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Ao infinito e além

Nasa



O ano de 2015 foi cheio de descobertas espaciais. Em julho, a Nasa divulgou a primeira foto em alta resolução de Plutão e, em dezembro, já revelou que o planeta anão têm céu azul e água vermelha.

Além disso, antes de descobrir a existência de água em estado sólido em Plutão, a agência espacial norte-americana encontrou em Marte, em setembro deste ano, um elemento essencial para a vida como conhecemos: água líquida. 

Todas essas descobertas renderam milhares de fotos incríveis, desde imagens impressionantes capturadas pelo telescópio Hubble até fotografias lindíssimas da Terra tiradas pelos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional.

A EXAME.com selecionou algumas fotos do arquivo online da Nasa que mostram a beleza do universo, além de representar as descobertas espaciais do ano. Veja as 15 melhores a seguir: 

Na foto acima, tirada pelo Hubble, uma pequena parte da Nebulosa Veil espalha os restos de uma estrela que explodiu cerca de oito mil anos atrás.

Primeira imagem com cores reais de Plutão

NASA/APL/SwRI
Em julho de 2015, a sonda New Horizons capturou esta foto em alta resolução de Plutão. A imagem combina as cores azul, vermelho e infravermelho tiradas pela câmera Ralph da New Horizons.

Na fotografia, é possível ver o "coração" do planeta anão com muitos detalhes, as crateras da superfície e uma grande faixa equatorial escura.

Em setembro deste ano, onze semanas depois da captura dessa foto, a Nasa revelou outra imagem de Plutão com uma fina camada em tons de azul ao seu redor. Com essa imagem, a agência espacial informou que o planeta anão tem céu azul e água vermelha congelada em sua superfície. 

Vênus vista da Estação Espacial Internacional

Nasa
Esta imagem foi capturada no dia cinco de dezembro de 2015 peloastronauta japonês Kimiua Yui, da Agência Aeroespacial de Exploração do Japão. Yui estava dentro da Estação Espacial Internacional quando avistou Vênus. Ele decidiu registrar o momento em que a nave japonesa Akatsuki, uma sonda que orbita Vênus, estava perto do planeta.

Aurora Boreal vista do espaço

Nasa
Esta foi outra fotografia tirada pelo astronauta japonês Kimiya Yui. Quanto esta imagem foi capturada, Yui estava observado o universo através da janela do módulo experimental japonês (JEM, em inglês), localizado dentro da Estação Espacial Internacional.

Também chamado de Kibo (que significa esperança em japonês), o JEM é a primeira instalação espacial humano do Japão. Além disso, o módulo aumenta as capacidades de investigação da Estação Espacial.

Última caminhada espacial do ano

Nasa
Tim Kopra, engenheiro da Expedição 46, fez a última caminhada espacial de 2015 no dia 21 de dezembro. Ele e Scott Kelly, comandante de voo, moveram com sucesso o transportador móvel da Estação Internacional.

Os astronautas realizaram a missão antes de o cargueiro espacial russo de abastecimento acoplar na Estação na quarta-feira (22). A nave da Rússia levou à tripulação 2,5 toneladas de carga, incluindo mantimentos, água, combustível e oxigênio comprimido.

Nordeste da Austrália vista de cima

Nasa
Esta foto foi tirada do espaço, mas quem comandou a câmera não foi um astronauta e, sim, um estudante -- ele controlou remotamente da Terra a câmera Sally Ride EarthKam, que fica a bordo da Estação Espacial.

A fotografia capturada pelo estudante revela o lado noroeste da Austrália. O programa que ele participou permite que alunos de qualquer parte do planeta solicitem o uso da câmera da estação para tirar fotos de características específicas da Terra.

Impressões digitais de água na areia

Nasa
Kjell Lindrgen, astronauta da Nasa, tirou essa foto no dia 11 de novembro deste ano. De dentro da Estação Espacial Internacional, Lindgren publicou a imagem em sua conta no Instagram e escreveu na legenda "As delicadas impressões digitais da água impressas na área".

