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A festa também marcou o início oficial do ciclo de preparação para os Jogos de Lima, em 2019
Marcio Dolzan, do Estadão Conteúdo

Toronto - Com um show repleto de luzes e cores, e que explorou a multiculturalidade do continente, os Jogos Pan-Americanos de Toronto foram encerrados oficialmente na noite deste domingo.

Pan de Toronto: festa também marcou o início oficial do ciclo de preparação para os Jogos de Lima

A cerimônia contou ainda com as apresentações da cantora canadense Serena Ryder e dos norte-americanos Kanye West e Pitbull. Agora, Toronto espera pelos Jogos Parapan-Americanos, que começam no próximo dia 7 de agosto.


Festa de encerramento do Pan

A festa também marcou o início oficial do ciclo de preparação para os Jogos de Lima, no Peru, em 2019. Uma apresentação artística típica do país da América do Sul, imagens de Machu Picchu e até a representação de uma lhama, animal que habita as cordilheiras, também foram vistas no palco.

A cerimônia praticamente lotou o Rogers Centre - estádio com teto retrátil e capacidade para até 55 mil pessoas - e encerrou oficialmente uma competição em que o Brasil cumpriu a meta estabelecida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) de terminar entre os três primeiros no quadro de medalhas. O País ficou exatamente no limite de seu objetivo, em terceiro, atrás dos Estados Unidos - a principal força esportiva do continente - e dos anfitriões, Canadá.

"Todos os que estivemos aqui temos certeza de que Toronto está orgulhosa dos Jogos que organizou", declarou Ivar Sisniega, vice-presidente da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), antes de declarar oficialmente encerrados os Jogos de 2015. Na sequência, as bandeiras da Odepa e do Comitê Olímpico Internacional (COI) foram arriadas. E a do Peru, que sediará os Jogos de 2019, foi hasteada.

Delegação brasileira

Diferentemente da cerimônia de abertura, as delegações dos países entraram sem necessariamente seguir uma ordem alfabética. Parte da do Brasil, por exemplo, apareceu primeiro. Uma bandeira do Rio Grande do Sul foi estendida em meio ao desfile brasileiro.

A porta-bandeira do País no encerramento foi a volante Formiga. Ela ficou sabendo que seria a responsável por conduzi-la na manhã deste domingo, menos de um dia após ter conquistado sua terceira medalha de ouro em quatro participações nos Jogos Pan-Americanos como atleta da seleção feminina de futebol. Capitã do Brasil em Toronto, Formiga era a atleta mais experiente do grupo e teve participação fundamental na conquista. Na decisão com a Colômbia, foi autora do primeiro dos quatro gols.

Homem cruza os dedos: Pesquisadores alemães estudaram a relação entre o grau de cinismo e o salário de 1,5 mil pessoas
Carol Castro, da Superinteressante

São Paulo - Você acredita que a maioria das pessoas mente para se dar bem? Ou que agem de forma injusta para levar a melhor? Portanto, melhor não confiar em ninguém, certo? Bem, se você concorda com tudo isso, a ciência tem um conselho: pare.

É que pesquisadores alemães descobriram uma relação entre desconfiança e salários. Eles analisaram questionários respondidos por 1,5 mil pessoas, que mostravam o grau de cinismo delas, e a renda mensal relatada por eles anos depois. E quanto mais cínicos os participantes, menos dinheiro eles ganhavam.

Numa segunda etapa, compararam a renda de 16 mil alemães. Todos completaram um questionário semelhante ao anterior. Mais uma vez, as pessoas menos desconfiadas levavam a melhor: ganhavam, em média, 300 dólares por mês a mais que os outros.

Isso porque os cínicos, cheios de medo de serem passados para trás, acabam cooperando menos – e pedindo menos ajuda aos outros. Aí, além de se queimarem com os colegas, os resultados do trabalho podem sair pior.

Pegou a dica?

Rifle AK-47: feridos foram levados ao hospital provincial e estão em condições estáveis
Da EFE

Cabul - Pelo menos 22 pessoas morreram e outras nove ficaram feridas na festa de um casamento, quando membros de dois grupos rivais que tinham sido convidados se enfrentaram primeiro verbalmente e depois com AKs-47, informou nesta segunda-feira a Polícia.

