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Leitores do Portal G1 participaram de enquete para escolher destaques do festival.
Queen com 'Love of my life' (1985) e Coldplay em 2011 foram bem votados.

Do G1, em São Paulo
O show do trio norueguês A-ha para 198 mil fãs, no Maracanã, no Rock in Rio de 1991, foi eleito o momento mais marcante em 30 anos de festival, em enquete com votos dos leitores do G1. A banda retorna ao evento para tocar logo antes de Katy Perry no último dia de Rock in Rio, em 27 de setembro.

O show do A-ha teve 27,5 % dos votos e ganhou por pouco de uma das cenas mais memoráveis da primeira edição do Rock in Rio. O segundo lugar ficou com o trecho do show do Queen, em 1985, quando a plateia cantou "Love of my life" com a banda. Eles ficaram com 25,41%. Freddie Mercury (1946-1991) botou seus fãs para cantarem a balada. O Queen, com Adam Lambert no lugar de Mercury, fecha o primeiro dia do Rock in Rio 2015.

A medalha de bronze ficou com o Coldplay: 12,03%. Em 2011, o vocalista Chris Martin pichou a palavra Rio no palco, com um coração no lugar da letra "o". Ele também cantou trecho de "Mas que nada".

O quarto posto na lista ficou com o Guns N' Roses em sua estreia no festival, em 1991, antes de o grupo americano se consagrar como um dos principais nomes da história do Rock in Rio. Axl e companhia computaram 11,43%. Jared Leto na tirolesa, durante show do 30 seconds to Mars em 2013, completou o top 5 com 9,89%.


Neste ano, a edição brasileira será nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro de 2015, na Cidade do Rock, no Rio (Parque dos Atletas, Av. Salvador Allende), em área com mais de 150 mil metros quadrados. Todos os ingressos estão esgotados.

Entre as atrações estão Rihanna, Katy Perry, Queen com Adam Lambert, System of a Down, Slipknot, Metallica, Rod Stewart, Faith no More, John Legend, Korn, Deftones, Steve Vai, Seal, Elton John, Mötley Crüe, Royal Blood e Queens of the Stone Age.


(Foto: Reprodução)

Poucos lugares no mundo atraem mais aficionados por vida extraterrestre inteligente como o deserto de Nevada, nos EUA. É de lá que surgem as principais histórias de avistamento de objetos não identificados sobrevoando a superfície da terra, e o próprio governo norte-americano confirma que em nenhum outro lugar do país há tantos relatos sobre atividades alienígenas. 

Talvez o local tenha uma aura de mistério graças à sua rota, que permeia a base militar Área 51, localizada a duas horas e meia de Las Vegas, e famosa por histórias relacionadas a óvnis e extraterrestres. 
Com o objetivo de aproveitar a fama do local e atrair mais visitantes, as autoridades locais decidiram batizar a rodovia estadual 375, que corta parte do deserto de Nevada e permeia a polêmica base militar, de "estrada dos extraterrestres". 

A rodovia é acessível pela rota 93, que atravessa uma paisagem de aspecto marciano, trajeto perigoso e que exige reserva de combustível, graças à escassez de postos de gasolina. Todo o trajeto é cravejada de placas que alertam presença de gado e de "aeronaves que voam em baixa altitude", o que alerta todos sobre a proximidade da base militar norte-americana. 
O principal destino dos turistas que viajam ao local é a cidade de Rachel, no condado de Lincoln. Embora tenha oficialmente menos de 50 habitantes, ela é considerada por muitos como a capital mundial do óvnis. Na cidade também está localizada o bar e hotel Little A'Le'Inn, um dos primeiros estabelecimentos com temática alienígena hollywoodiana dos EUA.

O local foi inclusive eleito pelo estúdio de cinema 20th Century Fox para promover o filme Independence Day quando foi lançado. Além da decoração extravagante, um detalhe acrescenta mais tempero a fantasia dos turistas que visitam o local: medidores de radiação estão sempre a vista, já que nos anos 50 o governo dos EUA realizou mais de mil testes nucleares no local.


Área 51

O governo só liberou informações oficiais sobre quais atividades de fato eram realizadas na base militar de Nellis, a famosa área 51, situada no deserto de nevada, em 1994 e ainda com severas restrições. Até a revelação das funções do local, muitas especulações surgiram e, por ser um campo secreto de provas e treinamento da força aérea norte-americana, pode ser a causa da maioria das histórias aparições de naves, aviões e objetos voadores não identificados. O famoso avião espião U-2, por exemplo, foi desenvolvido dentro da área 51. 

Apesar disso, alguns entusiastas seguem acreditando que, na realidade, o local é um centro de pesquisa sobre alienígenas, para onde, inclusive, teriam sido levados os restos de uma suposta nave espacial que teria sido encontrada em 47 próximo à cidade de Roswell, no Novo México.

E é exatamente essa crença que embala viagens e movimenta o comércio local. Embora a base, em si, seja um local hostil para turistas, com acesso restrito. Cerca de 20 quilômetros à oeste da cidade de Rachel, uma placa de advertência virou cartão postal dos turistas. 
No aviso, o exército dos EUA proíbe o acesso de pessoas não autorizadas sob pena de até uma ano de prisão e multa de US$ 5 mil. Um equipe da BBC que tentou invadir a base em 2012 acabaram detidos sob a mira de incontáveis fuzis.