Austrália

Nasa
Kjell Lindgren não é o único astronauta a bordo da Estação Espacial que publica imagens do espaço nas redes sociais. O comandante da Expedição 46, Scott Kelly, compartilhou uma série de dezessete fotografias tiradas a partir da Estação durante um voo na Austrália. 

As imagens foram publicadas entre os dias 12 e 13 de outubro no Twitter. A fotografia acima foi a primeira da série e tem como legenda a seguinte frase: ""#EarthArt em uma passagem sobre o continente #Australian. Imagem 1 de 17. #YearInSpace".

Londres à noite

Nasa
De seu ponto de observação a bordo da Estação Espacial Internacional, Kjell Lindgren capturou esta fotografia de Londres durante um voo noturno. Engajado nas redes sociais, ele compartilhou a imagem em sua conta no Instagram e escreveu na legenda "#London. Bonita na luz do dia, ainda mais bonita à noite".bonita à noite." de Londres. Compartilhando a imagem com seus seguidores de mídia social, Lindgren escreveu: "#London. Bonita na luz do dia, ainda mais bonita à noite."

Nova imagem em HD da Terra

Nasa
A sonda de reconhecimento lunar da Nasa já capturou diversas imagens da Terra a partir da Lua. Essa fotografia em alta definição é a mais nova tirada pela câmera a bordo da sonda.

Cratera de Marte

Nasa
Esta imagem de maio de 2015 mostra a cratera Schiaparelli em Marte, um local que fica perto do equador marciano. Essa localização está associada ao filme Perdido em Marte, lançado em outubro deste ano. 

Ilha de Bahamas vista do espaço

Nasa
Esta foto foi tirada por um dos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional. Ela revela pequenas ilhas nas Bahamas sendo cortadas por canais de maré. Segundo a Nasa, os astronautas consideram que essa área é um dos pontos mais reconhecíveis do planeta.

Girassol galáctico

Nasa
O Hubble tirou essa foto no dia 11 de setembro de 2015. Nela, é possível ver a galáxia Messier 63, que lembra o padrão do centro de um girassol. 

Erupção de um vulcão em Galápagos

Nasa
foto acima revela o vulcão Lobo, o mais alto da Ilha de Galápagos, entrando em erupção pela primeira vez em 33 anos. A imagem foi capturada no dia 11 de junho de 2015 pelo instrumento Aster do satélite "Terra" da Nasa. 

As cores das imagens são falsas e foram reproduzidas a partir de luzes infravermelhas verdes, azuis e vermelhas.

Água em Marte

Nasa
Em setembro deste ano, a Nasa fez uma das maiores descobertas espaciais dos últimos anos: Marte tem água líquida em sua superfície. A foto acima foi a primeira imagem publicada pela agência espacial sobre o assunto. Ela mostra listras estreitas e escuras na cratera Hale, que podem ter sido formadas pelo fluxo sazonal de água líquida salgada.

A descoberta é extremamente relevante, pois abre portas para outra questão: é possível ter vida em Marte? De acordo com Lujendra Ojha, um dos autores do estudo, em uma entrevista ao site Space, a presença de água em estado líquido aponta que alguns locais de Marte são mais habitáveis do que se imaginava.

Fogos de artifício celestiais

Nasa
A Nasa compartilhou a imagem dessa constelação de estrelas jovens para comemorar o aniversário de 25 anos do telescópio Hubble -- que foi lançado no dia 24 de abril de 1990. A agência espacial comparou o nascimento das estrelas com uma queima de fogos.

YouTube/NASA
Astronauta: "alô, é do planeta Terra?", disse o astronauta

Da EFE


 O astronauta britânico Tim Peake usou o Twitter na noite de quinta-feira para pedir desculpas a uma mulher para a qual ligou por engano do espaço, após digitar o número de telefone errado.

"Alô, é do planeta Terra?", disse Peake, que iniciou no dia 15 de dezembro a viagem à Estação Espacial Internacional (ISS), na nave russa Soyuz TMA-19M.

Em um tweet, o astronauta, natural da cidade inglesa de Chichester e pai de dois filhos de 4 e 6 anos, explicou que sua intenção não era passar um trote.

