02/01/15

Divulgação / Trivago / Alamy – Expedia


1º: Sanya, na China


Luciana Carvalho, de EXAME.com

             Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os 100 destinos com melhor reputação hoteleira do mundo. Segundo levantamento do comparador de preços de hotéis Trivago, as três cidades ficaram em 79º, 83º e 95º lugares, respectivamente.

A lista de 2015 é encabeçada por Sanya, na China, município de 600 mil habitantes e de clima tropical. Na segunda posição está Hanói, capital do Vietnã, seguida por Sorrento, na Itália, que, em 2014, estava em 1º. Entre os 10 primeiros, a única cidade da América Latina é Cusco, no Peru, que ficou em 6º.

Para chegar à lista final, o Trivago considerou os destinos mundiais com, no mínimo, 130 hotéis e 60 avaliações casa. Além disso, era necessário que os países possuíssem pelo menos 500 avaliações no total.

Mais de 140 milhões de comentários e opiniões foram reunidas para, então, calcular o index, média de avaliações dos destinos. Veja a seguir a lista completa de cidades.

Posição Destino Index
1 Sanya (China) 86,94
2 Hanói (Vietnã) 84,76
3 Sorrento (Itália) 84,7
4 Fez (Marrocos) 84,64
5 Suzhou (China) 84,54
6 Cusco (Peru) 84,43
7 Sedona (AZ, EUA) 84,39
8 Cracóvia (Polônia) 84,23
9 Dresden (Alemanha) 84,2
10 Dubrovnik (Croácia) 84,17
11 Budapeste (Hungria) 84,06
12 Lucca (Itália) 84,06
13 Hangzhou (China) 83,87
14 Belgrado (Sérvia) 83,53
15 Quioto (Japão) 83,43
16 Split (Croácia) 83,39
17 Marrakech (Marrocos) 83,39
18 Quebec (Canadá) 83,24
19 Porto (Portugal) 83,18
20 Bogotá (Colômbia) 83,12
21 Varsóvia (Polônia) 83,11
22 Lisboa (Portugal) 83,1
23 Nápoles (FL,EUA) 83,02
24 Verona (Itália) 82,9
25 Scottsdale (AZ, EUA) 82,89
26 Chicago (IL, EUA) 82,83
27 Charleston (SC, EUA) 82,82
28 Shanghai (China) 82,74
29 Jaipur (Índia) 82,73
30 Bruges (Bélgica) 82,61
31 Bucareste (Romênia) 82,59
32 Riga (Letônia) 82,59
33 Praga (República Tcheca) 82,43
34 Santiago (Chile) 82,42
35 York (Reino Unido) 82,25
36 Poznan (Polônia) 82,14
37 Vilnius (Lituânia) 82,07
38 Viena (Áustria) 81,93
39 Luoyang (China) 81,92
40 Bolonha (Itália) 81,91
41 Christchurch (Nova Zelândia) 81,88
42 Berlim (Alemanha) 81,77
43 Vancouver (Canadá) 81,64
44 Cancún (México) 81,64
45 Edimburgo (Reino Unido) 81,56
46 Istambul (Turquia) 81,47
47 Reykjavík (Islândia) 81,39
48 Liverpool (Reino Unido) 81,38
49 Tóquio (Japão) 81,35
50 Valência (Espanha) 81,29
51 Granada (Espanha) 81,28
52 Buenos Aires (Argentina) 81,24
53 São Petersburgo (Rússia) 80,97
54 Málaga (Espanha) 80,95
55 Cartagena (Colômbia) 80,91
56 Madri (Espanha) 80,9
57 Salzburgo (Áustria) 80,87
58 Tallinn (Estônia) 80,84
59 Kiev (Ucrânia) 80,78
60 Osaka (Japão) 80,72
61 Cairns (Austrália) 80,71
62 Taipé (Taiwan) 80,67
63 Dubai (Emirados Árabes Unidos) 80,61
64 Ho Chi Minh (Vietnã) 80,54
65 Montreal (Canadá) 80,37
66 Melbourne (Austrália) 80,35
67 Estocolmo (Suécia) 80,07
68 Surat Thani (Tailândia) 80,06
69 Hamburgo (Alemanha) 79,97
70 Chiang Mai (Tailândia) 79,93
71 Cidade do México (México) 79,82
72 Dublin (Irlanda) 79,69
73 Brisbane (Austrália) 79,66
74 Hong Kong (Hong Kong) 79,61
75 Bengaluru (Índia) 79,61
76 Atenas (Grécia) 79,58
77 Seul (Coréia do Sul) 79,58
78 Toulouse (França) 79,49
79 Salvador (Brasil) 79,36
80 Auckland (New Zealand) 79,32
81 Zurique (Suíça) 79,27
82 Bangkok (Tailândia) 79,21
83 São Paulo (Brasil) 79,16
84 Moscou (Rússia) 79,07
85 Mumbai (Índia) 79,05
86 Phnom Penh (Camboja) 78,93
87 Manchester (Reino Unido) 78,9
88 Sydney (Austrália) 78,79
89 Krabi (Tailândia) 78,34
90 Toronto (Canadá) 78,17
91 Lyon (França) 78,08
92 Bruxelas (Bélgica) 77,78
93 Amsterdã (Holanda) 77,5
94 Delhi (Índia) 77,43
95 Rio de Janeiro (Brasil) 77,36
96 Birmingham (Reino Unido) 77,31
97 Perth (Austrália) 77,11
98 Niagara Falls (Canadá) 76,69
99 Cingapura (Cingapura) 76,55
100 Nice (França) 76,55

