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Uma inscrição de mais de 1500 anos encontrada em uma pedra recentemente descoberta em Israel confirmou para arqueólogos o complexo cenário religioso da região no século 5: a frase “Cristo, nascido de Maria” inscrita em grego na pedra confirma a existência de templos cristãos em assentamentos árabes antes mesmo do advento do Islã. Encotrada no Vale de Jezreel, na cidade Tayibe, ao norte de Israel – região de forte tradição árabe – a novidade sugere que não só o cristianismo poderia ser popular na região até o período, como possivelmente a religião conviveu com o islamismo durante o início do período muçulmano, no início do século 6.


Pedra encontrada com a inscrição em Israel
A descoberta do artefato foi confirmada pelo Instituto de Antiguidade de Israel, como parte da entrada de uma igreja construída no fim do século 5 – a frase foi inscrita em uma pedra que contém outras sete linhas que, destruídas pelo tempo, tornaram-se ilegíveis. “A importância da inscrição é que até agora não sabíamos com certeza se havia igrejas deste período nesta área”, afirmou Walid Atrash, arqueólogo do Instituto, em entrevista.

Outras descobertas anteriores já haviam confirmado a existência de igrejas na região – a importância da novidade, porém, está no período a que corresponde: nenhuma igreja tão antiga havia até então sido descoberta, confirmando portanto a presença cristã na região durante o período bizantino. Segundo Atrash, a nova descoberta “fechou o círculo, e agora sabemos que havia cristãos nesta área durante esta era”.

A pedra foi encontrada em meio a escavações que revelaram também um piso em mosaico, assim de outra igreja datada do período das cruzadas – os estudos agora buscam descobrir se a construção foi levantada por cristãos ou judeus. “A inscrição saúda aqueles que entram e os abençoa. Portanto, é claro que o edifício é uma igreja, e não um mosteiro: as igrejas saudavam os crentes na entrada, enquanto os mosteiros tendiam a não fazer isso”, afirmou Leah Di Segni, outra pesquisadora do Instituto. Segundo os pesquisadores, a igreja provavelmente foi destruída em um dos muitos terremotos que abalaram a região durante o período.

Mosaico encontrado no local onde a pedra foi descoberta

Fonte: Hypeness


O fragmento de osso e suas inscrições. Crédito: Marion Prévost

Fragmento de osso de animal de cerca de 120 mil anos atrás apresenta seis inscrições que não poderiam ter sido feitas acidentalmente

Cientistas e historiadores há muito supõem que gravuras em pedras e ossos têm sido usadas como uma forma de simbolismo que remonta ao período Paleolítico Médio (250.000-45.000 a.C.). As descobertas para apoiar essa teoria, no entanto, são extremamente raras. Mas uma novidade pode começar a mudar esse quadro.

Arqueólogos da Universidade Hebraica e da Universidade de Haifa (Israel), juntamente com uma equipe do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS), encontraram evidências do que pode ser o uso mais antigo conhecido de símbolos. Os símbolos foram achados em um fragmento de osso na região de Ramle, no centro de Israel, e acredita-se que tenham aproximadamente 120 mil anos de idade. A descoberta foi tema de artigo publicado na revista “Quaternary International”.

Notavelmente, o fragmento permaneceu quase intacto. Os pesquisadores conseguiram detectar nele seis gravuras semelhantes em um lado do osso. Isso os levou a acreditar que estavam na posse de algo que tinha um significado simbólico ou espiritual. O objeto foi descoberto em um coleção de ferramentas de sílex e ossos de animais expostos em um local durante escavações arqueológicas.

Ilustração que salienta as ranhuras. Crédito: Marion Prévost

Ferramenta afiada
O dr. Yossi Zaidner, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica, diz que o lugar provavelmente foi usado como acampamento ou ponto de encontro para caçadores paleolíticos que abatiam os animais capturados naquele local. Acredita-se que o osso identificado tenha vindo de um animal de grande porte selvagem já extinto, uma espécie muito comum no Oriente Médio naquela época.

Usando imagens tridimensionais, métodos microscópicos de análise e reprodução experimental de gravuras em laboratório, a equipe conseguiu identificar seis gravações diferentes, com comprimento de 38 a 42 milímetros. A drª Iris Groman-Yaroslavski, da Universidade de Haifa, explicou: “Com base em nossa análise de laboratório e descoberta de elementos microscópicos, pudemos supor que as pessoas nos tempos pré-históricos usaram uma ferramenta afiada feita de pedra para fazer as gravações.”

Os autores do artigo enfatizam que sua análise deixa muito claro que as gravuras foram definitivamente feitas intencionalmente pelo homem e não podem ter sido o resultado de atividades de abate de animais ou processos naturais ao longo dos milênios. Eles apontaram para o fato de que as ranhuras das gravuras descobertas são claramente em forma de U. Além disso, elas são largas e profundas o suficiente para que não pudessem ter sido feitas por outra coisa que não a intenção de humanos de esculpir linhas no osso.

