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por Agência EFE


A cantora lírica pode se tornar a oitava turista espacial da história Getty Images

A cantora britânica Sarah Brightman está a ponto de iniciar sua preparação para voar à Estação Espacial Internacional (ISS), informou nesta segunda-feira o Centro de Treino de Cosmonautas (CEC).

"Sarah Brightman chegou à Cidade das Estrelas (nos arredores de Moscou) e não demorará a começar os exercícios planejados" em seu programa preparatório, afirmou a porta-voz da agência espacial russa Roscosmos, Irina Zubareva, citada pela agência "Interfax".

Na semana passada, fontes do setor aeroespacial informavam que Sarah, que deveria voar à Estação Espacial Internacional (ISS) no próximo outono, tinha adiado por motivos pessoais sua viagem à Rússia, programada a princípio para 15 de janeiro.

Os treinamentos devem se prolongar durante seis meses e obrigarão a cantora a viver de maneira permanente no CEC, por isso que terá que fazer uma pausa em sua carreira musical.

A princípio, Roscosmos, especialistas e antigos cosmonautas russos duvidaram que Sarah tivesse o verdadeiro desejo de voar ao espaço e sugeriram que, na realidade, se tratava de uma campanha midiática para vender discos.

No entanto, a própria artista confirmou depois que Roscosmos tinha lhe informado que tinha superado com sucesso os testes médicos e físicos.

Caso supere o período de instrução, a britânica se transformaria na oitava turista espacial da história e a primeira desde que em setembro de 2009 o canadense Guy Laliberté, fundador do "Cirque du Soleil", voou à ISS.

Os voos de turistas espaciais, que para Laliberté custou cerca de US$ 50 milhões, são organizados pela companhia americana Space Adventures.


por Agência Brasil

Confirmação acontece após 42 dias sem novos casos do vírus no país Getty Images

O governo do Mali e as Nações Unidas anunciaram nesse domingo (18) que o país está livre do ebola após terem sido registrados 42 dias sem novos casos confirmados do vírus.

"Declaro este dia o dia do fim do vírus do Ebola no Mali", disse o ministro da Saúde do país, Ousmane Kone. Seis pessoas morreram no país devido à doença. O chefe da delegação das Nações Unidas no país, Ibrahima Soce Fall, confirmou a informação do governo do Mali.

Na quinta-feira (15), a Organização Mundial da Saúde expressou otimismo em relação a indicadores recentes que demonstravam uma queda nos novos casos de infecção pelo ebola nos três países da África Ocidental mais atingidos pelo vírus: Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa.

No total, 21.296 pessoas foram infectadas desde o início do surto, há cerca de um ano, tendo 8.429 delas morrido, de acordo com os dados mais recentes.

Morguefile.com

Acusado de fazer o upload de um “filme de grande porte” no Pirate Bay, um sul-africano foi preso por autoridades locais na Cidade do Cabo. A prisão é a primeira a ser efetuada no país por envolvimento com pirataria na internet.

O nome da obra não foi revelado pela Safact, a federação sul-africana que age contra o roubo de direito autorais, mas os métodos para encontrar o internauta, sim. Ao site MyBroadband, o CEO da entidade Codé Guldenpfennig afirmou que toda uma equipe de “hackers éticos” trabalha “monitorando a internet em busca de títulos de grande importância”.

“Os downloaders pensam que podem se esconder na internet, assim como os uploaders, mas eles não podem, não importa o quão inteligentes sejam”, completou Guldenpfenning. Ou seja, pelo visto as autoridades sul-africanas estão confiantes quanto sua capacidade de combater os “pirateiros” online.

Polêmica – Um ponto interessante foi levantado pelo TorrentFreak, no entanto. Apesar de o nome não ter sido revelado, dada a repercussão da morte de Nelson Mandela, a hipótese é de que a obra pirateada seja a local “Mandela: Long Walk to Freedom”, uma cinebiografia sem versão em português.

O filme ainda não estreou nem nos Estados Unidos, mas no país do ex-presidente, tornou-se um sucesso. Uma busca feita pelo site no Pirate Bay não trouxe nenhum resultado “legítimo” – apenas torrents que levavam a uma infecção do computador. O procedimento foi repetido com outras obras cinematográficas da África do Sul, e o fim foi o mesmo.

Vale conferir a teoria inteira aqui. Por ela, vê-se que é grande a possibilidade de o internauta preso ser, na verdade, um cracker mal-intencionado usando o Pirate Bay, e não um compartilhador de arquivos “de verdade”. Ou seja, o que o Safact teria feito seria um “favor” à comunidade de usuários de BitTorrent. Mas a realidade só será descoberta mais tarde, já que o acusado deve ir ao tribunal nesta sexta-feira, 13.

Já pensou morar em uma cratera vulcânica? Esta é a realidade de 205 pessoas que moram na ilha de Aogashima.

