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Teresa de Miguel.
Nova York, 28 out (EFE).- A Estátua da Liberdade, símbolo da cidade de Nova York e a imagem de boas-vindas dos Estados Unidos para os milhões de visitantes, comemora nesta sexta-feira 125 anos com a última festa antes de ser fechada ao público durante um ano para reformas.
Em homenagem aos imigrantes do país, a celebração foi precedida de uma cerimônia de naturalização de 125 estrangeiros de mais de 40 países, um por cada ano comemorado pela estátua, erguida em uma pequena ilha do rio Hudson, ao sul de Manhattan.
"Sinto-me muito honrada, muito orgulhosa de ter conseguido ser escolhida para esta cerimônia, que torna este dia ainda mais especial", disse à Agência Efe a dominicana Alba Reyes Cruz, que, depois de seis anos no país e servindo a reserva americana, recebeu seu certificado de cidadania.
Presente da França, a obra em cobre do escultor Frédéric Auguste Bartholdi foi inaugurada oficialmente em 28 de outubro de 1886 pelo então presidente Grover Cleveland. Agora, mais de um século depois, seu neto George Cleveland participou desta cerimônia oficial ao lado de personalidades como o secretário de Interior dos Estados Unidos, Ken Salazar.
"A Estátua da Liberdade nos lembra da importância de nossa diversidade, que nossas raízes estão em todas as nações daqueles imigrantes que vieram a este país em busca de uma vida melhor", destacou Salazar. "Não só devemos tolerar, mas comemorar a diversidade deste país, porque nela estão suas raízes".
Quem também participou da comemoração foi a atriz Sigourney Weaver, que recitou um trecho do poema "O Novo Colosso", homenagem da escritora nova-iorquina Emma Lazarus ao monumento que chamou de "Mãe dos Exilados".
Esta não foi a única festa realizada para a data. O aniversário já tinha sido comemorado em setembro pelo presidente francês Nicolas Sarkozy, na França, já que a estátua representa um marco da amizade entre os dois países.
Com 46,5 metros de altura e 225 toneladas sem o pedestal, a colossal "Dama da Liberdade" segura na mão esquerda uma tábua que representa a lei e na qual está inscrita, em números romanos, a data da independência americana, enquanto a seus pés se encontra uma algema quebrada, simbolizando o fim da opressão.
Uma estreita escada em caracol de 154 degraus serpenteia o seu interior desde os pés até a coroa, onde fica um observatório de onde é possível ver os impressionantes arranha-céus do sul de Manhattan.
O evento será transmitido pela internet graças às cinco câmeras instaladas pela Fundação da Estátua da Liberdade. Depois disso, se iniciam os 12 meses da restauração que irá regular os degraus, além de construir um elevador como alternativa, e fortalecerá a segurança da estátua, que já foi fechada ao público por quatro meses sob a ameaça depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. EFE

GRANT MCCOOL
DA REUTERS, EM NOVA YORK



O ator e diretor Sylvester Stallone está sendo judicialmente acusado de plagiar o roteiro do seu filme "Os Mercenários", sobre combatentes contratados para assassinar um ditador.
O processo foi aberto na terça-feira na Justiça federal de Manhattan pelo roteirista Marcus Webb, segundo quem a trama de "Os Mercenários" é "impressionantemente semelhante e em alguns trechos idêntica" à do seu roteiro intitulado "The Cordoba Caper".
Webb pleiteia uma indenização não especificada e uma ordem judicial proibindo que a semelhança seja mantida na sequência de "Os Mercenários", com estreia prevista para 2012. Os réus no processo são Stallone, o corroteirista David Callaham, as produtoras Millennium Films e Nu Image Films e a distribuidora Lions Gate Entertainment Corporation.
Divulgação
Sylvester Stallone entre Jason Statham (à esq.) e Randy Couture em "Os Mercenários"
Sylvester Stallone entre Jason Statham (à esq.) e Randy Couture em "Os Mercenários"
Michelle Bega, agente de Stallone, não quis comentar. Os outros réus tampouco se manifestaram.
Parcialmente filmado no Brasil com elenco brasileiro, "Os Mercenários" teve estreia mundial em agosto do ano passado. A suspeita de plágio não é a primeira polêmica envolvendo a obra - Stallone já havia sido acusado de deixar de pagar uma dívida de R$ 3,8 milhões com a produtora O2, que participou da filmagem, e depois precisou se desculpar por uma piada sobre a suposta falta de cuidados ambientais da produção no Brasil.
O filme conta a história de um grupo de mercenários de meia idade que é contratado para matar o general Garza, ditador de um pequeno país latino-americano. Além de Stallone, Arnold Schwarzenegger, ex-governador da Califórnia, faz uma participação.
Webb diz ter registrado o roteiro e um conto, ambos intitulados "The Cordoba Caper", em junho de 2006 no Departamento de Copyright dos EUA. Entre 2006 e 2009, diz a ação, Webb distribuiu o roteiro tentando vendê-lo a alguma produtora.
"Não se pode contestar que Stallone e/ou Callaham tiveram acesso e copiaram elementos passíveis de proteção do roteiro", diz a ação.
O autor alega, entre outras semelhanças, que as duas obras começam com o resgate de um refém em alto mar, e em ambos o vilão se chama General Garza.

