na perseguição à pornografia ou à prostituição - desconfio de sua tese de que homens que veem filmes pornográficos violentos buscam reproduzir suas fantasias no corpo de outras mulheres, ou mesmo que proibir o comércio do sexo protege as mulheres da exploração sexual. Mas há algo de inquietante na disputa por Catarina que ressoa da ordem moral em que o sexo das mulheres é uma propriedade masculina. Afinal, o que querem os homens ao leiloar uma virgem? Reanimar o tabu do sexo. Há mulheres em abundância dispostas, por prazer, dinheiro, ou ambos, a manter relações sexuais com homens. Muitas são virgens. O filme nos transforma em audiência de um jogo que não desafia a moral hegemônica; ao contrário, brinca com suas normas.

Uma prostituta é uma mulher disponível no mercado. Uma virgem é uma mulher à espera de um homem. A prostituta é a mulher da rua; a virgem, a da casa. O filme mistura os papéis, joga com as fantasias sexuais: a virgem é, agora, uma prostituta, a mulher que será penetrada em um espetáculo global, mas que não será visto. A câmera acompanhará o casal até a entrada do avião e a cena de sexo será apenas imaginada, como a que ocorre com as virgens na noite de núpcias. Seremos voyeurs de uma mulher que vende seu sexo como em um filme pornográfico, mas o tom documental da história a manterá na redoma protegida das virgens.

O tabu do sexo perturba não apenas nossa moral, mas o estatuto narrativo dos filmes. Por isso há algo de político nesse documentário. MacKinnon persegue os filmes pornográficos porque considera que as cenas de sexo são reais: uma mulher violada em um filme pornográfico é, de fato, uma mulher violada. Catarina será desvirginada - haverá um antes e um depois em seu corpo, segundo as perícias médicas. Mas ela reclama para si o estatuto profissional de atriz e não de prostituta: é uma atriz que venderá sua imagem e seu hímen para um documentário sobre como o tabu do sexo movimenta mercados e audiências.

História do casal de assaltantes mortos pela polícia em 1934 foi transformada em filme vencedor de 2 Oscars em 1967

As armas usadas pelo notório casal de assaltantes americanos Bonnie Parker e Clyde Barrow vão a leilão neste domingo nos Estados Unidos.


AP
A empresa estima entre US$ 150 mil e US$ 300 mil o valor dos lances pelo revólver


A história de Bonnie e Clyde, que morreram cravejados de balas pela polícia em 1934, foi transformada em 1967 em um filme vencedor de dois Oscars, com Warren Beatty no papel de Clyde e Faye Dunaway no papel de Bonnie.

Os crimes cometidos pela dupla em pleno auge da Grande Depressão os colocou como figuras de destaque no imaginário americano.

As armas do casal serão vendidas como parte de um leilão intitulado American Gangsters, Outlaws and Lawmen (Gangsters Americanos, Foras da Lei e Homens da Lei), realizado pela companhia de leilões RR Auction no Estado de New Hampshire.

A empresa estima entre US$ 150 mil e US$ 300 mil (R$ 300 mil a R$ 600 mil) o valor dos lances pelo revólver Colt Detective Special .38 de Bonnie e pela pistola 1911 Army Colt .45 de Clyde.

O leilão terá também pertences de Al Capone e do detetive Eliot Ness, entre outros nomes conhecidos.

'Tragédia de Shakespeare'
Bonnie Parker e Clyde Barrow ganharam notoriedade por uma série de assaltos a banco e assassinatos até serem mortos pela polícia em uma emboscada em 23 de maio de 1934.

Além das armas que o casal portava, também deverão ser leiloados objetos retirados do carro onde eles foram mortos, como o estojo de maquiagem de Bonnie e um maço de fotos.

O professor aposentado de história E.R. Milner afirma que é clara a razão pela qual o casal ganhou tanta notoriedade.

"Os americanos e, acredito, a maioria das pessoas, adoram amantes... e aqui estavam estes jovens no meio da pior depressão econômica da história do mundo lutando pelo que acreditavam que era certo e amando um ao outro", disse ele à BBC.

"Era quase como uma tragédia de Shakespeare transportada para uma estrada poeirenta da Louisiana", afirmou.

A condição é que as garotas mostrem arrependimento por terem feito uma 'oração punk' para o país se livrar do presidente Vladimir Putin

AE - Agência Estado

MOSCOU - A Igreja Ortodoxa Russa pediu clemência para três integrantes da banda de rock Pussy Riot, desde que elas mostrem arrependimento por terem feito uma "oração punk" para o país se livrar do presidente Vladimir Putin. O pedido foi feito hoje, um dia antes de um tribunal de recursos se reunir para reexaminar a condenação das cantoras.



Misha Japaridze / AP
Integrantes do grupo punk no tribunal

Não havia neste domingo informações sobre se as três integrantes da banda, que haviam sido condenadas a dois anos de prisão no mês passado, vão "mostrar arrependimento", nem indicações sobre se o tribunal reduzirá as penas. Putin sempre relutou em dar a impressão de que se curva a pressões da opinião pública e tem adotado uma linha cada vez mais dura contra dissidentes desde que assumiu seu terceiro mandato como presidente russo, em maio deste ano.


Em seu comunicado, a Igreja Ortodoxa reafirmou sua própria condenação às integrantes da Pussy Riot, dizendo que as ações da banda "não podem deixar de ser punidas". O texto ressalva que se as cantoras mostrarem "penitência e reconsideração de suas ações", isso "não deve passar despercebido".

No começo de setembro, o primeiro-ministro Dmitry Medvedev disse que manter as três integrantes da banda na prisão seria "contraproducente", o que encorajou, entre os ativistas que defendem a democracia e os direitos humanos, a esperança de que o tribunal de recursos colocaria as três cantoras em liberdade. Observadores mais céticos, porém, lembram que o próprio Putin disse, antes do julgamento, que as integrantes da banda não deveriam ser julgadas com muita severidade; isso gerou expectativas, que acabaram não sendo confirmadas, de que elas não seriam condenadas à prisão por "vandalismo provocado por ódio religioso".

Nadezhda Tolokonnikova, de 22 anos, Maria Alekhina, 24, e Yekaterina Samutsevich, 30, foram presas em março depois de um show na Catedral do Cristo Salvador, em Moscou, no qual pediram à Virem Maria que livrasse a Rússia de Vladimir Putin, que seria eleito duas semanas depois para um terceiro mandato como presidente do país. Durante o julgamento, em agosto, elas disseram que estavam protestando contra o apoio da Igreja Ortodoxa a Putin e que não queriam ofender os religiosos.


