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Por Redação da Computerworld

Publicada em 27 de julho de 2011 às 18h48

Operadora vendeu mais de 1 milhão de aparelhos em junho e apresentou melhor desempenho que as líderes Vivo e Claro.

A disputa pela segunda posição no ranking em telefonia móvel no País continua acirrada.  A TIM empatou com a Claro em junho, com 25,55% de participação de mercado. A TIM voltou a vender mais que as concorrentes em junho, superando a marca de mais de 1 milhão de novos acessos móveis ativados [1.036.351], segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Em números absolutos, a TIM totalizou 55.524.929. A diferença para a Claro é agora de pouco mais de 9 mil assinantes. Com a venda de 744,8 mil novos aparelhos, a Claro chegou a 55.534.398 dispositivos em uso.
A  Vivo ganhou em junho 667.785 novos assinantes, totalizando 64.049.114 milhões de acessos, ou 29,47% do total.
De acordo com a Anatel, os resultados colocam o Brasil com mais de 217, 3 milhões de acessos no Serviço Móvel Pessoal, e teledensidade de 111,6 acessos por cem habitantes. Foram habilitados 2,3 milhões de celulares no mês.
Trajetória da disputaO empenho da TIM vem ganhando músculos desde o mês de abril, quando liderou o crescimento do setor, com 880 novas habilitações, reduzindo a diferença para a vice-líder para 221.447 celulares.
A Claro recuperou-se no mês seguinte, em maio, ampliando a distância da sua concorrente em 256,3 mil aparelhos à frente. A operadora saltou do patamar de 511.802 em vendas para 795,1 mil.
Embora a Claro tenha mantido a performance no patamar de mais de 700 mil novos assinantes, a TIM continuou crescendo e superou a casa do milhão em vendas no mês de junho.
Os resultados do mês de julho podem definir a segunda colocação do ranking da telefonia móvel no País.


Por Cauê Fabiano para o IDG Now!

Publicada em 28 de julho de 2011 às 08h00

Desenvolvedor da empresa oferece mil dólares caso famosos insatisfeitos com Android e iOS não tenham experiência melhor com a plataforma móvel da Microsoft.

Você trocaria seu dispositivo Android ou seu iPhone por um celular com Windows Phone? Se você for uma celebridade, pode não só fazer o teste como também ser pago caso não goste da experiência – e com dinheiro da Microsoft!
De acordo com o site Techie Buzz, Brandon Watson, desenvolvedor e evangelista da Microsoft, foi o responsável pela ideia, e está disposto a desembolsar mil dólares se os usuários escolhidos não ficarem satisfeitos com o Windows Phone, versão Mango. Tudo começou quando Scott Adams (criador das famosas tirinhas do Dilbert) escreveu um longo post em seu blog, relatando suas frustrações com a plataforma do Google, principalmente em relação à baixa autonomia de bateria do aparelho (que não foi especificado). 
O desenvolvedor da Microsoft, então, comentou no blog do cartunista, e explicou a oferta. "Como seus leitores têm uma grande probabilidade de fazerem parte de nossa base de desenvolvedores, que tal fazermos um acordo com um de nossos celulares? Teste o Windows Phone [...] com o novo Mango OS e, se não gostar mais do que suas experiências com iPhone, farei uma doação de 1.000 dólares para uma instituição de caridade de sua escolha". A mesma proposta foi extendida a apresentadora do CNET, Molly Wood, que também descarrilhou sua raiva em cima de seu Droid X.  
Via Twitter, o desenvolvedor da companhia de Redmond confirmou que ambos os famosos aceitaram o desafio - e parece estar bem confiante. "[Dispositivo Windows Phone 7] chegando em breve para uma celebridade da internet usuária de Android perto de você. Mais alguém se habilita?" escreveu em seu perfil na rede de microblog.  


Por IDG News Service / EUA

Publicada em 29 de julho de 2011 às 08h00


Segundo dados da Nielsen de junho, sistema da Google está em 39% dos aparelhos nos EUA; RIM e HTC dividem segundo lugar em fabricação.

