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A força da fábrica de brinquedos


         A Lego destronou a Ferrari e se tornou a marca mais poderosa do mundo em 2015, de acordo com pesquisa da consultoria Brand Finance.

O título cobiçado coroa um ano de conquistas para a fabricante de brinquedos dinamarquesa. Em 2014, a marca lançou seu primeiro longa-metragem, o filme "Uma Aventura Lego", um sucesso comercial e de crítica que ajudou a impulsionar a empresa para o topo da lista.

Segundo a Brand Finance, em um mundo "saturado de tecnologia", os pais buscam cada vez mais a criatividade "back-to-basics", que permite às crianças construir seus próprios mundos, tijolo por tijolo, como eles próprios faziam no passado. “O filme estimula essa nostalgia entre os novos pais e seus filhos e captura perfeitamente este apelo entre gerações", diz a consultoria.

Já a fabricante de carros esportivos de luxo Ferrari não teve o mesmo desempenho. De acordo com o estudo da Brand Finance, a escuderia continua a ser uma marca muito forte, mas o brilho de ouro da década de 1990 está começando a se desgastar. Ao longo de um ano, a marca despencou do primeiro para o décimo lugar no ranking.

A consultoria associa a queda ao fato da Ferrari não faturar um título mundial há muito tempo e, também, à má campanha de 2014 - a escuderia não venceu sequer uma corrida. Outro fator que pode explicar a perda de poder seria à diminuição do senso de exclusividade associado à marca.

O CEO Sergio Marchionne, que assumiu o comando da Ferrari há menos de um ano, busca aumentar a produção da marca para elevar a receita, em movimento contrário ao de seu antecessor, Luca di Montezemolo, que havia limitado a produção anual da Ferrari a sete mil unidades para preservar o caráter de exclusividade.

Para avaliar o poder das marcas, a Brand Finance levou em conta fatores como lealdade do consumidor, familiaridade (reconhecimento de um anúncio, por exemplo), satisfação pessoal e a reputação corporativa global. O resultado é um índice de força, que varia de zero a 100.

Clique nas fotos e confira as 12 marcas mais poderosas do mundo em 2015.


Vanessa Barbosa, de EXAME.com




1. Lego

Índice de força da marca (/100) 93.4
Segmento Brinquedos
País Dinamarca
Valor da marca em 2015 US$ 3,890 bilhões
Rating AAA+

2. PwC

Índice de força da marca (/100) 91.8
Segmento Serviços Profissionais
País Estados Unidos
Valor da marca em 2015 US$ 17,330 bilhões
Rating AAA+


3. Red Bull

Índice de força da marca (/100) 91.1
Segmento Bebidas
País Áustria
Valor da marca em 2015 US$ 7,389 bilhões
Rating AAA+

4. Unilever

Índice de força da marca (/100) 90.1
Segmento Alimentos
País Reino Unido
Valor da marca em 2015 US$ 4,844 bilhões
Rating AAA+


5. McKinsey & Company
Índice de força da marca (/100) 90.1
Segmento Serviços Profissionais
País Estados Unidos
Valor da marca em 2015 US$ 4,127 bilhões
Rating AAA+


6. Burberry

Índice de força da marca (/100) 89.7
Segmento Vestuário
País Reino Unido
Valor da marca em 2015 US$ 4,612 bilhões
Rating AAA+

7. Rolex

Índice de força da marca (/100) 89.7
Segmento Acessórios
País Suíça
Valor da marca em 2015 US$ 5,493
Rating AAA+


8. L´Oréal

Índice de força da marca (/100) 89.7
Segmento Cosméticos
País França
Valor da marca em 2015 US$ 12,480 bilhões
Rating AAA+


9. Coca-Cola

Índice de força da marca (/100) 89.6
Segmento Bebidas
País Estados Unidos
Valor da marca em 2015 US$ 35,797 bilhões
Rating AAA+

10. Ferrari

Índice de força da marca (/100) 89.6
Segmento Automóveis
País Itália
Valor da marca em 2015 US$ 4,747
Rating AAA+


11. Nike

Índice de força da marca (/100) 89.6
Segmento Vestuário
País Estados Unidos
Valor da marca em 2015 US$ 24,118 bilhões
Rating AAA+


12. Walt Disney

Índice de força da marca (/100) 89.5
Segmento Mídia e Entretenimento
País Estados Unidos
Valor da marca em 2015 US$ 30,698 bilhões
Rating AAA+


Apple invicta no topo

 Rain on Request: cada central de condensação poderia fazer chover numa área com 24 km de raio


Maurício Grego, de EXAME.com

         Enquanto São Paulo e outras cidades brasileiras sofrem com a escassez de água, a empresa americana Rain on Request (ROR) afirma ter criado uma tecnologia capaz de aumentar o volume de chuva em pelo menos 50%. Nos melhores casos, o aumento pode chegar a 400%, diz a empresa.


A ROR, que tem sede na Flórida, foi fundada por cientistas israelenses. Eles desenvolveram uma tecnologia que ioniza gotículas de água em suspensão no ar. As gotículas ionizadas se aglomeram, formando nuvens e, em seguida, chuva.

Para isso, a empresa instala uma série de dez torres metálicas eletrificadas de 12 metros de altura, formando um círculo de 180 metros de diâmetro. No centro dele, fica a torre principal, com 30 metros de altura.
  

As torres produzem um campo elétrico que ioniza as partículas de água no ar. Uma central de condensação assim consumiria entre 5 e 10 quilowatts de energia elétrica. É o consumo aproximado de dois chuveiros domésticos em funcionamento contínuo.