O julgamento atraiu a atenção internacional e tanto o governo Putin como a Igreja Ortodoxa querem deixar o assunto para trás, para não sofrerem mais danos à sua imagem. A prisão das integrantes da banda passou a simbolizar a intolerância do governo Putin com dissidentes e provocou críticas à Rússia, mobilizando celebridades e músicos como Paul McCartney e Madonna em apoio à Pussy Riot.

Nos últimos meses, ativistas de oposição têm sido presos, revistados e interrogados e o Parlamento russo aprovou uma série de leis draconianas, entre elas uma multiplicação de 150 vezes na multa prevista por participação em manifestações de protesto não autorizadas previamente; outra lei obriga organizações não governamentais que recebam recursos do exterior a registrar-se como "agentes estrangeiros".


Na semana passada, o Parlamento, dominado por partidos favoráveis a Putin, discutiu um projeto de lei que tornaria "ofender sentimentos religiosos" um crime punível com até cinco anos de prisão.


Ações como essa tornaram os amigos, familiares e advogados das integrantes da Pussy Riot mais pessimistas quanto à possibilidade de o tribunal de recursos reduzir as sentenças. A advogada Violetta Volkova disse na sexta-feira, depois de visitar a prisão onde as três cantoras estão sendo mantidas, que tem pouca esperança de uma decisão justa, num país em que os tribunais se curvam ao governo;

"Sempre há pelo menos um mínimo de esperança pelo bom senso, e de que o tribunal atue de acordo com a lei. Mas, tendo em vista a situação política na Rússia, não podemos contar com uma decisão puramente legal", afirmou a advogada.

Stanislav Samutsevich, pai de uma das cantoras presas, disse que também tem poucas esperanças. Para ele, o governo deverá usar o julgamento do pedido de recurso para "de alguma maneira justificar a sentença severa que foi imposta".

Olga Vinogradova, bibliotecária e amiga de infância de uma das integrantes da banda, Maria Alekhina, disse que enviou livros de filosofia para a amiga encarcerada e que tem recebido mensagens dela uma ou duas vezes por semana. Alekhina tem um filho de cinco anos de idade. "Uma coisa que ela escreveu em uma carta é que não poderia pagar um preço mais alto do que uma separação prolongada de sua criança. É o preço mais alto pela liberdade de dizer o que quer", disse Vinogradova. "Ela está assustada com o que está acontecendo agora, com essas novas leis. Acho que ela esperava mais do movimento de protestos", acrescentou. As informações são da Associated Press.


O formato do novo programa de Hebe, porém, ainda não foi anunciado
Foto: Facebook/Reprodução


A direção artística e de programação do SBT acaba de acertar, junto ao empresário Cláudio Pessuti, nesta quinta-feira (27), o retorno de Hebe Camargo à emissora. O formato e a data de estreia do novo programa ainda estão sendo planejados pela direção e pelo empresário da apresentadora.

Na semana passada, a coluna Outro Canal, do jornal Folha de S. Paulo, já havia antecipado a contratação de Hebe. Ela, que se desligou da RedeTV! em 17 de setembro, receberá uma homenagem do SBT, preparada para acontecer na cerimônia do Teleton, em novembro.

Ainda segundo a publicação, existem dois projetos diferentes para o novo programa da apresentadora. Em um deles, o formato seria de uma "noite de gala", com convidados em trajes sociais e cenário de festa. No outro, seria uma espécie de talk-show intimista, gravado na própria casa de Hebe. A segunda opção teria aparecido como uma forma de poupar a saúde da apresentadora, que atualmente está tratando um câncer.

Descubra 10 curiosidades sobre a vida do ator




Nesta segunda-feira (30), o eterno 'Exterminador do Futuro', Arnold Schwarzenegger, completa 65 anos. O ex-governador do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, iniciou sua carreira bem cedo, aos 14 anos, quando começou a treinar musculação.

Fisiculturista, ganhou diversos prêmios, inclusive o de Mister Universo. A fama internacional veio quando mudou-se para Hollywood. O ator foi protagonista de grandes clássicos, como “Conan, o Bárbaro” e da série “Exterminador do Futuro”.

Além da carreira artística, Schwarzenegger também se envolveu com política, e, por causa de seu cargo, acabou ganhando o apelido de “Governator”.



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O nome de batismo do ator é Arnold Alois Schwarzenegger e, ao contrário do que muitos pensam, ele não é americano, e sim, austríaco.


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O ator começou a treinar para ser fisiculturista aos 14 anos e, aos 18, já ganhou o título de Mister Universo. Ele também venceu o concurso Mr. Olympia sete vezes. Por isso, tornou-se uma personalidade da modalidade e tem até um concurso com seu nome, o Arnold Classic.


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Arnold admitiu ter usado esteroides anabolizantes para melhorar seu desempenho, porém só fez o uso dessas substâncias enquanto elas eram permitidas.


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Em seu primeiro filme “Hercules in New York”, o ator usou o pseudônimo “Arnold Strong” e sua voz foi dublada por outro ator. Porém, o sucesso veio quando protagonizou 'Conan - O Bárbaro'.


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Para fazer “O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final”, Arnold recebeu US$ 15,3 milhões (cerca de R$ 30 milhões). Já para protagonizar “O Exterminador do Futuro: A Rebelião das Máquinas”, ele embolsou cerca de US$ 30 milhões (cerca de R$ 60 milhões), o segundo maior cachê pago a um ator em um único filme.


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Durante as filmagens de “O Sexto Dia”, o astro quase morreu. Em uma das cenas do filme embaixo d’água, ele nadou na direção errada e foi parar, sem fôlego, embaixo de uma plataforma. Uma pessoa da produção acabou percebendo tudo e o salvou.



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Schwarzenegger também já bancou o herói. O ator resgatou um banhista que estava com câimbras em Maui, no Havaí. Ele usou uma prancha para ajudar a resgatar o rapaz em apuros.


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O ator anunciou sua candidatura para as eleições governamentais da Califórnia de 2003, durante uma entrevista no programa “The Tonight Show With Jay Leno”. Ele foi eleito em outubro do mesmo ano e ficou no comando até 2011, sendo substituído pelo democrata Jerry Brown.


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Schwarzenegger é o fundador da cadeia de restaurantes Planet Hollywood, junto com Bruce Willis, Sylvester Stallone e Demi Moore.


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O ator faz parte do time dos que já pularam a cerca. Ele teve um caso com sua empregada doméstica, com direito a um filho com ela.