Embora seja um local famoso por aparições extraterrestres, hoje em dia o que move a atividade financeira do local é apenas o folclore e cultura norte-americana que exalta a presença de alienígenas com formas grotescas e cartunizadas na superfície terrestre, como a loja de souveniers abaixo, que vende até capacetes de alumínio para evitar o controle da mente.

Na verdade, é como se o roteiro turístico fizesse parte de uma grande parque temático de diversões que embarca na aura mística que cerca a Área 51. Ainda não há aparições alienígenas e comprovações científicas de atividades extraterrestres, pelo menos por enquanto. 

Via: BBC

Ground Zero nova-iorquino é agora lugar de homenagem.

Por Alfredo Leite

Era hora de almoço em Portugal quando, de repente, tudo mudou. O mais mortífero e – já o podemos dizer a esta distância – espetacular dos ataques terroristas de que há memória atingiu o coração da capital do Mundo. E a cidade que nunca dorme mergulhou num pesadelo que haveria de durar meses sem fim. Passados 14 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001, que tiraram a vida a perto de três mil pessoas, a cidade está recomposta, mas diferente. O Mundo também.

No muito que há para ver e fazer na cidade mais visitada dos EUA passou a ser obrigatório cumprir o roteiro do 11 de Setembro. A começar pelo ‘ground zero’, a zona de impacto dos aviões contra o antigo World Trade Center. Aqui os escombros deram lugar ao Memorial do 11 de Setembro. São dois lagos quadrados com quedas de água que ocupam o local onde se erguiam imponentes as torres gémeas e onde se cravou na pedra o nome de todas as vítimas mortais do atentado.

É difícil imaginar que este local tranquilo e com um silêncio só quebrado pela queda das águas foi palco da tão grande tragédia que o Mundo assistiu em direto pela televisão. Nesta zona do memorial há também o Museu do 11 de Setembro, uma estrutura subterrânea que reúne o mais completo espólio relacionado com o ataque da al-Qaeda contra os Estados Unidos no seu território e sobre as vidas dos homens e das mulheres que perderam a vida nos ataques.

Filmes inspirados no 11 de Setembro Não é o único local de Nova Iorque que guarda as memórias daquela manhã de horror. Ali bem perto, no número 209 da imensa Broadway fica a Capela de São Paulo. Apesar de se localizar a 70 metros do lugar onde os aviões embateram nas torres, a capela foi o único imóvel da zona que permaneceu intacto. Para muitos um ‘milagre’ sem explicação, e que por isso passou a ser lugar de peregrinação. No seu interior guardam-se muitas recordações daquele dia e lembram-se as vítimas.

Tal como na vizinha Liberty Street, a rua da Ladder 10, o quartel de bombeiros engolido pelos destroços das torres onde morreram seis bombeiros. Hoje é um mural de homenagem aos soldados da paz que tombaram no 11 de Setembro.

O elogio dos bombeiros

Se há ícones de Nova Iorque, os bombeiros são um deles. Depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, que mataram 343 soldados da paz, passaram a ser ainda mais. Na cidade onde se escutam dia e noite as sirenes estridentes de camiões com escadas ‘Magirus’, é agora frequente ver transeuntes a saudar as viaturas em marcha acelerada. E nas ruas é frequente assistir a manifestação de carinho para os homens e mulheres que foram, talvez, o símbolo maior dos ataques.

Cidade continua a bater recordes de visitantes

Não é exagerado dizer que Nova Iorque é a cidade que quase todos querem conhecer e isso talvez explique os números. Em 2015 a cidade atingiu um número recorde de 55 milhões de visitantes de todo o Mundo. É muito, mas nada que satisfaça os seus responsáveis, que já anunciaram querer chegar mais além em 2016.

