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Selecionamos as melhores fotos antigas de diversas cidades do país, mostrando eventos marcantes e detalhes do estilo de vida de décadas passadas. Que tal dar uma olhada em como as grandes metrópoles brasileiras eram antigamente?

Na foto: Vista aérea do conhecido Edifício Itália, em São Paulo. Foto tirada em 1968.

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Vista do Rio de Janeiro, com a baía e a montanha do Pão de Açúcar, por volta de 1860

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O Hotel de Paris, localizado na Bahia, em 1867

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A abarrotada Rua de Gonçalves Dias, no Rio de Janeiro. É possível ver carruagens puxadas a cavalo. Foto datada de 1870

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A estação central de trem em Belo Horizonte. A construção foi idealizada por Luigi Olivieri

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Um barco sueco recebendo um carregamento de bananas no Porto da Baía de Santos, por volta dos anos 1900

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A popular Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, em 1900

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Vista da Praia de Copacabana no Rio de Janeiro, em foto tirada por volta de 1900

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Vista de uma plantação de café, na qual os grãos foram dispostos em pequenas pilhas, em São Paulo, por volta de 1900

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Um mercado nos subúrbios do Rio de Janeiro em foto datada de 1937

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Uma imagem do cotidiano de São Paulo entre 1910 e 1930

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De 1910 a 1930 foi construída a Catedral da Sé, em São Paulo, no centro da capital

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Vários sacos de dinheiro foram queimados entre os anos 1920 e 1930 para estabilizar a economia do país. O governo tomou essa decisão para reavaliar o valor da moeda

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Vista da cidade de São Paulo, por volta de 1920

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Uma foto estereoscópica da vista área do Rio de Janeiro, ao longo da baía do Pão de Açúcar, por volta de 1920

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A praça próxima à Central dos Correios em São Paulo, em 1920

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O Theatro do Rio de Janeiro, em 18 de setembro de 1922. Na parte da frente da foto é vista a entrada para a Biblioteca Nacional

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Vista de uma rua de São Paulo, em 1924

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A avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, em 12 de junho de 1928

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Entre 1922 e 1929 foi construído em São Paulo o Edifício Martinelli, o então maior arranha-céu da América do Sul, com 130 metros de altura e 30 andares

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Moradores do sertão posam para foto em frente a sua casa. Imagem datada de cerca de 1929

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Foto da pacata cidade de Tubarão, em Santa Catarina

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Vista aérea de Recife, capital do Pernambuco, por volta dos aos 1930

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Fotografia de uma ponte em São Paulo

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Uma dançarina no Carnaval do Rio de Janeiro, em foto datada de 1966

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Uma fonte em Ouro Preto, Minas Gerais, em foto datada de 1966

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A Catedral de Brasília em construção, em foto datada de 1966

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A Igreja da Imaculada Conceição em Ouro Preto, Minas Gerais, em 1966

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A Praça Tiradentes em Ouro Preto, Minas Gerais, em 1966

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Getúlio Vargas é saudado por seus apoiadores em caminho para o Rio de Janeiro, em novembro de 1930

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A principal avenida de Recife, em Pernambuco, por volta de 1931

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Uma foto tirada alguns dias antes da inauguração da estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, em 1931

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Moradores locais observam a troca de passageiros no grande dirigível LZ 127 “Graf Zeppelin”

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Funcionários abastecem o motor de um trem com uma mistura de café e alcatrão, devido à crise econômica de 1929. Os agricultores do Brasil não podiam mais vender o café, pois a substância estava sendo utilizada como combustível

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Uma foto de manifestações da Ação Integralista Brasileira, movimento fascista também conhecido como “camisas-verdes”

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Um bondinho cruza ruas de São Paulo

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O Carnaval do Rio de Janeiro nos anos 1950

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O Estádio do Maracanã visto de cima

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Duas mulheres tomam um café da tarde no Rio de Janeiro, em meados dos anos 1950