"Eu gostaria de pedir desculpas à senhora para a qual liguei por engano, dizendo 'Alô, é do planeta Terra?'. Não foi um trote, apenas um número errado", disse o britânico em sua mensagem.

O astronauta passará seis meses no espaço, realizando experimentos científicos na ISS. Peake é o primeiro britânico a se unir à tripulação da Estação Espacial Internacional, empregado pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Getty Images
Asteroide: a rocha espacial passará pela Terra a uma distância segura de 10,7 milhões de quilômetros



 A Nasa informou que um asteroide gigante irá passar perto da Terra nesta quinta-feira (24), véspera de Natal. A rocha espacial, cuja forma pode ser comparada a de um pedaço de frango empanado, irá abordar a Terra no dia 24 de dezembro e retornará em novembro de 2018.

Conhecido como 163899 ou 2003 SD220, o asteroide passará pelo nosso planeta a 8 km/s. Segundo dados coletados pelo Observatório Arecibo da agência espacial, o objeto rochoso tem dois quilômetros de diâmetro.

Em uma publicação em sua conta no Twitter, o Radar Arecibo revelou fotos de 2003 do asteroide:

Apesar do tamanho do SD220, os habitantes da Terra não precisam se preocupar. O asteroide irá “voar” a uma distância segura de 10,7 milhões de quilômetros do planeta – ou seja, cerca de 28 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Devido à distância, não será possível visualizar o asteroide a olho nu ou, até mesmo, através de um telescópio. “Apenas astrônomos profissionais conseguirão capturar imagens ópticas desta rocha espacial", escreveu o astrônomo Eddie Irizarry no site EarthSky.

A Nasa disse em um comunicado que planeja fazer observações de radar do SD220. Com isso, a agência espacial pretende obter imagens mais precisas do tamanho, rotação, forma e outras características do asteroide.
Dois eventos astronômicos no dia

Além da passagem do asteroide, outro evento astronômico irá ocorrer na véspera do Natal. Pela primeira vez desde 1977, os habitantes da Terra poderão ver a Lua cheia na noite de Natal.

Segundo a Nasa, o pico da Lua cheia no dia do Natal será às 6h11 no horário de Nova York, 9h11 pelo horário de Brasília. A agência espacial ainda informa que o evento deverá ocorrer novamente apenas em 2034.

A Nasa pediu a todos que olhem para o fenômeno e pensem na sonda de reconhecimento lunar (LRO), que está investigando a superfície da Lua desde 2009.

“Quando olhamos para a Lua em tal ocasião, vale a pena lembrar que ela é mais do que apenas um vizinho celestial," John Keller do Goddard Space Flight Center da NASA, em um comunicado. "A história geológica da Lua e da Terra estão intimamente ligadas de tal forma que a Terra seria um planeta drasticamente diferente sem a Lua”.

Divulgação/WatchTime Brasil
Relógio modelo Speedmaster usado por Ron Evans na Apollo 17
Raphael Calles, do WatchTime Brasil
 Um leilão exclusivo de modelos Omega Speedmaster organizado pela casa especializada Christies ocorreu em 15 de dezembro.

No evento, uma das 50 peças arrematada alcançou um valor surpreendente: US$ 245 mil, quase R$ 950 mil. A grande surpresa é que a aquisição da peça foi feita pela própria Omega, que deixará o modelo exposto em seu museu.

Trata-se de uma unidade de Speedmaster usada por ninguém menos que Ron Evans na Apollo 17 e foi vendido acompanhado de um acessório de metal usado por Evans certificado e assinado por ele, além de uma pulseira de velcro utilizada durante a missão ao redor da Lua.

A veracidade de todo o lote é comprovada por uma carta escrita e assinada pela esposa de Evans, Jan Evans.

Na conclusão do voo à Lua, o astronauta gravou no verso do relógio FLOWN IN C.S.M. TO THE MOON” e “APOLLO 17”, com sua assinatura. A borda da peça conta com as gravações “HEAT FLOW EXPR” e “6-19 DEC 1972”.

A peça possui caixa de aço inoxidável de 42 mm e foi manufaturada no ano de 1970. É equipada com o movimento mecânico 861, que entrega horas, minutos, pequenos segundos e função cronógrafo sobre um mostrador preto.

