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Edward Linsmier/AFP

Sede da Cientologia na Flórida

João Pedro Caleiro, de EXAME.com

 A Cientologia é conhecida por não deixar barato com seus críticos, e seu mais novo alvo é a HBO.

A rede de televisão deve estrear no próximo dia 25, no festival independente de Sundance, o documentário "Going Clear: Cientologia e a Prisão da Crença", do diretor Alex Gibney.

A obra traz entrevistas com ex-membros da Cientologia que denunciam práticas de abuso físico e emocional pela instituição, incluindo a pressão para se afastar de membros e amigos considerados hostis à crença.

Os líderes da Igreja não assistiram o filme, mas isso não os impediu de publicar um anúncio de página inteira na edição desta sexta-feira do jornal americano The New York Times com várias críticas.

O texto cita supostos lapsos jornalísticos de Gibney e pergunta se o filme não é uma repetição do caso recente da revista Rolling Stone, que foi forçada a corrigir um artigo sobre abuso sexual na Universidade de Virginia construído sobre premissas falsas.

A Igreja diz que não teve oportunidade de se defender, mas o diretor respondeu que todos os seus pedidos de entrevista foram ou negados ou ignorados ou respondidos com exigências descabidas.

O documentário é baseado em um livro de Lawrence Wright que teve origem em um artigo da New Yorker, onde ele escreve. Wright também produziu o filme, que deve passar em alguns poucos cinemas antes de começar a ser exibido na HBO a partir de 16 de março.

O diretor Alex Gibney ganhou notoriedade por "Taxi to the Dark Side", de 2008, que trata do uso de tortura na guerra contra o terror e venceu o Oscar de melhor documentário. Seu currículo também inclui obras sobre o escândalo financeiro da Enron e sobre o abuso de menores na Igreja Católica.

A Cientologia corre o risco de que sua reação apenas chame mais atenção para o documentário, a exemplo do que aconteceu com as acusações feitas ao Sea World pelo filme "Blackfish".

Robyn Beck/AFP
Estatueta do Oscar: Gregg Toland venceu a única estatueta em 1939 por "O Morro do Ventos Uivantes"

João Pedro Caleiro, de EXAME.com

 As indicações ao Oscar deste ano foram anunciadas na última quinta-feira e geraram uma avalanche de críticas à falta de diversidade nas categorias principais.

Todos os 20 indicados nas categorias de atuação são brancos, algo que não ocorria há 19 anos, e nenhuma mulher aparece entre os indicados aos prêmios de direção e roteiro.

No Twitter, a reação veio com a hastag #OscarSoWhite, que chegou aos Trending Topics. No mesmo dia, o reverendo Al Sharpton disse que convocou uma "reunião de emergência" com Hollywood para debater a questão.

Neste sábado, a resposta veio através de Cheryl Boone Isaacs, a primeira presidente negra da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Em entrevista para a Associated Press, ela disse que a Academia tem orgulho dos indicados e estava fazendo avanços no campo da diversidade ao acolher novos membros.

Ela também disse que "pessoalmente, adoraria ver e espero ver uma maior diversidade cultural entre todos os nossos indicados em todas as categorias".

Ela também disse que a indicação para melhor filme prova que o filme sobre direitos civis "Selma" não foi esnobado, apesar de não ter aparecido em outras categorias para o qual estava cotado.

Uma pesquisa do Los Angeles Times em 2012 verificou que os membros da Academia eram na sua grande maioria homens, 92% brancos e com idade média de 62 anos.

Antes de morrer, Archer recebeu a última visita da família e foi atendido por um religioso

Foi executado, por fuzilamento, o brasileiro Marco Archer, condenado à morte por tráfico na Indonésia. A execução aconteceu neste sábado (17), às 15h31, horário de Brasília, apesar do apelo feito diretamente pela presidente Dilma ao presidente indonésio Joko Widodo. Archer foi o primeiro brasileiro submetido à pena de morte por um Estado estrangeiro e o primeiro preso executado no governo de Widodo, que assumiu o país em outubro passado.

De acordo com a execução padrão do país, os presos são encapuzados e têm pés e mãos atadas a um tronco. Eles podem ficar em pé, sentados ou ajoelhados. O fuzilamento é feito logo em seguida por um pelotão composto por 12 soldados, a uma distância de cinco a 10 metros dos condenados. Após os tiros, um médico examina se ocorreu morte, mas, se a pessoa ainda apresentar sinal de vida, um tiro é dado na cabeça. Se o preso tiver origem estrangeiro, como Archer, pode haver o traslado do corpo para o país de origem.

Nesta manhã, a família visitou o carioca pela última vez, em Cilacap, na ilha de Java. Inconformada com a pena, sua tia, Maria de Lourdes Archer Pinto, declarou à Folha de São Paulo que Widodo se considera um deus: "Tenho um lado pragmático que mostra que a Indonésia tem uma Constituição. Mas no meu raciocínio o presidente poderia ter expulsado o Marco. O presidente não é Deus para tirar a vida de alguém. O Marco pode ter errado, cumpriu 11 anos preso e não merece pagar com a vida”.

Um religioso, que prestou atendimento espiritual a Marco, e a outros cinco condenados à morte na Indonésia, declarou que ele estava resignado com a pena de morte. “Todos eles estão prontos e nenhum deles entrou com pedido de protesto. Disseram que aceitaram nossa decisão legal”, afirmou Hasan Makarim antes das execuções ao Jakarta Post.

