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Há alguns anos, os cientistas descobriram que certas mudanças químicas no nosso DNA que se acumulam ao longo do tempo, podem ser usadas para prever a nossa idade. Agora, indo um pouco mais longe, os pesquisadores descobriram que a diferença entre esta idade estimada e nossa real idade, cronológica, pode ser usada como uma espécie de "relógio" para prever o nosso tempo de vida. Infelizmente, mesmo depois de tomar uma variedade de diferentes fatores em consideração, os pesquisadores descobriram que se uma pessoa tem uma idade estimada maior do que sua idade cronológica, então ela está propensa a morrer mais cedo do que os indivíduos cujas idades são semelhantes.

A chave para determinar a popular “idade biológica” seria por meio da metilação do DNA. Sabe-se que o grau de metilação do DNA muda com a idade e que seus níveis podem ser influenciados pelo estilo de vida e fatores ambientais e genéticos. O tabagismo e estresse agudo, por exemplo, têm determinado alterações na metilação do DNA.

Para descobrir se a metilação do DNA está ligada ao tempo de vida de um indivíduo, cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, em colaboração com pesquisadores da Austrália e os EUA, analisaram dados de quatro estudos independentes realizados com quase 5 mil pessoas por um período de até 14 anos.

De acordo com o que foi publicado na Genome Biology, os pesquisadores descobriram que uma idade de metilação do DNA cinco anos mais elevada do que a idade cronológica resulta em um risco 21% mais elevado de mortalidade, por todas as causas, mesmo levando-se em conta a idade e sexo. No entanto, se os pesquisadores levarem em conta uma variedade de outros fatores ambientais e de estilo de vida, como a educação, tabagismo, diabetes, doenças cardiovasculares e classe social, o risco de mortalidade é reduzido para 16%.

Embora este estudo sugira que existe uma relação entre o "relógio biológico" e a mortalidade, outros estudos são necessários para esclarecer quais fatores ambientais específicos, genéticos ou de estilo de vida de influenciam na idade biológica de uma pessoa.

Teodorín Obiang, filho do ditador Teodoro Nguema Obiang, da Guiné Equatorial  


Quando Ali Bongo assumiu a presidência do Gabão, quatro anos atrás, a Embaixada dos EUA em Libreville reportou a Washington um roubo de R$ 84 milhões (€ 28 milhões) no Banco Central regional, que atende a oito países da África Central.

Os diplomatas americanos registraram em documento - disponível nos arquivos do WikiLeaks - a versão corrente na época: o ditador gabonês Omar e seu herdeiro Ali foram os beneficiários, e usaram parte dos recursos para financiar partidos políticos franceses, apoiando inclusive o então presidente da França, Nicolas Sarkozy.

A quantia roubada era equivalente a 5% do capital do banco. E dez vezes maior que o valor do perdão da dívida do Gabão com o Brasil proposto pela presidente Dilma Rousseff ao Senado.

O caso enfureceu governantes sócios dos Bongos no Banco dos Estados da África Central. Todos se sentiram roubados. A família Obiang, que governa a Guiné Equatorial, exigiu mudanças na direção e na forma de operação do banco.

Ontem, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo comemorou 34 anos no poder. Aos 71 anos de idade, ele é o mais antigo ditador africano em atividade.

Obiang comanda um país cuja riqueza subterrânea, em petróleo, contrasta com a plena miséria da superfície: sete de cada dez habitantes (600 mil) sobrevivem com renda inferior a US$ 2 por dia, segundo o Banco Mundial.

Apenas 44% da população da Guiné Equatorial têm acesso à água potável e a desnutrição impera entre 39% das crianças com menos de 5 anos. O presidente, no entanto, se destaca entre os oito governantes mais ricos do planeta, segundo a revista “Forbes”.

A Guiné Equatorial tem uma dívida de R$ 27 milhões (US$ 12 milhões) pendente há duas décadas com o Brasil. O governo Lula chegou a anunciar sua liquidação, com anistia, mas não concretizou. A presidente Dilma Rousseff decidiu renegociá-la com anistia.

No centro do interesse brasileiro estão petróleo e contratos de obras que fizeram o fluxo de comércio entre o Brasil e a Guiné Equatorial se multiplicar, saltando de US$ 3 milhões em 2003 para cerca de US$ 700 milhões no ano passado. Nesse período, o ditador Obiang tornou-se um “caro amigo” para o ex-presidente Lula. E personagem relevante aos olhos da presidente Dilma, para quem “o engajamento com a África tem um sentido estratégico”.

Auxílio a acusado de genocídio
Para o clã Obiang, a anistia financeira do Brasil não tem qualquer significado, além de uma espécie de aval político a uma ditadura contestada na ONU e sob investigação em tribunais da Europa e dos Estados Unidos.