Os indicadores e ponteiros para horas e minutos contam com revestimento luminescente e o bisel, em preto, conta com uma escala taquimétrica graduada a até 500 km/h.

Apesar de o valor de arremate ter sido divulgado, a companhia de leilões não anunciou o preço inicial do lote, que estava disponível a interessados apenas sob consulta.

Modelos Speedmaster são, até hoje, um símbolo de tecnologia e história. Enquanto a grande parte dos cronógrafos esportivos sofreu alterações ao longo do tempo, o ícone da Omega passou apenas por mínimas atualizações.

ESA/Divulgação
Missão Exomars, projeto da Agência Espacial Européia, decolará em um foguete a partir de uma base russa em março

Javier Albisu., da EFE

 A Agência Espacial Europeia (ESA) terá foco em 2016 no projeto ExoMars, uma ambiciosa missão científica rumo a Marte que pretende responder uma questão filosófica milenar: estamos sozinhos no universo?

Em alguma data ainda não estabelecida em março, a missão decolará da base russa de Baikonur em um foguete Proton-M que transportará em seu interior uma cápsula com um pequeno robô programado para coletar terra marciana e averiguar se o planeta vizinho pode abrigar vida.

Após um 2015 produtivo com o sucesso da aterrissagem da sonda Rosetta em um cometa em novembro de 2014 e com o novo diretor-geral dos comandantes, o alemão Johann-Dietrich Wörner, a ESA se prepara para uma aventura em Marte que a Europa desenvolve em parceria com a agência russa Roscosmos e que necessitará 15 anos de percurso político, científico e industrial.

A ambiciosa missão, destaque do calendário europeu espacial do ano que vem, também precisou de 1,2 bilhão de euros para poder chegar ao planeta situado a 77 milhões de quilômetros da Terra e cuja órbita será alcançada nove meses após o lançamento.

Em 2018, a nave soltará uma pequena parte chamada Schiaparelli, que atravessará a atmosfera marciana com direção à região de Oxia Planum. A nave, de 600 quilos, freará com um paraquedas e ajustará a aterrissagem com pequenos jatos de propulsão quando estiver a 2 metros do solo.

Em seguida, o veículo ativará painéis solares, estenderá seus apoios e descerá uma rampa pela qual passará um módulo com rodas e câmeras para explorar o terreno até encontrar um lugar propício para escavar.

Quando esse ponto for localizado, o robô usará uma broca para extrair uma amostra a dois metros abaixo da terra, uma profundidade inédita em Marte, onde até agora a terra só tinha sido retirada a poucos centímetros da superfície, nunca no subsolo.

O robô se dedicará durante quatro dias a analisar essas amostras e enviar os resultados à nave matriz, que permanecerá por cinco anos na órbita de Marte pesquisando sobre seus gases atmosféricos.

O "rover" se tornará o quarto aparelho controlado a pisar em solo marciano (até então, todos eram da Nasa). A ESA e o Reino Unido já chegaram a Marte com o Beagle em 2003, mas o contato com o aparelho foi perdido ao entrar em contato com a superfície porque dois de seus quatro painéis solares não conseguiram se desdobrar e bloquearam sua antena de comunicação.

A primeira meta do ExoMars será provar que a Europa pode realizar uma aterrissagem controlada no "planeta vermelho". A missão começará em um cenário de crescente interesse em relação a Marte, por onde atualmente sobrevoam sondas como a indiana Mangalyaan e a americana Maven, que já trouxeram notícias esperançadoras.

Há cada vez mais consenso sobre a possibilidade de se encontrar restos de forma alguma de vida no planeta e, em setembro, a Nasa anunciou o descobrimento de água líquida em Marte.

Alguns cientistas ainda duvidam da descoberta e acreditam que sejam apenas gases, mas os pesquisadores são relativamente otimistas em relação à possibilidade de que nos últimos 3,6 bilhões de anos tenha existido vida microbiana em Marte. Isso significaria que a Terra não é o único planeta habitável.