O fato ocorreu na cidade de Shashan, na província de Baghlan, cujo chefe de Polícia, Abdul Jabar Purdali, confirmou à Agência Efe o número de vítimas após o confronto.

"Nossos relatórios iniciais indicam que 22 pessoas, fundamentalmente membros dos dois grupos, morreram e outras nove ficaram feridas", disse Purdali.

Os feridos foram levados ao hospital provincial e estão em condições estáveis, acrescentou.

"Enviamos muitos agentes à cidade para evitar que aconteça outro confronto entre os membros dos dois grupos", assinalou Purdali.

O deputado Delawar Imaq, da província de Baghlan, disse à Efe que 11 dos mortos pertenciam a um grupo, três ao outro, e os outros oito eram moradores locais convidados para o casamento.

É habitual e costume no Afeganistão de que os participantes de celebrações nupciais festejem as bodas disparando armas.

Bandeira do Peru: país mantém uma grande demanda por mão de obra qualificada, apesar da crise
Da EFE

Lima - O Peru deu uma reviravolta em sua antiga situação de exportador de trabalhadores e se transformou agora em um receptor de milhares de imigrantesque chegam para trabalhar vindos do mundo todo, segundo revelaram os últimos números oficiais.

Tanto a Superintendência Nacional de Migrações como o Instituto Nacional de Estatística e Informática (Inei) divulgaram recentemente dados que confirmam essa tendência à recepção de trabalhadores, que aumentou em 793% entre 2004 e 2014.

Segundo o relatório oficial, em 2004 foram aprovados 1.464 vistos de trabalho ou de mudança de qualidade migratória para a de trabalhador, enquanto em 2014 este mesmo trâmite foi aprovado para 13.065 estrangeiros.

"O Peru se transformou em um destino muito importante para cidadãos de todas as partes do mundo que querem desenvolver seus conhecimentos e talentos em um país sério e com futuro", destacou o superintendente nacional de Migrações, Boris Potozén.

O funcionário afirmou que o trabalho dos estrangeiros "não só os ajuda a prosperar, mas também contribui com nosso próprio desenvolvimento".

Ao se referir aos números deste ano, a Superintendência de Migrações ressaltou que durante o primeiro semestre entraram com o pedido para trabalhar no Peru 6.728 cidadãos estrangeiros.

Destes, 5.621 solicitaram permissão para trabalhar na qualidade de residentes e outros 1.107 como trabalhadores temporários.

A maioria, 4.570 no total, proveio de países sul-americanos, seguidos por 1.254 europeus, 478 norte-americanos, 267 asiáticos, 108 centro-americanos, 41 da Oceania e dez da África.

A Colômbia é o país de origem da maior parte dos trabalhadores que chegaram durante este primeiro semestre ao Peru, com 1.713 pessoas; seguido pela Espanha, com 757; Argentina, com 638; Chile, com 556; Equador, com 515; Brasil, com 412; Venezuela, com 349; e Estados Unidos, com 330.

Ao informar sobre o número de trâmites de qualidade migratória como trabalhador durante o primeiro semestre (que podem ser solicitados várias vezes pela mesma pessoa), a Superintendência de Migrações assinalou que a maioria foram pedidos por engenheiros (8.045), seguidos por funcionários de diversos setores (5.504) e administradores de empresas (1.748).

Eles foram seguidos por gerentes (966), técnicos (800), economistas (612), empresários (557), pilotos (515) e contadores (449), entre outros profissionais.

"Esta onda de migração deve ser acompanhada de uma melhora e agilização nos serviços e procedimentos de migrações. É por isso que declaramos a Superintendência em processo de modernização. Hoje podemos dizer que os trâmites para os estrangeiros que vêm trabalhar no Peru são muito mais simples", assinalou Potozén.

Recentemente, o Instituto Nacional de Estatística e Informática (Inei) informou que apenas durante o último mês de maio entraram no país quase 5.000 estrangeiros, a maioria colombianos, chilenos, espanhóis e argentinos, na qualidade de trabalhadores.

Este número significou um aumento de 12,1% em relação ao mesmo mês de 2014, enquanto 17,2% destes trabalhadores vieram da Colômbia, 14,6% do Chile, 11,7% da Espanha e 10,5% da Argentina.