13 Divulgação / Trivago / Dennis Jarvis – Flickr

2º: Hanói, no Vietnã


Divulgação / Trivago / Sorrento foundation – PH: C. Alfaro

3º: Sorrento, na Itália


3 Divulgação / Trivago / Maman Voyage – Flickr

4º: Fez, no Marrocos

Divulgação / Trivago / Shutterstock - Expedia

5º: Suzhou, na China

Divulgação / Trivago / Guillén Pérez - Flickr

6º: Cusco, no Peru

Divulgação / Trivago / Don Graham– Flickr

7º: Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Divulgação / Trivago / Monica Kelly – Flickr

8º: Cracóvia, na Polônia


Divulgação / Trivago / Heribert Pohl – Flickr

9º: Dresden, na Alemanha


Divulgação / Trivago / Tambako The Jaguar – Flickr

10º: Dubrovnik, na Croácia


Divulgação / Trivago / Embratur

79º: Salvador, no Brasil


Divulgação / Trivago / Embratur

83º: São Paulo, no Brasil


Divulgação / Trivago / Embratur

95º: Rio de Janeiro, no Brasil

Divulgação

Elena de Avalor, princesa latina da Disney: nova princesa tem como objetivo conquistar a audiência hispânica da Disney nos Estados Unidos e América Latina

Da AFP

Los Angeles - O estúdio Disney apresentou nesta quinta-feira a personagem Elena de Avalor, sua primeira princesa latina, que protagonizará uma série a partir de 2016.

A nova princesa tem como objetivo conquistar a audiência hispânica da Disney nos Estados Unidos e América Latina.

"Elena é uma adolescente segura de si e boa, que vem de um reino encantado de conto de fadas inspirado no folclore e nas culturas latinas", anunciou a empresa em um comunicado.

A nova personagem terá sua primeira aparição em 2016 em um episódio especial do desenho "Princesinha Sofia ("Sofia the First"), exibido no canal Disney Junior.

"O que mais nos emociona é ter a oportunidade de contar histórias incríveis influenciadas pela cultura e as tradições das família de origem latina", afirmou Nancy Kanter, diretora geral da Disney Junior Worldwide.

A empresa informou que a nova série será exibida em 25 idiomas para 154 países.

Elena de Avalor, de 16 anos, será acompanhada em suas aventuras por sua família: os avós Tito e Cici, a irmã Isabel, o amigo Mateo e o duque Esteban, conselheiro real.

Divulgação / Fanato

Estádio do Super Bowl: o jogo será transmitido ao vivo para 171 países por meio de 53 emissoras diferentes e pela internet

Lucas Shaw, da Bloomberg

Los Angeles - Enquanto mais de 110 milhões de americanos estiverem sintonizados no domingo assistindo ao New England Patriots de Tom Brady enfrentar o Seattle Seahawks, Mark Waller estará concentrado em descobrir se os fãs do México e do Reino Unido se unirão a eles.

