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Zoom Dosso/AFP

Trabalhadores em zona de combate à ebola: projeto ameaçado por falta de dinheiro


Guilherme Dearo, de EXAME.com

           A luta contra a ebola enfrentará um momento decisivo em fevereiro. É que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já anunciou que poderá ficar sem caixa no próximo mês.

Fevereiro é crucial para o combate, segundo a organização. Se os fundos não forem captados agora, em abril e maio o combate irá retroceder e frear o avanço da epidemia pode se alongar por mais um ano além do programado.

"Parar a epidemia depende de dinheiro e pessoas, e não temos nenhum deles", disse à Reuters o doutor Bruce Aylward, diretor-geral assistente da OMS, diretamente responsável pelo combate à epidemia.

Nos últimos 21 dias, os novos casos diminuíram consideravelmente. Além disso, os casos diminuíram por quatro semanas seguidas em Guiné, Libéria e Serra Leoa.

As previsões, até agora, diziam que, em quatro ou cinco meses, a epidemia poderia ser totalmente freada. Era o melhor dos cenários. Mas tudo pode ruir a partir do mês que vem se mais dinheiro não entrar no caixa de combate da OMS.

Estima-se que sejam necessários mais 260 milhões de dólares para os próximos seis meses. A OMS já está em contato com grandes doadores para tentar levantar essa quantia.

Em abril e maio começa a temporada de chuva nos países afetados. De acordo com especialistas, o tempo úmido prejudicaria o combate. Estradas precárias da região ficariam ainda piores, prejudicando o transporte de pessoal, equipamentos e suprimentos.

Até agora, foram 21724 casos e 8641 mortes.

Na zona de perigo estão 700 voluntários combatendo a epidemia. Mas o cenário ideal exigiria mais 300 trabalhadores.

Os cães se parecem cada vez menos com seu ancestral, o lobo. Como isso aconteceu? Com a busca por raças "puras": para fixar características desejáveis em pouco tempo, basta cruzar mãe com filhote ou irmão com irmã. É aí que mora o perigo. Quanto maior o grau de parentesco, menor a variação genética e cresce o risco de doenças. Veja aqui as mais comuns de cada raça.
por Karin Hueck, Jorge Oliveira, Eduardo Sklarz, Eber Evangelista e Luiz Iria


1. São-bernardo



Esse gigante é afetado pela dilatação gástrica. Nela, o estômago se estende devido ao acúmulo de gases. Pode se dilatar tanto que faz uma torção sobre si mesmo, prejudicando o suprimento de sangue e alimento para os órgãos do sistema digestivo.

2. Dobermann



Nessa raça, os ventrículos do coração se dilatam e o músculo cardíaco enfraquece na hora de contrair e bombear o sangue. Isso leva a insuficiência cardíaca e acúmulo de líquido no pulmão. A doença afeta até 40% dos dobermanns com mais de oito anos.

3. Buldogue inglês



O macho é pesado e compacto. Já a fêmea tem uma pelve estreita e fina, o que torna o acasalamento uma missão quase impossível. Muitas crias só são viáveis via inseminação artificial: e a maioria dos partos é feita por cesárea, já que a cabeça do feto é muito grande.

4. Pug


Como seu focinho foi selecionado para ser muito curto, o ar não tem tempo de resfriar antes de chegar aos pulmões. Isso provoca o aumento da temperatura corporal. Quando o cão faz atividades físicas intensas em dias muito quentes, a crise pode ser fatal.


Aproximadamente 10 mil pugs registrados no Reino Unido viriam de uma linhagem de apenas 50 indivíduos.



5. Golden Retriever



Como acontece com muitos cães grandes, a cabeça do fêmur não se encaixa bem na bacia. O problema, a displasia coxofemoral, prejudica a mobilidade das patas traseiras. Também é comum o desgaste da articulação do cotovelo.

6. Pastor Alemão



Os pastores que competem em exposições têm a anca mais baixa que a cernelha (ponto mais alto das costas). Por isso, sofrem problemas nas articulações e perdem a coordenação nas patas traseiras, que se abrem como se fossem de um sapo.

7. Chihuahua



A pequena estatura está associada à hidrocefalia - o aumento dos fluidos no cérebro. O volume elevado aumenta a pressão no cérebro. Em alguns casos, a pressão pode causar dor, perda das funções cerebrais e morte.

8. Dálmata



É a raça mais atingida por surdez. Até 30% dos dálmatas ficam surdos de um ouvido e 10% de ambos. E dá para prever quem será afetado: quanto maior a extensão da cor branca, maior a probabilidade de perder a audição.

9. Basset hound



Os germes aproveitam suas longas orelhas para entrar no canal auditivo e causar inflamações. Além disso, o macho sofre: como é baixinho, comprido e pesado, não consegue montar a fêmea - e precisa de uma mãozinha do dono.

10. Lulu da Pomerânia



O lulu é o campeão em deslocamento de patela (a rótula). Cerca de 40% dos cães têm uma patela que vive saindo do lugar, o que provoca dor e artrite. Também é comum a degeneração progressiva da retina, que leva à cegueira.



Outras curiosidades
* 400 são as raças de cachorros que existem - todas originadas do lobo
* Há 300 doenças genéticas causadas por cruzamentos forçados.
* 90% dos collies sofrem de uma anomalía nos olhos que envolve o nervo óptico e a retina.




* 55% dos rottweilers sofrem de displasia no cotovelo, que deixa as juntas inchadas e pode deixar o animal manco.


* 34% dos beagles sofrem de inflamações nas artérias coronárias.


De acordo com uma pesquisa da Churchill Insurance, seguradora inglesa, esse é o custo anual com veterinários e remédios.