Para os Obiang, uma quantia de R$ 27 milhões (valor da dívida com o Brasil) é dinheiro de bolso. Teodorín, filho mais velho e virtual sucessor do ditador, gastou o dobro disso numa única noitada de compras na Christie’s, em Paris. Foi durante o leilão da extraordinária coleção de arte de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé, em 2009 - informou o Departamento Antilavagem do Ministério das Finanças da França em relatório aos juízes parisienses Roger Le Loire e René Grouman.

Parte dos lotes que Teodorín arrematou incluía obras de Rodin, Degas e Monet. Elas foram apreendidas pela Justiça no final do ano passado. A polícia levou, também, peças de mobiliário avaliadas em R$ 117 milhões (US$ 52 milhões) e uma coleção de carros (sete Ferrari mais alguns Bentley, Bugatti Veyron, Porsche Carrera, Maybach Mercedes, Aston Martin, Maserati e Rolls-Royce).

O “tesouro”, como ficou registrado no boletim de ocorrência, estava em uma das residências do herdeiro Obiang em Paris - a mansão número 42 da avenida Foch (distrito 16), com 101 ambientes distribuídos em seis andares. Alguns dos veículos foram leiloados no mês passado.

No final do ano passado, a Justiça francesa mandou prender Teodorín por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele recorreu, mas a decisão foi mantida. No último carnaval esteve em Salvador, mas não foi preso: a polícia alegou que não sabia de sua presença na capital baiana e nem mesmo do pedido de prisão na França.

Com movimentos limitados também está Omar al-Bashir, 69 anos de idade, dos quais 24 no governo do Sudão. Ele foi condenado pelo Tribunal Penal Internacional, das Nações Unidas, por genocídio. Recorreu, mas a sentença foi confirmada no ano passado.

Bashir suprimiu os partidos políticos, censurou a imprensa e dissolveu o Parlamento. Autonomeou-se líder do Conselho Revolucionário para a Salvação Nacional, e também chefe de Estado, primeiro-ministro e chefe das Forças Armadas. É o ditador de um país cuja superfície é pobre, mas cujo subsolo tem promissoras reservas de petróleo.

O Sudão tem uma dívida de R$ 98 milhões (US$ 43,5 milhões) com o Brasil. O governo informou ao Senado que pretende perdoar 90% do total - ou seja, uma anistia de R$ 88,2 milhões (US$ 39,2 milhões).

Para Bashir, isso equivale a uma dádiva financeira e política. Ele é o primeiro presidente da República no exercício da função a se tornar o alvo de um mandado internacional de prisão por genocídio. O apoio do governo Dilma Rousseff foi, até agora, um dos raros gestos de solidariedade que recebeu neste ano.

(Agência O Globo)

Cataratas do Niágara 
O inverno rigoroso que atinge os Estados Unidos e o Canadá mudou a paisagem das Cataratas do Niágara, localizadas na fronteira entre os países. Nesta semana, após a região ter passado por temperaturas que beiraram os 20 graus negativos, o conjunto de quedas d’água ficou parcialmente congelado. 

O clima no hemisfério norte pode até ter trazido transtornos em várias cidades, especialmente nos EUA (como em Boston), mas certamente contribuiu também para o surgimento de cenas extraordinárias na natureza. 

Confira nas imagens.









Reuters

Grupo Ciencias Planetarias (GCP) - UPV/EHU 

Cientistas trabalham para determinar a natureza e a causa das névoas usando os dados do Hubble, em combinação com as imagens tiradas por amadores 

Astrônomos amadores observaram uma enorme névoa saindo da superfície de Marte, deixando os cientistas intrigados. As informações são da Agência Espacial Europeia (ESA). 

Em duas ocasiões distintas, em março e abril de 2012, astrônomos amadores relataram características de ‘nuvens’ em desenvolvimento no planeta. Em ambas as ocasiões, as nuvens foram vistas chegando a altitudes de mais de 250 km acima da mesma região de Marte. 

Nenhuma das naves espaciais na órbita de Marte captou as nuvens por causa de sua visão geométrica e das condições de iluminação no momento. 

No entanto, ao verificar imagens arquivadas do Telescópio Hubble feitas entre 1995 e 1999 – e de bases de dados de imagens amadoras abrangendo 2001-2014 – foram vistas nuvens ocasionais na borda de Marte, embora normalmente só até 100 km de altitude. 

Um conjunto de imagens do Hubble de 17 de maio de 1997 revelou uma névoa anormalmente grande, semelhante àquela vista pelos astrônomos amadores em 2012. 