O ExoMars também abrirá o caminho para uma missão não tripulada de ida e volta a Marte, prevista para 2020, e conduzirá a pesquisa por um caminho cuja próxima grande fronteira será enviar astronautas ao "planeta vermelho" para saber se o ser humano pode viver em outros mundos.

A Nasa espera colocar astronautas em órbita ao redor de Marte na década de 2030 e posteriormente na superfície, com o sonho de estabelecer uma colônia local. Mas as contínuas mudanças bruscas da corrida espacial americana exigem que a situação seja considerada com prudência.

Os acadêmicos acham que seria possível causar um aquecimento global letal na Terra, mas que Marte poderia se tornar um mundo habitável para os seres humanos a muito longo prazo.

EFE

Os Tanques andavam pelos campos de batalha da 1ª Guerra Mundial faz quase 100 anos. Nem todos eles sobreviveram a guerra para se transformarem em peças de museu, Muitos destes gigantes de aço ficaram ali mesmo onde não puderam mais avançar. Em cada um deles havia 3 ou 4 soldados e nem todos eles sobreviveram a derrota de seu veículo armado.

Esta coleção de tanques tomados pela natureza estão espalhados por todo o mundo.

Desde os tanques japoneses da 2ª guerra mundial que encontraram sua tumba nas selvas onde lutaram contra seus inimigos americanos, até as raras máquinas alemãs que ficaram presos em algum lugar da Europa Oriental, mas pelo menos agora não machucam mais ninguém. 

Shumsu, Rússia 
Fonte: u-96

Tanque devorado pela natureza
Fonte: imgur

Abandonado em una praia de Porto Rico
Fonte: reddit

Saipan, Ihas Marianas

Cheio de plantas
Fonte: imgur

Tanques na Antártida

Próximo a tumba de Massoud no Afeganistão

Shikotan, Rússia

Vlieland, Holanda
Fonte: Islander

Dorset, Reino Unido
Fonte: Mark Rigler

Tanque abandonado a lesdte da Alemanha

Praia Flamenco em Porto Rico

Base de tanques abandonada na Rússia

Base militar Fort Knox, Estados Unidos

Shikotan, Rússia

Simulação da Nasa sobre ventos solares agindo em Marte

NASA/GSFC
Alexandre Versignassi, da Superinteressante

O que o Brasil teve de crise, a astronomia teve de progresso em 2015.

Foi um ano especial mesmo: chegamos a Plutão, descobrimos que a água líquida, ingrediente mais básico para a vida, é mais comum no Sistema Solar do que qualquer um imaginava, vimos planetas nascendo, e uma estrela morta que deixou quatro fantasmas.

Com vocês, o ranking mais sideral do ano! Confira navegando nas fotos.

1. Life on Mars?

Nasa
"Gelo em Marte, diz a Viking!", cantava o Raul Seixas há 40 anos. A existência de água congelada por lá deixou de ser mera hipótese ainda nos anos 1970, graças às sondas Viking.

Com água líquida a história é outra. A presença do ingrediente mais fundamental para a vida por lá ainda era expeculação.

Não é mais. Em setembro, a Mars Reconnaissance Orbiter, a (MRO) mostrou que flui água na superfície do planeta, pelo menos nas épocas mais quentes do ano, quando a temperatura sobe para 20ºC negativos (escaldante para um planeta com temperaturas médias de - 60ºC).

Essa água marciana, aliás, só fica líquida a -20ºC porque é salobra, ou seja: contém mais sais do que H2O para valer.

Mesmo assim, é água líquida, a coisa mais preciosa do Universo. E na superfície, coisa que só a Terra, até agora, tinha, ainda que não seja água o bastante para formar mares, só córregos fininhos.

Mesmo assim, isso amplia exponencialmente a chance de um dia encontrarmos vida em Marte. Então não tinha como essa não ser a maior descoberta astronômica do ano. Um achado que, além do primeiro lugar nesta lista, ainda merece um David Bowie em homenagem. Som na caixa, e até 2016! 

2. I love Plutão

NASA-JHUAPL-SWRI/Handout via Reuters
Quase tudo o que se sabia sobre Plutão até outro dia era o tamanho dele, diminuto, você sabe: a área todo do planeta-anão é um pouco menor que a da América do Sul.