Segundo a empresa, uma vez iniciada a operação, haveria um substancial aumento no volume de chuvas num raio de 24 quilômetros. Larry Gitman, diretor da ROR, disse à emissora de TV americana ABC10 que a tecnologia foi testada no Oriente Médio e funcionou como previsto.

O ABC10 consultou especialistas, que disseram que o sistema da ROR deve funcionar. Mas, ao remover a umidade do ar, ele pode fazer com que outras regiões passem a receber menos chuva.

Fazedores de Chuva


Gitman propôs ao estado da Califórnia – que também enfrenta uma prolongada seca – a instalação de 200 centrais de condensação desse tipo. Segundo ele, isso resolveria o problema da seca no estado definitivamente. O custo seria de 100 milhões de dólares.

O governo californiano, porém, não se deixou seduzir pela proposta de Gitman – talvez por que a Califórnia tem uma relação historicamente complicada com fazedores de chuva. Um caso conhecido é o de Charles Hatfield, que, em 1915, propôs trazer chuva a uma ressecada San Diego.

O acordo era que, se ele conseguisse fazer chover o bastante para encher o reservatório local, a prefeitura lhe pagaria 10 mil dólares. Hatfield instalou torres que liberavam uma fumaça formada por produtos químicos desenvolvidos por ele. A ideia era semear as nuvens para aumentar a condensação – algo que hoje se faz lançando substâncias químicas de um avião.

San Diego, então, enfrentou 17 dias de chuva contínua, que encheu completamente o reservatório. Mas as inundações resultantes disso trouxeram prejuízos de 3,5 milhões de dólares. E Hatfield nunca recebeu seus 10 mil dólares.

Financiamento coletivo


Depois da negativa do governo californiano, a ROR lançou uma campanha no site de financiamento coletivo Indiegogo. Seu objetivo era arrecadar 1 milhão de dólares para construir a primeira central de ionização na Califórnia.

A campanha, porém, fracassou. Em dois meses, o total arrecadado foi de apenas 858 dólares. Confira o vídeo promocional da ROR (em inglês):

Thinkstock


Mariana Desidério, de EXAME.com

          A tão esperada chuva finalmente veio para São Paulo. Neste mês de fevereiro choveu mais do que a média histórica para o período, o que trouxe um alívio para quem já estava com medo de passar os próximos meses totalmente na seca.

Porém, especialistas ouvidos pela reportagem alertam: essa chuva foi só um respiro. A situação de São Paulo continua crítica -- a cidade tem menos água do que no ano passado, e o solo dos reservatórios está seco, o que dificulta o armazenamento.

A conclusão é que, se não quiserem um racionamento, os paulistanos devem manter a economia da água e torcer para a chuva continuar pelos próximos meses.

Saldo negativo

Com as chuvas das últimas semanas, o nível do sistema Cantareira subiu de 5% para 10%. Porém, de acordo com Antônio Carlos Zuffo, professor da Unicamp, este número esconde a verdadeira situação dos reservatórios do sistema. “Na verdade, nosso saldo é negativo, estamos em -20%”, afirma.

Zuffo explica que, quando a Sabesp começou a usar o volume morto do Cantareira, a empresa mudou o nível de referência. “Eles mudaram o zero de lugar. Já passamos do 0% do volume útil”, diz.

O professor alerta que, mesmo com as últimas chuvas, a situação é muito mais preocupante que a do ano passado. No final de abril de 2014, o nível do Cantareira também era de 10%. Porém, esse número não contava com o volume morto. “Para chegarmos em abril de 2015 com o mesmo patamar que tínhamos em abril de 2014 precisamos subir 30%. Estamos no saldo negativo”, explica Zuffo.

Pelas contas do professor, São Paulo precisaria de mais 60 dias de chuvas como as da última semana para chegar nesse patamar. Ou seja, muita água ainda precisa rolar para que a cidade tenha uma situação minimamente segura. Não se pode esquecer que, depois de abril, começa o período seco.

Efeito esponja

Outro fator a ser levado em consideração é a capacidade dos reservatórios de reter essa água. O especialista em recursos hídricos José Roberto Kachel explica que, como o solo está seco, uma parcela menor da chuva fica armazenada.

“Isso acontece por causa do efeito esponja. Se as chuvas forem muito esparsas, quem puxa a água é o subsolo, e então ela não fica armazenada no reservatório”, afirma.

Com isso, mesmo com a chuva acima da média em fevereiro, a vazão afluente do Cantareira (ou seja, a água que entra no sistema) ficou 46% abaixo do esperado.

Para se ter uma ideia, a média histórica da vazão afluente do Cantareira para fevereiro é de 65,41 metros cúbicos por segundo. Neste mês, a média foi de 38,54 m³/s até o dia de hoje. “Desde 2012 que as vazões médias estão diminuindo. O sistema estava nos avisando que iria secar”, afirma Kachel.

Menos economia

Com este cenário, mesmo com vinda das chuvas, o paulistano deve se manter firme na economia de água. No entanto, na opinião dos especialistas, não é isso que está acontecendo. “Com a notícia de que o reservatório está se enchendo, já teve gente voltou a tomar banho de meia hora”, afirma Zuffo, da Unicamp.

Para que ninguém deixe de economizar, é fundamental que o governo reforce as campanhas de comunicação e deixe claro para a população que a situação continua crítica, afirma Samuel Barrêto, especialista em recursos hídricos da ONG The Nature Conservancy. “Infelizmente, não estamos salvos. O governo precisa dizer isso de forma mais enfática”, afirma.

