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Reprodução/NASA
Vídeo da NASA mostra poeira transportada do deserto do Saara para a floresta amazônica

Um vídeo criado pela NASA mostra que, apesar dos mais de 2.500 quilômetros de distância, o deserto do Saara e a floresta amazônica estão mais ligados do que parece.

A agência espacial americana coletou dados entre 2007 e 2013 que mostram a relação entre o deserto, que ocupa um terço do território africano, e a maior floresta tropical do mundo.

O estudo mostra que cerca de 182 milhões de toneladas de poeira atravessam o oceano Atlântico todos os anos, saindo do Saara para o continente americano. É a primeira vez que a NASA consegue quantificar quanta poeira faz essa viagem.

Do total, 27,7 milhões de toneladas caem na floresta, trazendo diversos nutrientes, como o fósforo.

A região amazônica recebe em média 22 mil toneladas de fósforo, que funciona como um fertilizante e é fundamental para o crescimento das plantas, compensando as perdas desse nutriente durante as chuvas e inundações.

O estudo também mostra que a quantidade de poeira transportada depende das chuvas que ocorrem no Sahel, região ao sul do Saara. Quando as chuvas aumentam, a quantidade de poeira transportada no ano seguinte para a floresta é menor.

A descoberta faz parte de uma pesquisa que visa compreender o papel da poeira e outros agentes no meio ambiente e no clima local e global.

Veja a viagem que a poeira do Saara faz em direção ao continente americano, até depositar seus nutrientes na floresta amazônica, recriada pela NASA em 3D:

CAROLINA DANTAS
DE SÃO PAULO

"Fui fazer o exame para detectar o HIV. Quando eu recebi o resultado, a psicóloga foi falar comigo de um jeito gentil e delicado. Eu disse: 'Tudo bem, moça, ainda bem, até que enfim, depois de tantos anos. Agora eu tenho a certeza. Agora eu estou livre'." É dessa maneira que o paulistano J.D., 35, explica à são paulo como recebeu a notícia de que tinha contraído o vírus HIV. Ele escolheu ter a doença.

O caixa de supermercado, que pede que seja identificado apenas pelo apelido SóBare, faz parte de um grupo que preocupa o Ministério da Saúde, o dos que contraem o vírus HIV por opção.

No final de 2014, o ministério criou uma comissão para discutir a vulnerabilidade dos homossexuais e, também, os casos de infectados por escolha. Os profissionais vão analisar as implicações dessa prática e o quanto ela está disseminada no Brasil. Em nota, o ministério afirma que "é contra a prática do 'barebacking' (...). Não cabe ao ministério punir ou julgar civilmente quem pratica ou coopta pessoas para a disseminação da prática".

O apelido SóBare vem da expressão em inglês "bareback", usada para a prática do sexo sem camisinha. Ele diz que desde que contraiu o vírus, há três anos, só mantém relações sem a "capa", como chama os preservativos.

A prática "bare" é antiga. É conhecida desde a década de 1980, com mais casos nos Estados Unidos. No Brasil, a maior parte dos participantes é do sexo masculino, homossexuais, que tem o interesse em fazer sexo grupal. Alguns deles estão em grupos apenas pelo risco: têm relações com várias pessoas e são informados que algum deles é portador do vírus, mas não sabem exatamente quem, por isso a prática também é conhecida como roleta-russa do sexo.

Em São Paulo, SóBare conta que já organizou duas festas para a disseminação do vírus em casa. "O largo do Arouche é o ponto de encontro para quem quer se infectar." Segundo ele, alguns dos participantes tatuam o símbolo de perigo biológico. Uma forma de serem reconhecidos entre os pares.

Reprodução


Símbolo do perigo biológico, tatuado por alguns participantes

SóBare afirma que tomou a decisão de contrair o vírus para garantir liberdade sexual e é assim com todos os conhecidos que participam das festas do HIV. Antes das relações, SóBare avisa que é portador e diz que não faz sexo com proteção. "Se negocio com 20 pessoas, apenas cinco aceitam", conta.

"Quando tomei a decisão, me tornei um caçador do vírus. Tem pessoas que passam dez anos tentando [contrair o vírus]. Eu fiquei aproximadamente cinco anos. Era um desejo. Eu odeio ter qualquer tipo de dúvida, eu gosto de ter a certeza em tudo na minha vida. Queria chegar para o meu parceiro e poder dizer com certeza: eu tenho o vírus."

De acordo com SóBare, os "negativos" -jovens que ainda não contraíram o vírus- que decidem ser portadores podem entrar em contato com os "positivos" e se encontrar para sexo sem camisinha. Esses rituais são chamados de "batismo" ou "conversão", geralmente marcados por sites camuflados na internet. Ele já teve um perfil no Facebook para conseguir organizar as festas, mas foi bloqueado após uma denúncia feita para a rede social.

"Eu fiz a minha conversão em uma noite. Marquei em um motel e encontrei outros homens, convidei muita gente mesmo, umas cem pessoas portadoras, para conseguir finalmente contrair o vírus."

A cada seis meses, enquanto praticava o sexo sem camisinha com diferentes homens infectados, SóBare ia ao médico para checar se tinha conseguido ficar "positivo".