Mas em 2015 descobrimos que o bichinho tem sua própria Cordilheira dos Andes, com montanhas de 3.500 metros de altura. Mais: soubemos que ele fervilha por dentro, essa cadeia de montanhas, por exemplo, teria se levantado há meros 100 milhões de anos (pouco na escala geológica: o Himalaia, por exemplo, começou a erguer-se há 500 milhões de anos).

Dessa forma, o planetinha se torna automaticamente um candidato a ter água líquida no seu interior, já que essa fricção geológica pode muito bem derreter o gelo das entranhas do planeta.

Daí para a presença de vida na forma de micróbios seria um pulo, mas falta conforma se esse suposto oceano, nos moldes de Europa e Encélado, existe mesmo.

Bom, a New Horizons, sonda que chegou às redondezas de Plutão depois de uma odisseia de nove anos pelo Sistema Solar também descobriu que o ex-planeta tem céu azul (cortesia de uma fina atmosfera de nitrogênio, coincidentemente o gás dominante na nossa atmosfera também) e, de quebra revelou que o planetoide tem um grande coração.

Grande mesmo, com 1600 quilômetros de extensão, e formado pela diferença de relevo na face do planeta que a New Horizon fotografou, enquanto passava a 768 mil quilômetros da superfície raspando, praticamente, tendo em vista que Plutão está a 5 bilhões de quilômetros daqui.

Isso dá uma distância 25 vezes maior do que aquela entre a Terra e Marte, o protagonista do próximo tópico. 

3. Um parque aquático numa lua de Júpiter

Divulgação/Nasa
A vida começou nos oceanos. Isso porque ?vida? é só o nome que inventamos para moléculas de carbono capazes de produzir cópias de si mesmas.

De carbono porque esse é o elemento mais versátil que existe, o único capaz de se juntar para formar algo tão complexo quanto o DNA. As moléculas de carbono, porém, precisam estar dissolvidas em água para formar suas gloriosas cadeias.

Logo, a água é indispensável à vida (pelo menos à vida como a concebemos vai saber o que pode haver Universo afora).

Mas vamos voltar ao que interessa. Além da Terra, é provável que existam outros oito astros do Sistema Solar com oceanos ? só que todos subterrâneos, já que as superfícies desses astros, via de regra, jazem a temperaturas abaixo de...

Não, não de zero. Abaixo de 200 ºC negativos. Outra: todos esses supostos oceanos estão estão não em planetas, mas em satélites de Júpiter e de Saturno.

A água seria aquecida acima do ponto de fusão não pelo Sol, mas pela gravidade desses dois planetas gigantes, que repuxam as entranhas seus satélites a ponto de fazer o gelo presente lá dentro derreter (Plutão também é candidato a ter um oceano interior, mas aí o aquecedor seria sua atividade geológica, recém descoberta). 2015, enfim, trouxe uma novidade instigante ao mundo desses mares alienígenas).

Cientistas descobriram evidências de que Encélado, uma das luas de Saturno, possuiria não só um oceano interno, como fontes hidrotermais que ejetam água a tórridos 90 ºC.

Tudo isso num ambiente rico em moléculas de carbono. Fora Encélado, só dois outros lugares do Sistema Solar teriam oceanos assim, com fontes hidrotermais ativas: Europa, a lua mais famosa de Júpiter, e a Terra.

A própria vida por aqui, especula-se, teria começado justamente em torno dessas fontes. Ou seja: se até 2015 só Terra e Europa apresentavam condições realmente ideias para a vida, agora temos um terceiro integrante nesse clube ultra-seleto. 

4. Ceres, o planetinha com faróis

Divulgação/Nasa
2015 foi o ano em que fizemos contato com um astro bem particular: Ceres, o maior objeto do Cinturão de Asteroides. O cinturão é o disco de pedras que deveria ter dado origem ao quinto planeta rochoso do Sistema Solar (além de Marte, Terra, Vênus e Mercúrio, todos nascidos a partir de antigos cinturões de asteróides).

