05/18/15

A nave Progress M-26M, acoplada ao módulo Zvezda, conseguiu corrigir a órbita da ISS e colocou a estação na altura desejada 

Da AFP

Moscou - A Rússia respirou aliviada nesta segunda-feira, depois que a agência espacial Roscosmos anunciou que a nave Progress acoplada à Estação Espacial Internacional (ISS) conseguiu acionar os motores e corrigir a órbita da plataforma. 

"Na madrugada de domingo para segunda-feira, a órbita da ISS foi corrigida com êxito", anunciou a Roscosmos, após dois incidentes no fim de semana que colocaram em dúvida confiabilidade da indústria espacial russa. 

A manobra durou 30 minutos, segundo a agência espacial. 

A nave Progress M-26M, acoplada ao módulo Zvezda, conseguiu corrigir a órbita da ISS e colocou a estação na altura desejada, o que permitirá o retorno à Terra de três tripulantes em junho. 

A manobra deveria ter sido concluída na sexta-feira, mas foi adiada depois que os operadores russos não conseguiram acionar os motores da nave. 

Horas mais tarde, a Rússia anunciou a "perda" de um satélite mexicano de telecomunicações, provocada por uma falha no lançamento do foguete de transporte. 

O foguete de lançamento do satélite, com várias toneladas de combustível tóxico, caiu na região de Chita, na Sibéria, mas a maior parte se desintegrou na atmosfera. 

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, exigiu no sábado explicações ao diretor da Roscosmos, Igor Komanov, dando a entender que o governo poderia anunciar demissões. 

"Este acidente é a consequência de uma crise sistêmica da indústria espacial", denunciou em um comunicado o vice-primeiro-ministro russo, Dmitri Rogozin, que prometeu reformas e destacou que o governo vai apresentar um projeto de lei ao Congresso. 

No ano passado, a Rússia registrou uma série de fracassos no setor espacial, o que provocou a demissão do diretor da Roscosmos. 

Há menos de um mês, os operadores russos perderam o controle da nave espacial de carga Progress, que caiu na Terra e se desintegrou na atmosfera. 

A perda desta nave. que custou 572 milhões de dólares, representou um duro golpe para a indústria espacial russa, um setor estratégico que é considerado um orgulho do país. 

A nave abasteceria a ISS e seu colapso provocou o adiamento do retorno à Terra de três astronautas, o russo Anton Shkaplerov, o americano Terry Virts e a italiana Samantha Cristoforetti. 

A Rússia está em um processo de reforma de seu programa espacial, mas especialistas afirmam que a reestruturação vai demorar anos, já que não existem funcionários suficientes para substituir os especialistas da era soviética. 

"Durante 20 anos, o setor não foi financiado e os funcionários não foram treinados", afirmou à agência Ria Novosti o parlamentar Valeri Gartung, que preside a comissão do programa espacial no Congresso.

Johnny Depp: cachorros entraram no país semanas atrás no avião particular de Depp 

Da EFE

Sydney - O ator Johnny Depp decidiu deixar a Austrália para salvar seus cachorros "Boo" e "Pistol" de serem sacrificados após não ter declarado a entrada dos animais ao país, informou nesta sexta-feira (data local) a imprensa local. 

Depp, de 51 anos, e sua esposa Amber Heard, de 29, estão sujeitos a multas e até a possibilidade de serem acusados penalmente pela importação ilegal dos dois cães da raça Yorkshire terrier, segundo o jornal "Courier Mail". 

Os cachorros entraram no país semanas atrás no avião particular de Depp, que retornava ao balneário de Gold Coast, no nordeste australiano, para reincorporar-se à filmagem do novo "Piratas do Caribe" após operar as mãos nos Estados Unidos. 

O ministro de Agricultura australiano, Barnaby Joyce, deu na quarta-feira um prazo de 50 horas para o ator tirar os cachorros do país ou, caso contrário, seriam sacrificados, o que causou rebuliço no Twitter através da hashtag #WarOnTerrier, enquanto milhares de pessoas assinavam um pedido de clemência.

Depp e sua mulher informaram ao Ministério da Agricultura que sairão com seus animais de estimação na noite de sexta-feira rumo à Califórnia, mas, antes de sua partida, deverão explicar às autoridades porquê não declararam sua entrada. 

O drama dos caninos não deve terminar na Austrália, uma vez que o ministro Joyce acredita que provavelmente não terão as permissões necessárias para entrar novamente em seu país e então ficarão "sem um Estado" que os acolha. 

"Minha preocupação é que, se os Estados Unidos não os deixarem retornar, eles terão algum outro lugar para onde ir?", comentou o ministro em comunicado à emissora "ABC".

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