Os analistas ressaltam que o aumento da migração trabalhista para o Peru se deve, principalmente, aos altos níveis de crescimento que o país teve na última década, que atingiu uma média anual de 6%.

Embora a crise financeira internacional tenha reduzido este crescimento para uma média de 4%, o Peru mantém uma grande demanda por mão de obra qualificada para atender o grande déficit em desenvolvimento de infraestrutura.

Os especialistas destacam, no entanto, que os estrangeiros ainda devem cumprir com um processo "embaraçoso e limitativo" para conseguir a condição de trabalhadores legais, embora essa situação seja mais fácil para argentinos e espanhóis, graças a convênios bilaterais assinados entre seus países com o Peru.

Vídeo mostra o acidente envolvendo a mulher chinesa na escada rolante: mulher consegue afastar do buraco seu filho
Da AFP

Centenas de milhares de chineses reagiam nesta segunda-feira com emoção após o acidente com uma mulher que, antes de morrer, presa no mecanismo de uma escada rolante, utilizou suas últimas forças para salvar seu filho pequeno.

A cena, chocante, foi gravada no sábado por uma câmera de vigilância de umshopping de Jingzhou, província central de Hubei.

As imagens mostram a mulher, de 30 anos, subindo na escada rolante.

Ao chegar ao andar superior e segurando o filho, o alçapão da escada rolante se abre e a mulher repentinamente começa a afundar, sendo sugada pelo mecanismo.

Duas funcionárias do shopping correm para ajudar a mulher, que já está com metade do corpo presa, mas não conseguem impedir que ela seja arrastada pelo mecanismo.

Em um último gesto desesperado, a mulher consegue afastar do buraco seu filho, que uma das funcionárias segura.

O corpo da vítima foi retirado da maquinaria horas depois.

O acidente era destaque em vários sites chineses.

Mais de meio milhão de chineses expressaram sua emoção no Sina Weibo, site de microblogs, e prestavam homenagem à mulher.

"Exemplo supremo do instinto materno", escreveu um internauta.

Veja o vídeo abaixo. Atenção: as imagens são extremamente fortes.

© ReproduçãoA China já abriga algumas das megacidades que crescem mais rápido no mundo. Agora há um plano para oficialmente fundir várias metrópoles ao redor de Pequim em uma super-megalópole, que vai abrigar o equivalente à população do Sul e Sudeste brasileiro em uma área pouco menor que o estado de São Paulo.

O New York Times teve acesso a documentos de planejamento que mostram como Pequim quer levar a maioria de suas operações governamentais e fábricas para os arredores da cidade, e acelerar as obras para conectar essas áreas.

O objetivo é consolidar a densa área metropolitana chamada Jing-Jin-Ji em uma megarregião economicamente unida. Ela tem 130 milhões de habitantes, seis vezes a população da área metropolitana de Nova York:

Ela se espalharia por 210.000 km², aproximadamente o tamanho do Kansas, e teria uma população maior do que um terço dos EUA. E ao contrário de áreas metropolitanas que cresceram organicamente, Jing-Jin-Ji seria uma criação deliberada. Sua peça central: uma expansão enorme do transporte ferroviário de alta velocidade, para que seja possível se transportar entre as principais cidades dentro de uma hora.

Durante anos, as políticas restritivas de crescimento em Pequim empurraram os moradores e a indústria para fora da cidade, rumo a subúrbios em Tianjin e Hebei que se urbanizaram rapidamente. Mas a construção de serviços necessários nessas comunidades, como escolas e hospitais, foi mais devagar. O transporte é um problema enorme, por exemplo, com trajetos de 40 km que podem levar até três horas:

A infraestrutura também não acompanhou o ritmo. Até recentemente, o transporte ferroviário de alta velocidade não conseguia conectar muitas cidades vitais nos arredores de Pequim, assim como muitas estradas. Relatórios de planejamento dizem que a área tem 18 estradas “decapitadas” – artérias principais construídas em um dos três distritos, mas não vinculadas uma a outra. Uma estrada termina em uma ponte sobre o rio quase seco que separa Yanjiao de Pequim, e permaneceu inacabada por anos.