AS CONSEQUÊNCIAS

SóBare diz ter conversado com outros portadores do vírus e consultado infectologistas muito tempo antes de tomar a decisão. "Foi aí que descobri que essas pessoas têm uma vida normal". Ele explica que, depois que começou a se medicar com o coquetel distribuído pelo governo federal, não sentiu nenhum efeito colateral.

Artur Timerman, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, afirma que tem percebido, em consultório, um aumento dos relatos da prática. Timerman estuda os vírus e os tratamentos contra o HIV desde 1981.

"Esses jovens que estão escolhendo ter HIV, com o perdão da palavra, são 'imbecis com iniciativa'. Esse mito de que não existe mais efeito colateral é uma falácia sem tamanho", diz Timerman. Segundo ele, nenhum medicamento que precisa ser utilizado por anos é livre de efeitos colaterais.

"O paciente com HIV vai precisar tomar remédios para o resto da vida. As consequências, geralmente, são alteração dos ossos e problemas renais", explica.

Outro mito que circula entre os jovens é de que, para contrair o vírus, é preciso estar com a imunidade baixa. De acordo com o médico, essa informação também é falsa.

"Esses argumentos falsos estão ajudando a aumentar o número de pessoas infectadas no Brasil. Mesmo que o remédio não tivesse efeito colateral, o governo brasileiro não vai ter força financeira para bancar coquetel para todo mundo", completa.

Menos de 20% dos infectados com o vírus sentem os efeitos da doença nos primeiros anos após a contração do vírus. A maior parte das pessoas sentirá os sintomas apenas seis ou sete anos depois. De 2006 a 2014, de acordo com dados do Ministério da Saúde, houve um aumento de casos de HIV em cerca de 50% para jovens entre 15 e 24 anos.

O médico Esper Kallas, professor da Universidade de São Paulo e estudioso de infecções por HIV, realiza cerca de dois ou três diagnósticos por semana em seu consultório. Ele avalia que há, realmente, mais facilidade para o tratamento da doença, mas que ainda existem riscos.

"É preciso ter disciplina com o medicamento. Caso haja um descuido, o vírus pode se tornar mais forte e será necessário buscar novos remédios. De qualquer maneira, acredito que este grupo de homens que escolhe contrair o vírus ainda seja isolado, não algo disseminado. A maior parte das pessoas que recebo no consultório contraíram o vírus por descuido no momento de fazer sexo", diz Kallas.

Getty Images
Taylor Swift: disco "1989" vendeu 1,2 milhões de cópias em sua primeira semana nos EUA

Da AFP

Taylor Swift, a rainha do country convertida em nova diva do pop, foi oficialmente coroada nesta segunda-feira como a cantora com mais vendas de 2014 - seguida da banda juvenil One Direction e do cantor Ed Sheeran. 

A Federação Internacional da Indústria Fonográfica, a IFPI, disse que Swift foi a artista mais popular do mundo em 2014 se forem contabilizadas as vendas de discos físicos, os downloads e o streaming. 

A cantora dominou as paradas de sucesso no final do ano passado nos Estados Unidos, mas segundo o IFPI também o fez em grandes mercados como Alemanha, Japão e Grã-Bretanha. 

Sem especificar país por país nem números exatos, o grupo contabilizou ao elaborar seu ranking as vendas na América Latina, onde a faixa "Shake It Off" do álbum "1989" também causou frisson. 

O IFPI disse ainda que o enorme sucesso do tema do filme da Disney "Frozen" poderia ter superado o de Swift, mas não incluiu "Let It Go" em sua classificação porque a lista leva em conta artistas individuais. 

A banda britânica One Direction, que liderou esta lista em 2013, ficou em segundo lugar, seguida pelo cantor e compositor britânico Ed Sheeran e as bandas Coldplay e AC/DC. 

Michael Jackson aparece em sexto lugar, apesar do rei do pop ter morrido em 2009. 

O disco "1989" de Swift vendeu no ano passado 1,2 milhões de cópias em sua primeira semana nos Estados Unidos. 

É o maior sucesso de vendas desde o lançamento de "The Eminem Show", do rapper Eminem, em 2002 - ainda levando em conta que, à época, os números gerais de vendas eram muito mais altos que agora, quando a pirataria rouba boa parte do show.

Divulgação

Envolvidos no experimento haviam sofrido lesão grave no plexo braquial, um emaranhado de nervos que conecta a medula espinhal à mão, e passado por cirurgias sem sucesso

Gabriel Garcia, de INFO Online

       Três pacientes com graves lesões nos nervos do braço tiveram suas mãos amputadas e substituídas por próteses controladas por ondas cerebrais.

O procedimento, realizado por pesquisadores da Universidade Médica de Viena, na Áustria, e publicado na revista cientifica The Lancet, é chamado de "reconstrução biônica" pelo médico líder da equipe responsável, o Dr. Oskar Aszmann.

Cada um dos pacientes envolvidos no experimento havia sofrido uma lesão grave no plexo braquial, um emaranhado de nervos que conecta a medula espinhal à mão. Os pacientes já tinham passado por cirurgias que tentaram reparar suas respectivas lesões, sem sucesso.