Waller é o diretor de operações internacionais da liga profissional de futebol americano dos EUA, a NFL. Trata-se de uma importante área de crescimento para um esporte cujo domínio cultural termina nas fronteiras do país.

O desafio dele é expandir os negócios da liga para países onde os torcedores não podem comparecer aos jogos, não têm um time preferido e são mais propensos a acompanhar esportes internacionais como o futebol.

O Super Bowl deste ano será o maior teste já feito para verificar se as iniciativas da liga estão dando resultados. O jogo será transmitido ao vivo para 171 países por meio de 53 emissoras diferentes, um incremento em ambos os fatores.

A partida também será disponibilizada on-line por meio do NFL Game Pass, um serviço de streaming por assinatura.

“Está bastante claro que não pretendemos substituir o futebol no mundo”, disse Waller em entrevista. “Estamos dispostos a criar uma posição diferenciada no mercado com uma base considerável de torcedores fiéis formada por pessoas que amam o nosso esporte”.

A audiência internacional de TV do Super Bowl cresceu em torno de 7 por cento ao ano nos últimos três anos, segundo a liga, que prefere não oferecer números específicos. Na temporada passada, três partidas foram disputadas no Reino Unido.

Waller disse que a receita internacional cresceu 10 por cento a 15 por cento ao ano. Fontes como streaming, direitos de mídia e publicidade contribuíram com 70 por cento a 80 por cento da expansão. Embora a liga não ofereça outros detalhes, o ex-executivo da NFL Gordon Smeaton disse que a receita superou os US$ 100 milhões em 2009.

"Enorme impulso"
“Houve um enorme impulso em prol de uma audiência internacional o mais abrangente possível”, disse Smeaton em entrevista. “Trabalhamos muito na China e no Japão e certamente em toda a Europa”.

Embora o esporte ao vivo seja uma das poucas áreas de crescimento no ramo da TV nos EUA, a internet será fundamental no futuro. A audiência internacional on-line para o Super Bowl deu um salto de 30 por cento no ano passado e os seguidores da liga no Facebook cresceram em média 65 por cento ao ano desde 2011, segundo estatísticas fornecidas pela liga.

A NFL fechou acordos para apresentar clipes na maior das redes sociais e no YouTube, do Google Inc., maior site de vídeos do mundo. Esses vídeos serão ainda mais importantes fora dos EUA, onde os jogos são transmitidos com algumas horas de diferença.

Vídeos curtos


A liga está trabalhando para oferecer mais vídeos curtos e reprises de jogos completos sem comerciais na China, um dos quatro polos internacionais, ao lado do Reino Unido, do México e do Canadá, segundo Waller.

A NFL adotará uma estratégia semelhante no Brasil, um dos dois mercados, ao lado da Alemanha, onde a liga pretende abrir novos escritórios.

O executivo da NFL disse que gostaria de desenvolver novos formatos de vídeo apresentando celebridades dos mercados locais, além de estrelas da NFL.

No entanto, a NFL tem barreiras a superar, relacionadas, por exemplo, à forma em que as pessoas assistem a esportes em outros países. Seus negócios internacionais ainda são minúsculos em comparação com os US$ 9,7 bilhões da receita global da liga.

“As audiências internacionais acompanham futebol e rugby, esportes que têm ação constante e fluidez, muitas vezes sem a necessidade de interrupção comercial”, disse Dan Durbin, que dirige o Instituto Annenberg de Esportes, Mídia e Sociedade da Universidade da Carolina do Sul. “Pelo fato de não estarem acostumados a assistir a esse tipo de esporte com paradas para intervalos comerciais, eles não se ligam no futebol da NFL”.

 Reprodução/Facebook/Queens of Africa

Boneca da Queens of Africa: diversidade representada pelas bonecas do empresário já é elogiada por fãs




Jonas Carvalho, de EXAME.com

        Taofick Okoya, um empresário nigeriano de 43 anos, ficou frustrado por não encontrar uma boneca negra no mercado para a sua sobrinha. Diante disso, ele resolveu começar um desafio pessoal, há sete anos.

