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Uma campanha no Facebook está tentando juntar dinheiro para ver o diretor norte-americano Woody Allen realizar um filme em Lisboa.
A página "Woody Allen, queremos ver-te a filmar em Lisboa", que já tem quase cinco mil seguidores, está procurando ideias para fazer o sonho se tornar realidade.

"Queremos encontrar uma forma de financiar este projeto", diz o texto de apresentação. "Crowdfunding ou patrocínio de uma marca, já que os cortes financeiros na área da cultura não permitem a viabilização do mesmo."

No mural, os seguidores sugerem os atores e os cenários que poderiam ser usados na empreitada.


Todd Williamson-15.jun.2012/Associated Press

Woody Allen na pré-estreia de "Para Roma, Com Amor" em Los Angeles


Bruno Reis, que criou a página, contou a jornais portugueses que teve a ideia depois de ver os filmes "Vicky Cristina Barcelona" e "Meia-Noite em Paris".

Ele já chegou a fazer contato com a agente de Woody Allen para se inteirar dos meandros de um possível financiamento.

Allen já declarou interesse em filmar na cidade em entrevista a uma TV portuguesa.

Ele respondeu que, caso o financiamento fosse garantido, ele teria de pensar numa boa ideia para filmar na capital portuguesa.

DA ASSOCIATED PRESS, EM DALLAS

Uma mãe que bateu em sua filha de dois anos e colou as mãos da menina na parede foi punida com 99 anos de prisão nesta sexta-feira, em Dallas, nos Estados Unidos. O juiz descreveu que a punição era necessária para "um ataque brutal e chocante."

A ré, Elizabeth Escalona, 23, não chegou a esboçar reação quando Larry Mitchell, juiz do caso, pronunciou a sentença, depois de cinco dias de audiências.


LM Otero/Associated Press

Elizabeth Escalona durante o julgamento que ocorreu em Dallas, nos EUA. Ela foi condenada a 99 anos de prisão

A promotora Eren Price, que antes tinha oferecido a Escalona um acordo de 45 anos, disse que achava que a mãe merecia prisão perpétua.

Mitchell declarou que, no fim, o caso se resumia a uma coisa. "Em setembro de 2011, você espancou de maneira selvagem sua filha até deixá-la à beira da morte. Por causa disso, você precisa ser punida."

A filha de Escalona ficou em coma por dois dias. Seus outros filhos, irmãos da menina, disseram às autoridades que a mãe tinha atacado a criança por problemas no seu treinamento para começar a usar o vaso sanitário.

De acordo com a polícia, Escalona deu um chute na barriga da criança, bateu nela com uma jarra de leite, e então colou as mãos dela na parede do apartamento, com cola do tipo mais forte.

A criança teve hemorragia cerebral, fraturou uma costela, ficou com múltiplas escoriações e marcas de mordidas, segundo o médico. Além disso, um pouco da pele de suas mãos teve de ser removida.

Desde então, a menina se recuperou e agora está sob custódia da avó, Ofelia Escalona, que também cuida dos outros quatro irmãos dela.

JULGAMENTO

Nas audiências, a promotora descreveu Escalona como "mentirosa", "monstro" e "péssima mãe", além de forçá-la, na quinta-feira, a olhar para fotos ampliadas dos ferimentos deixados na criança.

A advogada de defesa, Angie Duka, pediu por uma sentença menor que dez anos. Ela alegou que sua cliente era uma "filha de um lar despedaçado" e que ela teve uma infância traumática. Duka acrescentou que a Justiça deveria dar uma chance a Escalona de ser uma mãe melhor.

No entanto, o juiz considerou que os acontecimentos da infância de Escalona, embora trágicos, não estavam "no contexto desse julgamento."

Alysson Oliveira
Do Cineweb, em São Paulo*


Cena de "Moonrise Kingdom", novo filme de Wes Anderson

No cenário do cinema norte-americano contemporâneo, Wes Anderson é um dos diretores mais originais. Enquanto a maioria faz filmes realistas, e aí se incluem outros grandes cineastas, ele é um dos poucos capazes de criar um mundo próprio.

Autor de filmes como "Os Excêntricos Tenenbaums" e "Viagem a Darjeeling", Anderson não segue a cartilha hollywoodiana que prega a mímese extrema em que cada cena se esforça para que o público esqueça de que o que vê é um filme. Faz parte do ideal desse tipo de cinema copiar ao máximo o nosso mundo, levar para a tela uma fatia da vida real.

Anderson, por sua vez, cria microcosmos parecidos com a realidade, mas regidos por leis próprias, nos quais vida e morte, amor e perda têm a mesma dimensão, ainda que operando numa outra dinâmica.

Seu mais novo trabalho, "Moonrise Kingdom", abre com uma música clássica sobre a qual uma voz infantil explica cada movimento, a função e a significação dos instrumentos musicais e seus sons -- tirada do "Young Person's Guide to the Orchestra" (Op. 34, Themes A-F), tocando "Moor's Revange", de Dominic Purcell.