A análise também conseguiu determinar que o trabalho foi executado por um artesão destro em uma única sessão de trabalho.

Mensagem definitiva
Marion Prévost, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica, diz que tudo indicava que havia uma mensagem definitiva por trás do que foi esculpido no osso. “Rejeitamos qualquer suposição de que essas ranhuras fossem algum tipo de rabisco inadvertido. Esse tipo de arte não teria visto tal nível de atenção aos detalhes.”

Então, qual era a mensagem por trás das seis linhas no osso? “Esta gravura é muito provavelmente um exemplo de atividade simbólica. É também o exemplo mais antigo conhecido dessa forma de mensagem usada no Levante”, escrevem os autores. “Nossa hipótese é que a escolha desse osso em particular estava relacionada ao status daquele animal naquela comunidade de caçadores. Ela também é indicativa da conexão espiritual que os caçadores tinham com os animais que matavam.”

O dr. Zaidner afirmou: “É justo dizer que descobrimos uma das gravuras simbólicas mais antigas já encontradas na terra – e certamente a mais antiga no Levante. Essa descoberta tem implicações muito importantes para a compreensão de como a expressão simbólica se desenvolveu nos humanos. Ao mesmo tempo, embora ainda não seja possível determinar o significado exato desses símbolos, esperamos que a continuação da pesquisa desvende esses detalhes-chave.”


Nesta semana, a missão chinesa Tianwen-1 entrou com sucesso na órbita de Marte e registrou imagens desta etapa da missão. Nesta sexta-feira (12), a agência espacial CNSA, da China, publicou um vídeo que mostra o momento em que a nave ativou os motores no processo de frear e reduzir sua velocidade para que, assim, fosse capturada pela gravidade do Planeta Vermelho e entrasse na órbita.

No vídeo, podemos ver Marte entrando de pouco a pouco no campo de visão da câmera da sonda. É possível notar também um pouco de vibração na filmagem, que foi causada pela ativação dos motores durante o voo do lado diurno do planeta para o noturno. Por fim, podem ser vistos brevemente alguns componentes da sonda, como o painel de energia solar e a antena direcional. O planeta e suas crateras aparecem em preto e branco nas imagens, em contraste com a escuridão do espaço.

Confira as imagens feitas pela Tianwen-1:

Ainda de acordo com a CNSA, o vídeo foi feito a partir da reprodução de imagens estáticas, a uma taxa de 10 quadros por segundo. As imagens foram feitas pelas câmeras no painel solar e na antena da sonda, que tiraram fotos a cada três segundos durante 30 minutos. A Tianwen-1 está equipada com um sistema de monitoramento composto por várias câmeras, que estão programadas para tirar “selfies” no espaço profundo e registrar manobras essenciais para a missão — tudo isso de forma autônoma, sem ações das equipes do controle da missão em solo.

A nave Tianwen-1, cujo nome significa algo como “busca pela verdade celestial”, pesa cinco toneladas e conta com um orbitador, um lander e um rover alimentado por energia solar, que deverá pousar na superfície do Planeta Vermelho em maio. A Tianwen-1 foi uma das missões lançadas no ano passado durante a breve janela de maior proximidade entre Marte e a Terra, e fez alguns registros durante a viagem. Agora que chegou ao planeta, irá passar alguns meses estudando locais para pousar o rover, e assim, iniciar estudos da geologia marciana, seus campos gravitacionais, distribuição de água por lá, entre outros.

Este foi o passo mais recente do programa espacial chinês, que possui objetivos como o estabelecimento de uma estação espacial tripulada já no ano que vem, além de levar astronautas para a Lua. Além da Tianwen-1, a missão árabe Hope Mars também entrou na órbita marciana nesta semana, e é esperado que a Mars 2020, da NASA, chegue ao planeta em 18 de fevereiro, levando o rover Perseverance e o helicóptero Ingenuity.


Em dezembro de 2020 o radiotelescópio do observatório de Arecibo, em Porto Rico, desabou após 57 anos de operação. O local desempenhou papel fundamental em diversas descobertas astronômicas e sua desativação desmotivou diversos profissionais da área. Porém, uma nova imagem da Lua trouxe ânimo aos astrônomos.

A nova imagem da superfície do satélite terrestre natural foi obtida por uma equipe de astrônomos através do radiotelescópio de Green Bank, nos Estados Unidos. O feito foi um grande marco por ser a primeira vez que este telescópio móvel com mais de 100 metros de diâmetro é utilizado desta forma.

Apesar de ter apresentado resultado satisfatório, o novo sistema em Green Bank não foi desenvolvido para substituir o observatório de Arecibo. A ideia inicial é que os dois trabalhassem em conjunto, mas a deterioração e desabamento do radiotelescópio em Porto Rico impediu a união dos trabalhos.

Karen O’Neil, diretora do observatório responsável pela nova imagem da Lua, afirmou que os resultados são fantásticos e que a primeira fase do experimento preliminar foi um sucesso.

