04/04/12

Por Camilo Rocha



O Google confirmou que está mesmo testando um par de óculos de realidade aumentada que transmite dados em tempo real para o usuário.


Um vídeo mostrando as possibilidades dos Google Glasses (“óculos Google”) foi divulgado nesta quarta-feira, 4.

Não há previsão de lançamento do produto. O New York Times deu que um dos pesquisadores do projeto, Babak Parviz, é um especialista em bionanotecnologia da Universidade de Washington. Ele já desenvolveu uma lente de contato com componentes eletrônicos embutidos que conseguem mostrar pixels.
No foto que abre o post, a imagem sugere uma “tela inicial”, com diversas opções aparecendo diante dos olhos do usuário.



Na foto acima, o recado de um amigo querendo marcar um encontro. O usuário manda confirmação por comando de voz, que é como devem ser operadas a maioria das funções dos óculos.



Uma olhada pela janela mostra quanto graus faz lá fora (em Farenheit).



Já na rua, materializa-se um mapa indicando o caminho até a livraria onde será o encontro com o amigo.



Dentro da livraria, o amigo é localizado.



Na lanchonete, é hora de dar o check-in.



Fazendo videochat e mostrando o visual do pôr-do-sol.

Por Agências

Os quase 500 títulos do estúdio poderão ser alugados via YouTube e GooglePlay nos Estados Unidos e no Canadá

SÃO FRANCISCO – Até mesmo empresas que estão se enfrentando na Justiça podem se tornar parceiras no mercado nascente de locação online de filmes. O YouTube anunciou nesta quarta-feira, 4, uma parceria para locação de filmes com a Paramount Pictures, apesar da antiga disputa judicial entre o site e a Viacom, controladora do estúdio.



O YouTube anunciou que oferecerá para locação quase 500 títulos da Paramount, entre os quais Hugo Cabret e O Poderoso Chefão, para complementar seu catálogo de longas-metragens.

Os termos do acordo não foram revelados, e não estava claro, de imediato, porque as duas empresas, que se enfrentam na Justiça há anos, haviam decidido deixar as diferenças de lado no acordo de licenciamento.

A Viacom está envolvida em um histórico processo que cobra US$ 1 bilhão de indenização do YouTube e da empresa que o controla, o Google, por violação de direitos autorais em larga escala.

A Viacom alega no processo aberto em 2007 que muitos de seus programas de TV, entre os quais “The Daily Show with Jon Stewart”, “South Park” e “Bob Esponja”, estavam disponíveis ilegalmente no YouTube, e que executivos do YouTube e Google estavam cientes disso e nada haviam feito para remover os vídeos.

O caso vem sendo observado com atenção como teste da Lei de Direitos Autorais Digitais de 1998, um estatuto norte-americano que torna crime a produção de tecnologias que contornem as proteções contra pirataria, mas limita a responsabilidade dos prestadores de serviços online por violações de direitos autorais cometidas por seus usuários.

O YouTube, o mais popular serviço de vídeos online do planeta, exibe 4 bilhões de vídeos em formato stream a cada dia e seus usuários enviam mais de 60 horas de vídeo para o site a cada minuto. Ainda que boa parte do conteúdo do YouTube consista de vídeos caseiros que podem ser assistidos gratuitamente, o serviço recentemente vem ampliando a disponibilidade de conteúdo profissional, parte do qual para locação.

O acerto com a Paramount significa que o YouTube tem acordos com cinco dos seis grandes estúdios de cinema, e mais 10 estúdios independentes, o que lhe propicia um catálogo de quase 9 mil títulos. Os consumidores podem alugá-los, por 24 a 48 horas, a preços de entre US$ 2,99 e US$ 3,99.

Os filmes da Paramount, que incluem títulos recentes e clássicos, estarão disponíveis nos Estados Unidos e Canadá nas próximas semanas, e poderão ser alugados no site do YouTube ou no GooglePlay, a loja do Google para música, jogos, filmes e outros tipos de mídia.

/ REUTERS

LONDRES - A maioria das pessoas está familiarizada com o universo dos espiões representados na literatura e no cinema por personagens carismáticos como James Bond ou Jason Bourne. Mas quanto esses retratos se assemelham à realidade? A BBC teve acesso a funcionários dos serviços secretos britânicos M15 (o serviço doméstico de segurança) e M16 (o serviço internacional de segurança) para tentar responder a essa pergunta.

