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Berna, Suíça👆

Alguns podem pensar que os humanos arruinaram a paisagem natural ao construir altos arranha-céus e casas, mas também há algum charme neles. É especialmente interessante ver as diferenças entre as cidades, como elas se desenvolveram e como novas cidades e antigas são tão diferentes.

As vistas das cidades mais famosas são consideradas as de Chicago, Nova York e Dubai, mas existem tantas outras cidades bonitas.

São Francisco (Califórnia) 👇
 wonteatyourcat 

Literalmente uma pequena Selva Urbana, Taipei, Taiwan 👇
 ManiaforBeatles 

Groningen, No Norte Da Holanda 👇
 psylocybine 


Londres, Inglaterra 👇
 Chesh_van 

Nessas fotos você pode ver claramente como as cidades modernas se desenvolveram de forma bastante diferente das antigas, As velhas cidades europeias frequentemente se desenvolveram organicamente, espalhando-se a partir de algum tipo de centro, e as cidades mais modernas foram desenvolvidas de acordo com um plano. É por isso que parecem tão limpas e têm ruas retas em oposição às estradas sinuosas em muitas cidades europeias. centros históricos.

Cidade mexicana Pachuca e seu grande mural 👇


Reiquiavique, Islândia 👇
 Grillos 


Lassa, Tibet 👇
 Blvckshi63 

Rio de Janeiro, Brasil (de um ângulo diferente) 👇
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Dresden, Alemanha 👇

Feliz Ano Novo! Moscou, Rússia 👇
 qwertyas123 

Cidade de Nova York em um belo inverno 👇
 yekrubFR 


Ferrovia suspensa em Wuppertal, Alemanha 👇
 Blvckshi63 

Alesund, Noruega 👇
 pp0787 

Bela vista noturna da Lombard Street, São Francisco 👇
 bobcobble 

Chicago e seu campo de luz noturno 👇
 alexrimo58 

Um dia de nevoeiro em Dubai 👇
 didnteventri 

Patinando para Toronto 👇
 Nite1982 

Tóquio Parecendo Outro Mundo👇
 shualdone 

The Gateway Arch em St. Louis, Missouri, durante a recente tempestade de neve👇
 joeyasaurus 

Bairro Francês, Nova Orleans👇
 ConfusingAnswers 

Foto de Blackout em Nova York👇
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Casablanca, Marrocos👇
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Chicago, Telhado do Hard Rock Hotel👇
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Veneza, Itália👇
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Cork, Irlanda, coberta por uma nova camada de neve👇
 GarlicoinAccount 

Vista de Chicago, Illinois, EUA 👇

Flatiron, Nova Iorque👇
Foto Por: Stephen Wilkes

Central Park em Outono, Nova Iorque👇
 Panda_911 

A fronteira entre Scottsdale, Arizona, EUA e a reserva indígena Salt River👇

Mais informações: Reddit

Imagem: Reprodução/Universidade de Tel Aviv

Há cerca de 120 mil anos, no final do Pleistoceno Médio, os Homo sapiens conviveram com um outro tipo de humano que só descobrimos recentemente, graças às pesquisas da Universidade de Tel Aviv, em Israel. Os cientistas analisaram fragmentos dos ossos do crânio, mandíbulas e dentes de um hominídeo que pode ter sido o ancestral dos Neandertais na Europa, além de populações Homo mais arcaicas que viveram na Ásia.

Os arqueólogos responsáveis pelo estudo batizaram a descoberta de povo Nesher Ramla, homenageando um sítio de escavação em Israel, onde os restos foram descobertos. Israel Hershkovitz, principal autor do estudo, conta que a pesquisa traz um novo entendimento aos fósseis humanos encontrados anteriormente. "Adiciona outra peça ao quebra-cabeça da evolução humana e na compreensão das migrações dos humanos no mundo antigo", diz.

Os restos mortais estudados foram encontrados a cerca de oito metros abaixo do solo, onde também estavam ossos de animais e fragmentos interessantes de ossos humanos antigos, além de algumas ferramentas feitas de pedra. O material era composto de ossos parietais, que correspondem ao topo e as laterais do crânio, e uma mandíbula praticamente inteira.