Antes serem expostos ao procedimento do Dr. Aszmann, os pacientes passaram por uma espécie de "treinamento" de seus organismos e cérebros.

Inicialmente, uma parte do músculo da perna foi enxertada no braço, de forma que o pequeno sinal emitido pelos poucos nervos restantes fosse “amplificado”. Então, os médicos esperaram três meses para que os nervos crescessem nos músculos enxertados.

Os pacientes começaram a treinar o controle desse novo músculo, primeiro usando uma faixa em volta do braço para detectar a atividade cerebral e então usando esse sinal para controlar uma espécie de braço virtual.

Quando os médicos consideraram que os pacientes já estavam prontos para receber a prótese, eles realizaram o procedimento de amputação e implantação da mão biônica.

O procedimento foi bem sucedido, como mostra o vídeo divulgado pela equipe do hospital de Viena. Na gravação, os pacientes conseguem pegar uma bola, servir água de uma jarra e fechar um zíper.

Esta é a primeira vez que pacientes escolheram ter suas mãos amputadas para receberem um membro biônico. Isso facilita o trabalho dos médicos, que conseguiram ganhar tempo para escolher onde realizar o procedimento, ao contrário de pacientes que já chegam ao centro cirúrgico com a mão amputada.

O próximo passo da equipe de Aszmann é gerar nas mãos o senso de tato, algo muito mais complicado. Transmitir sinais elétricos aos nervos responsáveis pelos sentidos é um problema muito mais complexo do que movimentar a mão.

Assista ao vídeo com o resultado do procedimento, publicado pela revista New Scientist:

NASA/CXC/M.Weiss
O buraco negro de grande massa está localizado no coração de um corpo celeste de pequeno diâmetro e grande luminosidade que emite grandes quantidades de radiação

Da EFE

Londres - Um grupo de cientistas descobriu um buraco negro com uma massa aproximadamente 12 bilhões de vezes maior que a do Sol, segundo publicou nesta quarta-feira a revista britânica "Nature".

O buraco negro de grande massa está localizado no coração de um quasar ultraluminoso, um corpo celeste de pequeno diâmetro e grande luminosidade que emite grandes quantidades de radiação.

Após analisar a descoberta, o grupo de astrônomos considera que o buraco negro se originou a cerca de 900 milhões de anos depois do Big Bang, algo que consideraram "particularmente surpreendente".

A descoberta e o estudo posterior foram realizados por uma equipe de astrônomos da universidade de Pequim e coordenado por Xue-Bing Wu, professor do departamento de astronomia dessa universidade.

Xue-Bing Wu e sua equipe realizaram um acompanhamento do quasar utilizando dados de projetos de inspeção e estudos como o SDSS (exploração Digital do Espaço Sloan) e o 2MASS (Reconhecimento em dois micrometros do céu completo).

Além disso, os astrônomos também utilizaram dados do estudo da Nasa Wide-Field Infrared Survey Explorer (WISE), um projeto que lançou um telescópio espacial em 2009 para estudar a radiação infravermelha.

O astrônomo do Max Planck Institute for Astronomy Bram Venemans reagiu em artigo da "Nature" à descoberta e afirmou que "descobrir buracos negros pertencentes ao início dos tempos cósmicos é algo estranho".

Apesar da rareza desta descoberta, Venemans especificou que "a tecnologia atual e futura dará a possibilidade da ciência conhecer as características do universo durante as primeiras centenas de milhões de anos depois do Big Bang".

Segundo a cosmologia atual, a origem do universo se remonta à grande explosão de um ponto de densidade infinita que gerou a matéria, o espaço e o tempo.

Montagem de EXAME.com com foto de divulgação da Apple
Emojis: 300 novos símbolos serão acrescentados ao iPhone, ao iPad e ao Mac


Reprodução
iOS 8.3: entre os novos emojis, há diversas opções de tons de pele


A Apple está adicionando, ao iPhone, ao iPad e ao Mac, novos emojis que representem pessoas de etnias variadas, como negros e asiáticos. É um louvável reconhecimento da diversidade dos seres humanos. Mas alguns veem racismo nisso.

Comentários negativos sobre os emojis têm sido feitos principalmente por asiáticos. Há seis opções de tons de pele nos novos ícones da Apple. Uma dessas cores, amarela, foi interpretada por alguns como correspondente à pele dos orientais. E houve quem achasse o tom amarelo demais.

No Twitter, o usuário Kray Kray escreve: “O tom de pele asiático nos novos emojis da Apple é amarelo intenso. Isso parece mais racista do que pró-diversidade racial.”


Também no Twitter, a usuária Yurie Kwon diz, ao comentar uma notícia do site Mashable: “A Apple está liberando novos emojis com diversidade racial. Mas não estou certa sobre como me sinto sobre aquele emoji asiático ultra-amarelo.” 


Os ícones, na verdade, seguem as recomendações do consórcio Unicode, que estabelece padrões para letras, números, símbolos e outros caracteres em meios digitais. Isso foi apontado por várias pessoas em comentários no Twitter.