Ground Zero nova-iorquino é agora lugar de homenagem. Por Alfredo Leite Pergunta CM Já visitou o Memorial do 11 de Setembro? SIM NÃO Era hora de almoço em Portugal quando, de repente, tudo mudou. O mais mortífero e – já o podemos dizer a esta distância – espetacular dos ataques terroristas de que há memória atingiu o coração da capital do Mundo. E a cidade que nunca dorme mergulhou num pesadelo que haveria de durar meses sem fim. Passados 14 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001, que tiraram a vida a perto de três mil pessoas, a cidade está recomposta, mas diferente. O Mundo também. No muito que há para ver e fazer na cidade mais visitada dos EUA passou a ser obrigatório cumprir o roteiro do 11 de Setembro. A começar pelo ‘ground zero’, a zona de impacto dos aviões contra o antigo World Trade Center. Aqui os escombros deram lugar ao Memorial do 11 de Setembro. São dois lagos quadrados com quedas de água que ocupam o local onde se erguiam imponentes as torres gémeas e onde se cravou na pedra o nome de todas as vítimas mortais do atentado. É difícil imaginar que este local tranquilo e com um silêncio só quebrado pela queda das águas foi palco da tão grande tragédia que o Mundo assistiu em direto pela televisão. Nesta zona do memorial há também o Museu do 11 de Setembro, uma estrutura subterrânea que reúne o mais completo espólio relacionado com o ataque da al-Qaeda contra os Estados Unidos no seu território e sobre as vidas dos homens e das mulheres que perderam a vida nos ataques. Filmes inspirados no 11 de Setembro Não é o único local de Nova Iorque que guarda as memórias daquela manhã de horror. Ali bem perto, no número 209 da imensa Broadway fica a Capela de São Paulo. Apesar de se localizar a 70 metros do lugar onde os aviões embateram nas torres, a capela foi o único imóvel da zona que permaneceu intacto. Para muitos um ‘milagre’ sem explicação, e que por isso passou a ser lugar de peregrinação. No seu interior guardam-se muitas recordações daquele dia e lembram-se as vítimas. Tal como na vizinha Liberty Street, a rua da Ladder 10, o quartel de bombeiros engolido pelos destroços das torres onde morreram seis bombeiros. Hoje é um mural de homenagem aos soldados da paz que tombaram no 11 de Setembro. O elogio dos bombeiros Se há ícones de Nova Iorque, os bombeiros são um deles. Depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, que mataram 343 soldados da paz, passaram a ser ainda mais. Na cidade onde se escutam dia e noite as sirenes estridentes de camiões com escadas ‘Magirus’, é agora frequente ver transeuntes a saudar as viaturas em marcha acelerada. E nas ruas é frequente assistir a manifestação de carinho para os homens e mulheres que foram, talvez, o símbolo maior dos ataques. [ver vídeo] Vídeo mostra construção do memorial do 11 de Setembro

Documentário mostra construção do memorial do 11 de Setembro


Cidade continua a bater recordes de visitantes Não é exagerado dizer que Nova Iorque é a cidade que quase todos querem conhecer e isso talvez explique os números. Em 2015 a cidade atingiu um número recorde de 55 milhões de visitantes de todo o Mundo. É muito, mas nada que satisfaça os seus responsáveis, que já anunciaram querer chegar mais além em 2016.

Minúsculos


Já imaginou visitar um novo país e conseguir conhecer todas as suas maravilhas em um único dia? 

O site de viagens KAYAK elencou os cinco países europeus que de tão pequenos podem ser explorados em apenas 24 horas.

Vaticano e Mônaco estão entre as regiões selecionadas. 

Vale lembrar, no entanto, que o levantamento não considerou o tempo de percurso de avião até os países e foi feito com base na extensão territorial de cada região.

Veja nas imagens 5 países tão pequenos para você conhecer em um dia.

Andorra
Andorra possui paisagens incríveis de montanha, arquitetura medieval e ótimas estações de esqui.

O país está localizado entre a Espanha e a França e chama a atenção por sua rede de hotéis, restaurantes, oportunidades de compras, passeios e também pela agitada vida noturna. Andorra não tem aeroporto, mas fica a menos de 3 horas de carro de Barcelona, na Espanha.

Liechtenstein
Considerado um micro país, Liechtenstein está localizado entre a Áustria e a Suíça e é um dos países mais ricos do mundo.

A região também é conhecida pela produção de vinhos e queijos de boa qualidade.
Liechtenstein possui arquitetura gótica e também moderna e uma ótima infraestrutura.

Luxemburgo
Luxemburgo é um país com pouco mais de 80 quilômetros de extensão, muito próximo da França e localizado no que os europeus chamam de “Europa Romântica”. 

Trata-se de uma região bastante agradável e com clima ameno. Entre as atrações, a Catedral de Notre-Dame, a ponte Adolphe, a Gëlle Fra e o Palácio Grão-ducal valem a pena conhecer.

Mônaco
Está entre os menores países do mundo e possui menos de dois quilômetros quadrados.

A região é famosa sediar o Grande Prêmio de F1. 

O Palácio do Príncipe de Mônaco e o Museu Oceanográfico são algumas das atrações imperdíveis por lá.

Vaticano
O Vaticano é considerado um país e está localizado no interior da Itália, dentro da capital, Roma. 

Com diversas atrações turísticas, como o Museu e Capela Sistina e a Basílica de São Pedro, o país atrai uma multidão de turistas o ano todo.

Natureza em fúria
Ilhados: vista aérea de área residencial totalmente inundada após passagem do tufão Etau, no Japão, em 10 de setembro de 2015 .

As águas tomaram conta da cidade de Joso, ao norte de Tóquio, no Japão, nas últimas 24 horas. Chuvas diluvianas trazidas pelo tufão Etau deixaram vários bairros residenciais praticamente ilhados.

Pelo menos 100 mil pessoas receberam ordens de evacuação, mas nem todo mundo atendeu ao chamado. Nas áreas mais afetadas, muitos moradores precisaram subir no teto de suas casas para serem resgatados por helicópteros.

As equipes de bombeiros também precisaram socorrer dezenas de motoristas obrigados a abandonar seus carros que ficaram praticamente submersos. Até o momento, uma pessoa morreu, nove estão desaparecidas e cerca de vinte se feriram gravemente.