Universidade de Tel Aviv

Através da reconstrução virtual, os cientistas compararam os ossos com material fossilizado de outros hominídeos, mostrando que as mandíbulas e dentes era mais parecidas com os dos Neandertais, enquanto os ossos parietais eram mais semelhantes aos do Homo arcaico.

A reconstrução digital também mostrou que o crânio era diferente do crânio de Homo sapiens, contando com dentes maiores, uma diferente estrutura craniana e com ausência de queixo. Com isso, acredita-se que eles foram uma das últimas populações a sobreviverem no período na região.

Agora, os cientistas irão fazer mais exames de DNA para obter mais informações importantes sobre o povo Nesher Ramla, estudando também questões de migração entre regiões. A pesquisa foi divulgada em dois documentos na revista científica Science, disponíveis neste link e aqui.


Estação Espacial Internacional em 2018 (Crédito: NASA/Roscosmos)

Não conte para ninguém, mas a Estação Espacial Internacional não está voando. Ela está caindo com estilo. Em essência, órbita é isso, você cai, mas com uma velocidade lateral muito alta, quando chega no chão já passou da curvatura da Terra. O problema é quando você encontra algo no meio do caminho.

A Estação Espacial Internacional passou por um pequeno susto; algo, talvez um micro-meteoro atingiu o braço robótico, mas está tudo bem

É um conceito puramente relativístico. Se você está num carro a 80Km/h e atinge uma parede sofre os mesmos danos, é atingido com mesma energia se estiver parado no carro e uma parede a 80Km/h te atingir, embora essa parte da analogia seja bem mais improvável de acontecer.

Em essência, o que mata não é a bala em si, mas a energia cinética. Se você correr a 853 m/sem direção a um projétil .50 de um Barret M82 sua cabeça explodirá como uma melancia ao atingi-lo, mesmo com ele parado preso a um suporte.

Aqui temos o problema: A Estação Espacial Internacional orbita a 7.66Km/s, nove vezes mais rápido que uma bala. Imagine se ela encontra uma pedra, um parafuso, uma casca de noz. Se esse objeto estiver relativamente parado, atingirá a Estação com nove vezes mais energia que uma bala, se for do tamanho e massa de uma bala.

Se o objeto estiver em órbita retrógrada, as velocidades se somarão e teremos uma colisão 20 vezes mais potentes.

Pior, não é preciso imaginar. A Estação Espacial Internacional já registrou (cuidado, PDF) mais de 1400 impactos de micro-meteoros e lixo espacial, felizmente tudo muito pequeno. E sim mesmo as cápsulas Dragon da SpaceX foram atingidas várias vezes.

Lista parcial de impactos de micro-meteoros e lixo espacial (Crédito: Observations of MMOD Impact Damage to the ISS)

Os astronautas relatam que dentro da Estação Espacial, quando tudo fica em silêncio, dá pra ouvir os micro-meteoros atingindo os escudos de proteção, soa como uma chuva leve. Poético e mortal.

Já os painéis solares acabam sofrendo mais, de vez em quando algum objeto maior, com um ou dois milímetros de diâmetro atinge um deles, e deixa um belo buraco.

Agora o alvo foi o Canadarm2, o sofisticado braço robótico da Estação Espacial Internacional, usado para instalar equipamentos e atracar naves de carga. Foi um belo susto quando uma inspeção de rotina achou um baita furo na cobertura de proteção do braço.

"Dis just a flesh wound" (Crédito: NASA)

Sem o Canadarm2 muito do trabalho da Estação Espacial se tornaria mais complicado. As Dragons de carga da nova geração não utilizam mais o Canadarm2 para acoplar na Estação, mas outros veículos, exceto o Progress precisam dele, e o braço também é usado para recolher cargas no compartimento não-pressurizado da Dragon.

Consultado, o braço respondeu “é só um arranhão”, e reportou que está funcionando perfeitamente.