Vira-lata - R$ 1 200
Labrador - R$ 1 550
Rottweiler - R$ 2 400
Bulldogue - R$ 3 700
Dogue alemão - R$ 5 300


Fontes Evander Bueno, médico veterinário especializado em neurologia comportamental; Canine Inherited Disorders Database; Inherited diseases in dogs; Cambridge University; Pedigree Dogs Exposed, documentário dirigido por Jemima Harrison; Universities Federation of Animal Welfare; Canine Health Information Center; Orthopedic Foundation for Animals.

Imagens: Getty Images/Wikimedia Commons/Domínio Público

Por Iana Chan



Janeiro é o mês de anotar na agenda os dias especiais indicados pelos nossos queridos astrólogos astrônomos. Para prever os espetáculos celestes que marcarão 2015, eles não precisam consultar nenhuma bola de cristal, a única ferramenta necessária é a matemática – e um bom processador. “Toda a área da mecânica celeste, que envolve as interações gravitacionais entre os corpos e seus movimentos, é baseada em leis físicas muito bem conhecidas: a teoria da gravitação, formulada por Isaac Newton no século 17. Desse modo, é possível simular por computador os movimentos e as interações gravitacionais entre todos os corpos do sistema solar, e assim prever suas posições”, explica o professor Roberto Costa, chefe do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.



O veredicto sobre 2015? “Não é um ano especial, mas também não é tão ruim assim. O principal evento é o eclipse lunar de setembro, já que o próximo eclipse total da Lua visível em sua integridade do Brasil ocorrerá somente em 21 de Janeiro de 2019”, comenta astrofísico da UFSCar Gustavo Rojas. Além disso, teremos chuvas de meteoros, cometas, belas conjunções planetárias, dois marcos na história da exploração espacial e ainda curiosidades como a superlua e a Lua azul.

Vamos ao cardápio astronômico de 2015? Bom apetite!


1. ECLIPSES SOLARES


Foto tirada na Turquia do Eclipse Solar de 2006, o último visível no Brasil

Ocorrem quando quando Sol, Terra e Lua se alinham. Quando a Lua fica entre os dois corpos, temos o eclipse solar. Vale lembrar que, como o plano da órbita da Lua está inclinado 5,2° em relação ao plano da órbita da Terra, os eclipses não ocorrem em toda Lua Nova, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.

Nos eclipses solares, uma parte da superfície da Terra é encoberta pela sombra projetada pela Lua e os observadores dessa área veem nosso satélite bloqueando totalmente ou parcialmente a luz do Sol.



Para nossa alegria tristeza, eclipses solares são raramente vistos no Brasil. “Houve um visível no nordeste em 2006 e só haverá outro em 2045”, aponta o professor do Departamento de astronomia do IAG/USP Roberto Costa. Como a sombra da Lua projetada na Terra é muito pequena, poucos lugares são cobertos. Em 2015, teremos dois eclipses solares:



* 20 de março
De onde poderá ser visto: O Eclipse será visível na região do círculo polar Ártico (polo Norte) e em partes da Noruega e da Dinamarca de maneira total, isto é, quando parece que a Lua encobre totalmente o Sol. De forma parcial, será visível no norte da África e da Àsia, Europa (Atlântico Norte) e Groenlândia

* 13 de setembro

De onde poderá ser visto: Grande parte da região Antártica, sul do Oceano Índico e Atlântico Sul. De forma parcial, poderá ser observado do sul do continente africano (África do Sul, Moçambique e Zâmbia)


Saiba mais



2. ECLIPSES LUNARES




Quando é a Terra que fica entre o Sol e Lua, ocorrem os eclipses lunares, em que a Terra projeta uma sombra na Lua. Novamente, como os plano orbitais da Lua e da Terra estão inclinados entre si, os eclipses não ocorrem em toda Lua Cheia, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.



Nos eclipses lunares, a Terra projeta sua sombra na Lua, que pode ficar com uma coloração avermelhada na área da umbra ou durante a totalidade, quando a Lua está inteiramente imersa na sombra da Terra. O fenômeno pode ser observado a olho nu, desde que seja noite durante o eclipse, que dura pode durar até cerca de 4 horas, e a Lua esteja acima do horizonte.


* 04 de abril

De onde poderá ser visto: do Leste da Ásia, Oceania e Oeste dos Estados Unidos. No Brasil será visível apenas no Acre e no Oeste do Amazonas.



* 27 de setembro

Este é o grande evento do ano para os brasileiros, pois será visível de todo o país. Começa às 22:07, na fase parcial e no período de uma hora, a sombra da Terra será projetada na Lua e a encobrirá totalmente por volta das 23:11. Pelos próximos 72 minutos, a Lua ficará com uma coloração avermelhada, por conta da refração e dispersão da luz do Sol na atmosfera terrestre, que desvia apenas alguns comprimentos de onda – é o mesmo fenômeno que acontece durante o nascer e o pôr do sol.

De onde poderá ser visto: em todo Brasil, América do Sul, Central e do Norte, África, Europa e Ásia.



Saiba mais nesta animação da NASA:





3. COMETAS


Mosaico do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, visitado pelo módulo Philae em 2014. Cometa estará visível em 2015. Crédito: ESA/Rosetta/NAVCAM – CC BY-SA IGO 3.0

Compostos basicamente por gases e poeira congelados, cometas são pequenos corpos que giram ao redor do Sol. Eles se originaram a partir de restos de planetas que não se formaram e suas órbitas podem variar de poucos a milhares de anos. Quando se aproximam do astro rei, o gás e a poeira do núcleo sólido evaporam, formando uma nuvem extensa, chamada coma. O vento solar “varre” o material para a direção oposta, formando a famosa cauda. Vale lembrar que nem todo cometa tem cauda visível e alguns podem apresentar mais de uma.