Marco, 53, nasceu no Rio de Janeiro e era instrutor de voo livre. Ele foi preso ao tentar entrar na Indonésia, em 2004, com 13 quilos de cocaína escondidos dentro de uma asa delta. A droga, porém, foi descoberta pelo raio-x do Aeroporto Internacional de Jacarta. Apesar de fugir do aeroporto, Marco foi preso após duas semanas de buscas.

Marco Archer Cardoso e outros cinco estrangeiros serão executados neste domingo

Marco Archer, instrutor de voo, transportava cocaína em tubos de asa-delta Foto: Bay Ismoyo / AFP

A família do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53 anos, fez a última visita ao parente, neste sábado, na Indonésia. A tia e parente mais próxima de Marco, Maria de Lourdes Archer Pinto, 61 anos, deve ser a última a vê-lo antes do fuzilamento. Em declaração ao jornal Folha de S. Paulo, ela afirmou não acreditar mais na desistência da ação:

— Eu ainda tinha esperança de que a coisa pudesse mudar. Agora, só Deus.

Maria de Lourdes prometeu levar doce de leite para o sobrinho antes da execução, que será feita por um grupo de 12 policiais. O condenado poderá estar acompanhado pelo advogado e por algum líder espiritual, oferecido com base em suas crenças.

O brasileiro deve ser executado nas primeiras horas deste domingo (tarde deste sábado no horário de Brasília), na Ilha Nusakambangan, na Indonésia. Ele foi condenado à pena de morte por tráfico de drogas, em 2004, um ano depois de ter tentado entrar no país com 13,4 kg de cocaína.

Esta será a primeira execução de um brasileiro no exterior por condenação judicial. Além de Marco, outros cinco estrangeiros serão executados na primeira sessão de fuzilamento do país em 2015. Entre os condenados estão um holandês, dois nigerianos, um vietnamita e um malauiano.

Clemência


Nesta sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff (PT) conversou por telefone com o chefe do Estado indonésio, Joko Widodo. Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, ela reconheceu a gravidade dos atos, mas pediu clemência em nome de Marco e de Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42 anos, também condenado por tráfico de drogas, cuja execução está marcada para fevereiro.

Após a negação do pedido, Dilma apresentou um dossiê à representação da Santa Sé no Brasil para a intercessão do papa Francisco. Mesmo assim, a possibilidade de retroação do julgamento é remota.


por Agência FAPESP

Reprodução

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara (SP) estudam a viabilidade de usar a água residuária da indústria de suco de laranja para produzir hidrogênio – uma fonte de energia renovável, inesgotável e não poluente.

A pesquisa, apoiada pela FAPESP, está em andamento no Centro de Monitoramento e Pesquisa da Qualidade de Combustíveis, Biocombustíveis, Petróleo e Derivados (Cempeqc) do Instituto de Química da Unesp. “A vantagem de produzir hidrogênio a partir de águas residuárias é aproveitar, de maneira sustentável, uma fonte de carbono que hoje está sendo descartada”, argumentou Sandra Imaculada Maintinguer, pesquisadora do Cempeqc.

De acordo com a pesquisadora, a proposta é reaproveitar a energia gerada localmente, na própria indústria, para abastecer as bombas dos sistemas de tratamento biológico, por exemplo. “O método poderia beneficiar não apenas o setor citrícola, como o sucroalcoleiro, indústrias de refrigerantes, cervejas e de outros alimentos”, afirmou Maintinguer.

O hidrogênio, explicou a pesquisadora, é quase três vezes mais energético que os hidrocarbonetos e que o metano e quatro vezes mais que o etanol. No entanto, em razão do custo ainda elevado de armazenamento e transporte, seria inviável usar o gás, por exemplo, para substituir a energia hidrelétrica – ainda muito barata no Brasil.

O grupo de pesquisadores do Cempeqc está estudando três diferentes resíduos do beneficiamento da laranja cedidos por uma empresa situada em Matão (SP): o melaço, a vinhaça e a água residuária. Embora o melaço e a vinhaça apresentem concentrações mais elevadas de açúcares (40 a 150 g glicose/L), testes preliminares sugerem que a água residuária (12g glicose/L) é a mais indicada para a produção biológica de hidrogênio.

“Quando a concentração de substrato é muito elevada, pode ocorrer a inibição do crescimento dos microrganismos que quebram os açúcares em moléculas menores, como ácidos orgânicos e hidrogênio. Existe uma faixa ideal, que parece ser a da água residuária”, disse Maintinguer. Além da glicose, os pesquisadores também encontraram outras fontes de carbono na água residuária, como frutose e ácidos orgânicos, além de impurezas como óleos e detergentes usados no processo industrial.

“Fizemos os testes usando a água residuária com todas as impurezas e, mesmo assim, os resultados foram muito promissores. Conseguimos transformar cerca de 65% desse resíduo em hidrogênio. Como os microrganismos usam os nutrientes para crescer e se multiplicar em primeiro lugar, a produção nunca chega a 100%”, explicou a pesquisadora.



(Foto: Reprodução)

Quando a temperatura local aumenta, ligar um ventilador ou ar-condicionado pode resolver o caso. Contudo, essa opção pode não só afetar as contas do mês, mas também contribuir para a chamada "pegada de carbono".

Pensando nisso, estudantes do instituto de arquitetura IAAC, na Espanha, criaram um protótipo de parede que promete dispensar o uso de eletrodomésticos para resfriar o ambiente.

Batizado de "hydroceramics", o material possui bolhas de de hidrogel, que por sua vez, é capaz de reter até 400 vezes seu volume em água. Sendo assim, a ideia é preencher as esferas com água para que, em um dia quente, o líquido comece a evaporar.

Para reabestecer as bolhas, uma chuva pode dar conta do recado já que quando chove, a temperatura fica mais amena e as esferas absorvem a água, isolando também a construção.