Crédito: Monty Python

Em teoria a Estação Espacial está protegida de detritos maiores, coisas do tamanho de bolas de tênis são monitoradas via radar, mas nada impede que um pedaço não-catalogado de lixo orbital, ou mais provavelmente um mini-meteoro a atinja, estragando o fim de semana dos astronautas. Eles só não perdem o sono por entenderem de estatística.

O Espaço é muito grande, as chances da Estação Espacial ser atingida por algo são inversamente proporcionais ao tamanho do objeto. Por isso eles escutam fragmentos microscópicos atingindo o casco todo o tempo, mas dos grandes, é bem mais raro. Ainda bem.


Fenômenos violentos do centro da Via Láctea foram revelados com uma clareza inédita, em pesquisa do astrônomo Daniel Wang, da Universidade de Massachusetts Amherst. As imagens da região central da galáxia, divulgadas na quinta-feira (27), documentam uma linha de raios X, G0.17-0.41.

Essa linha de raios X sugere um mecanismo interestelar até então desconhecido que pode governar o fluxo de energia e, potencialmente, a evolução da nossa galáxia. Professor do departamento de astronomia da universidade, Wang destacou que a “galáxia é como um ecossistema”.

“Nós sabemos que os centros das galáxias são onde está a ação e desempenham um papel enorme em sua evolução”, disse o astrônomo. Mesmo assim, o que quer que esteja acontecendo no centro da Via Láctea é difícil de estudar, apesar da relativa proximidade da Terra.

Segundo Wang, essa dificuldade existe porque a região está obscurecida por uma névoa de gás e poeira densa. Por isso, os pesquisadores não conseguem ver o centro, mesmo com instrumentos poderosos, como o Telescópio Espacial Hubble.

Para conseguir captar as imagens, Wand usou um telescópio diferente. Ele utilizou o Observatório Chandra da Nasa, capaz de enxergar raios X, ao invés de raios de luz visível. Eles conseguem penetrar a névoa, trazendo resultados impressionantes.

As descobertas fornecem a imagem mais nítida de um par de plumas que emitem os raios X, emergindo da região próxima ao gigantesco buraco negro localizado no núcleo da Via Láctea. Mais intrigante é o fio de raios X denominado G0.17-0.41, descoberto perto da pluma ao sul.

“Esse segmento revela um novo fenômeno. Esta é a evidência de um evento de reconexão de campo magnético em andamento”, acrescentou Wang. Segundo ele, o tópico provavelmente representa “apenas a ponta do iceberg da reconexão”.

Detalhes do centro da galáxia marcados por Wang. Sagittarius A* é o buraco negro no centro da Via Láctea. Imagem: NASA/CXC/UMass/Q.D. Wang; Radio: NRF/SARAO/MeerKAT

Esse evento de reconexão de campo magnético acontece quando dois campos opostos são forçados a se combinarem, liberando muita energia. Justamente o processo violento descrito por Daniel Wang. Mais perto de casa, esse evento é responsável por fenômenos como erupções solares.

Agora, os cientistas acreditam que a reconexão ocorre também no espaço interestelar, nas fronteiras externas das plumas em expansão expulsas do centro da galáxia. O astrônomo lista questões fundamentais que vão ajudar cientistas a desvendar a história da Via Láctea.

“Qual é a quantidade total de energia emitida no centro da galáxia? Como ela é produzida e transportada? E como ela regula o ecossistema galáctico?”, perguntou. Mesmo com muito a descobrir, o mapa de Wang já mostra o caminho.

As descobertas do professor Daniel Wang são resultado de mais de 20 anos de pesquisa. Os detalhes do estudo das imagens foram publicados no site Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Mais imagens da galáxia podem ser vistas no site do telescópio usado pelo astrônomo.

Via: UMass

Imagem: Associated Press/Reprodução

Nesta quarta-feira (26), a Terra assistirá a um importante fenômeno astronômico: um eclipse lunar que resultará na “Superlua de Sangue”. O acontecimento envolvendo Sol, Terra e nosso satélite natural será visível do Brasil.