Evento começou em 1898 como forma de propagar o automóvel. O iCarros fará a cobertura da edição 2012, que abre as portas no dia 27

24/09/2012 - Thiago Moreno / Fonte: iCarros

O Salão de Paris é um dos eventos automotivos mais importantes do calendário internacional. Com mais de 100 anos de história, o evento mantém sua relevância mostrando as tendências e o futuro do setor. Descubra como ele nasceu e todo o trajeto percorrido até a edição de 2012 e veja todas as informações sobre como estar presente ao salão.

O Salão de Paris começou como uma iniciativa do Automóvel Clube da França para promover o automóvel, máquina que ainda era novidade naquela época. Assim nasceu a Exposicion Internacionale d'Automobile.

No início do século XX, o Salão de Paris passou de evento nacional para uma reunião de várias marcas ao redor do mundo. Em 1901, o palco era o Grand Palais, com 6.000 m² de espaço para nada menos que 220 marcas exibirem as novidades sobre rodas. Em 1909, porém, uma discordância entre os organizadores e os fabricantes inviabilizou a edição daquele ano, mas as atividades foram retomadas normalmente em 1910, parando somente pela eclosão da Primeira Guerra Mundial.


Com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, o mundo viveu um período de recessão econômica e isso se refletiu também no Salão de Paris. De 1.339 expositores registrados em 1929, apenas 526 marcas estavam presentes na edição de 1938. Pouco depois, em 1939, o evento era paralisado novamente por causa de outro conflito global: a Segunda Guerra Mundial.





Em 1946, logo após o término dos conflitos, o Salão de Paris voltou com força total, mas a falta de matéria-prima ao final da Guerra gerou uma situação no mínimo inusitada: os visitantes poderiam ver quantos carros quisessem, mas, para comprar, precisavam de uma autorização do governo francês. Mesmo assim, cerca de 8 mil pessoas compareceram à edição daquele ano, que durou dez dias.





A década de 1950 e o crescimento econômico global do período fizeram o Salão de Paris crescer. Já em 1950 foi preciso separar os expositores de veículos utilitários e motocicletas em um espaço próprio: o Porto de Versailles. Os automóveis continuariam ainda no Grand Palais que, em 1953 disponibilizava 80 mil m² de área aos fabricantes. Um ano depois, o número de visitantes ultrapassou um milhão de pessoas. O ano 1957 viu o advento da indústria japonesa, quando o Prince Skyline (marca que se tornaria a Nissan) foi exposto naquele ano.



Com um público cada vez maior, o Grand Palais não suportava mais acomodar os visitantes. Em 1962, o Salão de Paris se mudou para o Porto de Versailles, aonde permanece até hoje. A visitação continuou crescendo e, em 1968, o público passou de 1.060.000.




Com o acirramento dos conflitos no Oriente Médio, maior região produtora de petróleo do mundo, e a escalada nos preços dos combustíveis, o Salão de Paris perdeu força durante a década de 1970. Já em 1977, o evento passou a ser bienal, não mais anual, alternando-se com o Salão de Frankfurt. Mesmo assim, houve espaço para grandes lançamentos como o esportivo BMW M1 da foto.




A década de 1980 foi marcada pela mudança de nome do salão, que passou a ser chamado de Mondial de l'Automobiles. Nessa época também a Ferrari apresentou o esportivo 456 GT da imagem.


Não é qualquer coisa que se mantém relevante durante um século, mas o Salão de Paris conseguiu e, em 1998, completou 100 anos exibindo o futuro do setor automotivo para o mundo inteiro.



A edição 2012 do Salão de Paris acontece entre 29 de setembro e 14 de outubro, das 10h às 20h no horário francês. Às quintas e sextas, o horário se estende a até às 22h. O evento deste ano ocorre no Paris Expo, situado Porto de Versailles. O endereço é 75015, Paris. A entrada custa 13 euros, mas estudantes e pessoas entre dez e 18 anos pagam 7 euros. Menores de dez anos entram gratuitamente. Quem for em grupos de pelo menos 15 pessoas paga um preço promocional de 11 euros cada. Para chegar lá, o mais indicado é o transporte público. Pela linha 12 do metrô parisiense, basta descer na estação Port de Versailles. Pelas linhas 8 do metro ou pelas 2 e 3 de trens, a estação mais próxima é a Balard Station. Para quem for de ônibus, as linhas 39 e 80 são as mais indicadas e o ponto de parada também é a Balard Station. Para quem quiser adquirir os ingressos pela internet, basta  acessar o site do evento.






A mãe da jovem Katsue Stefane Santos Vieira, morta a facadas e depois queimada no forno de uma pizzaria, em Cuiabá (MT), busca na Justiça o direito de enterrar a filha. Por meio da Defensoria Pública do Mato Grosso, Maria Eunice Pereira dos Santos ingressou com uma ação contra o Estado para ter acesso aos restos mortais de Katsue e, ainda, receber uma indenização por danos morais e materiais.

Duas liminares já foram concedidas em favor de Maria Eunice, mas o Instituto Médico Legal (IML) teria negado entregar os restos mortais à família da jovem. De acordo com a Defensoria Pública, o diretor do IML afirma não ter cadáver para entregar, além de não poder emitir uma declaração de óbito.

Conforme a ação, impetrada pelo defensor público Cláudio Aparecido Souto, laudos da perícia acusam o recebimento de "material calcinado" proveniente de ossada, além de outros fragmentos com características de um "indivíduo adulto jovem". "O direito de ser sepultado é um direito personalíssimo de cada indivíduo que, com a sua morte, é exercitado pelos familiares, que realizam cultos aos seus antepassados, o que impõe um tratamento digno do cadáver humano", afirmou Souto.

Na ação, além de exigir a entrega dos restos mortais de Katsue, é pedida uma ação indenizatória pelos transtornos que a falta de sepultamento da vítima causou à família. O montante pedido é de 350 salários mínimos, o equivalente a R$ 217 mil.

O caso

Katsue Stefane foi encontrada morta no dia 4 de fevereiro de 2012, carbonizada, no forno de uma pizzaria na avenida General Melo, em Cuiabá (MT). De acordo com o Ministério Público do Estado, Weber Melques Vernandes de Oliveira, filho do dono do estabelecimento, é o principal suspeito pelo crime.

Testemunhas relataram que viram o jovem entrando sozinho na pizzaria durante a noite do assassinato e que ele teria saído, pela manhã, sozinho e sujo de sangue. Conforme a Polícia Civil, o pai de Weber prestou depoimento onde contou que estava viajando e havia deixado a chave da pizzaria com o filho.

O empresário disse que vizinhos ligaram para ele relatando ter ouvido gritos de uma mulher no estabelecimento no dia do crime. Ao voltar, ele conversou com o filho, que teria dito que havia matado uma pessoa, sem contar quem e nem onde. Em seguida, o rapaz pegou sua motocicleta e desapareceu, sem dar mais notícias.