Confira abaixo um vídeo do conceito:

Por Paula Rothman, de INFO Online

Divulgação


        Fato: se você foi criança ou adolescente no início da década de 90, tem grandes de chances de ter passado muitas horas da sua vida na companhia de Paul Zaloom.

O homem da foto, munido de uma peruca espetada e seu inconfundível jaleco verde, é capaz de despertar a memória de quem não perdia os experimentos amalucados no Mundo de Beakman.


O premiado programa, ganhador de um Emmy, foi produzido entre 1992 e 1997 e ainda passa nos Estados Unidos. Em janeiro, voltou ao Brasil na TV Cultura – canal aonde fez sucesso no início dos anos 90. Ao todo, os 91 episódios de O Mundo de Beakman foram e ainda são transmitidos em mais de 20 países – além de EUA e Brasil, Canadá, México e Coréia são alguns deles.

O sucesso se deve, em grande parte, a Zaloom, o nova iorquino de 59 anos que deu vida ao personagem-título. Para a felicidade dos fãs, pode-se dizer que Paul é, na verdade, o próprio Beakman. Ou, como ele define: “o Beakman é minha versão exagerada”.

Atualmente morando na Califórnia, Zaloom falou a INFO Online enquanto batia um shake de proteínas, parte de sua rotina saudável que envolve não comer carnes (apenas peixe, às vezes) e praticar natação, musculação e ioga. “Os exercícios impedem que eu fique louco”, ri ele.

Aclamado pelo The New York Times como “um dos mais talentosos e originais satiristas políticos trabalhado no teatro”, Paul fala sobre os mais variados assuntos com a facilidade de quem, há muitos anos, consegue explicar física e química a crianças de seis anos. Em duas horas de conversa, ele contou sobre sua experiência na TV, as lembranças de Mark Ritts (o Rato Lester), sua faculdade hippie-alternativa, o dinheiro que recebe (ou não) pelos direitos do programa e sobre sua maior felicidade: ser avô.

Como você virou o Beakman?

O pessoal que estava produzindo o show tentou escalar o papel em Hollywood, mas não achavam ninguém que tivesse a sensibilidade necessária (risos). O diretor do programa, Jay Dubin, me conhecia dos anos 80 em Nova York e pensou: “talvez esse cara possa fazê-lo”. Ele me ligou - fazia anos que não nos falávamos – e pediu uma fita minha, para mostrar ao estúdio. Enviei uma apresentação que havia filmado sobre comida e o pessoal gostou! Fui chamado para uma audição na qual tudo deu errado: derrubei garrafas de água e acabei tendo que improvisar algo na hora. E deu certo.

Quanto do Paul existe no Beakman?

(risos) Muito. É uma exageração de mim mesmo. Mais sotaque de Nova York, mais mãos se mexendo... Sou eu, mas “cartoonizado”(transformado em animação). Lembro que o produtor executivo do programa disse que eu deveria apenas ser eu mesmo quando estou agitado.

Então você ajudou a criar o personagem?

O programa era baseado em uma tira de quadrinhos Chamada “U Can with Beakman and Jacks”, do cartunista Jok Church. Nas tirinhas, que saíam em centenas de jornais no país, o personagem Beakman respondia às perguntas dos leitores. Bom, acontece que tornou-se lei nos Estados Unidos que deveria haver uma quantidade mínima de programas infantis todos os dias nas emissoras regionais (quatro horas). O programa foi criado pelo The Learning Channel e passava em muitas dessas pequenas emissoras (225 em sua estréia). Depois da primeira temporada, a CBS comprou os direitos e passou a exibi-los todas as manhãs em rede nacional, e depois para mais de 20 países. Aliás, eu não sou pago por nenhuma retransmissão fora do país. Eu não sou rico, ao contrário do que muita gente pensa. É difícil sobreviver nos Estados Unidos como artista... As emissoras fazem um acordo antecipado pelo o que for vendido no futuro.

Mas você esteve envolvido na pré-produção do programa?

Sim. Eu não sou creditado como escritor ou criador porque o estúdio não queria me pagar mais. Mas me voluntariei para ajudar a criar o programa de qualquer forma. Pensei que seria divertido e de grande ajuda. E foi exatamente assim.

Vocês tinham alguma equipe de cientistas ajudando?

Havia um professor de ciências que ajudava nessa parte técnica. Tínhamos também uma grande equipe: escritores, produtores, músicos... Mark Mothersbaugh, que é um grande compositor, fez a música das duas primeiras temporadas.

E quanto aos outros atores do Mundo de Beakman? Vocês ficaram amigos?

Sim. Eles são todas pessoas ótimas. Nós nos divertíamos muito no set e nos encontramos ainda, de tempos em tempos.

O Rato Lester era com certeza um personagem muito querido do público. Pelo que você disse, imagino que tenham sido próximos também. Como foi receber a notícia de seu falecimento? (Mark Ritts, o Rato Lester, faleceu em 2009).

Eu passei muito tempo com o Mark no final de sua vida. Foi um tempo muito triste, e difícil, mas também foi um grande privilégio, uma honra e uma alegria estar com ele durante esses meses. O Mark era realmente um ser humano maravilhoso: gentil, amoroso, engraçado, sábio e um amigo incrível. E incrivelmente talentoso. Eu sinto muito a sua falta.

E quais as lembranças fortes que guarda do programa?

Lembro de uma vez que um jacaré foi até o estúdio. Ele estava preso mas, em um determinado momento, ele pulou em minha direção. Eu me assustei e saí correndo e gritando. Também houve um episódio com uma cobra – e eu não sou fã de cobras – que estava enrolada no pescoço do Lester enquanto filmávamos. Eu falava olhando para a câmera e, de repente, ela veio para o meu rosto. Minha reação foi a mesma: gritar e correr!