Nesta quinta-feira, a Agência Meteorológica do Japão emitiu avisos de emergência ante o risco de deslizamentos de terra e mais inundações para 5 milhões de pessoas nas províncais de Tochigi e Ibaraki, ao norte e nordeste de Tóquio.

Em média, o Japão recebe de 20 a 30 tufões ou tempestades tropicais todos os anos; o tufão Etau foi o 18ª, segundo a BBC.

Veja no vídeo abaixo, feito pela agência AP, o resgate dramático de uma família ilhada em Joso: 

Uma pessoa em cima de um carro e outra agarrada a um poste aguardam a chegada de um helicóptero de resgate em uma estrada transformada em rio após passagem de tufão. 

Vista aérea mostra áreas residenciais inundadas pelo rio Kinugawa após passagem do tufão Etau em Ibaraki, no Japão, em 10 de setembro de 2015 .

Pessoas observam uma rua que cedeu com a forte enchente causada pelo tufão Etau em uma área residencial de Ibaraki, no Japão, em 10 de setembro de 2015.

Um homem segura uma bandeja de pertences enquanto atravessa uma estrada totalmente inundada pelo rio Omoigawa, na província de Tochigi, Japão.

Uma mulher é resgatada por helicóptero do teto de sua casa durante uma forte enchentes que castiga províncias no Japão.

Uma mulher é colocada sobre uma maca depois de ser resgatada por um helicóptero de uma área inundada pelo rio Kinugawa, em Ibaraki, no Japão.

Pessoas aguardam por socorro nos tetos dos carros em uma estrada inundada pelo rio Kinugawa, em Ibaraki, no Japão.

Um homem é carregado por bombeiros em uma área inundada pelo rio Kinugawa, após passagem do tufão Etau em Ibaraki, no Japão.

Um homem caminha em uma área residencial inundada pelo rio Kinugawa , após passagem do tufão Etau, em Ibaraki, Japão.

© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Serviço de caronas pagas do Uber é alvo de projetos de leis em diversas cidades do país 

Esta quarta-feira será um dia de apreensão para a empresa Uber nos dois principais mercados que atua no Brasil.

Vereadores de São Paulo votarão pela segunda vez um projeto de lei que veta o uso do aplicativo de mesmo nome na cidade. E espera-se que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancione um projeto semelhante já aprovado pelo Legislativo municipal.

Mas não é só nestas cidades que o serviço enfrenta contratempos. Um levantamento da BBC Brasil mostra que já existem projetos de lei que buscam banir o Uber em 15 capitais e no Distrito Federal.

Leia mais: Conheça as polêmicas globais do Uber e onde o serviço já foi regulamentado

Hoje, a empresa está presente em apenas quatro capitais - Belo Horizonte e Brasília, além de Rio e São Paulo. Em todas, existem projetos de lei contra o serviço prestado pelo Uber.

Mas vereadores de outras 13 capitais brasileiras - Vitória, Maceió, Curitiba, Salvador, Recife, Manaus, Goiânia, Cuiabá, Aracaju, Natal, João Pessoa e Campo Grande - decidiram se antecipar a uma eventual chegada da empresa.

Nestas cidades, foram apresentados projetos de lei que vetam o transporte individual e remunerado de passageiros por prestadores que não sejam autorizados pelo poder público, ou seja, ratifica a exclusividade desta atividade aos taxistas.

Segundo a lei federal nº 12.468 de 2011, é privativa destes profissionais "a utilização de veículo automotor, próprio ou de terceiros, para o transporte público individual remunerado de passageiros, cuja capacidade será de, no máximo, sete passageiros".

"O sindicato de taxistas de Maceió nos procurou, fomos atrás de informações e chegamos à conclusão que era uma proposta justa. Já temos uma frota suficiente e que em momentos fica ociosa, quando não estamos na alta temporada do turismo. A chegada do Uber poderia ser um desastre", diz o vereador Galba Netto (PMDB), autor do projeto de lei na capital alagoana.

Leia mais: Economia de 'compartilhamento' ameaça donos de hotéis e taxistas 

"Estamos evitando um problema no futuro, porque a chegada do Uber poderia ser um desastre."

Ainda existem projetos de lei que inviabilizam a operação da empresa em ao menos outras nove cidades.

É o caso de Campinas, São José do Rio Preto, Americana, Barueri e Cotia, no Estado de São Paulo, Teófilo Otoni, em Minas Gerais, Jaboatão dos Guararapes e São Lourenço da Mata, em Pernambuco, e Serra, no Espírito Santo.

E o número de locais onde o Uber não poderá operar pode crescer exponencialmente em pouco tempo. Deputados estaduais do Espírito Santo, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Bahia já apresentaram projetos para isso em suas respectivas Assembleias Legislativas.

Procurado pela BBC Brasil, o Uber diz em nota que, por motivação política, legisladores querem proibir uma inovação "em nome da proteção de interesses corporativos".

A empresa também afirma que o serviço prestado por ela é "completamente legal no Brasil" e amparado pela lei federal 12.587 de 2012, que delimita os serviços de transporte, "fazendo uma separação entre serviço público individual (o táxi) e o serviço privado individual de transporte (que é o que os motoristas parceiros do Uber fazem)".

