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Bogotá, 23 out (EFE).- Uma camponesa colombiana conviveu por um mês com o corpo insepulto de seu marido em sua casa, em uma área rural da cidade sulina de Garzón, porque ele disse antes de morrer que 'iria ressuscitar', informou neste domingo o jornal 'La Nación' de Neiva, capital da província.
O falecido Lúcio Chacué pediu a sua esposa que cumprisse esse desejo: permanecer com o corpo escondido na casa porque ele 'retornaria à vida'.
Alba Yacué, a esposa, cumpriu a promessa e conviveu 30 dias com o corpo do marido morto.
'Os moradores sempre se perguntavam em voz baixa o destino do corpo, mas ninguém respondia nada. Nem a própria esposa', afirmou o jornal.
Diante disto, os vizinhos avisaram ao Exército que reportaram o caso ao Corpo Técnico de Pesquisas (CTI) da Promotoria, que chegou até a casa do casal e encontrou o falecido, de 61 anos.
'O que restava de seu cadáver um mês após sua morte estava agasalhado com um lençol. Estava em estado de decomposição e expelia odores que Alba Yacué suportou na espera de uma possível ressurreição de seu companheiro', acrescentou o jornal.
'Em mais de 40 anos como agente funerário jamais tinha visto uma coisa desta magnitude. Ficamos perplexos', disse Evangelista Ome, da Funerária La Paz que recebeu o corpo.
Alba Yacué pediu que tratassem o corpo, mas para que devolvesse posteriormente, pois ainda acredita que possa sepultá-lo no pátio de sua casa. EFE
Copyright (c) Agencia EFE, S.A. 2010, todos os direitos reservados

Precariedade e geografia dificultam resgates após terremoto na Turquia

Precariedade e geografia dificultam resgates após terremoto na Turquia
Ancara, 23 out (EFE).- A falta de material e de equipes de salvamento e a dificuldade de acesso estão dificultando o resgate das pessoas presas entre os edifícios derruídos pelo terremoto de 7,2 graus de magnitude que sacudiu neste domingo o leste da Turquia e afetou especialmente a cidade de Ercis.
A rede de televisão 'NTV' mostrou imagens desta cidade, de 75 mil habitantes e na qual pelo menos 25 edifícios caíram, segundo dados do vice-primeiro-ministro turco, Besir Atalay.
'Onde está o Estado, onde está o Governo? Há centenas (de pessoas) sob os edifícios. Estão morrendo, queremos que os recuperem, só isso', denunciou um morador da cidade para as câmeras da 'NTV'
Outra testemunha mostrou ao canal os restos de um edifício de sete andares e afirmou que muita gente está presa em seu interior e que será necessária maquinaria pesada para resgatá-los.
O prefeito da cidade, Zülfikar Arapoglu, afirmou que há 'muitos mortos e feridos' e pediu ajuda urgente. 'Precisamos de tendas de campanha urgentemente e equipes de resgate. Não temos ambulâncias e só há um hospital', alertou.
O Governo turco já enviou três aviões do Exército com material médico e de emergência e outras aeronaves particulares foram fretadas para levar ajuda à região.
Analistas do Centro Sismológico Kandilli da Universidade do Bósforo de Istambul advertiram que o tremor pode ter causado entre 500 e mil mortos
Segundo a agência de notícias 'Cihan', 30 pessoas morreram no distrito de Ercis, enquanto o canal 'CNNTürk' fala de um total de 85 vítimas, mas ainda não há dados oficiais do número de vítimas.
Em Van, a capital da província de mesmo nome, pelo menos dez edifícios teriam caído devido ao terremoto, que os sismólogos acreditam ter acontecido muito perto da superfície, a cerca de cinco quilômetros de profundidade, por isso, em seu epicentro, foi sentido como um terremoto de entre 8 e 9 graus.
A agência 'Anadolu' declarou que 50 feridos foram transferidos ao hospital de Van, mas não ofereceu detalhes sobre seu estado.
Em declarações ao canal 'HaberTürk', o prefeito de Van, Bekir Kaya, afirmou que há 'entre 50 e 60 mortos'.
Tanto o Governo como a Cruz Vermelha falaram sobre as dificuldades para chegar a todas as cidades da área afetada pelo terremoto, devido à difícil geografia do local.
Foram informados cortes na provisão elétrica na região, onde as temperaturas poderiam descer esta noite até 0 grau centígrado.
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Teleton 2011()