Para os especialistas ouvidos por EXAME.com, o racionamento de água permanece como uma possiblidade no horizonte. Por isso, segundo Barrêto, também é preciso que o governo estadual divulgue para a população um plano de emergencial mais amplo, inclusive com os cenários em que é previsto um racionamento.

“As pessoas precisam ser informadas com antecedência. A gente ainda sente falta de maior clareza nessa comunicação”, afirma.

Reprodução/Twitter/@Really_Rhea
Foto mostra chamas saindo de um dos prédios mais altos do mundo, o Marina Torch Tower, em Dubai

Jonas Carvalho, de EXAME.com]

           Um incêndio ocorreu hoje à noite em um dos prédios mais altos do mundo, em Dubai, nos Emirados Árabes.

Alguns vídeos mostram andares da Marina Torch Tower pegando fogo, com estilhaços caindo no chão. A torre possui mais de 80 andares e aproximadamente 345 metros de altura.

Segundo a rede de televisão ABC, milhares de pessoas foram obrigadas a deixar o arranha-céu, já que o fogo se espalhou rapidamente pelos andares atingidos.

Ainda não há informações sobre vítimas.

Algumas fotos e vídeos que circulam nas redes sociais mostram ângulos diferentes do incêndio:






Veja vídeos que mostram o incêndio na torre árabe:







Um exoplaneta enorme, considerado “muito estranho”, foi descoberto por dois grupos de astrônomos que trabalham de forma independente na Alemanha.

Chamado de Kepler-432B, este corpo celeste foi monitorado pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa, entre 2009 e 2013, e foi identificado como um possível candidato a “planeta” em 2011. Depois de observações realizadas em Calar Alto, na Andaluzia, Espanha, e o Telescópio Óptico Nórdico em La Palma, nas Ilhas Canárias, os pesquisadores confirmaram que, de fato, trata-se de um planeta.

Analisando os dados de ambos os telescópios, os pesquisadores descobriram que Kepler-432B é incrivelmente denso: tem o mesmo tamanho de Júpiter, porém sua massa é seis vezes maior do que o gigante gasoso. Ele orbita de maneira incomum uma gigante vermelha que possui um raio quatro vezes maior do que o nosso Sol, fato também considerado incomum pelos pesquisadores.

"A maioria dos planetas conhecidos que se deslocam em torno de estrelas gigantes têm órbitas grandes e circulares," disse Davide Gandolfi, astrônomo envolvido na descoberta, que trabalha no Centro de Astronomia da Universidade de Heidelberg, na Alemanha. "Com sua órbita pequena e muito alongada, Kepler-432B é um verdadeiro 'maverick' entre os planetas deste tipo", completou o pesquisador em um comunicado.

Por conta disso, estações de Kepler-432B são extremas, com temperaturas que variam de 500 graus Celsius, no inverno, a 1000 graus Celsius, no verão. Um ano no planeta corresponde a cerca de 52 dias da Terra, de acordo com os pesquisadores.

Este planeta é apenas um dos cinco observados que orbitam a gigante vermelha a uma distância tão próxima. Gigantes vermelhas são estrelas em sua última fase da vida. Durante seu ciclo, elas podem aumentar de 10 a 100 vezes o seu tamanho original, e, à medida que crescem, todos os planetas próximos correm o risco de serem devorados.

Assim, embora Kepler-432B tem sobrevivido até agora tão próximo de sua estrela, ele, provavelmente, não durará muito mais tempo. De acordo com estimativas dos pesquisadores, o planeta deverá ser “engolido” pela expansão de sua estrela dentro de 200 milhões de anos. Dois artigos sobre a descoberta foram publicados no último mês na revista Astronomy and Astrophysics.

Fontes:








Há alguns anos, os cientistas descobriram que certas mudanças químicas no nosso DNA que se acumulam ao longo do tempo, podem ser usadas para prever a nossa idade. Agora, indo um pouco mais longe, os pesquisadores descobriram que a diferença entre esta idade estimada e nossa real idade, cronológica, pode ser usada como uma espécie de "relógio" para prever o nosso tempo de vida. Infelizmente, mesmo depois de tomar uma variedade de diferentes fatores em consideração, os pesquisadores descobriram que se uma pessoa tem uma idade estimada maior do que sua idade cronológica, então ela está propensa a morrer mais cedo do que os indivíduos cujas idades são semelhantes.

A chave para determinar a popular “idade biológica” seria por meio da metilação do DNA. Sabe-se que o grau de metilação do DNA muda com a idade e que seus níveis podem ser influenciados pelo estilo de vida e fatores ambientais e genéticos. O tabagismo e estresse agudo, por exemplo, têm determinado alterações na metilação do DNA.

Para descobrir se a metilação do DNA está ligada ao tempo de vida de um indivíduo, cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, em colaboração com pesquisadores da Austrália e os EUA, analisaram dados de quatro estudos independentes realizados com quase 5 mil pessoas por um período de até 14 anos.

De acordo com o que foi publicado na Genome Biology, os pesquisadores descobriram que uma idade de metilação do DNA cinco anos mais elevada do que a idade cronológica resulta em um risco 21% mais elevado de mortalidade, por todas as causas, mesmo levando-se em conta a idade e sexo. No entanto, se os pesquisadores levarem em conta uma variedade de outros fatores ambientais e de estilo de vida, como a educação, tabagismo, diabetes, doenças cardiovasculares e classe social, o risco de mortalidade é reduzido para 16%.

