09/11/11


Para Janice Favuzza, memorial inaugurado hoje será espécie de cemitério. Pelo menos 20 mil pessoas participam de cerimônia em Nova York.

Cristina Indio do BrasilEspecial para o G1, em Nova York
Janice Favuzza 300x400 (Foto: Cristina Índio do Brasil)Janice Favuzza perdeu o irmão na queda de uma
torre do WTC (Foto: Cristina Índio do Brasil/G1)
"Nunca vamos esquecer". Este é o sentimento das famílias das vítimas dos atentados de 11 de setembro, que lotam o local da cerimônia de 10 anos dos ataques terroristas, em Nova York.
Janice Favuzza, que perdeu o irmão Bernard na queda da torre Norte, disse que teme por um outro atentado. A vida dela mudou depois dos ataques. "Não ando mais de metrô nem de avião", relatou.
O irmão trabalhava no 104º andar de uma das torres no WTC, na empresa Cantor Fitzgerald. Para Janice, o local onde foi construído o memorial representa também um cemitério. "Muita gente ficou aqui. Os corpos não foram encontrados" , disse.

De acordo com os organizadores, cerca de 20 mil pessoas participam da cerimônia, que contou com rápidos discursos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seu antecessor, George W. Bush, e do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.


Vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden comandou a cerimônia. 'Nenhum memorial preencherá o vazio deixado em nossos corações', disse.

Raquel KrähenbühlEspecial para o G1, em Washington
A cerimônia no memorial do Pentágono neste domingo (11) foi reservada a familiares das 184 vitimas do ataque terrorista ao prédio do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

O vice-presidente Joe Biden, que comandou a cerimônia junto com o secretário de Defesa, Leon Panetta, fez um pronunciamento longo e bastante sensivel. “Eu sei o que é receber aquela ligação do nada quando a coisa mais querida do seu coração se foi.” Biden se referia a ligação que recebeu quando sua mulher e sua filha, ainda bebê, morreram em um acidade de carro há decadas. “Nenhum memorial, nenhuma cerimônia e nenhuma palavra vai preencher o vazio deixado em nossos corações por aqueles que morreram”, lamentou.
Pentágono (Foto: Charles Dharapak/AP)Vítimas do voo 77, que atingiu o Pentágono, foram lembradas neste domingo (11) (Foto: Charles Dharapak/AP)

Ele também fez uma homenagem aos bombeiros, policiais e outras pessoas que arriscaram suas vidas para salvar outras, destacando o heroísmo dos passageiros e da tripulação do voo 93 da United, que tentaram tomar o controle do avião para evitar um desastre maior (o possível alvo dos sequestradores era o Capitólio, mas o avião acabou caindo em Shanksville, na Pensilvânia).

Segundo o vice-presidente, o país não vai descansar enquanto a Al-Qaeda não estiver destruída e “cada vez que a nação é atacada, o país ataca de volta”. Ele encerrou seu pronunciamento pedindo que Deus proteja as tropas americanas.

Panetta abriu as cerimônias, depois da execução do hino nacional por uma orquestra e coral militar, falando que nenhuma palavra pode amenizar a dor que os parentes ainda sentem. Ele fez uma homenagem especial às tropas que lutam nas duas guerras que sucederam os atentados. “Os Estados Unidos nunca esquecerão o custo humano pago por este geração, incluindo os mais de 6.200 soldados que perderam suas vidas desde o 11 de setembro.”

Depois dos pronunciamentos, militares colocaram um buquê de flores brancas em cada um dos 184 bancos do memorial, que representam cada vítima. Eles estão organizados em fileiras por ordem de idade (a mais nova das vítimas era uma menina de 3 anos, e a mais velha, um capitão da marinha aposentado de 71 anos). São 125 bancos direcionados para o Pentágono, indicando que aquela pessoa estava dentro do prédio. Os demais bancos, 59, estão voltados para o outro lado, indicando que aquela vítima estava no avião
.


Segundo emissora NBC, três mensagens foram postadas na página.
País relembra os 10 anos dos atentados terroristas de 11 de setembro.

Do G1, em São Paulo
A página da Casa Branca no site de relacionamentos Facebook recebeu mensagens de ameaça neste domingo (11), dia que os Estados Unidos relembra os 10 anos dos ataques terroristas de 11 de setembro, informou a rede americana NBC em seu site.
A reportagem traz uma cópia da página com as mensagens, que dizem: "Voltaremos, EUA, um só dia, 11/9/2011", "Nós iremos a você Casa Branca logoooooooo" e "Nós voltaremos em 11/9/2011 para matar todos vocês".
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse na sexta-feira que a rede terrorista al-Qaeda está por trás dos relatos de uma possível ameaça "específica, crível, mas não confirmada" aos EUA, principalmente em Nova York e Washington.
Um internauta, cujo nome escrito em árabe parece ser "Abur al-Muthanna al-Maqdissi", postou vários comentários em inglês e a frase que diz "Voltaremos...", acompanhada de uma montagem fotográfica de Osama bin Laden e de um avião a ponto de se chocar contra o World Trade Center.
Um porta-voz do Serviço Secreto, Edwin Dono Van, indicou à AFP que uma equipe da polícia de elite está investigando as mensagens.
"Toda vez que recebemos informações sobre uma mensagem (de ameaça) no Facebook ou Twitter, temos uma equipe encarregada que a examina, avalia a periculosidade e determina qual é a resposta. É o que está acontecendo agora", afirmou Dono Van.
*Com informações da agência France Presse.
Segundo reportagem da rede NBC, página da Casa Branca no Facebook recebeu ameaças neste domingo (11) (Foto: Reprodução)Segundo reportagem da rede NBC, página da Casa Branca no Facebook recebeu ameaças neste domingo (11) (Foto: Reprodução)


Memorial que relembra mortos é inaugurado no Marco Zero, em Nova York.
Familiares das quase 3 mil vítimas leram nomes durante cerimônia emotiva.