Agora, os cientistas trabalham para determinar a natureza e a causa das névoas usando os dados do Hubble, em combinação com as imagens tiradas por amadores. 

"Uma ideia que discutimos é que a névoa é causada por uma nuvem reflexiva de gelo de água, gelo de dióxido de carbono ou partículas de poeira, mas isso exigiria desvios excepcionais dos modelos de circulação atmosférica padrão para explicar as formações de nuvens em tais altitudes elevadas", disse Agustin Sanchez-Lavega, da Universidad del País Vasco, na Espanha, autor principal do artigo que apresenta os resultados na revista Nature. 

"Ooutra ideia é que elas estejam relacionadas com uma emissão de aurora, e na verdade foram anteriormente observadas nestes locais, ligadas a uma região conhecida sobre a superfície onde existe uma grande anomalia no campo magnético da superfície", acrescenta Antonio Garcia Munoz, coautor do estudo da ESA.

Karen Carneti, de INFO Online

Nelson Almeida/AFP
Cantareira: o nível do maior sistema de São Paulo subiu 0.6 ponto porcentual, nesta quarta, chegando a 8,9% da capacidade

Fabio Leite, do Estadão Conteúdo

São Paulo - Mesmo com o fevereiro mais chuvoso em 9 anos, o Sistema Cantareira tem recebido um volume de água 46% abaixo da média histórica para o mês.

Boletim da Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que a entrada de água nos reservatórios ainda está 30,5 mil litros por segundo menor do que o esperado, resultado do "efeito esponja" provocado pelo solo seco.

Essa diferença corresponde ao dobro do que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tem retirado para abastecer cerca de 6,5 milhões de pessoas na região metropolitana.

Até a quarta-feira, 18, o manancial registrou uma vazão afluente média (água que entra) de 34,9 mil litros por segundo, volume 310% maior do que o registrado no mês passado e em fevereiro de 2014, quando o índice foi de apenas 8,5 mil litros por segundo em cada um.

Em tempos de seca extrema nos reservatórios, o dado parece animador, mas ainda está longe da normalidade do chamado ciclo hidrológico do manancial. A vazão esperada para fevereiro é de 65,4 mil litros por segundo, a mais alta do ano.

O nível do maior sistema de São Paulo subiu 0.6 ponto porcentual, nesta quarta, chegando a 8,9% da capacidade, incluindo duas cotas do volume morto, água represada abaixo dos túneis de captação. Foi o 13º aumento consecutivo, e o maior desde o dia 11 de janeiro de 2013.

Apesar disso, o Cantareira registrou a menor alta ontem entre todos os sistemas que abastecem a Grande São Paulo. Alto Tietê e Guarapiranga, por exemplo, subiram 1,1 e 0,7 ponto porcentual, respectivamente, segundo a Sabesp.

Parte da recuperação do Cantareira, que sofria quedas mensais desde maio de 2013 e retomou o nível de novembro, deve-se ao aumento das chuvas.

Até ontem, a pluviometria acumulada era de 257 milímetros, 29% acima da média para todo o mês, que é de 199,1 milímetros.

A dez dias para o fim de fevereiro, o volume é o maior registrado neste mês no manancial desde 2006, quando choveu 283,4 milímetros. No ano passado, foram 73 milímetros.

"O dado positivo é que as chuvas voltaram, mas não adianta ficar muito empolgado porque, em relação à vazão afluente, ainda estamos muito abaixo da média. O que podemos dizer, desde que tenhamos essa sorte em março e abril, é que há chance de nos livrarmos do rodízio radical e de não precisarmos usar o terceiro volume morto. Mesmo assim, começaríamos 2016 pior do que no ano passado", explica o engenheiro civil José Roberto Kachel, especialista em hidrologia.

Corte

As chuvas, contudo, não teriam o menor impacto não fosse a redução de 66% do volume de água retirado do Cantareira pela Sabesp para abastecer a Grande São Paulo, além de mais 5,5 milhões de pessoas nas regiões de Campinas e Piracicaba.

Há um ano, a captação era de 32,6 mil litros por segundo, e, agora, caiu para 11 mil litros por segundo. Com isso, o manancial terá superávit pela primeira vez em 22 meses.

O resultado, contudo, tem sido obtido mediante uma redução drástica da pressão da água e fechamento de 40% da rede, provocando longos cortes no abastecimento, como na casa de Maria Aparecida Terra, de 40 anos, no Jaçanã, zona norte da capital, onde a água não chega desde domingo.

"Tem idosos, doentes e crianças no local e estamos preocupadíssimos, pois nossa pouca reserva está quase zerada", disse.