Embora este estudo sugira que existe uma relação entre o "relógio biológico" e a mortalidade, outros estudos são necessários para esclarecer quais fatores ambientais específicos, genéticos ou de estilo de vida de influenciam na idade biológica de uma pessoa.

Teodorín Obiang, filho do ditador Teodoro Nguema Obiang, da Guiné Equatorial  


Quando Ali Bongo assumiu a presidência do Gabão, quatro anos atrás, a Embaixada dos EUA em Libreville reportou a Washington um roubo de R$ 84 milhões (€ 28 milhões) no Banco Central regional, que atende a oito países da África Central.

Os diplomatas americanos registraram em documento - disponível nos arquivos do WikiLeaks - a versão corrente na época: o ditador gabonês Omar e seu herdeiro Ali foram os beneficiários, e usaram parte dos recursos para financiar partidos políticos franceses, apoiando inclusive o então presidente da França, Nicolas Sarkozy.

A quantia roubada era equivalente a 5% do capital do banco. E dez vezes maior que o valor do perdão da dívida do Gabão com o Brasil proposto pela presidente Dilma Rousseff ao Senado.

O caso enfureceu governantes sócios dos Bongos no Banco dos Estados da África Central. Todos se sentiram roubados. A família Obiang, que governa a Guiné Equatorial, exigiu mudanças na direção e na forma de operação do banco.

Ontem, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo comemorou 34 anos no poder. Aos 71 anos de idade, ele é o mais antigo ditador africano em atividade.

Obiang comanda um país cuja riqueza subterrânea, em petróleo, contrasta com a plena miséria da superfície: sete de cada dez habitantes (600 mil) sobrevivem com renda inferior a US$ 2 por dia, segundo o Banco Mundial.

Apenas 44% da população da Guiné Equatorial têm acesso à água potável e a desnutrição impera entre 39% das crianças com menos de 5 anos. O presidente, no entanto, se destaca entre os oito governantes mais ricos do planeta, segundo a revista “Forbes”.

A Guiné Equatorial tem uma dívida de R$ 27 milhões (US$ 12 milhões) pendente há duas décadas com o Brasil. O governo Lula chegou a anunciar sua liquidação, com anistia, mas não concretizou. A presidente Dilma Rousseff decidiu renegociá-la com anistia.

No centro do interesse brasileiro estão petróleo e contratos de obras que fizeram o fluxo de comércio entre o Brasil e a Guiné Equatorial se multiplicar, saltando de US$ 3 milhões em 2003 para cerca de US$ 700 milhões no ano passado. Nesse período, o ditador Obiang tornou-se um “caro amigo” para o ex-presidente Lula. E personagem relevante aos olhos da presidente Dilma, para quem “o engajamento com a África tem um sentido estratégico”.

Auxílio a acusado de genocídio
Para o clã Obiang, a anistia financeira do Brasil não tem qualquer significado, além de uma espécie de aval político a uma ditadura contestada na ONU e sob investigação em tribunais da Europa e dos Estados Unidos.

Para os Obiang, uma quantia de R$ 27 milhões (valor da dívida com o Brasil) é dinheiro de bolso. Teodorín, filho mais velho e virtual sucessor do ditador, gastou o dobro disso numa única noitada de compras na Christie’s, em Paris. Foi durante o leilão da extraordinária coleção de arte de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé, em 2009 - informou o Departamento Antilavagem do Ministério das Finanças da França em relatório aos juízes parisienses Roger Le Loire e René Grouman.

Parte dos lotes que Teodorín arrematou incluía obras de Rodin, Degas e Monet. Elas foram apreendidas pela Justiça no final do ano passado. A polícia levou, também, peças de mobiliário avaliadas em R$ 117 milhões (US$ 52 milhões) e uma coleção de carros (sete Ferrari mais alguns Bentley, Bugatti Veyron, Porsche Carrera, Maybach Mercedes, Aston Martin, Maserati e Rolls-Royce).

O “tesouro”, como ficou registrado no boletim de ocorrência, estava em uma das residências do herdeiro Obiang em Paris - a mansão número 42 da avenida Foch (distrito 16), com 101 ambientes distribuídos em seis andares. Alguns dos veículos foram leiloados no mês passado.

No final do ano passado, a Justiça francesa mandou prender Teodorín por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele recorreu, mas a decisão foi mantida. No último carnaval esteve em Salvador, mas não foi preso: a polícia alegou que não sabia de sua presença na capital baiana e nem mesmo do pedido de prisão na França.

Com movimentos limitados também está Omar al-Bashir, 69 anos de idade, dos quais 24 no governo do Sudão. Ele foi condenado pelo Tribunal Penal Internacional, das Nações Unidas, por genocídio. Recorreu, mas a sentença foi confirmada no ano passado.

Bashir suprimiu os partidos políticos, censurou a imprensa e dissolveu o Parlamento. Autonomeou-se líder do Conselho Revolucionário para a Salvação Nacional, e também chefe de Estado, primeiro-ministro e chefe das Forças Armadas. É o ditador de um país cuja superfície é pobre, mas cujo subsolo tem promissoras reservas de petróleo.

O Sudão tem uma dívida de R$ 98 milhões (US$ 43,5 milhões) com o Brasil. O governo informou ao Senado que pretende perdoar 90% do total - ou seja, uma anistia de R$ 88,2 milhões (US$ 39,2 milhões).