Os filmes do diretor parecem ser assim, precisam de uma advertência: suspenda aquilo que você conhece, preste atenção, porque aqui as coisas acontecem de outra forma, e veja, vamos te explicar como é.

A paleta de cores é sempre composta por tons pastel. A imagem parece esmaecida, coberta por uma poeira do tempo que a torna pálida, envelhecida como uma polaróide maltratada pelo tempo -- graças à fotografia de Robert D. Yeoman. A trilha sonora, assinada pelo francês Alexandre Desplat, contribui para o clima onírico. O ano da história é 1965 e a localização é uma ilhazinha remota, na costa dos EUA.

No universo de Anderson, as crianças são superdotadas. Mesmo que, quando cresçam, continuem com sua mentalidade de meninos-prodígios - basta lembrar o trio de filhos dos "Tenenbaums".

Responda rápido: qual desses shows custa mais para um empresário? a) o de uma banda dos EUA, que já vendeu cerca de 40 milhões de CDs e é famosa no mundo inteiro; b) ou o de um brasileiro pop-brega que vendeu apenas 300 mil CDs e é, internacionalmente, um zero à esquerda?

Se você escolheu a alternativa "a", resposta errada. Os shows que a banda Creed fará no Brasil, em novembro, vão custar bem menos do que os shows do brega Luan Santana. Pode crer, leitor: enquanto o Creed, histórica banda pós-grunge, vai cobrar por volta de US$ 120 mil (R$ 240 mil) por cada show que fará em Belo Horizonte, São Paulo, Rio e Porto Alegre, um show de Luan Santana está custando US$ 150 mil (R$ 300 mil). Ou até um pouco mais.


Alexandre Rezende/Folhapress

O sertanejo Luan Santana, cujo show está custando cerca de US$ 150 mil, mais do que os da banda Creed


Indecência é pouco...

Não bastasse essa, digamos, excentricidade do show business, o ingresso mais barato para o Creed (plateia 3) custa, segundo o site da Tickets for Fun, R$ 90. Mas, um momento: falta avisar que o desapegado e pouco ganancioso site cobra mais R$ 80 como "taxa". Ou seja, a empresa que vende ingresso --a atravessadora-- está quase inflacionando o show em 100%. Mais ridículo e inaceitável é que há taxas diferenciadas para ingressos mais caros. O infeliz que quiser comprar a pista premium para ver o Creed vai pagar R$ 350 pelo ingresso e mais uma "taxa" de R$ 129, somando tudo R$ 479.

Cadê o Procon, a Proteste, o Ministério Público, a Polícia, o Bastão?

Como é que os órgãos de defesa do consumidor permitem que essas empresas parasitas, que muitas vezes monopolizam a venda de ingressos, vampirizem a sociedade dessa forma --com a cobrança de taxas não só absurdas, como também diferenciadas de acordo com o valor do ingresso? Por acaso o papel no qual o ingresso premium foi impresso é maior ou mais pesado, ou mais difícil de transportar que o da plateia? Chamar isso de pouca vergonha é até uma forma de elogio...

Custo Brasil?

Não. Custo das larvas que dominaram o país, em todos os setores.

AM definhando

Entre os trimestres fevereiro/março/abril e julho/agosto/setembro, as 10 rádios AM mais ouvidas em São Paulo perderam em média 60 mil ouvintes por minuto, segundo dados do ibope obtidos com exclusividade por esta coluna...

Ranking

A Rádio Globo continua líder, mas caiu de seus 134,5 mil ouvintes por minuto para atuais 115,4. A vice-líder, Capital, também caiu de 96,2 mil ouvintes/minuto para 86,2 mil. De destaque vale observar que a rádio Record passou do 8º para o 6º lugar, ultrapassando assim a CBN (7º). E a CBN já está sendo acossada também pela cada vez mais próxima rádio Gospel (8º).

Divulgação

Gabriel Byrne em cena da versão americana de "In Treatment"

Terapia pra bovino dormir

Já falamos nisso na semana passada, mas vale corrigir: "Sessão de Terapia", no GNT, não pode ser chamado de versão da série "In Treatment" (HBO). Está mais para paródia. A direção não precisava fazer o médico nacional (ator Zé Carlos Machado) virar uma imitação caricata, até nos maneirismos e trejeitos, do ator original, o premiado Gabriel Byrne. Um pouco de personalidade nunca fez mal a nenhuma produção, não é? Mesmo as adaptadas...

Ufa!

Depois de passar algumas semanas beirando os 11 ou 12 pontos de média no ibope, a novelinha "Malhação" deu uma pequena recuperada de fôlego na semana passada, chegando a marcar 15 pontos na última sexta. Não está nem perto dos recordistas 31 pontos registrados em 2004. Para falar a verdade não está perto nem dos quase 19 pontos registrados em 2010. Mas já é alguma coisa melhor. Cada ponto de ibope vale, atualmente, por 60 mil domicílios sintonizados.

Por outro lado...