"Toda legislação existente hoje é voltada para o serviço de táxi, e não existe ainda uma regulação do serviço individual de transporte. Um serviço sem regulação não é ilegal, pelo contrário", afirma a empresa.

"Em alguns locais, o Legislativo demonstrou ter uma grande vontade de banir a tecnologia em vez de abrir um debate amplo com a sociedade para verificar como é possível usar esse tipo de novidade para melhorar a vida das pessoas e da cidade."

'Ilegalidade'
© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Taxistas cariocas fecharam avenida para protestar contra aplicativo 

Desde sua chegada ao país, em maio de 2014, o Uber vem gerando polêmica em diversas cidades e provocando protestos de taxistas.

No Rio de Janeiro, o projeto de lei 122/2015 já foi aprovado em duas votações pelos vereadores e aguarda desde o dia 25 a sanção ou veto do prefeito. O prazo de 15 dias para a apreciação de Paes se esgota nesta quarta-feira.

Na semana passada, ele disse que provavelmente dará seu aval à nova lei: "O nosso caminho é o da sanção. A não ser que tenha alguma irregularidade ou inconstitucionalidade".

Caso isso ocorra de fato, o Rio, primeira cidade onde o serviço foi lançado no país, será a primeira a proibi-lo.

Leia mais: Uber oferece mais conforto, mas é mais caro que táxi comum 

Em São Paulo, os vereadores apreciam nesta quarta-feira o projeto de lei 349/14, que foi aprovado na primeira votação, no fim de junho, por 48 votos a favor e 1 contra.

"A aprovação do projeto acabará com uma ilegalidade de uma empresa que, em vez de dialogar com o poder público, decidiu passar por cima de todo mundo. Isso servirá de exemplo para o resto do país", diz o vereador Adilson Amadeu (PTB), autor da proposta.

"Também não existe qualquer possibilidade de regulamentarmos esta atividade. Qual é a necessidade de ter mais carros na praça se já temos condição de atender á população?"

Ser for aprovado pelos vereadores paulistanos, o projeto seguirá para o prefeito Fernando Haddad. O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, disse em entrevista coletiva em junho que o serviço é "clandestino".

Leia mais: Uber é proibido em Nova Déli após acusação de estupro 

Até mesmo a presidente Dilma Rousseff se pronunciou sobre a questão em uma coletiva de imprensa no início deste mês, quando disse se tratar de uma questão complexa, pois o Uber "tira emprego de muitas pessoas".

"Depende de regulamentação de cada Estado, porque não é a União que decide isso. Ele tira taxista do emprego. Acho que tem que ter posição ponderada", afirmou a presidente.

'Questão complexa'
A declaração de Dilma ecoa as reclamações de taxistas, para quem o serviço representa uma concorrência desleal. Nas cidades onde o Uber já atua, os profissionais da categoria dizem que o número de corridas diárias caiu desde a chegada do serviço.

Também criticam o fato dos motoristas do Uber não precisarem de alvará para atuar ou terem de seguir as regras aplicadas a taxistas.

Segundo a empresa, equiparar o serviço de seus motoristas parceiros ao de taxistas é um "erro".

Leia mais: Inimigo número 1 dos taxistas, aplicativo Uber vira caso de polícia 

"O táxi tem a prerrogativa de atender um usuário em qualquer circunstância. No caso da Uber, o único modo de se conseguir um carro é pelo aplicativo, sendo que é preciso estar cadastrado, com seus dados e cartão de crédito. São serviços diferentes e complementares."

A posição da companhia ganhou força com a publicação de um estudo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, autarquia vinculada ao Ministério da Justiça, para o qual não existem "elementos econômicos que justifiquem a proibição de novos prestadores de serviço de transporte individual".

"O mercado de caronas pagas é operacionalizado por meio de aplicativos de smartphones, logo tende a operar exclusivamente no segmento de transporte individual porta a porta, ou seja, não concorre com os espaços dedicados aos pontos de táxi e nem circula pelas vias públicas em busca de passageiros", diz o economista-chefe do órgão, Luiz Alberto Esteves, que assina o estudo.

"Para além disso, elementos econômicos sugerem que, sob uma ótica concorrencial e do consumidor, a atuação de novos agentes tende a ser positiva."

O Uber cita o exemplo dos Estados Unidos. Segundo a companhia, em janeiro de 2014, existia apenas uma regulação para empresas de mobilidade urbana compartilhada, na Califórnia.

Leia mais: Aplicativos estilo Uber 'barateiam' mercado de jatos particulares 

"Hoje, já existem mais de 50 jurisdições nos EUA que têm regulações deste tipo, sem contar Cidade do México e Puebla no México, Calcutá e Telangana na Índia; Filipinas, o primeiro país com uma regulação federal e também Toronto, no Canadá."

Quando perguntada se poderá questionar na Justiça a validade dos projetos de lei atualmente em discussão, a empresa diz que não quer "especular" quanto a isso neste momento.