A Sabesp afirma que está reavaliando as áreas de redução da pressão.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tânia Rêgo/ABr
Caixa: agência recebeu 953 críticas

Célia Froufe, do Estadão Conteúdo

Brasília - A Caixa Econômica Federal voltou a liderar, pelo segundo mês consecutivo, a lista do Banco Central de instituições que receberam o maior volume de reclamações de usuários de seu serviço em relação ao total de clientes.

Até então, desde que o BC reformulou a metodologia, o BMG se posicionava na primeira colocação, mas saiu do rol, que considera apenas casas com mais de 2 milhões de clientes, porque sua carteira diminuiu nos últimos meses.

De dezembro para janeiro aumentou o índice da instituição estatal de 10,84 pontos para 12,78 pontos, de acordo com o ranking do BC.

A Caixa, que tem pouco mais de 74,5 milhões de clientes, recebeu 953 críticas no mês passado consideradas procedentes pela autarquia.

Em novembro, a instituição estava na terceira posição, com 8,42 pontos. Todas as instituições são avaliadas pelo BC pelo seu conglomerado.

A maior quantidade de queixas contra a Caixa voltou a ser no quesito "irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços".

O segundo ponto que mais deixou os clientes irritados foi o débito em conta de depósito não autorizado pelo cliente.

A segunda instituição entre as que possuem mais clientes com o maior índice em janeiro, de 10,99 pontos, foi o HSBC. O banco de origem inglesa, que tem quase 10,2 milhões de clientes, aparecia na quarta posição no mês anterior.

Já o Santander continuou na terceira posição de dezembro de 2014 para o mês passado. O banco espanhol recebeu "nota" 7,44, menor do que a 9,54 vista na edição anterior.

Houve 234 queixas consideradas procedentes pelo BC. O volume de clientes da instituição no mês passado era de 31,4 milhões.

Na quarta posição ficou o Bradesco, com índice de 7,22 e 541 críticas - o banco detém 74,9 milhões de clientes. A instituição estava na quinta posição em dezembro.

Já o Banrisul, que possui quase 3,9 milhões de clientes, ocupou o quinto lugar, com 25 pontos. Isso levou o índice da instituição a 6,42 pontos em janeiro.

BMG

O BMG deixou de fazer parte do ranking principal do BC porque, pelo novo método da autarquia, usado desde julho do ano passado, apenas são avaliadas instituições que possuem mais de dois milhões de clientes - até então, a amostragem era de 1 milhão de clientes.

O índice de cada instituição é formado a partir do volume das reclamações, que é dividido pelo número de clientes e multiplicado por 1 milhão.

Antes, a multiplicação era por 100 mil. O BMG agora foi para o ranking das instituições com menos de 2 milhões de clientes. Lá, ele está em sexto lugar.

Além do volume de clientes e da inclusão de financeiras, a ampliação da base de clientes de cada instituição ou conglomerado foi alvo de mudança metodológica feita pela autarquia a partir de julho.

Até então, apenas os que faziam operações de depósitos com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) eram contabilizados.

Agora, outras operações de depósitos também podem entrar na apuração, como as de consumidores que fazem empréstimos ou investimentos em um banco mesmo sem ter conta na casa.

Justin Sullivan/Getty Images
Mãos seguram adubo fruto de compostagem


João Pedro Caleiro, de EXAME.com
          O que se planta, se colhe, mas no tempo certo: o que vale como filosofia de vida pode ser também a chave para explicar o destino econômico de um país.

É esta a simples (e polêmica) tese dos pesquisadores Oded Galor, da Brown University e Omer Özak, da Southern Methodist University.

Em meados do ano passado, o Escritório Nacional de Pesquisa Econômica americano publicou um trabalho da dupla com o título "As Origens Agrícolas das Preferências Temporais".

O argumento é que a habilidade de um povo de se planejar e investir para obter uma gratificação maior no futuro está diretamente relacionada com o aprendizado que vem dos ciclos primitivos da agricultura em cada local.

"Variações geográficas na produtividade natural da terra e seu impacto no retorno do investimento agrícola tiveram um efeito persistente na distribuição de uma orientação de longo prazo nas sociedades", diz o estudo.

Ou seja: nossos ancestrais que viviam em terras mais férteis percebiam que valia a pena esperar para colher mais frutos, e isso gerou sociedades que valorizam coisas que trazem desenvolvimento no longo prazo.

Alguns exemplos são o investimento em pesquisa e educação: os autores apontam, por exemplo, que "um desvio padrão no rendimento da colheita pré-1500 vivida pelos ancestrais de um país está associada com um ano adicional de educação escolar no ano 2005".