Aos poucos esvaem-se as esperanças na Record de que a nova novela "Balacobaco" vá salvar a lavoura do horário nobre da emissora. A novela de Gisele Joras estreou com 8 pontos na última quinta-feira, mas já bateu na casa dos 5 pontos, na última segunda. E, como já é tradição na "tranquila" e "estável" direção da Record, já se fala em mudar o horário da novela em breve. Pfu... como se isso fosse ajudar...

*

SOOOOOOOBE!

"Chegadas e Partidas"

Uma ótima notícia também chega do GNT. "Chegadas e Partidas", um dos mais simples e tocantes programas da TV paga, terá mais uma temporada. Com Astrid Fontenelle, que, na opinião desta coluna, é uma das melhores apresentadoras do Brasil "ever".

DEEEEEESCE!

Danielle Winitz

Ela é um dos pontos fracos da comédia nacional "Até que a Sorte nos Separe", em cartaz nos cinemas, e que ao menos conta com o divertido Leandro Hassum. A atuação de sua parceira na trama, no entanto, não chega a ser comédia --é mais uma caricatura. A verdade é que dona Winitz (agora se escreve com "z") faz o papel de sempre: o de si mesma. Uma chatonilda.

Do UOL, em São Paulo



Murilo Benício faz propaganda para empresa de telefonia como o personagem Tufão, de "Avenida Brasil"

Uma propaganda de uma operadora de telefonia com o ator Murilo Benício falando como o personagem Tufão, de “Avenida Brasil”, foi publicada no Youtube nesta quarta (10) e retirada do ar após 18 horas de exibição a pedido da Rede Globo. O UOL tentou entrar em contato com a assessoria da emissora, mas não obteve sucesso.

De acordo com o jornal “Meio e Mensagem”, a propaganda foi criada pela agência de comunicação VML, do apresentador e publicitário Roberto Justus, que disse estar “triste com a própria empresa”. “Talvez nosso pessoal tenha imaginado que na internet podia. Mas está claro que não pode. Sabemos de nossas responsabilidades e não violar contratos com nossos parceiros”, disse.

A campanha mostra Murilo Benício falando como o personagem e dizendo frases como “todo o Brasil já sabia” e “essas fotos eu já vi”, fazendo referência as fotos de Carminha, papel de Adriana Esteves, com seu amante Max. O regulamento da Rede Globo não permite propaganda com personagens das suas criações.

Para o jornal, Justus disse que a agência de comunicação confundiu a proposta. “A ideia foi crescendo dentro da VML, acabou não passando pelas instâncias de controle do nosso grupo e foi levada ao cliente que questionou se podia usar aquela abordagem. A VML respondeu que sim, pois tinha checado com a empresária e o artista."

O vídeo está fora do canal oficial da empresa de telefonia, que deixou no lugar um outro vídeo dizendo "quem viu, viu, quem não viu tá desconectado". Ao "M&M", a Globo disse que "tomará as ações necessárias."

Na manhã desta quinta-feira (11), a Rede Globo deu seu posicionamento ao UOL sobre a propaganda:

"A ação não foi autorizada, e a Globo está tomando as medidas cabíveis"
Central Globo de Comunicação

Flavio Ricco*
Colunista do UOL




As emissoras de televisão, pelo menos as mais cuidadosas, já distribuíram um comunicado às suas produções, proibindo a execução da música “Despedida de Solteiro”, cantada pelo Latino.

Como se sabe, existe uma acusação de plágio em cima dela. Ele se defende dizendo que é uma simples versão. As TVs, precavidas, não querem correr o risco.

*Colaboração de José Carlos Nery

JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

A idade mínima para realizar as cirurgias bariátricas na rede pública vai cair dos atuais 18 anos para 16.

A proposta é seguir os mesmos critérios de indicação da cirurgia usados com os adultos --quando o IMC (índice de massa corporal) está acima de 40, ou a partir dos 35, desde que a pessoa tenha doenças associadas à obesidade.

Entre adultos, a frequência da cirurgia no SUS cresceu 43% entre 2009 e 2011, segundo o Ministério da Saúde.


Editoria de arte/folhapress


E vai crescer mais, dizem especialistas, após o governo ter retirado do mercado, em dezembro, uma fatia grande dos inibidores de apetites.

O ministério usa dados de um estudo feito há três anos pela pasta e pelo IBGE para justificar sua preocupação. Entre 2008 e 2009, 21,7% dos jovens entre dez e 19 anos estavam acima do peso.

"Estudos mostram que fazer a intervenção cirúrgica em adolescentes que tenham indicação e já tenham buscado outros mecanismos --sobretudo atividade física e mudanças de hábito alimentar-- pode ajudar a reduzir complicações como hipertensão e diabetes", diz o ministro Alexandre Padilha (Saúde).

Segundo ele, no caso dos adolescentes, a indicação da cirurgia deve estar reforçada pela avaliação da equipe multiprofissional --não ficando, assim, só baseada no IMC.