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Uma tropa de soldados em frente ao Senado em 1955, durante o discurso do general Teixeira Lott

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Edifícios modernos de São Paulo vistos à noite em foto não datada

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Anúncios vintage em outdoors no Rio de Janeiro, em foto não datada

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Homens deixam a fábrica onde trabalham, a maioria deles com suas bicicletas

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População assiste a uma apresentação artística na rua, na qual o músico toca diferentes canções com garrafas

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A Praia de Copacabana cheia de banhistas

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Vista aérea de São Paulo, em foto tirada em 1964.

Via: msn

© Twitter Suspeita de tiroteio na sede do Youtube, na Califórnia 

Uma atiradora invadiu o escritório do YouTube em San Bruno, na Califórnia, Estados Unidos, segundo a polícia. O prédio foi evacuado depois dos tiros.

Segundo o chefe da polícia local, Ed Barberini, quatro pessoas ficaram feridas, mas aparentemente estão estáveis. Uma quinta pessoa, a atiradora, morreu após atirar em si mesma.

A polícia ainda não tem informações sobre o que motivou o ataque ou que tipo de arma foi utilizado. As autoridades responderam aos primeiros chamados de socorro por volta das 12h46 do horário local (16h46 em Brasília).

Funcionários do YouTube publicaram relatos no Twitter sobre barulho de tiros e presença de viaturas em frente ao prédio. Ao BuzzFeed, as autoridades policiais afirmaram que os serviços de emergência da região metropolitana de São Francisco receberam várias chamadas de dentro do prédio e de seus arredores.

Relatos
“Atirador ativo na sede do YouTube. Ouvi tiros e vi pessoas correndo enquanto estava na minha mesa. Agora estou escondido dentro de uma sala com colegas de trabalho”, escreveu o produtor Vadim Lavrusik na rede social. Alguns minutos depois tuitou que já estava fora do prédio e em segurança.

A polícia revistou os indivíduos que foram evacuados antes de permitir que eles deixassem o local. Testemunhas reportaram, ainda, a presença de helicópteros e policiais da SWAT no local.
“Eu olhei para baixo e vi gotas de sangue no chão e escadas”, escreveu Todd Sherman, produtor do YouTube, no Twitter.

O Google, dono do YouTube, publicou uma mensagem na sua conta do Twitter em referência a esta situação: “Estamos em coordenação com as autoridades e proporcionaremos informação oficial do Google e do YouTube quando estiver disponível”.

Via: 


Pesquisadores do Observatório do Vulcão do Alasca, nos Estados Unidos, isolaram o som de trovões vulcânicos pela primeira vez.
 
O som lembra o barulho que pipocas fazem quando estão sendo estouradas.

Para realizar o registro inédito, os geofísicos colocaram microfones a 65 km do vulcão Bogoslof, no Alasca, e monitoraram a atividade vulcânica entre dezembro de 2016 e agosto de 2017.

Após o período de análise de resultados, os pesquisadores publicaram um estudo sobre o experimento na revista Geophysical Research Letters. A expectativa é de que os registros possam ajudar a compreender melhor a densidade das nuvens de fumaça dos vulcões.

Os trovões, bem como as luzes que o antecedem, são resultantes do contato das cinzas quentes com o ar gelado.

Ouça o som registrado no vídeo abaixo, do jornal americano Washington Post.


Exame.com
Lucas Agrela

© Reprodução

Uma equipe de exploradores civis liderados pelo cofundador da Microsoft Paul Allen localizou os destroços do USS Juneau, um cruzador rápido americano que afundou durante a Batalha de Guadalcanal em novembro de 1942. Cerca de 700 marinheiros morreram no incidente – entre estes cinco irmãos, uma tragédia que acabou se tornando a maior perda incorrida em uma única família americana durante a Segunda Guerra Mundial.