O local, que fica 358 quilômetros ao sul de Tóquio, conta com infraestrutura limitada: uma escola, uma agência da companhia local de correios, uma loja de artigos diversos e um heliporto.

 A ilha é parte do arquipélago de Izu e é governada pela capital japonesa. Seu formato lembra o de um pudim de ponta-cabeça. Ela é, na verdade, um vulcão dentro de outro, ou seja, a ilha em si é uma cratera gigante, o que faz dela um lugar muito misterioso. É incrível pensar que ainda restam lugares tão pouco afetados pelo homem no mundo.

Apesar da pequena população e limitada infraestrutura, o local não seria uma escolha ruim em termos turísticos. A ilha é um bom lugar para relaxar, mergulhar nas águas azuis, acampar perto do vulcão ou visitar as fontes termais vulcânicas.

No centro exato da ilha, há uma sauna geotérmica, energizada por uma corrente de água quente escaldante em um dos lados. Você pode até cozinhar usando o vapor dos laguinhos fora da sauna.

A infraestrutura só faz falta mesmo na hora de ir para a ilha, pois os únicos meios são a balsa e helicóptero. Se você planeja visitá-la, lembre que ela é um vulcão ativo. Isso quer dizer que sim, você pode ter o azar de passar por uma erupção – a última ocorreu em 1785, e calcula-se que 140 pessoas tenham morrido.


VICTOR DE ANDRADE LOPES


Pessoas solitárias podem desenvolver demência com mais facilidade que as outras – mesmo que sejam casadas e tenham amigos.

É o que sugere um estudo da Holanda, publicado na edição de dezembro da Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry.

13,7% das pessoas mais velhas que se identificaram como solitárias no começo do estudo desenvolveram demência em três anos, enquanto que apenas 5,7% dos participantes não solitários desenvolveram o problema. A solidão, no caso, era caracterizada pela falta de casamento e o isolamento social.

“O fato de que ‘se sentir sozinho’ em vez de ‘ser sozinho’ ter sido associado com o começo de demência, sugere que não é a situação objetiva, mas a ausência percebida de vínculos sociais que aumenta o risco de queda cognitiva”, escreveram os pesquisadores ao LiveScience.

Os cientistas ainda não descobriram como exatamente funciona esta ligação. Eles acreditam que talvez os sentimentos de solidão sejam uma reação a menores habilidades de pensamento ou então os solitários carecem de estímulo, e isso afeta os sistemas cerebrais responsáveis pelo pensamento.

Para conduzir o estudo, os pesquisadores do Centro de Saúde Mental Arkin, em Amsterdã, analisaram dados de 2.200 holandeses entre 65 e 86 anos. Eles não tinham demência no começo do estudo. Cerca de 433 pessoas ou 1/5, afirmaram se sentir sozinhas, enquanto que 1.000 moravam sozinhas, 1.100 eram solteiras e quase 1.600 não tinham apoio social, ou seja, a percepção de que as pessoas se importam com ela e que ela é parte de um grupo. As pessoas solitárias são 1,64 vezes mais propensas a desenvolver demência em comparação às não solitárias.

Outros números encontrados pelos cientistas: 9,3% dos que viviam sozinhos desenvolviam demência, contra 5,6% dos que viviam com alguém. Os solteiros tinham 9,2% de chance, contra 5,3% dos casados.

Curiosamente, o quadro se inverte quando se fala em apoio social: os que afirmam tê-lo desenvolveram demência em maior porcentagem que os que não o têm. Os pesquisadores suspeitam que isso se deva ao fato de que os que têm apoio social desenvolvem mais problemas como doenças do coração.

Estudos passados já mostraram que o isolamento social resultava em maior risco de queda cognitiva, em comparação a quem tinha uma extensa rede social. O novo estudo deu um passo à frente ao separar as pessoas que apenas se sentem sozinhas das que realmente são, de acordo com os autores.

Mas eles também reconhecem que a pesquisa foi limitada. Eles não sabiam, por exemplo, se a solidão das pessoas analisadas era recente ou inerente às suas personalidades. Eles defendem que pesquisas futuras devem analisar se a gravidade da solidão delas tem efeito no desenvolvimento da demência.

VICTOR DE ANDRADE LOPES 

Um casamento que ocorreu na África do Sul, deixou o mundo todo estarrecido e o motivo é a idade do casal: uma senhora de 63 anos e um menino de 9 anos. A propósito, já é a segunda vez que os dois se casam e que o menino é considerado o noivo mais jovem do mundo. 


Na cerimônia, que reuniu 100 convidados, em Mpumalanga, o pequeno Saneie Masilela posou ao lado de sua esposa Helen Shabangu.


Saneie e Helen se casaram porque, no ano passado, o menino afirmou que seus ancestrais mortos o pediram em sonho para que ele se casasse com ela. O garotou se rendeu ao pedido, e a sua família chegou a pagar cerca de R$ 1.900 para a noiva e ainda arcou com o dobro do valor para realizar o evento. 

