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Imagem de uma supernova. Vemos os anéis externos causados por ejeções anteriores, muito antes da explosão final (Imagem: ESO/L. CALÇADA)

Betelgeuse, uma das estrelas visíveis a olho nu mais brilhantes do céu, tem mostrado sinais de escurecimento. Seu brilho vem diminuindo e, por isso, muitos começam a suspeitar que essa supergigante vermelha estaria prestes a se tornar uma supernova - o que, na verdade, não vai acontecer tão cedo. O assunto chegou a circular nas redes sociais recentemente, e talvez alguns tenham se questionado: e se o Sol virasse uma supernova? O que aconteceria conosco?

Supernovas são os eventos explosivos mais brutos do universo. Uma explosão estelar do tipo libera, em apenas alguns segundos, a mesma quantidade de energia que o nosso Sol emitirá durante toda a sua vida útil de 10 a 12 bilhões de anos. Durante alguns dias, o brilho da estrela no processo de supernova pode aumentar 1 bilhão de vezes.

E, bem, caso uma estrela tão próxima de nós quanto o Sol virasse uma supernova, nós morreríamos em pouco tempo. Mas, ao contrário do que se imagina, o trágico fim da nossa civilização não aconteceria em uma onda de explosão, e tampouco seríamos engolidos pela radiação - nosso destino seria selado antes disso, por causa de uma partícula subatômica chamada “neutrino”.

Estágios de uma supernova

Mas, antes, é preciso explicar o que é uma supernova e quais os seus estágios. Existem diferentes tipos de supernova, mas aquelas causadas pelo colapso do núcleo estelar só podem ocorrer quando uma estrela muitas vezes mais massiva que o nosso Sol fica sem combustível para queimar em seu núcleo.

Durante sua vida, as estrelas estão constantemente fazendo reações de fusão nuclear do hidrogênio para convertê-lo em hélio. Isso é parte da nucleossíntese estelar - o conjunto de reações nucleares onde estrelas fabricam elementos mais pesados. Durante essa parte da vida de uma estrela, a única coisa que impede o colapso do de seu interior devido à enorme força gravitacional é a pressão da radiação causada por essas reações. Quando a estrela queima todo o hidrogênio em seu núcleo, a pressão da radiação cai e a gravidade começa a predominar, causando a contração do núcleo. À medida que se contrai e sua temperatura passa de um limite crítico, a estrela começa a fundir o próximo elemento mais leve disponível, que é o hélio, para produzir carbono.

Nosso Sol também está destinado a passar por este processo de "morte", daqui a alguns bilhões de anos, no qual ele se expandirá tanto que Mercúrio, Vênus e até mesmo a Terra serão "devorados". Essa fusão de hélio durará centenas de milhões de anos antes que o Sol fique sem hélio e o núcleo se contraia e esquente novamente. Esse será o fim da linha para o Sistema Solar, pois o Sol não tem massa suficiente para chegar ao próximo estágio, de uma supernova, e começar a fusão de carbono.

Em vez de explodir como uma supernova, o Sol virará uma "bola de cristal" daqui a mais de 10 bilhões de anos. Quando a fusão do hélio acabar, nossa estrela será envolta por uma nebulosa, resfriando-se gradualmente, até se transformar em uma anã branca, estado no qual permanecerá por mais ou menos 5 bilhões de anos. Nesse meio-tempo, o que restar do Sol será reduzido a orbes cada vez menores de gás e, à medida em que esses orbes forem encolhendo, os íons de carbono em seu interior serão "espremidos" até se cogelarem, formando, então, uma estrutura cristalina final.

Em uma estrela muito mais massiva do que o Sol, contudo, após algumas centenas de milhares de anos trabalhando na fusão de hélio, a contração do núcleo permitirá a fusão do carbono, e as coisas mudarão muito rapidamente depois disso. O resultado pode ser a produção de elementos como oxigênio, neônio e magnésio, mas leva centenas de anos para isso ser concluído. Quando o carbono se torna escasso no núcleo, ele se contrai e aquece novamente, levando à fusão de neônio, o que dura cerca de um ano. Em seguida, vem a fusão de oxigênio durante alguns meses e depois a fusão de silício, que dura menos de um dia.