Por FAMOSIDADES
RIO DE JANEIRO - Silvio Santos deu início para a 14ª edição do Telenton, evento que tem como objetivo levantar recursos para o tratamento e reabilitação de pacientes atendidos nas unidades da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), na noite de sexta-feira (21). Durante 26 horas, o SBT terá sua programação suspensa para exibir um programa com reportagens especiais sobre o trabalho feito pela instituição e prestações de contas, tudo isso sob o comando das estrelas do canal e de emissoras concorrentes.
  A meta de 2011 é arrecadar R$ 24 milhões para a construção de mais um hospital. Só que esta edição conta com uma baixa: a apresentadora Hebe Camargo, madrinha do projeto, não vai comparecer. Apesar de liberada pela Rede TV!, a loira não confirmou sua presença na campanha.
  
  
Teleton 2011 - 2 (Divulgação SBT)
Sílvio Santos abriu a 14ª edição do Teleton na noite de sexta-feira (21)


Teleton 2011 - 3 (Divulgação SBT)
A "Super Nanny" Cris Polli participou do início da maratona da solidariedade


Teleton 2011 - 4 (Celso Akin Ag News)
Enquanto isso, Eliana dava uma última passada no texto, em seu camarim, antes de entrar no palco


Teleton 2011 - 5 (Celso Akin   AgNews)
A loira retocou a maquiagem e entrou em cena com a missão de só sair do ar quando fosse arrecadado R$ 500 mil. Repara nas fotos do filho da apresentadora coladas no espelho. Pouco coruja, né?


Teleton 2011 - 6 (Divulgação SBT)
Nos bastidores, Claudia Leitte e Adriane Galisteu posaram com os bonecos Tonzinho e Nina


Teleton 2011 - 7 (Divulgação SBT)
Eliana disse aos telespectadores que precisava amamentar o filho, mas que só ia embora depois de atingir sua meta


Teleton 2011 - 8 (Divulgação SBT)
Claudinha cantou seus sucessos enquanto pedia para o público telefonar



Teleton 2011 - 9 (Divulgação SBT)



Por FAMOSIDADES

Gwyneth Paltrow foi a primeira e única namorada de Chris Martin. Não acredita? Pois foi o próprio vocalista do Coldplay que contou a curiosidade em entrevista ao programa americano “Sunday Morning”. Segundo Martin, ele nunca havia vivido nenhum romance antes de conhecer a atriz. "É verdade. Só tive um relacionamento sério e estou nele", afirmou.

Ao ser questionado pelo apresentador que isso não era algo comum, o músico disse que nunca fez sucesso com as mulheres e que Gwyneth foi a maior conquista de sua vida. “Um grande salto? De ser um perdedor para sair com uma vencedora do Oscar? É um salto gigante. Vamos encarar: é como ganhar na loteria", comparou. Martin está casado com a atriz há oito anos.

O assessor da loira ficou irritado com os rumores de uma possível gravidez da estrela. Os boatos surgiram após a atriz ser flagrada com uma barriguinha saliente durante um passeio pelas ruas de Nova York no domingo (16). "Isso é o tipo de coisa que me faz perder tempo e é um desrespeito com ela", disse. Gwyneth é mãe de Moses e Apple.

FAMOSIDADES


Por FAMOSIDADES
SÃO PAULO - Kate Winslet revelou recentemente que não consegue fazer dieta e não tem interesse em “ser um graveto”. A atriz, que assumiu ter as formas mais “arredondadas” que seus pais e irmãs, disse que gostaria que os jovens aprendessem que é possível ter uma forma saudável sem ser magro demais.
"Eu não sou um graveto. Me recuso a ser um. Gostaria que os jovens, as meninas que estão com essa asneira sobre seus corpos, pensassem que é possível ter uma forma saudável. Todo mundo fica achando um pouco de asneiras sobre sua forma física quando está crescendo”, desabafou.
Kate também contou que não faz dietas nem substitui carne vermelha por carne branca. “Eu não faço dietas ou como peixe em vez de carne e saladas até que saiam dos meus ouvidos", disparou. "Eu faço exercício, muita natação, mas nunca sinto que tenho a figura de uma atriz de Hollywood", contou durante entrevista para a revista “Reveal”.