A documentação do Unicode explica que, com exceção do amarelo, as cores dos emojis que representam pessoas vêm da escala de tons de pele criada em 1975 pelo dermatologista Thomas Fitzpatrick, da Escola de Medicina de Harvard.

Já o amarelo é a cor indicada para aquele emoji sorridente básico, o smiley. Essa cor é usada desde os anos 60, quando Harvey Ball, desenhista de uma empresa de seguros americana, criou o smiley.

Então, pode até ser que a Apple mude a cor do ícone se houver muita pressão. Mas não parece haver racismo nela.

Bandeira brasileira e Siri em português

A nova coleção de emojis da Apple traz 300 novos símbolos, incluindo mais bandeiras, como a brasileira. Esses novos ícones apareceram primeiro na versão 8.3 do sistema iOS, usado no iPhone e no iPad.

No teclado do iOS 8.3, basta manter o dedo sobre um dos emojis para ver as diversas opções de tom de pele, da mesma maneira que se acentua uma letra.

Outra novidade do iOS 8.3 é que, nele, a assistente falante Siri vai finalmente passar a entender português, além de seis outros idiomas.

Essa edição do iOS ainda está em fase final de desenvolvimento. Deve demorar algumas semanas até ela ser liberada para os usuários. Os mesmos símbolos serão acrescentados à próxima geração do sistema OS X, do Mac. Versões de teste dos dois sistemas foram liberadas para desenvolvedores de aplicativos nesta semana.

Uma dica: se você tem um iPhone ou iPad e não vê emojis no teclado, pode ativar esse recurso no app Ajustes. Para isso, abra o app e toque em Geral > Teclados > Teclados > Adicionar novo Teclado. Selecione, então, a opção Emoji.

(Foto: Reprodução)

Após o Ministério da Justiça cobrar explicações das operadoras sobre a atitude de cortar a internet ao término da franquia em vez de reduzir a velocidade da conexão, como vinham fazendo, chegou a vez de o Procon se manifestar. 

A unidade do órgão no Rio de Janeiro entrou com uma ação na Justiça contra Claro, Oi, Tim e Vivo pedindo uma liminar que garanta o acesso à rede com velocidade reduzida. 

O Procon tomou a iniciativa, segundo a Folha de S.Paulo, por entender que as operadoras alteraram os acordos que mantêm com os clientes de forma unilateral, o que vai contra determinações da Constituição e do Código de Defesa do Consumidor. 

As operadoras só poderiam efetuar a migração para o novo modelo ao término dos contratos atuais. Caso descumpram o pedido, o Procon pede que seja aplicada multa diária de R$ 50 mil. 

Claro, Tim e Vivo disseram à Folha que não foram notificadas sobre a ação, enquanto a Oi respondeu à reportagem que não comenta casos judiciais em andamento.

Diário de Pernambuco

Boy band norte-americana apresenta repertório de sucessos como "I Want it that way" 
Backstreet Boys durante apresentação no Recife em 2011. Crédito: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Os fãs da boy band Backstreet Boys já podem se preparar para matar a saudade do grupo. Segundo a agenda oficial, eles estão com turnê pela América do Sul, o que inclui uma passagem pelo Brasil, em junho deste ano. O show será realizado no dia 6, no Chevrolet Hall (Salgadinho). A banda passa ainda por Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Informações sobre ingressos serão divulgadas nos próximos dias.

Grande sucesso no início dos anos 2000, o grupo desembarca no Brasil para divulgar o novo trabalho, In a world like this. A última vez que o quinteto se apresentou no Brasil, foi em 2011, passando por cinco cidades, inclusive, Olinda. No repertório, não devem faltar sucessos como I want it that way.

Confira o Video I want it that way: 

FELIPE PATURY 
Texto do mandato que exige que se tire o Whatsapp do ar (Foto: Reprodução)

Uma decisão judicial pode tirar o Whatsapp do ar em todo o país. O juiz Luiz Moura Correia, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina (PI), determinou que uma empresa de telefonia "suspenda temporariamente até o cumprimento da ordem judicial (...), em todo território nacional, em caráter de urgência no prazo de 24 horas após o recebimento, o acesso através dos serviços da empresa aos domínios whatsapp.net e whatsapp.com, bem como todos os seus subdomínios e todos os outros domínios que contenham whatsapp.net e whatsapp.com em seus nomes e ainda todos números de IP (Internet Protocol) vinculados aos domínios já acima citados". A decisão do juiz Luiz Moura Correia é ainda mais ampla. Ele diz que a empresa de telefonia deve "garantir a suspensão do tráfego de informações de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros de dados pessoais ou de comunicações entre usuários do serviço e servidores da aplicação de trocada de mensagens multi-plataforma denomidada Whatsapp, em que pelo menos um desses atos ocorra em território nacional". O processo corre em segredo de Justiça. A empresa de telefonia luta para cassar a decisão, tomada pelo juiz Luiz Moura Correia em 11 de fevereiro, antes de ser obrigada a cumpri-la. A empresa de telefonia foi comunicada da decisão de Moura Correia em 19 de fevereiro por meio de um ofício do delegado Éverton Ferreira de Almeida Férrer, do Núcleo de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí.