Na fase final da queima do silício, as temperaturas do núcleo podem chegar a 3 bilhões de Kelvin. Estamos no momento crítico, quando o núcleo fica sem silício. Mais uma vez, a pressão cai, mas desta vez não há mais o que fazer. Os elementos produzidos a partir da fusão de silício - tais como cobalto, níquel e ferro - são mais estáveis que os elementos mais pesados com os quais eles se fundem. Uma vez que nada mais é capaz de resistir ao colapso gravitacional, o núcleo implode.

Uma reação de fusão descontrolada ocorre, produzindo basicamente um núcleo atômico gigante feito de nêutrons, enquanto as camadas externas têm uma quantidade enorme de energia injetada nelas. A reação de fusão em si dura apenas cerca de 10 segundos, produzindo uma mistura de fótons, energia cinética explosiva do material, e os neutrinos.

Qualquer um desses três elementos da reação, sozinho, é capaz de varrer qualquer vida planetária ao redor da estrela, mas qual chega primeiro?

As partículas fatais
O neutrino é uma partícula subatômica sem carga elétrica que quase não interage com outras partículas. É extremamente leve, centenas de vezes mais leve que o elétron, e interage com a matéria de forma extremamente débil, apenas por meio da gravidade e da força nuclear fraca. Cerca de 65 bilhões de neutrinos atravessam cada centímetro quadrado da superfície da Terra voltada para o Sol a cada segundo. Eles simplesmente “voam” à velocidade da luz por todas as direções a partir do momento de sua criação na estrela.

Embora já seja a segunda partícula mais abundante do universo conhecido, depois do fóton, em supernova o fluxo de neutrinos aumenta em aproximadamente um fator de 10 quadrilhões, enquanto a energia por neutrino aumenta em torno de um fator de 10. Assim, qualquer criatura viva - de um organismo unicelular a um ser humano complexo - seria fervida de dentro para fora, apenas pelas interações de neutrinos liberados por uma supernova tão próxima de nós quanto o Sol.

Anéis em torno da Supernova 1987A, com a ejeção da explosão da Supernova no centro do anel inteiro
(Imagem: Dr. Christopher Burrows/ESA/STScI/NASA/Hubble Heritage team)

Enquanto isso, a luz resultante da explosão só chegaria um pouco depois. É que ela sofre um pequeno atraso na liberação de dentro da supernova, porque ela será produzida no núcleo da estrela, cercado pelas camadas externas. Assim, leva um tempo para que a luz se propague para a superfície mais externa da estrela - a fotosfera -, onde finalmente fica livre para viajar livremente na velocidade da luz pelo espaço.

Em 1987, astrônomos observaram uma supernova a 168.000 anos-luz de distância. Os neutrinos chegaram a três detectores diferentes em todo o mundo, por cerca de 10 segundos. A luz da supernova, no entanto, só começou a chegar horas depois. Se a supernova estivesse perto de nós, tudo na Terra já estaria vaporizado horas antes de as primeiras assinaturas visuais chegarem.

Ou seja, se fosse o Sol se tornando uma supernova, nós sequer saberíamos o que estaria acontecendo quando a morte chegasse. Não há nenhum tipo de proteção contra essa quantidade de neutrinos. Mesmo que houvesse um planeta ou uma estrela de nêutrons no meio do caminho, mais de 50% dos neutrinos ainda chegariam até nós, atravessando tudo pelo caminho e destruindo qualquer forma de vida que porventura existisse no Sistema Solar - mesmo em Plutão - antes de a primeira luz da supernova chegar até nós.

Fontes: Forbes/CanalTech

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O FAST está localizado na depressão de Dawodang, na província de Guizhou, no sudoeste da China

Em meio às montanhas do sul da China, um gigantesco disco metálico aponta para o céu. É o maior e mais potente radiotelescópio do mundo — e, de acordo com seus criadores, já está completamente operacional.

O Radiotelescópio Esférico com Abertura de 500 Metros (FAST, na sigla em inglês), como é chamado oficialmente, é conhecido como o "olho da China no céu".

Com 500 metros de diâmetro, ele desbancou o radiotelescópio Arecibo, em Porto Rico, apontado até então como o maior da categoria, com 305 metros de diâmetro.