Aqui no Brasil, o Mundo de Beakman é um dos programas infantis mais elogiados da TV. O mesmo sucesso se repetiu em mais de 90 países... Qual é o segredo do sucesso?

Acho que é porque o show é engraçado e divertido. Ele é filmado de uma maneira muito interessante, com lentes do tipo grande angular e as câmeras trepidando. As câmeras, na verdade, nunca se mexiam, somente nós, atores. Acho que o programa também é popular com adultos porque eles gostam do humor. Além disso, eles acham que vão entender a ciência, uma vez que é um programa de ciências escrito para crianças. Aliás, a audiência do Mundo de Beakman nos Estados Unidos era 52% composta por adultos. Acho que era porque, como nos desenhos da Warner Bros, do Pernalonga, existe um nível de piadas para adultos e um para crianças.

E você? Passou a gostar de ciências durante o programa? Ou sempre gostou dela?

Tenho interesse especialmente em ciências naturais, por exemplo, a estrutura social das colônias de formigas ou castores em suas construções... São fascinantes. As espécies não-nativas de plantas e animais introduzidas no meio ambiente e todas as turbulências que elas causam são alguns dos assuntos de que eu trato em um dos meus shows para adultos. Também tenho interesse na física relacionada aos carros, caminhões e construção de estradas. Coisas bem velhas, mas esses assuntos são instigantes para mim.

Você ainda se apresenta como o Beakman pelos Estados Unidos, não?

Sim. Eu me apresento, ao vivo, em vários shows. O atual é chamado “Beakman on the Brain” (Beakman no Cérebro, estreou dia 28/01, no Califórnia Institute of Technology, CalTECH). Ele tem uma hora de duração e fala sobre o cérebro humano. Há bastante interação com a platéia e muito uso de bonecos... Tive ajuda de um neurocientista para elaborar tudo. Vamos nos apresentar nos Estados Unidos e Canadá. Aliás, eu realmente gostaria de ir para o Brasil me apresentar! Espero que um dia eu seja convidado (risos). Sempre quis visitar e trabalhar no Brasil... Talvez um dia meu sonho se realize. Juro que isso não é uma besteira de show bizz...


Mas você tem outras peças voltadas para adultos também... Inclusive recebu uma bela crítica do New York Times...

Sim. Na verdade, eu sempre fiz e ainda faço teatro de bonecos para adultos. Interpretar o Beakman mudou a minha vida, pois eu me tornei um apresentador infantil pela primeira vez - o que é uma coisa bem estranha para um manipulador de marionetes dizer. Geralmente, nos Estados Unidos, quem trabalha com bonecos faz basicamente trabalhos para crianças. Mas eu trabalhei com o Teatro Bread and Puppet, que é definitivamente um teatro não para crianças. E meus próprios shows de bonecos sempre foram para adultos, com tópicos sociais e políticos. Ah: e todos eles deveriam ser engraçados... Mas – quando digo que o Beakman mudou a minha vida, digo de um jeito positivo. Foi uma honra e um privilégio. Adoro crianças.


É divertido. E quando você se tornou um ator?

Comecei nas peças de teatro da escola quando tinha cinco anos. Me juntei ao Teatro Bread and Puppet em 1971, na faculdade, quando tinha 19 anos. Ainda trabalho com a companhia todos os verões. Minha filha Amanda participou do show quando era pequena. Este verão, sua filha Mabel participou do Bread and Puppet Circus. Então, agora, três gerações da família Zaloom trabalharam na companhia!

Zaloom é seu nome de verdade?

(risos) Sim. Todo mundo me pergunta isso. Zaloom é um nome sírio, vem do meu pai.

Você falou da sua filha... Tem só uma? E você é casado?

Eu fui casado duas vezes e tive uma filha incrível, a Amanda, hoje com 28 anos. Atualmente eu sou gay. Vai entender...

Sua filha assistia ao Mundo do Beakman? E sua neta?

A Amanda gostava muito e agora minhas netas Mabel, de 6 anos, e Sadie, de trê e meio, adoram também. Eu as amo muito também. Elas são adoráveis e elas riem das minhas piadas e bobeiras todo o tempo. Ser avô é ótimo. Eu não fazia ideia de que isso iria acontecer tão cedo na minha vida, mas foi uma ótima surpresa... Quando soube que seria avô pirei, chorei feito um bebê.

Voltando ao teatro... Você disse que entrou para o grupo de bonecos na faculdade. Qual curso você fez?

Bem, eu estudei na Goddard College, em Vermont. Me formei “bonequeiro” e foi lá que eu me juntei ao Bread and Puppet. Tudo o que eu fiz na minha faculdade hippie foi freqüentar o grupo... Lá era um lugar bem progressista. Uma escola totalmente hippie, sem notas, espírito livre...

O que seus pais acharam disso?

Meus pais nunca foram visitar a faculdade. Minha irmã foi e deu graças a Deus que eles nunca foram (risos). Em 1984 o ambiente de lá era meio como anos 80, anos 70. Quando saía com meus amigos de Nova York não podia contar as coisas da faculdade porque eles não acreditavam. Tipo... Havia dezenas de pessoas que viviam nos campus, e nos quartos, e que não eram alunos. Mesmo assim, elas frequentavam as aulas. Eram hippies. Na faculdade só havia duas regras: não era permitido ter cachorros e nem armas. Mesmo assim, havia um cara que praticava tiro todos os dias no pátio e ninguém ligava... Tudo o que fiz na faculdade foi viajar em turnê com o grupo. Escrevi um único trabalho na faculdade. Me formei em 1973...