Na madrugada de amanhã, a Lua estará no ponto de sua órbita mais próximo da Terra, chamado perigeu. Quando isso acontece, ela parece cerca de 8% maior do que quando está no apogeu (ponto mais distante), e por isso há a sensação de o astro surgir maior no céu para quem o observa do planeta.

Se no Brasil será quase impossível observar o eclipse total, a Lua cheia poderá ser vista em todo o território nacional, nas regiões onde o céu estiver limpo.
Como assistir ao fenômeno?

Em entrevista à BBC Brasil, o professor Roberto Costa, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), explicou que o fenômeno começará por volta das 6h45 (horário de Brasília) desta quarta, quando Lua estará se pondo.

Moradores mais à porção oeste do país serão privilegiados para assistir o acontecimento. Por isso, quem mora em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amazonas, Roraima e Acre e cidades na parte oeste de São Paulo conseguirão enxergar com clareza o acontecimento.


Um pouco depois, por volta das 8h11, quando o satélite natural já estiver baixado, começará o eclipse total. Essa fase do fenômeno infelizmente não poderá ser vista do Brasil. Apesar disso, a Superlua de Sangue estará visível.

A observação poderá ser feita a olho nu, apesar de que os especialistas afirmam que um binóculo ou luneta melhoram ainda mais a experiência. Além disso, o recomendado aos entusiastas é que eles procurem lugares com horizonte livre e menos iluminados, como campos e praias.

Fontes:

© Fornecido por Pet é Pop Mulher volta pra casa bêbada e acorda com cão gigante que nunca tinha visto na vida (Foto: Reprodução)

Mia Flynn, de 28 anos, chegou bêbada em casa e ficou chocada quando acordou ao lado de um grande cão da raça husky siberiano olhando para ela.

Ela contou que havia bebido várias garrafas de vinho na casa de um amigo na noite de domingo antes de ir para casa. Quando acordou, com uma grande ressaca, e viu o animal, decidiu documentar a cena.

“Estou com muito medo de me mexer na minha própria cama”, disse ela enquanto se filmava, para depois revelar o enorme cão peludo relaxando ao lado dela. Ela logo abriu a galeria de seu celular e encontrou imagens dela falando que um “lobo” a estava seguindo até sua casa no escuro enquanto ela falava palavras incompreensíveis por causa da bebida.

Clipes posteriores mostram o husky, que ela batizou de Toby, vagando pela cozinha de Mia enquanto ela diz perplexa: “De todas as coisas que eu trouxe para casa em uma noite fora. Que porra é essa? Ele me seguiu até em casa”, brincou ela.

“Minha mãe estava furiosa. Ela estava na cama quando eu aparentemente cheguei às 2h30 e disse a ela: ‘Eu tenho um novo companheiro’. Ela não ficou satisfeita, embora estivesse bem na manhã seguinte”, contou Mia.

No dia seguinte, ela decidiu compartilhar uma foto do cachorro em seu Facebook para tentar achar a dona. “Uma garota que eu tenho no Snapchat reconheceu o cachorro e entrou em contato com a dona por mim. Ela disse que todas as lágrimas por perdê-lo valeram a pena quando ela me adicionou no Snapchat para ver minha história. Ela achou hilário”, relembrou a jovem.

“Ela estava grata que ele teve uma festa do pijama na minha casa. Estou feliz que ele esteja em casa são e salvo”, concluiu Mia.


Via: msn

O interior da Terra vem esfriando lentamente, mas continuamente. Isso ocorre porque mais calor é liberado pela superfície do que produzido por dentro. (Crédito: Reprodução/NASA)

O interior terrestre do hemisfério que coincide com o Oceano Pacífico perdeu calor mais rápido do que a outra metade do planeta durante os últimos 400 milhões de anos, de acordo com um novo estudo publicado na revista Geophysical Research Letters.