Haverá ainda outras mudanças nessas cirurgias. Segundo o ministro, o SUS passa a custear uma técnica mais recente --a gastroplastia vertical em manga-- em substituição a outra praticada.

A cirurgia reparadora feita depois, para retirar o excesso de pele, passará a incluir a parte posterior do corpo (e não mais só a frontal), diz ele.

O governo também vai tornar obrigatória, no pré-operatório, a realização de cinco exames, como o ultrassom de abdômen total --já praticados na rede privada e em hospitais públicos de referência.

O ministério vai discutir um reajuste de 20% no valor pago pela cirurgia e pelos exames pré-operatórios e a fixação de uma remuneração para estimular a formação de equipes multiprofissionais.

Com isso, espera-se reduzir as filas de espera. As mudanças devem passar a valer no início de 2013.

De acordo com Bruno Geloneze, coordenador do Laboratório de Investigação em Metabolismo e Diabetes da Unicamp, a cirurgia a partir dos 16 anos é possível com "restrições ao quadrado".

O médico alerta para a necessidade do acompanhamento do jovem por uma equipe com endocrinologista. Essas equipes, afirma, que nem sempre existem no SUS, podem selecionar os casos a serem levados à cirurgia.

O presidente da Sociedade de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Ricardo Cohen, acha positiva a redução da faixa etária, mas aponta as longas filas já existentes no SUS como um limitador. "Eles não conseguem, hoje, atender a demanda do adulto."



Doodle lembra eleições no País
Foto: Reprodução

O Google celebra as eleições municipais que acontecem neste domingo em todo o Brasil com um novo Doodle (logo) na página inicial do buscador, quer linca diretamente para o assunto.

Na imagem, as letras que compõem o nome da empresa se transformaram em eleitores, que ainda votam em urnas com cédulas de papel. Também aparecem bandeirinhas do País.

O Brasil escolhe hoje seus representantes nas prefeituras e nas câmaras de vereadores. A eleição acontece das 8h às 17h.

Os doodles do Google

O Google costuma comemorar datas importantes para a humanidade, como aniversários de invenções e personalidades ligadas à cultura e à política, por exemplo, com customizações do logo na página inicial do site de buscas. O primeiro doodle surgiu em 1998, quando os fundadores do Google criaram um logotipo especial para informar aos usuários do site que eles estavam participando do Burning Man, um festival de contracultura realizado anualmente nos Estados Unidos.

O sucesso foi tão grande que hoje a companhia tem uma equipe de designers voltada especialmente para a criação dos logotipos especiais. Já foram criados mais de 300 doodles nos Estados Unidos e mais de 700 para o resto do mundo.

Novas regras para a indústria automobilística querem estimular as montadoras a fabricar veículos melhores e mais baratos. Será que isso realmente vai acontecer?
Amauri Segalla



LINHA DE MONTAGEM

Para a Anfavea, mudanças devem fazer com que os investimentos
da indústria aumentem de R$ 44 bilhões para R$ 60 bilhões

Por mais que a indústria automotiva brasileira tenha se tornado, nos últimos anos, uma das mais robustas do mundo (o País já é o quarto mercado global), é inegável que, para os consumidores, o setor ainda está muito distante do ideal. Dois entraves históricos continuam a incomodar os motoristas: a defasagem tecnológica e os preços elevados. Na quinta-feira 4, o governo anunciou uma série de medidas que, teoricamente, tenta combater esses problemas. Pelas regras do novo regime automotivo nacional, que passa a valer a partir do ano que vem, para obter desconto de até 30 pontos percentuais no IPI (Impostos sobre Produtos Industrializados) as montadoras precisam tornar seus veículos mais eficientes. Só vai obter as vantagens tributárias quem cumprir limites de gasto de combustível por quilômetro e as empresas que destinarem um percentual fixo do faturamento para atividades como pesquisa e capacitação de funcionários. Segundo cálculos da Anfavea, a associação das empresas do setor, até 2015 as mudanças devem fazer com que os investimentos da indústria aumentem dos R$ 44 bilhões previstos para R$ 60 bilhões. “O novo regime ajudará a indústria automobilística a se modernizar”, diz o ministro da Fazenda, Guido Mantega.



NA DIREÇÃO

Presidente da chinesa Chery no Brasil, Luis Curi diz que medidas
estimulam a empresa a aumentar seu investimento no País