O FAST começou a ser concebido nos anos 1990. Em 2016, foram realizados seus primeiros testes operacionais e, em um anúncio recente da agência oficial de notícias Xinhua, o governo informou que agora está em pleno funcionamento e disponível para os astrônomos de todo o mundo.

Qual será a missão do FAST?
Os criadores esperam que os sinais captados pelo radiotelescópio sirvam para revelar mistérios relacionados à origem e à evolução do Universo.

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O FAST (na foto) é capaz de captar ondas de rádio em uma área duas vezes maior que o telescópio Arecibo, em Porto Rico

Suas tarefas estarão relacionadas à busca de ondas gravitacionais, exploração de matéria escura e captura de sinais que possam indicar a existência de civilizações extraterrestres.

Um dos aspectos que mais animam os cientistas é a capacidade do FAST de detectar "rajadas rápidas de rádio" (FRB, na sigla em inglês), eventos de energia intensa que duram apenas milissegundos.

A origem das FRB ainda é um mistério para os astrônomos, então qualquer progresso nesta área será muito bem-vindo.

"O FAST será uma excelente ferramenta para detectar e estudar as FRBs mais fracas", diz à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, Victoria Kaspi, astrofísica da Universidade McGill, no Canadá.

"Vai nos oferecer pistas sobre seus mecanismos de emissão e talvez sobre a natureza de sua origem."

O FAST é capaz de captar ondas de rádio em uma área duas vezes maior que o telescópio Arecibo.

GETTY
Especialistas afirmam que o desempenho do FAST tem sido 'impressionante'

"O FAST melhora significativamente nossa capacidade de explorar o universo em busca de sinais cósmicos, que são inerentemente fracos e quase indetectáveis", explica Min Yun, professor de astronomia da Universidade de Massachusetts, nos EUA.

De fato, durante seu período de testes, ao longo de apenas dois anos, o FAST identificou 102 novos pulsares — estrelas de nêutrons que transformam a energia rotacional em energia eletromagnética.

Para Bill McCutcheon, astrofísico da Universidade de British Columbia, no Canadá, essa conquista é "impressionante".

"Será interessante conhecer as propriedades dessas novas descobertas", diz McCutcheon à BBC News Mundo.

Os especialistas também estão de olho na capacidade do FAST de estudar gases como o hidrogênio no espaço, a partir dos quais podem analisar a dinâmica das galáxias.

Como é o 'olho da China no céu'?
O FAST custou US$ 171 milhões (aproximadamente R$ 708 milhões) e está localizado na depressão de Dawodang, na província de Guizhou, no sudoeste da China.

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As FRBs são um enigma para os astrônomos, mas o FAST pode ajudar a decifrá-lo

Ele é formado por cerca de 4,4 mil painéis de alumínio que se movem para focar em diferentes áreas do céu.

A capacidade de concentrar a atenção em uma determinada área é uma das principais vantagens do FAST sobre o Arecibo, conforme explica a astrônoma Martha Haynes, professora da Universidade Cornell, nos EUA.

"Os painéis do Arecibo não podem se reajustar ativamente", diz Haynes à BBC News Mundo.

"O sistema óptico do FAST permite que você aponte para uma área mais ampla do céu, incluindo algumas áreas que não são acessíveis com o Arecibo."

O "olho da China no céu" tem um campo de visão mais amplo do que outros radiotelescópios, o que significa que pode descobrir mais estrelas, mais fenômenos cósmicos e possíveis vidas extraterrestres, de acordo com o Instituto de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Pequim, na China.

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As metas do FAST são ambiciosas: ajudar a resolver o mistério da origem do universo

Os desafios
O FAST parece promissor, mas não está livre de obstáculos.

Segundo Haynes, um dos desafios será gerenciar com eficiência a gigantesca quantidade de dados que o equipamento vai coletar.

Ele também deverá ter a capacidade de eliminar ou mitigar as interferências de rádio geradas pela atividade humana.

Por fim, Haynes acrescenta que o FAST será responsável por desenvolver a nova geração de ferramentas e softwares capazes de explorar ao máximo sua enorme capacidade de coleta de dados.