Para Bashir, isso equivale a uma dádiva financeira e política. Ele é o primeiro presidente da República no exercício da função a se tornar o alvo de um mandado internacional de prisão por genocídio. O apoio do governo Dilma Rousseff foi, até agora, um dos raros gestos de solidariedade que recebeu neste ano.

(Agência O Globo)

Cataratas do Niágara 
O inverno rigoroso que atinge os Estados Unidos e o Canadá mudou a paisagem das Cataratas do Niágara, localizadas na fronteira entre os países. Nesta semana, após a região ter passado por temperaturas que beiraram os 20 graus negativos, o conjunto de quedas d’água ficou parcialmente congelado. 

O clima no hemisfério norte pode até ter trazido transtornos em várias cidades, especialmente nos EUA (como em Boston), mas certamente contribuiu também para o surgimento de cenas extraordinárias na natureza. 

Confira nas imagens.









Reuters

Grupo Ciencias Planetarias (GCP) - UPV/EHU 

Cientistas trabalham para determinar a natureza e a causa das névoas usando os dados do Hubble, em combinação com as imagens tiradas por amadores 

Astrônomos amadores observaram uma enorme névoa saindo da superfície de Marte, deixando os cientistas intrigados. As informações são da Agência Espacial Europeia (ESA). 

Em duas ocasiões distintas, em março e abril de 2012, astrônomos amadores relataram características de ‘nuvens’ em desenvolvimento no planeta. Em ambas as ocasiões, as nuvens foram vistas chegando a altitudes de mais de 250 km acima da mesma região de Marte. 

Nenhuma das naves espaciais na órbita de Marte captou as nuvens por causa de sua visão geométrica e das condições de iluminação no momento. 

No entanto, ao verificar imagens arquivadas do Telescópio Hubble feitas entre 1995 e 1999 – e de bases de dados de imagens amadoras abrangendo 2001-2014 – foram vistas nuvens ocasionais na borda de Marte, embora normalmente só até 100 km de altitude. 

Um conjunto de imagens do Hubble de 17 de maio de 1997 revelou uma névoa anormalmente grande, semelhante àquela vista pelos astrônomos amadores em 2012. 

Agora, os cientistas trabalham para determinar a natureza e a causa das névoas usando os dados do Hubble, em combinação com as imagens tiradas por amadores. 

"Uma ideia que discutimos é que a névoa é causada por uma nuvem reflexiva de gelo de água, gelo de dióxido de carbono ou partículas de poeira, mas isso exigiria desvios excepcionais dos modelos de circulação atmosférica padrão para explicar as formações de nuvens em tais altitudes elevadas", disse Agustin Sanchez-Lavega, da Universidad del País Vasco, na Espanha, autor principal do artigo que apresenta os resultados na revista Nature. 

"Ooutra ideia é que elas estejam relacionadas com uma emissão de aurora, e na verdade foram anteriormente observadas nestes locais, ligadas a uma região conhecida sobre a superfície onde existe uma grande anomalia no campo magnético da superfície", acrescenta Antonio Garcia Munoz, coautor do estudo da ESA.

Karen Carneti, de INFO Online

Nelson Almeida/AFP
Cantareira: o nível do maior sistema de São Paulo subiu 0.6 ponto porcentual, nesta quarta, chegando a 8,9% da capacidade

Fabio Leite, do Estadão Conteúdo

São Paulo - Mesmo com o fevereiro mais chuvoso em 9 anos, o Sistema Cantareira tem recebido um volume de água 46% abaixo da média histórica para o mês.

Boletim da Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que a entrada de água nos reservatórios ainda está 30,5 mil litros por segundo menor do que o esperado, resultado do "efeito esponja" provocado pelo solo seco.

Essa diferença corresponde ao dobro do que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tem retirado para abastecer cerca de 6,5 milhões de pessoas na região metropolitana.

Até a quarta-feira, 18, o manancial registrou uma vazão afluente média (água que entra) de 34,9 mil litros por segundo, volume 310% maior do que o registrado no mês passado e em fevereiro de 2014, quando o índice foi de apenas 8,5 mil litros por segundo em cada um.

Em tempos de seca extrema nos reservatórios, o dado parece animador, mas ainda está longe da normalidade do chamado ciclo hidrológico do manancial. A vazão esperada para fevereiro é de 65,4 mil litros por segundo, a mais alta do ano.

O nível do maior sistema de São Paulo subiu 0.6 ponto porcentual, nesta quarta, chegando a 8,9% da capacidade, incluindo duas cotas do volume morto, água represada abaixo dos túneis de captação. Foi o 13º aumento consecutivo, e o maior desde o dia 11 de janeiro de 2013.

Apesar disso, o Cantareira registrou a menor alta ontem entre todos os sistemas que abastecem a Grande São Paulo. Alto Tietê e Guarapiranga, por exemplo, subiram 1,1 e 0,7 ponto porcentual, respectivamente, segundo a Sabesp.

Parte da recuperação do Cantareira, que sofria quedas mensais desde maio de 2013 e retomou o nível de novembro, deve-se ao aumento das chuvas.

Até ontem, a pluviometria acumulada era de 257 milímetros, 29% acima da média para todo o mês, que é de 199,1 milímetros.

A dez dias para o fim de fevereiro, o volume é o maior registrado neste mês no manancial desde 2006, quando choveu 283,4 milímetros. No ano passado, foram 73 milímetros.