No período, o lucro líquido da companhia somou US$ 880 milhões



Gustavo Nicoletta, da Agência Estado
BOSTON -
O lucro da Visa aumentou 14% no quarto trimestre fiscal em relação a um ano antes, impulsionado por um aumento no número de transações com cartões de débito e de crédito com a bandeira da companhia. As ações da empresa, que fecharam em alta de 1,48%, caíam 2,14% no after hours.

No trimestre encerrado em 30 de setembro, o lucro líquido da Visa somou US$ 880 milhões, ou US$ 1,27 por ação, de US$ 774 milhões, ou US$ 1,06 por ação, em igual período de 2010. O resultado ficou acima das expectativas de analistas consultados pela Thomson Reuters, que previam um lucro por ação de US$ 1,25.

A receita da companhia cresceu 13%, para US$ 2,38 bilhões. O número de transações processadas pela Visa aumentou 9%, para 13 bilhões, enquanto o volume de dinheiro envolvido nessas transações subiu 13%, para US$ 970 bilhões.
As informações são da Dow Jones.


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A adoção dos tablets não só impacta o mercado de computadores pessoais, que vê o número de desktops diminuir enquanto o computador de mão ganha o gosto dos usuários. Ela também diz respeito à produção de notícias.

Pesquisa conduzida pelo Pew Research Center, em parceria com o The Economist Group, revela que 53% dos donos de tablets nos Estados Unidos lêem notícias diariamente. É uma atividade quase tão frequente quanto ler e enviar e-mails, hábito de 54% dos usuários.
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11% da população dos EUA têm tablets; 77% usam o aparelho todo dia; 53% leem notícias diariamente
Aparecem como preferências seguintes navegar em redes sociais (39%), jogar jogos (30%), ler livros (17%) e assistir a filmes e vídeos (13%).
O estudo também revela que 3 em cada 10 novos donos de tablets gastam mais tempo lendo notícias agora do que o faziam antes de ter o aparelho. Mais do que o público em geral, esses usuários usam a internet como fonte principal de notícias e preferem ler e ouvir notícias a assisti-las. (Em números, isso significa que 71% têm preferência por ler ouvir ante 45% de todos os adultos americanos que afirmam preferir o mesmo.)
“O modo como os usuários de tablets consomem notícias, no entanto, pode surpreender alguns”, diz o texto que apresenta osresultados da pesquisa. A observação se refere ao fato de muitos terem acreditado que os donos de iPad, quando lançado, consumiriam mais notícias por aplicativos fornecidos pelas empresas de conteúdo, o que favoreceria a entrada de anúncios.
Mas o que ocorre é que 40% dos novos usuários dizem ler notícias pelo navegador, 31% dizem usar aplicativos e navegador igualmente e 21% lêem matérias principalmente por aplicativos.
Por acaso
O estudo ainda revela que a leitura ao acaso é algo comum entre os usuários de tablets. Quase 88% dos que leram longas reportagens nos últimos sete dias da pesquisa acabaram lendo textos pelos quais não estavam inicialmente procurando.
O número de donos de tablets corresponde a 11% da população adulta dos Estados Unidos. Os resultados foram obtidos a partir de três etapas: entrevista com 40 mil adultos americanos, pesquisa telefônica com 1.159 usuários de tablets e 894 novos usuários de tablets e pesquisa pela internet com grupos selecionados.