"Os astrônomos têm grandes expectativas em relação ao FAST", diz McCutcheon.

"Até agora, parece que começou bem."

Fonte: BBC

Um meteorito encontrado na Antártida, em uma imagem de arquivo.U. MANCHESTER/KATHERINE JOY

Uma equipe de cientistas analisa o composto mais velho detectado até hoje. Tem cerca de 7 bilhões de anos e se formou antes da existência do Sol e dos planetas do sistema solar

Em 28 de setembro de 1969 pôde ser vista no céu de Victoria, sudeste da Austrália, uma grande bola de fogo que se dividiu em três fragmentos e desapareceu. Logo depois se sentiu um impacto. Era o meteorito de Murchison, do qual foram recuperados até 100 quilos de material. Depois disso foram achados nessas rochas compostos orgânicos e açúcares que reafirmaram a teoria de que os compostos essenciais para a vida na Terra vieram do espaço a bordo de meteoritos. Agora, um novo estudo revela que essas rochas contêm coisas ainda mais surpreendentes.

O maior fragmento do meteorito Murchison está no Field Museum, de Chicago. Lá, a equipe de Philipp Heck analisou uma parte do meteorito, concentrando-se em 40 grãos de carboneto de silício, um material com dureza semelhante à do diamante. Cada pedaço mede apenas alguns mícrons, ou seja, é umas mil vezes menor que um milímetro, mas contém informações que datam de antes da existência da Terra, do Sol e o resto do sistema solar.

Pesquisadores analisaram as mudanças no carboneto de silício produzidas pelo impacto de raios cósmicos cujas partículas são capazes de alterar a composição atômica do material original e que, por sua frequência, podem ser usadas como um relógio que estima a idade da amostra.

Os resultados mostram que a maioria dos grãos analisados ​​é 300 milhões de anos mais antiga que o sistema solar, formado cerca de 4,6 bilhões de anos atrás, e que alguns deles são 1 bilhão de anos mais antigos, destacam os autores do artigo, publicado nesta terça-feira na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

"Este é o material mais antigo já encontrado", explica Heck em um comunicado à imprensa. O especialista define a matéria analisada como "autêntica poeira estelar" e ressalta que sua análise permite esclarecer como se formaram as estrelas em nossa galáxia, a Via Láctea.

Segundo sua equipe, os minúsculos “fragmentos de estrela” analisados ​​provêm de um astro que nasceu cerca de 7 bilhões de anos atrás, durante um período de intensa formação de estrelas. Esse material foi expelido por sua estrela. Primeiro, vagou sozinho pelo espaço interestelar e depois ficou sepultado dentro de um corpo de rocha, onde permaneceu preservado intacto por bilhões de anos. Essa rocha ou parte dela foi atraída pela força da gravidade da Terra, penetrou na atmosfera e se decompôs em todos os fragmentos do meteorito de Murchison que caiu na Austrália em 1969. Achar esses compostos foi um marco, já que a maior parte da poeira estelar depositada em meteoritos é destroçada pela pressão. Apenas cerca de 5% dos meteoritos conhecidos contêm material desse tipo, e sua abundância geralmente não excede algumas partes por milhão.

Esse material aponta para a origem do sistema solar antes mesmo de ele existir. “Os grãos de carboneto de silício estão entre os materiais mais refratários e resistentes que formam os meteoritos chamados condritos carbonáceos, como o de Murchison”, explica Josep M. Trigo, especialista em meteoritos no Instituto de Ciências do Espaços (IEEE-CSIC), em Barcelona. “O interesse deste trabalho é que os autores demonstram que a maioria desse tipo de grão pré-solar se formou em um tipo de estrela conhecida como ramo assintótico das gigantes. Isso reafirma um estudo anterior do nosso grupo que sugere que nosso Sol poderia ter se formado nas proximidades de estrelas desse tipo”, observa.

Fonte: El pais

Aurora de Saturno - NASA / JPL-Caltech / Space Science

Sonda 'Cassini' se posicionou entre o planeta e seus anéis

Os cientistas receberam e estão analisando as imagens finais enviadas pela sonda Cassini. A nave passou 13 anos orbitando Saturno durante sua missão, que terminou em setembro de 2017. Na última etapa de sua jornada, a sonda se posicionou entre o planeta e seus anéis. Essa aproximação possibilitou aos cientistas obter imagens das auroras ultravioletas de Saturno em alta resolução.