O Juneau foi descoberto a 4,2 mil metros de profundidade, na costa das Ilhas Salomão, como reportado por um comunicado à imprensa publicado por Allen. Um submarino remotamente operado pelo time da Vulcan Inc. capturou vídeos dos destroços, que mostram um propulsor notoriamente bem preservado, um casco em mau estado e a inscrição com o nome do navio revelando a sua identidade.


O Juneau foi descoberto no Dia de São Patrício – uma bizarra coincidência considerando que o navio é mais conhecido pelos lendários irmãos irlandeses-americanos Sullivan – os cinco irmãos que morreram em conjunto com os demais 682 membros da tripulação do navio quando ele afundou em 13 de novembro de 1942 depois de ser dividido no meio por um torpedo japonês.

Geralmente, durante tempos de guerra, irmão eram designados a unidades diferentes para evitar este tipo de situação, mas os irmãos Sullivan firmemente recusaram servir a Marinha a não ser que estivessem no mesmo navio. Os irmãos, George, Francis, Joseph, Madison e Albert, viviam em Waterloo, Iowa, antes de se juntarem à Marinha, e a família deles é lembrada por ter que lidar com um dos maiores sacrifícios da Segunda Guerra Mundial. Um ano depois da tragédia, um navio contratorpedeiro americano foi nomeado em honra aos irmãos.

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Os cinco irmãos Sullivan. (Créditos: US National Archives)

“Nós certamente não planejamos encontrar o Juneau no Dia de São Patrício”, diz Robert Kraft, diretor de operações suboceânicas para Paul Allen, em um comunicado. “As variáveis desta busca são grandes demais”.

O cruzador rápido de classe Atlanta possuía menos de um ano quando afundou, um mandato curto que foi finalizado algumas horas depois de ter lutado em um dos mais cruciais engajamentos da Segunda Guerra Mundial, a batalha naval de Guadalcanal.

Depois de ser atingido por um torpedo japonês, o danificado Juneau se juntou a uma pequena frota de navios americanos sobreviventes que se dirigiam ao sudeste. Em um registro do Waterloo-Cedar Falls Courier, um segundo torpedo atingiu o navio por volta das 11h da manhã, acertando quase que no mesmo lugar que o primeiro, partindo o Juneau pela metade. O navio inteiro sumiu depois de aproximadamente meio minuto, afundando até a base do oceano pacífico.

“Eu vi onde o Juneau estava. A única coisa visível eram tremendas nuvens negras e cinzas de fumaça”, relatou o Tenente Roger O’Neil, um soldado médico que estava no convés do USS San Francisco quando o incidente aconteceu. “Os homens me disseram que o Juneau pareceu explodir instantaneamente e pareceu ter quebrado em dois, cujos segmentos afundaram em 20 segundos... O sinaleiro na ponte de comando do Helena estava no processo de receber uma mensagem do Juneau enquanto observava o sinaleiro deste navio, e reporta que o sinaleiro foi atirado cerca de dez metros para o alto".

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O USS Juneau no porto de Nova York em 11 de fevereiro de 1942. (Créditos: US National Archives)

O Juneau afundou com 687 homens a bordo, mas 115 membros da tripulação conseguiram escapar. O capitão do USS Helena, que estava no comando dos navios sobreviventes, decidiu se retirar do local, acreditando que uma operação de busca e resgate não era viável, e porque ele temia mais ataques dos japoneses. Tragicamente, o Helena transmitiu as coordenadas da última localização conhecida do Juneau para um avião B-17 que estava nas proximidades, mas a mensagem nunca chegou ao quartel general. Como resultado, nenhuma operação de busca e resgate foi enviada por muitos dias. Os homens foram deixados na água, sofrendo de exposição e exaustão – e precisando ter de lidar com tubarões, conforme reportam sobreviventes. O resgate chegou apenas oito dias depois, encontrando apenas dez sobreviventes.