A tese foi testada de forma empírica por um modelo complexo que controla por uma série de variáveis que poderiam confundir os resultados - sejam elas individuais, geográficas ou históricas.

A orientação de imigrantes de segunda geração dentro de um país, por exemplo, foi medidas para isolar o que são efeitos de cultura adotada e o que tem origem ancestral. Os autores também incorporam as mudanças nos tipos de culturas agrícolas disponíveis mundialmente depois dos descobrimentos.

Galor e Özak não são os primeiros a propor uma explicação geográfica para a história do desenvolvimento das sociedades. Em 1997, o americano Jared Diamond argumentou no livro "Armas, Germes e Aço" que a grande vantagem da Europa foi construída sobre motivos ambientais: em especial, uma latitude quase única no continente inteiro, o que teria permitido a difusão de culturas agrícolas, animais e conhecimentos.

Outros autores preferem explicações focadas em aspectos culturais ou do desenvolvimento de instituições políticas, como James Robinson, de Harvard.

Alexandre Battibugli / EXAME
Loja da Pernambucanas: a empresa tem prejuízo no varejo, mas fecha no azul graças à financeira


Ana Luiza Leal, de Revista EXAME

          A família Lundgren, dona da varejista Casas Pernambucanas, protagoniza há duas décadas uma das mais renhidas disputas societárias de que se tem notícia no capitalismo brasileiro. Mais de 30 descendentes da quarta e da quinta geração disputam o controle da companhia fundada em 1908 e que, em 2014, faturou 4,7 bilhões de reais.

De um lado es­tá Anita Harley, que há 24 anos comanda a Pernambucanas. De outro, primos que discordam da condução do negócio e sobrinhos que brigam na Justiça para tirar poder de Anita — e receber centenas de milhões de reais em dividendos nunca pagos. Em vez de milionários, alguns herdeiros vivem na pin­daíba. Um deles teve de trancar a faculdade e vender sanduí­che na praia para pagar as contas.

Pois essa briga pode estar perto do fim — e de uma virada. O inventário de Helena Lundgren, mãe de Anita, morta em 1990, está prestes a ficar pronto, segundo herdeiros ouvidos por EXAME. Quando isso ocorrer, Anita terá de ceder metade das ações a um grupo de sobrinhos. Na prática, significaria a troca no controle da empresa. Anita, senhora absoluta da Pernambucanas por duas décadas, se tornaria acionista minoritária.

Os problemas societários da Pernambucanas começaram nos anos 70, quando o poder da companhia chegou ao auge. Em 1975, após anos de desentendimentos quanto ao rumo do negócio, a família dividiu a empresa em três unidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Nordeste. Cada uma era tocada por um ramo do clã — os demais seguiam acionistas, mas sem se meter no dia a dia.

Apenas a unidade de São Paulo, comandada por Helena Lundgren, sobreviveu à invasão dos importados nos anos 90 que quebrou lojas de departamentos tradicionais, como Mappin e Mesbla.

Em 1990, Helena, dona de 50% das ações da Pernambucanas de São Paulo, morreu. A herança foi dividida entre seus três filhos. Anita Harley, que assumiu a presidência no lugar da mãe, ficou com 25% das ações. Seus dois irmãos, Robert e Christina, ficaram com 12,5% cada um. O plano era que Anita prestasse contas da empresa a cada seis meses aos dois irmãos e distribuísse dividendos.

Mas o inventário de Helena Lundgren nunca foi concluído — e os lucros nunca foram distribuídos. Robert morreu em 1999, deixando cinco filhos. Christina morreu em 2001 e deixou quatro herdeiros. Eles brigam, até hoje, para receber a herança da avó e os dividendos anuais acumulados nesse perío­do. No total, dizem que Anita lhes deve 600 milhões de reais.

Desde a morte da mãe, Anita tenta, na Justiça, fazer com que as ações dos dois irmãos sejam incorporadas a seu patrimônio. Os sobrinhos, por sua vez, brigam para que o testamento seja cumpri­do. No fim de 2013, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que as ações de Robert devem, de fato, ir para seus filhos — o que abre espaço para os filhos de Christina obterem o mesmo.

Mas isso só vai acontecer quando o inventário for concluído. A elaboração do inventário ficou anos sem novidade. Até que, em 17 de dezembro, a Justiça de Pernambuco constatou problemas na condução do inventário e pediu ao Ministério Público e ao Conselho Nacional de Justiça que investigassem o caso.

Segundo a denúncia, os recursos deixados por Helena Lundgren estariam sendo usados de forma irregular — contas bancárias foram movimentadas por mais de uma década sem que os sobrinhos soubessem. Como nada foi decidido, é ilegal mexer na herança sem o consentimento dos envolvidos.