O plano prevê a eliminação das estradas decapitadas até 2020, e a construção de uma nova linha de metrô. Além disso, o plano atribui funções econômicas específicas para as cidades: Pequim vai se concentrar em cultura e tecnologia. Tianjin vai se tornar uma base de pesquisa para a manufatura. O papel de Hebei está em grande parte indefinido, embora o governo tenha lançado recentemente um catálogo de indústrias menores, tais como mercados têxteis por atacado, a serem transferidos de Pequim para cidades menores.

Muitas das ferrovias de alta velocidade necessárias para conectar a região já estão sendo construídas, assim como quilômetros de torres necessárias para abrigar trabalhadores que se mudarem para a área.

Outros países também têm planos para construir megacidades a partir do zero: a Turquia, por exemplo, está decidindo um local para o seu novíssimo centro econômico.

Mas Jing-Jin-Ji tem uma dinâmica política e o suporte financeiro para que isso aconteça. O plano tem o apoio do presidente Xi Jinping e poderia obter um grande impulso se Pequim (mais especificamente, a cidade próxima de Zhangjiakou) receber os Jogos Olímpicos de Inverno em 2022.


Foto por CobbleCC/Wikimedia

O que você acha de ter o seu nome, CPF e endereço disponibilizados em uma base de dados online acessível por qualquer um? E mais: essa empresa lucra com isso, vendendo informações mais detalhadas de cidadãos por até 80 reais. Esse site existe. No ar desde junho, o Tudo Sobre Todos vende informações pessoais que, de alguma maneira, se tornaram públicas. Em uma pesquisa por nome completo ou CPF, a página mostra o bairro, o CEP e uma lista dos vizinhos gratuitamente, mas dados adicionais podem ser comprados. São eles RG, CPF, registro profissional, local de trabalho e links para perfis nas redes sociais. 

Cada dado pode ser consultado mediante a compra de um crédito. São três planos que um internauta pode contratar: um básico de 9,90 reais, que dá 10 créditos, um super de 24,90 reais, que confere ao consumidor 30 créditos e um profissional que custa 79,00 reais e dá um pacote de 100 créditos.

Em testes realizados por INFO, foram exibididos dados relativamente recentes. Em um caso, o endereço correto apareceu para uma pessoa que se mudou há dois anos. Porém, em outro teste, o endereço antigo apareceu para uma pessoa que se mudou há cinco anos. 

Segundo os criadores, as informações vêm de cartórios, decisões judiciais publicadas, diários oficiais, fóruns, bureaus de informação, redes sociais e consultas em sites públicos na internet. A reportagem de INFO falou com um dos responsáveis pelo site no Facebook, que se recusou a se identificar ou revelar sua nacionalidade (embora a conversa tenha ocorrido em português). Para ele, o serviço não fere a privacidade dos cidadãos. "Não encaramos dados abertos como dados privados. É o que temos como opinião."

No entendimento da advogada Gisele Arantes, sócia do escritório Assis e Mendes, o serviço é totalmente "ilegal e repreensível". "Segundo nossas leis, ele ofende a constituição, os direitos civis, o código de defesa do consumidor e também o Marco Civil", disse Gisele à INFO. "Estamos vivendo em uma época em que tudo pode ocasionar algum tipo de fraude. Seja fraude de documentos, abertura de crédito em nome de outra pessoa ou qualquer coisa desse tipo."

Gisele também levanta a hipótese de os dados serem provenientes de invasões cibernéticas a bancos de dados, como, por exemplo, o da Receita Federal. A advogada acredita que o Ministério Público deva investigar o caso. Mais de duas mil pessoas partilham dessa visão e pedem a investigação por meio de um abaixo-assinado.

No LinkedIn, a Top Documents LLC, responsável pelo Tudo Sobre Todos, diz ser uma empresa internacional de notícias que mostra dados de fontes públicas para facilitar a pesquisa de informações para quem precisar delas. O site indicado como o oficial da companhia é o bigspy.com, que está fora do ar. A reportagem encontrou apenas este e-mail relacionado ao site: topdocumentsllc@yahoo.com.

A página da empresa no Facebook data de 18 de junho de 2015 e tem pouco mais de 200 curtidas. Lá, é possível encontrar também a história de uma suposta usuária do serviço que encontrou o seu pai após muitos anos sem saber de seu paradeiro.