O Android está aumentando sua distância para o iOS como o sistema operacional líder de smartphones nos EUA, mas a Apple continua no topo da montanha quando o assunto é a participação entre as fabricantes desses aparelhos, de acordo com números referentes a junho da empresa de pesquisas Nielsen.
Enquanto 39% dos smartphones do mercado americano rodam o sistema da Google, 28% deles possuem o iOS. Por outro lado, o controle da Apple sobre o iOS significa que todo iPhone vendido conta ponto na conta da Apple como fabricante, enquanto que os aparelhos Android são fabricados por uma variedade de empresas como HTC, Motorola, Samsung, entre outras.
Entre as maiores fabricantes de smartphones, há um empate pelo segundo lugar entre a RIM (do BlackBerry) e a HTC (com aparelhos Android e Windows Mobile), cada uma com 20% do mercado.
Tenha em mente que a participação no mercado de fabricantes é diferente de participação no mercado de sistemas operacionais: os números do Android não incluirão tablets Android, enquanto que os números iOS não levam em contam a (muito maior) população de donos de iPad e iPod Touch.
E também é importante lembrar que, enquanto o “melhor e mais novo” aparelho Android parece ser lançado a cada mês, a última atualização do iPhone foi feita em junho de 2010, e está disponível apenas em duas operadoras dos EUA, AT&T e Verizon.


Por PC World/US

Publicada em 05 de setembro de 2011 às 09h00


“Nós a compramos não só por causa das patentes, afirmou o CEO da gigante. "A Motorola, de fato, tem dispositivos excelentes”.

A compra da Motorola Mobility pela Google, no fim das contas, não foi só por causa das patentes. A gigante, como especulado anteriormente, está interessada no mercado de hardware, e deverá investir pesado no setor.
Como já se sabe, a Samsung tem se mobilizado para o caso de alguma eventualidade, e seu temor não parece precipitado. Crê ser possível que a companhia de Mountain View passe a priorizar os Androids da casa, em vez de tratar todas as parceiras com isonomia, o que prejudicaria os dispositivos que possui da plataforma.
“Nós a compramos não só por causa das patentes”, admitiu Eric Schmidt, CEO da empresa, na última quinta-feira (1/09). “A Motorola, de fato, tem produtos excelentes”, completou.
É verdade que o portfólio de patentes da fabricante é valioso – mais de 24.500 registros. Mas não faz sentido despender 12,5 bilhões de dólares só para isso. Seu catálogo de dispositivos também será bem aproveitado pela companhia de Mountain View.
É lógico que a Google não jogará fora tudo o que a Motorola já produziu, pelo contrário: fará bom uso de cada linha de aparelhos já lançada. Está de olho no sucesso que a Apple obtém graças à sua abordagem de entregar no mesmo pacote hardware e software. Assim consegue controlar cada aspecto do produto que comercializa.

Veja o caso do Android. Apesar do sucesso, sua fragmentação – diversas versões do mesmo SO para diversos dispositivos – é um pesadelo para os desenvolvedores. Por vezes, um aplicativo que funciona bem em um smartphone, não roda tão bem em outro. Quem sai insatisfeito, no final, é o usuário, que não tem nada a ver com isso.
Agora, tendo a Motorola como um de seus braços, a Google poderá produzir aparelhos dentro da sua própria casa – smartphones, tablets – e garantir a perfeita sincronia entre o hardware e a plataforma. Faz sentido e a única coisa que Schmidt fez foi confirmar o que já se esperava.
Voltado à questão da parceria da Google com as outras fabricantes? Será que elas continuarão louvando o negócio acordado ou começarão a se mover para evitar possíveis transtornos? A segunda opção é a mais provável. Paradas elas não vão ficar.
(Ed Oswald)

Para diferenciar seus dispositivos, Samsung e HTC investem no modelo. Especialistas, porém, acham que investimento é bastante arriscado.