Não rolou. Culpa da gravidade de Júpiter, que nunca deixou as pedras do cinturão se juntarem para formar um planeta de verdade.

O objeto mais bem sucedido ali foi Ceres: uma bolinha com área idêntica à da Argentina (2,8 milhões de km2) ? bem menor que a Lua, cuja superfície (38 milhões de km2) dá quase uma Ásia.

Mas a visita a Ceres neste ano, com a sonda Down, foi mais frutífera do que qualquer cientista poderia imaginar. A sonda descobriu esses dois pontos brilhantes no planeta-anão.

E ninguém sabe do que se trata a coisa: podem ser depósitos de gelo ou de sal (a hipótese mais provável). Seja como for, o porquê dessa disposição exótica sobre a superfície de Ceres permanece um mistério.

5. Berçário de planetas

Divulgação/Nasa
Planetas se formam a partir de discos de poeira (e de gás e de pedras) que giram ao redor de suas estrelas quando elas ainda são jovens. Até 2015, isso era só uma teoria (ainda que tão aceita quanto o heliocentrismo).

Mas agora não existe margem para dúvida: pesquisadores conseguiram fotografar pela primeira vez um grupo de planetas em formação, em volta de uma estrela novinha a 450 anos-luz da Terra (a mesma escala de distância que nos separa das estrelas do Cruzeiro do Sul).

Esse Sistema, cuja concepção artítica você vê na imagem aqui em cima, tem só 2 milhões de anos de idade. O nosso, para você ter uma ideia, tem 4,6 bilhões de anos.

Ou seja: a coisa é um bebê cósmico (e nós somos senhores à beira da terceira idade). A foto original não chega a ser um espetáculo de nitidez, por isso não colocamos ela para decorar esta página.

6. As quatro cavaleiras do apocalipse

Divulgação/Nasa
Não faz o menor sentido chamar uma estrela morta de "supernova", como todo mundo faz. Só lembrando: supernova é o nome que a gente dá para a explosão de uma estrela.

A explosão é para a estrela o que a falência múltipla de órgãos é para a gente: a morte por idade avançada. Logo, seria bem mais preciso chamar a estrela explodida de "supervelha", ou de "supermorta" mesmo.

Mas tem um motivo para a gente chamar de "supernova". É que, quando uma estrela distante demais para ser vista a olho nu da Terra acaba explodindo, o brilho do estouro é tão grande que pode aparecer no céu como se fosse uma estrela nova mesmo. Imagine aparecer um estrelão bem no meio da cruz do Cruzeiro do Sul.

Então: seria uma estrela nova. Mais precisamente, uma supernova. O "super" vem da intensidade do brilho: a primeira supernova registrada, em 1572, surgiu no firmamento mais luminosa que Vênus, e levou dois anos até sumir.

Bom, e o que você faria se visse não uma, mas quatro supernovas estourando ao mesmo tempo, cada uma num canto céu? Não sei você, mas eu ficaria desesperado que nem um cachorro no Ano Novo.

Provavelmente me esconderia debaixo da cama, e ficaria por lá mesmo em posição fetal, esperando o apocalipse, o fim dos tempos, o castigo dos deuses.

Mas ainda bem que nossos astrônomos são menos silvícolas que este jornalista. Porque foi basicamente isso, quatro supernovas simultâneas, que eles viram no céu no começo do ano, com a ajuda do telescópio Hubble.

E nem fomos alertados sobre a chegada do apocalipse, olha só. Isso porque todo astrônomo que se preza já esperava por um fenômeno exatamente assim.

É que o espetáculo foi uma ilusão de ótica. Houve só uma supernova, que acabou multiplicada por quatro no espaço. Quem explica é a Relatividade Geral, a teoria de Einstein que redefiniu a gravitação.

Albert mostrou que a massa de um corpo distorce o espaço em volta dele. O Sol, que é bem massudo, entorta tanto o espaço que a luz das estrelas dá uma desviada quando passa perto dele.

Quando o objeto em questão é massudo mesmo, tipo uma galáxia inteira, com bilhões de sóis, buracos negros e o escambau, o grau de distorção pode ser absurdo.