O garoto insistiu para que a segunda cerimônia fosse feita, já que segundo as tradições sul-africanas, o segundo casamento é considerado o oficial. A mãe do garoto, Patience Masilela, atendeu ao pedido do filho novamente, dizendo que ele estava tranquilo e feliz na primeira cerimônia e por isso não via problema em realizar a segunda. 

Patience esclareceu que o casamento é apenas um ritual e que os noivos não ficam juntos, não tem compromissos matrimoniais - ou seja, não têm filhos e não fazem programas de pessoas recém-casadas. Na verdade, a noiva já é casada com Alfred Shabangu, com quem ela tem 5 filhos e já é até avó. 

A mãe de Saneie contou que a família dela e de Helen são muito próximas, e que foi legal celebrar o casamento mais uma vez, porque, afinal, foi um pedido de seus ancestrais. Ela ainda acrescentou que realizando o casamento, eles fizeram os seus antepassados felizes, e que se não tivesse feito o que seu filho pediu, alguma coisa ruim aconteceria com sua família. 

A família da noiva, aparentemente, também tem uma boa visão em relação ao casamento, acreditando que de fato os ancestrais das duas famílias fiquem felizes. O marido de Helen de 67 anos, está casado com ela há 30 anos e esteve presente nas duas cerimônias. Ele disse que não tem problemas com o casamento e que não se importa com a opinião das pessoas. 

Saneie conta que está feliz por se casar com Helen, mas que ele vai para a escola estudar muito, e que quando ficar mais velho, irá se casar com uma moça de sua idade. 


A ideia surgiu quando dois estudantes de Portugal, saíram nas ruas de Lisboa com uma câmera na mão.

Eles perguntaram a vários moradores de rua quais eram os seus sonhos, aquilo que sempre tiveram vontade que um dia se realizasse. O resultado do projeto foi emocionante, mostrando que todos nós, independentemente da situação que se encontra, nutri sonhos dentro de si. 

O projeto, chamado “Sempre Quis Ser”, mostra 10 pessoas retratadas em preto e branco, segurando um quadro com aquilo que sempre sonharam e nunca se cumpriu. É realmente impressionante, visto que boa parte deles estão à margem da sociedade, e muitos evitam se quer olhar para suas direções ao caminhar pelas ruas. 

Os jovens conversaram longamente com cada pessoa, para entender suas trajetórias de vida e como foram parar nas ruas. Uma das mais comoventes é a de uma senhora, professora, que foi abandonada pelas próprias filhas. Casos de pessoas que imigraram para Portugal em busca de uma vida melhor e não conseguiram, também era comum entre eles. 

O resultado do trabalho, você confere abaixo: 









*Todas as fotos © Catarina Fernandes e João Porfírio
Osmairo Valverde

Aparelhos nos voos 


A questão é polêmica, mas falar ao celular durante voos ainda não é algo considerado seguro. Tanto que, embora órgãos de controle de aviação venham liberando o uso dos aparelhos pelo mundo, o envio de voz e dados ainda está vetado. 

A Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) já anunciou que as companhias aéreas estão autorizadas a dar permissão aos clientes. Então a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que seguiria os americanos, só não tem uma data para isso. 

"Nem tudo foi liberado. Não são celulares, apenas equipamentos para ler e escrever. Transmitir dados e voz ainda não pode", comenta Ronaldo Jenkins, diretor de Segurança e Operações de Voo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). 

Pesquisadores entendem que os gadgets autorizados não são capazes de causar interferências que comprometam a segurança do voo, o que não é o caso da transferência de dados ou voz. 

O problema é algo chamado interferência eletromagnética, uma questão que varia muito e pode ocorrer o tempo todo ou nunca. "Não é algo matemático", explica Jenkins. Ele citou o caso em que uma criança causou, sem querer, alterações no marcador de combustível com um Gameboy em pleno voo. "Quando os meninos desligaram o jogo, o marcador voltou ao normal." 

Em São Paulo, por exemplo, é difícil usar o celular no entorno do aeroporto de Congonhas, que fica no meio da cidade, por causa das interferências de sinal. 

No caso da liberação da FAA, a agência deixou claro que em situações de baixa visibilidade, durante as aproximações de precisão para pouso, a tripulação deverá instruir que todos os passageiros desliguem qualquer aparelho eletrônico que esteja sendo usado. Porque quando se depende de sinais eletrônicos para guiar a aeronave, os dispositivos podem causar problema.


Edward Linsmier/AFP

Sede da Cientologia na Flórida

João Pedro Caleiro, de EXAME.com

 A Cientologia é conhecida por não deixar barato com seus críticos, e seu mais novo alvo é a HBO.

A rede de televisão deve estrear no próximo dia 25, no festival independente de Sundance, o documentário "Going Clear: Cientologia e a Prisão da Crença", do diretor Alex Gibney.

A obra traz entrevistas com ex-membros da Cientologia que denunciam práticas de abuso físico e emocional pela instituição, incluindo a pressão para se afastar de membros e amigos considerados hostis à crença.