As auroras do planeta são geradas pela interação entre o vento solar, um fluxo de partículas energéticas emitidas pelo Sol, com o campo magnético de rotação rápida de Saturno. Elas se localizam nas regiões polares e são conhecidas por serem altamente dinâmicas, frequentemente pulsantes e intermitentes, respondendo a diferentes processos dinâmicos que ocorrem no ambiente de plasma do planeta.


Estudante da Lancaster University e principal autor da pesquisa, Alexander Bader disse que “muitas questões que giram em torno das auroras de Saturno permanecem sem resposta” mesmo após o sucesso da missão Cassini. Para o cientista, as imagens em close-up oferecem vistas altamente detalhadas, enxergando pequenas estruturas que não podiam ser vistas com outras observações da Cassini nem com o telescópio Hubble.

Somente com as imagens, dificilmente será possível desvendar todos os mistérios da aurora. As partículas energéticas que causam as luzes brilhantes, por exemplo, se originam muito longe da superfície do planeta, onde as linhas do campo magnético se distorcem e as nuvens de plasma interagem umas com as outras. Dependendo do posicionamento da Cassini, a sonda se incorporava ao fluxo de partículas que ligavam as auroras à magnetosfera.

A primeira análise das medições de partículas da espaçonave mostrou que as auroras de Saturno, assim como as de Júpiter, são geradas por partículas muito mais energéticas que as da Terra. No entanto, os mecanismos físicos parecem semelhantes nos três planetas.

Embora a missão da sonda Cassini tenha terminado, os dados fornecidos continuam cheio de surpresas, e vão a ajudar os pesquisadores a entender o funcionamento das auroras gigantes do planeta, especialmente em combinação com as observações da magnetosfera de Júpiter.

Via: Phys


Não é muito fácil encontrar planetas parecidos com a nossa Terra, mas toda vez que a NASA descobre algum sempre há uma peculiaridade sobre ele. É o caso de TOI 700 d. Que é quase do tamanho da Terra, mas orbita uma estrela anã há 100 anos-luz de distância; a mais distante já descoberta pela agência espacial americana.

Ele é o primeiro planeta descoberto pelo TESS, Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito, da NASA. Por ser um pouco maior, o TOI 700 d leva 37 dias para completar uma volta ao redor da estrela anã, chamada TOI 700. Aí é que mora uma curiosidade interessante sobre ele: assim como a Lua, o planeta sofre de travamento gravitacional, ou seja, ele não gira em torno de si mesmo, apenas ao redor da sua estrela, fazendo apenas movimento de translação, o planeta não tem movimento de rotação.

Um dos itens que tornam possíveis especulações sobre a sobrevivência no planeta é esse movimento de translação e a estrela ser menor; ter apenas 40% da massa e tamanho do nosso Sol e ser mais frio, ela tem apenas metade da temperatura.


Os três planetas de dia e escuridão eternos descobertos pela TESS.

No total, esse sistema possuí 3 planetas: TOI 700 b e TOI 700 c. O primeiro leva 10 dias para completar uma volta e o segundo, 16. TOI 700 b provavelmente´e rochoso e menor que a Terra, enquanto que o seu irmão é gasoso e 2,6 vezes maior que o nosso planeta. A herança de família deles é única: todos eles tem uma face onde sempre é dia e a outra mergulhada numa eterna escuridão.

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que a NASA encontra um ambiente onde supostamente é possível sobreviver fora da Terra, anteriormente a agência espacial encontrou indícios de água numa lua de Júpiter e indícios de água em Marte, o que cria muitas esperanças sobre a extraterrestre

Crédito da imagem: AnimalsAustralia

Os australianos estão encontrando maneiras inovadoras de ajudar os animais afetados pelos incêndios que continuam devastando o país. O governo de Nova Gales do Sul está usando aviões para soltar milhares de quilos de cenoura e batata-doce para alimentar animais famintos.