Para proteger os destroços, a Venture Inc. não divulgou a exata localização do Juneau.

Via: Gizmodo

© Roger Askew/Oxford Union/Rex/Shutterstock 

Físico e matemático britânico, Hawking fez descobertas inovadoras na área da Cosmologia. Ele foi diretor de pesquisa do Centro de Cosmologia Teórica da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Apesar de sofrer de uma condição rara e potencialmente fatal de esclerose lateral amiotrófica (ELA), ele fez contribuições significativas para a ciência, incluindo suas previsões revolucionárias sobre buracos negros. Conheça detalhes da vida, carreira e conquistas de Hawking

© Santi Visalli/Getty Images 

Nascido no dia 8 de janeiro de 1942, em Oxford, na Inglaterra, Hawking foi o primeiro dos 4 filhos de Isobel e Frank Hawking

© Bettmann/Getty Images 

Hawking frequentou a escola St. Albans e era um estudante regular que preferia gastar o tempo inventando coisas 

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Enquanto seu pai queria que ele estudasse medicina, ele decidiu seguir os caminhos da Matemática. Porém, como a University College, em Oxford, não possuía o curso, ele acabou escolhendo Físicana. Hawking se graduou em 1962 e, em seguida, começou um doutorado em Cosmologia na Trinity Hall, onde começou a trabalhar com o matemático Roger Penrose 

© Elise Amendola/AP Photo 

Aos 21 anos, ele começou a desenvolver os sintomas da ELA - uma doença que desliga os nervos que controlam os músculos, dificultando a movimentação, o ato de engolir e eventualmente respirar. Ele foi confinado a uma cadeira de rodas e os médicos acreditavam que ele viveria por apenas mais dois ou três anos 

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Em 1965, apesar de suas crescentes incapacidades físicas, ele se casou com Jane Wilde, com quem ele teve três filhos: Robert, Lucy e Timothy. O casal se separou em 1990 e se divorciou em 1995

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Em 1966, Hawking conseguiu seu diploma de doutorado e passou a trabalhar de perto com Penrose. Em 1968, tornou-se membro do Instituto de Astronomia em Cambridge. Ele começou a trabalhar no fenômeno dos buracos negros e postulou o que veio a ser conhecido como a segunda lei da dinâmica dos buracos negros

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Em 1974, Hawking se tornou um membro da Real Sociedade de Londres. Ao longo dos anos, ele recebeu vários prêmios, incluindo a Medalha de Eddington, a Medalha de Ouro de Pio XI, o Prêmio Dannie Heineman, o Prêmio Maxwell e o Prêmio Albert Einstein

© Craig Fujii/AP Photo 

Em 1979, foi nomeado professor lucasiano de Matemática na Universidade de Cambridge

© Alex Grimm/Reuters 

Com o tempo, sua condição médica se agravou ainda mais e ele perdeu a capacidade de se alimentar e falar

© Chris Martinez/AP Photo 

Após uma operação de traqueotomia, em 1985, Hawking perdeu a voz completamente. David Mason, um engenheiro de computação e o ex-marido da esposa de Hawking, personalizou um sintetizador de fala para o uso do cientista

© Leopold Nekula/Sygma via Getty Images 

Em 1988, Hawking publicou 'Uma Breve História do Tempo', que era uma versão simplificada da cosmologia das massas. O livro tornou-se um best-seller, vendendo mais de 10 milhões de cópias em 20 anos 

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Depois de se separar de sua primeira esposa, em 1990, Hawking casou-se com sua enfermeira Elaine Mason, em 1995. O casamento durou 11 anos e o casal se divorciou em 2006

© Sion Touhig/Getty Images 

Em 1993, ele publicou uma coleção de ensaios e palestras denominados 'Buracos Negros, Universos-Bebês e Outros Ensaios'. Ele continha temas como termodinâmica do buraco negro e mecânica quântica