Com a chegada do processo ao Ministério Público, os filhos de Christina e Robert, e seus advogados, avaliam que a conclusão do espólio é iminente. Procurada, Anita não deu entrevista.

O que faz a decisão sobre o inventário especialmente importante é uma peculiaridade daquelas que fazem a briga da Pernambucanas não só antiga mas para lá de complexa. Na divisão dos anos 70, os ramos do Rio e do Nordeste e outros grupos de descendentes ficaram com 50% das ações da empresa de São Paulo.


Traveler's Choice 2015 

     Pelo segundo ano consecutivo, a Baía do Sancho (foto), em Fernando de Noronha, conquistou o posto de melhor praia do mundo, de acordo com o site de viagens TripAdvisor. Na edição de 2015 do Traveler’s Choice, este foi o único destino brasileiro na lista. 

No ano passado, a Praia dos Carneiros, em Tamandaré, e a Praia Lopes Mendes, na Ilha Grande, também figuraram entre as melhores, mas perderam suas posições recentemente. 

O segundo lugar na edição de 2015 do prêmio permaneceu com Grace Bay, nas Ilhas Turks & Caicos, seguida pela Isola dei Conigli (Rabbit Beach), na Itália. O resultado teve base na quantidade e qualidade de avaliações de usuários do site, ao longo de 2014. 

Veja nas imagens quais são as melhores praias condecoradas em 2015.

1º - Baía do Sancho, Brasil

Praia Baía do Sancho 
Posição 1º 
Localização Fernando de Noronha (PE), Brasil 
Melhor época para visitar O ano inteiro


2º - Grace Bay, Turks e Caicos 

Praia Grace Bay 
Posição 2º 
Localização Ilhas Turks & Caicos 
Melhor época para visitar O ano inteiro


3º - Isola dei Conigli, Itália 

Praia Isola dei Conigli (Rabbit Beach) 
Posição 3º 
Localização Sicília, na Itália 
Melhor época para visitar De maio a setembro


4º - Playa Paraiso, Cuba 

Praia Playa Paraiso 
Posição 4º 
Localização Cayo Largo, Cuba 
Melhor época para visitar O ano inteiro


5º - Playa de Ses Illetes, Espanha 

Praia Playa de Ses Illetes 
Posição 5º 
Localização Formentera, Espanha 
Melhor época para visitar O ano inteiro


6º - Anse Lazio, Seychelles 

Praia Anse Lazio 
Posição 6º 
Localização Praslin Island, Seychelles 
Melhor época para visitar O ano inteiro


7º - White Beach, Filipinas 

Praia White Beach 
Posição 7º 
Localização Bocaray, Filipinas 
Melhor época para visitar De dezembro a maio


8º - Flamenco Beach, Porto Rico 

Praia Flamenco Beach 
Posição 8º 
Localização Culebra, Porto Rico 
Melhor época para visitar O ano inteiro


9º - Whitehaven Beach, Austrália 

Praia Whitehaven Beach 
Posição 9º 
Localização Whitsunday Island, Austrália 
Melhor época para visitar O ano inteiro


10º - Elafonissi Beach, Grécia 

Praia Elafonissi Beach 
Posição 10º 
Localização Grécia 
Melhor época para visitar De maio a outubro


11º - Camp's Bay Beach, África do Sul 

Praia Cap's Bay Beach 
Posição 11º 
Localização Cidade do Cabo, África do Sul 
Melhor época para visitar De novembro a abril


12º - Hadhanagar Beach, Índia 

Praia Hadhanagar Beach 
Posição 12º 
Localização Ilha de Havelock, Índia 
Melhor época para visitar De novembro a abril


13º - Woolacombe Beach, Reino Unido 

Praia Woolacombe Beach 
Posição 13º 
Localização Reino Unido 
Melhor época para visitar De julho a setembro


14º - Siesta Beach, Estados Unidos 

Praia Siesta Beach 
Posição 14º 
Localização Flórida, Estados Unidos 
Melhor época para visitar O ano inteiro


15º - West Bay Beach, Honduras 

Praia West Bay Beach 
Posição 15º 
Localização Roatan, Honduras 
Melhor época para visitar De fevereiro a agosto


16º - Cayo de Agua 

Praia Cayo de Agua 
Posição 16º 
Localização Los Roques National Park, Venezuela 
Melhor época para visitar O ano inteiro


17º - Playa Manuel Antonio, Costa Rica 

Praia Playa Manuel Antonio 
Posição 17º 
Localização Manuel Antonio National Park, Costa Rica 
Melhor época para visitar De dezembro a maio