Mas afirma que "qualquer projeto de lei que vise limitar a liberdade de empresa no Brasil e que vise proibir a tecnologia é um ato anulável por definição" e que estas "garantias constitucionais devem ser asseguradas".

A empresa dz que cabe ao Judiciário "analisar mais detidamente questões complexas e disruptivas como as que envolvem o modelo de negócios da Uber, e esclarecer eventuais dúvidas a respeito da legitimidade das leis que enderecem esses assuntos".

"Continuaremos a trabalhar junto ao poder público para demonstrar os benefícios e buscar uma legislação que fomente a inovação e o empreendedorismo."

Usuário olha para página inicial do Google 

Brian Womack, da Bloomberg

A Google Inc. começará a testar um serviço de entrega de alimentos frescos e compras de supermercado em duas cidades dos EUA no final deste ano, intensificando a concorrência com a rede varejista on-line Amazon.com Inc. e com a startup Instacart Inc. 

O teste começará por São Francisco e alguma outra cidade, disse Brian Elliott, gerente-geral do Google Express, que já entrega mercadorias aos clientes, inclusive alimentos secos. A Whole Foods Market Inc. e a Costco Wholesale Corp. estarão entre as parceiras da Google no novo serviço, disse ele. 

“Para muitos de nossos vendedores que têm tido sucesso com isso, nós não estamos representando uma loja completa atualmente”, disse Elliott, em entrevista. “É um incentivo para nós e para o vendedor ajudar os clientes a terem a loja toda entregue a eles”.

A Google está investindo em serviços de entrega para residências e empresas com o objetivo de atrair mais tráfego para seus sites. A jogada coloca a empresa em concorrência mais direta com a Amazon, que lançou o serviço AmazonFresh em diversas cidades dos EUA. Em abril, um relatório mostrou que a gigante do comércio eletrônico oferecia o menor custo entre as rivais em Nova York. A venda on-line de alimentos é um setor de US$ 10,9 bilhões nos EUA e o mercado deverá crescer 9,6 por cento ao ano até 2019, segundo um relatório de dezembro da IbisWorld. 

Alimentos frescos 

A Google está também expandindo as entregas para o dia seguinte na região Centro-Oeste dos EUA para mais de 25 milhões de clientes potenciais em lugares como Indiana, Wisconsin e Ohio. A empresa on-line já oferece serviços em Manhattan e Chicago com a Walgreen Co., a Kohl’s Corp. e outras empresas varejistas. 

O teste com alimentos frescos, como frutas e vegetais, faz parte de um distanciamento da empresa em relação às entregas feitas a partir de armazéns, o que pode aumentar a complexidade do procedimento e requer refrigeração, disse Elliott. A decisão de dar mais opções aos clientes deverá ajudar a aumentar os lucros e as vendas da empresa, disse ele. 

“Se tenho que pagar para que alguém transporte o produto do ponto A ao ponto B, quanto maior o tamanho da cesta, mais receita eu tenho para compensar esse custo”, disse ele.

Uma jovem que é considerada uma "hacker" perigosa está causando polêmica pois utiliza-se de sua beleza para assim poder invadir os computadores de suas vítimas.
Nas redes sociais ela usa o nome "SexyCyborg" e foca bastante na região de seus seios para atrair os homens e assim poder hackiar seus computadores.
Ela também utiliza-se de fotos íntimas, com saltos altos e seu corpo bem a mostra na qual afirma que muitos caem sem ao menos saber o que realmente se passa.
Ela também usa seus hackings em suas sandálias que podem monitorar tudo que as pessoas digitam nos seus teclados, como senhas e outras informações pessoais de suas vítimas.
Sendo assim, o alerta está ai, tomem cuidado. Nem tudo é o que parece ser.





© Shutterstock

VEJA OS 10 CASTELOS MAIS ASSUSTADORES DO MUNDO

Do Castelo de Edimburgo, na Escócia, até o Castelo do Drácula, na Romênia, confira os locais que têm histórias assustadoras de assombrações

Os castelos são algumas das principais atrações de certos turísticos, principalmente na Europa. Países como Itália, Alemanha e França reservam fortificações históricas que merecem ser incluídas no roteiro de viagem. Por terem sido construções feitas para reis, duques e outros membros da realeza, elas têm séculos de existência e já passaram por muitos acontecimentos, incluindo disputas de poder e guerras sangrentas. Após tais eventos, alguns visitantes afirmam que estes locais são mal-assombrados até hoje por fantasmas.

Os milhões de turistas que vão ao Castelo de Edimburgo nem imaginam a quantidade de histórias assustadoras que existem a respeito da principal atração da capital escocesa. Muitas pessoas morreram no local, que existe desde o século 9, e dizem que alguns desses espíritos ainda vagam pelos aposentos e masmorras. Na Áustria, o chamado Castelo Witches era usado para torturar até a morte as mulheres consideradas "bruxas", na chamada de "caça às bruxas", do século 15. Até hoje elas são vistas por lá.

Alguns desses lugares com lendas horripilantes se transformaram em luxuosos hotéis. Se você acredita em forças pananormais, fique atento à história dessas construções antes de reservar um quarto. Um exemplo é o Castelo Dragsholm, na Dinamarca, que se acredita ser assombrado por três espíritos. O Castelo Chillingham também teve hóspedes que relataram a presença de assombrações durante à noite.