Os líderes da Igreja não assistiram o filme, mas isso não os impediu de publicar um anúncio de página inteira na edição desta sexta-feira do jornal americano The New York Times com várias críticas.

O texto cita supostos lapsos jornalísticos de Gibney e pergunta se o filme não é uma repetição do caso recente da revista Rolling Stone, que foi forçada a corrigir um artigo sobre abuso sexual na Universidade de Virginia construído sobre premissas falsas.

A Igreja diz que não teve oportunidade de se defender, mas o diretor respondeu que todos os seus pedidos de entrevista foram ou negados ou ignorados ou respondidos com exigências descabidas.

O documentário é baseado em um livro de Lawrence Wright que teve origem em um artigo da New Yorker, onde ele escreve. Wright também produziu o filme, que deve passar em alguns poucos cinemas antes de começar a ser exibido na HBO a partir de 16 de março.

O diretor Alex Gibney ganhou notoriedade por "Taxi to the Dark Side", de 2008, que trata do uso de tortura na guerra contra o terror e venceu o Oscar de melhor documentário. Seu currículo também inclui obras sobre o escândalo financeiro da Enron e sobre o abuso de menores na Igreja Católica.

A Cientologia corre o risco de que sua reação apenas chame mais atenção para o documentário, a exemplo do que aconteceu com as acusações feitas ao Sea World pelo filme "Blackfish".

Robyn Beck/AFP
Estatueta do Oscar: Gregg Toland venceu a única estatueta em 1939 por "O Morro do Ventos Uivantes"

João Pedro Caleiro, de EXAME.com

 As indicações ao Oscar deste ano foram anunciadas na última quinta-feira e geraram uma avalanche de críticas à falta de diversidade nas categorias principais.

Todos os 20 indicados nas categorias de atuação são brancos, algo que não ocorria há 19 anos, e nenhuma mulher aparece entre os indicados aos prêmios de direção e roteiro.

No Twitter, a reação veio com a hastag #OscarSoWhite, que chegou aos Trending Topics. No mesmo dia, o reverendo Al Sharpton disse que convocou uma "reunião de emergência" com Hollywood para debater a questão.

Neste sábado, a resposta veio através de Cheryl Boone Isaacs, a primeira presidente negra da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Em entrevista para a Associated Press, ela disse que a Academia tem orgulho dos indicados e estava fazendo avanços no campo da diversidade ao acolher novos membros.

Ela também disse que "pessoalmente, adoraria ver e espero ver uma maior diversidade cultural entre todos os nossos indicados em todas as categorias".

Ela também disse que a indicação para melhor filme prova que o filme sobre direitos civis "Selma" não foi esnobado, apesar de não ter aparecido em outras categorias para o qual estava cotado.

Uma pesquisa do Los Angeles Times em 2012 verificou que os membros da Academia eram na sua grande maioria homens, 92% brancos e com idade média de 62 anos.

Antes de morrer, Archer recebeu a última visita da família e foi atendido por um religioso

Foi executado, por fuzilamento, o brasileiro Marco Archer, condenado à morte por tráfico na Indonésia. A execução aconteceu neste sábado (17), às 15h31, horário de Brasília, apesar do apelo feito diretamente pela presidente Dilma ao presidente indonésio Joko Widodo. Archer foi o primeiro brasileiro submetido à pena de morte por um Estado estrangeiro e o primeiro preso executado no governo de Widodo, que assumiu o país em outubro passado.

De acordo com a execução padrão do país, os presos são encapuzados e têm pés e mãos atadas a um tronco. Eles podem ficar em pé, sentados ou ajoelhados. O fuzilamento é feito logo em seguida por um pelotão composto por 12 soldados, a uma distância de cinco a 10 metros dos condenados. Após os tiros, um médico examina se ocorreu morte, mas, se a pessoa ainda apresentar sinal de vida, um tiro é dado na cabeça. Se o preso tiver origem estrangeiro, como Archer, pode haver o traslado do corpo para o país de origem.

Nesta manhã, a família visitou o carioca pela última vez, em Cilacap, na ilha de Java. Inconformada com a pena, sua tia, Maria de Lourdes Archer Pinto, declarou à Folha de São Paulo que Widodo se considera um deus: "Tenho um lado pragmático que mostra que a Indonésia tem uma Constituição. Mas no meu raciocínio o presidente poderia ter expulsado o Marco. O presidente não é Deus para tirar a vida de alguém. O Marco pode ter errado, cumpriu 11 anos preso e não merece pagar com a vida”.

Um religioso, que prestou atendimento espiritual a Marco, e a outros cinco condenados à morte na Indonésia, declarou que ele estava resignado com a pena de morte. “Todos eles estão prontos e nenhum deles entrou com pedido de protesto. Disseram que aceitaram nossa decisão legal”, afirmou Hasan Makarim antes das execuções ao Jakarta Post.