Os produtos exibidos este ano na IFA – a maior feira de eletrônicos do mundo, realizada em Berlim – indicam que opções de tela não vão faltar. Especialistas, no entanto, questionam se todos os tamanhos escolhidos serão bem recebidos pelos consumidores.

As fabricantes estão arriscando, a fim de descobrirem as dimensões ideais para cada tipo de dispositivo, afirma Geoff Blaber, analista do instituto CCS Insight. Uma das tendências observadas é o lançamento de aparelhos com telas entre 4,5 e 5,5 polegadas, como uma versão do Galaxy S II e o Galaxy Note, ambos da Samsung; o HTC Titan com Windows Phone 7 e oTablet P, da Sony.

Até agora, os clientes rejeitaram dispositivos com telas nesses tamanhos, como o tablet Dell Streak. Samsung e HTC, porém, acreditam que suas criações poderão ajudá-las a obter destaque em um mercado altamente competitivo.

“Com tantas opções, é difícil que um smartphone se destaque na vitrine de uma loja. Aparentemente, as empresas querem diferenciar seus produtos tornando-os maiores, em vez de seguir o modelo já estabelecido”, disse Blaber.

Embora não esteja sozinha, a companhia coreana é a que mais tem investido na estratégia. Ao exibir o Galaxy Note, ela afirmou que pretende criar mais uma categoria de produtos, que ficaria entre o smartphone e o tablet. A Apple agiu da mesma forma com o iPad – ele se encaixaria entre o celular e o computador, tomando o lugar dos netbooks.

O aparelho tem tela de 5,3 polegadas e conta com uma caneta stylus, que visa ajudar o usuário a fazer anotações. Apesar da funcionalidade, analistas estão reticentes quanto à aposta.

“As pessoas estão felizes com o padrão adotado – entre 3,5 e 4 polegadas”, defendeu Bob O’Donnel, vice-presidente da IDC. 

Para Daniel Freeman, diretor da Fjord, empresa de design, a proposta trará outras implicações. “Se você olhar pelo lado dos consumidores, há a questão da autonomia da bateria, o custo superior para fabricá-los, e o fato de estarem mais suscetíveis a riscos e quebras”.

Há outros importunos: os celulares podem não caber no bolso e segurá-los junto ao rosto não é confortável. Quanto aos pontos positivos, destaque para o consumo de conteúdo, como vídeos e navegação web, e facilidade na digitação.

Avanços na construção dos aparelhos deverão ajudar em sua popularização. Segundo a CSS Insight, o HTC Titan pesará 160 gramas, ou seja, 60g a menos que o Streak, que também tinha tela de 5 polegadas. Caso dê certo, é possível que diminua ainda mais o espaço para tablets com tela de 7 polegadas, como o PlayBook, da RIM.

Outra opção é fazer com que a tela ocupe quase toda a frente do dispositivo – mais ainda do que já ocorre. Freeman, porém, não vê com bons olhos essa possibilidade. “Quanto mais próxima ela estiver da borda, mais os dedos dos usuários estarão tampando a visão, o que prejudicará a experiência com o dispositivo”.

(Mikael Ricknäs)
Por IDG News Service


Por PC World/EUA

Publicada em 08 de setembro de 2011 às 10h00

Com lançamento previsto para o fim de 2011, aparelho da loja online é apontado como o primeiro concorrente real para o tablet da Apple.