A técnica de radar consiste em enviar ondas de rádio para o espaço e investigar como essas ondas refletem na superfície, obtendo as informações a partir do eco que volta à Terra. Nesta nova experiência, a equipe do observatório montou um transmissor na antena do telescópio de Green Bank, que enviou um sinal à Lua que foi captado por outras antenas astronômicas nos Estados Unidos.

A imagem mostra a região onde a nave Apollo 15 posou em 1971. Graças aos ecos obtidos pela tecnologia é possível reconstruir detalhadamente os relevos da Lua, incluindo crateras e montanhas. E com o sucesso do resultado, é possível pensar na construção de um sistema ainda mais potente, capaz de explorar objetos mais distantes da Terra.


Logo mais estaremos de volta à Lua. A Nasa e outras agências espaciais (públicas e privadas) estão preparando voos para o nosso satélite natural, e muitos fatores são decisivos para o sucesso dos planos futuros de exploração espacial. Um dos principais é a existência de água na Lua, que pode servir de combustível para viagens mais longas. Mas de onde ela veio?

Antes da era Apollo, a lua era considerada um deserto, mas muitos estudos posteriores encontraram gelo em crateras polares, água presa em rochas vulcânicas e até depósitos de ferro enferrujado no solo lunar. Apesar dessas descobertas, ainda não há uma confirmação verdadeira da extensão ou origem da água na Lua.

A teoria mais difundida é que íons de hidrogênio carregados positivamente impulsionados pelos ventos solares bombardearam a superfície lunar, provocando reações que criaram a água que encontramos hoje. Porém, um novo estudo publicado no Astrophysical Journal Letters propõe que o vento solar pode não ser a única fonte de íons neste processo.

Ventos da Terra
De acordo com os pesquisadores, partículas da Terra podem semear a lua com moléculas de água, e o mesmo pode acontecer com outros planetas e seus satélites. Da superfície de Marte às luas de Júpiter, passando pelos anéis de Saturno, cometas, asteroides e Plutão – todos esses lugares possem moléculas de água.

Supunha-se anteriormente que a água foi incorporada a esses corpos celestes durante a formação do Sistema Solar, mas há evidências de que sua dispersão pelo espaço é muito mais dinâmica. Embora o vento solar seja uma fonte provável, modelos computacionais indicam que até a metade da água deveria evaporar e desaparecer em regiões de alta latitude da Lua quando o satélite está sob a influência do campo magnético da Terra.

O “vento da Terra”, composto de íons de oxigênio (cinza) e íons de hidrogênio (azul brilhante), que pode reagir com a superfície lunar para criar água. Imagem: E. Masongsong/UCLA EPSS/Nasa/GSFC SVS.

Mas isso não acontece. A partir de dados coletados pelo Mapeador de Mineralogia da Lua do satélite Chandrayaan-1, os cientistas sugerem que a água lunar pode ser reabastecida por fluxos de íons magnetosféricos, também conhecidos como “vento da Terra”.

O campo magnético da Terra impede que o vento solar chegue à lua, então a água não poderia ser regenerada mais rápido do que foi perdida. Mas o que ocorre na realidade é que a Lua é bombardeada de isótopos de oxigênio que vazam da nossa camada de ozônio. Essas moléculas se incrustam no solo lunar, junto com íons de hidrogênio.

Essa “ponte de água” pode reabastecer a Lua com novas moléculas e manter a quantidade de água na superfície. Os pesquisadores acreditam que estudos futuros do vento solar e dos ventos planetários podem revelar mais sobre a evolução da água em nosso Sistema Solar e os efeitos potenciais da atividade solar e da magnetosfera em outras luas e corpos planetários.

Com esse conhecimento, cientistas poderão prever as melhores regiões para exploração futura, mineração e eventual assentamento na Lua.

Bem, quem poderia ter adivinhado que desastres absolutos na cozinha, falta de guerra e puras coincidências são para agradecer por algumas de nossas comidas e bebidas favoritas que temos hoje? Quer sejam lendas urbanas, mitos populares ou ocorridas há milhares de anos, as histórias são certamente engraçadas e divertidas.

E se, originalmente, flocos de milho fossem o alimento para comer pra te impedir de se masturbar, limonada rosa fosse feita de água suja na qual as meias-calças eram enxaguadas e a Coca fosse vendida como um remédio que talvez contivesse cocaína? A maioria das pessoas que partem na jornada de inventar coisas está pronta para atingir seu objetivo por tentativa e erro e fica surpreendentemente satisfeita quando resultados finais diferentes surgem de sua mistura. E às vezes os experimentos não são intencionais e ocorrem simplesmente por estar com pressa e tentar encontrar a melhor solução possível em uma situação particular, o que poderia significar limpar uma sobremesa que caiu no chão apenas para perceber a feliz invenção de um novo alimento.