"O dado positivo é que as chuvas voltaram, mas não adianta ficar muito empolgado porque, em relação à vazão afluente, ainda estamos muito abaixo da média. O que podemos dizer, desde que tenhamos essa sorte em março e abril, é que há chance de nos livrarmos do rodízio radical e de não precisarmos usar o terceiro volume morto. Mesmo assim, começaríamos 2016 pior do que no ano passado", explica o engenheiro civil José Roberto Kachel, especialista em hidrologia.

Corte

As chuvas, contudo, não teriam o menor impacto não fosse a redução de 66% do volume de água retirado do Cantareira pela Sabesp para abastecer a Grande São Paulo, além de mais 5,5 milhões de pessoas nas regiões de Campinas e Piracicaba.

Há um ano, a captação era de 32,6 mil litros por segundo, e, agora, caiu para 11 mil litros por segundo. Com isso, o manancial terá superávit pela primeira vez em 22 meses.

O resultado, contudo, tem sido obtido mediante uma redução drástica da pressão da água e fechamento de 40% da rede, provocando longos cortes no abastecimento, como na casa de Maria Aparecida Terra, de 40 anos, no Jaçanã, zona norte da capital, onde a água não chega desde domingo.

"Tem idosos, doentes e crianças no local e estamos preocupadíssimos, pois nossa pouca reserva está quase zerada", disse.

A Sabesp afirma que está reavaliando as áreas de redução da pressão.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tânia Rêgo/ABr
Caixa: agência recebeu 953 críticas

Célia Froufe, do Estadão Conteúdo

Brasília - A Caixa Econômica Federal voltou a liderar, pelo segundo mês consecutivo, a lista do Banco Central de instituições que receberam o maior volume de reclamações de usuários de seu serviço em relação ao total de clientes.

Até então, desde que o BC reformulou a metodologia, o BMG se posicionava na primeira colocação, mas saiu do rol, que considera apenas casas com mais de 2 milhões de clientes, porque sua carteira diminuiu nos últimos meses.

De dezembro para janeiro aumentou o índice da instituição estatal de 10,84 pontos para 12,78 pontos, de acordo com o ranking do BC.

A Caixa, que tem pouco mais de 74,5 milhões de clientes, recebeu 953 críticas no mês passado consideradas procedentes pela autarquia.

Em novembro, a instituição estava na terceira posição, com 8,42 pontos. Todas as instituições são avaliadas pelo BC pelo seu conglomerado.

A maior quantidade de queixas contra a Caixa voltou a ser no quesito "irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços".

O segundo ponto que mais deixou os clientes irritados foi o débito em conta de depósito não autorizado pelo cliente.

A segunda instituição entre as que possuem mais clientes com o maior índice em janeiro, de 10,99 pontos, foi o HSBC. O banco de origem inglesa, que tem quase 10,2 milhões de clientes, aparecia na quarta posição no mês anterior.

Já o Santander continuou na terceira posição de dezembro de 2014 para o mês passado. O banco espanhol recebeu "nota" 7,44, menor do que a 9,54 vista na edição anterior.

Houve 234 queixas consideradas procedentes pelo BC. O volume de clientes da instituição no mês passado era de 31,4 milhões.

Na quarta posição ficou o Bradesco, com índice de 7,22 e 541 críticas - o banco detém 74,9 milhões de clientes. A instituição estava na quinta posição em dezembro.

Já o Banrisul, que possui quase 3,9 milhões de clientes, ocupou o quinto lugar, com 25 pontos. Isso levou o índice da instituição a 6,42 pontos em janeiro.

BMG

O BMG deixou de fazer parte do ranking principal do BC porque, pelo novo método da autarquia, usado desde julho do ano passado, apenas são avaliadas instituições que possuem mais de dois milhões de clientes - até então, a amostragem era de 1 milhão de clientes.

O índice de cada instituição é formado a partir do volume das reclamações, que é dividido pelo número de clientes e multiplicado por 1 milhão.

Antes, a multiplicação era por 100 mil. O BMG agora foi para o ranking das instituições com menos de 2 milhões de clientes. Lá, ele está em sexto lugar.

Além do volume de clientes e da inclusão de financeiras, a ampliação da base de clientes de cada instituição ou conglomerado foi alvo de mudança metodológica feita pela autarquia a partir de julho.

Até então, apenas os que faziam operações de depósitos com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) eram contabilizados.

Agora, outras operações de depósitos também podem entrar na apuração, como as de consumidores que fazem empréstimos ou investimentos em um banco mesmo sem ter conta na casa.

Justin Sullivan/Getty Images
Mãos seguram adubo fruto de compostagem


João Pedro Caleiro, de EXAME.com
          O que se planta, se colhe, mas no tempo certo: o que vale como filosofia de vida pode ser também a chave para explicar o destino econômico de um país.

É esta a simples (e polêmica) tese dos pesquisadores Oded Galor, da Brown University e Omer Özak, da Southern Methodist University.

Em meados do ano passado, o Escritório Nacional de Pesquisa Econômica americano publicou um trabalho da dupla com o título "As Origens Agrícolas das Preferências Temporais".

O argumento é que a habilidade de um povo de se planejar e investir para obter uma gratificação maior no futuro está diretamente relacionada com o aprendizado que vem dos ciclos primitivos da agricultura em cada local.

"Variações geográficas na produtividade natural da terra e seu impacto no retorno do investimento agrícola tiveram um efeito persistente na distribuição de uma orientação de longo prazo nas sociedades", diz o estudo.