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Hawking apareceu como ele mesmo em vários shows e foi retratado e referenciado em várias obras de arte e publicações

Foto: Hawking posa ao lado do ator Jim Parsons de 'The Big Bang Theory' em Los Angeles, Califórnia, EUA

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Entre 2001 e 2011, ele escreveu diversas obras sobre Cosmologia 

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Em 2007, Hawking entrou em um voo de gravidade zero em um Boeing 747, que decolou do Kennedy Space Center em Cabo Canaveral, Flórida, EUA

© Jason Lee/Reuters 

Em 2009, ele se aposentou como professor lucasiano de Matemática

© Evan Agostini/AP Photo 

Em 2010, ele co-escreveu um livro com Leonard Mlodinow intitulado 'O Grande Projeto'. Mais tarde, em entrevista para a ABC News, ele disse: 'Não se pode provar que Deus não existe, mas a ciência torna Deus desnecessário'

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O filme de 2014, 'A Teoria do Tudo', foi baseado no livro 'Viajar ao Infinito', escrito pela primeira esposa de Hawking, Jane Hawking. O filme estrelou Eddie Redmayne (esquerda) como Hawking, para o qual o ator ganhou um Oscar, um Prêmio Globo de Ouro e um Prêmio BAFTA

© Chip Somodevilla/Getty Images 

Foto: o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, entrega a Medalha Presidencial da Liberdade a Hawking em 12 de agosto em Washington D.C., EUA

© Jemal Countess/Getty Images 

Em 2015, Hawking tornou-se parte das 'Iniciativas Inovadoras', um programa financiado pelo bilionário russo Yuri Milner para procurar sinais de vida pelo universo

© Joe Giddens/PA Archive/PA Images 

Em julho de 2017, Hawking recebeu um Doutoramento Honoris Causa do Imperial College London

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Em 14 de março de 2018, Hawking morreu aos 76 anos de idade. Seus filhos, Lucy, Robert e Timothy, declararam: 'Estamos profundamente entristecidos pelo fato do nosso amado pai ter morrido hoje. Ele era um grande cientista e um homem extraordinário. O trabalho e o legado dele viverão durante muitos anos. Sua coragem e persistência inspiraram pessoas em todo o mundo'

Morre Hawking, o cientista mais popular desde Einstein 

A carreira de Stephen William Hawking (1942-2018), já seria fantástica para uma pessoa qualquer. Mas Hawking se agigantou ao contrariar a previsão dos médicos de que não sobreviveria a uma doença degenerativa rápida e mortal.

Seu pai, Frank Hawking, era médico, e sua mãe, Isobel Hawking, estudou filosofia, política e economia. Ambos se formaram pela Universidade de Oxford, onde viviam. Ele inglês, ela escocesa, o casal se conheceu logo após o início da Segunda Guerra Mundial, onde ela trabalhava como secretária e ele, médico.

Stephen foi o primeiro filho dos dois. Depois dele viriam duas irmãs, Philippa e Mary, e um irmão adotado, Edward. Em 1950, quando o jovem Hawking tinha 8 anos, Frank se tornou chefe da divisão de parasitologia do Instituto Nacional para Pesquisa Médica, e a família se mudou para St. Albans. Não tinham luxos e eram tidos pelos vizinhos e conhecidos como muito inteligentes e excêntricos.

Curiosamente, Stephen demorou a engrenar nos estudos. Aprendeu a ler tardiamente, aos 8 anos. Da infância, Hawking se lembra de sua paixão por trens de brinquedo e, mais tarde, aeromodelos. “Meu objetivo sempre foi construir modelos que funcionassem e que eu pudesse controlar”, contou o cientista, em sua autobiografia Minha Breve História, publicada em 2013.