Nem todos os heróis comuns usam capas; além disso, alguns dos inventores foram há muito esquecidos pela história (6.000 anos é bastante tempo) ou alguns estabelecimentos decidiram criar suas próprias versões, e às vezes até melhores, enquanto reivindicam a fama de apresentar ao mundo uma nova gastronomia especialidade. Alguns desses alimentos e bebidas levaram anos para se desenvolver e se tornarem perfeitos, e alguns deles foram simplesmente alcançados empurrando algo acidentalmente para dentro de óleo fervente ou esquecendo-o do lado de fora em uma noite gelada.

Biscoitos de chocolate
Uma das histórias diz que Ruth Wakefield estava assando biscoitos de chocolate para seus convidados e estava sem chocolate em pó, então ela decidiu quebrar uma barra de chocolate meio doce da Nestlé. Como alguns experimentos de cozinha fazem, acabou se tornando uma semi-decepção, pois os pedaços de chocolate derreteram apenas ligeiramente, mantendo sua forma. Mas os convidados adoraram e a próxima coisa que você sabe é que a receita dela saiu em um jornal de Boston, aumentando as vendas de barras de chocolate da Nestlé. Posteriormente, a empresa concedeu a Ruth um suprimento vitalício do chocolate de Andrew Nestlé como recompensa por imprimir sua receita nas barras de chocolate.

Café
Como o café é dito ser originário da Etiópia, uma lenda centenária diz que um pastor de cabras chamado Kaldi percebeu que suas cabras ficavam muito enérgicas e não dormiam à noite depois de comer os frutos desta árvore em particular. Ele relatou isso a um mosteiro local e logo todos estavam tomando esta bebida estimulante que os ajudou a ficar acordados durante longas horas de orações noturnas. Logo os grãos de café chegaram à Península Arábica. Avançando para hoje, você pode estar procurando um gole desta delícia neste exato momento.

Puffs de queijo
De acordo com um relato , as famosas pipocas de queijo antes de se tornarem mundialmente conhecidas eram na verdade comida para animais! Embora existam várias versões da história, na década de 1930, Edward Wilson, de uma empresa em Wisconsin que produzia ração animal parcialmente cozida, decidiu provar ele mesmo o grão de milho triturado tufado e, adicionando um pouco de tempero, percebeu que na verdade não era tão ruim e poderia perfeitamente fazer um lanche decente. Mais tarde, os fundadores da Flakall Corporation para a qual ele trabalhou patentearam o produto que agora é produzido com nomes diferentes por mais de 100 empresas.

Nachos
Um conto de fadas urbano de como este lanche nasceu é sobre Ignacio 'Nacho' Anaya Garcia, que estava trabalhando na cozinha em Piedras Negras (estado de Coahuila, México) quando um punhado de esposas de militares americanos de uma base próxima passou pelo restaurante procurando por um lanche. Sem o chef em lugar nenhum, ele preparou algumas tortilhas com queijo e jalapeños e deu o nome de Nachos especiales. Esse resultado tornou-se um prato agora amplamente consumido e o que teria sido o 124º aniversário de Nacho no ano passado foi até comemorado por um Google Doodle . Eventualmente, Nacho acabou abrindo seu próprio restaurante.

Picolés
Fran Epperson, de 11 anos, aparentemente estava brincando com sua mistura de água e refrigerante em pó, deixando-a com o agitador de madeira dentro. Depois que ele esqueceu o 'experimento' lá fora durante a noite, ele congelou, e como qualquer garoto de 11 anos provavelmente faria, ele o lambeu, então rapidamente percebendo que invenção revolucionária havia feito. Ele começou vendendo 'Epsicles' em sua vizinhança e, posteriormente, em parques de diversões. Ele patenteou seu produto, que mais tarde mudou seu nome para 'Pop'sicles' depois de 20 anos, pois era muito mais apreciado por crianças. No entanto, Epperson acabou vendendo o negócio e nunca mais ganhando tanto dinheiro quanto no início de seu sucesso.

Batata frita
Obrigado América do Sul pelas batatas! Mas se não fosse por um chef realmente irritado, não estaríamos mastigando batatas fritas crocantes (ou batatas fritas se você estiver no Reino Unido). Originalmente, as batatas fritas não deveriam ser apreciadas, de acordo com Saratoga Chips , já que George Crum, um chef em 1853, decidiu cozinhar demais as batatas em fatias finíssimas quando seus clientes continuavam mandando suas batatas fritas de volta e outra vez, reclamando que estavam muito grosso e encharcado. Os Karens originais ficaram tão satisfeitos com as fatias de batata crocantes que fizeram questão de espalhar a palavra sobre este lanche delicioso e o chef que o preparou. Isso encorajou Crum a abrir seu próprio restaurante.