O calor dentro da Terra vem da decomposição de elementos radioativos e em parte das colisões entre os asteroides que formaram nosso planeta. O interior da Terra vem esfriando lentamente, mas continuamente. Isso ocorre porque mais calor é liberado pela superfície do que produzido por dentro.

As placas tectônicas têm se movido por muitos milhões de anos, o que pode ter causado uma perda uniforme de calor. Mas esse não tem sido o caso nos últimos 400 milhões de anos. Pesquisadores do Centro de Desenvolvimento da Terra da Universidade de Oslo usaram modelos de como os continentes se moveram para calcular a perda de calor na Terra. A maioria dos continentes se uniu em um lado do globo.

Eles dividiram a Terra em duas partes que chamaram de Hemisfério Pacífico e Hemisfério Africano. Hoje, a maioria dos continentes da Terra está no hemisfério africano, e tem sido o caso ao longo do tempo, ainda mais até agora.

Por volta de 320-180 milhões de anos atrás, os continentes se reuniam no supercontinente Pangéia, tendo a África como centro. Isso significava que o hemisfério do Pacífico estava desprovido de continentes e havia grande perda de calor lá, diz o autor principal Krister S. Karlsen.

Os pesquisadores reconstruíram as perdas de calor nos dois hemisférios e, assim, foram capazes de calcular o que significa a diferença de temperatura. Eles concluíram que o manto do hemisfério Pacífico esfriou cerca de 50 graus Celsius a mais do que o hemisfério africano nos últimos 400 milhões de anos.

Fonte:Isto é


Evidências encontradas na superfície de Marte mostram que, há bilhões de anos, o Planeta Vermelho foi bem mais “azul”, com água fluindo na superfície a ponto de formar lagos e oceanos profundos. Ainda não sabemos para onde toda essa água foi, e a teoria vigente propõe que ela escapou para o espaço — mas, em contraste a este cenário, um novo estudo mostra que de 30% a 90% da água ficou retida em minerais da crosta marciana.

Hoje, os cientistas consideram que houve água o suficiente para cobrir a superfície do planeta em um oceano de até 1,5 km de profundidade, um volume equivalente àquele da água presente no Oceano Atlântico. De fato, uma parte deste total foi perdida por meio do escape para a atmosfera por causa da baixa gravidade de Marte, mas o estudo mostrou que este mecanismo não é o principal: “o escape atmosférico não explica sozinho os dados que temos para a quantidade de água que existiu em Marte”, disse Eva Scheller, co-autora do estudo.

Embora seja a teoria aceita atualmente, o escape da água pela atmosfera não corresponde aos dados do total da água que existiu em Marte (Imagem: Reprodução/NASA/Goddard)

Com o cruzamento de dados arquivados no Planetary Data System (PDS), a equipe uniu dados das várias missões dos programas de exploração de Marte a informações de meteoritos. Isso foi feito para estudar a quantidade de água disponível nos estados sólido, líquido e gasoso, além da composição química da atmosfera e crostas atuais em busca da proporção de deutério para hidrogênio. É que, embora a água seja composta por um átomo de oxigênio ligado a dois de hidrogênio, uma parte bem pequena dos átomos deste último possui um próton e um nêutron no núcleo.

Quando isso acontece, ficamos com o deutério, também apelidado de "hidrogênio pesado”. O nome se deve ao comportamento contrário dos outros átomos de hidrogênio que, como têm somente um próton no núcleo, são leves e escapam facilmente da gravidade do planeta. Por isso, a perda de água pela atmosfera deve deixar um aumento na proporção de deutério que ficou para trás, que seria uma dica do escape atmosférico. Mesmo assim, o processo ainda não explica a diferença entre as proporções do deutério para o hidrogênio.

Assim, os cientistas propõem que, talvez, este mecanismo atua aliado à água que teria ficado presa nos minerais da crosta de Marte, o que explicaria a proporção observada na atmosfera marciana. Ao interagir com rochas, a água forma minerais que a incorporam em sua estrutura — no caso da Terra, esse processo faz com que a crosta se derreta no manto, formando novas camadas nas bordas das placas tectônicas. Depois, a água e outras moléculas são "recicladas", voltando para a atmosfera com a atividade vulcânica.