Boa parte da repercussão tem sido negativa, mas algumas pessoas defendem que a nova versão da boneca apenas reflete a cultura pop atual


 - Divulgação

CHRIS FRANCESCANI - REUTERS
NOVA YORK (Reuters) - De cabelo rosa e tatuada no ombro e pescoço, a nova Barbie, lançada pela empresa Mattel numa edição limitada para colecionadores, está mais para a perturbada heroína da trilogia Millenium, de Stieg Larsson, do que para as Barbies mais tradicionais, que existem desde 1959.
Desde que foi lançada pela Internet, neste mês, ao preço de 50 dólares, a boneca criada pela grife tokidoki, de Los Angeles, teve seu estoque esgotado, mas não parou de gerar polêmica.
Embora seu foco seja o colecionador adulto, alguns pais questionam se um brinquedo deveria estimular modificações corporais.
"Ela está ensinando as crianças a quererem tatuagens antes de terem idade para se vestirem desse jeito", disse Kevin Buckner, da Virgínia, a uma TV local.
A Mattel não se pronunciou sobre a polêmica, mas nem toda a repercussão foi negativa. Para alguns adultos, a boneca reflete a moda e a cultura pop atuais.
"Você já viu Lady Gaga, Nicki Minaj, Katy Perry, Rihanna?", argumentou, numa entrevista por email, Candace Caswell, uma mãe novaiorquina de 30 anos, acrescentando que as estrelas pop também têm tatuagens e usam perucas e roupas malucas. "Eles estão capturando um flagrante da cultura pop do jeito que ela realmente é. A Barbie não está criando a minha filha. Eu é quem estou", acrescentou ela.
Para Heather Gately Stoll, do Colorado, o problema não são as tatuagens. "O que é inadequado para as crianças são as medidas dela", afirmou, referindo-se às curvas da boneca. "Se ela pode mudar de personalidade, por que não pode mudar de forma e tamanho?"
A Barbie da tokidoki não é a primeira a ter tatuagens. Em 2009, algumas lojas recolheram a linha Totally Stylin' Tattoos por causa de queixas recebidas, e um ano antes a Mattel havia feito uma parceria com a fabricante de motos Harley Davidson para produzir uma Barbie com asas tatuadas nas costas. A produção da Barbie Butterfly Art foi suspensa em 1999, após queixas dos pais.
Gayatri Bhalla, 41 anos, de Washington, que escreve um blog sobre experiências para meninas pré-adolescentes, acha que tudo não passa de marketing.
"Por um lado, a empresa gosta de ter a Barbie como o brinquedo-ícone dos EUA para as meninas, e usá-la para promover coisas às quais a maioria dos pais não se opõe, como o 'Dia de Levar Sua Filha ao Trabalho'", disse ela.
"Mas eles também criam a Barbie em imagens que a maioria dos pais optaria por não apresentar como modelo para suas filhas pequenas, e uma boneca tatuada no corpo todo recai nesse campo." 


26 de outubro de 2011 | 16h13
Sílvio Guedes Crespo
Atualizado às 18h49
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alcides_leite01.jpgA Coca-Cola no Brasil está entre as mais caras, mostra um levantamento com o preço do produto em 12 países feito pelo Radar Econômico em parceria com o professor de economia Alcides Leite* (foto).
O produto, que pode ser considerado supérfluo por alguns, diz muito sobre a economia dos países. Idêntico em qualquer parte do mundo, dá uma ideia das vantagens de produzir em determinadas localidades.
Não por acaso, o preço mais baixo encontrado foi na China, na cidade de Cantão. Lá, a lata de Coca-Cola custa em torno de R$ 0,60. Em São Paulo, está R$ 1,70; em Genebra, R$ 2,50.
O levantamento inclui cidades dos cinco continentes, localizadas em países ricos e emergentes. Os preços foram coletados em sites de supermercados, com exceção da China, onde utilizamos uma reportagem sobre inflação publicada na imprensa local.
Veja quanto custa a lata de Coca-Cola em diversas cidades no mundo (preços convertidos em reais). A quantidade varia de país para país, entre 330 ml e 355 ml.
Genebra2,50
Tóquio2,32
São Paulo (Pão de Açúcar)1,70
São Paulo (Sonda)1,68
Sydney1,59
Buenos Aires1,47
Cidade do Cabo1,44
Londres1,28
Nova York1,16
Lisboa1,11
Santiago1,04
Paris0,99
Cidade do México0,98
Cantão 0,60
Alcides Leite, professor de economia na Trevisan Escola de Negócios, comenta os números.
“O preço da Coca-Cola em São Paulo é um dos mais altos entre as cidades pesquisadas. Isto se deve, principalmente, a três importantes fatores: a alta carga de tributos incidentes sobre o produto, os altos custos de distribuição e os efeitos da valorização do real frente às demais moedas.
Quanto ao custo de distribuição, é importante levar em conta que, devido ao baixo valor agregado em relação ao peso e volume, o custo do transporte do produto tem forte participação na composição do preço final de venda. Com infraestrutura precária, os custos de transporte no Brasil acabam onerando muito o preço de venda de bebidas e alimentos em geral.”
Quanto custa
Nesta série “Quanto custa”, o blog Radar Econômico compara preços de um mesmo produto em diferentes cidades do mundo. Caso você tenha visto, em sua cidade, preços diferentes dos citados aqui, compartilhe a informação com os demais leitores.