Molho Worcestershire
Você pode não conseguir pronunciá-lo, mas provavelmente o está usando como condimento. A história fala que ela foi feita pelos químicos John Wheeler Lea e William Perrins a pedido do Governador de Bengala, com base em uma receita trazida da Ásia. Fizeram dois lotes, pois ficaram bastante intrigados com o que havia de errado com o molho, mas não gostaram! Assim como quase tudo o que não era desejado, eles o armazenaram, apenas degustando novamente algum tempo depois e sentindo instantaneamente o potencial de um novo item alimentar, que foi colocado à venda em 1837. No entanto, até hoje, a receita original não foi revelada e permanece um segredo.

Brownies de chocolate
Diz-se que um dos mais deliciosos produtos de panificação originários dos Estados Unidos foi inventado por Fanny Farmer , que simplesmente adaptou seu biscoito de chocolate para ser assado em uma assadeira retangular. Outra lenda sobre o nascimento de brownies de chocolate fala sobre um chef que acidentalmente adicionou chocolate derretido (demais) à massa.

Queijo
Embora nunca se saiba a verdadeira história da invenção desse alimento, o IDFA nos diz que o queijo data de mais de 4.000 anos e tem uma lenda popular de um comerciante árabe que acidentalmente o fez primeiro. Ao partir para uma longa jornada através do deserto, ele tinha um suprimento de leite na bolsa estomacal de uma ovelha. Devido ao calor e às enzimas na embalagem, curou o queijo e separou o soro. O viajante pôde não só matar a sede, mas também saborear o queijo (coalhada). Foram os viajantes que trouxeram a arte da fabricação de queijos da Ásia para a Europa e agora podemos enlouquecer fazendo travessas desse alimento para emocionar nossos convidados.

Chimichangas
Uma fusão mexicana-americana popular é um grande burrito frito de Tucson, no Arizona, afirma sua fama. Historicamente por pertencer ao estado de Sonora, no México, as pessoas parecem levar essa comida soul muito a sério e uma história é contada sobre Monica Flin, do El Charro Cafe em 1922, jogando acidentalmente um burrito na frigideira - obviamente querendo xingar, mas não podendo fazer isso na frente das sobrinhas, ela gritou 'chimichanga' e foi assim que o prato de dar água na boca nasceu.

Nutella
Um padeiro italiano, Pietro Ferrero, estava realmente tentando criar uma alternativa ao chocolate na década de 1940 como resultado da escassez durante a Segunda Guerra Mundial. Mal sabia ele que avelãs, açúcar e apenas uma pitada de cacau criariam uma nova pasta doce básica.

Cerveja
Desta vez, pode ser graças aos mesopotâmios, 6.000 anos atrás, estarem muito incomodados com o fato de que os grãos que eles armazenaram para a produção de pão ficariam úmidos e começariam a fermentar em um líquido afetado pelo fermento solto no ar. Logo, eles perceberam que não fazia sentido ignorar o potencial de fazer o que agora é uma das bebidas mais antigas que os humanos já produziram. A evidência mais antiga da existência da cerveja mostra pessoas tomando esta bebida em canudos vermelhos de uma tigela comunal gigante.

Conhaque
Supostamente, o conhaque era feito para fortificar o vinho para que ele pudesse sobreviver em viagens longas, às vezes intercontinentais. Como seria armazenada em tonéis de madeira, resultou no aprimoramento da destilada original e tornou-a mais bebível, evoluindo posteriormente para uma bebida própria.

Limonada rosa
Quando você pensa no verão, você definitivamente pode pensar em limonada rosa! E você pensaria que roupa suja está por trás de sua invenção? Embora existam limões rosa, seu suco é incolor e uma das inúmeras versões nos diz por que essa limonada em particular era rosa. Em 1857, Pete Conklin estava vendendo limonada no circo quando ficou sem água e pegou um balde de água suja onde uma artista tinha acabado de enxaguar suas meias cor-de-rosa. Ele vendeu como esta nova ‘limonada de morango’ e, desde então, os circos têm ‘limonada rosa’ disponível para matar sua sede, com sorte limonada de água limpa e não de água de meia suja.

Cones de waffle
Provavelmente não teríamos escolha sobre como serviríamos nosso sorvete - no cone ou copinho - se não fosse por um vendedor de doces sírio Ernest A. Hamwi na Feira Mundial de St. Louis de 1904, entre muitas histórias diferentes. E embora Italo Marchiony tenha recebido uma patente por participar com sua casquinha de sorvete em dezembro de 1903 em Nova York, a invenção de Hamwi foi pura criação feita às pressas. Um vendedor de sorvete na barraca ao lado dele ficou sem copinhos para servir o sorvete, então Hamwi rapidamente enrolou um de seus pastéis parecidos com waffles recém-assados que esfriou em um segundo e colocou o sorvete por cima. Os clientes não poderiam ter ficado mais felizes e isso se tornou uma prova sólida de que a necessidade é a mãe da invenção.

Sanduíche
Sendo um dos alimentos mais confortáveis ​​para consumir em qualquer lugar e de qualquer maneira, não importa a situação, o sanduíche parece ter sido inventado por um jogador intenso, John Montagu, em 1762. Por ser nobre 4º Conde de Sandwich e grande vício em jogos de azar, ordenou ao cozinheiro que preparasse algo para comer, para que ele não precisasse sair do jogo para comer alguma coisa. O cozinheiro não identificado propôs colocar um pouco de carne no meio do pão torrado e o resto é história.