Marco, 53, nasceu no Rio de Janeiro e era instrutor de voo livre. Ele foi preso ao tentar entrar na Indonésia, em 2004, com 13 quilos de cocaína escondidos dentro de uma asa delta. A droga, porém, foi descoberta pelo raio-x do Aeroporto Internacional de Jacarta. Apesar de fugir do aeroporto, Marco foi preso após duas semanas de buscas.

Marco Archer Cardoso e outros cinco estrangeiros serão executados neste domingo

Marco Archer, instrutor de voo, transportava cocaína em tubos de asa-delta Foto: Bay Ismoyo / AFP

A família do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53 anos, fez a última visita ao parente, neste sábado, na Indonésia. A tia e parente mais próxima de Marco, Maria de Lourdes Archer Pinto, 61 anos, deve ser a última a vê-lo antes do fuzilamento. Em declaração ao jornal Folha de S. Paulo, ela afirmou não acreditar mais na desistência da ação:

— Eu ainda tinha esperança de que a coisa pudesse mudar. Agora, só Deus.

Maria de Lourdes prometeu levar doce de leite para o sobrinho antes da execução, que será feita por um grupo de 12 policiais. O condenado poderá estar acompanhado pelo advogado e por algum líder espiritual, oferecido com base em suas crenças.

O brasileiro deve ser executado nas primeiras horas deste domingo (tarde deste sábado no horário de Brasília), na Ilha Nusakambangan, na Indonésia. Ele foi condenado à pena de morte por tráfico de drogas, em 2004, um ano depois de ter tentado entrar no país com 13,4 kg de cocaína.

Esta será a primeira execução de um brasileiro no exterior por condenação judicial. Além de Marco, outros cinco estrangeiros serão executados na primeira sessão de fuzilamento do país em 2015. Entre os condenados estão um holandês, dois nigerianos, um vietnamita e um malauiano.

Clemência


Nesta sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff (PT) conversou por telefone com o chefe do Estado indonésio, Joko Widodo. Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, ela reconheceu a gravidade dos atos, mas pediu clemência em nome de Marco e de Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42 anos, também condenado por tráfico de drogas, cuja execução está marcada para fevereiro.

Após a negação do pedido, Dilma apresentou um dossiê à representação da Santa Sé no Brasil para a intercessão do papa Francisco. Mesmo assim, a possibilidade de retroação do julgamento é remota.


por Agência FAPESP

Reprodução

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara (SP) estudam a viabilidade de usar a água residuária da indústria de suco de laranja para produzir hidrogênio – uma fonte de energia renovável, inesgotável e não poluente.

A pesquisa, apoiada pela FAPESP, está em andamento no Centro de Monitoramento e Pesquisa da Qualidade de Combustíveis, Biocombustíveis, Petróleo e Derivados (Cempeqc) do Instituto de Química da Unesp. “A vantagem de produzir hidrogênio a partir de águas residuárias é aproveitar, de maneira sustentável, uma fonte de carbono que hoje está sendo descartada”, argumentou Sandra Imaculada Maintinguer, pesquisadora do Cempeqc.

De acordo com a pesquisadora, a proposta é reaproveitar a energia gerada localmente, na própria indústria, para abastecer as bombas dos sistemas de tratamento biológico, por exemplo. “O método poderia beneficiar não apenas o setor citrícola, como o sucroalcoleiro, indústrias de refrigerantes, cervejas e de outros alimentos”, afirmou Maintinguer.

O hidrogênio, explicou a pesquisadora, é quase três vezes mais energético que os hidrocarbonetos e que o metano e quatro vezes mais que o etanol. No entanto, em razão do custo ainda elevado de armazenamento e transporte, seria inviável usar o gás, por exemplo, para substituir a energia hidrelétrica – ainda muito barata no Brasil.

O grupo de pesquisadores do Cempeqc está estudando três diferentes resíduos do beneficiamento da laranja cedidos por uma empresa situada em Matão (SP): o melaço, a vinhaça e a água residuária. Embora o melaço e a vinhaça apresentem concentrações mais elevadas de açúcares (40 a 150 g glicose/L), testes preliminares sugerem que a água residuária (12g glicose/L) é a mais indicada para a produção biológica de hidrogênio.

“Quando a concentração de substrato é muito elevada, pode ocorrer a inibição do crescimento dos microrganismos que quebram os açúcares em moléculas menores, como ácidos orgânicos e hidrogênio. Existe uma faixa ideal, que parece ser a da água residuária”, disse Maintinguer. Além da glicose, os pesquisadores também encontraram outras fontes de carbono na água residuária, como frutose e ácidos orgânicos, além de impurezas como óleos e detergentes usados no processo industrial.

“Fizemos os testes usando a água residuária com todas as impurezas e, mesmo assim, os resultados foram muito promissores. Conseguimos transformar cerca de 65% desse resíduo em hidrogênio. Como os microrganismos usam os nutrientes para crescer e se multiplicar em primeiro lugar, a produção nunca chega a 100%”, explicou a pesquisadora.