Em entrevista à Elle, Okoya diz que é o tipo de pessoa "que não gosta de se queixar e criticar sem tomar alguma ação" e, assim, iniciou uma pesquisa de mercado para fazer bonecas com as quais as garotas nigerianas pudessem se identificar, especialmente em relação à cor da pele e à tradicional moda africana. 

Algumas bonecas da linha Queens of Africa

Ele afirmou que teve de superar obstáculos, como a resistência de fornecedores e também de crianças, mas que "gostou" da jornada. O resultado: duas linhas de bonecas, que são de variados tons de pele e vêm com acessórios diversos, representando as características de diferentes povos africanos.

"Normalmente as bonecas negras são muito escuras, não as compro porque não se parecem comigo. Acho que se houvesse uma maior variedade de bonecas negras com diferentes cores, poderia ser muito melhor", contou o empresário na mesma entrevista.

Bonecas da linha Queens of Africa

Okoya diz que vende entre 6 mil e 9 mil bonecas por mês, por valores que vão de R$ 18 a R$ 48, e estima que tenha entre 10% e 15% do mercado nigeriano de brinquedos.

E a Barbie?

Apesar da Mattel, fabricante americana que produz a Barbie, já ter bonecas negras desde a década de 1980, diversos clientes têm elogiado e preferido os produtos das linhas Queens of Africa e Naija Princesses, criadas pelo nigeriano, que recebe encomendas do mundo inteiro, inclusive do Brasil.

A potencial perda de mercado da empresa americana na Nigéria não é o seu único problema. A maior fabricante de brinquedos do mundo substituiu recentemente o CEO e presidente do conselho, Bryan Stockton, após a queda de 6% nas vendas no quarto trimestre do ano passado.

A diversidade representada pelas bonecas do empresário africano já é elogiada por fãs dos brinquedos: "você está ajudando as nossas meninas em ser mais confiante e orgulhosas de si mesmas", diz um comentário na fanpage da empresa.

Thinkstock



Vanessa Barbosa, de EXAME.com 

      O Estado de São Paulo caminha para um colapso hídrico. E todo mundo tem culpa nesse cartório, incluindo aí o mau humor de São Pedro. As exceções são o governo paulista e a Sabesp, certo? Ao que parece, essa é a opinião das autoridades paulistas sobre a crise de água que ameaça a maior economia do país e promete submeter milhões de pessoas à restrições severas.

Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira (29), o subsecretário de Comunicação do governo do Estado de São Paulo, Márcio Aith, afirma que o “governo está fazendo a sua parte” e acusa abertamente a imprensa (a qual chama de “cínica e covarde”) de fazer intriga contra o governo de São Paulo, juntamente com outros entes federativos.

Seu principal argumento em defesa do estado é o de que a população tem sido devidamente alertada da crise, por meio de uma série de campanhas que a Sabesp promove desde janeiro de 2014. Para reforçar sua tese, Aith também faz referência aos programas de bônus e ônus que o governo adotou (“antes de qualquer Estado”) e algumas das obras para aumentar a disponibilidade de água.

Segundo ele, a imprensa deliberadamente ignora esses “fatos” e prefere colocar a culpa no governo pela falta de água por simples pensamento comodista ou “rabo preso”.

Segundo especialistas ouvidos por EXAME.com, o governo de São Paulo não está fazendo a sua parte para conservar os recursos hídricos, nem na atual crise, nem antes dela.

O Sudeste vive sob constante estresse hídrico. Isto é um fato. A região dispõe, apenas, de 6% dos recursos hídricos do país para abastecer mais de 40% da população brasileira.

Além disso, o risco de colapso do Cantareira já era velho conhecido da Sabesp e do próprio governo do estado. Apesar disso, as obras necessárias para reduzir a dependência do principal sistema de abastecimento paulista não foram feitas.

Outro fato pouco abordado é que tão importante quanto ter água em quantidade é ter água de boa qualidade. Em pleno século 21, São Paulo deixa de tratar quase 57% dos esgotos gerados, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Saneamento Básico do Ministério das Cidades. Toda essa água suja ameaça as reservas limpas e encarece os custos de tratamento no futuro.