O carro que o governo quer incentivar não existe no mercado brasileiro. No quesito consumo de combustível, as metas impostas pelo novo plano estão muito distantes da realidade. Para obter o desconto no IPI, os automóveis precisam rodar 17,26 quilômetros por litro com gasolina ou 11,96 quilômetros por litro com etanol. Em 2012, o modelo mais eficiente na relação performance/consumo é o Fiat Mille Economy, que faz 12,7 quilômetros com um litro de gasolina. Os benefícios fiscais também vão premiar montadores que investirem em segurança. Um dos itens que a medida prevê tornar obrigatório para quem deseja um alívio no IPI é o sistema de controle de estabilidade ESC, que evita capotamentos. Hoje em dia, o ESC é raro em carros que custam menos de R$ 60 mil. O plano ainda prevê facilidades tributárias às montadoras que aumentarem os índices de nacionalização ou que executarem no Brasil pelo menos seis das 12 etapas de produção de um automóvel. Esses últimos dois pontos causam polêmica. No mesmo dia do anúncio do pacote, porta-vozes da União Europeia declararam que as medidas “perpetuam barreiras” e que pretendem protestar na Organização Mundial do Comércio (OMC). Outra chiadeira partiu dos importadores. “O tratamento continua a ser diferenciado para o carro nacional e o importado”, diz Ricardo Strunz, diretor-financeiro da Abeiva, a Associação das Empresas Importadoras.



As montadoras comemoraram as medidas. “O novo regime é positivo, porque cria um desafio para as empresas”, diz Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford Brasil. Segundo ele, o pacote estimula a competitividade. Para alcançar as metas de eficiência impostas pelo governo, as companhias terão que investir e inovar – os que não fizerem isso serão condenados pelo mercado. Quem está chegando também considera positiva a iniciativa do governo. A chinesa Chery constrói, ao custo de US$ 400 milhões, uma fábrica em Jacareí, no interior de São Paulo, com previsão de inauguração para o final de 2013. Presidente da Chrey no Brasil, Luis Curi diz que as mudanças anunciadas na semana passada vão estimular a empresa a aumentar seu investimento no País. “Temos condições de nos preparar para atender a todas as novas regras”, diz Curi, que planeja também a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento no País. Resta saber se os consumidores serão realmente beneficiados com carros melhores e mais baratos.


Os carros que fizerem pelo menos 17,26 quilômetros por litro com gasolina ou 11,96 quilômetros por litro com etanol vão pagar menos impostos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (4) pelo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ao falar sobre o novo regime automotivo. Segundo ele, quem tiver um carro nessas condições, vai economizar R$ 1.150 por ano.

O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) subiu 30 pontos percentuais neste ano. Mas o governo decidiu descontar esses 30 pontos para as indústrias que usarem uma certa quantidade de peças nacionais ou do Mercosul. Agora, foi anunciado um desconto extra de até dois pontos percentuais para quem fizer carros mais econômicos, que gastem menos combustível.

"O desconto de impostos pode passar de 30 pontos percentuais do IPI", disse Pimentel. "Vamos oferecer incentivos para empresas que alcancerem metas de eficiência energética. Alcançada essa meta, a redução de IPI pode chegar a dois pontos percentuais além dos 30." Essa meta deve ser atingida até 2016.

Segundo as novas regras, as montadoras instaladas no Brasil que reduzirem o consumo dos veículos em 11% serão beneficiadas com a redução de 30 pontos percentuais.  Caso a redução chegue a 22%, o IPI será reduzido em mais 2 pontos percentuais.


Isso significa que os carros rodariam com 17,26 quilômetros por litro com gasolina ou 11,96 quilômetros por litro com etanol. Hoje a média de consumo é de 14 quilômetros por litro com gasolina e 9,7 quilômetros por litro com etanol.
O novo regime automotivo ficará em vigor de 2013 a 2017.

O governo fez uma série de reuniões com as montadoras desde abril, quando anunciou uma nova política automotiva para os próximos cinco anos, para regulamentar as metas que devem ser atingidas pelas fabricantes.

Na prática, isso levará a outro objetivo que o governo quer que as montadoras cumpram: a redução da emissão de gases poluentes dos atuais 171 gramas de gás carbônico (CO2) por quilômetro, em média, para cerca de 130 gramas por quilômetro em 2017.

Regra exige mínimo de peças nacionais

O novo regime automotivo também exige que as empresas usem uma quantidade mínima de peças produzidas no Brasil e em países que integram o Mercosul para receber o benefício tributário do IPI.

Nas regras anteriores, a exigência de conteúdo regional é de 65% nos modelos fabricados no Brasil.

Contudo, essa regra leva em conta os gastos administrativos que as montadoras têm na produção e até mesmo gastos com publicidade.

Na nova política automotiva, o cálculo leva em conta apenas os custos ligados diretamente à fabricação do veículo.

Incentivo a pesquisa e inovação

As montadoras também receberão incentivos adicionais se comprovarem que estão investindo mais em pesquisa, inovação da linha de produção e tecnologia.

O governo estipulará ainda cotas de importação para montadoras que tenham planos de investimento de fábricas no Brasil para que elas tenham benefícios tributários até que suas linhas de produção sejam construídas.

Entre as montadoras que aguardam a definição das cotas para decidir sobre a implantação de fábricas no Brasil está a alemã BMW.

Montadoras já cumprem metas semelhantes em outros países

Segunda fontes, que falaram em anonimato, quase todas as metas estipuladas no decreto podem ser atingidas pelas montadoras, porque as empresas --todas elas com operações globais-- já estão sujeitas a metas semelhantes em outras partes do mundo.