(Foto: Reprodução)

Quando a temperatura local aumenta, ligar um ventilador ou ar-condicionado pode resolver o caso. Contudo, essa opção pode não só afetar as contas do mês, mas também contribuir para a chamada "pegada de carbono".

Pensando nisso, estudantes do instituto de arquitetura IAAC, na Espanha, criaram um protótipo de parede que promete dispensar o uso de eletrodomésticos para resfriar o ambiente.

Batizado de "hydroceramics", o material possui bolhas de de hidrogel, que por sua vez, é capaz de reter até 400 vezes seu volume em água. Sendo assim, a ideia é preencher as esferas com água para que, em um dia quente, o líquido comece a evaporar.

Para reabestecer as bolhas, uma chuva pode dar conta do recado já que quando chove, a temperatura fica mais amena e as esferas absorvem a água, isolando também a construção.

Confira abaixo um vídeo do conceito:

Por Paula Rothman, de INFO Online

Divulgação


        Fato: se você foi criança ou adolescente no início da década de 90, tem grandes de chances de ter passado muitas horas da sua vida na companhia de Paul Zaloom.

O homem da foto, munido de uma peruca espetada e seu inconfundível jaleco verde, é capaz de despertar a memória de quem não perdia os experimentos amalucados no Mundo de Beakman.


O premiado programa, ganhador de um Emmy, foi produzido entre 1992 e 1997 e ainda passa nos Estados Unidos. Em janeiro, voltou ao Brasil na TV Cultura – canal aonde fez sucesso no início dos anos 90. Ao todo, os 91 episódios de O Mundo de Beakman foram e ainda são transmitidos em mais de 20 países – além de EUA e Brasil, Canadá, México e Coréia são alguns deles.

O sucesso se deve, em grande parte, a Zaloom, o nova iorquino de 59 anos que deu vida ao personagem-título. Para a felicidade dos fãs, pode-se dizer que Paul é, na verdade, o próprio Beakman. Ou, como ele define: “o Beakman é minha versão exagerada”.

Atualmente morando na Califórnia, Zaloom falou a INFO Online enquanto batia um shake de proteínas, parte de sua rotina saudável que envolve não comer carnes (apenas peixe, às vezes) e praticar natação, musculação e ioga. “Os exercícios impedem que eu fique louco”, ri ele.

Aclamado pelo The New York Times como “um dos mais talentosos e originais satiristas políticos trabalhado no teatro”, Paul fala sobre os mais variados assuntos com a facilidade de quem, há muitos anos, consegue explicar física e química a crianças de seis anos. Em duas horas de conversa, ele contou sobre sua experiência na TV, as lembranças de Mark Ritts (o Rato Lester), sua faculdade hippie-alternativa, o dinheiro que recebe (ou não) pelos direitos do programa e sobre sua maior felicidade: ser avô.

Como você virou o Beakman?

O pessoal que estava produzindo o show tentou escalar o papel em Hollywood, mas não achavam ninguém que tivesse a sensibilidade necessária (risos). O diretor do programa, Jay Dubin, me conhecia dos anos 80 em Nova York e pensou: “talvez esse cara possa fazê-lo”. Ele me ligou - fazia anos que não nos falávamos – e pediu uma fita minha, para mostrar ao estúdio. Enviei uma apresentação que havia filmado sobre comida e o pessoal gostou! Fui chamado para uma audição na qual tudo deu errado: derrubei garrafas de água e acabei tendo que improvisar algo na hora. E deu certo.

Quanto do Paul existe no Beakman?

(risos) Muito. É uma exageração de mim mesmo. Mais sotaque de Nova York, mais mãos se mexendo... Sou eu, mas “cartoonizado”(transformado em animação). Lembro que o produtor executivo do programa disse que eu deveria apenas ser eu mesmo quando estou agitado.

Então você ajudou a criar o personagem?

O programa era baseado em uma tira de quadrinhos Chamada “U Can with Beakman and Jacks”, do cartunista Jok Church. Nas tirinhas, que saíam em centenas de jornais no país, o personagem Beakman respondia às perguntas dos leitores. Bom, acontece que tornou-se lei nos Estados Unidos que deveria haver uma quantidade mínima de programas infantis todos os dias nas emissoras regionais (quatro horas). O programa foi criado pelo The Learning Channel e passava em muitas dessas pequenas emissoras (225 em sua estréia). Depois da primeira temporada, a CBS comprou os direitos e passou a exibi-los todas as manhãs em rede nacional, e depois para mais de 20 países. Aliás, eu não sou pago por nenhuma retransmissão fora do país. Eu não sou rico, ao contrário do que muita gente pensa. É difícil sobreviver nos Estados Unidos como artista... As emissoras fazem um acordo antecipado pelo o que for vendido no futuro.

Mas você esteve envolvido na pré-produção do programa?