Faz pelo menos 500 anos que o mundo está se tornando um lugar cada vez mais seguro para se viver, e a raça humana nunca foi tão pouco violenta. Ataques terroristas e guerras civis são meros soluços estatísticos numa paz que nossos ancestrais achariam quase impensável.
Duro de engolir, certo? Pois os números reunidos por Steven Pinker, 57, psicólogo evolucionista da Universidade Harvard, são difíceis de refutar. Todas as formas de violência estão em declínio, das guerras à crueldade com animais, e em alguns casos a queda já dura séculos, diz ele.
Editoria de Arte/Folhapress
Pinker, pop star científico que aprecia os temas polêmicos (ler abaixo), apresenta um resumo de seus argumentos em artigo de opinião na edição de hoje na revista científica "Nature". São ideias tiradas de seu novo livro, "The Better Angels of Our Nature" (ainda sem edição no Brasil).
ANJO BOM
Conforme o título do livro sugere, Pinker argumenta que os "anjos bons [literalmente, melhores] da nossa natureza" estão vencendo a disputa pela alma humana.
"As histórias da Antiguidade estão cheias de conquistas gloriosas que hoje seriam classificadas como genocídios. Fulano, o Grande e Sicrano, o Grande seriam processados como criminosos de guerra", brinca o cientista. E não se trata só da Antiguidade.
O registro arqueológico e os estudos sobre povos indígenas atuais mostram que esse negócio de bom selvagem não existe, diz Pinker.
Mais precisamente, esses povos cometem centenas de vezes mais homicídios do que os europeus do século 21, e cerca de 20% das pessoas nessas sociedades morrem em guerras, afirma ele.
O bioantropólogo Walter Neves, especialista da USP que estuda os primeiros habitantes da América, concorda. "A guerra, seja entre caçadores-coletores, seja entre horticultores [agricultores primitivos], é crônica e endêmica", afirma ele. No caso de povos pré-históricos, "é preciso tomar um pouco de cuidado porque a agressão entre eles, como bordoadas, deixa marcas no esqueleto que a nossa muitas vezes não deixa, então é difícil fazer a comparação", diz.
BRAÇO FORTE
A primeira queda na pancadaria teria vindo com o fortalecimento dos Estados, em especial as monarquias europeias, a partir do século 16.
Com o rei abarcando o poder absoluto e os nobres (que costumavam guerrear entre si) na coleira, a violência desregrada saiu de cena, já que atrapalhava a centralização de poder e riqueza desejada pelo monarca.
Segundo motivo de queda da violência, segundo Pinker: a invenção da imprensa, barateando a circulação de ideias, e o Iluminismo resultante desse processo.
Os pensadores iluministas, com sua ênfase no debate racional e sua redescoberta das ideias democráticas, dominaram o universo intelectual europeu, debatendo todos os temas tabus e defendendo os direitos de plebeus, minorias, mulheres e até animais.
O debate iluminista acabou levando ao lento porém crescente predomínio da democracia como regime de governo, o que também diminuiu guerras --é muito raro que uma democracia declare guerra contra outra. E o avanço do comércio internacional tornou os países cada vez menos interessados em guerrear por riquezas, diz ele.
NÃO AO SENSO COMUM
Steven Pinker tem uma predileção pelos debates politicamente incorretos. Seu livro mais polêmico antes da nova obra sobre a história da violência se chama "Tábula Rasa" e tem como meta mostrar que a natureza humana é algo relativamente difícil de mudar, independente dos esforços de pais, professores ou doutrinadores políticos e religiosos.
A ideia de que existe uma natureza humana vai contra a corrente dominante nas ciências humanas e entre intelectuais de esquerda, para os quais seria possível "melhorar" a humanidade.
Curiosamente, se o novo livro não é uma mea culpa, ao menos mostra certa fé de Pinker no progresso.
"THE BETTER ANGELS OF OUR NATURE"
AUTOR Steven Pinker
EDITORA Viking
QUANTO US$ 19,99 (como livro eletrônico no site Amazon)
CLASSIFICAÇÃO ótimo


O ator Robert Pattinson, 25, disse que a boa forma física de Taylor Lautner, seu rival na saga "Crepúsculo", o deixou apreensivo na hora de gravar cenas de sexo no filme "Amanhecer".
"Eu nunca tinha me preocupado com isso antes, mas depois de ver o quanto Taylor [Lautner] trabalha para os filmes, eu pensei: 'bem, todo mundo vai realmente me julgar agora'", disse Pattinson em entrevista a revista "15a20".
Ele ainda disse que tentou imaginar em que posições ele poderia aparecer com os músculos mais rígidos ou como faria para encolher a barriga.
Para a segunda parte de "Amanhecer", que tem estreia prevista para 2012, Pattinson disse ter começado a malhar seis meses antes das filmagens.
Mario Anzuoni/Reuters
Pattinson (centro) diz ter se preocupado com comparações com a forma física da Lautner (à esq.)
Pattinson (centro) diz ter se preocupado com comparações com a forma física da Lautner (à esq.)