O Brasil é um país extremamente violento -- que mata mais do que regiões em guerra -- e vive um quadro de crise da segurança pública que se agravou nos últimos anos. Essas foram as conclusões da ONG Anistia Internacional sobre a situação dos direitos humanos no país. 

A entidade lançou um relatório sobre os direitos humanos em todo o mundo, incluindo o Brasil. Segundo o documento, os casos de violência no país foram marcantes nos últimos dois anos, e já está mais do que na hora de o poder público tomar uma atitude. 

Veja, a seguir, dez violações dos direitos humanos que chamaram a atenção da Anistia Internacional: 

1 – Número de mortes
Segundo a Anistia Internacional, o Brasil tem cerca de 56 mil vítimas de homicídio por ano. “O Brasil é um dos países onde mais se mata no mundo. Convivemos com números de homicídios que superam situações onde existem conflitos armados e guerras. Isso é inadmissível”, afirma Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, em material enviado à imprensa. 

2 – Repressão a protestos
Um dos destaques do capítulo brasileiro no relatório foram os protestos que tomaram as ruas antes da Copa do Mundo. Segundo a entidade, muitos manifestantes foram detidos de forma arbitrária pela polícia. 

Houve ainda casos de agressão a jornalistas que cobriam as manifestações. Para a Anistia Internacional, isso mostra que nossas polícias ainda não estão preparadas para assegurar os direitos à liberdade de expressão e à manifestação pacífica. 

3 – Violência policial
Para a ONG, a lógica militarizada das polícias brasileiras contribui para manter os elevados índices de mortes violentas. “‘Bandido bom é bandido morto’ é uma filosofia em que todos saem perdendo. Perde o Estado, que coloca a vida de seus agentes de segurança em risco e abre mão de enfrentar o crime com inteligência; e perde a sociedade, brutalizada e acuada pelo medo da violência”, afirma Roque no documento. 

O relatório cita diversos casos de mortes supostamente causadas por policiais. Um deles é o de Claudia Silva Ferreira, baleada por policiais durante uma troca de tiros no Morro da Congonha, no Rio de Janeiro. Quando estava sendo levada ao hospital, na traseira do carro da polícia, Claudia caiu do veículo e foi arrastada por uma distância de 350 metros. 

4 – Condições prisionais
Outro destaque do relatório foram as condições dos presídios. “Superlotação extrema, condições degradantes, tortura e violência continuaram sendo problemas endêmicos nas prisões brasileiras”, diz o documento. 

A Anistia Internacional lembrou o caso do presídio de Pedrinhas, no Maranhão. Em 2013, 60 detentos foram mortos na unidade. No início de 2014, o país ficou chocado com as notícias de presos torturados e decapitados. 

5 – Tortura e maus-tratos
A entidade registrou ainda diversas denúncias de tortura e maus-tratos. O relatório destaca o caso do pedreiro Amarildo de Souza, que foi detido pela polícia no Rio de Janeiro e desapareceu. “Enquanto estava em custódia da Unidade de Polícia Pacificadora local, ele foi torturado até a morte”, diz o documento. 

6 – Impunidade dos crimes da ditadura
A entidade destacou a importância do relatório final da Comissão Nacional da Verdade sobre os crimes praticados pelo regime militar. No entanto, a ONG criticou a Lei de Anistia que, na sua visão, garante a impunidade dos crimes cometidos durante o regime de 1964. 

“Promotores públicos federais que buscavam levar os perpetradores desses crimes à Justiça condenaram a Lei da Anistia como sendo incompatível com os tratados internacionais de direitos humanos. Até o momento, os juízes têm rejeitado esses argumentos”, diz o documento. 

7 – Direitos dos povos indígenas 
O relatório também analisou os conflitos por terra envolvendo povos indígenas e comunidades quilombolas. Segundo o relatório, 34 pessoas foram mortas em conflitos por terra em 2013. O texto cita o caso dos índios guarani-kaiowá no Mato Grosso do Sul, que aguardam demarcação de terras desde 2007. Também fala sobre a PEC 215, que pretende transferir para o Legislativo a responsabilidade pela demarcação de terras indígenas. 

8 – Direitos LGBT
Segundo o relatório, apesar de o Poder Judiciário ter autorizado o casamento entre pessoas do mesmo sexo, os homossexuais ainda são vítimas de preconceito e crimes de ódio no Brasil. 

“Lideranças políticas e religiosas continuaram a fazer frequentes declarações homofóbicas”, diz o texto. Segundo a ONG Grupo Gay da Bahia, 312 pessoas foram mortas em crimes de homofóbicos em 2013. 

9 – Criminalização do aborto
A ONG internacional destaca também a questão da criminalização do aborto. “O direito brasileiro permite o aborto em casos de estupro, ameaça à vida da mulher e fetos anencéfalos. Esse conjunto limitado de possibilidades fez com que muitas mulheres recorressem a abortos clandestinos e inseguros”, diz o texto. 

10 – Comércio de armas
Outro ponto destacado é a falta de transparência nas informações sobre exportação de armas brasileiras. Não se sabe, por exemplo, “se armas são exportadas para países onde estão ocorrendo violações de direitos humanos em grande escala”. O texto ressalta que o Brasil assinou, em 2013, o Tratado sobre o Comércio de Armas. No entanto, até o final de 2014 o documento não havia sido ratificado.