Dias depois, ele se apresentou à polícia e confessou o crime. Weber segue preso, a espera de julgamento.

Uma nova doença respiratória semelhante à SARS - epidemia global que matou centenas de pessoas em 2003 - foi diagnosticada em um homem que está sendo tratado na Grã-Bretanha. Outro caso, na Arábia Saudita, resultou na morte de um paciente. Confira abaixo perguntas e respostas sobre esse novo vírus.

O que é o novo vírus?
A nova doença é consequência de um tipo de coronavírus - uma família ampla de vírus que inclui desde um resfriado comum à SARS (sigla em inglês para síndrome respiratória grave e aguda).

Até agora, apenas dois casos foram diagnosticados deste novo vírus, e ambas as infecções foram originadas no Oriente Médio. Um dos casos foi confirmado por um exame de laboratório feito pela Agência de Proteção à Saúde da Grã-Bretanha, em Londres. O paciente está sendo tratado pelas autoridades britânicas de saúde.

O outro foi detectado por um exame de laboratório na Arábia Saudita. Os dados foram enviados a outro laboratório na Holanda, que confirmou se tratar do novo tipo de vírus. Ainda há poucas informações sobre o novo vírus e o quão letal ele pode ser entre seres humanos.

O que o vírus faz?
Os coronavírus provocam infecções respiratórias em humanos e animais. Os dois contaminados tiveram febre, tosse e dificuldades de respiração. O paciente na Arábia Saudita acabou falecendo, e o britânico está na UTI. Por ora, ainda não está claro se esse forte efeito é típico deste novo vírus, ou se há muitas pessoas contaminadas e apenas poucas estão tendo uma reação tão drástica.

Como ele se espalha?
Acredita-se que ele se espalhe por fluidos expelidos na tosse ou pelo espirro. Os especialistas acreditam não se tratar de uma doença altamente contagiosa, já que, nos dois casos diagnosticados até agora, as pessoas que trataram os pacientes não adoeceram. Os coronavírus são bastante frágeis. Fora do corpo humano, eles só sobrevivem por um dia e são facilmente mortos por detergentes e por outros produtos de limpeza.

Como é o tratamento?
Os médicos ainda não sabem qual é o melhor tipo de tratamento, mas as pessoas com sintomas graves precisam de cuidados intensivos que ajudem sobretudo na respiração. Não existe nenhuma vacina. Em Londres, o paciente está isolado, e todos que o estão atendendo usam máscaras e equipamentos de proteção.

Como se originou o vírus?
Os especialistas ainda não sabem a sua origem. Eles especulam que possa se tratar de uma nova mutação de um vírus já existente. Ou talvez seja uma infecção que já circula entre animais e que agora passou para os seres humanos.

Existe algum tipo de recomendação às pessoas que viajam?
Por enquanto, a Organização Mundial da Saúde descartou qualquer tipo de restrição a viagens ao Oriente Médio, onde ambos os casos surgiram. Mas esta decisão está sendo constantemente reavaliada.


Imagem mostra a capa do livro de Antony Beevor
Foto: Reprodução

Durante a Segunda Guerra Mundial, "os japoneses praticaram uma política de canibalismo com seus prisioneiros de guerra e, inclusive, com seus compatriotas mortos em combate", explicou nesta terça-feira em entrevista à Agência Efe o historiador britânico Antony Beevor.

Segundo Beevor, esse foi um dos aspectos que mais lhe surpreendeu durante a pesquisa elaborada para a realização de "A Segunda Guerra Mundial" (The Second World War), um livro que não pretende ser "o definitivo", mas sim lançar um olhar global baseado em sua experiência como escritor e como ex-militar.

Esse canibalismo era um fato que Beevor não conhecia. Os americanos e os australianos decidiram não dizer nada no final da guerra pelo choque que essa notícia poderia causar entre os familiares dos prisioneiros, explicou o historiador à Agência Efe em Madri, onde hoje apresenta seu novo livro.

Trata-se de uma prática que demonstra toda a crueldade do "extremamente militarizado" Exército japonês, que humilhava os soldados e usava toda a "fúria absorvida nas batalhas para se vingar contra os soldados vencidos".

Apesar de ainda não ser uma notícia pública e de massa, somente uma nova geração de jovens historiadores japoneses tiveram coragem de trazer este fato à tona, explica Beevor.

"É óbvio que todos os exércitos tiveram tentações de cometer crimes, mas alguns mantiveram certas coerências e proporções. No entanto, há diferentes pautas de comportamento. Nem todos os Exércitos foram iguais", completa o historiador.

Outro fato que surpreendeu Beevor foi o "terrível sacrifício" que os comandantes soviéticos infligiram a suas tropas na operação de distração durante a batalha de Stalingrado, que aconteceu para distrair os alemães e supôs a morte de 250 mil russos.

"Sacrificaram mais homens que os britânicos e os americanos juntos no Dia D", revelou Beevor.

Atrocidades existem em todas as guerras, embora o canibalismo dos japoneses é, sem dúvida, o fato mais terrível que Antony Beevor conta em seu novo livro, uma vasta obra que já foi lançada na Colômbia, na Argentina, no México e que, segundo o próprio autor, será publicado em toda América Latina.

Com mais de 30 anos de dedicação ao conflito militar mais amplo e sangrento da história, Beevor, neste livro com mais de mil páginas, resgata informações tiradas dos arquivos russos, alemães e, principalmente, franceses.

Apesar do excesso de fatos, o autor conseguiu achar uma estrutura para não se "afogar", um fato que, segundo o próprio autor, só foi possível graças a sua experiência prévia com livros como "Stalingrado" (2000) e "Berlim: A queda 1945" (2002), autênticos "best sellers" de nível mundial.

Neste novo lançamento, Beevor volta a recorrer ao elemento mais característico da escritura: uma mistura entre as épicas narrações das batalhas e das grandes discussões políticas com os detalhes mais humanos e desumanos das vítimas e carrascos da guerra.

Uma história que Beevor começa a contar na frente oriental, na guerra entre chineses e japoneses, um primeiro exemplo das atrocidades que cometeriam os japoneses, que em Nanjing mataram entre 200 mil e 300 mil chineses da maneira mais cruel, sem distinguir sexo e idade.

Se Beevor decidiu começar por essa parte da história é porque pensa que isso condicionou todo o desenvolvimento posterior de um conflito que se caracterizou por incluir "elementos de uma guerra civil internacional" e que, na realidade, foi "um conglomerado de diferentes conflitos".