E aí voltou para Nova York?

Sim. Eu nasci lá e cresci em Long Island. Depois da Faculdade em Vermont voltei para Manhattan por 18 anos. Eu tinha um loft lindo lá, em Tribecca e agora moro aqui, na Califórnia, em West Hollywood, bem no meio da cidade (o Los Angeles Times fez uma matéria com ele. Dá para ver as fotos da casa de Paul no link http://www.latimes.com/features/home/la-hm-0606-zaloom-pictures,0,6280273.photogallery ). A minha filha e as minhas netas moram em Vermont e as vejo sempre que posso – sempre! Aliás, tive um sonho engraçado com alguém se mudava para o prédio em que eu costumava morar em Nova York. Lá viviam só artistas e, no meu sonho, aparecia um cara com um grupo de 50 pessoas fazendo arte pra ele, mas era a pior m*** que eu já vi...

Você costuma sonhar sempre?

Sim. Acho que o último sonho que tive foi com a ansiedade de esquecer as falas do show. Quem trabalha com bonecos, e também os atores, têm bastante desse tipo de pesadelo!

Antes de O Mundo de Beakman você já havia trabalhado na TV?

Bem, fiz algumas aparições na TV, mas não significativas. Participei de um programa de TV local com Whoopi Goldberg, antes de ela se tornar A Whoopi Goldberg. Na verdade, não sou muito interessado em TV. Prefiro fazer meus próprios trabalhos, que eu mesmo invento... O Mundo de Beakman me permitiu muitos pitacos criativos. Foi uma bênção. Acho improvável que eu possa trabalhar de novo em um programa tão divertido e que me permitiu criar tão livremente. Bonecos permitem que a gente faça o que quiser. Você pode explodir o mundo, as coisas podem voar, e você não gasta um milhão de dólares nisso, como em Hollywood. Além disso, eu posso participar de tudo, fazer todos os papéis. Como ator, o que mais se poderia pedir?

Você fala com muito carinho do programa do Beakman. Até parece que o “mundo de Beakman” é o mundo de Paul..

Com certeza!

Você é muito reconhecido nas ruas pelo programa?

Olha... Talvez umas 15 vezes desde o começo da década de 90. E só. A peruca me manteve livre disso, o que é ótimo, mas... Algumas pessoas me dizem que se tornaram cientistas por minha causa. De vez em quando ouço isso e me faz chorar. É emocionante.


Abaixo Segue uma entrevista do Paul no Programa "The Noite".

Uma cidade-fantasma no Canadá foi comprada por uma companhia imobiliária chinesa. O vilarejo de Bradian, na província da Colúmbia Britânica, oeste do país, foi vendido no último dia 29 de dezembro.

Lovelace/Divulgação
 A cidade abandonada de Bradian, no Canadá, vendida a uma companhia imobiliária chinesa

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Lovelace/Divulgação

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A cidade abandonada de Bradian, no Canadá, vendida a uma companhia imobiliária chinesa

A China Zhong Ya Group comprou, por quase 1 milhão de dólares canadenses (o equivalente a R$ 2,2 milhões), 22 edifícios abandonados e 50 acres de terreno. A compra também inclui as ruas, hidrantes e cabos telefônicos.


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Os terrenos estavam à venda desde 2010. De acordo com analistas imobiliários canadenses, há uma onda de investidores chineses adquirindo propriedades na região de Vancouver recentemente.

Os chineses planejam tornar Bradian uma cidade pronta para ser reocupada, mesmo que isso exija uma série de reformas nas casas e estrutura da cidadezinha.

USGS

A gota da imagem acima dimensiona a quantidade de água da superfície da Terra em comparação ao tamanho do planeta. Mas também revela a importância de uma novidade que pode ajudar a explicar a origem da nossa água. Pesquisadores descobriram que pode existir uma reserva de água na crosta terrestre que equivale a três vezes o volume encontrado hoje nos oceanos.

A água está presa em um tipo de rocha azul chamada ringwoodita, cerca de 700 quilômetros abaixo da superfície. Essa camada de rocha entre a superfície da Terra e seu núcleo é chamada de manto terrestre.

Em artigo publicado na revista Science, os cientistas explicam que esse mineral atrai hidrogênio e retém a água. Se 1% do peso das rochas for de água, essa quantidade seria suficiente para encher três vezes os oceanos na superfície.

Para chegar nessa conclusão, os cientistas analisaram dados do USArray, uma rede de sismógrafos dos Estados Unidos. Esses instrumentos são capazes de medir as vibrações de terremotos, causados por ondas geradas no interior do planeta. Ao analisar mais de 500 ondas, eles descobriram a água onde deveria existir apenas rocha.

A descoberta deve fornecer pistas interessantes para os pesquisadores sobre a origem da água do planeta. Alguns cientistas acreditam que a maior parte da água veio de cometas que colidiram com a Terra. Mas a novidade pode reforçar a teoria de que a água veio do interior do planeta.

"É uma boa evidência de que a água da Terra veio de dentro", disse Steven Jacobsen, pesquisador da Universidade Northwestern (EUA) e coautor do estudo. A água escondida também pode explicar como os oceanos têm permanecido com o mesmo tamanho durante milhões de anos.

 Agência EFE

Pesquisa constatou que o aumento global do nível do mar a partir de 1990 foi maior do que se acreditava
Getty Images

Um estudo publicado nesta quarta-feira (14) pela revista Nature revela que o aumento do nível do mar foi "significativamente maior" do que o esperado pelos especialistas para a última década do século XX e a primeira do atual.