Ravioli Torrado
St Louis não consegue chegar a um acordo sobre qual restaurante exatamente foi o encarregado de inventar essa especialidade local, mas, como diz a lenda, foi inventado por um cozinheiro alemão que bebeu muito vinho enquanto cozinhava e colocou acidentalmente um pouco de ravióli na fritadeira. Ele mandou a comida para a mesa mesmo assim, completando com um pouco de parmesão - e adivinhe - eles adoraram!

Iogurte
Aparentemente, é graças aos pastores da Ásia Central que armazenaram leite de cabra em recipientes feitos de estômagos de diferentes animais, há 8.000 anos, que a substância coalhou e a fermentação de bactérias boas adicionaria esse sabor ácido e a preservaria. Dessa forma, você pode imaginar o que Genghis Khan teria potencialmente comido no café da manhã.

Tarte tatin
Uma das histórias é que o Hotel Tatin, 160 quilômetros ao sul de Paris, administrado por duas irmãs, foi o berço do famoso doce. Uma das irmãs, Stephanie Tatin, estava tão cansada que cozinhou as maçãs na manteiga e no açúcar, embora fossem feitas para uma torta de maçã tradicional. Ela sentiu o cheiro de maçãs queimando na frigideira e cobriu com uma base de massa, depois enfiou dentro do forno. Stephanie decidiu servir a torta de maçã de qualquer maneira, fazendo dela um puro sucesso entre os convidados.

Pizza Havaiana
Como diriam alguns amantes de pizza que colocar abacaxi é uma piada, eles têm razão, pois na verdade foi inventado enquanto se divertiam. Dois irmãos que emigraram da Grécia para o Canadá nos anos 50 estavam experimentando ingredientes diferentes em seu restaurante quando um deles, Sam Panopolous, pensou em colocar um pouco de presunto e abacaxi para ver como ficaria o sabor. Certamente eles não tinham ideia de que, ao longo dos anos, essa cobertura iria dividir as pessoas na hora de escolher as coberturas.

Tofu
Graças aos mitos e à falta de jeito deste cozinheiro na China antiga acidentalmente misturando este coagulante natural chamado nigari ao leite de soja, os antigos chineses começaram a fazer tofu - coalhada de feijão - um alimento apreciado particularmente por quem prefere refeições à base de plantas. Embora tenha começado na China há 2.000 anos, o tofu só chegou às cozinhas ocidentais no século XX.

Coca
Aparentemente, a Coca Cola era para ser um medicamento quando John Pemberton a inventou em 1885 em Atlanta, Geórgia. Ele o comercializou como 'tônico para o cérebro e bebida intelectual', mantendo a receita em segredo, mas não escondendo o fato de que continha cocaína extraída da folha da coca e cafeína das nozes de cola (daí o nome Coca Cola). E foi durante a Lei Seca que se tornou popular como um refrigerante, já que as pessoas gostavam do sabor, sem a adição de cocaína, é claro.

Maçãs Granny Smith
Supostamente foi Maria Ann Smith, que chegou à Austrália na década de 1830, comprou frutas demais e estragou, então ela acabou jogando-as perto de um riacho perto de sua propriedade. E embora tenha comprado maçãs silvestres francesas, ela notou que as frutas que cresciam nas novas árvores eram muito diferentes. Ela a patenteou e logo se tornou a maçã culinária mais popular do país.

Buffalo Wings
Asas de frango de dar água na boca servidas com molho de queijo azul e talos de aipo? Sim por favor. Uma de pelo menos duas versões diferentes afirma que no The Anchor Bar, situado em Buffalo, NY, Teresa Bellismo recebeu um carregamento de asas de frango e não os pescoços de frango que ela pensou ter pedido inicialmente - nada foi desperdiçado e ela os fritou e os jogou em seu molho característico.

Champanhe
Uma coincidência completa foi que os produtores de vinho na região francesa de Champagne queriam competir com os vinhos da Borgonha. Porém, os invernos frios da região fariam com que o vinho parasse de fermentar e retomasse o processo na primavera, quando a levedura ganhava vida e começava a fermentar apenas para liberar gás carbônico que estouraria as garrafas fracas. Ajustando os copos de acordo, os produtores de vinho conseguiram manter as garrafas intactas e hoje, temos algo espumante para beber em NYE!

Crepes Suzette
Um Henri Charpentier de 14 anos em sua biografia afirma ter inventado acidentalmente crepes Suzette em 1895, servindo a ninguém além do Príncipe de Gales, que mais tarde se tornou o Rei Edward VII. Henri estava trabalhando em frente a uma travessa e os cordiais acidentalmente pegaram fogo, incendiando os crepes. O menino não queria que o príncipe esperasse, então serviu o prato de qualquer maneira. O Príncipe gostou tanto que chegou a pedir à já conhecida sobremesa que recebesse o nome de uma senhora que estava presente naquele dia.