AFP/BBC
DA BBC BRASIL

Uma noiva indiana se casou com um convidado do seu próprio casamento depois que o ex-futuro marido teve um ataque epilético no altar e desmaiou.

Segundo o jornal "The Times of India", o noivo, Jugal Kishore, 25, não havia revelado ser epilético à noiva, Indira, 23, e à família dela. Ele caiu em frente aos convidados quando se aproximava dela.

Enquanto Kishore era levado ao hospital, Indira, furiosa, decidiu trocar de marido. Pediu a um homem da família do cunhado, que era convidado da cerimônia, que se casasse com ela. O convidado concordou.

Segundo o jornal, a recusa da noiva em se casar com o pretendente inicial indignou outros presentes na cerimônia, que arremessaram talheres e pratos para forçá-la a rever a decisão.

O incidente ocorreu na cidade de Rampur, no Estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia.

Ao retornar do hospital, Kishore pediu a Indira que mudasse de ideia, argumentando que seria alvo de chacota de amigos e parentes se voltasse para casa sem a noiva, mas ela se recusou.

Um porta-voz da polícia local, Ram Khiladi Solanki, disse à BBC que Kishore e sua família fizeram boletim de ocorrência.

"Mas, levando em conta que a noiva está casada agora, o que se pode fazer? Então as famílias resolveram a questão e retiraram o caso da polícia", disse.


Caderno

       Na volta às aulas, um dos melhores momentos é o de comprar material escolar.

Cadernos acompanham alunos durante todo o ano letivo. Como diria a música de Toquinho, "sou eu que vou seguir você do primeiro rabisco até o be-a-bá".

Mas como se faz um caderno? Exame.com foi até a fábrica da Tilibra, em Bauru, interior de São Paulo, para descobrir.

Confira nas imagens a fabricação de um caderno da Tilibra.


Criação


Todos os cadernos da Tilibra começam aqui, no Departamento de Arte. Cada equipe cuida de uma marca ou categoria.

A empresa de papelaria tem algumas marcas próprias, como a Jolie e a Mais+.

O departamento tem cerca de 70 funcionários, que montam o caderno antes mesmo dele ser impresso.



Licenças

A Tilibra também tem diversas linhas licenciadas, como a Disney, Marvel, times de futebol, Simpsons e Capricho.

A arte destes produtos também precisa passar pela aprovação da empresa que detém os direitos de imagem.

Na foto, a designer está trabalhando em uma linha de cadernos da Minnie.



Arte final

Depois da criação da arte, o produto vai para a arte-finalização. Aqui, o designer checa se as cores do caderno Mais+ estão adequadas, insere código de barras, informações técnicas e onde estará a espiral.

Ele monta a chapa que será impressa, com 6 a 8 páginas.

Aqui, também é feito o teste de cor. O designer separa a imagem em quatro cores, ciano, magenta, amarelo e preto (a famosa escala CMYK), para ver se as cores estão corretas e alinhadas.

A impressora deste departamento simula a operação que acontece na fábrica. A chapa sai praticamente idêntica: as cores têm 95% de precisão.



Revisão

Depois que a chapa teste é impressa, as imagens passam pela revisão. Tudo é checado: alinhamento, padronização, cores e até o texto.

Em agendas, que podem ter textos diferentes em cada página, essa etapa é bem mais demorada. A equipe faz de tudo para não deixar passar nenhum erro de digitação, concordância ou gramatical.

Para a volta às aulas de 2015, a criação começou um ano antes.



Matéria prima

A matéria-prima do caderno, como não poderia deixar de ser, é o papel.

Para o miolo – as páginas – a fábrica da Tilibra usa bobinas de 1,05m de diâmetro e 1274 quilos.

Para os outros elementos do caderno, como divisórias e bolsas de papel, o material vem cortado em folhas, como mostra a foto.



Espiral

O arame, que se tornará a espiral do caderno, também fica reservado neste centro de distribuição. Existem diversas opções de cores e de acabamentos, como preto, dourado ou colorido.



Linhas

O miolo, ou seja, as páginas do caderno Tilibra, é impresso na máquina de pautação.

A máquina consegue imprimir impressionantes 500 metros de páginas por minuto. Se funcionasse sem parar por um ano, as folhas dariam 41 voltas no planeta Terra.



Pauta

A bobina de papel recebe as cores azul e vermelho para formar as linhas. As folhas já são cortadas em grupos de 10.



Divisória

Já nessa etapa, os cadernos Tilibra recebem as divisórias. São folhas com uma gramatura um pouco maior que separam os blocos de páginas.



Guilhotina

As páginas e suas divisórias vão para a guilhotina. De um bloco de 10, folhas individuais são cortadas.

O corte é semiautomático e a máquina precisa da ajuda de um funcionário para que as folhas não se desarrumem.



Impressão

Para a capa e contracapa, a fábrica da Tilibra usa outro conjunto de impressoras.

Esse método chama-se off set. Essa máquina pode receber até 5 tintas, mais o verniz que deixa as folhas tão brilhantes.