A pesquisa, desenvolvida por Carling Hay e Eric Morrow no Departamento de Ciências Planetárias e Terrestres da Universidade de Harvard, constatou que o aumento global do nível do mar entre 1900 e 1990 foi superestimado em 30%.

No entanto, o estudo mostra que, apesar das controvérsias sobre o assunto na comunidade científica, os últimos dados divulgados sugerem que os cálculos sobre a elevação dos níveis dos oceanos a partir de 1990 estão corretos, o que confirma uma aceleração do aumento do nível do mar.

"Esta pesquisa mostra que o aumento do nível do mar ocorrido durante o século passado foi maior do que o esperado. É um problema maior do que pensávamos inicialmente", alertou Morrow.

Segundo Hay, atualmente sabe-se que a maioria das camadas de gelo do mundo, assim como as geleiras, está derretendo em função do aumento das temperaturas, o que provoca uma "elevação global do nível do mar".

"Outra preocupação a este respeito é que muitos dos esforços realizados para obter projeções sobre a mudança do nível do mar no futuro utilizam os dados superestimados do período 1900-1990", afirmou Morrow.

As estimativas que utilizam esses números como base estão comprometidas, e é necessário, portanto, adotar uma "perspectiva completamente nova", segundo os pesquisadores.

Normalmente, explicou Carling Hay, as estimativas sobre o aumento do nível do mar são feitas a partir de dados dos marégrafos e do registro nas variações sofridas nas "sub-regiões" nas quais os oceanos são divididos.

Esses registros, acrescidos de dados complementares mais específicos, servem para estimar a elevação do nível do mar em cada "sub-região", que, somadas, dão origem a uma média global.

"No entanto, estas médias simples não representam o real valor do aumento global. Os marégrafos estão situados ao longo das costas, portanto extensas áreas de oceano não estão incluídas nas medições", explicou Hay.

Segundo o estudo, o nível do mar muda "por diversos motivos", entre os quais estão os "efeitos duráveis da última glaciação", "o aquecimento e a expansão do oceano em função do aquecimento global", as "variações na circulação de água" e o "degelo".

Hay e Morrow elaboraram suas novas previsões a partir da observação de "um conjunto de evidências globais", até chegar a determinar "como as camadas de gelo individuais" contribuem para a elevação do nível do mar.

"Devemos levar os sinais de glaciação em consideração, entender como os modelos de circulação de água nos oceanos se alteram e também como a expansão termal afeta os modelos regionais e a média global", destacaram.

sxc.hu
Pizza: donos de pizzaria usam o WhatsApp para trocar informações sobre o negócio

Saulo Pereira Guimarães, de EXAME.com

  Os donos de pizzaria descobriram uma nova ferramenta para trocar informações sobre a venda de pizzas. Trata-se do WhatsApp, aplicativo que permite o envio gratuito de mensagens a partir de smartphones e tablets.

A ideia de usar o app surgiu no ano passado, quando 40 empresários participaram em Las Vegas da Expo Pizza, evento grande do setor. Antes da viagem, eles decidiram criar um grupo no WhatsApp para discutir os preparativos. Como a ideia deu certo, foi mantida de pé mesmo depois do passeio.

"O grupo funciona como uma ferramenta de trabalho supereficaz para gente", afirmou em entrevista a EXAME.com Carlos Zoppettic, vice-presidente da Associação Pizzarias Unidas (APU).

350 mensagens por dia

Composta por cerca de 80 empresários que são donos de mais de 300 pizzarias, a APU é a entidade por trás do grupo no WhatsApp. Além de vice-presidente da associação, Zoppettic também é também moderador do grupo.

Por dia, o espaço registra uma média de 350 mensagens trocadas entre todos os integrantes da APU. Segundo Zoppettic, indicações de funcionários, cotações de equipamento e ingredientes e medição de movimento nas lojas são alguns dos assuntos discutidos no grupo.

Como o espaço é dedicado à atividade profissional, saudações, piadinhas ou imagens pessoais não são bem-vindas. "O resultado está indo além das nossas expectativas. É algo que chegou e vai ficar para sempre", afirmou Zoppettic.

Pedidos

Embora já tenham adotado o WhatsApp para discutirem o negócio, os donos de pizzaria não pensam em usar a ferramenta para receber pedidos.

"Só eu tenho 5 mil clientes cadastrados na minha loja. Isso torna difícil receber pedidos via WhatsApp, por enquanto", explica Zoppettic.

Além dos donos de pizzarias, os médicos também têm grupos no WhatsApp.

Conforme EXAME.com noticiou em julho de 2014, uma rede formada durante a Copa do Mundo reúne mais de 70 doutores via app. Por meio da ferramenta, eles trocam informações sobre acidentes com grande número de vítimas.

Na semana passada, o WhatsApp alcançou a marca de 700 milhões de usuários em todo o mundo.


Gabriela Ruic, de EXAME.com Siga-me


Armados e perigosos


São Paulo – O Departamento de Estado dos Estados Unidos conta com um programa no qual oferece milionárias recompensas por informações de pessoas que tenham se envolvido em ataques terroristas em qualquer lugar do planeta. E, em seu site oficial, exibe ainda uma lista com os nomes daqueles que são, atualmente, os mais procurados.

Entre os mais famosos estão, por exemplo, Abu Bakr al-Baghdadi, líder do violento grupo Estado Islâmico (EI), e Abubakar Shekau, o chefe dos nigerianos do Boko Haram. Confira nas imagens estes e outros terroristas que integram a relação produzida pelos EUA.