Sim. Eu não sou creditado como escritor ou criador porque o estúdio não queria me pagar mais. Mas me voluntariei para ajudar a criar o programa de qualquer forma. Pensei que seria divertido e de grande ajuda. E foi exatamente assim.

Vocês tinham alguma equipe de cientistas ajudando?

Havia um professor de ciências que ajudava nessa parte técnica. Tínhamos também uma grande equipe: escritores, produtores, músicos... Mark Mothersbaugh, que é um grande compositor, fez a música das duas primeiras temporadas.

E quanto aos outros atores do Mundo de Beakman? Vocês ficaram amigos?

Sim. Eles são todas pessoas ótimas. Nós nos divertíamos muito no set e nos encontramos ainda, de tempos em tempos.

O Rato Lester era com certeza um personagem muito querido do público. Pelo que você disse, imagino que tenham sido próximos também. Como foi receber a notícia de seu falecimento? (Mark Ritts, o Rato Lester, faleceu em 2009).

Eu passei muito tempo com o Mark no final de sua vida. Foi um tempo muito triste, e difícil, mas também foi um grande privilégio, uma honra e uma alegria estar com ele durante esses meses. O Mark era realmente um ser humano maravilhoso: gentil, amoroso, engraçado, sábio e um amigo incrível. E incrivelmente talentoso. Eu sinto muito a sua falta.

E quais as lembranças fortes que guarda do programa?

Lembro de uma vez que um jacaré foi até o estúdio. Ele estava preso mas, em um determinado momento, ele pulou em minha direção. Eu me assustei e saí correndo e gritando. Também houve um episódio com uma cobra – e eu não sou fã de cobras – que estava enrolada no pescoço do Lester enquanto filmávamos. Eu falava olhando para a câmera e, de repente, ela veio para o meu rosto. Minha reação foi a mesma: gritar e correr!


Aqui no Brasil, o Mundo de Beakman é um dos programas infantis mais elogiados da TV. O mesmo sucesso se repetiu em mais de 90 países... Qual é o segredo do sucesso?

Acho que é porque o show é engraçado e divertido. Ele é filmado de uma maneira muito interessante, com lentes do tipo grande angular e as câmeras trepidando. As câmeras, na verdade, nunca se mexiam, somente nós, atores. Acho que o programa também é popular com adultos porque eles gostam do humor. Além disso, eles acham que vão entender a ciência, uma vez que é um programa de ciências escrito para crianças. Aliás, a audiência do Mundo de Beakman nos Estados Unidos era 52% composta por adultos. Acho que era porque, como nos desenhos da Warner Bros, do Pernalonga, existe um nível de piadas para adultos e um para crianças.

E você? Passou a gostar de ciências durante o programa? Ou sempre gostou dela?

Tenho interesse especialmente em ciências naturais, por exemplo, a estrutura social das colônias de formigas ou castores em suas construções... São fascinantes. As espécies não-nativas de plantas e animais introduzidas no meio ambiente e todas as turbulências que elas causam são alguns dos assuntos de que eu trato em um dos meus shows para adultos. Também tenho interesse na física relacionada aos carros, caminhões e construção de estradas. Coisas bem velhas, mas esses assuntos são instigantes para mim.

Você ainda se apresenta como o Beakman pelos Estados Unidos, não?

Sim. Eu me apresento, ao vivo, em vários shows. O atual é chamado “Beakman on the Brain” (Beakman no Cérebro, estreou dia 28/01, no Califórnia Institute of Technology, CalTECH). Ele tem uma hora de duração e fala sobre o cérebro humano. Há bastante interação com a platéia e muito uso de bonecos... Tive ajuda de um neurocientista para elaborar tudo. Vamos nos apresentar nos Estados Unidos e Canadá. Aliás, eu realmente gostaria de ir para o Brasil me apresentar! Espero que um dia eu seja convidado (risos). Sempre quis visitar e trabalhar no Brasil... Talvez um dia meu sonho se realize. Juro que isso não é uma besteira de show bizz...


Mas você tem outras peças voltadas para adultos também... Inclusive recebu uma bela crítica do New York Times...

Sim. Na verdade, eu sempre fiz e ainda faço teatro de bonecos para adultos. Interpretar o Beakman mudou a minha vida, pois eu me tornei um apresentador infantil pela primeira vez - o que é uma coisa bem estranha para um manipulador de marionetes dizer. Geralmente, nos Estados Unidos, quem trabalha com bonecos faz basicamente trabalhos para crianças. Mas eu trabalhei com o Teatro Bread and Puppet, que é definitivamente um teatro não para crianças. E meus próprios shows de bonecos sempre foram para adultos, com tópicos sociais e políticos. Ah: e todos eles deveriam ser engraçados... Mas – quando digo que o Beakman mudou a minha vida, digo de um jeito positivo. Foi uma honra e um privilégio. Adoro crianças.


É divertido. E quando você se tornou um ator?

