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Sabemos que certos atributos são muito subjetivos, o que torna complicado qualificá-los. É fácil dizer quem é o ser humano mais alto, mas o mais belo não é tão simples. O mesmo poderia ser dito sobre as cidades, se não fossem os analistas do Online Mortgage Advisor, plataforma britânica gratuita para corretores de imóveis.

Centrando o critério na arquitetura, a equipa da OMA analisou, via Google Street View, diversas cidades de todo o mundo e, usando a proporção áurea nos edifícios e ruas, calcularam qual deles se aproximava mais da perfeição. Quanto maior a pontuação, mais alta a posição no ranking. Vamos conhecer as seis cidades mais lindas no mundo na lista hoje!

6. Atenas, Grécia
(Fonte: Pexels)

Atenas é uma cidade em que diferentes estilos arquitetônicos compõem a paisagem. Ainda que o imaginário coletivo tenha o rico passado da cidade em mente, é possível encontrar monumentos neoclássicos e arranha-céus mais contemporâneos. Arquitetos costumam dizer que o panorama arquitetônico da cidade é caótico, mas muito interessante.

A grande mudança no estilo de Atenas ocorreu após a independência do Império Otomano, em 1821, e a transformação da cidade em capital do novo país, em 1834. A chegada de arquitetos estrangeiros deu novo vigor ao horizonte da cidade. No cálculo da OMA, a capital grega pontuou 77,5% de proximidade da proporção áurea.
5. Nova Iorque, Estados Unidos

(Fonte: Pexels)

Uma das cidades mais jovens da lista, Nova Iorque possui um estilo arquitetônico variado e diversificado, que abrange diferentes períodos históricos e recortes culturais. O estilo mais associado à cidade é o neoclássico, com fachadas quase sempre em tijolo ou pedra. Na lista da OMA, Nova Iorque marcou 77,7%.

A cidade também sofreu influência do Renascimento grego e gótico na arquitetura, com destaque ao estilo barroco. Já no século XX, a influência francesa com o Beaux-Arts foi predominante, podendo ser vista no prédio da Biblioteca Pública e no Carnegie Hall. Por fim, a Big Apple foi dominada pelo Art Déco.

4. Praga, República Checa
(Fonte: Pexels)

Estar nesta lista é um feito e tanto para Praga, que sobreviveu à bombas arremessadas durante a Segunda Guerra Mundial. Em sua paisagem, convivem diferentes estilos arquitetônicos: românica, gótico, renascentista, barroco e rococó podem ser encontrados pela cidade.

Praga é considerada uma das cidades melhor preservadas em toda a Europa, tanto que seu centro histórico guarda a mesma aparência há séculos. São muitos os prédios considerados patrimônios da humanidade pela Unesco. Na lista da OMA, a cidade marcou 78,7%.

3. Barcelona, Espanha
(Fonte: Pexels)

Começando nosso pódio, Barcelona marcou 81,9% na lista da OMA. Poucas cidades são tão reconhecidas pelos tesouros arquitetônicos como a capital da Catalunha, cujo gênero gótico convive com obras modernistas e de vanguarda. A união de estilos torna Barcelona uma das mais belas e mais visitadas cidades do mundo.

O horizonte dela é conhecido por ser arrojado, colorido, variado, capaz de mesclar o clássico e o moderno. Não à toa, o modernismo catalão, chamado de "modernisme", virou uma leitura particular dos arquitetos locais para a Art Nouveau.

2. Roma, Itália
(Fonte: Pexels)

Tal como acontece em Atenas, a arquitetura de Roma é parte do que define a identidade local. Os romanos levaram adiante muito do legado deixado pelos gregos, e acrescentaram técnicas e materiais para dar um caráter próprio. Com 82% na lista OMA, a capital italiana ficou em segundo lugar.

Quando se pensa em termos arquitetônicos sobre Roma, pensamos nas inovações trazidas ao longo dos séculos, como a basílica, o arco triunfal, o aqueduto, o anfiteatro e o bloco residencial como do complexo Corviale. Muitas construções clássicas são vistas na cidade, convivendo com técnicas e características modernas, ainda que estas últimas sejam minoria.

1. Veneza, Itália
(Fonte: Pexels)

Formada por mais de 100 pequenas ilhas, Veneza é uma cidade sem estradas, cortada por canais e constituída de palácios góticos e renascentistas. É interessante notar como a cidade foi projetada de maneira inteligente, por conta de sua localização pantanosa.

O estilo gótico das construções de Veneza é tão famoso que ganhou uma interpretação própria, a ponto de ser utilizada para descrever o estilo. Influências das civilizações bizantinas e otomanas ajudam a compor o cenário da cidade que ficou em primeiro lugar na lista da OMA. A cidade mais bonita do mundo marcou 83,3% de proximidade da proporção áurea.