"Me senti muito lisonjeado quando disseram que este era o livro definitivo sobre a Segunda Guerra Mundial. Mas, na verdade, não é assim. Sempre haverá novos elementos. Os arquivos da Rússia são enormes e só puderam ser consultados entre 1995 e 2000, enquanto o dos japoneses não deixam pesquisadores estrangeiros consultar os seus", ressaltou Beevor.

Apesar de ainda existir muitas coisas por descobrir, Beevor aponta que o mais intrigante de seu livro são as histórias individuais, muitas delas tiradas de testemunhos de combatentes franceses cujos descendentes entregaram suas cartas às autoridades.

Através dessas histórias pessoais, o leitor se identifica mais facilmente com uns fatos que ultrapassam o entendimento, sendo que esse tipo de narração é o que fez de Beevor um dos historiadores mais lidos na atualidade.

"Hoje em dia, eu não entendo como fizemos para viver nas trincheiras, no descoberto, na neve, congelados de frio e sem tirar jamais os sapatos e a roupa. Isso sem ter água e sem ter nada com que se esquentar". Este é o testemunho de um oficial do Exército Vermelho que se une a outros muitos em uma obra imprescindível para quem deseja entender o que ocorreu com mundo no século XX.




Esporte não requer equipamentos ou competição. Seu objetivo é a superação de obstáculos.

A revista Samuel reuniu dez imagens de jovens palestinos praticando Parkour na Faixa de Gaza, nesta sexta-feira (21/09).

O Parkour é uma atividade física focada na superação de obstáculos. A ideia é sair de um local e chegar em outro da forma mais rápida e eficiente possível. Esse esporte combina uma série de movimentos, de correr e escalar a nadar e rolar. No Parkour não há equipamentos ou mesmo competição.

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Peteson Toscano gastou R$ 60.500 em tratamentos
Peteson Toscano gastou R$ 60.500 em tratamentos

O americano Peteson Toscano conta ter gasto USS$ 30 mil (cerca de R$ 60.500), recorrido a três tentativas de exorcismo e passado por um casamento fracassado até conseguir superar seus dilemas pessoais e aceitar que era gay.

O processo durou 17 anos e Toscano hoje milita contra tratamentos que atendem por com nomes como ''conversão'' ou ''terapia reparadora'', voltados para gays que querem mudar sua orientação sexual.

Tais práticas contam com o apoio de Igrejas fundamentalistas cristãs. E alguns dos que se submeteram a elas asseguram sua eficácia e se definem como ex-gays.

Mas Toscano, de 47 anos, afirma que não só estes processos não funcionam como também causam danos psicológicos.

Ele é de uma tradicional família ítalo-americanda do Estado de Nova York. Cristão devoto e evangélico, Toscano teve dificuldades em aceitar o que via como um conflito entre sua orientação sexual e sua fé.
'Desespero terrível'

''Eu estava fazendo algo errado pelo qual eu seria punido na outra vida. E por isso sentia muito medo e um desespero terrível'', afirma, em entrevista à BBC.

Como um adolescente que cresceu nos Estados Unidos da década de 80, Toscano viveu em uma época em que o termo ''gay'' era um sinônimo de Aids. Até 1973, psiquiatras americanos classificavam homossexuais como sendo insanos.

''Eu somei dois mais dois e cheguei ao que me parecia ser uma equação lógica, a de dizer 'isto é errado, é ruim, eu preciso consertar isso'. E 17 anos depois eu finalmente acordei e retomei a razão'', afirma.

Os anos de tratamento são uma lembrança dolorosa. Após ter entrado em depressão depois de uma entrevista à rádio pública dos Estados Unidos na qual relatou os processos a que se submeteu, ele agora evita entrar em pormenores.
Experiência traumática

Mas ele relata que um dos incidentes mais sombrios ocorreu durante seu internamento por dois anos no centro Love in Action (Amor em Ação), hoje rebatizado como Restoration Path (Caminho da Restauração), na cidade de Memphis, no Estado americano do Tennessee.

Lá, ele foi instruído a registrar todos os encontros homossexuais que já havia tido. Em seguida, pediram que ele relatasse o mais constrangedor destes encontros para sua família.

Tais terapias não se limitam, no entanto, aos Estados Unidos. Toscano visitou a Inglaterra na década de 90 a fim de se submeter a um exorcismo. Ele já tinha se submetido a dois exorcismos fracassados nos Estados Unidos.

De acordo com Peterson, esse tipo de prática ''é danosa psicologicamente especialmente para os jovens. Se você acredita nisso, você fará qualquer coisa para rasgar a sua alma''.

Nos Estados Unidos, já estão sendo tomadas medidas para proibir parcialmente as terapias de conversões para gays no Estado da Califórnia. E o governador Jerry Brown está avaliando um projeto de lei que torna ilegal a terapia reparadora para crianças. Se aprovada, será a primeira medida nesse sentido tomada no país.

Toscano tem um blog e um canal de YouTube e usa sua experiência como ator de teatro realizando apresentações nas quais procura consicentizar pessoas sobre os danos causados aos que se submetem a tratamentos para suprimir ou mudar suas orientações sexuais.

Desde o dia 20 de setembro, 17 crianças foram internadas em todo o Estado de Santa Catarina com uma alteração no sangue que impede o transporte de oxigênio, três estão em estado grave, segundo o Centro de Informações Toxicológicas. A hipótese mais provável é que a intoxicação tenha ocorrido pelo consumo de leite com nitrito.

O quadro de methemoglobina acomete principalmente crianças menores de três anos e os sintomas são cianose (rouxidão), principalmente nos lábios e embaixo das unhas, mas pode afetar todo o corpo, e o sangue fica “achocolatado”. Se há grande contaminação, podem ocorrer ainda dificuldade para respirar, dor de cabeça, fadiga, vertigem e desmaios. Em casos extremos, pode-se chegar ao coma ou a morte.

Segundo Marlene Zannin, supervisora do Centro de Informações, aos primeiros sinais os pais devem levar os filhos para o hospital. “Ainda hoje, várias crianças chegaram a hospitais com o quadro, que é diagnosticado por exame laboratorial”, explica. Zannin conta que algumas crianças já foram liberadas, enquanto algumas estão sob investigação e outras necessitam de UTI e ventilação mecânica.

O tratamento básico consiste na remoção do agente causador, administração de oxigênio e observação.

Os casos se concentram em Florianópolis, Vale do Itajaí e Balneário Camboriú.

A Secretaria de Saúde do Estado informou em comunicado que a Diretoria de Vigilância Sanitária retirou do mercado os lotes de leite pasteurizado de número 0687 e 0689 da marca “Holandês”, Indicado até o momento como causador da intoxicação. A Vigilância ainda recomenda que as pessoas que possuam tal leite em casa não o consumam. Entretanto, a toxicóloga informa que ainda não há a certeza de que esta tenha sido a fonte da contaminação.