Esse desejo de compreender como as coisas funcionam e controlá-las seria a motivação mais básica para perseguir uma carreira em física e cosmologia, segundo ele. Partiu para estudar física na Universidade de Oxford e estava namorando Jane Wilde, uma amiga de sua irmã, quando, em 1962, começou a sentir os primeiros sintomas de sua doença. Recebeu então o diagnóstico: esclerose lateral amiotrófica.

© Superinteressante stephen_hawking_site 

De progressão usualmente acelerada, ela é caracterizada pela crescente paralisia dos músculos, culminando com a incapacidade de respirar e a morte. O médico previu que Hawking não viveria mais três anos. Não haveria tempo sequer para concluir seu doutorado em física.

Stephen e Jane discutiram aquela situação terrível e decidiram manter o relacionamento. Tornaram-se noivos em 1964, o que, segundo o próprio Hawking, lhe deu “algo pelo que viver”. Casaram-se em 14 de julho de 1965. Tiveram um filho, Robert, em 1967, uma filha, Lucy, em 1970, e um terceiro filho,Timothy, em 1979. 

Hawking seguia desafiando o prognóstico médico. De forma jamais vista, a doença se estabilizou e entrou numa marcha lenta sem precedentes. Não que Hawking não tenha pago um alto preço, com a crescente perda de controle do corpo. Mas, surpreendendo a todos, o cientista conseguiu ter uma carreira e uma vida plenas. Mas obviamente a vida da família se tornava cada vez mais difícil. Os anos 1970 marcaram o auge da produção científica de Stephen. Ao fim da década, ele assumiria a cátedra lucasiana na Universidade de Cambridge – a mesma que havia sido ocupada por Isaac Newton séculos antes –, onde permaneceria por mais de três décadas, até se aposentar. E foi nessa mesma época que ele de fato encantou o mundo com sua pesquisa.

O maior feito científico do físico inglês foi demonstrar que os buracos negros não são completamente negros, e sim emitem uma pequena quantidade de radiação. Até então, pensava-se que esses objetos – normalmente fruto da implosão de uma estrela de alta massa que esgotou seu combustível – fossem literalmente imortais. Como nada consegue escapar de seu campo gravitacional, inclusive a luz, o futuro do cosmos tenderia a ter somente buracos negros gigantes, que permaneceriam para todo o sempre.

Contudo, ao combinar efeitos da mecânica quântica à relatividade geral, Hawking descobriu que a energia do buraco negro poderia “vazar” lentamente na forma de radiação. Com isso, ao longo de zilhões de anos, até mesmo esses parentemente indestrutíveis objetos tendem a deixar de existir.

Se Hawking cativou os físicos com essa previsão surpreendente – que só não lhe valeu um Prêmio Nobel pela dificuldade extrema de detectar a sutil radiação emanada de um buraco negro –, ele conseguiu capturar com igual habilidade a imaginação do público, com vários livros de divulgação científica, a começar pelo bestseller Uma breve história do tempo, de 1988.

A imagem do “gênio preso a uma cadeira de rodas que se comunica por um sintetizador de voz” era irresistível demais para a mídia, e Hawking soube usar sua fama em favor de causas importantes, como a defesa dos direitos dos deficientes físicos ou a advocacia da exploração espacial. De forma igualmente surpreendente, tornou-se um ícone da cultura pop.

Em 1992, Hawking participou, como ele mesmo, de um episódio da série de TV Jornada nas estrelas: A nova geração. Numa cena muito interessante, ele aparece jogando pôquer com Isaac Newton, Albert Einstein e o androide Data, um dos personagens principais do programa. Dois anos depois, o grupo Pink Floyd inclui trechos de falas do sintetizador de Hawking na música “Keep talking”. Em 2007, em comemoração aos seus 65 anos, o físico faz um voo parabólico em avião para experimentar a mesma ausência de peso que se sente no espaço. E em 2012 ele fez uma ponta num episódio da série de comédia americana The Big Bang Theory.