Além de descuidar da saúde dos recursos hídricos, o governo paulista também parece ignorar a importância das matas ciliares e das áreas verdes na preservação dos mananciais. Conforme mostrou levantamento da ONG SOS Mata Atlântica, a região da Cantareira tem hoje apenas 20% de sua vegetação original.

A verdade é que São Paulo não vive uma situação confortável em relação à água há muito tempo. É de causar surpresa, por tanto, que os alertas para a população tenham ocorrido tão tardiamente.

“Essa crise se desenha desde o segundo semestre de 2013. Medidas necessárias já deveriam ter sido tomadas naquele momento. Já deveríamos ter começado o racionamento. Acredito que essas campanhas não foram suficientes e nem são suficientes. Elas deveríam ter sido intensificadas para apresentar a gravidade do problema”, diz Roberta Baptista Rodrigues, doutora em recursos hídricos e professora dos cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária e de Engenharia Civil da Universidade Anhembi Morumbi.

“Por outro lado, tínhamos o governador Geraldo Alckmin dizendo, repetidas vezes, que não está faltando água e que não faltará água. É uma afirmação completamente contraditória. Fica difícil querer conscientizar a população desse jeito”, afirma a especialista.

Para Roberta, a crise poderia ter sido aproveitada num contexto mais educativo se o governo tivesse decretado racionamento há mais tempo. “Você pode avisar a população sobre o problema, mas a percepção é muito maior a partir do corte efetivo”, afirma.

Reinaldo Dias, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas, mestre em Ciência Política e doutor em Ciências Sociais pela Unicamp, diz que o governo não está preparado para lidar com os extremos do clima e tampouco prepara de forma adequada a população.

“Campanhas pontuais de conscientização quando a crise já está instalada não adiantam de nada. É necessário um programa educativo de fôlego e longo prazo para gerar consciência”, afirma Dias.

Para ele, a estrutura curricular das escolas está longe de abarcar satisfatoriamente os grandes desafios ambientais da atualidade, sendo a escassez da água um deles. Ele defende, ainda, que não se pode transferir para a imprensa as responsabilidades que são do governo e que, apesar disso, os meios de comunicação estão contribuindo, em muito, para a mudança de posturas.

“Existem três tipos de educação ambiental: a educação formal que se dá por ações e programas promovidos pelos governos (como a definição de grades curriculares que abordem o meio ambiente); um segundo tipo, que envolve a participação voluntária do educador (quando, por exemplo, um professor resolve levar um artigo de jornal para discutir em sala de aula); e o terceiro tipo, a chamada educação informal, que é promovida pelas informações veiculadas na imprensa. De todos os três tipos, a imprensa é que atua com mais força. Agora, a estrutura curricular, que é obrigação do estado, essa não ocorre”.

Larry Downing/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama: ações para destruir EI seguem

Da EFE

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou neste sábado o 'atroz' e 'bárbaro' assassinato do jornalista japonês Kenji Goto pelo Estado Islâmico (EI), pouco depois que o grupo terrorista colocou na internet um vídeo que aparentemente mostra sua decapitação.

'Através de suas informações, Goto buscou com valor transmitir as dificuldades do povo sírio ao mundo exterior', expressou Obama em comunicado divulgado pela Casa Branca.

Na nota, Obama enviou suas condolências à família de Goto, e expressou sua 'solidariedade com o primeiro-ministro, Shinzo Abe, e o povo japonês por denunciar este ato bárbaro'.

Em um vídeo de um minuto de duração, cuja autenticidade não pôde se verificada por fontes independentes, um carrasco do grupo extremista assegura que a decapitação se deve à participação do Japão na coalizão internacional contra o EI no Iraque e na Síria.

Obama também aplaudiu 'o firme compromisso do Japão para o avanço da paz e a prosperidade no Oriente Médio e globalmente, incluindo sua generosa assistência para o povo inocente afetado pelos conflitos na região'.

O presidente americano ressaltou que, 'em conjunto com uma ampla coalizão de aliados e parceiros, os EUA continuarão tomando ações decisivas para desarticular e finalmente destruir o EI'. EFE


Shinzo Abe: indignado

Da EFE

Tóquio - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, qualificou neste domingo (data local) de 'desprezível' a decapitação do jornalista japonês Kenji Goto pelo Estado Islâmico (EI), pouco depois que o grupo terrorista colocou na internet um vídeo que aparentemente mostra sua execução.