Foi o que aconteceu no caso da nossa supernova aqui. A estrela explodiu há nove bilhões de anos, e a luz dela só chegou agora aqui. No caminho, a luz dela trombou com um obstáculo gravitacional: uma galáxia gigante.

A galáxia distorcia tanto o espaço em volta dela que criou um fenômeno conhecido como "lente gravitacional": a gravidade da galáxia simplesmente fragmentou a luz da supernova em quatro.

Quem olha a coisa daqui da Terra, então, vê não uma supernova, mas quatro, com cada uma aparecendo próxima a uma das bordas da galáxia que serviu de lente (a imagem ali em cima deixa claro).

Essa ideia, a de que as lentes gravitacionais poderiam causar exatamente esse tipo de ilusão de ótica, foi proposta há 50 anos pelo astrônomo norueguês Sjur Refsdal.

Mas ele não pôde ver sua ideia materializar-se no céu. Refsdal morreu em 2009, aos 74 anos. Mas a supernova foi batizada com o nome, como deveria de ser.

Patrice Diaz/Wikimedia Commons
Château Louis XIV: imóvel Château Louis XIV foi vendido a um comprador do Oriente Médio, dizem fontes

François de Beaupuy e Devon Pendleton, da Bloomberg

Uma mansão localizada nos arredores de Paris alcançou um preço recorde mundial, de mais de 275 milhões de euros (US$ 301 milhões), disseram duas pessoas informadas sobre o assunto.

O imóvel Château Louis XIV foi vendido a um comprador do Oriente Médio, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque a venda é privada.

A Christie’s International Real Estate esteve envolvida na intermediação do negócio, disse uma das pessoas.

A Cogemad, que construiu o edifício, e a Christie’s preferiram não comentar.

A mansão está localizada em um parque de 23 hectares entre Versalhes e Marly-le-Roi, e sua construção levou três anos, segundo o site da Cogemad.

A casa inclui aquário, cinema e adega. Do lado de fora há uma fonte folheada a ouro.

“Com canteiros elegantes, uma reluzente fonte folheada a ouro, uma infinita variedade de flores, estátuas de mármore, trilhas para cavalos e um labirinto coberto, o parque e os jardins do imóvel evocam a genialidade de Le Nôtre”, disse a Cogemad em seu site, em referência ao paisagista do rei Luís XIV da França.

O preço recorde confirmado anteriormente para uma residência foi estabelecido quando uma cobertura de Londres foi vendida por cerca de US$ 221 milhões em 2011, disse a Christie’s International em setembro.

O bilionário russo Mikhail Prokhorov perdeu uma entrada de 10 por cento por uma mansão de 390 milhões de euros no sul da França porque não conseguiu concluir a aquisição, segundo decisão de um tribunal, em 2010.

A Cogemad foi fundada por Emad Khashoggi e já construiu residências na França e na Rússia, segundo o site da empresa.

Patrice Diaz/Wikimedia Commons

Dronestagram é a Web Do Futuro. Fundada por Eric Dupin, é uma rede social que serve especificamente para compartilhar fotografias feitas com drones. Este ano, foi formada uma equipe com a National Geographic, GoPro, Adobe e outras companhias famosas para criar o concurso de Fotografia Aérea com Drones 2015.

"Os drones estão se transformando em uma forma cada vez mais acessíveis de conseguir uma nova perspectiva do mundo," Disse Eric Dupin. "Literalmente, já não existem limites físicos do lugar onde se pode fazer uma foto."

Mais informações em: dronestagr.am | facebook (via: demilked, mashable)


1. Paraná, Brasil

2. Polônia
Fonte: Myszon

3. Sinaloa, México
Fonte: w00tsor

4. Corrida de Camelos Al Marmoun, Emirados Árabes
Fonte: Shoayb

5. Lago Turgoyak, Rússia

6. Turistas com um Tubarão Baleia
Fonte: postandfly

7. Reserva Xiwei, Shandong, China
Fonte: AmbroseLune

8. Lago escondido, Washington
Fonte: eringer

9. Rio de Janeiro, Brasil

10. Atenas, Grécia
Fuente: Rizikianos

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