Segundo a página de contato da Tudo Sobre Todos, a Top Documents LLC está localizada na Ilha Mahé, no Oceano Pacífico. No entanto, o domínio do site é da Suécia e o endereço IP consultado por INFO nesta tarde aponta para a França. 

Foto por: Reprodução
Ilha Mahé, local que seria a base da empresa dona do Tudo Sobre Todos 

A confusão não é à toa. Essa prática de camuflagem dificulta a responsabilização da empresa, já que uma ordem judicial pedindo a remoção de dados levaria cerca de dois anos para se concretizar. A outra opção seria entrar com um processo contra a empresa na Ilha Mahé, o que pode ser caro e não garante um resultado positivo, visto que o país tem legislação diferente da brasileira.

Questionados sobre o motivo do registro internacional, o representante do Tudo Sobre Todos disse não haver muito o que falar, já que "não há um motivo especial para isso".

Depois de saber tudo isso, o usuário pode se perguntar como ele pode remover as suas informações pessoais do cadastro do site. Infelizmente, o responsável pelo site disse a INFO que isso é impossível:

"Ainda não temos uma política sobre isso. Apenas queremos atender nossos clientes e a população em geral da melhor forma possível, e torná-los satisfeitos. Remover pessoas do nosso sistema não deixaria ninguém satisfeito, já que os dados ainda existem e estão na internet, apenas facilitamos a busca. Por outro lado, quem estiver procurando um amigo, familiar há muito não visto ou um amor de infância nunca teria a certeza de que a pessoa ainda existe, já que nossa database estaria incompleta. Estamos discutindo isso seriamente, e abertos a opiniões. Claro que ao procurar de fato opiniões do público, o máximo que conseguimos foi agressividade por medo do desconhecido então acabamos filtrando estas opiniões, mas opiniões filtradas não são de fato tão relevantes."

Por ora, você continuará com seus dados expostos no Tudo Sobre Todos – querendo ou não.

Dica do leitor Jovane Pires. 

Manifestação deve reunir cerca de 3 mil taxistas no centro da cidade

Um protesto de taxistas contra o aplicativo de transporte Uber provoca dificuldades aos motoristas cariocas na manhã desta sexta-feira (24). A manifestação começou desde o fim da madrugada, quando os motoristas fecharam a pista sentido centro do Aterro do Flamengo, na zona sul.

Por lá, eles se concentraram no Monumento dos Pracinhas. De outros pontos da cidade, como Ilha do Governador (zona norte), Barra da Tijuca (zona oeste), Gávea (zona sul), Realengo (zona oeste) e Del Castilho (zona norte), saíram carreatas de manifestantes em direção ao Aterro.

A Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio) divulgou nessa quinta (23) um plano de contingência para evitar problemas no trânsito. De acordo com ele, o Aterro do Flamengo ficará interditado até o fim da manhã, quando a manifestação está prevista para terminar.

O local, onde são esperados cerca de 3 mil taxistas, servirá como ponto de encontro para uma carreata que irá até a sede da prefeitura, na Cidade Nova (zona central), onde os motoristas de táxi esperam ser recebidos por autoridades.

Como resposta ao protesto, o Uber decidiu oferecer nessa sexta-feira duas viagens gratuitas entre 7h e 19h com o preço equivalente a 50 reais para o usuário que digitar o código "RIONAOPARA" no aplicativo.

Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, admitiu, ainda que com relutância, que a rede social precisa de melhorias de design.

Durante sua participação na conferência Brainstorm Tech, da revista Fortune, Hoffman respondeu a pergunta de Jourdan Urbach, diretor de tecnologia da plataforma de vídeos Ocho, que quis saber se a interface difícil de ser usada do site era uma decisão tática da empresa.

O cofundador disse que não e terminou afirmando que o LinkedIn precisa de algumas reformas para deixá-lo mais intuitivo.

"Olhe, nós trabalhamos nisso, nós podemos estar trabalhando em um ritmo mais lento do que o que deveríamos. Penso que as pessoas acham o site muito confuso. Isso é verdade e definitivamente podemos fazer mais. Há pessoas trabalhando nisso todos os dias e, de fato, sabem como fazer o trabalho. Nós temos muitas funcionalidades complicadas. Não é só fazer o upload de uma foto e clicar em 'gostei'", declarou Hoffman, insinuando que sites com menos funções são mais fáceis de usar, como o Facebook.