Para que possamos ver um cometa a olho nu, é preciso levar em conta algumas características do cometa, como tamanho, e sua distância em relação ao Sol e à Terra. Os astrônomos classificam o brilho dos astros com uma escala chamada magnitude. Curiosamente, quanto maior o brilho, menor é o número da magnitude. Eles estabeleceram que a estrela Vega tem magnitude 0 e comparam o brilho a partir daí. Por exemplo, a magnitude aparente da Lua cheia é -12,6, enquanto a magnitude da estrela Sirius, a mais brilhante do céu, é -1,45. “Em locais longe da poluição luminosa, é possível detectar a olho nu objeto mais brilhantes que a 6ª magnitude. Nos grandes centros, o limite visual sem ajuda de instrumentos fica entre a 3ª e a 4ª magnitude. Cometas com magnitudes a partir de 8 são mais difíceis para um astrônomo novato, embora possíveis: é preciso de um instrumento como binóculos ou pequenos telescópios”, explica Alex Amorim, da coordenação de Observações do Núcleo de Estudo e Observação Astronômica José Brazilício de Souza, em Santa Catarina.

A visualização de cometas também se torna mais complicada pois, diferentemente de objetos pontuais, como planetas e estrelas, cometas são objetos visualmente difusos, ou seja, não parecem pontos. “Recomendo sempre iniciar essas buscas com binóculos 7×50 ou até mesmo 10×50, pois é difícil identificar os cometas entre estrelas e nebulosas”, diz o astrônomo amador Antonio Rosa Campos, responsável pela publicação anual do Almanaque Astronômico Brasileiro do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CEAMIG). Ele indica o uso de cartas celestes, encontradas na internet em sites como o skymaps.com, ou de aplicativos como o Skymap (para Android e iPhone) e o Stellarium.

Com a ajuda de Antonio Rosa Campos e Alex Amorim, separamos alguns cometas com maior potencial de observação em 2015:



C/2014 Q2 (Lovejoy)
Quando: janeiro e fevereiro
Magnitude: 4

Como observar: No começo do mês, o cometa C/2014 Q2 (Lovejoy) pode ser localizado na constelação de Touro. Como se move cerca de 3 graus por dia, entre 17 e 24 de janeiro, o cometa já estará na constelação de Áries e atravessará a constelação de Triângulo entre os dias 25 e 29. Visível ainda na primeira fase da noite, o cometa Lovejoy estará na constelação de Andrômeda entre 30 de janeiro e 12 de fevereiro. A presença da Lua Nova entre os dias 24 de janeiro e 08 de fevereiro fará com que ele seja o objeto celeste mais procurado no céu no mês de janeiro.



88P/Howell
Quando: fevereiro a junho
Magnitude: 8,7

Como observar: Ao amanhecer, o cometa estará na constelação de Sagitário em fevereiro. Seu máximo brilho deve ocorrer no periélio (ponto de máxima proximidade do Sol), durante a primeira semana de abril de 2015. Ele provavelmente estará com magnitude 8,7 e visível ao amanhecer deslocando-se da constelação de Capricórnio para Aquário. O cometa encerra seu período de visibilidade na primeira semana de junho de 2015 quando retorna à 10ª magnitude e situado no limite das constelações de Peixes e Baleia.



C/2013 US10 (Catalina)
Quando: junho 2015 a janeiro 2016
Magnitude: 5.7

Como observar: Com um período grande de visibilidade, o cometa chamará atenção dos observadores do Hemisfério Sul a partir de 07 de junho, quando sua magnitude estará ao alcance de instrumentos de pequeno porte (lunetas e telescópios), podendo ser localizado na constelação do Escultor. A partir de então, continuará se tornando mais brilhante e, em 07 de julho, poderá ser observado na constelação da Fênix. Entre os dias 23 e 24, após breve incursão pela constelação de Grou, ele estará na constelação de Tucano até o dia 03 de agosto. Sua magnitude então estimada em 8.0 fará com que ele fique em evidência entre as constelações de Índio, Pavão, Ave do Paraíso e Triângulo Austral com uma magnitude de 7,0.

No mês de setembro, o cometa estará nas constelações de Compasso, Lobo e Centauro e no mês de outubro encerra-se a fase de visibilidade vespertina. Após seu periélio, já na segunda quinzena de novembro, ele poderá ser localizado antes do nascer do Sol atravessando a constelação de Virgem; suas magnitudes serão 4.7 em 26/11 e aumentando para 4.9 na véspera do natal terminando o ano na constelação de Boieiro.

Não mais observável no hemisfério Sul, na segunda quinzena de janeiro na constelação boreal da Ursa Maior, Ursa Menor e em fevereiro na constelação de Girafa com seu respectivo brilho diminuindo gradativamente chegando a 10ª magnitude em 19 de março de 2016.



C/2014 Q1 (PANSTARRS)
Quando: julho
Magnitude: 4

Como observar: Embora este cometa inicie seu período propício às observações em maio, ele encerrará seu período de visibilidade matutina no início de junho devido ao seu alinhamento com o Sol. Mas ele reaparecerá no céu vespertino, sendo observado de 15 a 18 de julho na constelação de Câncer e de 19 (dia de sua máxima aproximação da Terra) a 22 na constelação de Leão; após este dia ele estará na constelação de Sextante.



67P/Churyumov-Gerasimenko
Quando: julho a setembro
Magnitude: 10

Como observar: O cometa 67P, que ficou famoso em 2014 ao ser visitado pela sonda Rosetta e receber o módulo Philae, estará visível em 2015! O melhor período de visibilidade começa na última semana de julho. Ele estará na parte oriental da constelação de Touro durante o amanhecer. Em setembro, quando encerra sua aparição, se encontrará na parte ocidental da constelação do Caranguejo.