    Via: Megacurioso

Dono de livraria independente recebe muitos livros que estão simplesmente no fim da vida. Livros de investimentos antigos de antes do colapso financeiro, livros com encadernação rachada ou páginas faltando começam a se acumular no canto. Apenas denominado com o nome de "Sandman Books" ele decidiu ser criativo e transformar esses livros em algo divertido.

Ele construiu uma estrutura de 2×4 de madeira compensada para fornecer uma base estável. Acrescentou fileiras de livros e usou um prego de moldura pneumático para prender os livros à moldura uns aos outros. Ele teve que cortar livros com uma serra de esquadria para preencher lacunas irregulares. Este foi um esforço de equipe e levou mais de 4 semanas para ser concluído!

A seção "arco-íris" superior são livros de bolso organizados e cortados em blocos. As cores são dos editores, e o dono da curiosa livraria não os pintou.

Ele adicionou alguns livros dos seus autores favoritos, incluindo Neil Gaiman (bem, a loja tem o nome da Sandman Comics), a série Red Rising de Pierce Brown, Ignition de Andrew Smith (autor local) e Kristine Kathryn Rusch.



















Mais informações: sandmanbooks.com | Facebook

BBC/ NDUKA ORJINMO

A escarificação facial já foi popular na Nigéria.
Cortes profundos, normalmente nas duas bochechas ou na testa, eram feitos nas crianças pelas famílias e comunidades, principalmente como marca de identidade. As cicatrizes também contavam histórias de dor, reencarnações e beleza.

Mas a prática foi sendo abandonada depois que uma lei federal proibiu todas as formas de mutilação infantil em 2003. Por isso, as pessoas que hoje têm cicatrizes faciais formam a última geração de pessoas marcadas — e suas listras no rosto são tão variadas quanto os diversos grupos étnicos da Nigéria.

BBC/ NDUKA ORJINMO

Os 15 cortes no rosto de Inaolaji Akeem o identificam como sendo do reino Owu, no Estado de Ogun (sudoeste da Nigéria). Akeem é da realeza e, por isso, ele tem listras longas no rosto.

"É como uma camisa de futebol", brinca, contando que as listras o tornaram popular no mercado local.

Em tom mais sério, Akeem afirma que considera as cicatrizes como sagradas e não acredita que as pessoas devessem marcar seus rostos apenas para embelezar-se.

Essa necessidade de identificação com marcas faciais também era prevalente no norte da Nigéria, especialmente entre o povo Gobir, no Estado de Sokoto.

BBC/ NDUKA ORJINMO

Os ancestrais de Ibrahim Makkuwana, criadores de animais em Gubur, no atual Estado de Sokoto, não tinham marcas faciais.

Mas ele conta que, enquanto se mudavam à procura de terras, "lutaram muitas batalhas e conquistaram muitos lugares".

Os ancestrais de Makkuwana decidiram então fazer marcas de identificação nas bochechas, "parecidas com as dos seus animais, que os ajudassem a identificar seus conterrâneos durante as batalhas", diz. "Esta foi a origem das nossas marcas."

Entre os Gobirawas, existe ainda outra distinção. Seis cicatrizes em uma bochecha e sete na outra indicam que os dois pais são da realeza, enquanto as pessoas com seis marcas de cada lado são da realeza apenas por parte de mãe.

BBC/ NDUKA ORJINMO

Já os filhos de açougueiros têm nove cicatrizes de um lado e 11 do outro, enquanto cinco e seis marcas indicam que a pessoa descende de uma linhagem de caçadores. E os pescadores têm marcas distintas, traçadas até as orelhas.

Marcas de reencarnação
Entre os Yorubás e Igbos do sul da Nigéria, algumas das cicatrizes têm relação com a vida e a morte. Suas comunidades acreditavam que algumas crianças estavam destinadas a morrer antes da puberdade.

Para os Yorubás, essas crianças — conhecidas por eles e pelos Igbos como Abiku e Ogbanje, respectivamente — pertenciam a uma irmandade de demônios que vivia nas grandes árvores de iroco e baobá.

Era comum que as mulheres daquelas comunidades perdessem diversos filhos em seguida, ainda crianças. Acreditava-se que fosse a mesma criança, reencarnando sucessivamente para atormentar a mãe. Essas crianças eram então marcadas para que pudessem ser reconhecidas pelos seus espíritos e pudessem permanecer vivas.

Sabe-se agora que muitas dessas mortes infantis eram causadas por anemia falciforme, uma doença hereditária comum entre as pessoas negras.