Do G1, em São Paulo
O presidente norte-americano, Barack Obama, e o seu antecessor, George W. Bush, deixaram de lado as disputas políticas e participaram juntos, neste domingo (11), das homenagens às 2.983 pessoas que morreram nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. No aniversário de dez anos do maior ataque já realizado contra os Estados Unidos, Nova York realizou uma cerimônia para relembrar a data e as vítimas do terrorismo.
A cerimônia começou às 8h35 no horário local (9h35 de Brasília). Foi a primeira vez que este tipo de homenagem ocorreu no 'Marco Zero', local onde ficavam as torres gêmeas e, agora, foi construído um memorial às vítimas do 11/9 que abrirá a partir de amanhã para o público em geral (neste domingo, apenas familiares tiveram acesso).
O presidente Barack Obama e o ex-presidente George W. Bush (junto a suas esposas) participam de homenagem a vítimas do 11 de Setembro  (Foto: AP)O presidente Barack Obama e o ex-presidente George W. Bush (junto a suas esposas) participam de homenagem a vítimas do 11 de Setembro (Foto: AP)
Ao chegar, Obama e Bush, acompanhados de suas mulheres, se detiveram diante das fontes construídas no local exato onde ficavam as torres destruídas. Depois dirigiram-se ao local onde estavam as famílias das vítimas e as autoridades locais, entre elas o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, para saudá-los pessoalmente.
Pouco depois, às 08h46, Nova York observou o primeiro minuto de silêncio para marcar o momento exato quando, há 10 anos, o primeiro dos dois aviões sequestrados atingiu uma das torres do World Trade Center, começando os ataques do 11 de Setembro.
As homenagens marcaram ainda os momentos dos choques dos outros três aviões e a queda de cada uma das torres. Às 10h28 (locais), foi feito o sexto e último momento de silêncio, marcando o desabamento do prédio norte do WTC.
Logo em seguida à abertura das homenagens, foi iniciada a leitura, por familiares, do nome das vítimas dos atentados, um a um. Esse foi um dos momentos-chave das homenagens. Sinos soaram em toda a cidade.
Ao longo da cerimônia, apresentações musicais intercalaram o silêncio e a leitura de nomes de vítimas. O violoncelista Yo-Yo Ma foi o primeiro a se apresentar. Em seguida, James Taylor e Paul Simon cantaram.
ObamaEm seu discurso, Obama citou a religião ao relembrar os ataques. "Deus é nosso refúgio e nossa força, uma ajuda muito presente nas dificuldades", disse o presidente, durante uma breve introdução, citando um salmo. Além dele, Bush fez um breve discurso.
As famílias conheceram pela primeira vez o memorial do 11 de Setembro, um espaço paisagístico de três hectares construído no local das torres gêmeas do World Trade Center.
Imensas fontes com cascatas internas têm gravados os nomes das vítimas.
Alerta
Autoridades de Nova York e Washington estão em alerta máximo contra o que descreveram como "possíveis, mas não confirmadas" ameaças de um plano da al-Qaeda para atacar os EUA novamente uma década depois da queda das torres gêmeas do World Trade Center após o choque dos aviões.
Em Manhattan, particularmente, a segurança está muito rígida. Policiais inspecionam veículos nas ruas da cidade e em pontes e túneis que levam a Nova York.
Pentágono
Centenas de pessoas, lideradas pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o secretário de Defesa, Leon Panetta, fizeram neste domingo um minuto de silêncio noPentágono em homenagem aos mortos naquele local nos atentados de 11 de setembro de 2001.
Ao todo, 184 pessoas morreram quando o voo AA77, o terceiro sequestrado pelos terroristas da al-Qaeda, colidiu contra um dos setores do prédio do Departamento de Defesa às 9h37 no horário local (10h37 de Brasília).
A banda de música da Marinha interpretou o hino 'Amazing Grace' após o minuto de silêncio absoluto em lembrança dos mortos.
Entre os presentes no espaço criado em memória das vítimas, um simples parque com 184 bancos - um para cada óbito do Pentágono -, estavam inúmeras personalidades políticas, como o presidente da Câmara de Representantes, John Boehner.
PensilvâniaCentenas de pessoas se reuniram neste domingo em Shanksville, no estado americano da Pensilvânia, para prestar um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do voo 93 da companhia United Airlines, que foi sequestrado por membros da rede al-Qaeda e caiu na cidade no dia 11 de setembro de 2001, matando todas as 44 pessoas a bordo, entre elas os quatro sequestradores.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, depositou flores no local onde aconteceu a queda do avião, em Shanksville. O voo 93 foi o único que não chegou ao destino traçado pelos terroristas - neste caso o Capitólio, em Washington.
Os passageiros, que sabiam o que havia ocorrido minutos antes em Nova York por terem conversado com familiares por telefone, entraram na cabine do piloto, onde estavam os terroristas, e sacrificaram as próprias vidas para evitar um desastre maior.
O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e os ex-presidentes George W. Bush e Bill Clinton participaram no sábado da cerimônia de inauguração de um monumento às vítimas.
"A decisão deles custou suas vidas", mas em troca "hoje há americanos que estão vivos graças ao que eles decidiram fazer, e por isso lhes somos eternamente gratos", declarou Bush, que era o presidente na época dos atentados.


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