Oito candidatos do Enem foram retirados de sala e desclassificados após serem flagrados por fiscais utilizando o celular. Segundo o Inep, os estudantes
estavam acessando o Twitter via telefone. Alguns chegaram a tirar foto do caderno de questões.
Foram excluídos do Enem candidatos em Arari (MA), Foz do Iguaçu (PR), Guaíba (RS), Itararé (SP), Rio de Janeiro (RJ), Sananduva (RS), Santarém (PA) e Santo
André (SP).
Pelo edital do exame, o uso de qualquer aparelho eletrônico é proibido e os equipamentos devem ser desligados e entregues aos aplicadores antes do início da
prova.
No ano passado, estudantes postaram no Twitter, durante a prova, que conseguiram colar de outros candidatos. O MEC também usou a rede social para criticar 'alunos que 'dançaram'' no Enem. Depois, o ministério se retratou.
O Inep também informou, em nota, que até o momento houve ocorrências 'menos graves' em três capitais: Salvador, Rio e São Paulo. Nessas cidades, houve tumulto antes do início da prova, principalmente por conta de candidatos que chegaram atrasados.


'Repórter do JC.Com pode ser processado. Cometeu ato ilícito ao atentar contra as regras do certame', diz o perfil do Inep no Twitter.
A página do MEC adverte, ainda, contra os alunos que twittaram durante a prova: 'Alunos q já 'dançaram' no Enem tentam tumultuar com msgs nas redes sociais. Estão sendo monitorados e acompanhados. Inep pode processá-los.'
Um repórter do Jornal do Commercio, de Recife, vazou o tema da redação do Enem antes de terminado o horário de sigilo. A informação foi parar na capa do portal UOL. O tema foi 'O trabalho na construção da dignidade humana'.
Diz o site do jornal: 'O JC Online informou, em primeira mão em todo o país, às 13h26 o tema da redação. Um repórter do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) driblou a segurança e entrou no local de prova com um celular. Antes do horário mínimo de saída dos estudantes, às 14h no horário de Pernambuco, o repórter foi até o banheiro e passou um torpedo com o tema'.
A reportagem tentou contatar o Inep para conversar sobre o assunto, mas até as 16h04 ainda não havia conseguido.
O repórter também foi de relógio para o local de prova (relógios foram proibidos).

Para estudantes, prova do Enem foi mais fácil que a do ano passado


Os primeiros candidatos a terminar o Enem neste sábado disseram que não houve problemas de organização durante a prova e avaliaram os testes como fáceis. Segundo os estudantes, não foi permitido o uso de lápis, borracha e régua, conforme previa o edital, e os aparelhos celulares tiveram de ser desligados e armazenados em envelopes.
'Caiu bastante texto, mas estava mais fácil do que esperava', disse Gabriel Fonseca, de 25 anos, que fez a prova no câmpus da Unip na Rua Vergueiro, zona sul. O estudante quer usar a nota do exame para compor a pontuação final do vestibular da Unifesp, onde prestará para Medicina. O maior medo dele é a prova de matemática, que será aplicada neste domingo, junto com a de Linguagens e Códigos e a Redação. 'Aposto que vão falar de globalização ou internet.'
Em Curitiba, os candidatos começaram a deixar o câmpus da PUC do Paraná por volta das 15h. Não houve maiores incidentes no local, onde mais de 13 mil pessoas prestaram o Enem. Com a experiência de 2010, quando houve erros de impressão de cadernos de provas, Diogo Ribeiro dos Santos, de 24, disse que a primeira coisa que fez foi conferir toda a prova para ver se estava completa. 'A princípio parece que este ano vai dar tudo certo. Estava mais fácil que no ano passado, bem menos complicado do que eu esperava.' Ele pretende usar a nota do Enem para conseguir uma bolsa nas Faculdades Opet, onde já cursa Gestão em Tecnologia da Informação.
'Achei que estava fácil', disse Daniela Guedes, de 18 anos. Ela pretende realizar o vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Administração, curso para o qual já está aprovada nos vestibulares da própria PUC e da Universidade Positivo. Mesmo que não passe na federal, ela espera que a nota do Enem ajude a abater a mensalidade em outra faculdade. Apesar de não ter observado nenhum problema, ela disse que estava com medo de eventuais falhas obrigarem à realização de novo exame. 'Foi uma prova cansativa.'
Cauê Ferreira Geraldi, de 17 anos, não vai terminar o ensino médio este ano, mas usou o Enem para treinar. 'Algumas questões eram muito grandes, mas fiz todas as que entendi', disse.