"O que a gente está fazendo é colocar o setor automotivo brasileiro em linha com o restante do mundo. Isso dará novo fôlego para as exportações de veículos a partir do Brasil", argumentou uma fonte do governo.

Deve haver troca de motores, segundo consultoria

Segundo o gerente da consultoria Jato Dynamics no Brasil, Milad Kalume Neto, os motores em uso no país atualmente "são extremamente ultrapassados" e, por isso, a nova regra exigirá investimentos na reformulação dos propulsores.

"Num mesmo motor, conseguir 22% de performance energética é bastante coisa. Acho pouco provável que isso possa ser feito sem que tenha uma alteração expressiva do motor", disse Kalume.

"Acredito que vai haver um movimento de troca de motores, por motores com novos materiais e novas tecnologias. Um processo análogo ao que passou a Europa com o 'engine downsizing', em que os motores reduziram sua capacidade volumétrica e passaram a ter maiores ganhos energéticos."

"Vai ser necessário investir em motores", acrescentou, lembrando que montadoras como Toyota, Nissan e General Motors estão investindo em novas fábricas de motores.

(Com informações da Reuters)

Caso é tão estranho que polícia não descarta nenhuma possibilidade
Caso é tão estranho que polícia não descarta nenhuma possibilidade

As autoridades americanas estão investigando a morte de um fazendeiro que foi devorado pelos próprios porcos que criava em seu rancho.

Terry Vance Garner, de 70 anos, foi visto pela última vez na quarta-feira (26), quando saiu de casa para alimentar os porcos, em sua propriedade rural no litoral do Estado do Oregon.

Após o desaparecimento, partes de seu corpo e de sua arcada dentária foram encontradas por um parente.

Um promotor do condado de Coos, onde ocorreu o incidente, disse que um dos porcos já havia sido agressivo contra o fazendeiro. Cada porco pesa cerca de 300 kg.

Segundo a rede de TV local KCBY News, os restos do corpo do fazendeiro estão sendo analisados por um legista da Universidade de Oregon para determinar como ele morreu.

A polícia disse à rede de TV que o caso é tão estranho e inusitado, que a polícia abriu uma investigação criminal - não descartando nenhuma hipótese.

"Até onde sabemos, foi um acidente horrível, mas isso é tão estranho que precisamos considerar todas as possibilidades", disse o promotor Paul Frasier ao jornal The Register Guard.

Os investigadores acreditam que existe grande chance de ele ter sofrido um problema de saúde - por exemplo, um infarto - enquanto estava trabalhando em meio aos porcos.

O 'leilão' de Catarina reflete a ordem moral em que o sexo das mulheres é propriedade masculina

EBORA DINIZ É ANTROPÓLOGA, PROFESSORA DA UNB, PESQUISADORA DA ANIS - INSTITUTO DE BIOÉTICA, DIREITOS HUMANOS E GÊNERO - O Estado de S.Paulo

Um leilão de virgens em território global. Foi nesse cenário que Catarina Migliorini, catarinense de 20 anos, se lançou: o espetáculo de ser uma virgem leiloada para um documentário dirigido por um australiano. Já foram feitos 13 lances, o mais alto de US$ 160 mil, oferecido por Jack Miller, americano ainda desconhecido. Catarina será desvirginada em um voo da Austrália para os EUA, estratégia para burlar leis locais que restringem a prostituição ou o comércio do sexo. O site "procuram-se virgens" lista as regras da penetração: brinquedos eróticos e beijos são proibidos; não pode haver filmagem ou audiência; o tempo mínimo de consumo da virgem será de uma hora. O leilão atiça a curiosidade sobre o filme, cujo enredo está a meio caminho de um documentário, reality show e pornografia.

Alexander é o virgem em leilão. Catarina comprovará sua virgindade por exames ginecológicos, mercadoria mais difícil de ser demonstrada no corpo de Alexander. Por isso a aposta nas imagens e na história de vida do rapaz: um tipo tímido que não olha para a câmera, quem sabe um solitário à procura da proteção de uma mulher madura. Sua virgindade vem sendo pouco cobiçada - o lance mais alto foi de US$ 1.200, oferecido por uma australiana. O diretor tentou não ser óbvio no espetáculo do sexo ao incluir um virgem no enredo, mas a audiência resiste à igualdade na exploração sexual de homens e mulheres: Catarina é a mercadoria em disputa e certamente será a protagonista do filme. Alexander, um coadjuvante. Sua utilidade é aliviar a barra com as feministas críticas do comércio do sexo, caso da jurista americana Catharine MacKinnon, para quem a prostituição e a pornografia são danosas às mulheres.