141P/Machholz
Quando: agosto
Magnitude: 8.3

Como observar: A melhor oportunidade de observação do cometa 141P/Machholz (um dos cometas da família de Júpiter) deve ocorrer entre os dias 15 e 25 de agosto, quando então poderá ser observado durante as madrugadas nas constelações de Auriga entre os dias 15 a 18, e em Gêmeos entre 19 a 25 .



4. ASTEROIDES



Diferente dos cometas, que são geralmente formados por gases e gelo, os asteroides são corpos de rocha que também orbitam o sol. São semelhantes aos meteoroides (que se transformam em meteoros – veja o próximo item!), porém bem maiores. Para observá-los é preciso do auxílio de binóculos ou pequenos telescópios. “O aspecto visual de um asteroide é similar ao de uma estrela, isto é, mesmo usando telescópios se percebe apenas “um ponto luminoso””, explica o astrônomo amador Alexandre Amorim.

Em 2015, dois objetos localizados no Cinturão de Asteroides, entre Marte e Júpiter, serão passíveis de observação com auxílio de binóculos 7×50 ou 10×50 na data de sua oposição, isto é, quando o objeto está no lado oposto ao do Sol. “É a melhor época para observação de objetos celestes, porque normalmente durante a oposição eles são mais brilhantes e também porque são visíveis a noite toda, independentemente do horário”, diz Alexandre.


* 25 de julho: Oposição de Ceres

Magnitude: 7,5

Como observar: Ceres, na verdade, é um ex-asteroide: ele foi reclassificado como planeta-anão em 2006, por ter massa suficiente para ter uma gravidade que o fez assumir uma forma em equilíbrio hidrstático (aproximadamente arredondada) e, diferentemente dos planetas, não possuir uma órbita limpa – já que se situa no Cinturão de Asteroides. Nessa data, ele estará no limite das constelações de Sagitário e Miscroscópio, visível durante a noite toda.



* 29 de setembro: Oposição de Vesta

Magnitude: 6,5

Como observar: a partir da reclassificação de Ceres, Vesta assumiu o posto de maior asteroide do Sistema Solar, com diâmetro médio de 530 km. Nessa data, estará próximo à constelação de Baleia, cerca de 10 graus ao norte da estrela Deneb Kaitos (beta Ceti), visível durante a noite toda.



*Esses dois corpos do Sistema Solar são o alvo da missão Dawn, da NASA (veja item 9. Exploração Espacial!)





5. CHUVAS DE METEOROS (“estrelas cadentes”)



Os meteoros são um fenômeno luminoso que acontece devido à entrada na atmosfera terrestre de um pequeno fragmento de rocha (meteoroide), geralmente deixados para trás por cometas. A diferença entre os meteoroides e os asteroides é exatamente o tamanho: meteoroides são pequeninos. Devido a alta velocidade, eles entram em combustão ao entrar em contato com oxigênio, e produzem um rastro de luz que dura poucos segundos no céu – é aqui que passam a ser chamados de meteoros. Já os meteoritos nada mais são do que os meteoroides que não se desintegram totalmente ao passar pela nossa atmosfera e caem na superfície da Terra.

Podemos ver meteoros a olho nu, com frequência, no céu noturno. Mas quando a Terra passa por um local onde há acúmulo de meteoroides, eles são atraídos pela gravidade e há uma incidência acima do normal, que parece vir de um mesmo ponto do céu, o chamado radiante. A chuva, aliás, é nomeada de acordo com a constelação na direção de onde os meteoros parecem vir. A Taxa Horária Zenital (THZ) corresponde ao número de meteoros que um observador poderá ver no período de uma hora, se o radiante estiver situado no zênite (o ponto mais alto do céu). As melhores observações acontecem na fase Nova da Lua, já que a ausência da luz refletida pela Lua aumenta o contraste entre brilho desses eventos e o céu noturno.



* 22 de abril: Lirídeos

Radiane: na direção da constelação de Lira.
THZ: 18 meteoros



* 6 de maio: eta-Aquarídeos, restos do Cometa 1P/Halley

Radiante: na direção da constelação de Aquário.
THZ: 55 meteoros

OBS: visibilidade comprometida em virtude da Lua Cheia



* 30 de julho: delta-Aquarídeos do Sul

Radiante: na direção da constelação de Aquário.
THZ: 16 meteoros

OBS: visibilidade comprometida em virtude da Lua Cheia



* 13 de agosto: Perseídeos, conhecidos popularmente como “lágrimas de São Lourenço”

Radiante: na direção da constelação de Perseu
THZ: 100 meteoros



* 10 de outubro: Taurídeos Austrais

Radiante: entre as constelações de Baleia e Áries
THZ: 5 (mas pode ter incremento na atividade)



* 21 de outubro: Orionídeos, também restos do Cometa 1P/Halley

Radiante: na direção da constelação de Órion.

THZ: 20 meteoros



* 12 de novembro: Taurídeos Boreais

Radiante: na direção das constelação de Touro
THZ: 5 (mas pode ter incremento na atividade)



* 18 de novembro: Leonídeos

Radiante: na direção da constelação de Leão.
THZ: 15 meteoros



* 14 de dezembro: Geminídeos

Radiante: na direção da constelação de Gêmeos.
THZ: 120 meteoros



*A Taxa Horária Zenital (THZ) corresponde ao número de meteoros que um observador poderá ver no período de uma hora, se o radiante estiver situado no zênite (o ponto mais alto do céu).





6. CONJUNÇÕES PLANETÁRIAS


Quando dois corpos ficam visualmente próximos um do outro no céu chamamos de conjunção, evento muito apreciado por astrônomos amadores, que adoram fotografá-lo. “Mas note que isso não significa que eles estejam fisicamente próximos pois um pode estar bem mais distante que o outro”, alerta o professor Roberto.