18º - Nai Harn Beach, Tailândia 

Praia Nai Harn Beach 
Posição 18º 
Localização Phuket, Tailândia 
Melhor época para visitar O ano inteiro


19º - Sharm El Luli, Egito 

Praia Sharm El Luli 
Posição 19º 
Localização Marsa Alam, Egito 
Melhor época para visitar De maio a outubro


20º - Iztuzu Beach 

Praia Iztuzu Beach 
Posição 20º 
Localização Dalyan, Turquia 
Melhor época para visitar De abril a outubro


21º - Playa Paraíso, México 

Praia Playa Paraiso 
Posição 21º 
Localização Tulum, México 
Melhor época para visitar O ano inteiro


22º - Diani Beach, Quênia 

Praia Diani Beach 
Posição 22º 
Localização Quênia 
Melhor época para visitar De dezembro a março


23º - Eagle Beach, Aruba 

Praia Eagle Beach 
Posição 23º 
Localização Aruba 
Melhor época para visitar O ano inteiro


24º - Ngapali Beach, Mianmar 

Praia Ngapali Beach 
Posição 24º 
Localização Mianmar 
Melhor época para visitar De novembro a março


25º - Maunganui Beach, Nova Zelândia 

Praia Maunganui Beach 
Posição 25º 
Localização Nova Zelândia 
Melhor época para visitar O ano inteiro

Por Redação Olhar Digital 

(Foto: reprodução)

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu que a Vivo e a Tim precisarão informar possíveis clientes sobre os riscos da radiação emitidas por celulares em todo o material publicitário veiculado em território catarinense. 

Com a decisão, as empresas deverão estampar de forma clara em todos os anúncios os dizeres "a exposição às radiações emitidas por aparelhos celulares pode causar efeitos adversos à saúde". 

O Ministério Público de Santa Catarina admite que não há provas concretas de que a radiação emitida por celulares seja realmente prejudicial ao ser humano, mas também não há conclusão científica que garanta que não são. “Como as pesquisas científicas não são unânimes sobre os efeitos nocivos para a saúde humana, os magistrados se basearam no princípio da precaução”, diz o comunicado do MP-SC.  

A decisão foi emitida em segunda estância, e ainda cabe recurso, mas o processo já é antigo. Tudo começou em 2003, quando o Centro de Estudos Integrados de Promoção do Ambiente e da Cidadania entrou com uma ação civil contra Global Telecom S/A e Telesc Celular S/A, que acabaram se tornando a Vivo e a Tim que conhecemos hoje. Isso também explica o motivo de Claro e Oi estarem livres. 

Na primeira decisão, o pedido do Centro de Estudos foi atendido, mas as empresas recorreram afirmando que não fabricavam os aparelhos, apenas forneciam serviços de comunicação. Mesmo assim, o veredicto foi mantido em segunda estância. 

O MP-SC solicitou que a decisão fosse estendida a todo o território nacional, mas teve o apelo negado, porque a ação civil que deu origem ao processo é clara ao se limitar ao território catarinense.

Gibby Zobel De Uberaba para o serviço mundial da BBC
Criador e criatura: Moser criou a lâmpada durante a série de apagões que o Brasil enfrentou em 2002

Alfredo Moser poderia ser considerado um Thomas Edison dos dias de hoje, já que sua invenção também está iluminando o mundo.


Em 2002, o mecânico da cidade mineira de Uberaba, que fica a 475 km da capital Belo Horizonte, teve o seu próprio momento de 'eureka' quando encontrou a solução para iluminar a própria casa num dia de corte de energia.

Para isso, ele utilizou nada mais do que garrafas plásticas pet com água e uma pequena quantidade de cloro.

Nos últimos dois anos, sua ideia já alcançou diversas partes do mundo e deve atingir a marca de 1 milhão de casas utilizando a 'luz engarrafada'.

Mas afinal, como a invenção funciona? A reposta é simples: pela refração da luz do sol numa garrafa de dois litros cheia d'água.

"Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor", explica Moser.

Moser protege o nariz e a boca com um pedaço de pano antes de fazer o buraco na telha com uma furadeira. De cima para baixo, ele então encaixa a garrafa cheia d'água.

"Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos. Mesmo se chover, o telhado nunca vaza, nem uma gota", diz o inventor.

Outro detalhe é que a lâmpada funciona melhor se a tampa for encapada com fita preta. A ideia de Moser já é utilizada em mais de 15 países onde energia é escassa

"Um engenheiro veio e mediu a luz. Isso depende de quão forte é o sol, mas é entre 40 e 60 watts", afirma Moser.