Essa idéia impressionante e criativa é apelidada de "Operação Rock Wallaby" e é liderada pelo Serviço de Vida Selvagem e Parques Nacionais de Nova Gales do Sul. O principal objetivo da operação é alimentar os marsupiais do estado, uma vez que os incêndios florestais os afetaram bastante.

Até agora, as aeronaves lançaram mais de 2.200 kg de legumes frescos do céu. Nublado com possibilidade de cenouras? Definitivamente. 

Os australianos estão lançando milhares de quilos de vegetais frescos do céu para alimentar animais famintos afetados pelos incêndios florestais

Crédito da imagem: AnimalsAustralia

Crédito da imagem: AnimalsAustralia

Crédito da imagem: Matt_KeanMP

De acordo com Matt Kean, ministro do Meio Ambiente de Nova Gales do Sul, os animais que fugiram dos incêndios agora não têm mais nada para comer e é por isso que precisam de uma ajuda. Uma espécie muito afetada são os cangurus.

Wallabies fugiram do fogo e agora estão morrendo de fome
Crédito da imagem: AnimalsAustralia

Crédito da imagem: Matt_KeanMP

Crédito da imagem: AnimalsAustralia

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Crédito da imagem: AnimalsAustralia

Steve é um morador local e segundo ele, os habitantes locais no meio do desastre natural estão "trabalhando incansavelmente para ajudar a situação".

“Alguns, inclusive minha mãe, vão cozinhar para eles, outros estão resgatando a vida selvagem. Também houve pessoas que se arriscaram em incêndios para tentar salvar suas casas com algum sucesso. Meus avós, por exemplo, conseguiram salvar a casa deles. Obviamente, eles se colocam em risco ao fazer isso e dificultam o trabalho dos bombeiros, mas é difícil para algumas pessoas deixar o mundo inteiro queimar.”

“Meus avós compraram uma casa para reformar e depois repousar e passaram anos reformando. Eles não conseguiram deixar isso ao acaso e, embora bem-sucedidos, seus esforços são vistos negativamente por vários de nós ”, acrescentou.

Crédito da imagem: AnimalsAustralia

Image credits: JKato3333

Steve explicou que está triste com a provação que seu país e sua comunidade estão passando. “Eu cresci na ilha Kangaroo e uma parcela muito grande está agora em cinzas. É desanimador ver o nível de destruição e se sentir impotente para detê-lo."

“A situação toda parece ter sido evitável em grande medida. Mudanças recentes do governo são percebidas por muitos como as culpadas pelos piores incêndios há muito tempo. Anteriormente, era prática comum "queimar de volta", a fim de mitigar os riscos de incêndio, mas essa prática foi interrompida e, como tal, forneceu mais material de queima aos incêndios e facilitou a propagação".

Ele continuou: “As árvores australianas são propensas a disparar porque germinam através do fogo, que é o mesmo problema que acontece na Califórnia. Se esses regulamentos não voltarem ao uso comum, esses incêndios podem se tornar um recurso recorrente da vida australiana.”

FOX/DIVULGAÇÃO

O ator prestou solidariedade às vítimas do fogo que destroem seu país natal

s incêndios na Austrália estão causando comoção no mundo todo, com números assustadores de animais mortos e transtornos para os moradores do país. Diversas pessoas, por exemplo, foram obrigadas a deixar suas casas para escapar da força das chamas.

O ator australiano Hugh Jackman – que viveu durante anos Wolverine na franquia X-Men – fez um comovente post nas redes sociais se solidarizando com as vítimas e com os bombeiros que trabalham para conter o incêndio.

Hugh Jackman faz post emocionante sobre incêndios na Austrália

Hugh Jackamn ficou famoso por viver Wolverine nos cinemas

Ele parabenizou os profissionais, que têm atuado arduamente na tentativa de apagar o fogo e resgatar animais e pessoas vítimas do desastre.

“Queremos expressar nossa profunda gratidão ao povo da Austrália que está lutando contra os devastadores incêndios nas florestas”, escreveu no Twitter. A publicação também contém uma imagem de um bombeiro lutando para apagar o fogo.

Reprodução: Twitter

“Nossos corações estão com qualquer um que tenha sido impactado, especialmente com aqueles que perderam suas casas e parentes queridos. É uma tragédia incrível em nosso país”, concluiu.

Fonte: Metrópoles

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