* 20 de fevereiro: Conjunção de Vênus, Marte e Lua

Essa conjunção será vista logo após o pôr do Sol, ao entardecer, a Oeste. No dia seguinte, dia 21, também no começo da noite, os planetas Vênus e Marte estarão mais próximos um do outro, a cerca de 0,5 graus, o diâmetro aparente da Lua.



* 17 a 26 de outubro: Conjunção de Júpiter, Vênus e Marte

Durante a segunda quinzena de outubro estes três planetas estarão aparentemente próximos um do outro antes do amanhecer. Na manhã do dia 17, Marte e Júpiter estarão separados por cerca de 0,5 graus. Na manhã do dia 26 será a vez de Vênus e Júpiter estarem cerca de 1 grau de separação enquanto Marte ainda se situará cerca de 3,6 graus do outro par planetário.



Imagens obtidas no programa Stellarium, cedidas por Antonio Rosa Campos, do CEAMIG.


7. LUA AZUL



Não, infelizmente, a Lua não fica azul neste evento.

No mundo astronômico, o termo Lua azul é a ocorrência de duas Luas cheias em um mesmo mês, um evento incomum (lembra a expressão em inglês utilizada para denotar acontecimentos raros? “Once in a Blue Moon”!). Como a Lua demora 29,5 dias para dar a volta em torno da Terra, ou seja, não exatamente um mês, as fases da Lua não acontecem sempre no mesmo dia, tornando possível a Lua azul. Ela acontece, em média, a cada dois anos. Depois de 2015, teremos outra apenas em 31 de janeiro de 2018 – nem tãaao raro assim, né?



* 31 de julho: Lua Azul



8. SUPERLUA



A órbita da Lua em torno da Terra não é perfeitamente circular, e sim elíptica. Isso quer dizer que a distância entre nós muda ao longo do tempo. O ponto em que a Lua está mais próxima de nós é chamado de Perigeu, enquanto que o ponto mais distante recebe o nome de Apogeu. De tempos em tempos, a Lua alcança o Perigeu perto da sua fase Cheia. É quando temos a superlua. “A Lua pode ficar quase 50.000 quilômetros mais próxima de nós do que no apogeu: seu diâmetro aparente fica até 14% maior, mas não é possível perceber a olho nu essa diferença de tamanho, especialmente porque não temos outra Lua no céu para comparar. Porém, é possível notar que o luar fica mais intenso – a superlua pode ser até 30% mais brilhante”, explica o astrofísico da UFSCar Gustavo Rojas, que apresenta a série “Céu da Semana” da Univesp TV. Assim como a Lua azul, a superLua é tratada como uma curiosidade entre os astrônomos.

* 27 de setembro: SuperLua

Quando ver: Às 22:47, a Lua estará a 356.876 quilômetros de distância, o mais próximo possível.



9. EXPLORAÇÃO ESPACIAL




Se 2014 foi o ano do cometa, com o pouso histórico no cometa 67P, 2015 será o ano dos planetas-anões. Se tudo der certo, chegaremos a destinos inéditos: Ceres e Plutão.

* Abril: Dawn chega a Ceres

Lançada em 2007, a missão americana visa descobrir as condições para formação e evolução dos planetas. Ela visitará os dois maiores corpos do Cinturão de Asteroides: Vesta e Ceres. Após orbitar o asteroide Vesta, deve chegar a Ceres, o ex-asteroide com mais de 900 quilômetros de diâmetro reclassificado como planeta-anão pela União Astrônomica Internacional em 2006 – a mesma assembleia que reclassificou Plutão também como planeta-anão. “Essa missão nos ajudará a entender a composição destes corpos, que são muito parecidos com outros asteroides do Cinturão Principal. Consequentemente, isso nos ajudará a entender como o Sistema Solar se formou, já que as informações sobre a composição química e geológica de Ceres e Vesta ajudarão a entender os fatores presentes durante a formação do Sistema Solar, comenta Fellipy Silva, doutorando do IAG/USP que integra a equipe de Atendimento ao Público do instituto. (Para saber mais sobre as palestras e observações, acesse o site do IAG/USP.)


* Julho: New Horizons chega a Plutão

Após percorrer 5 bilhões de quilômetros que separam a Terra de Plutão, a sonda New Horizons, lançada em 2006, chegará ao antigo nono planeta do Sistema Solar, que tem apenas 66% do diâmetro da Lua. Ela também estudará os confins do Sistema Solar e os misteriosos objetos ali existentes. “Vale lembrar que em agosto acontecerá nova Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, responsável pela reclassificação de Plutão em 2006, é muito provável que eles discutam os dados fornecidos pela New Horizons”, diz Fellipy. Se Plutão voltará a ser considerado um planeta? “É difícil que ocorra uma mudança drástica, a Resolução da IAU de 2006, que definiu o que pode ser considerado um planeta, tem critérios fortes e as últimas discussões levantadas para reclassificar Plutão usam questões históricas e culturais, que não ajudam a entender a estrutura do Sistema Solar e outros sistemas extrassolares”, responde Fellipy.



Céu limpo a todos!


(Foto: Reprodução - Internet)

Apelidado de "Cristal do Aquaman", um material criado por pesquisadores dinamarqueses permite que mergulhadores possam respirar submersos sem o auxílio de tanques de oxigênio. Isso é possível porque o composto permite armazenar grandes quantidades de oxigênio em espaços minúsculos.

O "Cristal do Aquaman" é capaz de absorver oxigênio e armazená-lo a uma concentração quase 160 vezes maior do que a atmosfera, constituída por 21% do gás essencial para a vida na Terra.

O composto, de nomenclatura oficial [{(bpbp)Co2II(NO3)}2(NH2bdc)](NO3)2 * 2H2O, libera o oxigênio absorvido em pequenas quantidades quando exposto ao calor. Um dos seus usos almejados na medicina é o auxílio a pacientes com câncer de pulmão e que dependem exclusivamente de aparelhos para respirar.