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Yakub Lawal, de Ibadan, no Estado de Oyo (sudoeste da Nigéria), foi marcado como Abiku.

"Esta não é a minha primeira estadia na Terra, eu já estive aqui antes", afirma ele. "Eu morri três vezes. No quarto retorno, recebi essas marcas para que eu parasse de voltar para o mundo dos espíritos."

Da mesma forma que as histórias dos Abiku e Ogbanje, existem as marcas em memória a um membro falecido da família, ou a uma pessoa que havia "renascido".

BBC/ NDUKA ORJINMO

As quatro marcas horizontais e três verticais de Olawale Fatunbi foram inscritas pela sua avó, que disse que ele era a reencarnação do seu marido falecido, que tinha essas cicatrizes faciais.

Mas Fatunbi gostaria de não ter essas marcas. "Realmente, eu não gosto delas porque acho que é abuso infantil, mas é a nossa cultura", afirma.

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Com 16 marcas no rosto, é difícil não reconhecer Khafiat Adeleke. Mais difícil é deixar de ver o cartaz enorme na sua loja em Ibadan, com a inscrição Mejo Mejo ("Oito Oito"), representando as cicatrizes nas suas bochechas.

"As pessoas me chamam de Mejo Mejo daqui até Lagos. Minha avó me fez as marcas porque sou filha única", ela conta.

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Mas algumas das marcas foram feitas para embelezar as pessoas.

Foluke Akinyemi recebeu as marcas quando era criança — um sulco profundo em cada bochecha — com a supervisão do seu pai, das mãos de um circuncisador local que também fazia cicatrizes faciais.

"Meu pai tomou a decisão de dar-me uma marca apenas por fazer e porque ele achava bonito", conta. "Ela me faz levantar e agradecer aos meus pais por terem me dado essa cicatriz."

BBC/ NDUKA ORJINMO

A história de Akinyemi é similar à de Ramatu Ishyaku, da cidade de Bauchi, no nordeste da Nigéria. Ela tem lacerações parecidas com minúsculos bigodes nos dois lados da boca.

"É para ficar mais bonita", segundo ela, acrescentando que também tatuou o rosto mais ou menos na mesma época.

Ishyaku conta que, quando criança, as marcas em forma de bigode e as tatuagens eram populares na sua aldeia. Ela e seus amigos foram ao barbeiro local e as fizeram.

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As cicatrizes no rosto de Taiwo (que preferiu revelar apenas seu primeiro nome) agora estão se apagando, mas o motivo que a levou a recebê-las permanece na lembrança.

Quando sua irmã gêmea morreu, poucas semanas depois que elas nasceram, Taiwo ficou doente e um curador tradicional recomendou marcar seu rosto para evitar que ela se juntasse à irmã.

Ela conta que melhorou alguns dias após a escarificação, mas isso não fez com que ela gostasse das marcas no seu rosto.

"Elas fazem você se parecer diferente de todos os demais. Preferiria não ter marcas no meu rosto", afirma ela.

BBC/ NDUKA ORJINMO

Existem também marcas como as de Murtala Mohammed, morador de Abuja, a capital da Nigéria. Ele não conhece a história por trás das cicatrizes.

"Quase todas as pessoas na minha aldeia, no Estado de Níger, têm essas marcas, então nunca me preocupei em perguntar", diz.

BBC/ NDUKA ORJINMO

As marcas faciais eram feitas por barbeiros e circuncisadores locais como Umar Wanzam, usando lâminas afiadas. Ele descreve a experiência como dolorosa e feita sem anestésicos.

Muitas pessoas que receberam cicatrizes quando crianças, como Inaolaji Akeem, concordam com a obrigação de proibir a escarificação facial. Ele não transmitiu a tradição para os seus filhos, mesmo antes da proibição.

"Adoro as cicatrizes, mas elas pertencem a outros tempos, a uma era diferente", afirma ele.

Todas as imagens estão sujeitas a direitos autorais
- Esse texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-61818561

WKolinskaArtworks

O nome da artista é Weronika, uma designer de camisetas e ilustradora da Polônia. Desde sempre Weronika foi fascinada pela natureza e pelos animais. Quando criança, passava dias observando a vida de insetos e outras pequenas criaturas em seu jardim ou assistindo aos documentários de David Attenborough.


Até hoje a natureza continua a inspirar profundamente. Ela tenta expressar sua admiração pela beleza e multiplicidade de formas de vida através de sua arte. A artista cria desenhos detalhados de animais muitas vezes acompanhados de plantas, fungos, samambaias e musgos. Recentemente a mesma fez uma série de tartarugas e cágados incorporados aos seus ambientes naturais, para expressar a importância da preservação dos habitats naturais e da diversidade de espécies.





























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