Por FELIPE WERNECK, estadao.com.br, Atualizado: 21/10/2011 20:04



'Não vamos permitir que qualquer país venha a mandar lixo hospitalar para o Brasil', afirmou hoje o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Foi a primeira declaração pública do ministro sobre a apreensão, nas últimas semanas, de contêineres em Pernambuco com toneladas de lençóis e outros tecidos usados provenientes de hospitais dos Estados Unidos. Segundo ele, a prática é ilegal e os responsáveis serão 'severamente punidos.
O ministro avaliou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) teve 'papel correto', detectando o problema e acionando a Polícia Federal (PF), que investiga o caso. Padilha disse que a vigilância nos portos foi reforçada e que a Anvisa está esclarecendo 'muito bem' quais são as regras que caracterizam lixo hospitalar, orientando as vigilâncias estaduais.
O ministro ressalvou que é importante 'não misturar o que ocorreu, esse lixo hospitalar ter vindo de fora para o Brasil, com outras situações que não são lixo hospitalar'. 'Hospitais às vezes doam os seus lençóis limpos que não são lixo hospitalar para instituições, ou mesmo vendem', disse.
Padilha participou, no Rio, do encerramento da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Após três dias de reuniões e palestras, com a participação de representantes de 120 países, chegou-se a um documento batizado de Declaração do Rio. Representantes de organizações não-governamentais do setor criticaram o resultado, considerado tímido. David Sanders, de uma entidade da África do Sul, reclamou, dizendo que a declaração não abordava a questão do mercado. Foi um dos mais aplaudidos.
'Construir um consenso com mais de 120 países é um grande esforço', disse o ministro. 'A Declaração foi um passo importante, que dá algumas mensagens para o mundo. Primeiro, reafirma que saúde se faz com políticas sociais e econômicas que reduzem a desigualdade. Segundo, quando afirma que o acesso a medicamentos tem que ser uma prioridade e o interesse da saúde pública deve estar acima de qualquer interesse econômico. Terceiro, quando diz que se enfrenta a crise econômica ampliando políticas sociais ', acrescentou Padilha.
O ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, reafirmou a defesa brasileira da flexibilização de patentes de medicamentos. O ex-ministro José Gomes Temporão, coordenador-executivo Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (ISAGS), braço da Unasul, destacou o fato de os países reunidos concordarem com a visão de que 'saúde não é medicina, não é hospital', 'é política e socialmente determinada'. 'As ONGs têm uma visão crítica, muitas acharam que a carta teria que ser mais radical. Ótimo. Há que se entender as limitações de uma carta com que todos os países concordem. O Brasil defendeu posições mais avançadas, não foi possível. Por outro lado, é muito importante que ONGs tenham colocado com clareza aqui que existem outras visões', disse.