Vinho fortificado
Parece que em longas viagens marítimas que circunavegam o globo devido ao comércio crescente nos séculos 16 e 17, os vinhos europeus não foram capazes de permanecer intocados. Os enólogos espertos fortificaram o vinho adicionando conhaque para estabilizá-lo e preparando-o para resistir às diferenças de temperatura.

Slurpee
Uma bebida que apareceu até na piada do presidente Obama ('Slurpee Summit'), diz-se que foi inventada por acidente. Um proprietário da antiga Dairy Queen, Omar Knedlik, estava improvisando quando seu refrigerante quebrou e ele deixou as garrafas de refrigerante no freezer para ficarem frescas. No entanto, eles se tornaram bastante lamacentos, o que os clientes realmente adoraram! Ele construiu uma máquina que produzia um refrigerante lamacento misturando dióxido de carbono, água e aromas. Ele patenteou a máquina fazendo um concurso pelo nome e logo o ICEE começou a ser vendido para convencer as lojas. Não foi até 7- Eleven que o novo nome Slurpee apareceu para torná-lo específico para esta rede de lojas. O objetivo era descrever o som feito enquanto bebia por um canudo.

Flocos de milho
Este é um assunto sério, pois originalmente, após sua invenção, os flocos de milho eram considerados uma parte da dieta alimentar que potencialmente suprimia a masturbação e o desejo sexual. Dois irmãos. O Dr. John Harvey Kellogg e Will Keith 'WK' Kellogg, em seu spa e sanatório, sendo rigorosos adventistas do sétimo dia, propagaram o vegetarianismo e estavam constantemente inventando novas receitas para a comida mais branda possível - nenhum tempero e nenhuma carne envolvida deveriam reduzir o desejo dos clientes por sexo e, é claro, interromper a necessidade de "autopoluição" da masturbação. Deixaram o trigo fervido por muito tempo e, como saiu em flocos, eles simplesmente torraram. Mais tarde, experimentando outros grãos, eles criaram os flocos de milho que logo se tornaram os favoritos dos hóspedes famosos do sanatório, como Amelia Earhart, Henry Ford, Mary Todd Lincoln e outros. Até hoje, a marca Kellogg é provavelmente a mais famosa, alcançando para a empresa mais de US$ 3 bilhões somente em 2015.

Frango quente de Nashville
Embora a vingança seja um prato servido frio, mas, neste caso, o objetivo era queimar a boca de Thornton Príncipe III, já que sua namorada na época, sabendo de suas aventuras noturnas com outras mulheres, ficou muito brava. Ela preparou para ele um peito de frango frito no café da manhã com uma quantidade extrema de pimenta. Mas Thornton gostou tanto que em meados dos anos 1930 abriu seu café BBQ Chicken Shack servindo sua própria receita inspirada no evento.

Queijo azul
Não é difícil acreditar que era simplesmente um queijo esquecido! No século 7, um pastor desmiolado na aldeia de Roquefort, França, esqueceu seu almoço em uma caverna. Ele voltou vários meses depois para a mesma caverna apenas para encontrar o queijo infestado com penicillium roqueforti, um molde que estava crescendo lá. Hoje em dia, a cultura de bolor natural é simplesmente adicionada ao leite do queijo.

Passas de uva
Quem poderia imaginar que as passas eram originalmente usadas como decoração por volta de 2000 aC pelos habitantes do Mediterrâneo. Provavelmente demorou mais de mil anos para as pessoas colocarem uma uva seca na boca e perceberem que talvez não haja problema em usá-la seca e também em cultivá-la para fazer vinho.

Pudim Bakewell
Embora as origens desta sobremesa inglesa não sejam totalmente conhecidas, diz a lenda que na cidade de Bakewell (obviamente) em 1820, a Sra. Greaves cozinheira do White Horse Inn não entendeu bem a receita e em vez de mexer os ovos e A pasta de amêndoa na massa acabou espalhando por cima da geléia. A mistura assada ficou como creme de ovo e logo se tornou a sobremesa favorita dos clientes.

Adoçante artificial
Constantin Fahlberg, um químico da Universidade Johns Hopkins em 1879, provavelmente se esqueceu de lavar as mãos ao voltar para casa depois do trabalho e percebeu o gosto doce em alguma parte da palma. Ele estava ligado a ácido sulfobenzóico fervido, cloreto de fósforo e amônia - Constantin testou o composto e, ao retornar à Alemanha, começou a produzir adoçante artificial: a sacarina.

Goma de mascar
Embora o chiclete já existisse até mesmo entre os maias e astecas como chicle, uma substância borracha natural extraída dos sapoti no México e na América Central, não foi até Thomas Adams Sênior, que conseguiu um suprimento de chicle por meio de um presidente mexicano exilado. Adams tentou converter o chicle em alguma substância industrial útil apenas percebendo que fervê-lo e transformá-lo em pedaços vendia melhor como goma de mascar.