Confira a participação de Hoffman no Brainstorm Tech no vídeo abaixo.

Planeta Kepler-452b é 60% maior que a Terra e orbita a estrela Kepler 452.
Informação foi divulgada nesta quinta-feira pela agência espacial americana.

Concepção artística mostra o exoplaneta Kepler-452b, o primeiro com tamanho aproximado da Terra a ser encontrado em uma zona habitável (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle) 

Cientistas da Nasa divulgaram nesta quinta-feira (23) que descobriram um exoplaneta com características muito similares à Terra e que orbita uma estrela semelhante ao Sol. 

O planeta Kepler-452b foi chamado pelos cientistas de "primo distante" da Terra. Ele é 60% maior e tem boa chance de ser rochoso, embora sua massa e composição ainda não tenham sido determinados. 

Ele demora 385 dias para dar uma volta completa ao redor de sua estrela, chamada de Kepler-452, astro do sistema que está a 1.400 anos-luz de distância da Terra.

Comparação feita pela Nasa mostra o Sol e a Terra (esq.) e a estrela Kepler-452 com o planeta Kepler-452b (dir.) (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle) 

Essa estrela é um pouco mais velha que o Sol (tem "só" 1,5 bilhão de anos a mais), tem a mesma temperatura, é 20% mais brilhante e possui um diâmetro 10% maior. 

Os achados desta quinta foram publicados no periódico "The Astronomical Journal". Com a descoberta, aumentou para 521 o total de exoplanetas descobertos pelo satélite Kepler. 

'Condições necessárias para a vida'
Em comunicado divulgado pela Nasa, Jon Jenkins, chefe do projeto do satélite Kepler, disse que a descoberta fornece uma oportunidade de entender e refletir sobre o ambiente em evolução da Terra. 

[...] Devem existir todos os ingredientes e as condições necessárias para a vida existir
neste planeta" 
Jon Jenkins, chefe do projeto do satélite Kepler 

"É inspirador considerar que esse planeta já vive há 6 bilhões de anos na área habitável dessa estrela, mais do que a Terra. Isso é uma oportunidade substancial para a vida surgir, devem existir todos os ingredientes e as condições necessárias para a vida existir neste planeta", afirmou o pesquisador. 

Além desse achado, foram descritos ainda outros 11 candidatos à planeta que também estão em zona habitável. 

A busca de planetas similares à Terra é uma das maiores aventuras na pesquisa espacial, e embora já tenham sido detectadas centenas de planetas do tamanho do nosso e outros menores, eles circulam em órbitas próximas demais de suas estrelas para que haja água líquida em sua superfície.

Comparação entre o Sistema Kepler-452 e o Sistema Solar feita pela agência espacial americana, a Nasa (Foto: NASA/JPL-CalTech/R. Hurt)

Na semana passada, a New Horizons fez seu sobrevoo histórico de Plutão e suas cinco pequenas luas (Caronte, Styx, Nix, Kerberos, e Hydra). As imagens que a sonda retornou até agora são simplesmente incríveis (como a sonda está muito longe, vai demorar mais de um ano para recebermos todos os dados). Mas já vimos que Caronte é redonda e cheia de marcas. Vimos também que Plutão tem um coração estampado em sua superfície. E há uma outra coisa que os cientistas descobriram recentemente e que está escondida atrás de Plutão.

Uma cauda.

Saturno pode ter um sistema de anel glorioso, mas Plutão não fica atrás quando se fala em excentricidade: o planeta anão possui uma cauda de plasma. A notícia veio graças ao instrumento SWAP (Solar Wind Around Pluto). Conforme a sonda passou, a ferramenta fez leituras mostrando uma depressão e, como se vê, esta depressão é preenchida com íons de nitrogênio. 