Essa cortina de fama, contudo, não conseguia esconder as dificuldades de Hawking na vida pessoal. Ao final da década de 1970, Jane, compreensivelmente, se apaixonou por um organista de igreja que se tornara amigo da família, Jonathan Hellyer Jones. A relação passou muito tempo num estágio platônico e acabou evoluindo com a aceitação de Hawking. Diz Jane que ele concordou, “contanto que eu continuasse a amá-lo”. No fim, o casamento acabou chegando ao fim depois que o cientista acabou se apaixonando por Elaine Mason, uma das enfermeiras que lhe prestavam cuidados. Hawking casou-se pela segunda vez em 1995, e o novo relacionamento durou até 2006. Houve rumores de que Elaine o agredia, mas Stephen jamais quis prestar queixa, deixando a situação no ar. “Meu casamento com Elaine foi apaixonado e tempestuoso. Tivemos nossos altos e baixos, mas o fato de Elaine ser enfermeira salvou minha vida em diversas ocasiões”, resumiu, em sua autobiografia.

Apesar da fama, Hawking nunca gostou de discutir seus problemas pessoais em público, e durante todo esse período, não houve exceção. Em compensação, sua celebridade pode tê-lo levado a violar um dos mais básicos princípios do comportamento acadêmico: não se deve fazer afirmações extraordinárias sem evidências igualmente extraordinárias.

Em 2004, o pop-star britânico anunciou ter solucionado um dos mais intrigados problemas ligado à física de buracos negros, o chamado “paradoxo da informação”. É basicamente a ideia de que a informação codificada no interior das partículas que caem no buraco negro é destruída e desaparece do Universo para sempre. Os físicos consideram isso paradoxal porque as leis físicas funcionam justamente em razão das condições anteriores do sistema. Se você parte de um estado “desinformado”, não há como aplicar as teorias sobre ele para saber o que acontece depois ou determinar o que ocorreu antes.

Ao dizer que teria resolvido o dilema, Hawking chamou a atenção dos físicos do mundo inteiro. Mas ele nunca apresentou cálculos que demonstrassem isso. Dez anos depois, em 2014, repetiu a dose, dizendo ter concluído que buracos negros podem nem existir.

Mais uma vez um choque: a imensa maioria dos cientistas já estava convencida de que esses fenômenos são reais, depois de estudá-los a fundo – embora só por meio de equações. Mas Hawking de novo não apresentou o devido embasamento matemático para demonstrar sua conclusão bombástica.

A situação é perfeitamente compreensível, dada a extrema dificuldade que Hawking tinha para se comunicar. Só o fazia por meio de um computador, que traduzia pequenos movimentos da bochecha em letras e palavras, que então são expressas por meio de um sintetizador de voz. Imagine a dificuldade do cientista em desenvolver suas ideias, altamente matemáticas, valendo-se apenas de sua mente para proceder com os cálculos. É natural que o pesquisador tenha passado o fim da vida desenvolvendo apenas artigos sumários, na esperança de que outros fisgassem as ideias e as desenvolvessem mais concretamente.

Fora do âmbito acadêmico, Hawking também soube usar muito bem sua fama, ao alertar para riscos existenciais à humanidade ocasionados pelo progresso tecnológico, em especial a inteligência artificial. “As formas primitivas de inteligência artificial que temos agora se mostraram muito úteis. Mas acho que o desenvolvimento de inteligência artificial completa pode significar o fim da raça humana”, disse o cientista, em 2014.

Convencido de que a humanidade precisa colonizar outras partes do Universo para sobreviver a esse e outros riscos à nossa existência, Hawking era um dos primeiros passageiros na lista de espera da empresa Virgin Galactic, que deve realizar voos espaciais suborbitais nos próximos anos. Morreu aos 76 anos, em Cambridge, sem ter realizado este sonho.

*Este texto foi adaptado do livro 25 Grandes Gênios da Humanidade, de Salvador Nogueira
(Via AFP)

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