Ou seja: nossos ancestrais que viviam em terras mais férteis percebiam que valia a pena esperar para colher mais frutos, e isso gerou sociedades que valorizam coisas que trazem desenvolvimento no longo prazo.

Alguns exemplos são o investimento em pesquisa e educação: os autores apontam, por exemplo, que "um desvio padrão no rendimento da colheita pré-1500 vivida pelos ancestrais de um país está associada com um ano adicional de educação escolar no ano 2005".

A tese foi testada de forma empírica por um modelo complexo que controla por uma série de variáveis que poderiam confundir os resultados - sejam elas individuais, geográficas ou históricas.

A orientação de imigrantes de segunda geração dentro de um país, por exemplo, foi medidas para isolar o que são efeitos de cultura adotada e o que tem origem ancestral. Os autores também incorporam as mudanças nos tipos de culturas agrícolas disponíveis mundialmente depois dos descobrimentos.

Galor e Özak não são os primeiros a propor uma explicação geográfica para a história do desenvolvimento das sociedades. Em 1997, o americano Jared Diamond argumentou no livro "Armas, Germes e Aço" que a grande vantagem da Europa foi construída sobre motivos ambientais: em especial, uma latitude quase única no continente inteiro, o que teria permitido a difusão de culturas agrícolas, animais e conhecimentos.

Outros autores preferem explicações focadas em aspectos culturais ou do desenvolvimento de instituições políticas, como James Robinson, de Harvard.

Alexandre Battibugli / EXAME
Loja da Pernambucanas: a empresa tem prejuízo no varejo, mas fecha no azul graças à financeira


Ana Luiza Leal, de Revista EXAME

          A família Lundgren, dona da varejista Casas Pernambucanas, protagoniza há duas décadas uma das mais renhidas disputas societárias de que se tem notícia no capitalismo brasileiro. Mais de 30 descendentes da quarta e da quinta geração disputam o controle da companhia fundada em 1908 e que, em 2014, faturou 4,7 bilhões de reais.

De um lado es­tá Anita Harley, que há 24 anos comanda a Pernambucanas. De outro, primos que discordam da condução do negócio e sobrinhos que brigam na Justiça para tirar poder de Anita — e receber centenas de milhões de reais em dividendos nunca pagos. Em vez de milionários, alguns herdeiros vivem na pin­daíba. Um deles teve de trancar a faculdade e vender sanduí­che na praia para pagar as contas.

Pois essa briga pode estar perto do fim — e de uma virada. O inventário de Helena Lundgren, mãe de Anita, morta em 1990, está prestes a ficar pronto, segundo herdeiros ouvidos por EXAME. Quando isso ocorrer, Anita terá de ceder metade das ações a um grupo de sobrinhos. Na prática, significaria a troca no controle da empresa. Anita, senhora absoluta da Pernambucanas por duas décadas, se tornaria acionista minoritária.

Os problemas societários da Pernambucanas começaram nos anos 70, quando o poder da companhia chegou ao auge. Em 1975, após anos de desentendimentos quanto ao rumo do negócio, a família dividiu a empresa em três unidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Nordeste. Cada uma era tocada por um ramo do clã — os demais seguiam acionistas, mas sem se meter no dia a dia.

Apenas a unidade de São Paulo, comandada por Helena Lundgren, sobreviveu à invasão dos importados nos anos 90 que quebrou lojas de departamentos tradicionais, como Mappin e Mesbla.

Em 1990, Helena, dona de 50% das ações da Pernambucanas de São Paulo, morreu. A herança foi dividida entre seus três filhos. Anita Harley, que assumiu a presidência no lugar da mãe, ficou com 25% das ações. Seus dois irmãos, Robert e Christina, ficaram com 12,5% cada um. O plano era que Anita prestasse contas da empresa a cada seis meses aos dois irmãos e distribuísse dividendos.

Mas o inventário de Helena Lundgren nunca foi concluído — e os lucros nunca foram distribuídos. Robert morreu em 1999, deixando cinco filhos. Christina morreu em 2001 e deixou quatro herdeiros. Eles brigam, até hoje, para receber a herança da avó e os dividendos anuais acumulados nesse perío­do. No total, dizem que Anita lhes deve 600 milhões de reais.

Desde a morte da mãe, Anita tenta, na Justiça, fazer com que as ações dos dois irmãos sejam incorporadas a seu patrimônio. Os sobrinhos, por sua vez, brigam para que o testamento seja cumpri­do. No fim de 2013, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que as ações de Robert devem, de fato, ir para seus filhos — o que abre espaço para os filhos de Christina obterem o mesmo.

Mas isso só vai acontecer quando o inventário for concluído. A elaboração do inventário ficou anos sem novidade. Até que, em 17 de dezembro, a Justiça de Pernambuco constatou problemas na condução do inventário e pediu ao Ministério Público e ao Conselho Nacional de Justiça que investigassem o caso.

Segundo a denúncia, os recursos deixados por Helena Lundgren estariam sendo usados de forma irregular — contas bancárias foram movimentadas por mais de uma década sem que os sobrinhos soubessem. Como nada foi decidido, é ilegal mexer na herança sem o consentimento dos envolvidos.

Com a chegada do processo ao Ministério Público, os filhos de Christina e Robert, e seus advogados, avaliam que a conclusão do espólio é iminente. Procurada, Anita não deu entrevista.

O que faz a decisão sobre o inventário especialmente importante é uma peculiaridade daquelas que fazem a briga da Pernambucanas não só antiga mas para lá de complexa. Na divisão dos anos 70, os ramos do Rio e do Nordeste e outros grupos de descendentes ficaram com 50% das ações da empresa de São Paulo.