E-mails capturados pela PF revelam como executivos do banco recorreram do tráfico de influência à corrupção para obter apoio político



David Friedlander, Fausto Macedo e Leandro Modé
SÃO PAULO - De tráfico de influência à prática de corrupção, os executivos do Panamericano tentaram de tudo para conquistar apoio de políticos aos negócios do banco e, assim, melhorar a saúde financeira da instituição. É o que revela uma intensa troca de e-mails capturada pela Polícia Federal (PF) durante as investigações para apurar as fraudes contábeis de R$ 4,3 bilhões no banco que pertencia a Silvio Santos.
No início de 2009, a direção do Panamericano pôs em marcha um plano de aproximação com os principais fundos de pensão ligados a estatais do País. Segundo a apuração do Banco Central (BC), as operações fraudulentas no Panamericano começaram em 2007. Para abrir as portas das fundações, a cúpula do banco mapeou quais eram os padrinhos políticos de aproximadamente 250 entidades que, na época, tinham patrimônio somado superior a R$ 610 bilhões.
Nas mensagens que trocava com seus executivos, Rafael Palladino, então presidente do banco, falava em procurar o senador José Sarney (PMDB-AP) e o então senador Ney Suassuna (PMDB-PB) para pedir apoio na abordagem às fundações. Em fevereiro de 2009, Palladino escreveu a Luiz Sandoval, ex-homem de confiança de Silvio Santos: "Você conhece bem o Sarney, não é? Liga para ele dando parabéns por ter ganho a presidência do Senado e depois pedimos abertura nas fundações que ele manda".
A coleção de e-mails sugere, ainda, que em Alagoas uma taxa denominada "retorno" - 25% sobre pagamentos efetuados ao Panamericano e a outros bancos credores - teria sido destinada à campanha eleitoral do PSDB sob a rubrica "doação".
As correspondências citam Luiz Otávio Gomes, secretário de Planejamento do governo Teotônio Vilela Filho (PSDB), como personagem central das negociações com instituições financeiras que tiveram de arcar com a taxa. A PF abriu inquérito para investigar "provável ocorrência de corrupção passiva e ativa".
Os executivos do Panamericano tinham relacionamento próximo com o ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República Luiz Gushiken. Na avaliação da cúpula do banco, "japonês", como foi identificado em alguns e-mails, tinha grande influência sobre a Funcex (fundo de pensão dos funcionários da Caixa).
No ano passado, Palladino negociou com Gushiken sobre a possibilidade de o PT receber doações de campanha de empresas e outras entidades por meio de cartões de crédito. Pela legislação, só pessoas físicas podiam usar esse meio. Uma das empresas que, na época, faziam parte do Grupo Silvio Santos era a Braspag, especializada em transações eletrônicas com cartões.
Os e-mails foram localizados pela Polícia Federal durante batida na sede do Panamericano, na Avenida Paulista, 2.240. /
COLABOROU MARCELO GODOY

Entrada da Telefônica no Rio mostra como as operadoras, depois de trocarem de sócios, abandonaram feudos para disputar novos mercados