Divulgação/MGM Studios
James Bond, espião da ficção: muito pouco em comum com a realidade



Os funcionários, cujos nomes foram alterados, não foram autorizados a discutir operações específicas ou questões políticas. Após uma série de entrevistas, o que se conclui é que, embora as operações descritas nos livros e nas telas sejam fortemente inspiradas na realidade, os responsáveis por essas secretas - e potencialmente perigosas - atividades têm pouco a ver com os espiões fictícios.

Território inimigo
Na opinião de Michael, que trabalha para o M16, recrutar e dirigir o trabalho de agentes em território estrangeiro é uma das mais perigosas e difícieis atividades de um espião moderno. E é exatamente isso que ele faz, trabalhando em regiões sob o controle da organização Al-Qaeda. "Nossa habilidade de penetrar nessas redes terroristas é crítica para que possamos ser alertados, de antemão, sobre as ameaças que enfrentamos", ele disse.

Ele explica o funcionamento do trabalho. "Primeiro, procuramos nosso alvo. Nosso objetivo é chegar tão perto do topo quanto possível. Tentamos mapear, dentro das nossas possibilidades, aquela rede terrorista, entender quem são as figuras-chave, as conexões entre elas, para tentar conseguir uma visão real de quem são os indivíduos nessa rede em particular".

"Podemos chegar a eles? São acessíveis? Será que teriam acesso a informações úteis para o governo? Será que poderiam ser motivados a trabalhar com o SIS (sigla para Secret Intelligence Service, ou Serviço Secreto de Inteligência), como informantes?"

O próximo passo, segundo Michael, é o recrutamento em si. "Cabe aos nossos oficiais pensar: 'Sob que disfarce eu poderia abordar esse indivíduo? Qual seria a melhor forma de desenvolver um relacionamento com ele (ou ela)?' Cada abordagem será criada sob medida para aquele agente, ou agente em potencial, para persuadi-lo (la), em tempo, a trabalhar para o SIS".

Entre as razões do novo agente para aceitar o convite podem estar a desilusão com a ideologia violenta da Al-Qaeda, vontade de ir viver na Grã-Bretanha ou dinheiro.

Michael admite que o primeiro contato com um agente em potencial deixa qualquer espião com o coração na boca. "Quando você está em algum ponto remoto e empoeirado, em áreas onde não existe governo, prestes a encontrar pela primeira vez um contato de uma organização terrorista, fica com os nervos em frangalhos. Tudo o que fazemos envolve risco. Não acho que iríamos muito longe se tivéssemos aversão a riscos, (embora) façamos o possível para minimizá-los".

Outro mito que não tem fundamento na realidade é o de que espiões modernos são educados nas universidades britânicas de elite, Oxford e Cambridge. Shami achava que não tinha a menor chance de ser recrutado. Ele não tem nível universitário. "Meu entendimento era de que você tinha de ser da classe alta, academicamente brilhante, branco e do sexo masculino. Eu achava que não tinha nada a oferecer", diz.

No entanto, Shami se candidatou pela internet a um emprego no M15 e, para sua surpresa, após uma avaliação rigorosa, recebeu uma oferta de emprego. Depois da última entrevista, a equipe de recrutamento apertou sua mão e lhe disse: "Parabéns!" Embora Shami não soubesse, ele era exatamente o tipo de pessoa que o M15 estava procurando para operações de vigilância que, invariavelmente, são o ponto de partida para investigações de supostos grupos terroristas.

Shami é esperto, inteligente e capaz de se encaixar em qualquer grupo ou comunidade. Vigilância, tanto humana quanto técnica, foi a base das operações secretas que resultaram na prisão de integrantes de núcleos islâmicos que planejavam fabricar bombas de fertilizantes (para atacar Londres e o sudeste da Inglaterra) e explosivos líquidos (para derrubar aviões que cruzavam o Atlântico).

A anonimidade é a chave para o sucesso da operação de Shami. "Você está constantemente analisando seu próprio comportamento e o comportamento dos outros. As roupas que você veste, o jeito como anda e fala, tudo isso são fatores a respeito dos quais você precisa refletir constantemente".