'Estou realmente indignado com este ato terrorista vil e desprezível. Nunca perdoaremos estes terroristas', disse em tom pesado Abe em declarações publicadas pela imprensa japonesa.

O EI divulgou o vídeo, de um minuto de duração e cuja veracidade ainda está sendo analisada pelas autoridades de diversos países.

'Quando penso na família (de Goto), não tenho palavras. Não posso mais que sentir uma enorme pena por como tudo acabou', acrescentou Abe.

O primeiro-ministro insistiu também em que o 'Japão nunca se dobrará ao terrorismo' e que vai continuar trabalhando para combatê-lo 'de maneira inequívoca' junto à comunidade internacional.

Há 11 dias, coincidindo com a viagem de Abe ao Oriente Médio, o EI enviou um primeiro vídeo no qual exigia de Tóquio que pagasse US$ 200 milhões em troca de não assassinar Goto, capturado em outubro do ano passado, e outro cidadão japonês, Haruna Yukawa, que foi executado no sábado passado.

Após o assassinato de Yukawa, o EI exigiu a libertação da terrorista Sajida al Rishawi, condenada à morte na Jordânia, para libertar Goto.

Desde então, os governos de Japão e Jordânia mantinham negociações para libertar Goto e o piloto jordaniano Moaz Kasasbeh, nas mãos do EI na Síria.

Os jihadistas tinham exigido na quinta-feira passada que lhes entregassem antes do 'pôr do sol, hora de Mossul (Iraque)' a extremista Sajida em troca de Goto e da vida do piloto.

Amã concordou em trocar Sajida pelos dois reféns, mas a troca de prisioneiros tinha sido aparentemente bloqueada porque a Jordânia tinha exigido do EI uma prova de vida do piloto jordaniano para cumprir sua exigência de libertar a extremista. EFE

Divulgação/UFC

Silva: com essa vitória sobre Nick Diaz, o brasileiro deve retomar o caminho do cinturão dos médios do UFC

De EXAME.com

            Pouco mais de um ano depois de quebrar a perna em luta pelo UFC, o brasileiro Anderson Silva voltou com vitória ao octógono. O ídolo brasileiro do MMA enfrentou o americano Nick Diaz, na madrugada deste domingo, em Las Vegas, e conseguiu uma vitória por pontos. Isso não acontecia desde 2010, quando Silva derrotou Demian Maia.

"Obrigado Deus por me dar mais uma chance. Primeiro obrigado à minha família, meus filhos e meus amigos, amigos de verdade. Esse momento é muito importante pra mim, para toda a minha família e para todos os brasileiros. Queria agradecer a todos vocês que vieram aqui. Esse momento pra mim é muito importante por conta de tudo o que sofri durante esse ano. Achei que não ia voltar a lutar", disse Anderson Silva.

Apesar do trauma de ter quebrado a tíbia da perna esquerda durante a disputa do cinturão dos médios, em dezembro de 2013, Silva mostrou estar totalmente recuperado.

Com essa vitória sobre Nick Diaz, o brasileiro deve retomar o caminho do cinturão dos médios do UFC.

Durante a luta, Diaz provocou Anderson Silva com xingamentos. Mas o brasileiro encontrou seu ritmo de luta no segundo round. Seus golpes passaram a entrar na guarda do americano, mas o grande golpe foi um chute forte do brasileiro na costela de Nick. Mesmo com chutes frontais e sequências de diretos longos, o nocaute não veio. Mas foram suficientes para o brasileiro garantir sua vitória por pontos.

O brasileiro retoma o caminho das vitórias após duas derrotas consecutivas em 2013. Em 19 lutas do UFC desde que estreou, em 2006, obteve 17 vitórias. Ele ainda tem a maior série invicta da franquia (16 lutas), e o maior número de defesas consecutivas de cinturão (10 vezes).

Anderson Silva tem agora um longo caminho no UFC. Aos 39 anos de idade, o Spider, como é chamado, tem 15 lutas previstas em contrato.