Dados divulgados World Gold Council, conselho formado pelas maiores mineradoras do mundo, apresentam que cerca de 160 mil toneladas do metal já foram descobertas desde a Pré-história. Ainda segundo este conselho, já havia indícios da mineração - prática de extração do ouro – desde 5000 a. C, sendo ele o segundo metal conhecido pelo homem depois do Cobre.


Ao mesmo tempo que estima-se que a mineração tenha sido iniciada por volta desse período, em um cemitério da Bulgária, arqueólogos encontraram as primeiras jóias de ouro da humanidade datada de 5000 a. C. São cerca de três mil braceletes, colares e brincos. O ouro também foi encontrado em objetos do dia a dia, como pratos, vasos e canecas. O metal provavelmente era extraído a céu aberto em escavação de galerias. Esse é um importante conhecimento para você adquirir caso tenha interesse em comprar ou vender ouro ou joias. 


Como se pode perceber as informações sobre a data de descoberta ainda são incertas.Mas que se sabe é que o metal foi encontrado séculos antes de Cristo e que, desde o início da sua exploração, já teve seu valor e beleza enaltecidos. 

Há informações de que, no início, o ouro era encontrado por cima da terra, bastando apenas peneirar a água para identificá-lo. Com o passar do tempo e com a valorização do metal, encontrá-lo dessa forma foi ficando cada vez mais difícil, exigindo técnicas de extração cada vez mais sofisticadas.


No século 2 a.C. os romanos desenvolveram a mineração hidráulica, usando canais de água para ajudar no transporte e separação dos metais. O Império Romano já usava moedas, criadas pelos reis no século 6 a. C.

Já no século 13 a. C., a história indica que o reino de Mali na África era o que possuía mais ouro e há relatos de que, em uma peregrinação até Meca, o imperador distribuiu duas toneladas de moedas de ouro ao povo.

Três séculos depois foi a vez de o continente americano viver a descoberta do ouro por exploradores espanhóis. Eles extraíram toneladas do metal dourado nas civilizações inca e asteca e as enviaram para a Espanha concentrando mais riqueza e poder na Europa.

No Brasil, os primeiros registros começaram logo após a fundação de São Vicente, em 1532. A grande descoberta, no entanto, aconteceu no sertão de Taubaté, em 1697, quando o então governador do Rio de Janeiro anunciou o achado de ouro da melhor qualidade.

A produção foi tão grande que existiam navios especiais para levá-lo até Portugal. O ouro brasileiro estava na superfície da terra, perto de rios e morros, sendo possível achá-los apenas com a peneira.


Não estamos onde achávamos que estávamos. Um novo mapa da Via Láctea, feito por pesquisadores japoneses, descobriu que a Terra está cerca de dois mil anos-luz mais perto do buraco negro supermassivo no centro da galáxia do que se acreditava. E não é só isso: viajamos pelo universo numa velocidade 7 km/s maior do que a registrada inicialmente.

A pesquisa, publicada na revista da Sociedade Astronômica do Japão, é resultado de 15 anos de observações do projeto Vera (VLBI Exploration of Radio Astrometry, ou Exploração de Rádio Astrometria com VLBI, que aliás significa Interferometria de Linha de Base Muito Longa). Usando radiotelescópios espalhados por todo o arquipélago japonês, o projeto atingiu a mesma resolução que um telescópio de 2.300 km de diâmetro teria.

Graças à técnica, a precisão da medição alcançada, em 10 microssegundos de arco, é nítida o suficiente para – em teoria – observar uma moeda de um centavo na superfície da Lua. Esse poder foi utilizado para modelar a Via Láctea como se estivéssemos de fora da galáxia, e assim compreender sua estrutura geral e a posição da Terra nela.

 Imagem: NAOJ/Divuulgação

Mapa de posição e velocidade da Via Láctea. As setas mostram os dados de posição e velocidade dos 224 objetos usados para modelar a galáxia. As linhas pretas mostram as posições dos braços espirais da Galáxia. As cores indicam grupos de objetos pertencentes ao mesmo braço.

Com base no primeiro catálogo de Astrometria Vera contendo dados de 99 objetos, e observações recentes feitas por outros grupos, os astrônomos construíram um mapa de posição e velocidade da Via Láctea. O modelo sugere que Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo do centro da galáxia, está localizado a 25.800 anos-luz da Terra. Isso é mais próximo do que o valor oficial de 27.700 anos-luz adotado pela União Astronômica Internacional em 1985.

O componente de velocidade do mapa ainda indica que a Terra está viajando a 227 km/s enquanto orbita ao redor do centro galáctico. Isso é mais rápido do que o valor oficial de 220 km/s. Os pesquisadores agora esperam observar mais objetos, particularmente aqueles próximos ao buraco negro supermassivo central, para melhor caracterizar a estrutura e o movimento da Via Láctea.

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