É improvável que o tablet da Amazon seja lançado antes de novembro, mas ele já está sendo apontadocomo o principal rival do iPad, da Apple. Analistas e especialistas estão apostando suas fichas no futuro aparelho da Amazon, uma vez que outros tablets Android falharam em cair nas graças dos usuários. Mas será que a Amazon conseguirá acertar onde tantos outros fracassaram?
Se a Amazon fizer jus ao seu nome, poderá ter um sucesso em mãos. Segundo rumores, o tablet da companhia teria uma versão “ramificada” do sistema Android, o que significa que a interface de usuário do gadget não se parecerá em nada com o Android com o qual a maioria dos usuários está acostumada. Veja abaixo uma lista de cinco coisas que a Amazon precisa fazer para ter chances de derrotar o iPad um dia.
1:: Coloque o preço certo
As pessoas querem um tablet mais barato do que o iPad (500 dólares nos EUA e 1.650 reais no Brasil), segundo uma pesquisa, e elas estão esperando que a Amazon lance esse produto. No estudo, quase metade dos entrevistados disseram que 300 dólares era a faixa de preço que os faria considerar comprar um tablet Android em vez do iPad. A boa notícia é que a Amazon estaria planejando vender seu tablet por 250 dólares, ficando abaixo até da faixa estipulada pelos consumidores.
2:: Tenha uma loja cheia de aplicativos
Vamos falar a verdade: a seleção de apps para o sistema Android 3.0 (Honeycomb, o primeiro específico para tablets) é bastante ruim. A lista de apps é limitada e, uma vez que crescer, poderá vir a enfrentar os mesmos problemas de programas com malware e bugs como a versão para smartphones da loja. A Amazon já tem uma solução para isso: a Amazon Appstore for Android. A loja online escolhe a dedo os apps para sua loja, mantendo o número baixo, mas a qualidade lá em cima. Não é muito provável que a Amazon coloque outra loja de aplicativos, incluindo a da própria Google, em seu tablet.
3:: Crie uma loja de conteúdo multimídia
A Amazon já possui suas próprias lojas de música e e-books, assim como um serviço de streaming de filmes que faz parte do Amazon Prime. Com todos esses serviços juntos, a Amazon resolveria o problema de colocar conteúdo nos tablets Android (o Google Music está em fase de testes e é exclusivo para os EUA, enquanto que o suporte para o Netflix é instável). 
4:: Use um serviço de pagamentos fácil
Como uma das maiores lojas do mundo, a Amazon possui uma gigantesca base de dados de membros registrados e seus respectivos cartões de créditos ligados às suas contas. A Amazon também sabe como tornar fácil a experiência de compra para os usuários (um grande contraste com a cobrança mista da Google e das operadoras na loja Android Market). Ao ligar sua conta online ao tablet, a Amazon poderia permitir a compra de músicas, apps, filmes e livros por meio de um toque, sem muito barulho.
5:: Tenha uma solução de armazenamento na nuvem
Se o tablet da Amazon vier com esse preço mais baixo como tem sido comentado, é provável que você não receba muita capacidade de armazenamento para suas mídias. Por isso, precisará de algum tipo de solução de armazenamento na nuvem, uma opção conhecida da Amazon. O serviço Cloud Drive da companhia lhe dá 5GB de armazenamento online gratuito para mídias e documentos, os quais, se forem aumentados para 10Gb ou 20GB, podem dar espaço para a maioria dos usuários armazenar seus arquivos.
Quais outros recursos você acha que a Amazon deveria colocar em seu tablet? Dê seu recado nos comentários abaixo.

    Deputada Manuela D'Ávila aceitou retirar do texto a possibilidade de o Ceitec constituir subsidiárias no Brasil ou no exterior. Foto: Rodolfo Stuckert/Agência Câmara

    Deputada Manuela D'Ávila aceitou retirar do texto a possibilidade de o Ceitec constituir subsidiárias no Brasil ou no exterior
    Foto: Rodolfo Stuckert/Agência Câmara