Card principal
Anderson Silva venceu Nick Diaz por pontos, em decisão unânime dos juízes.
T. Woodley venceu Kelvin Gastelum por pontos, em decisão dividida dos juízes.
Al Iaquinta nocauteou Joe Lauzon a 3min34 do 2º round.
Thales Leites finalizou Tim Boetsch (katagatame) a 3min45 do 2º round.
Thiago Alves nocauteou Jordan Mein a 39s do 2º round.

REUTERS/Mohammed Dabbous

Lusail Hall: por enquanto, o que sobressai na paisagem árida da cidade é a silhueta imponente da arena

Vítor Marques, do Estadão Conteúdo

Doha - A final do Mundial Masculino de Handebol será disputada neste domingo entre França e Catar em uma cidade que ainda não existe. Lusail, que em 2022 receberá a abertura e a final da Copa do Mundo, fica a 15 quilômetros e é um imenso canteiro de obras no meio do deserto.

Por enquanto, o que sobressai na paisagem árida é a silhueta imponente do Lusail Hall, o espetacular ginásio multiuso que abrigará a final do handebol e foi erguido ao custo de R$ 800 milhões.

Em um país rico graças à produção de gás e de petróleo, onde o litro da gasolina é mais barato que uma garrafa de água, às margens do Golfo Pérsico está sendo construída do nada uma cidade do tamanho de Santos.

O preço da ambição: US$ 45 bilhões, cerca de R$ 115 bilhões. Em 38 quilômetros quadrados haverá marinas, lagos, campos de golpe, quatro ilhas e um sem número de edifícios, hotéis e resorts.

E, claro, haverá um estádio de futebol: o Iconic, concebido para abertura e final da Copa. Será abastecido por energia solar e terá capacidade para receber 86 mil pessoas.

A reportagem visitou Lusail e percorreu as ruas do interminável canteiro de obras da "cidade do futuro", como é orgulhosamente chamada pela Qatari Diar, um fundo de investimento que pertence ao governo. A construção começou em 2006, bem antes da confirmação de que o Catar receberia a Copa em 2022. Mas será surpreendente se, daqui a pouco mais de sete anos, Lusail estiver realmente pronta como mostram os projetos oficiais.

O que move a cidade são caminhões, andaimes, guindastes e operários, que vêm, em sua maioria, do sul da Ásia: da Índia, de Bangladesh, do Nepal, da Tailândia e até da Coreia da Norte. Recebem entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, dependendo da qualificação.

Já houve denúncias de trabalho escravo. Em 2013, o jornal inglês The Guardian publicou documentos mostrando que, naquele verão, morreram 44 trabalhadores nepaleses. A maioria de ataque cardíaco. Um dos motivos seria a longa jornada de trabalho, de até 12 horas em lugar onde a temperatura pode atingir 50 graus. O governo do Catar nega as acusações e afirma que não toleraria jornadas de trabalho que colocassem em risco a saúde dos trabalhadores e que iria iniciar uma investigação nas empresas subcontratadas.

Lusail passará por uma transformação, mais rápida e radical, como aconteceu com a capital Doha, que há poucas décadas atrás era uma cidade sem arranha-céus e fora da rota do turismo mundial. Mas até mesmo Doha ainda vive de obras. De novos hotéis, prédios residenciais e comerciais. Alguns permanecem vazios, outro funcionam com 50% de sua capacidade.

A principal intervenção urbanística na capital do Catar será a construção, até a Copa, de um sistema de transporte sob trilhos. A ideia é inaugurar três linhas de metrô ao mesmo tempo. Uma delas irá até Lusail.

Em Doha, vive cerca de 60% da população do Catar (cerca de 2 milhões de habitantes, 400 mil catarianos). Em Lusail, são esperadas 200 mil pessoas com residência fixa, além de 170 mil trabalhadores e 80 mil turistas.

O ginásio para o Mundial de Handebol custou nada menos que R$ 800 milhões. Grande e moderna, a arena foi construída com uma cúpula de vidro que representa cores da areia, da água do mar e das pérolas. São símbolos do Catar, país que tenta se projetar ao mundo por meio do esporte - seja qual for o custo.

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