Não sou uma seguidora de MacKinnon na perseguição à pornografia ou à prostituição - desconfio de sua tese de que homens que veem filmes pornográficos violentos buscam reproduzir suas fantasias no corpo de outras mulheres, ou mesmo que proibir o comércio do sexo protege as mulheres da exploração sexual. Mas há algo de inquietante na disputa por Catarina que ressoa da ordem moral em que o sexo das mulheres é uma propriedade masculina. Afinal, o que querem os homens ao leiloar uma virgem? Reanimar o tabu do sexo. Há mulheres em abundância dispostas, por prazer, dinheiro, ou ambos, a manter relações sexuais com homens. Muitas são virgens. O filme nos transforma em audiência de um jogo que não desafia a moral hegemônica; ao contrário, brinca com suas normas.

Uma prostituta é uma mulher disponível no mercado. Uma virgem é uma mulher à espera de um homem. A prostituta é a mulher da rua; a virgem, a da casa. O filme mistura os papéis, joga com as fantasias sexuais: a virgem é, agora, uma prostituta, a mulher que será penetrada em um espetáculo global, mas que não será visto. A câmera acompanhará o casal até a entrada do avião e a cena de sexo será apenas imaginada, como a que ocorre com as virgens na noite de núpcias. Seremos voyeurs de uma mulher que vende seu sexo como em um filme pornográfico, mas o tom documental da história a manterá na redoma protegida das virgens.

O tabu do sexo perturba não apenas nossa moral, mas o estatuto narrativo dos filmes. Por isso há algo de político nesse documentário. MacKinnon persegue os filmes pornográficos porque considera que as cenas de sexo são reais: uma mulher violada em um filme pornográfico é, de fato, uma mulher violada. Catarina será desvirginada - haverá um antes e um depois em seu corpo, segundo as perícias médicas. Mas ela reclama para si o estatuto profissional de atriz e não de prostituta: é uma atriz que venderá sua imagem e seu hímen para um documentário sobre como o tabu do sexo movimenta mercados e audiências.

História do casal de assaltantes mortos pela polícia em 1934 foi transformada em filme vencedor de 2 Oscars em 1967

As armas usadas pelo notório casal de assaltantes americanos Bonnie Parker e Clyde Barrow vão a leilão neste domingo nos Estados Unidos.


AP
A empresa estima entre US$ 150 mil e US$ 300 mil o valor dos lances pelo revólver


A história de Bonnie e Clyde, que morreram cravejados de balas pela polícia em 1934, foi transformada em 1967 em um filme vencedor de dois Oscars, com Warren Beatty no papel de Clyde e Faye Dunaway no papel de Bonnie.

Os crimes cometidos pela dupla em pleno auge da Grande Depressão os colocou como figuras de destaque no imaginário americano.

As armas do casal serão vendidas como parte de um leilão intitulado American Gangsters, Outlaws and Lawmen (Gangsters Americanos, Foras da Lei e Homens da Lei), realizado pela companhia de leilões RR Auction no Estado de New Hampshire.

A empresa estima entre US$ 150 mil e US$ 300 mil (R$ 300 mil a R$ 600 mil) o valor dos lances pelo revólver Colt Detective Special .38 de Bonnie e pela pistola 1911 Army Colt .45 de Clyde.

O leilão terá também pertences de Al Capone e do detetive Eliot Ness, entre outros nomes conhecidos.

'Tragédia de Shakespeare'
Bonnie Parker e Clyde Barrow ganharam notoriedade por uma série de assaltos a banco e assassinatos até serem mortos pela polícia em uma emboscada em 23 de maio de 1934.

Além das armas que o casal portava, também deverão ser leiloados objetos retirados do carro onde eles foram mortos, como o estojo de maquiagem de Bonnie e um maço de fotos.

O professor aposentado de história E.R. Milner afirma que é clara a razão pela qual o casal ganhou tanta notoriedade.

"Os americanos e, acredito, a maioria das pessoas, adoram amantes... e aqui estavam estes jovens no meio da pior depressão econômica da história do mundo lutando pelo que acreditavam que era certo e amando um ao outro", disse ele à BBC.

"Era quase como uma tragédia de Shakespeare transportada para uma estrada poeirenta da Louisiana", afirmou.

A condição é que as garotas mostrem arrependimento por terem feito uma 'oração punk' para o país se livrar do presidente Vladimir Putin

AE - Agência Estado

MOSCOU - A Igreja Ortodoxa Russa pediu clemência para três integrantes da banda de rock Pussy Riot, desde que elas mostrem arrependimento por terem feito uma "oração punk" para o país se livrar do presidente Vladimir Putin. O pedido foi feito hoje, um dia antes de um tribunal de recursos se reunir para reexaminar a condenação das cantoras.



Misha Japaridze / AP
Integrantes do grupo punk no tribunal

Não havia neste domingo informações sobre se as três integrantes da banda, que haviam sido condenadas a dois anos de prisão no mês passado, vão "mostrar arrependimento", nem indicações sobre se o tribunal reduzirá as penas. Putin sempre relutou em dar a impressão de que se curva a pressões da opinião pública e tem adotado uma linha cada vez mais dura contra dissidentes desde que assumiu seu terceiro mandato como presidente russo, em maio deste ano.