CASTELO LEAP (TIPPERARY, IRLANDA)
 © Creative Commons/Vittorio Ambrosetti/Flickr
O castelo foi construído no século 13 e era moradia de nobres irlandeses da família O'Carroll. Há mais de 400 anos, houve uma terrível morte dentro da capela em uma briga entre dois irmãos. A partir daí, o local ficou conhecido como "capela sangrenta". Outro fato curioso é que, os prisioneiros que iam para a masmorra do castelo eram empurrados para um vala que tinha espinhos mortais no chão. Além disso, segundo as lendas, o lugar é assombrado por um demônio chamado Emental, que tem a aparência de um humano com os olhos pretos.

CASTELO KEEP E THE BLACK GATE (NEWCASTLE, INGLATERRA)
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Olhando por fora, a construção medieval não tem nada de assustadora, porém, o lugar é famoso por ser mal-assombrado. No século 11, os romanos ergueram um forte para a defesa da região, mas, anos depois, o local começou a ser usado como cemitério. Em 1172, foi feito um castelo em cima dos corpos, que está de pé até hoje e representa uma das principais atrações de Newcastle. Especialistas em acontecimentos paranormais afirmam que os fantasmas das pessoas enterradas no local estão presentes no castelo.

CASTELO BELCOURT (NEWPORT, EUA)
© Creative Commons/Wally Gobetz/Flickr
O imponente castelo foi construído com muito luxo e com um custo estimado em US$ 100 milhões (R$ 360 milhões). Ele foi erguido entre 1891 e 1894 e, até hoje, acredita-se que o espírito de seu antigo dono, Harold Tinney, circula pelo local. Segundo a lenda, há uma armadura do século 15 que solta um grito em todo o mês de março, que foi quando o proprietário foi assassinado com uma lança na cabeça. Site oficial: www.belcourtcastle.com

CASTELO WITCHES (UNTERNBERG, ÁUSTRIA)
© Creative Commons/Bernd Thaller/Flickr
Na verdade, o nome original do castelo é Moosham, porém, devido a sua história sangrenta, ele foi chamado de Castelo das Bruxas. No século 15, houve a chamada de "caça às bruxas", uma perseguição mortal às pessoas que representavam uma ameaça a sociedade por serem pagãs. Neste período, muitas mulheres foram levadas ao castelo, onde eram torturadas até a morte. Até hoje há relatos de pessoas que vêem os fantasmas no lugar.

CASTELO PREDJAMA (POSTOJNA, ESLOVÊNIA)
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O castelo, construído dentro de uma caverna, tem mais de 700 anos de histórias bem turbulentas, com mortes e destruição. Por conta disso, os visitantes afirmam que ele é muito mal-assombrado, com fantasmas vagando em seus aposentos. No século 15, um barão fugitivo do Império Romano foi morar com a família no local, que foi completamente destruído por seus inimigos logo depois, com todos dentro. Em 1511, foi reconstruído e destruído anos após por um terremoto. Em 1567, ele foi erguido mais uma vez, permanecendo com a mesmo estrutura até hoje.

CASTELO DRAGSHOLM (HØRVE, DINAMARCA)
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O castelo, construído no século 12, funciona como um hotel de luxo. Porém, quem tem medo de histórias arrepiantes não deve se hospedar no local. Dizem que a estrutura é assombrada por três fantasmas: a Mulher Cinza, a Mulher Branca e o Conde de Bothwell; mas, de todas as histórias, a da Mulher Branca é a mais assustadora. Segundo a lenda, a jovem menina se apaixonou por um dos funcionários do castelo e, quando seu pai descobriu, a aprisionou até a morte em seu quarto. O mais horripilante de tudo é que, quando foi feita uma obra no lugar, os trabalhadores acharam um esqueleto vestido de branco em meio às paredes. Site oficial: www.dragsholm-slot.dk

CASTELO DE EDIMBURGO (EDIMBURGO, ESCÓCIA)
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Apesar de ser o principal ponto turístico da capital escocesa, o castelo é conhecido por ser assombrado por fantasmas. A fortificação foi construída no século 9, em cima de um vulcão inativo e, ao passar dos séculos, foi palco de muitos eventos sangrentos. As masmorras eram usadas para prisão e tortura de inimigos. Há ainda um labirinto subterrâneo com túneis e 120 quartos que foram usados para a quarentena durante as infestações de pragas. Com tantas mortes ao longo do tempo, acredita-se que espíritos ainda vagam pelo local. Site oficial: www.edinburghcastle.gov.uk

CASTELO DALHOUSIE (BONNYRIGG, ESCÓCIA)
© Creative Commons/Janet Cowen/Flickr
O castelo funciona como um renomado hotel, muito procurado por casais apaixonados ou em lua de mel. Porém, sua história não é nem um pouco romântica. Há mais de 800 anos, a adolescente Catherine da família Dalhousie estava perdidamente apaixonada. Quando seus pais descobriram, a proibiram de encontrar o rapaz. Por conta disso, ela se trancou no quarto mais alto do castelo e ficou lá até morrer de fome. Até hoje, há relatos de que o fantasma da menina vaga pelos aposentos. Site oficial: www.dalhousiecastle.co.uk