Uma vez que a descoberta é recente, é atualmente desconhecido exatamente o quão grande essa cauda é ou o que leva a formar sua estrutura; no entanto, uma análise mais aprofundada dos dados deve permitir que os cientistas possam descobrir mais informações. Assim, embora sabemos que a cauda exista, nós teremos que esperar até agosto para aprender mais, período em que a New Horizons vai enviar de volta o próximo pacote de dados que incluirá informações relevantes sobre esta característica específica. Dito isto, na presente conjuntura, os cientistas pensam que a cauda é causada por vulnerabilidades na atmosfera de Plutão, como resultado do vento solar junto com o fato de que o mundo é muito pequeno. 

Em última análise, os ventos solares tiram porções maciças da atmosfera de Plutão que, em seguida, trilham atrás do minúsculo planeta anão. Para se ter uma ideia do que isso diz sobre o nosso sol, Plutão está a 5,9 bilhões de quilômetros. E os ventos da estrela podem até mesmo impactar mundos que estão realmente muito longe. [FromQuarksToQuasars]

A cantora americana Taylor Swift: nesta semana, ela anunciou o início das vendas dos produtos de seu disco "1989" na China. No país, contudo, este foi um ano delicado, violento e polêmico

 O sucesso de Taylor Swift é fácil de ser medido: com apenas 25 anos de idade, ela foi a cantora com mais vendas em 2014 e foi ainda eleita a mulher do ano pela revista Billboard. Já em 2015, desbancou Jay-Z e a Beyonce do posto decasal mais bem pago do mundo ao lado de seu namorado, o músico Calvin Harris.

Pois nesta semana, a cantora seguia normalmente com seus planos de negócio eanunciou o início das vendas de suas mercadorias oficiais na China. Entre os produtos ofertados estão dezenas de modelos de camisetas com estampas do seu último disco “1989”.

A história teria tudo para terminar bem, não fosse o fato de que Taylor corre o risco de estar no meio de uma enrascada diplomática e que pode terminar com a comercialização de seus produtos banida do território chinês.

Isto porque “1989”, além de ser o ano em que a cantora nasceu, é também o ano em que os chineses viveram um dos momentos mais violentos de sua história recente: o massacre da Praça da Paz Celestial (ou Praça Tienanmen), em Pequim. Como se não bastasse esta coincidência, as iniciais da cantora, as letras "T" e "S", correspondem ao nome da praça em inglês, "Tienanmen Square". 

O triste episódio ocorreu em 4 de junho de 1989, quando a praça estava há meses ocupada por milhares de manifestantes em protestos pró-democracia. Naquela madrugada, tropas do governo invadiram o local e atiraram contra as pessoas num massacre que jamais foi reconhecido pelo partido governante e cujo número exato de vítimas nunca foi confirmado.

Desde então, a China mantém uma rígida política de censura de qualquer coisa que possa lembrar o caso. E na internet não é diferente. Uma das estratégias já usadas, lembra a Reuters, foi a censura dos números “6”, mês da tragédia, e “4”, o dia em que ela ocorreu, na rede social chinesa Weibo.
Repercussão

O governo chinês não emitiu qualquer nota sobre o assunto, assim como Taylor Swift. Nas redes sociais, contudo, desde que a coincidência foi notada, não faltaram manifestações. O cientista político Jonah Blank, por exemplo, questionou se os produtos não se tornariam um protesto velado em favor das vítimas do massacre. Veja abaixo alguns tuítes:




Os picos têm entre 800 e 1.600 m de altitude e estão a 800 km da outra cadeia de montanhas de Plutão
Gabriel Garcia, de INFO Online

A sonda New Horizons, que no último dia 14 realizou um voo rasante sobre Plutão, enviou novas imagens das montanhas de gelo localizadas na parte sudoeste do planeta-anão.

Os picos têm entre 800 e 1 600 metros de altitude e estão a cerca de 100 quilômetros dos Montes Norgay, a outra região montanhosa que a New Horizons fotografou na semana passada.

Essa nova cadeia de montanhas está a oeste da região congelada localizada dentro do "coração" de Plutão, batizada de "Planície Sputnik". Os pesquisadores acreditam que sua formação geológica é recente, com menos de 100 milhões de anos.

Do outro lado das montanhas, está uma região mais escura, chamada de "Cthulhu" pelos cientistas – uma referência ao monstro mitológico inventado pelo autor americano H. P. Lovecraft. Os geólogos da missão acreditam que ela deve ter se formado há bilhões de anos.