Apagões

A inspiração para a "lâmpada de Moser" veio durante um período de frequentes apagões de energia que o país enfrentou em 2002. "O único lugar que tinha energia eram as fábricas, não as casas das pessoas", relembra.

Moser e seus amigos começaram a imaginar como fariam um sinal de alarme, no caso de uma emergência, caso não tivessem fósforos.

O chefe do inventor sugeriu na época utilizar uma garrafa de plástico cheia de água como lente para refletir a luz do sol em um monte de mato seco e assim provocar fogo.

A ideia ficou na mente de Moser que, então, começou a experimentar encher garrafas para fazer pequenos círculos de luz refletida.

Não demorou muito para que ele tivesse a ideia da lâmpada.

Quanto gasta de energia?
As lâmpadas feitas com as garrafas plásticas não necessitam de energia para serem produzidas, já que o material pode ser coletado e reaproveitado pelos moradores da própria comunidade.
A 'pegada de carbono' - unidade que mede o quanto de CO2 é dispensado na atmosfera para se produzir algo - de uma lâmpada incandescente é 0,42kg de CO2.
Uma lâmpada de 50 watts, ligada por 14 horas por dia, por um ano, tem 'pegada de carbono' de quase 200kg de CO2.
As lâmpadas de Moser também não emitem CO2 quando 'ligadas'.

Fonte: ONU

"Eu nunca fiz desenho algum da ideia".

"Essa é uma luz divina. Deus deu o sol para todos e luz para todos. Qualquer pessoa que usar essa luz economiza dinheiro. Você não leva choque e essa luz não lhe custa nem um centavo", ressalta Moser.

Pelo mundo

O inventor já instalou as garrafas de luz na casa de vizinhos e até no supermercado do bairro.

Ainda que ele ganhe apenas alguns reais instalando as lâmpadas, é possível ver pela casa simples e pelo carro modelo 1974 que a invenção não o deixou rico. Apesar disso, Moser aparenta ter orgulho da própria ideia.

"Uma pessoa que eu conheço instalou as lâmpadas em casa e, em um mês, economizou dinheiro suficiente para comprar itens essenciais para o filho que tinha acabado de nascer. Dá para imaginar?", comemora Moser.

Carmelinda, a esposa de Moser por 35 anos, diz que o marido sempre foi muito bom para fazer coisas em casa, até mesmo para construir camas e mesas de madeira de qualidade.

Mas parece que ela não é a única que admira o marido inventor.

Illac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter, nas Filipinas, parece ser outro fã. 

Moser afirma que a lâmpada funciona melhor se a boca for coberta por fita preta 

A instituição MyShelter se especializou em construção alternativa, criando casas sustentáveis feitas de material reciclado, como bambu, pneus e papel.

Para levar à frente um dos projetos do MyShelter, com casas feitas totalmente com material reciclado, Diaz disse ter recebido "quantidades enormes de garrafas".

"Nós enchemos as garrafas com barro para criamos as paredes. Depois enchemos garrafas com água para fazermos as janelas", conta.

"Quando estávamos pensando em mais coisas para o projeto, alguém disse: 'Olha, alguém fez isso no Brasil. Alfredo Moser está colocando garrafas nos telhados'", relembra Diaz.

Seguindo o método de Moser, a entidade MyShelter começou a fazer lâmpadas em junho de 2011. A entidade agora treina pessoas para fazer e instalar as garrafas e assim ganharem uma pequena renda.

Nas Filipinas, onde um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza (de acordo com a ONU, com menos de US$ 1 por dia) e a eletricidade é muito cara, a ideia deu tão certo, que as lâmpadas de Moser foram instaladas em 140 mil casas.

As luzes 'engarrafadas' também chegaram a outros 15 países, dentre eles Índia, Bangladesh, Tanzânia, Argentina e Fiji.

Diaz disse que atualmente pode-se encontrar as lâmadas de Moser e comunidades vivendo em ilhas remotas. "Eles afirmam que eles viram isso (a lâmpada) na casa do vizinho e gostaram da idéia".

Pessoas em áreas pobres também são capazes de produzir alimentos em pequenas hortas hidropônicas, utilizando a luz das garrafas para favorecer o crescimento das plantas.


Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempreIllac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter nas Filipinas

Diaz estima que pelo menos um milhão de pessoas irão se beneficiar da ideia até o começo do próximo ano.

"Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempre", enfatiza o representante do MyShelter.

"Ganhando ou não o prêmio Nobel, nós queremos que ele saiba que um grande número de pessoas admiram o que ele está fazendo".

Mas será que Moser imagina que sua invenção ganharia tamanho impacto?

"Eu nunca imaginei isso, não", diz Moser emocionado.

"Me dá um calafrio no estômago só de pensar nisso".

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