Ayman Zawahiri

Zawahiri é, atualmente, o terrorista cujas informações são mais valiosas para os Estados Unidos. Segundo o Departamento de Estado do país, pistas que possam levar até o seu paradeiro podem render 25 milhões de dólares.

Nascido em 1951 no Egito, ele é um dos fundadores do grupo Jihad Islâmica Egípcia e teria sido um dos mais importantes conselheiros de Osama bin Laden. Acredita-se que ele seja hoje parte da rede Al Qaeda.

Foi denunciado por supostos envoolvimentos em diferentes atentados como um realizado em 1998 contras embaixadas dos EUA na Tanzânia e no Quênia. 224 pessoas morreram e mais de cinco mil ficaram feridas.



Abu Du’a
Também conhecido como Abu Bakr al-Baghdadi, Du’a teria nascido no Iraque em 1971 e é atualmente o grande líder do violento grupo Estado Islâmico (EI), que domina partes da Síria e do Iraque. O valor da recompensa por informações de Baghdadi pode ir até 10 milhões de dólares.




Sirajuddin Haqqani
Nascido em 1973 no Afeganistão, Haqqani é procurado por ter participado de atentados como a tentativa de homicídio do então presidente afegão Hamid Karzai em 2008 e o ataque a um hotel em Cabul no qual seis pessoas foram mortas.

Acredita-se que ele é o líder de um grupo chamado Rede Haqqani. Alinhada com o Taleban, esta rede de insurgentes foi fundada por seu pai em 1980 e tem como objetivo estabelecer a sharia, a lei islâmica, no Afeganistão. A recompensa por seu paradeiro é de até 10 milhões de dólares.



Mullah Omar

Omar é afegão e um dos líderes do Taleban. Segundo o Departamento de Estado dos EUA, teria abrigado Osama bin Laden e outros membros da rede Al Qaeda nos anos anteriores aos ataques de 11 de setembro. O valor da recompensa por informações de Omar é de até 10 milhões de dólares.



Hafiz Mohammad Saeed

Saeed é líder do grupo Jamaad-ud-Dawa, que está na ativa no Paquistão e deseja impor a sharia, a lei islâmica, no país. Ele é ex-professor de engenharia e suspeita-se que tenha sido a mente por trás dos ataques de 2008 em Mumbai no qual mais de 160 pessoas morreram. A recompensa por informações que levem até Saeed pode chegar até 10 milhões de dólares.



Yasin al-Suri

Al-Suri nasceu em 1982 na Síria e exerce atividades de cunho administrativo da rede Al Qaeda no Irã. Segundo o governo dos EUA, é o responsável pela movimentação de líderes e membros do grupo entre o Paquistão e a Síria.

Além disso, organiza e realiza a manutenção das rotas usadas por combatentes em viagens da Turquia para território sírio e em outros países ocidentais. O valor da recompensa por informações de seu paradeiro é de até 10 milhões de dólares.



Nasir al-Wahishi

Al-Wahishi é um dos líderes da rede Al Qaeda na Península Árabe. De acordo com informações do Departamento de Estado dos EUA, é ele o responsável pela aprovação dos próximos alvos de ataques terroristas, recrutamento de novos combatentes e distribuição de recursos entre os centros de treinamento. O valor da recompensa por al-Wahishi é de até 10 milhões de dólares.



Muhsin al-Fadhli

Nascido em 1981 no Kuwait, al-Fadhli trabalha no “departamento financeiro” da rede Al Qaeda no Irã e é um de seus líderes. É ainda responsável pelo financiamento de atividades do grupo e pelo planejamento, facilitação e execução de atos terroristas.

Além de procurado por autoridades dos EUA, que podem pagar até 10 milhões de dólares como recompensa por informações que levem até ele, al-Fadhli é ainda procurado na Arábia Saudita e no Kuwait. Fez parte do pequeno círculo de terroristas da Al Qaeda que tomaram ciência dos ataques do 11 de setembro antes que os mesmos fossem realizados.




Abubakar Shekau

Líder do grupo Boko Haram, Shekau nasceu em Yobe, Nigéria. Seu objetivo é lutar pela imposição da sharia, a lei islâmica, no país e, para tanto, há anos realiza sangrentos ataques especialmente no norte nigeriano. O valor da recompensa por seu paradeiro pode chegar até 10 milhões de dólares.

Jonathan Leibson/Getty Images

Facebook: nova rede da empresa será privada e para empresas


Victor Caputo, de EXAME.com Siga-me

 O Facebook anuncia oficialmente hoje que está trabalhando em uma versão da rede social para o ambiente de trabalho. Ela será chamada de Facebook at Work.

De maneira geral, o Facebook at Work será uma versão fechada do Facebook. Empresas ao redor do mundo poderão criar suas próprias redes sociais, nas quais apenas empregados autorizados poderiam participar.


Facebook at Work: aplicativo especial para a rede privada será lançado


Facebook at Work: visual é extremamente similar ao Facebook e não deve gerar confusão


Facebook at Work: usuário poderá alternar entre sua conta pessoal e a profissional

“Quando entrei no Facebook, usávamos muito e-mail. Mas isso foi diminuindo com o tempo e passamos a usar o próprio Facebook como ferramenta para comunicação interna”, disse a EXAME.com Lars Rasmussen, diretor de engenharia do Facebook.

Rasmussen define o Facebook at Work como “uma rede social privada”.

As primeiras imagens da nova ferramenta mostram que o visual é extremamente parecido com o Facebook normal. “Um dos grandes benefícios do Facebook at Work é que os usuários não precisam aprender nada novo, já que ele funciona exatamente como o Facebook”, afirma Rasmussen.