Poucos grãos do cristal armazenados em um recipiente específico, também desenvolvido na Dinamarca, são necessários para permitir a respiração por um dia de um paciente dependente de aparelhos.

O principal desafio dos cientistas agora é baratear a produção do composto, que possui uma fórmula complexa e de difícil reprodução. Assim, poderão sintetizar os cristais em grandes quantidades e aplicá-los em diversos ramos da medicina.


(Foto: Divulgação)

A divisão da TIM entre as outras três concorrentes está mais perto de acontecer. Isso porque a Oi agora se encontra em uma melhor situação financeira, com condições de participar da oferta conjunta, depois de vender seus ativos da Portugal Telecom ao grupo francês Altice por R$ 22 bilhões na última quinta-feira, 22.

Este era considerado o último empecilho para que a Oi entrasse de vez na negociação junto de Claro e Vivo pela divisão da TIM. O valor ajudará a companhia a reduzir o seu endividamento na transação.

Há tempos já se espera que as três empresas se unam para comprar e dividir a TIM. Estima-se que a oferta, mediada pelo banco BTG Pactual, possa chegar a até R$ 39 bilhões.

A divisão entre as três não deve ser igualitária. Apenas 25% deve ficar com a Oi, enquanto Claro e Telefonica (dona da Vivo) devem repartir o restante. A entrada da Vivo no negócio, porém, ainda seria condicionada ao parecer do governo sobre a compra da GVT por 7,2 bilhões de euros.

Se tudo correr como o previsto e a TIM realmente for comprada e dividida, a Anatel terá como atribuição definir como será feita a divisão dos clientes, regulando também se Claro, Vivo e Oi deverão oferecer os mesmos planos e condições.

Via Reuters

de John-Erik Jordan

Depois do seu último vídeo, Matthew Youlden nos disse que falar somente com a câmera foi algo um pouco solitário demais. Assim, ele perguntou se ele poderia entrevistar uma amiga. Quando ele nos disse que ela também é uma poliglota, nós não pudemos dizer não! Apresentamos Erika, uma cantora ítalo-argentina, música e tradutora que fala espanhol, inglês, francês, alemão e também um pouco de português (o que ela não gosta de admitir).



Matthew adora o esforço intelectual para aprender idiomas. Desde sua infância, sua curiosidade o impulsiona a imergir nas diferentes mentalidades que os novos idiomas oferecem. Erika, por outro lado, teve uma série de motivos interessantes para aprender os seis idiomas que ela fala. Neste vídeo, Matthew e Erika encontram-se durante o café da manhã e conversam sobre o que ela pensa sobre o aprendizado de idiomas. Eles conversam sobre as razões pelas quais ela fala italiano e espanhol como seus idiomas nativos e porque ela aprendeu alemão, inglês, francês e português mais tarde - todos os idiomas por motivos bem diferentes. Ainda, eles divagam sobre a dificuldade que bilíngues podem ter para identificar qual é a sua “língua materna”, sobre como a pressão na imersão para a sobrevivência (em um outro país ou no trabalho) ajuda na aquisição do novo idioma; e se o Matthew pode aprender bengali em 30 dias (Erika não acredita, mas o Matthew permanece otimista).

Eles também falam sobre palavras que não podem ser traduzidas em outros idiomas. Erika está convencida que “struggente” não é somente uma palavra italiana, mas um conceito italiano que ilustra o caráter singular do idioma.

Falar um outro idioma é muito mais do que somente expressar, de uma forma diferente, as palavras que você falaria em seu idioma - é um jeito único de ver as coisas. Para estes dois poliglotas, saber vários idiomas significa ter uma perspectiva mais ampla e profunda do mundo e das pessoas que o habitam. Eles encontraram um jeito de fazer o aprendizado de idiomas um processo divertido para eles mesmos. Erika utiliza as técnicas de ouvir, imitar e improvisar que ela também usa para aprender novas letras de música. Seu processo permite que ela aprenda idiomas absorvendo-os das pessoas a sua volta. Ela aprendeu francês ouvindo seus colegas enquanto trabalhava em um restaurante francês, inglês através de músicas americanas e britânicas e português com a ajuda dos samba, fado e bossa nova.

Traduzido por: Pedro Werneck


Homem corre durante o nascer do Sol na praia Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

Beatriz Souza, de EXAME.com

Recorde de calor

       O verão chegou com tudo este ano. São Paulo, por exemplo, vem vivendo seus dias mais quentes em anos. Nesta segunda, as temperaturas chegaram aos 36,5 graus, a temperatura mais alta desde 1999.

Mesmo com o recorde, as temperaturas registradas na capital paulista não chegam nem perto do calor experimentado pelas cidades que atingiram as mais altas temperaturas do Brasil neste ano.

Sobral, no interior do Ceará, ganhou o título de recorde de calor em 2015 ao marcar 43,9 graus nos termômetros na última quarta-feira.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre o dia 1º e o dia 19 deste mês, por 5 vezes as temperaturas ultrapassaram os 40 graus na cidade cearense.

Veja nas fotos quais são as 10 cidades que registraram as temperaturas mais altas deste ano - até agora.