Por Tom Heneghan
PARIS (Reuters) - O limiar de aceitação da publicação de imagens escabrosas como as da morte de Muammar Gaddafi vem caindo, à medida que a Internet e as mídias sociais tomam muitas das decisões editoriais que, no passado, ficavam a cargo de um grupo reduzido de jornalistas profissionais.
As imagens em vídeo tremido dos derradeiros momentos de vida de Gaddafi foram um ponto final tão dramático na luta líbia de meses contra seu ex-ditador que muitas emissoras de televisão em todo o mundo se apressaram a transmitir tanto quanto era possível.
Na manhã da sexta-feira os jornais seguiram seu exemplo, alguns espalhando por suas primeiras páginas imagens explícitas do corpo ensanguentado do ex-líder líbio, enquanto outros optavam por imagens de tropas anti-Gaddafi festejando a vitória ou imagens de arquivo de Gaddafi em sua época áurea.
No passado, mostrar imagens de uma pessoa nos estertores da morte era um tabu nas redações de jornais, mas agora até mesmo essa reserva vem cedendo diante da pressão da divulgação instantânea na Internet e, graças às imagens feitas por celulares, a disponibilidade crescente de imagens noticiosas fortes.
'Nos últimos dez anos todos os países vêm aceitando imagens mais brutais e chocantes', disse Kelly McBride, especialista em ética no centro de formação em jornalismo do Instituto Poynter, em St. Petersburg, Flórida.
Em muitos casos, disse ela, as organizações noticiosas hoje em dia não enfrentam mais a dúvida de publicar ou não uma imagem explícita, mas que é notícia, e sim a questão de como publicá-la.
'Os editores de veículos de mídia têm plena consciência de que essas imagens estão disponíveis de qualquer maneira', disse Ivor Gaber, professor de jornalismo político na City University, em Londres.
IMAGENS HISTÓRICAS
Steve Barrett, professor de comunicações na Universidade Westminster, em Londres, disse que não havia dúvida de que as imagens seriam usadas. 'Foi um acontecimento importante na história mundial', disse ele. Mostrar o fato 'não foi feito apenas para reforçar a audiência ou circulação'.
Foi especialmente importante mostrar as imagens na Líbia e no Oriente Médio, já que a falta de tais provas fotográficas da morte de Osama bin Laden levou muitas pessoas na região a questionarem se o líder da Al Qaeda tinha sido morto de fato.
'Duvido que a grande maioria dos líbios, e possivelmente da população da região, vá fazer qualquer objeção às imagens', disse Hayat Alvi, professor de estudos do Oriente Médio na Faculdade de Guerra Naval dos EUA em Newport, Rhode Island.
Muitas emissoras de TV na Europa e Estados Unidos prefaciaram suas transmissões dos vídeos da morte de Gaddafi com avisos claros de que seriam mostradas imagens chocantes.
As estações principais da Espanha e Bélgica não transmitiram avisos. O canal alemão ZDF mostrou algumas imagens em seu jornal televisivo noturno principal e depois disso: 'Há outras imagens que não vamos mostrar. É uma questão de dignidade humana.'
As primeiras páginas dos jornais europeus e americanos na manhã de sexta-feira mostraram diferenças ainda maiores no tratamento dado às imagens.
Nenhum grande jornal dos EUA publicou imagens de Gaddafi à beira da morte em sua primeira página. Dos 424 jornais pesquisados pelo Newseum, um museu de jornalismo de Washington, apenas cerca de 25 publicaram na primeira página imagens de Gaddafi morto ou à beira da morte.
Contrastando com isso, os jornais londrinos Daily Telegraph, Guardian e Sun espalharam imagens sinistras em suas primeiras páginas. O site do Guardian na Internet contrabalançou o fato com um editorial intitulado 'Mesmo Muammar Gaddafi merecia uma morte privada.'
O Corriere della Sera, de Milão, publicou uma foto de Gaddafi morto, com sangue escorrendo por seu peito nu. O De Morgen, em Bruxelas, cobriu sua primeira página com uma imagem dele agonizante, com a frase 'o povo me ama'.
Os jornais alemães foram mais discretos que a TV ZDF, mostrando poucas imagens sangrentas do ex-ditador. As páginas de frente francesas se dividiram igualmente entre a discrição e o desrespeito.
O Le Monde, de Paris, publicou em sua segunda página uma foto pequena, em preto e branco, do corpo seminu de Gaddafi exposto em Misrata, enquanto o El País, de Madri, exibiu a mesma foto colorida e em tamanho grande em sua primeira página.
(Reportagem de Tom Heneghan e Peter Apps)

Efe
Do "tudo está nos livros" se passou para o "tudo está na internet"