CASTELO CHILLINGHAM (ALNWICK, INGLATERRA)
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Mesmo sendo conhecido como o castelo mais assombrado da Grã-Bretanha, o Chillingham funciona como um hotel luxuoso. Seu fantasma mais famoso é o "garoto azul". Vários hóspedes relataram que viram luzes azuis durante a noite se mexendo no quarto. Depois de obras de renovação na estrutura, foram encontrados dois corpos que estavam entre as paredes: o de um homem e o de um menino. Entretanto, mesmo com a retirada dos esqueletos, ainda há depoimentos de assombrações no lugar. Site oficial: www.chillingham-castle.com

CASTELO BRAN OU CASTELO DO DRÁCULA (BRAN, ROMÊNIA)
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Em meio às montanhas Carpathian, fica o castelo do vampiro mais famoso do mundo, o Conde Drácula. Reza a lenda que Vlad, o Empalador - como também é conhecido - morou no local, mas não há nenhum registro histórico dessa informação. Além disso, outro fator que deixa o lugar ainda mais aterrorizante é que, em sua capela, fica o coração da Rainha Maria. Site oficial: www.bran-castle.com

© David Arróliga Homem faz ‘sandboarding’ no Cerro Negro, na Nicarágua. 

Antes, o Cerro Negro, na Nicarágua, era só um vulcão. Agora, esse cone grande e escuro é algo a mais. Nos últimos anos, tornou-se um destino turístico promovido internacionalmente, por ser um vulcão ativo onde os visitantes podem deslizar numa prancha de madeira sobre suas íngremes encostas. Essa atividade se chama sandboarding,volcano boarding ou simplesmente surfe sobre areia vulcânica.

A moldava Elena Hasnas, de 25 anos, e seu marido, o ucraniano Dmitry Poglot, de 32, têm um blog de viagens e sempre andam em busca de aventuras ao redor do mundo. Neste ano, souberam da existência dessa atividade e decidiram viajar à América Central para experimentar. “É uma experiência única, que deveria estar na lista de coisas a fazer de todos os que visitarem a Nicarágua. No começo é um pouco intimidante, quando você se senta na prancha e desliza para trás para aumentar a velocidade do seu descenso, mas, depois, esses minutos que você desce se transformam numa viagem inesquecível”, conta Poglot.

O Cerro Negro é o vulcão mais jovem da América Central, com apenas 165 anos. Também é um dos mais ativos da região. Sua última erupção aconteceu há 16 anos, em 5 de agosto de 1999, quando os jorros de lava alcançaram mais de 300 metros de altura, mantendo os arredores cobertos de fumaça e cinzas por vários dias. Desde seu nascimento, segundo o Instituto Nicaraguense de Estudos Territoriais (Ineter), houve pelo menos 20 erupções.

O percurso desta aventura começa na cidade de León (80 quilômetros ao norte de Manágua, a capital), onde se encontra a maioria das operadoras que prestam o serviço. Em um veículo 4x4, os turistas são levados até os contrafortes do vulcão, num trajeto de 45 minutos. Uma vez lá, um guia entrega o material necessário: prancha de madeira, luvas, roupa especial (de uso opcional) e óculos para proteger os olhos da areia.

Começa então a escalada de aproximadamente uma hora. Os visitantes contam que não é fácil. Rafael López, salvadorenho que viaja com frequência à Nicarágua, já fez sandboarding oito vezes e diz que o calor, o sol, o caminho pedregoso e o nível de inclinação fazem com que chegar ao topo seja muito complicado. Do cume, respira-se o aroma de enxofre, e a vista é imponente. “Adorei poder ver a cratera, a cordilheira vulcânica e um entardecer incrível”, diz o equatoriano Danny Cifuentes. “A descida na verdade é só uma parte da aventura toda. Quando você consegue chegar ao topo, a vista que se abre vale a pena por si só”, corrobora Dmitry Poglot.

O turista decide se prefere descer sentado ou de pé na prancha. A descida leva de dois a cinco minutos, segundo a velocidade. “É sempre a mesma experiência em termos de emoção. Eu gosto porque você respira um ar de liberdade e fica em contato com a natureza”, diz Rafael López, que já praticou esse esporte radical sentado, de pé e inclusive sem prancha, caminhando e correndo.

Segundo a operadora Vapues Tours, essa é uma atividade única em todo o mundo. “É por isso que o Cerro Negro é um dos lugares mais populares e visitados do país. Junto com o crescimento turístico que a Nicarágua experimentou nos últimos anos, esse tipo de esporte radical sem dúvida ampliou a quantidade de visitantes”, diz uma de seus agentes. Fazer sandboarding no Cerro Negro custa entre 20 e 35 dólares por pessoa, segundo a operadora que presta o serviço. A Cooperativa de Turismo Rural Las Pilas-El Hoyo, que mantém uma contagem de visitantes, registra pelo menos 13.000 turistas anuais, dos quais 90% praticam o sandboarding.

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