      LARYSSA BORGES
      Direto de Brasília
      O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira medida provisória (MP) que reduz a zero a cobrança de PIS e Cofins incidentes sobre a venda de tablets produzidos no Brasil. Também ficam reduzidos o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Importação. Pelos cálculos do Ministério da Fazenda, os benefícios fiscais representam queda de mais de 30% no preço final do tablet.
      Para autorizar o benefício a produtos como o iPad, a Receita Federal definiu um código específico para os tablets e, diferenciando-os em uma categoria que não sejam igualados nem notebooks nem palmtops ¿ como eram anteriormente classificados ¿ abriu espaço para que os equipamentos também tivessem direito à isenção de PIS e Cofins, conforme previsto na Lei de Informática.
      "A desoneração na produção de tablets no Brasil pode dar um salto na questão da inclusão dos jovens brasileiros ao verdadeiro mundo da inovação e da tecnologia. Não estamos mais no tempo dos computadores fixos, estamos nos tempo dos móveis. E disso decore a importância de termos tablets mais baratos para que não tenhamos dois tipos de brasileiros, aqueles que estão incluídos no tempo presente e aqueles que correm atrás de inclusão do tempo passado", disse a relatora da MP, deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS).
      Para garantir a votação, a relatora aceitou retirar do texto a possibilidade de o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), que fabrica semicondutores e chips, constituir subsidiárias no Brasil ou no exterior. Também foram excluídos da MP a proposta da própria Manuela D'Ávila que fixava percentual de 35% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico para projetos com risco integral da empresa pública de fomento à ciência Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e o acréscimo de crédito de Cofins que poderia ser obtido se os tablets fossem produzidos na Zona Franca de Manaus.

      iDan tatuou o rosto de Steve Jobs, quem ele considera uma inspiração, no braço. Foto: Reprodução/Geek


      O músico Dan Uricoli Jr., ex-funcionário da Apple, fez o que muitos consideram um exagero: tatuou o rosto de Steve Jobs no braço. Dan, ou "iDan" - como gosta de ser chamado - disse ao site Cult of Mac que "respira Apple", trabalhou na empresa por três anos e meio e agora, como músico profissional, usa os produtos da empresa em sua arte.
      "Comecei a trabalhar na Apple aos 19 anos (acredito ter sido o funcionário mais novo do local). Saí da Apple em maio, porque a minha banda, a Stellar Revival, conseguiu um contrato com a EMI Worldwide e estou indo para Vancouver para gravar um álbum, que será lançado em 2012", afirma.
      Mesmo fora da empresa, iDan quis ter certeza de que não esqueceria o rosto do gênio que inspirou a sua vida profissional e artística. "Há um mês (ou seja, antes da renúncia de Steve), decidi fazer a tatuagem no meu braço. Eu sabia que a biografia de Jobs sairia logo, mas não sabia que a imagem que usariam para a capa seria a que eu tinha tatuado", diz.
      O músico disse ainda que Steve foi uma grande inspiração tecnologica e musicalmente. "Sempre fui um admirador e tive a sorte de ter a oportunidade de trabalhar sob a sua liderança", afirma.


      "iDan" tatuou o rosto de Steve Jobs, quem ele considera uma inspiração, no braço
      Foto: Reprodução/Geek

      Rei da Noruega discursa em evento em homenagem às vítimas do massacre da ilha de Utoya. Foto: Reuters


      Rei da Noruega discursa em evento em homenagem às vítimas do massacre da ilha de Utoya
      Foto: Reuters