Sabrina Valle, de O Estado de S. Paulo
RIO -
A Vivo anunciou hoje a entrada em telefonia fixa e em internet para residências e escritórios no Rio de Janeiro, com o Vivo Fixo e o Vivo Box, os primeiros produtos resultantes da união da operadora móvel com a empresa espanhola de rede fixa Telefônica. A iniciativa marca a abertura de uma nova etapa na concorrência no setor de telecomunicações.
Na privatização, em 1998, cada concessionária recebeu outorga para atuação em uma região. A partir de 2003, todas obtiveram licença para operar de forma universalizada em telefonia fixa, mas só agora o mercado começa a se mover nessa direção, com a competição na banda larga, principal foco das operadoras, como motivador da entrada na telefonia fixa fora de suas áreas de origem.
O lançamento da Vivo/Telefonica no Rio, após a fusão das empresas, encerrada em agosto, marca a incursão da Telefônica no principal mercado da Oi.
"Vamos mexer com o mercado de telefonia fixa", afirmou o diretor-geral da Telefônica/Vivo, Paulo Cesar Teixeira. Até o início de 2012, o grupo passará a se chamar apenas Vivo.
A Oi prepara um movimento em direção oposta, para entrada no segmento fixo de São Paulo. Juarez Quadros, sócio da Orion Consultores e ex-ministro das Comunicações, acredita que o mapa do setor pode mudar. "Isso já era previsto no modelo de privatização. Está superatrasado, mas antes tarde do que nunca. A vantagem é que vai trazer uma ampla competição a partir do segundo semestre de 2012."
O analista do Santander Valder Nogueira também antecipa um aumento da competição, com a pressão da Vivo sobre a Oi. "A Vivo tem uma capilaridade fantástica de 3G. A empresa não vai querer ser líder de mercado em telefonia fixa, mas sim acessar um mercado que está à sua mão para aumentar receita."
A Oi prevê investimentos de cerca de R$ 5 bilhões no ano. "Na telefonia fixa, os investimentos estão voltados principalmente à expansão da cobertura e aumento da velocidade de serviços de banda larga fixa", disse, em nota.
A Vivo/Telefônica, que prevê R$ 6 bilhões em investimento este ano, focará primeiro em clientes próprios de celular que queiram aderir a um pacote com telefone fixo e/ou internet. Mas também vê forte potencial de crescimento nos municípios hoje não atendidos por internet a cabo.
O Vivo Fixo e o Vivo Box (com telefone fixo, web e wi-fi) foram lançados inicialmente em Porto Alegre e chegaram ontem a 19 cidades do Rio. A empresa quer chegar a meados de 2012 com serviço 3G em 2.900 municípios.
Outras companhias caminham para a integração de serviços. A Net está em mais de 100 municípios, na maior parte com banda larga, fixo e TV a cabo.
Algumas levam certa vantagem na disputa, diz Quadros. "A GVT vem nadando de braçada, sem o legado das redes antigas e já anunciando TV por assinatura em todas as regiões do País, menos na capital de São Paulo."


Um estudo norueguês, publicado esta segunda-feira, sugere que pessoas com problemas de sono correm um risco de 27% a 45% maior de sofrer um ataque cardíaco. Cerca de um terço das pessoas reclamam de problemas para dormir e precisam recorrer a ajuda médica, informaram os autores do estudo, publicado na revista Circulation, publicação da prestigiada Associação Americana de Cardiologia.
"Problemas de sono são frequentes e bastante fáceis de tratar", afirmou Lars Erik Laugsand, principal autor deste estudo e pesquisador do Departamento de Saúde Pública da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, em Trondheim.
"Por isso, é importante que as pessoas sejam conscientes desta relação entre a insônia e os ataques cardíacos e falem com seu médico se estão com sintomas", acrescentou. Os dados foram coletados com 52.610 adultos noruegueses que responderam a uma pesquisa nacional sobre sintomas de insônia entre 1995 e 1997.
Durante os 11 anos seguintes, os cientistas identificaram 2.368 pessoas que tiveram seu primeiro ataque cardíaco com base nos informes hospitalares e no registro nacional norueguês sobre causas de óbito. Depois de ajustar fatores como idade, sexo, estado civil, nível educacional, pressão arterial, colesterol, diabetes, peso, atividade física, turno de trabalho, depressão e ansiedade, os cientistas identificaram um risco maior naqueles que relataram mais problemas para dormir.
Quando comparados os dados de pessoas que relataram dormir bem de forma geral com os de indivíduos que contaram ter problemas para conciliar o sono quase que diariamente no último mês, constatou-se um risco 45% maior de infarto no segundo grupo. Os que disseram conseguir conciliar o sono, mas não dormir durante toda a noite, demonstraram um risco 30% maior de sofrer ataque cardíaco coração do que o grupo de indivíduos que disse dormir bem.
Aqueles que contaram não acordar revitalizados demonstraram ter um risco 27% maior. Embora os cientistas tenham advertido que os padrões de sono podem variar de uma população para outra, um vínculo similar entre insônia e doenças cardiovasculares já tinha sido sugerido em um estudo feito nos Estados Unidos.