Para receber orientações relacionadas à assistência, diagnóstico clínico e laboratorial, bem como tratamento, deve-se ligar para o Centro de Informações Toxicológicas no telefone    0800-643-5252.



O ator Nicolas Cage toma um suco na saída de uma academia em Las Vegas (4/7/12)

Nicolas Cage está sendo processado por um ex-segurança, que o acusa de demiti-lo sem motivo e não pagar seu salário, segundo o site TMZ.


Richard Brun diz no processo aberto em Orange County, na Califórnia, que foi contratado por Nicolas Cage em setembro de 2011 e demitido duas semanas depois, sem ter um motivo. O ator também não teria pago o salário combinado em seu contrato.

Não estão claras quais seriam as funções do ex-segurança, que garante ter sido prejudicado em US$ 115 mil, e quer receber, no mínimo, este mesmo valor.

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

A filha disse não, a irmã disse não, a prima disse não. Por causa de todos os "nãos", Rosa, 61, vítima de aneurisma cerebral, permanece internada em um hospital de São Paulo mesmo já tendo recebido alta há dois meses.

Casos de pacientes abandonados nos hospitais --porque a família não os quer ou porque perderam o vínculo com os parentes-- têm se tornado frequentes na capital e chamaram a atenção do Ministério Público paulista.

A Promotoria dos Direitos Humanos do Idoso instaurou um inquérito civil em que solicita que o Estado e o município criem serviços para acolher pacientes que não têm para onde ir. Promotores também têm acionado judicialmente famílias para que assumam seus doentes.

A Folha localizou ao menos 120 pacientes já em condições de alta, mas que permanecem internados no Hospital Auxiliar de Suzano (que pertence ao Hospital das Clínicas) e no Hospital D. Pedro 2º, ligado à Santa Casa de São Paulo. Eles somam quase 20% do total de internados.

Lucas Lima/Folhapress

Rosa, 61, no Hospital Auxiliar de Suzano

Morando nos hospitais, esses pacientes sofrem riscos de contrair infecções, além de ocupar leitos de pessoas que realmente precisam.

Rosa, paciente do Hospital de Suzano, sabe que a filha não a quer, mas fantasia outra razão para justificar o abandono. "Minha filha pensa que eu morri. É por isso que não veio me buscar."

Ela vivia nas ruas quando sofreu um aneurisma e ficou com sequelas: lado direito paralisado, problemas na fala e confusão mental. O caso está no Ministério Público.

Damaris Felipe dos Santos, 78, vive há exatos 67 anos no Hospital D. Pedro 2º, no Jaçanã, na zona norte. Tinha 11 anos quando lá chegou, com paralisia nas pernas.

Ela e outros dois pacientes do hospital --Celina, 65, e José Alberto, 67, ambos com síndrome de Down-- foram deixados ainda bebês na "roda dos enjeitados", que funcionou na Santa Casa até 1950.

Ficaram em um orfanato e, na adolescência, foram transferidos para o D. Pedro 2º. Nunca mais saíram. "Aqui não me falta nada. Muito menos amor", diz Damaris.

No hospital centenário, dois terços dos pacientes não têm família.
Adriano Vizoni/Folhapress

Damaris Felipe dos Santos, 78, no hospital D. Pedro 2º, em São Paulo, onde mora há 67 anos


"É uma situação crítica. Quanto mais vulnerável o paciente, menor é a chance de acolhimento fora do hospital. Não há lugar", diz a promotora de direitos humanos do idoso Cláudia Beré.

As duas instituições estão lotadas (com ocupação de 94%) e há uma fila de espera de 50 pacientes, em média. Chamados de hospitais de retaguarda, abrigam pacientes crônicos (com síndromes genéticas, sequelas de derrame, aneurisma e traumatismos).

"Muitos são ex-moradores de rua, não têm para onde ir. Mas outros têm filhos, que não querem levar a mãe ou o pai para casa porque acham que vão dar muito trabalho", diz Fábio Ajimura, diretor técnico do hospital de Suzano.

O Hospital D. Pedro 2º tem também 50 "desconhecidos", doentes que ali chegaram sem documentos e sem lembrança de família.

Nem o exame datiloscópico, que tenta a identificação por meio das impressões digitais, teve sucesso com eles.

Nesses casos, as assistentes sociais fazem um trabalho de detetive. "A gente fica esperando que eles se lembrem de algum nome, de alguma alguma cidade, e depois começamos a pesquisar, a juntar as pontas", diz Elaine Cristina Marques, assistente social do hospital de Suzano.

Hélio era morador de rua e foi atropelado. Não tem documentos, não fala, não anda. Um dia, balbuciou o nome. E os funcionários assim passaram a chamá-lo.

Ele é um dos pacientes não identificados que vivem em hospitais públicos de São Paulo. Todos estão no site da Secretaria de Estado da Saúde à espera de alguém que os identifique. E os leve para casa:

MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO

As embalagens de Ninho e Ninho Fases são semelhantes: latas redondas e amarelas com a marca Ninho em letras grandes. Mas consumidores mais atentos verão que, dos dois, só um é leite em pó.

Diferentemente do leite Ninho, o Ninho Fases é um composto lácteo, uma mistura à base de leite e outros ingredientes, como óleos vegetais. A frase "este produto não é leite em pó" está na parte de trás da lata. Ele tem tem diferentes versões para casa faixa etária, de um a cinco anos.

Por causa da possibilidade de o consumidor ser induzido a erro, o Procon de São Paulo começou a investigar a Nestlé, após receber a denúncia de um consumidor.

Até há poucas semanas, o próprio site da Nestlé colocava o Ninho Fases na categoria de leite. Só mudou após uma notificação do Procon

A entidade agora analisa o material publicitário da empresa e poderá multá-la ou exigir contrapropaganda. O prazo para o resultado da análise é de 120 dias, segundo Paulo Arthur Góes, diretor executivo do Procon-SP.

"A informação nem sempre é clara. O consumidor não sabe a diferença entre leite e composto lácteo. Para ele, é tudo leite, mas o composto lácteo não tem as mesmas propriedades."

O Ministério da Agricultura também recebeu denúncias sobre o Fases.

QUALIDADE

Não há consenso entre os especialistas sobre se é melhor dar composto lácteo ou leite integral às crianças a partir de um ano -antes disso, o ideal é que ela receba leite materno.

Segundo Edson Credidio, médico nutrólogo e pesquisador em alimentos funcionais da Unicamp, o leite integral, por ser mais rico em nutrientes, é melhor para o desenvolvimento dos pequenos.