        A Noruega homenageou neste domingo  (21 de agosto de 2011) os 77 mortos nas explosões em Oslo e da matança na ilha de Utoya realizados pelo extremista de direita Anders Breivik, em 22 de julho passado. Cerca de 6.700 sobreviventes, parentes dos mortos e membros das equipes de socorro, assim como a família real e dirigentes de outros países nórdicos, se reuniram na sala de concerto de Oslo com alguns dos artistas mais famosos do país, como o grupo pop A-ha.
        "Já usamos quase todas as palavras", declarou o rei Harald V da Noruega, tentando não chorar, no início da cerimônia. "Estas últimas semanas foram difíceis para nós, mas é bom para todos estarmos reunidos aqui hoje", afirmou o monarca, usando terno preto e sem conseguir ocultar as lágrimas nos olhos, pouco antes do discurso do primeiro-ministro Jens Stoltenberg.
        Também participaram na cerimônia dirigentes de outros países, como os presidentes islandês Olafur Ragnar Grimsson e finlandês Tarja Halonen, todos os chefes de governo dos países nórdicos, a princesa herdeira da Suécia e o príncipe da Dinamarca.
        Além de grupos musicais, foi decidido incluir na cerimônia uma leitura dos nomes das 77 pessoas mortas, em sua maioria jovens militantes do Partido Trabalhista, por parte de atores noruegueses.
        "Ao assistir a homenagem nacional para pessoas que perderam sua vida e para pessoas cuja vida mudou para sempre, peço que nunca mais haja ódio", escreveu um dos sobreviventes do massacre, Adrian Pracon, no Twitter.
        Na véspera, centenas de sobreviventes recordaram como nadaram até a outra margem ou se esconderam para se salvar do massacre visitando a ilha que foi palco da tragédia.
        Segundo a Defesa Civil local, que organizou a visita, 750 pessoas, entre sobreviventes e parentes, manifestaram sua vontade de ir à ilha, fechada à imprensa pela ocasião.
        Stoltenberg, que também tomou parte da visita, declarou que passará uma noite no local durante o próxima acampamento de verão em 2012. No local, um importante dispositivo de segurança foi mobilizado com médicos, psiquiatras, pastores e imãs para atender as pessoas em caso de necessidade.
        "Sabia que ia ser um dia muito difícil, mas também sabia que ia servir para encararmos o futuro", declarou àAFP Pracon, 21 anos, que optou por voltar este sábado ao local dos fatos. Pracon não conseguiu fugir nadando. Depois de tentar se jogar na água, deu meia volta, pois percebeu que não conseguiria chegar à outra margem.
        O jovem viu o autor do massacre em duas oportunidades nesta pequena ilha de 0,12 km2 com forma de coração (como pode ser vista de um avião). Anders Behring Breivik confessou ter realizado o duplo ataque, as explosões em Oslo e a matança na ilha, que deixou 77 mortos ao todo. Seu objetivo era realizar uma Cruzada contra o Islã e o multiculturalismo na Europa.
        Depois de acionar as bombas em Oslo, disfarçado de policial chegou a Utoya, chamou os jovens reunidos num acampamento do Partido Trabalhista e lhes contou sobre o atentado que ele mesmo acabara de realizar.
        Armado com um fuzil semiautomático e uma pistola, começou a disparar aleatoriamente contra os jovens, perseguindo os que tentavam fugir e fuzilando os feridos metódica e tranquilamente, segundo os testemunhos.
        Na sexta-feira, a polícia da Noruega pediu o prolongamento por mais quatro semanas do isolamento total de Breivik. No dia 25 de julho, o mesmo tribunal de Oslo decidiu manter Anders Breivik em prisão provisória por um período (renovável) de oito semanas, as quatro primeiras seriam de isolamento total. Ele está atualmente detido em uma prisão de alta segurança próxima a Oslo.

        Esta é a primeira imagem do asteroide Vesta captada pela sonda espacial Dawn após entrar em sua órbita. Foto: Nasa/Divulgação


        Esta é a primeira imagem do asteroide Vesta captada pela sonda Dawn após ter entrado em sua órbita
        Foto: Nasa/Divulgação

          A sonda espacial Dawn capturou a primeira imagem após o início da sua órbita ao redor do asteroide gigante Vesta, informou a Agência Nacional Americana (Nasa) nesta segunda-feira. A imagem foi obtida para fins de navegação e mostra Vesta em detalhes nunca antes observados.
          Esta imagem, registrada no dia 9 e divulgada nesta segunda-feira, utiliza dois filtros e mostra o polo sul de Vesta. O asteroide tem 550 km de diâmetro  Foto: Nasa/Divulgação
          Esta imagem, registrada no dia 9 e divulgada nesta segunda-feira, utiliza dois filtros e mostra o polo sul de Vesta. O asteroide tem 550 km de diâmetro


          A sonda Dawn entrou na órbita de Vesta na madrugada de Sábado (pelo horário de Brasília). O asteroide é o segundo objeto de maior massa no cinturão de asteroides - o primeiro é o planeta-anão Ceres  Foto: Nasa/Divulgação
          A sonda Dawn entrou na órbita de Vesta na madrugada de Sábado (pelo horário de Brasília). O asteroide é o segundo objeto de maior massa no cinturão de asteroides - o primeiro é o planeta-anão Ceres