As quatro cores normalmente são o ciano, magenta, amarelo e preto (a escala CMYK), e ainda existe a possibilidade de incluir uma tinta especial, como neon.

São 15 mil folhas impressas por hora.



Capa

Aqui está a capa do caderno da linha Mais+, impressa na off set.



Dobradura

Para montar capa, contracapa e guarda (a folha protetora que fica na parte interna da capa), cada componente recebe uma camada de cola.

Depois, a máquina pressiona a folha impressa e papelão. Com uma dobradura, une as duas partes.



Quase prontas

Nesta imagem, as capas e contracapas do caderno Mais + da Tilibra estão quase prontas.

Elas ainda irão passar pela guilhotina, que as cortará no meio.



Hot stamp
Alguns cadernos recebem ainda um toque especial.

O hot stamp é uma técnica para imprimir detalhes metálicos nas folhas. Aqui, o caderno da Minnie recebe corações dourados.

A impressão é feita com uma chapa quente que faz o decalque do material na página, daí o nome hot stamp.



Montagem

Depois que todos os componentes do caderno estão prontos, chegou a hora de montá-los.

O funcionário separa a quantidade certa de folhas que irão no caderno. Como as divisórias são um pouco mais grossas que as páginas comuns, ele consegue separar os blocos com a sensibilidade na ponta do dedo.



Partes

A primeira parte da montagem é a contracapa. Aqui, está sendo produzido um caderno da linha da Betty Boop.

Depois, a segunda parte é o bolso de papel – perfeito para guardar bilhetinhos e outros recados.



Encapados

A última parte a entrar no conjunto é a capa. Cada linha de cadernos tem, no mínimo, quatro capas diferentes.



Furos

Depois que os cadernos foram montados, cada folha é perfurada, ainda na mesma máquina.



Espiral

Por fim, chega a espiral. O arame é enrolado na própria máquina, que também dobra as pontinhas para que nada se solte.

Essa linha de montagem da Tilibra consegue montar 18 cadernos por minuto.



Conjunto

Quatro cadernos, com diferentes capas, são empilhados e embalados em um plástico termo encolhível.

O filme se ajusta aos cadernos ao passar por um forno de 129°C.



Embalagem
Um funcionário verifica os conjuntos de cadernos e faz um controle de qualidade antes de colocá-los em caixas.



Tilibra palets

Aqui estão os cadernos, em caixas e preparados para a paletização, para depois serem distribuídos.

Logo, estarão nas salas de aula e escritórios de todo o país.

Divulgação
O professor Cyril Bouquet, do IMD, escola de negócios suíçaI, sugere que os profissionais pensem como aliens, para encontrar soluções inovadoras

Dalen Jacomino, da VOCÊ S/A

Ponto cego é a área da retina que não possui células fotorreceptoras. Sem elas, a imagem projetada pelo cristalino (lente do olho) não é registrada pelo sistema nervoso e passa despercebida. 

Ou seja: não vemos o que está bem à frente. Os pontos cegos podem surgir, também, na carreira. É a teoria de Cyril Bouquet, professor do IMD, escola de negócios suíça. Segundo ele, os profissionais não enxergam fatos que podem arruiná-los. “O problema dos pontos cegos é que são, por definição, algo que não vemos”, diz Cyril. 

Em geral, o defeito é evidente para todos, exceto para quem o tem. Como lidar com algo que você ignora? A solução: pense como um ET. Cyril sugere que os profissionais olhem sua carreira de ângulos improváveis, como se fossem marcianos chegando à Terra. Assim, é possível avaliar hipóteses nunca consideradas. 

Cyril usa as letras da palavra “alien” para designar atitudes usadas para resolver a ignorância sobre o ponto fraco: “A” significa ser um antropólogo; “L”, “lateral thinker”, algo como pensador lateral; “I”, imaginador; “E”, experimentador; e “N”, navegador. Cyril está escrevendo um livro sobre o tema com os professores Theodore Peridis e Michael Wade, também do IMD. 

Só evite pensar como um alien em tempo integral: agir como um observador externo toda hora cansa e atrapalha a produtividade. O ideal é fazer isso quando precisar achar uma resposta diferente para um problema. 


Seja um alien para... assumir um novo cargo 


Quando um profissional chega a um novo cargo, seja por promoção, seja por mudança de empresa, precisa se adaptar. Essa é a hora de se tornar antropólogo. 

Não basta ouvir, racionalmente, colegas, chefes e clientes. É necessário entender como aquelas pessoas (e aquele mercado) se comportam. Observe as atitudes alheias. 

Note quem almoça com quem, quem funciona melhor em conversas por e-mail, quem precisa de feedback constante. Um antropólogo estuda as interações humanas e sociais para entender como os grupos agem. 

Ao adotar esse olhar, o profissional vai saber como deve interagir com as pessoas da forma mais produtiva e cordial possível. 


Seja um alien para... fugir da estagnação 


Quem se sente estagnado na carreira geralmente tem dificuldade em imaginar como poderia se desenvolver por ficar preso a conselhos do chefe, dos colegas ou às preocupações do marido ou da esposa.