"Você tem de se misturar à paisagem, tem de ser como uma cor neutra. Um João Ninguém, uma pessoa por quem alguém passa mas depois de um segundo já se esqueceu". Shami admite que sente prazer no desafio e conta que seu maior medo é "deixar passar uma informação vital que pode resultar em perda de vidas". Sua grande satisfação é "a prisão dos indivíduos que estão do lado oposto".

Imagem

Enquanto agentes como Shami atuam lá fora, Emma trabalha no quartel general do M15. Assim como Shami, ela tinha uma imagem do M15 que não tem nada a ver com a realidade. "Eu achava que (os agentes) seriam na maioria homens, e que as mulheres seriam secretárias ou a Miss Moneypenny do James Bond".

Emma trabalha em uma equipe que investiga assuntos relacionados à Al-Qaeda e seu trabalho é analisar informações que vêm de uma grande variedade de fontes técnicas e humanas, assim como de agências parceiras. "É como juntar as peças de um quebra-cabeças", ela disse.

Assim como Shami, Emma foi motivada a trabalhar para o M15 pelos atentados de 7 de julho de 2005 em Londres. "Para mim, 7 de julho foi um grito de alerta para quão grave é o problema do extremismo islâmico", disse. A mãe de Emma ficou preocupada quando a filha lhe contou que ia trabalhar para o M15. "(Minha mãe) ficou horrorizada. Ela tinha assistido Spooks (seriado da BBC conhecido no Brasil como Dupla Identidade) e sua reação inicial foi, 'Meu Deus, você vai acabar com sua cabeça numa frigideira'". O comentário se refere a um episódio em que uma jovem agente do M15 é torturada e tem sua cabeça mergulhada em uma panela com gordura fervente.

Emma sabe que, para que as peças do quebra-cabeças se encaixem, são necessárias informações vitais que vêm de fontes humanas ou de agentes recrutados em organizações suspeitas de atividades terroristas. Elemento comum à trama de várias produções hollywoodianas. "(As informações trazidas pelos agentes) são, com frequência, o que nos permite perguntar as questões mais inteligentes e afiadas".

Perguntas

Mas recrutar e dirigir o trabalho dos agentes pode gerar perguntas letais - por exemplo, se a fonte for um agente duplo. Um outro seriado de TV, a produção americana Homeland, se baseia justamente nessa questão. No mundo real, esse tipo de situação é muito possível, e muitas precauções são tomadas para checar se um agente é genuíno. Mas as semelhanças teminam aí. Michael vê os filmes de James Bond, por exemplo, como pura fantasia. "Um elemento chave no mito de James Bond é que somos um tipo de organização paramilitar - não é o caso".

Em resposta à pergunta sobre a famosa "licença para matar", Michael afirma: "Não temos!" Anna, colega de Michael no M16 em Londres, confirma. "Se o James Bond trabalhasse no M16 hoje, passaria grande parte do tempo sentando em uma escrivaninha lidando com a papelada e assegurando que tudo estava esclarecido e autorizado". "Ele com certeza não seria o lobo solitário dos filmes".

Yahoo! processa Facebook por infração de patentes


Yahoo! afirma que Facebook infringiu 10 patentes da companhia
Foto: AFP


O Yahoo! processou o Facebook nesta segunda-feira sobre 10 patentes que incluem métodos e sistemas para publicidade na internet, de acordo com uma cópia do processo.

O processo, arquivado em uma corte federal de San Jose, na California, marca a maior batalha legal entre gigantes de tecnologia nas mídias sociais e uma grande escalada de litígios que já varreram o setor de smartphones e tablets em companhias robustas de alta tecnologia como Apple, Microsoft e Motorola Mobility.

O processo do Yahoo! pelas patentes segue o anúncio dos planos do Facebook para uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), que avalia a empresa em cerca de US$ 100 bilhões. Um porta-voz do Facebook não estava imediatamente disponível para comentar o assunto nesta segunda-feira.

"Infelizmente, o assunto com o Facebook continua por resolver e fomos compelidos a buscar reparação na Justiça Federal" , disse o Yahoo! em comunicado.


O Facebook contra-atacou o Yahoo! nesta terça-feira acusando o site de violar patentes, depois que o portal iniciou um processo judicial em março alegando que a rede social utilizava boa parte de sua tecnologia.MO

O Facebook admitiu que uma vitória do Yahoo! nos tribunais teria um impacto negativo em seus resultados financeiros, em um momento em que prepara sua abertura de capital na bolsa.











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