          Quando Dawn entrou na órbita de Vesta havia aproximadamente 16 mil km entre a espaçonave e o asteroide. Engenheiros da Nasa estimam que a entrada ocorreu às 2h do sábado, no horário de Brasília.
          Telescópios terrestres e espaciais obtiveram imagens de Vesta durante cerca de dois séculos, mas eles não foram capazes de ver muitos detalhes em sua superfície.
          "Estamos começando o estudo do objeto possivelmente mais antigo existente no Sistema Solar", disse o pesquisador Christopher Russell, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. "Esta região do espaço tem sido ignorado por muito tempo. Até o momento, as imagens recebidas revelam uma superfície complexa, que parece ter preservado alguns dos primeiros eventos da história de Vesta".
          Com 530 quilômetros de diâmetro Vesta é o segundo objeto de maior tamanho no cinto de asteroides; o primeiro em tamanho é o planeta anão Ceres. O cinto está habitado ao redor de 100 mil asteroides, considerados os "escombros" que ficaram após a formação do Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos.
          Lançada em setembro de 2007, a sonda estudará o Vesta durante um ano para empreender rumo ao planeta anão Ceres em julho de 2012, quando cumprirá outro marco ao se transformar na primeira sonda a orbitar os dois destinos do sistema solar mais distantes da Terra.

          Ilustração divulgada pela Nasa do primeiro asteroide troiano do planeta Terra . Foto: Divulgação Nasa/AFP


          Ilustração divulgada pela Nasa do primeiro asteroide "troiano" do planeta Terra
          Foto: Divulgação Nasa/AFP

            Um pequeno asteroide de 300 me de diâmetro acompanha a Terra em seu movimento de evolução em torno do Sol, precedendo-a em sua órbita. Esta descoberta do primeiro asteroide "troiano" da Terra foi publicada na quinta-feira na revista científica britânica Nature. Trata-se do asteroide 2010 TK7, que fica a cerca de 80 milhões de km da Terra, descoberto em órbita terrestre graças ao telescópio WISE (Wide-Field Infrared Survey Explorer) da Nasa.
            Após Júpiter, Marte e Netuno, a Terra torna-se, também, o quarto planeta do sistema solar tendo como companhia pelo menos um asteroide "troiano". O termo serve para designar os asteroides posicionados na órbita de um planeta, num ponto de equilíbrio estável, chamado pontos de Lagrange, no caso o ponto 4 (L4) da órbita terrestre, 60º à frente do nosso planeta. Ele segue o planeta em seu movimento em torno do Sol, precedendo-o, segundo um ângulo bem definido.
            O 2010 TK7, no entanto, não está exatamente no L4. As observações indicam que na verdade ele oscila a sua volta, fazendo com que também varie sua órbita para o ponto Lagrange 3 em períodos de cerca de 400 anos. "Como precede o movimento da Terra ou o segue, não entra nunca em colisão com ela", destaca a Nasa em comunicado. Nos próximos 100 anos, não deverá se aproximar a menos de 24 milhões de km da Terra, precisa a agência espacial americana. Possui órbita "estável por pelo menos dez mil anos", segundo Martin Connors (Universidade de Athabasca, Canadá) e outros astrônomos que confirmaram a descoberta, graças ao telescópio terrestre Canadá-França-Hawai.
            Os cientistas achavam há tempos que a Terra deveria ter asteroides troianos, mas só agora constataram sua presença, difícil de ser observada, pois ficam, em geral, mergulhados na luz solar. A detecção do asteroide 2010 TK7 foi facilitada porque estava numa "órbita incomum que o afastou bastante do Sol", explicou Connors. Os "troianos" foram identificados pela primeira vez ao redor de Júpiter e ficam próximos de um dos cinco pontos do espaço nos quais a força da gravidade de um planeta e a do Sol estão em equilíbrio, permitindo que tenham órbitas relativamente estáveis.

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