Divulgação/Prefeitura

Cidade de Sobral (CE)


1º - Sobral (CE)

Sobral - CE
Temperatura recorde 43,9 graus
Dia da temperatura máxima 14/01/2015
Quantas vezes a cidade esteve entre as 10 mais quentes do dia neste ano 8


 Divulgação/ Prefeitura de Três Lagoas


Rio Paraná em Três Lagoas (MS)


2º - Três Lagoas (MS)


Três Lagoas - MS
Temperatura recorde 41 graus
Dia da temperatura máxima 19/01/2015
Quantas vezes a cidade esteve entre as 10 mais quentes do dia neste ano 9


Mike Vondran / Flickr Commons

Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro


3º - Rio de Janeiro (RJ)


Rio de Janeiro (Vila Militar) - RJ
Temperatura recorde 40,9 graus
Dia da temperatura máxima 02/01/2015
Quantas vezes a cidade esteve entre as 10 mais quentes do dia neste ano 10



Wikimedia Commons

Campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em Seropédica (RJ)


4º - Seropédica (RJ)

Seropédica - RJ
Temperatura recorde 40,1 graus
Dia da temperatura máxima 11/01/2015
Quantas vezes a cidade esteve entre as 10 mais quentes do dia neste ano 8


Flickr/ Filipo Tardim

Centro de Duque de Caxias (RJ)


5º - Duque de Caxias (RJ)



Duque de Caxias (Xerém)- RJ
Temperatura recorde 39,7 graus
Dia da temperatura máxima 02/01/2015
Quantas vezes a cidade esteve entre as 10 mais quentes do dia 7



 Divulgação/ Facebook Prefeitura de Valparaíso

Valparaíso (SP)


6º - Valparaíso (SP)

Valparaíso - SP
Temperatura recorde 39,7 graus
Dia da temperatura máxima 19/01/2015
Quantas vezes a cidade esteve entre as 10 mais quentes do dia neste ano 3


 Divulgação/ Prefeitura de Alegre/ Thaiza de Paula

Igreja Matriz Nossa Senhora da Penha, em Alegre (ES)


7º - Alegre (ES)

Alegre - ES
Temperatura recorde 39,6 graus
Dia da temperatura máxima 02/01/2015
Quantas vezes a cidade esteve entre as 10 mais quentes do dia neste ano 11


Wikimedia Commons

Vista aérea da cidade de Itaperuna (RJ)


8º - Itaperuna (RJ)


Itaperuna - RJ
Temperatura recorde 39,6 graus
Dia da temperatura máxima 18/01/2015
Quantas vezes a cidade esteve entre as 10 mais quentes do dia neste ano 8


Divulgação/ Prefeitura de Porto Murtinho

Porto Murtinho (MS)



9º - Porto Murtinho (MS)



Porto Murtinho - MS
Temperatura recorde 39,3 graus
Dia da temperatura máxima 11/01/2015
Quantas vezes a cidade esteve entre as 10 mais quentes do dia neste ano 7


Wikimedia Commons

Vista aérea da cidade de Jaguaribe (CE)


10º - Jaguaribe (CE)


Jaguaribe - CE
Temperatura recorde 39,2 graus
Dia da temperatura máxima 17/01/2015
Quantas vezes a cidade esteve entre as 10 mais quentes do dia neste ano 7

AFP

Xavier posa com os pais e uma funcionária: menino recebeu o primeiro implante de pâncreas artificial

Da AFP

Sydney - Um menino australiano de quatro anos, Xavier Hames, recebeu um pâncreas artificial, o que foi classificado por especialistas como o primeiro caso no mundo no tratamento de diabetes do tipo 1, anunciou o Hospital Infantil Princess Margaret, de Perth.

O pâncreas artificial implantado, parecido com um reprodutor MP3, está conectado ao corpo através de vários tubos enxertados sob a pele.

"O aparelho reproduz a função biológica do pâncreas para prever os níveis baixos de glicose e deter a administração de insulina", indicou na quarta-feira um comunicado do departamento de Saúde da Austrália Ocidental.

"Isso, por sua vez, evita as consequências graves de baixo nível de glicose, como o coma, convulsões e uma possível morte", acrescentou o comunicado, que não indicou quando a operação ocorreu.

A Fundação de Pesquisa de Diabetes Juvenil (JDRF), uma organização sem fins lucrativos que financiou o projeto, indicou que a tecnologia monitora os níveis de glicose e interrompe o fornecimento de insulina até 30 minutos antes que ocorra um ataque hipoglicêmico.

"Este dispositivo pode prever hipoglicemia antes que aconteça e deter a administração de insulina antes de um evento previsto", disse Tim Jones, um dos médicos do hospital.

"Isso, unido ao fato de que a bomba retoma automaticamente o fornecimento de insulina quando os níveis de glicose se recuperam, é um avanço médico real", acrescentou.

Naomi Hames, a mãe de Xavier, declarou que o dispositivo já havia melhorado a vida de seu filho, afetado pela doença desde que tinha 22 meses.

"O sistema é impermeável, razão pela qual Xavier pode praticar esportes aquáticos", disse a mãe.

Além disso, "nos dá tranquilidade durante a noite", acrescentou.

O pâncreas artificial foi desenvolvido durante cinco anos no Hospital Infantil Princess Margareth, com a ajuda de outros estabelecimentos, indicou.

Cada aparelho tem um custo de 8.100 dólares.

Wikimedia Commons

Cocaína: a vacina contém uma proteína que faz com que o corpo combata a presença e anule os efeitos da droga


Saulo Pereira Guimarães, de EXAME.com

    Cientistas do Intituto de Pesquisa Scripps estão desenvolvendo uma vacina para combater a dependência de cocaína. A novidade foi tema de um estudo divulgado nesta semana em publicação da Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês).

Testada em ratos, a vacina é à base de Flagelina. Essa proteína está presente no flagelo de diversas bactérias e foi modificada para disparar uma reação do sistema imunológico. De acordo com os cientistas, a Flagelina faz com que o corpo combata a presença da cocaína - o que anula os efeitos da droga.

"Apesar de normalmente serem associadas ao combate de infecções virais ou bacterianas, as vacinas podem ser desenvolvidas para ensinar o sistema imunológico a reconhecer substâncias não-microbianas como drogas", afirmou a ACS em nota sobre o estudo.