Traveler's Choice 2015 

     Pelo segundo ano consecutivo, a Baía do Sancho (foto), em Fernando de Noronha, conquistou o posto de melhor praia do mundo, de acordo com o site de viagens TripAdvisor. Na edição de 2015 do Traveler’s Choice, este foi o único destino brasileiro na lista

No ano passado, a Praia dos Carneiros, em Tamandaré, e a Praia Lopes Mendes, na Ilha Grande, também figuraram entre as melhores, mas perderam suas posições recentemente. 

O segundo lugar na edição de 2015 do prêmio permaneceu com Grace Bay, nas Ilhas Turks & Caicos, seguida pela Isola dei Conigli (Rabbit Beach), na Itália. O resultado teve base na quantidade e qualidade de avaliações de usuários do site, ao longo de 2014. 

Veja nas imagens quais são as melhores praias condecoradas em 2015.

1º - Baía do Sancho, Brasil

Praia Baía do Sancho 
Posição 1º 
Localização Fernando de Noronha (PE), Brasil 
Melhor época para visitar O ano inteiro


2º - Grace Bay, Turks e Caicos 

Praia Grace Bay 
Posição 2º 
Localização Ilhas Turks & Caicos 
Melhor época para visitar O ano inteiro


3º - Isola dei Conigli, Itália 

Praia Isola dei Conigli (Rabbit Beach) 
Posição 3º 
Localização Sicília, na Itália 
Melhor época para visitar De maio a setembro


4º - Playa Paraiso, Cuba 

Praia Playa Paraiso 
Posição 4º 
Localização Cayo Largo, Cuba 
Melhor época para visitar O ano inteiro


5º - Playa de Ses Illetes, Espanha 

Praia Playa de Ses Illetes 
Posição 5º 
Localização Formentera, Espanha 
Melhor época para visitar O ano inteiro


6º - Anse Lazio, Seychelles 

Praia Anse Lazio 
Posição 6º 
Localização Praslin Island, Seychelles 
Melhor época para visitar O ano inteiro


7º - White Beach, Filipinas 

Praia White Beach 
Posição 7º 
Localização Bocaray, Filipinas 
Melhor época para visitar De dezembro a maio


8º - Flamenco Beach, Porto Rico 

Praia Flamenco Beach 
Posição 8º 
Localização Culebra, Porto Rico 
Melhor época para visitar O ano inteiro


9º - Whitehaven Beach, Austrália 

Praia Whitehaven Beach 
Posição 9º 
Localização Whitsunday Island, Austrália 
Melhor época para visitar O ano inteiro


10º - Elafonissi Beach, Grécia 

Praia Elafonissi Beach 
Posição 10º 
Localização Grécia 
Melhor época para visitar De maio a outubro


11º - Camp's Bay Beach, África do Sul 

Praia Cap's Bay Beach 
Posição 11º 
Localização Cidade do Cabo, África do Sul 
Melhor época para visitar De novembro a abril


12º - Hadhanagar Beach, Índia 

Praia Hadhanagar Beach 
Posição 12º 
Localização Ilha de Havelock, Índia 
Melhor época para visitar De novembro a abril


13º - Woolacombe Beach, Reino Unido 

Praia Woolacombe Beach 
Posição 13º 
Localização Reino Unido 
Melhor época para visitar De julho a setembro


14º - Siesta Beach, Estados Unidos 

Praia Siesta Beach 
Posição 14º 
Localização Flórida, Estados Unidos 
Melhor época para visitar O ano inteiro


15º - West Bay Beach, Honduras 

Praia West Bay Beach 
Posição 15º 
Localização Roatan, Honduras 
Melhor época para visitar De fevereiro a agosto


16º - Cayo de Agua 

Praia Cayo de Agua 
Posição 16º 
Localização Los Roques National Park, Venezuela 
Melhor época para visitar O ano inteiro


17º - Playa Manuel Antonio, Costa Rica 

Praia Playa Manuel Antonio 
Posição 17º 
Localização Manuel Antonio National Park, Costa Rica 
Melhor época para visitar De dezembro a maio


18º - Nai Harn Beach, Tailândia 

Praia Nai Harn Beach 
Posição 18º 
Localização Phuket, Tailândia 
Melhor época para visitar O ano inteiro


19º - Sharm El Luli, Egito 

Praia Sharm El Luli 
Posição 19º 
Localização Marsa Alam, Egito 
Melhor época para visitar De maio a outubro


20º - Iztuzu Beach 

Praia Iztuzu Beach 
Posição 20º 
Localização Dalyan, Turquia 
Melhor época para visitar De abril a outubro


21º - Playa Paraíso, México 

Praia Playa Paraiso 
Posição 21º 
Localização Tulum, México 
Melhor época para visitar O ano inteiro


22º - Diani Beach, Quênia 

Praia Diani Beach 
Posição 22º 
Localização Quênia 
Melhor época para visitar De dezembro a março


23º - Eagle Beach, Aruba 

Praia Eagle Beach 
Posição 23º 
Localização Aruba 
Melhor época para visitar O ano inteiro


24º - Ngapali Beach, Mianmar 

Praia Ngapali Beach 
Posição 24º 
Localização Mianmar 
Melhor época para visitar De novembro a março


25º - Maunganui Beach, Nova Zelândia 

Praia Maunganui Beach 
Posição 25º 
Localização Nova Zelândia 
Melhor época para visitar O ano inteiro

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