Dita Alangkara/AP
Brasileiro Rodrigo Gularte está entre os que serão executados neste mês, depois que os pedidos de clemência do governo brasileiro tenham sido rechaçados pela Indonésia

Da EFE

Bangcoc - O presidente da Indonésia, Joko Widodo, defendeu nesta terça-feira o direito de seu governo utilizar a pena de morte e assegurou que serão realizadas as execuções previstas de 11 réus, sete deles estrangeiros, informou imprensa local. 

O brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte está entre os que serão executados neste mês, depois que os pedidos de clemência do governo brasileiro tenham sido rechaçados por Widodo, que também desprezou pedidos da Austrália e França para seus cidadãos. 

"Ninguém deveria intervir na execução da pena capital porque é nossa soberania legal, nossa soberania política", disse Widodo, segundo o jornal "Jakarta Post", 

Widodo fez estas declarações ao defender sua decisão de retirar o representante indonésio no Brasil, Toto Riyanto, depois que a presidente brasileira, Dilma Rousseff, se negou a receber suas cartas credenciais como embaixador. 

A Indonésia ameaçou revisar seus compromissos bilaterais, inclusive a compra de equipamento militar, devido ao conflito diplomático que começou em janeiro depois que o país asiático executou outro brasileiro, Marco Archer Cardoso Moreira. 

Esta rodada de execuções também deteriorou as relações entre Indonésia e Austrália, cujo primeiro-ministro, Tony Abbott, pediu clemência para dois australianos após lembrar a ajuda prestada por Canberra ao país asiático após o tsunami de 2004. 

"Durante o tsunami recebemos ajuda humanitária de 56 países, incluída a Austrália. Se não for considerada ajuda humanitária, a devolveremos", disse o vice-presidente indonésio, Jusuf Kalla, segundo o "Jakarta Globe". 

A data das execuções, que estavam previstas para este mês, ainda não foi fixada e será anunciada com 72 horas de antecedência.

Spencer Platt/AFP
Jovens fumando: o estudo mostrou também que os fumantes têm um risco três vezes maior de morte prematura

Fábio de Castro, do Estadão Conteúdo

Um amplo estudo com mais de 200 mil pessoas confirmou que dois a cada três fumantes morrerão de doenças relacionadas ao cigarro, caso continuem fumando. 

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália, é a primeira evidência científica independente - isto é, não ligada a associações militantes -, com uma amostra populacional tão grande, a fornecer evidências de que a taxa de mortalidade ligada ao tabagismo chega a dois terços. O estudo foi publicado na revista científica BMC Medicine. 

"Já sabíamos que fumar é ruim, mas agora temos uma prova direta e independente que confirma as preocupantes descobertas que têm surgido internacionalmente, disse a coordenadora do estudo, Emily Banks, pesquisadora da universidade australiana. 

De acordo com ela, o estudo mostrou também que os fumantes têm um risco três vezes maior de morte prematura e que eles morrerão, em média, cerca de 10 anos antes dos não-fumantes. 

Segundo os autores do estudo, até recentemente estimava-se que metade dos fumantes morreriam por causa do cigarro, mas um estudo posterior feito com voluntários da Sociedade Americana de Câncer já indicava que a morte pelo cigarro poderia atingir 67% dos fumantes. 

"Nós conseguimos mostrar exatamente o mesmo resultado com uma amostra populacional muito maior", disse Banks. 

A pesquisa foi o resultado de uma análise de quatro anos das informações sobre a saúde de mais de 200 mil homens e mulheres que participaram do estudo "45 and Up", do Instituto Sax, da Austrália, considerado a maior pesquisa sobre saúde e envelhecimento realizada no Hemisfério Sul. 

A Austrália tem uma das mais baixas taxas de tabagismo do mundo - apenas 13% da população - e é líder internacional em embalagens genéricas de cigarro, quando as caixas e maços são padronizadas e não podem ter marcas, cores, imagens ou logotipos. 

"Mesmo com as baixas taxas de tabagismo que temos na Austrália, nossa descoberta é um importante alerta de que a guerra contra o tabaco ainda não foi vencida - e os esforços para o controle do tabagismo precisam seguir adiante", disse Banks. 

A pesquisa também apontou que, em comparação aos não fumantes, quem fuma apenas 10 cigarros por dia dobra o risco de morte, enquanto quem fuma um maço por dia aumenta o risco de morte de quatro a cinco vezes. O estudo, conduzido por uma equipe internacional, foi apoiado pela Fundação Nacional do Coração, da Austrália, em colaboração com o Conselho do Câncer de New South Wales. 

O presidente do conselho, Kerry Doyle, afirmou que o governo australiano está no caminho certo para diminuir ainda mais as taxas de tabagismo, por meio de iniciativas como o aumento de impostos e a embalagem genérica. 

"Os preços mais altos do cigarro têm se mostrado a intervenção mais eficaz disponível para todos os governos que queiram reduzir a demanda de tabaco. Como o tabagismo é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, incluindo enfarte, derrame e doença vascular periférica, quanto mais fatores de dissuasão as pessoas tiverem entre elas e o cigarro, melhor", disse Doyle.

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