Violeta Molina Gallardo
Da Efe
O imediatismo e a democratização da sociedade da informação fez com que a internet se transformasse na ferramenta imprescindível para consultar qualquer dúvida. Do "tudo está nos livros" se passou para o "tudo está na internet", que surge como mestre, nem sempre confiável, de todas as matérias.
A internet mudou nossa forma de comunicação, de aprender e inclusive de responder aos problemas. As possibilidades que a rede oferece para armazenar e divulgar conhecimento a transformaram no recurso de referência para buscar as respostas a nossas perguntas, por mais diversas que possam ser.
Desde saber quantas calorias tem um melão de cinco quilos à solução de um teorema matemático passando por como reconhecer a entrada de um filho na adolescência, como sair de uma situação comprometedora na mesa, como montar uma fazenda de formigas ou quais são os sintomas do sarampo... Centenas de bilhões de perguntas encontram resposta na rede mundial de computadores.
"Muitas vezes quando você entra na internet o que procura é a resposta para algo. As pessoas demandam tudo o que for prático, aquilo que explique como fazer algo. Quando você utiliza um buscador como o Google, a maioria das vezes é para encontrar a resposta para um por que", explicou Macarena Muñoz, profissional do portal Practicopedia.
Com a explosão revolucionária dos buscadores, com o Google como rei indiscutível, se passou do "tudo está nos livros" para o "tudo está na internet", o que representa uma veloz democratização do conhecimento.
Efe
Com uma densidade crescente - que tende ao infinito - de informação, os buscadores surgiram na rede como ferramenta imprescindível
Agora, de forma paralela à publicação de um vasto conteúdo, se instalaram também o desconcerto na hora de selecionar a informação apropriada e o perigoso inconveniente que nem tudo o que está na rede é verdade.
"Mais do que um meio respeitado, ela é fácil, cômoda, rápida. Você entra na internet e em meio minuto já tem várias respostas para suas perguntas. É mais respeitado um livro que fale sobre um tema específico, mas a rede é o mais imediato e as pessoas tem pressa", diz Macarena.
A neutralidade da internet, ou seja, seu caráter de acesso aberto e sem limites, contribuiu para que se transforme em um armazém mastodôntico de conteúdos.
Com essa densidade crescente - que tende ao infinito - de informação, os buscadores surgiram como ferramenta imprescindível para mergulhar e encontrar o dado ansiado.
O acerto de Larry Page e Serguei Brin na hora de projetar e iniciar o Google se traduziu em um sucesso sem precedentes que desbancou os concorrentes. Sua empresa é hoje um empório que não só possui a ferramenta de busca mais utilizada, mas compete em dezenas de frentes.
Mas chegou um momento no qual o volume da rede alcançou tal aparência que os buscadores também não são suficientes nem eficientes para localizar a informação idônea.
Efe
A neutralidade da internet, ou seja, seu caráter de acesso aberto e sem limites, contribuiu para que se transforme em um armazém mastodôntico de conteúdos
Além disso, ao incluir enlaces patrocinados por empresas, os fins comerciais se intrometem nos resultados que oferecem, em cuja ordem de aparição também interferem critérios que vão desde as visitas que recebe um site até o código fonte que a faz funcionar.
Até que os buscadores resolvam estes inconvenientes - o Google acaba de lançar o botão "+1" para incluir as recomendações dos usuários nos resultados de busca como garantia de qualidade de conteúdos -, os foros continuarão sendo uma ferramenta alternativa muito utilizada pelos internautas para encontrar respostas personalizadas a suas dúvidas.
Um exemplo paradigmático é o caso de www.forocoches.com, um espaço concebido para dialogar sobre automoção que foi ampliando as temáticas de que trata.
E com o espírito de resolver dúvidas nasceu o Yahoo! Respostas, onde usuários anônimos compartilham seu conhecimento para o benefício da comunidade - como a Wikipedia - e, sobretudo, de quem faz a pergunta.
Para reduzir o ruído gerado nas buscas e oferecer maior rigor também surgiram portais práticos que dão instruções diversas. Entre eles, o espanhol Practicopedia, que ensina com vídeos desde como agir depois de um furacão a como criar um grupo secreto no Facebook, passando por como colocar uma lente de contato ou como preparar um fideuá (prato típico da cozinha valenciana).
A profissional destaca que os temas de "candente atualidade" têm muita audiência - como aconteceu, por exemplo, com a gripe A -, mas destaca que os gostos do público são inescrutáveis. Às vezes é "inexplicável" que um vídeo sobre como fazer uma trança de raiz tenha um grande número de visitas.
Segundo Macarena Muñoz, é imprescindível para que um conteúdo tenha sucesso que seu estilo seja direto e rápido: "As pessoas não querem encontrar um manual de instruções denso, quer que lhe digam em três ou quatro passos como resolver o problema".