Cientistas americanos encontraram evidências de um vínculo entre a infecção pelo papilomavírus humano e o surgimento de doenças cardíacas em mulheres que não têm outros fatores de risco, segundo um estudo inédito publicado esta segunda-feira.
Embora a pesquisa ainda esteja nos estágios iniciais, especialistas afirmam que se os resultados forem confirmados, o estudo poderá abrir uma nova frente de combate contra as doenças no coração, que são a principal causa de morte entre mulheres em boa parte do planeta.
"Cerca de 20% dos indivíduos com DCV (doença cardiovascular) não apresenta quaisquer fatores de risco, um indício de que outras causas ''não tradicionais'' podem estar implicadas", explicou o chefe das pesquisas, Ken Fujise, diretor da Divisão de Cardiologia do Departamento Médico da Universidade do Texas.
"O HPV parece ser um destes fatores nas mulheres", afirmou Fujise, cujas descobertas serão publicadas na edição de 1º de novembro do Jornal da Escola Americana de Cardiologia.
O HPV é a mais comum doença sexualmente transmissível e tem mais de 40 subtipos, alguns que causam câncer cervical e outros, verrugas genitais.
Na maioria das vezes, a presença do HPV não causa qualquer sintoma.
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, pelo menos 50% dos homens e mulheres sexualmente ativos se infectarão com HPV em algum momento de suas vidas.
Normalmente, o organismo consegue se livrar sozinho da infecção, mas alguns subtipos, conhecidos como cepas oncogênicas, podem virar câncer e precisam ser acompanhados de perto.
Os cientistas tiveram a ideia de pesquisar o HPV como causa potencial de doenças cardíacas por causa da forma como o vírus atua no desenvolvimento do câncer, desativando dois genes supressores de tumores: o p53 e a proteína do retinoblastoma (pRb).
O gene p53 tem um papel chave na regulação do processo que provoca a arterioesclerose, ou enrijecimento das artérias, enquanto a pRb é crucial na regulação do crescimento e proliferação celular.
Ainda que não tenham confirmado este vínculo e estabelecido se o HPV pode ou não causar doenças cardíacas, os pesquisadores verificaram que "os tipos de HPV oncogênico estavam fortemente associados com a DCV", afirmou o co-autor do estudo, também do Departamento de Medicina da Universidade do Texas.
Os pesquisadores não encontraram vínculos entre o HPV e outros riscos metabólicos, como colesterol elevado ou pressão alta.
Os dados resultaram de uma pesquisa com 2.500 mulheres com idades entre 20 e 59, que participaram de consultas nacionais sanitárias e nutricionais entre 2003 e 2006.
Se o vínculo entre o HPV e as doenças cardíacas for confirmado, os cientistas poderão trabalhar no desenvolvimento de um medicamento para deter a inativação do gene p53 e evitar o aparecimento de doenças cardíacas em mulheres infectadas com HPV, disse Fujise.


Quem quer dirigir o New Beetle movido a cocô?



Veículo utiliza gás metano do esgoto. Foto: Gizmodo/Reprodução

70 “números dois” são o bastante para mover esse New Beetle por um ano. Agora se você vai querer andar em um carro com um adesivo escrito “Movido por sua própria sujeira!” já é uma discussão completamente diferente.
O Bio-Bug (que por aqui possivelmente ficaria conhecido como Besouro Rola-Bosta) fará um tour pelas ruas de Bristol, na Inglaterra, no próximo ano, como parte de uma campanha para conscientizar a população sobre questões ecológicas.
O gás metano já é usado na Suécia para substituir a gasolina, com cerca de 11.500 carros rodando a base de gases naturais. [BBC via UberGizmo]


A Nasa recriou a imagem da primeira supernova documentada, que foi observada por astrônomos chineses há quase dois mil anos e que teve suas fotos divulgadas nesta segunda-feira.
A Nasa combinou dados de quatro telescópios espaciais diferentes para criar a imagem da supernova, conhecida como RCW 86, a mais antiga que consta dos registros de astronomia.
Os astrônomos chineses foram testemunhas do evento que aconteceu no ano 185 d. C., quando descobriram uma estrela muito luminosa que permaneceu no céu durante oito meses.
As imagens de raios X do observatório XMM-Newton da Agência Espacial Europeia e do Observatório de Chandra, da Nasa, foram combinadas para formar as cores azul e verde na imagem, que mostram que o gás interestelar se aqueceu a milhões de graus devido à onda expansiva da supernova.
Os dados infravermelhos do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, e da sonda Wise (Wide-field Infrared Survey Explorer), que são vistos em amarelo e vermelho, revelam o pó que chega a várias centenas de graus abaixo de zero, cálido em comparação com o pó cósmico habitual na Via Láctea, indicou a agência espacial.
Mediante o estudo dos raios X e dos dados infravermelhos, os astrônomos foram capazes de determinar que a causa daquela misteriosa explosão no céu foi uma supernova de tipo Ia, que se produz depois da violenta explosão de uma estrela anã branca.
A supernova RCW 86 está a aproximadamente oito mil anos luz de distância. Tem 85 anos luz de diâmetro e ocupa uma região do céu na constelação austral de Circinus que, segundo indica a Nasa como referência, é ligeiramente maior que a lua cheia.



Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 
24/10/2011 | 18h03 | Apple


A única biografia autorizada de Steve Jobs foi lançada nos EUA esta segunda, duas semanas e meia depois da morte do gênio perfeccionista que revolucionou o mundo, mas que também foi um chefe temido e um homem cuja vida foi marcada pela condição de filho adotivo. Imagem: Joe Raedle/AFP Photo
Imagem: Joe Raedle/AFP Photo
A única biografia autorizada de Steve Jobs foi lançada nos Estados Unidos esta segunda-feira, duas semanas e meia depois da morte do gênio perfeccionista que revolucionou o mundo, mas que também foi um chefe temido e um homem cuja vida foi marcada pela condição de filho adotivo.


O aguardado livro, escrito por Walter Isaacson, intitulado simplesmente "Steve Jobs", retrata em suas 630 páginas o visionário da tecnologia em seus pontos altos e baixos e já faz parte da lista dos livros mais vendidos para o leitor digital Kindle, da Amazon.


"Tive muita sorte na minha carreira e na minha vida. Fiz tudo o que podia fazer", confidenciou Jobs ao seu biógrafo pouco antes de sua morte, aos 56 anos, em 5 de outubro.


"Exijo das pessoas a perfeição, é o que eu persigo", revelou a Isaacson em uma das 40 entrevistas celebradas entre 2009 e 2011.


O livro revela uma personalidade complexa, que segundo o biógrafo "era capaz de deformar a realidade" se esta não lhe conviesse.


Segundo Isaacson, Jobs foi um gênio de criatividade rara que revolucionou seis indústrias: a dos computadores, a dos filmes de animação, a da música, a dos telefones, a dos tablets e a da publicação digital.


Steve Jobs era filho adotivo, uma condição que marcou sua vida. Ele cresceu nos anos 1970, na Baía de San Francisco, rodeado pela cultura hippie, e fascinado pela tecnologia.


Entre as passagens mais chamativas do livro está a que se refere ao seu câncer, do qual tomou conhecimento em 2003.


O co-fundador da Apple se recusou a se operar durante nove meses porque não queria que abrissem seu corpo, elegendo outros métodos para enfrentar a doença, com um estrito regime vegetariano, acupuntura e outros tratamentos encontrados na internet.


Quando finalmente aceitou ser operado, o câncer tinha se espalhado e Jobs mentiu publicamente, afirmando estar "curado", enquanto se submetia a uma série de tratamentos.


Em agosto, o gênio da Apple pensava ainda ter tempo, ao confidenciar a Isaacson: "sei que haverá muitas coisas no seu livro das quais não gostarei. Eu o lerei dentro de um ano, se ainda estiver aqui".


"Às vezes acredito em Deus, às vezes, não. Acho que é 50, 50. Talvez porque queira acreditar na vida depois da morte", afirmou em outra passagem.


Entre seus planos, Jobs queria criar uma televisão Apple "muito fácil de usar" e que fosse "integrada a todos os outros aparelhos" que tinha desenvolvido, com o objetivo final de fazer com a TV o que tinha feito com os computadores, os reprodutores de música e os telefones".


Tanbém queria destruir o Android, sistema operacional para celulares inteligentes do Google, o qual considerava ter sido roubado do iPhone.


"Lutarei até meu último suspiro e gastarei cada centavo dos 40 bilhões que a Apple tem no banco para corrigir isso. Vou destruir o Android porque é um produto roubado. Estou preparado para uma guerra termonuclear", desafiou.


No campo da política, Jobs se dizia "desiludido" com o presidente Barack Obama, embora em fevereiro passado lhe tenha dito, durante um jantar, que estava pronto para fazer o que ele lhe pedisse para ajudar os Estados Unidos.


Como chefe, era terrível, "um dos piores do mundo", na definição do seu biógrafo. "Podia ser muito duro, fosse com uma empregada ou com um programador que passou a noite trabalhando. Era capaz de dizer-lhes, ′o que você faz não serve para nada`", escreveu Isaacson.


Apesar de milionário, Jobs demonstrava uma relação de desconfiança com o dinheiro: "vi muita gente na Apple que era simpática e simples e que quando enriqueceu, comprou Rolls Royce, casas. Ficaram estranhos. Prometi que não deixaria o dinheiro arruinar a minha vida".


Da AFP Paris


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