Ambiente de testes


Nos últimos quatro anos, funcionários do Facebook vinham fazendo uso de uma rede privada. Era uma espécie de embrião do Facebook at Work. Foi somente no último ano, no entanto, que foi colocada em prática a ideia de que aquilo poderia ser um produto.

Desde então, algumas empresas serviram como cobaias para o Facebook. O foco foi em companhia de tamanho médio a grande. Setores diferentes foram escolhidos para ver como a tecnologia se sairia de maneira geral.

“Como a ideia é de uma rede social particular, nosso interesse era em testar o Facebook at Work em médias e grandes empresas. Não fazia sentido testar em ambientes muito pequenos”, afirmou Rasmussen.

Dentro do Facebook at Work estarão todas as ferramentas já conhecidas pelos usuários. Será possível usar o chat ou criar grupos (mas somente com pessoas que façam parte da mesma rede privada que o usuário).

Uma das barreiras no momento é que não será possível usar uma conta do Facebook at Work nos apps independentes (como o Messenger). Tudo deverá ser feito dentro do próprio app do Facebook at Work que será disponibilizado para smartphones.

Sou da paz

Ao contrário do que se acreditava anteriormente, o movimento do Facebook não tem como intenção competir com empresas como a Microsoft ou o Google dentro de empresas – ao menos por enquanto.

O Facebook at Work não terá funcionalidades de edição de texto ou de planilhas compartilhadas – como o Google Docs ou programas do pacote Office, da Microsoft.

A novidade do Facebook tampouco atinge o LinkedIn, uma rede social voltada ao público profissional. Não é possível fazer contatos com funcinários de outras empresas, que é parte do apelo do LinkedIn.

O Facebook at Work continua em testes. De acordo com Rasmussen, ele deve ser lançado ao mercado ainda em 2015, mas não existe data certa.

Por enquanto, o Facebook at Work funciona de graça. “Aqui no Facebook nós pensamos o produto, sem pensar em monetização. Queremos que ele se espalhe e que as pessoas tenham a oportunidade de usá-lo. Por conta disso, ainda não pensamos se em algum momento ele terá anúncios ou se cobraremos uma mensalidade. Isso fica para o futuro”, afirmou Rasmussen.

Dan Kitwood/Getty Images
Anonymous: após atentado ao Charlie Hebdo, grupo de hackers vem atacando radicais islâmicos por meio da internet

Saulo Pereira Guimarães, de EXAME.com


 Radicais ligados ao Estado Islâmico e hackers do grupo Anonymous estão usando a internet para travar uma guerra nos últimos dias. O estopim do conflito foi o atentado ao semanário francês Charlie Hebdo, realizado no último dia 7.

Após o ataque, o Anonymous criou a Operação Charlie Hebdo e prometeu vingança por meio de uma nota oficial. Além do documento, o grupo também divulgou na internet um vídeo por meio de seu canal francês.

No filme, os hackers afirmam: "Atacar a liberdade de expressão é atacar o Anonymous". Veja aqui o vídeo em inglês:



Ontem, os hackers realizaram a primeira investida contra os radicais islâmicos. Por meio de uma sobrecarga de acessos, eles tiraram do ar o site ansar-alhaqq.net. De acordo com a Wired, a página é ligada a jihadistas franceses.

Estados Unidos

A internet também vem sendo usada por radicais islâmicos. Um exemplo disso foi o ataque ontem às contas do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) no Twitter e no YouTube.

Segundo o Business Insider, a ação foi realizada por um grupo denominado CyberCaliphate (CiberCalifado, em inglês). No ataque, os radicais islâmicos usaram os canais do órgão militar americano para divulgar mensagens de apoio ao Estado Islâmico.

De acordo com nota divulgada pelo CENTCOM, a invasão durou cerca de 30 minutos e não comprometeu as redes militares do órgão. Também não houve vazamento de dados confidenciais.

França

Ainda ontem, a agência de notícias EFE informou que hackers haviam redirecionado os sites do Conselho Geral do Departamento de Lot (localizado no sul da França) e de escolas de ensino médio francesas para páginas de ideologia islâmica radical. O ataque foi atribuído ao grupo tunisiano Fallaga Team.

Na semana passada, o hacker argelino L'APoca-Dz já havia invadido sites de 5 cidades francesas que ficam perto de Paris e publicado mensagens de apoio ao Estado Islâmico. Por meio do ataque, o hacker expressou seu apoio ao atentado contra o Charlie Hebdo.

Na última quarta (dia 7), os irmãos Cherif e Said Kouachi invadiram a redação da publicação satírica e mataram 12 pessoas - deixando 11 feridos. Cherif e Said foram mortos pela polícia na sexta (dia 9). O ataque terrorista é considerado o mais grave na França em 50 anos.


(Foto: Divulgação)

O site do Walmart, o Walmart.com, promove nesta quarta-feira (14) um leilão com lotes de eletrônicos e eletrodomésticos com descontos de até 70%. A lista inclui computadores, celulares, tablets, impressoras e videogames.

A má notícia é que os produtos estão divididos em 100 lotes e não poderão ser vendidos separadamente. Os itens arrematados ainda deverão ser retirados no depósito da loja em Cajamar (interior de São Paulo) e somente alguns deles serão vendidos com garantia.

De acordo com a Superbid, responsável pelo leilão, os produtos são provenientes de compras cancelados pelos clientes e têm lances iniciais de R$ 1.600 (sete peças), podendo chegar até R$ 8.700 (66 peças).

Para participar do leilão, é preciso se cadastrar no site da Superbid e dar lances até às 14h30 de hoje, seja pela internet ou pessoalmente, na sede da leiloeira, no Jardim Paulista, em São Paulo.

Via UOL

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