Realizada nos Estados Unidos, a Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde apontou que cerca de 1,4 milhão de pessoas consomiam cocaína no país em 2011. No Brasil, dados da Organização das Nações Unidas indicam que, entre 2005 e 2011, o consumo da droga mais que dobrou entre pessoas com idade entre 12 e 65 anos.

"Uma vacina contra a cocaína seria uma alternativa promissora de opção terapêutica", afirmam os cientistas envolvidos no estudo.

Zoom Dosso/AFP

Profissionais de saúde usando roupa protetora são vistos no centro de atendimento ao ebola

Da REUTERS

Genebra - A epidemia de ebola na África Ocidental parece estar em declínio, com menos de 150 casos relatados na semana passada, mas devem ser mantidos os esforços para acabar com a doença, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira.

A Serra Leoa continua a ser o país mais afetado, com 117 dos 145 novos casos confirmados, contra 184 na semana passada e 248 na retrasada, disse a OMS em sua última atualização.

"A incidência de casos continua a cair na Guiné, Libéria e Serra Leoa", disse a agência da Organização das Nações Unidas, acrescentando que a vigilância sobre a doença está sendo intensificada nos distritos de fronteira da Guiné-Bissau, Costa do Marfim, Mali e Senegal.

A cada 10 dias, o número de novos casos cai pela metade na Guiné. Com um total de 20, o número de casos na Guiné é o mais baixo desde o início de agosto, disse a entidade.

Na Libéria, onde os casos confirmados na semana passada caíram para 8 de um pico de mais de 300 por semana em agosto e setembro, a quantidade vem se reduzindo à metade a cada duas semanas, e em Serra Leoa, a cada 20 dias, aproximadamente.

De acordo com a OMS, ao todo houve 21.724 casos de ebola reportados em nove países no ano passado, desde o início da epidemia na Guiné, incluindo 8.641 mortes.

O vírus não foi mais identificado no Mali, Nigéria e Senegal, e não houve mais casos entre os trabalhadores estrangeiros da área de saúde que retornam à Grã-Bretanha, Espanha ou os Estados Unidos, apesar de uma enfermeira britânica ainda estar se recuperando em um hospital em Londres.

Até o momento, 828 profissionais de saúde foram infectados nos três países mais atingidos, incluindo 499 que morreram, disse a OMS.

Na quarta-feira, o chefe da ONU para o ebola, David Nabarro, estacou que as agências da ONU precisam de um total de 1 bilhão de dólares para combater a epidemia de ebola num momento em que os especialistas passam para uma nova fase que envolve uma operação maciça para rastrear casos remanescentes.

"Casos de resistência de comunidades a enterros seguros e à identificação de contatos continuam a ser relatados em todos os três países, embora sejam mais comuns na Guiné", disse a OMS.

O Comitê de Emergência da OMS para o ebola salientou na quarta-feira que os passageiros ainda devem ser rastreados ao deixar a Guiné, Libéria e Serra Leoa para alteração na temperatura ou outros sinais de infecção.

Jeff Bezos, CEO da Amazon, durante uma entrevista coletiva em 6 de setembro de 2012



As mais faladas no mundo

São Paulo - Um novo estudo mostra quais marcas foram mais faladas e comentadas no mundo no último ano.

O relatório de 2014 do YouGov BrandIndex Buzz engloba 15 países, incluindo o Brasil, e avalia a percepção de marcas através de pesquisas online diárias com milhões de consumidores.

Se o consumidor ouviu falar da marca nas últimas duas semanas (em redes sociais, televisão, boca a boca ou outras mídias), ela ganha mais pontos.

É levado em conta, também, se a pessoa ouviu falar bem ou mal.


1. Estados Unidos

Marca campeã: Amazon
Outras marcas percebidas pelos americanos: YouTube, Netflix, Subway, Samsung, Apple.





2. Reino Unido

Marca campeã: Aldi (rede alemã de supermercados)
Outras marcas percebidas pelos ingleses: John Lewis, BBC IPlayer, Netflix











4. China

Marca campeã: Hai Tian (marca da Haday, frabicante chinesa de temperos)
Outras marcas percebidas e comentadas pelos chineses: baidu, Apple, Samsung


5. Dinamarca

Marca campeã: Lego
Outras marcas percebidas e comentadas pelos dinamarqueses: Audi, Volkswagen, Netflix






6. Finlândia

Marca campeã: Lidl (empresa alemã de alimentos)
Outras marcas percebidas e comentadas pelos finlandeses: Arabia, Volkswagen, Prisma





7. França

Marca campeã: E.Leclerc (rede de supermercados)
Outras marcas lembradas pelos franceses: Samsung, Peugeot, Renault





8. Alemanha

Marca campeã: DHL
Outras marcas lembradas pelos alemães: Nivea, BMW






9. Japão

Marca campeã: Uniqlo (marca de roupa e varejo)
Outras marcas lembradas pelos japoneses: Amazon, Apple




Georges Gobet/AFP


10. México

Marca campeã: Google

Outras marcas lembradas pelos mexicanos: Michelin, Nissan, Samsung






11. Noruega

Marca campeã: Rema 1000 (rede de supermercados)
Outras marcas lembradas pelos noruegueses: IKEA, Toyota





12. Arábia Saudita

Marca campeã: Samsung
Outras marcas lembradas pelos sauditas: Visa, Sony






13. Suécia

Marca campeã: Volvo
Outras marcas lembradas pelos suecos: IKEA, Michelin






14. Países Baixos

Marca campeã: YouTube
Outras marcas lembradas pelos holandeses: Facebook, Chrome, Spotify





15. Emirados Árabes Unidos

Marca campeã: Samsung
Outras marcas lembradas: Emirates, Google, Apple






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