MATHEUS MAGENTA
ENVIADO ESPECIAL A TERESINA




Lençóis e fronhas usados com logotipos de 16 instituições de saúde do país são vendidos em lojas de tecidos de Teresina, no Piauí. "Você quer de hotel, motel ou hospital?", perguntou à Folha um vendedor da loja Capital dos Retalhos. A reportagem comprou anteontem 7 kg (por R$ 18 cada) de lençóis e fronhas. O material é vendido nas mesmas prateleiras de outros tecidos e malhas sem logomarcas.

Roupa de cama usada continuamente em instituições de saúde é considerada lixo hospitalar após o descarte e precisa ter destinação específica.
A comercialização de materiais do gênero é proibida, diz a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e pode trazer riscos à saúde, de acordo com médicos.
Na sexta-feira passada, a Folha encontrou tecidos com marcas de hospitais dos EUA à venda em uma loja em Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco. Dias antes, a Receita Federal havia apreendido peças semelhantes em carga de lixo hospitalar também de origem americana.
Desde então, autoridades começaram a agir para tentar tirar de circulação o material. Quatro lojas já foram fechadas em Santa Cruz do Capibaribe por venda irregular de lençóis de hospitais americanos, uma delas ontem. Ainda em Pernambuco, o governo recolheu ontem lençóis importados dos EUA que estavam sendo usados no Hospital Regional Belarmino Correia, na cidade de Goiana.
Na Bahia, a polícia apreendeu 830 kg de roupas de pacientes, jalecos e lençóis em uma loja de Ilhéus. Em algumas peças havia a inscrição "infectante". O lixo hospitalar era vendido na loja Agreste Tecidos. O dono não foi achado. O filho dele prestou depoimento, mas não revelou detalhes do fornecedor. O advogado da loja não foi localizado ontem pela Folha.
João Brito/Folhapress
Lençóis usados de hospitais brasileiros são vendidos a quilo em lojas de Teresina, em Piauí
Lençóis usados de hospitais brasileiros são vendidos a quilo em lojas de Teresina, em Piauí
'NOVO'
Em Teresina, os produtos são comercializados como novos, mas alguns deles estavam sujos. A loja, no centro da cidade, emitiu um recibo para 7 kg de "lençóis de hospital". A Folha voltou ao local ontem para obter dados sobre o fornecedor, mas o local estava fechado em razão de um feriado estadual.
A reportagem também comprou um lençol com a inscrição da Secretaria de Saúde de Santa Catarina numa loja no bairro Parque Piauí, ainda em Teresina.
Adquirido por R$ 9, o produto estava num saco em meio a outros lençóis e retalhos. O dono da loja Polo Malhas, que não quis se identificar, disse que comprou o material em São Paulo.
'BARATO'
A Folha também localizou clientes que compraram lençóis hospitalares na mesma loja, por R$ 5. Eles dizem ter comprado o material por causa do baixo preço, que tem, no mínimo, metade do valor do outro tipo de lençol barato vendido na mesma loja. Os materiais têm logotipos da Faculdade de Medicina de Marília e do Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto, no interior paulista.
Os lençóis têm aparência gasta, com a tintura desbotada após várias lavagens.
Editoria de Arte/Editoria


A Receita Federal aguarda a chegada de mais 14 contêineres dos Estados Unidos encomendados pela mesma confecção de Santa Cruz do Capibaribe que importou 46 toneladas de lixo hospitalar retidas nesta semana no porto de Suape, em Pernambuco. A informação é da reportagem de Fábio Guibu publicada na edição deste sábado da Folha.