"Existe uma diferença sensível entre a textura das planícies mais jovens e congeladas a leste e o terreno acidentado e escuro a oeste", afirmou Jeff Moore, chefe da Equipe de Geologia, Geofísica e Mapeamento da New Horizons.

"Há uma interação complexa acontecendo entre a matéria escura e a matéria brilhante que ainda estamos tentando entender", disse Moore.

A imagem foi registrada pela câmera LORRI da New Horizons em 14 de julho, quando a sonda estava a 77 mil quilômetros de distância de Plutão.

A foto chegou à Terra apenas na segunda-feira (20), pois há um limite na quantidade de dados que a nave pode enviar simultaneamente ao centro de comando da Nasa.

A Nasa afirmou que irá divulgar novas fotos feitas pela New Horizons na sexta-feira (24).

"This opresses women" é, na verdade, uma campanha antiga da Redstockings
Do AdNews

 "Isto oprime mulheres", é o que diz um adesivo que foi colado em anúncios no metrô de Nova York. A iniciativa partiu de duas organizações que lutam pelos direitos das mulheres nos Estados Unidos, a National Woman's Liberation e Redstockings.

A ideia é chamar a atenção das pessoas para o modo como as mulheres são retratadas na publicidade.

"This opresses women" é, na verdade, uma campanha antiga da Redstockings. A organização utilizou o mesmo método na década de 1960 em anúncios publicitários da época que foram considerados sexistas pelas mulheres do coletivo.

Os adesivos geraram grande repercussão na internet. Usuários que notaram as intervenções resolveram fotografar o protesto e compartilhar nas redes sociais utilizando a hashtag "#ThisOppressesWomen".

Segundo as organizações, o fato de terem que resgatar uma campanha de mais de meio século atrás mostra como mesmo com tantos direitos conquistados pelas mulheres, a publicidade ainda continua veiculando a imagem da mulher da mesma forma objetificada de anos atrás.

Confira:


Os humanos podem voltar a pisar na lua em 2021 e até mesmo morar ali depois de outra década. A afirmação vem de um estudo conduzido pela NexGen Space LLC e financiada em parte pela Nasa

Anunciado no 46º aniversário dos primeiros passos da tripulação do Apollo 11 na superfície lunar, o estudo concluiu que a Nasa seria capaz de levar os humanos novamente para a lua em até cinco ou sete anos, construir uma base permanente 10 ou 12 anos depois disso e realizar tudo isso com o orçamento já existente para voos no espaço. 

No entanto, haja dinheiro para um projeto tão ambicioso. Por isso, uma saída encontrada para conseguir este feito seria aproveitar os voos comerciais conduzidos pela SpaceX, que são muito mais econômicos. Atualmente, a companhia de Elon Musk cobra US$ 4.750 dólares para cada quilograma enviado ao espaço em seu foguete Falcon 9. Para ter uma ideia do quanto esse custo é barato, voos do Apollo Saturn V cobram US$ 46 mil por quilo e ônibus espaciais custam US$ 60 mil para a mesma medida. 

Com essa economia, o presidente da NexGen que também participou do estudo, Charles Miller, afirma que a Nasa seria capaz de expandir sua exploração lunar sem ultrapassar os 4 bilhões recebidos para realizar voos espaciais. Isso porque, segundo a SpaceX, a próxima geração de foguetes da empresa, o Falcon Heavy, terá um custo semelhante ou até mais barato que o Falcon 9. 

No entanto, o estudo também prevê um número óbvio de riscos, já que construir uma base lunar pode ser algo imprevisivelmente rentável para as companhias que buscam retorno em seus investimentos. Ele também expões estratégias sobre como responder a problemas como a perda de um veículo no lançamento, perda de veículos para aterrisagem e até mesmo perda de tripulação. 

Há, ainda, o problema para conseguir suporte governamental. Para resolver isso, os pesquisadores propõem a formação de uma “Autoridade Lunar Internacional” para supervisionar o trabalho da Nasa e ser uma referência a modelos como o CERN. 

O estudo foi comandado por um time de 21 pessoas, incluindo ex-funcionários da administração da Nasa, membros da comunidade de voos espaciais comerciais e quatro ex-astronautas da Nasa. 

Fonte: The Verge

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