Em seu comunicado, a Igreja Ortodoxa reafirmou sua própria condenação às integrantes da Pussy Riot, dizendo que as ações da banda "não podem deixar de ser punidas". O texto ressalva que se as cantoras mostrarem "penitência e reconsideração de suas ações", isso "não deve passar despercebido".

No começo de setembro, o primeiro-ministro Dmitry Medvedev disse que manter as três integrantes da banda na prisão seria "contraproducente", o que encorajou, entre os ativistas que defendem a democracia e os direitos humanos, a esperança de que o tribunal de recursos colocaria as três cantoras em liberdade. Observadores mais céticos, porém, lembram que o próprio Putin disse, antes do julgamento, que as integrantes da banda não deveriam ser julgadas com muita severidade; isso gerou expectativas, que acabaram não sendo confirmadas, de que elas não seriam condenadas à prisão por "vandalismo provocado por ódio religioso".

Nadezhda Tolokonnikova, de 22 anos, Maria Alekhina, 24, e Yekaterina Samutsevich, 30, foram presas em março depois de um show na Catedral do Cristo Salvador, em Moscou, no qual pediram à Virem Maria que livrasse a Rússia de Vladimir Putin, que seria eleito duas semanas depois para um terceiro mandato como presidente do país. Durante o julgamento, em agosto, elas disseram que estavam protestando contra o apoio da Igreja Ortodoxa a Putin e que não queriam ofender os religiosos.


O julgamento atraiu a atenção internacional e tanto o governo Putin como a Igreja Ortodoxa querem deixar o assunto para trás, para não sofrerem mais danos à sua imagem. A prisão das integrantes da banda passou a simbolizar a intolerância do governo Putin com dissidentes e provocou críticas à Rússia, mobilizando celebridades e músicos como Paul McCartney e Madonna em apoio à Pussy Riot.

Nos últimos meses, ativistas de oposição têm sido presos, revistados e interrogados e o Parlamento russo aprovou uma série de leis draconianas, entre elas uma multiplicação de 150 vezes na multa prevista por participação em manifestações de protesto não autorizadas previamente; outra lei obriga organizações não governamentais que recebam recursos do exterior a registrar-se como "agentes estrangeiros".


Na semana passada, o Parlamento, dominado por partidos favoráveis a Putin, discutiu um projeto de lei que tornaria "ofender sentimentos religiosos" um crime punível com até cinco anos de prisão.


Ações como essa tornaram os amigos, familiares e advogados das integrantes da Pussy Riot mais pessimistas quanto à possibilidade de o tribunal de recursos reduzir as sentenças. A advogada Violetta Volkova disse na sexta-feira, depois de visitar a prisão onde as três cantoras estão sendo mantidas, que tem pouca esperança de uma decisão justa, num país em que os tribunais se curvam ao governo;

"Sempre há pelo menos um mínimo de esperança pelo bom senso, e de que o tribunal atue de acordo com a lei. Mas, tendo em vista a situação política na Rússia, não podemos contar com uma decisão puramente legal", afirmou a advogada.

Stanislav Samutsevich, pai de uma das cantoras presas, disse que também tem poucas esperanças. Para ele, o governo deverá usar o julgamento do pedido de recurso para "de alguma maneira justificar a sentença severa que foi imposta".

Olga Vinogradova, bibliotecária e amiga de infância de uma das integrantes da banda, Maria Alekhina, disse que enviou livros de filosofia para a amiga encarcerada e que tem recebido mensagens dela uma ou duas vezes por semana. Alekhina tem um filho de cinco anos de idade. "Uma coisa que ela escreveu em uma carta é que não poderia pagar um preço mais alto do que uma separação prolongada de sua criança. É o preço mais alto pela liberdade de dizer o que quer", disse Vinogradova. "Ela está assustada com o que está acontecendo agora, com essas novas leis. Acho que ela esperava mais do movimento de protestos", acrescentou. As informações são da Associated Press.


O formato do novo programa de Hebe, porém, ainda não foi anunciado
Foto: Facebook/Reprodução


A direção artística e de programação do SBT acaba de acertar, junto ao empresário Cláudio Pessuti, nesta quinta-feira (27), o retorno de Hebe Camargo à emissora. O formato e a data de estreia do novo programa ainda estão sendo planejados pela direção e pelo empresário da apresentadora.

Na semana passada, a coluna Outro Canal, do jornal Folha de S. Paulo, já havia antecipado a contratação de Hebe. Ela, que se desligou da RedeTV! em 17 de setembro, receberá uma homenagem do SBT, preparada para acontecer na cerimônia do Teleton, em novembro.

Ainda segundo a publicação, existem dois projetos diferentes para o novo programa da apresentadora. Em um deles, o formato seria de uma "noite de gala", com convidados em trajes sociais e cenário de festa. No outro, seria uma espécie de talk-show intimista, gravado na própria casa de Hebe. A segunda opção teria aparecido como uma forma de poupar a saúde da apresentadora, que atualmente está tratando um câncer.

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