Leo Caldas/Folhapress
Confecção em Santa Cruz do Capibaribe, onde reportagem da Folha encontrou material
Confecção em Santa Cruz do Capibaribe, onde reportagem da Folha encontrou material
Os contêineres estão em um navio e deverão chegar em uma semana, segundo o inspetor da alfândega da Receita Federal local, Carlos Eduardo de Oliveira. O conteúdo ainda é desconhecido e a empresa exportadora pode fazer essa declaração até cinco dias antes de o navio atracar em seu destino.
A confecção que importou os contêineres, cujo nome ainda não foi divulgado, já adquiriu oito carregamentos neste ano dos Estados Unidos.
Os dois últimos foram apreendidos depois que a Receita Federal desconfiou do valor da nota. Ao inspecionar, descobriu se tratar de lixo hospitalar.

Editoria de Arte/Folhapress

A consulesa dos EUA para o Nordeste, Usha Pitts, disse nesta quinta-feira, em Recife, que a exportação de produtos usados, inclusive materiais hospitalares, é um negócio legal e multimilionário nos Estados Unidos.



Entretanto, ela afirmou que, no caso do material encontrado há uma semana no porto de Suape (PE), há uma investigação específica em curso para verificar a legalidade do negócio. Pitts declarou que a indústria de reciclagem americana segue normas de limpeza pré-estabelecidas.
Ainda segundo ela, a aduana federal nos EUA controla prioritariamente as mercadorias e pessoas que entram no país, e não o que é exportado. "Essa é a responsabilidade primária deles", disse.
Na semana passada, a Receita Federal apreendeu em Suape dois contêineres com 46 toneladas de lixo hospitalar vindos dos EUA. Entre lençóis sujos com nomes de hospitais americanos, havia seringas, luvas e cateteres usados, destinados a uma confecção de Santa Cruz do Capibaribe, a Império do Forro de Bolso.
Três lojas da mesma empresa foram interditadas pela Vigilância Sanitária, que encontraram em seus depósitos lençóis e peças de roupas manchadas com nomes de hospitais americanos.
A consulesa disse que esses hospitais já foram contatados pelo FBI e que alguns responderam aos questionamentos. Ela não informou, no entanto, quais foram as respostas.
O adido do FBI no Brasil, Richard Cavalieros, que estava com Pitts na entrevista e veio a Recife para acompanhar as investigações das polícias Federal e Civil, confirmou que a carga apreendida em Suape foi exportada pela empresa americana Texport, com sede em Carolina do Sul.
Cavalieros disse que a empresa também já foi contatada, mas que ainda não respondeu ao FBI. Segundo ele, as perícias feitas até agora pelo Instituto de Criminalística não encontraram sinais de resíduos biológicos no material apreendido em uma das lojas da Império do Forro de Bolso, em Caruaru (a 136 km de Recife).

ELIANE TRINDADE
ENVIADA ESPECIAL A TAUBATÉ




Terminou por volta das 21h30 quinta-feira o júri de três médicos acusados por homicídio doloso (intencional) em Taubaté (140 km de SP). Eles foram condenados a 17 anos e seis meses de prisão, podendo recorrer em liberdade. O julgamento começou na segunda-feira (17).
Com camisetas, amigos apoiam médicos durante júri em Taubaté
Taubaté (SP) tinha central de rins para ricos, diz promotor
O urologista Rui Noronha Sacramento, o nefrologista Pedro Henrique Torrecilhas e o neurocirurgião e legista Mariano Fiore Júnior foram considerados culpados por utilizar diagnósticos falsos de morte encefálica para extrair rins de quatro pessoas em 1986. Eles negam.
O promotor Marcio Augusto Friggi de Carvalho definiu o trabalho do grupo como uma central de remessa de rins para pacientes ricos de São Paulo.
Miguel da Silva, Alex de Lima, Irani Gobo e José Faria Carneiro, vítimas de traumas ou aneurismas cerebrais, tiveram seus rins extirpados em 1986, em Taubaté.
Os réus não responderam por tráfico de órgãos, mas por apressar ou contribuir para a morte dos pacientes. A Promotoria usa laudos do Conselho Regional de Medicina, que, segundo o promotor, concluíram que não há elementos suficientes para atestar que os pacientes estavam com morte encefálica.
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

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