"Os melhores suplementos nutricionais estão nos alimentos e não no que se adiciona a eles. Essas novidades são meramente comerciais."

O publicitário Adriano Ferreira, 37, de Sorocaba (SP), ficou surpreso quando a médica de sua filha Heloísa, 3, disse que o Ninho Fases não era leite e pediu que ele trocasse de produto.

"Escolhi o Fases no supermercado porque vi que tinha um monte de vitaminas. Para mim era um leite Ninho mais incrementado. Você olha a embalagem e nem questiona se é leite porque conhece a marca Ninho. Me senti enganado."

Em blogs, outros pais se dizem surpresos e até revoltados quando descobrem que o Ninho Fases não é leite e contém xarope de milho, um tipo de açúcar.

Sophie Deram, pesquisadora e nutricionista do ambulatório de obesidade infantil do HC da USP, afirma que a tentativa de elaborar produtos com menos gordura saturada e mais vitaminas e minerais que o leite natural cria produtos doces e educa o paladar das crianças dessa forma. "Dou prioridade a alimentos reais, sem tantos processos industriais e adição de suplementos vitamínicos."

Já o pediatra Moises Chencinski afirma que o composto lácteo tem uma formulação mais apropriada para a criança manter o peso adequado e prebióticos para a saúde da flora intestinal.

"O leite integral pode ter mais nutrientes, mas não são os adequados para essa faixa de idade."

Cid Pinheiro, coordenador das equipes de pediatria do Hospital São Luiz e professor assistente da Santa Casa, afirma que, com o passar dos anos, o leite deixa de ser tão essencial para a criança porque as fontes de cálcio ficam mais diversificadas com a ingestão de outros alimentos, como queijo e iogurte, e, portanto, não há problemas em consumir o composto lácteo.

"No fim, a decisão sobre qual tipo de leite a criança vai tomar depois do aleitamento materno tem que ser individualizada e orientada por um pediatra."

OUTRO LADO

Em nota, a Nestlé afirmou que respeita o direito de informação ao consumidor e cumpre a legislação referente à comercialização de compostos lácteos do Ministério da Agricultura.

A empresa diz que os ingredientes adicionados ao leite visam contribuir para a ingestão de nutrientes importantes na infância.

A reportagem também questionou a Nestlé sobre o uso de xarope de milho no Ninho Fases. O ingrediente adicionado a produtos industrializados, com alta concentração de frutose e composto também por glicose, já foi acusado de ser um dos culpados pela epidemia da obesidade nos EUA. O nutrólogo Edson Credidio afirma que nele há quase as mesmas calorias do açúcar.

A empresa diz que uso do ingrediente visa reduzir o dulçor do produto. "O xarope de milho é um carboidrato que confere um sabor menos doce, o que garante a palatabilidade de Ninho Fases, colaborando para que as crianças acostumem o paladar a alimentos menos doces."


Editoria de arte/folhapress




"Eu sou marido da Dilma Vana Rousseff!" Foi assim que Edmeire Celestino da Silva, 29 anos, justificou sua iniciativa de subir a rampa do Palácio do Planalto na noite desta terça-feira (11).

Soldados do Batalhão da Guarda Presidencial deram tiros de borracha no chão para contê-la. A ação foi em vão.

Silva se atirou sobre um soldado e foi imobilizado por seguranças do Palácio. Disse que a intenção não era ferir a presidente - ela não estava armada. "Eu quero sequestrar ela para meu cativeiro: meu coração."

Seguranças e jornalistas acharam se tratar de um homem --na verdade, Edmeire é uma mulher. A identidade foi confirmada posteriormente pelo hospital em que ela foi atendida. A Folha chegou a publicar que se tratava de um homem inicialmente, mas corrigiu a informação após o hospital confirmar tratar-se de uma mulher.

Alan Marques/Folhapress

Edmeire Celestino da Silva é imobilizado por seguranças da Presidência após tentar invadir Palácio do Planalto

Apesar de inicialmente se dizer marido de Dilma, Silva afirmou em seguida: "Eu queria falar pra Dilma Vana Rousseff: você aceita se casar comigo, meu amor?".

Nascida em Campinas, Silva não soube dizer seu próprio nome nem onde morava. Quando questionada de onde era, afirmou: "Sou da morte".

Segundo seguranças da Presidência, Silva foi vista nos últimos dois dias rondando o palácio. Após o episódio, ela foi levada a um hospital de Brasília.

Esta é a sexta tentativa de invasão durante o mandato de Dilma Rousseff --a presidente ainda trabalhava no palácio quando houve a tentativa.



Qual o limite do ciúme?


Ao ver que a sua ex-esposa havia mudado o status de relacionamento no Facebook, Graham Anderson praticou um ato absurdo, grotesco, irracional. De férias na casa de seu pai em Wiltshire, Inglaterra, Jack, 11 anos, e Bryn, 3 anos, tiveram as suas vidas aniquiladas, destruídas.

Em um ataque de ciúme exacerbado, Anderson optou por matar seus filhos e logo após suicidou-se. Os corpos foram encontrados no última sábado, 01.

“Você não espera que algo assim aconteça com alguém que você conhece. É tão triste”, disse uma amiga de Victoria Jones, mãe das crianças. Por sua vez, Ian Saunders, inspetor do caso, falou sobre a tragédia: “Nós estamos recolhendo imagens de câmeras de segurança de lojas em Tidworth e de ônibus pela cidade. É muito importante que estabeleçamos os movimentos de Graham Anderson e dos meninos entre 25 de agosto e 1° de setembro. Agradecemos a todos que nos forneceram pistas, mas estamos tentando renovar nosso acervo de informações”.

“Um acesso de ciúme pode levar um homem a cometer ações tão indignas, que, uma vez passada a vertigem, ele se encontre grandemente envergonhado” - Jean-Baptiste Massillon





As alterações hormonais, o excesso de peso, a barriga que não ajuda na hora de escolher uma posição para dormir, a vontade de ir ao banheiro toda hora durante a noite e as mudanças no metabolismo estão entre os principais motivos da diminuição na qualidade de sono durante a gravidez. “Distúrbios do sono em gestantes e lactantes não são necessariamente uma doença, mas sintomas que indicam que algo está errado e precisa ser corrigido”, afirma Geisa Quental, médica homeopata da Associação Paulista de Homeopatia (APH).

Noites mal dormidas trazem sérias consequências no dia a dia das futuras mães. “A maior queixa das grávidas em relação às consequências dos distúrbios do sono são as alterações no humor, brigas com o parceiro, crises de angústia, aumento da ansiedade e queda da imunidade,” pontua a especialista.