Comecei nas peças de teatro da escola quando tinha cinco anos. Me juntei ao Teatro Bread and Puppet em 1971, na faculdade, quando tinha 19 anos. Ainda trabalho com a companhia todos os verões. Minha filha Amanda participou do show quando era pequena. Este verão, sua filha Mabel participou do Bread and Puppet Circus. Então, agora, três gerações da família Zaloom trabalharam na companhia!

Zaloom é seu nome de verdade?

(risos) Sim. Todo mundo me pergunta isso. Zaloom é um nome sírio, vem do meu pai.

Você falou da sua filha... Tem só uma? E você é casado?

Eu fui casado duas vezes e tive uma filha incrível, a Amanda, hoje com 28 anos. Atualmente eu sou gay. Vai entender...

Sua filha assistia ao Mundo do Beakman? E sua neta?

A Amanda gostava muito e agora minhas netas Mabel, de 6 anos, e Sadie, de trê e meio, adoram também. Eu as amo muito também. Elas são adoráveis e elas riem das minhas piadas e bobeiras todo o tempo. Ser avô é ótimo. Eu não fazia ideia de que isso iria acontecer tão cedo na minha vida, mas foi uma ótima surpresa... Quando soube que seria avô pirei, chorei feito um bebê.

Voltando ao teatro... Você disse que entrou para o grupo de bonecos na faculdade. Qual curso você fez?

Bem, eu estudei na Goddard College, em Vermont. Me formei “bonequeiro” e foi lá que eu me juntei ao Bread and Puppet. Tudo o que eu fiz na minha faculdade hippie foi freqüentar o grupo... Lá era um lugar bem progressista. Uma escola totalmente hippie, sem notas, espírito livre...

O que seus pais acharam disso?

Meus pais nunca foram visitar a faculdade. Minha irmã foi e deu graças a Deus que eles nunca foram (risos). Em 1984 o ambiente de lá era meio como anos 80, anos 70. Quando saía com meus amigos de Nova York não podia contar as coisas da faculdade porque eles não acreditavam. Tipo... Havia dezenas de pessoas que viviam nos campus, e nos quartos, e que não eram alunos. Mesmo assim, elas frequentavam as aulas. Eram hippies. Na faculdade só havia duas regras: não era permitido ter cachorros e nem armas. Mesmo assim, havia um cara que praticava tiro todos os dias no pátio e ninguém ligava... Tudo o que fiz na faculdade foi viajar em turnê com o grupo. Escrevi um único trabalho na faculdade. Me formei em 1973...

E aí voltou para Nova York?

Sim. Eu nasci lá e cresci em Long Island. Depois da Faculdade em Vermont voltei para Manhattan por 18 anos. Eu tinha um loft lindo lá, em Tribecca e agora moro aqui, na Califórnia, em West Hollywood, bem no meio da cidade (o Los Angeles Times fez uma matéria com ele. Dá para ver as fotos da casa de Paul no link http://www.latimes.com/features/home/la-hm-0606-zaloom-pictures,0,6280273.photogallery ). A minha filha e as minhas netas moram em Vermont e as vejo sempre que posso – sempre! Aliás, tive um sonho engraçado com alguém se mudava para o prédio em que eu costumava morar em Nova York. Lá viviam só artistas e, no meu sonho, aparecia um cara com um grupo de 50 pessoas fazendo arte pra ele, mas era a pior m*** que eu já vi...

Você costuma sonhar sempre?

Sim. Acho que o último sonho que tive foi com a ansiedade de esquecer as falas do show. Quem trabalha com bonecos, e também os atores, têm bastante desse tipo de pesadelo!

Antes de O Mundo de Beakman você já havia trabalhado na TV?

Bem, fiz algumas aparições na TV, mas não significativas. Participei de um programa de TV local com Whoopi Goldberg, antes de ela se tornar A Whoopi Goldberg. Na verdade, não sou muito interessado em TV. Prefiro fazer meus próprios trabalhos, que eu mesmo invento... O Mundo de Beakman me permitiu muitos pitacos criativos. Foi uma bênção. Acho improvável que eu possa trabalhar de novo em um programa tão divertido e que me permitiu criar tão livremente. Bonecos permitem que a gente faça o que quiser. Você pode explodir o mundo, as coisas podem voar, e você não gasta um milhão de dólares nisso, como em Hollywood. Além disso, eu posso participar de tudo, fazer todos os papéis. Como ator, o que mais se poderia pedir?

Você fala com muito carinho do programa do Beakman. Até parece que o “mundo de Beakman” é o mundo de Paul..

Com certeza!

Você é muito reconhecido nas ruas pelo programa?

Olha... Talvez umas 15 vezes desde o começo da década de 90. E só. A peruca me manteve livre disso, o que é ótimo, mas... Algumas pessoas me dizem que se tornaram cientistas por minha causa. De vez em quando ouço isso e me faz chorar. É emocionante.


Abaixo Segue uma entrevista do Paul no Programa "The Noite".

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