Contudo, como Marte não tem placas tectônicas, a superfície do planeta fica “seca” permanentemente. Ehlmann explica que descobertas feitas pelas últimas missões do planeta apontam que houve uma grande formação de minerais antigos e hidratados, cuja formação foi reduzindo a disponibilidade de água: “como temos medidas de várias espaçonaves, podemos ver que Marte não faz a reciclagem; então, ou a água ficou presa na crosta, ou foi perdida para o espaço", disse Michael Meyer, cientista líder do programa de exploração de Marte, na NASA.

O estudo mostrou a importância de ter várias formas de estudar nosso vizinho, e a equipe planeja continuar usando os dados de composição isotópica e mineral para saber mais sobre o que aconteceu com os minerais com nitrogênio e enxofre. Além disso, Shcller quer seguir examinando os processos por trás da perda de água com experimentos que simulam as condições climáticas, além de observações da crosta que serão feitas pelo rover Perseverance, com a missão Mars 2020.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Science.

Fonte: JPL, Caltech


Um vídeo do recente colapso no Observatório de Arecibo, que combina dois ângulos diferentes, mostra o momento dramático em que um cabo principal se rompeu, fazendo com que uma plataforma de instrumentos de 900 toneladas caísse sobre a grande antena parabólica.

O primeiro dos dois vídeos foi tirado da sala de controle do Observatório de Arecibo, onde radioastrônomos normalmente fazem seu trabalho. A câmera foi instalada recentemente neste local para capturar um colapso caso viesse a acontecer, explica Ashley Zauderer, diretora do programa do Observatório de Arecibo na Fundação Nacional de Ciência dos EUA.


Como mostra o vídeo, a plataforma não caiu diretamente. O movimento parece com o de um balanço depois que um cabo principal se solta de uma das três torres de suporte.

O vídeo também mostra os topos das torres se quebrando — algumas delas medem mais de 18 metros de comprimento, de acordo com John Abruzzo, diretor da Thornton Tomasetti, uma empresa de engenharia contratada para avaliar a situação após dois cabos terem se rompido nos últimos meses.

O colapso foi “muito violento e imprevisível”, disse Zauderer.

O segundo vídeo, captado por um drone, também é impressionante. Ele estava sendo usado para inspecionar o topo da Torre 4 quando um dos três cabos principais restantes se rompeu. É possível ver três cabos correndo paralelos um ao outro.

Um quarto cabo deveria estar lá, mas se quebrou no início deste mês (você pode ver os restos desgastados do cabo na parte superior). Cada cabo é composto por 170 fios, disse Abruzzo. Dos três cabos restantes, o central falhou, provocando uma reação que levou ao desabamento de toda a estrutura. Um quarto cabo localizado acima do trio era usado para apoiar a passarela.

Incrivelmente, o operador do drone conseguiu virar a câmera para capturar uma vista aérea do terrível acidente, incluindo a plataforma caída, o braço azimutal, a cúpula gregoriana, os cabos e a passarela. Ao longe, o topo da torre 12 pode ser visto caindo da colina à esquerda do prédio de operações.

Ninguém ficou ferido durante essa falha catastrófica, cuja causa exata ainda está sendo determinada. Zauderer disse que todos os detritos perigosos caíram em zonas restritas previamente isoladas.

Felizmente, o centro de visitantes nas proximidades não sofreu nenhum dano grave. Daqui em diante a prioridade continua a ser a segurança, a mitigação dos problemas ambientais e a busca por maneiras de dar suporte à equipe do telescópio e à população de Porto Rico, disse Zauderer. Construída em 1963, a antena de rádio foi recentemente programada para demolição, pois os reparos foram considerados muito perigosos.



Tomada aérea mostra danos no prato e nas torres do Observatório de Arecibo. Foto: Ricardo Arduengo/AFP via Getty Images (Getty Images)




Fonte: gizmodo

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