Para evitar que esses problemas ocorram, algumas atitudes são necessárias: “O que fazemos é preparar essa mulher durante o pré-natal e controlar as causas, bem como manter pressão e peso estáveis, seguindo uma dieta adequada, praticando exercícios físicos, e, se necessário, administrando medicamentos para ansiedade”, explica a médica.

Em cada período da gravidez, diversos fatores contribuem para a má qualidade do sono, de acordo com a especialista. Confira!

Primeiro trimestre:
“Nessa fase, a sonolência geralmente é causada por alterações no metabolismo. É comum apresentar sono muito forte a qualquer hora do dia.”

Segundo trimestre:
“Os maiores problemas com o sono têm origem na vontade constante de ir ao banheiro, originada pelos estímulos hormonais e pelo peso do útero na bexiga.”

Terceiro trimestre:
“A mulher tem dificuldade em achar uma posição confortável para dormir e o metabolismo se acelera. Os hormônios trabalham para que a gestante durma menos para que esteja preparada ao intenso ritmo de amamentação e cuidados intensos com o bebê. Ao final da gestação, a sensação de fadiga e peso é mais forte”.

Uma empresa de eletrônicos da China lançou uma cópia do iPhone 5 --o próximo smartphone da Apple, que deverá ser apresentado ao público no dia 12 de setembro--, após imagens do que seria o novo modelo circularem pela internet, informou nesta quarta-feira (5) o site "PConline".

A empresa, chamada Goford Electronics, confirmou ao site a produção dessa cópia, cujo nome também reflete a procedência de seu modelo de inspiração: Goophone i5.


Em vez da tradicional maça da Apple, o modelo chinês apresenta uma vespa com asas abertas, como mostram as fotos do Goophone i5 que circulam pela internet.

Sediada em Shenzhen, no sul da China, a empresa chinesa explicou que seu novo modelo foi desenhado a partir dos rumores criados em torno do iPhone 5. Dessa forma, o Goophone i5, assim como se espera do novo smartphone da Apple, é mais fino que o modelo anterior, possui uma nova porta e entrada de fones na parte inferior, além de ter a parte de trás divida em três seções.

A réplica, no entanto, tem algumas diferenças assinaladas pela própria companhia, como seu processador e o sistema operacional, que, no caso do produto chinês, é o Android, do Google.


Emporia Elegance tem como público alvo mulheres na terceira idade

Celulares com botões pequenos e muitas funções: o que para alguns seria vantajoso acaba se tornando obstáculo ao público idoso. Para descomplicar o uso de celulares àqueles que já passaram dos 60, a Emporia criou uma série de aparelhos que vêm com teclas bem grandes, além da possibilidade de fazer uma chamada de emergência apertando um único botão na parte traseira do celular.

Alguns celulares também trazem design diferenciado. Isso porque o idoso pode ter certa vergonha de usar um aparelho diferente, diz Barbara Heim, coordenadora de imprensa da Emporia. “A linha Elegance, por exemplo, tem como público alvo as mulheres, que procuram aparelhos mais delicados”, explica.

Alguns modelos de celular possuem sensor de queda. Se o idoso cair e estiver com o celular no bolso, por exemplo, o movimento brusco é detectado e o aparelho faz uma ligação para um número pré-configurado.

Sobre a aceitação dos celulares, Barbara diz que o público aprova os aparelhos principalmente pela sua simplicidade, com botões de acesso rápido às funções mais usadas. “Um idoso veio aqui no estande e disse para mim que o filho havia comprado para ele um Galaxy S III, da Samsung. Mas ele ainda não sabia mexer direito no smartphone”, conta.

Kodak, 124 anos de marca


Um homem é visto na frente da sede mundial da Kodak em Rochester, Nova York (EUA) no dia 19 de janeiro de 2012, data em que a Eastman Kodak, empresa que inventou a câmera de mão e que ajudou a trazer ao mundo as primeiras fotos da Lua entre muitas outras tecnologias, pediu proteção contra falência após meses de rumores a respeito. Com US$ 950 milhões emprestados do Citigroup, a companhia cujo slogan foi sinônimo de sorriso - o Momento Kodak - tenta se reestruturar completamente até 2013. Para tanto, está vendendo patentes milionárias - 1,1 mil patentes que, acredita, valem mais de US$ 1 bilhão -, deixando para trás seus quase 132 anos de fotografia e os 124 anos de Kodak feitos neste 4 de setembro. Nesta mesma data, em 1888, George Eastman (1854-1932) registrava a marca Kodak e recebia a patente por sua câmera com rolo de filme desenvolvida desde 1880. Relembre um pouco de sua história e veja fotos históricas





13 de janeiro de 2012: uma propaganda da Kodak é vista na Times Square em Nova York. As ações da Kodak caíram de US$ 7,2 centavos para US$ 60 centavos após a divulgação de um relatório sobre a Kodak estar em negociações avançadas com o Citigroup para obter um financiamento que seria usado para proteger a empresa de uma possível falência


5 de janeiro de 2012: rolos de filme T-Max são vistos em uma loja de Nova York. Uma das alternativas da Kodak para escapar da falência é vender suas patentes para levantar capital. Muitas das patentes presentes nas câmeras digitais de hoje são da Kodak, que em 1975 já tinha um protótipo de câmera digital, mas optou por continuar vendendo câmeras com filmes, depois produtos químicos para o filme e por último o papel em que as fotos dos filmes eram impressas, deixando a era digital passar batido




Mesmo a beira da falência, a Kodak esteve presente na edição de 2012 da International Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas, Nevada, em janeiro de 2012


23 de dezembro de 2011: uma estátua de George Eastman, fundador da Kodak e inventor da câmera de rol, é vista no campus da University of Rochester. Neste 4 de setembro, só que em 1888, Eastman registrava a marca Kodak e recebia a patente de sua câmera que usava rolo de filme



3 de novembro de 2011: uma impressora All-in 5500 é mostrada em Encinitas, na Califórnia. Na época, a Kodak informou que poderia adquirir 500 milhões em novas dívidas ou concluir uma venda de patentes de bilhões de dólares para sobreviver nos próximos 12 meses



2 de novembro de 2011: os esforços da Kodak para se manter lucrativa como nos idos de 1970, quando era responsável por 90% dos filmes e por 85% das câmeras vendidas nos Estados Unidos segundo a The Economist, começavam a dar sinais de colapsos já em 2011. Os resultados do terceiro trimestre deixavam claro a importância das patentes para a saúde financeira da empresa e sua dificuldade de adentrar no mercado das câmeras digitais



3 de outubro de 2011: foto mostra prédio da Kodak poucos meses antes da empresa pedir concordata, em 19 de janeiro de 2012











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