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A prisão de Roman Seleznev, que tem 30 anos e é filho de um deputado da Câmara russa, elevou a tensão entre os dois países



Thomas Samson/AFP

Um juiz de Washington deferiu a decisão com medo de que ele pudesse fugir do país

Seattle - Um russo acusado de hackear os sistemas de computador de varejistas norte-americanos para roubar dados de cartão de crédito teve prisão preventiva decretada até o seu julgamento, em outubro.

Um juiz de Washington deferiu a decisão com medo de que ele pudesse fugir do país, de acordo com promotores.

A prisão de Roman Seleznev, que tem 30 anos e é filho de um deputado da Câmara russa, elevou a tensão entre os dois países, que já estão vivenciando o momento de maior hostilidade desde o fim da Guerra Fria, por conta da crise na Ucrânia.

Pouco depois da prisão de Seleznev ser anunciada, no mês passado, o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que a sua captura equivalia a um sequestro e acusou os EUA de violar um tratado bilateral.

A Rússia exigiu a soltura imediata do acusado. Advogados de Seleznev pediram que ele fosse liberado para ficar em seu apartamento em Seattle até o julgamento, afirmou a procuradora Jenny Durkan na sexta-feira.

Segundo ele, o juiz James P. Donohue negou a solicitação porque Seleznev era um viajante internacional frequente, tem acesso a contas bancárias em vários lugares do mundo e a habilidade de fabricar documentos falsos, o que tornaria a sua fuga mais fácil.

Seleznev é acusado de fraude bancária, causar dano a um computador protegido, obter informações de um computador protegido e roubo de identidade qualificado, de acordo com promotores.

Seu indiciamento diz que Seleznev hackeou sites de venda de produtos para roubar dados de cartão de crédito de 2009 a 2011.

O pai do garoto, o deputado russo Valery Seleznev, disse em comunicado no mês passado que pretende tomar todas as medidas para proteger o seu filho. “O réu tem direito a toda a proteção oferecida pelo nosso sistema, e não receberá privilégios”, disse a procuradora.

O epicentro foi 25 quilômetros a nordeste da cidade de El Limón, no estado de Aragua, e 67 quilômetros a oeste de Caracas



Wikimedia Commons

Até o momento não há feridos

Caracas - Um terremoto de magnitude 4,6 sacudiu a capital e a costa caribenha da Venezuela neste sábado, sem danos preliminares ou vítimas.

O epicentro foi 25 quilômetros a nordeste da cidade de El Limón, no estado de Aragua, e 67 quilômetros a oeste de Caracas, disse o United States Geological Survey (USGS, na sigla em inglês).

"Até agora não vimos quaisquer danos pessoais ou feridos como resultado do tremor", disse o governador de Aragua, Tarek El Aissami, a um canal de televisão local. A imprensa local disse que até agora não foram relatados danos.

O terremoto também foi sentido no estado de Carabobo, vizinho a Aragua, e a Defesa Civil não relatou afetados. Lá está localizada a refinaria El Palito, uma das principais da Venezuela, mas não ficou claro se o terremoto afetou suas operações.

O simples ato de assistir a um vídeo de gatinhos na internet poderia fazer com que a máquina de uma vítima fosse infectada

Gustavo Gusmão, de

McBeth/Flickr

Gatinhos: interceptação só funciona com tráfego não criptografado

             Fugir de anexos suspeitos e páginas perigosas não é suficiente para evitar eventuais tentativas de espionagem.

Segundo uma nova pesquisa divulgada pelo CitizenLab, empresas como a Hacking Team e a FinFisher, que vendem soluções de monitoramento a governos, usam táticas para interceptar tráfego não protegido de páginas do YouTube e da Microsoft, por exemplo – injetando nele diferentes tipos de software para monitorar as atividades de um determinado alvo.

Dessa forma, o simples ato de assistir a um vídeo de gatinhos na internet poderia fazer com que a máquina de uma vítima fosse infectada, como demonstra este diagrama elaborado para o estudo.

Esses ataques são feitos por meio de dispositivos chamados “network injection appliances”, conforme escreve, no site The Intercept, o pesquisador Morgan Marquis-Boire, autor do estudo baseado em documentos vazados.

“Eles são instalados em provedores de internet pelo mundo, permitindo a exploração de alvos”, descreve o especialista.

A interceptação só funciona com tráfego não criptografado, como o deste vídeo linkado no texto de Marquis-Boire.

Ele até apresenta o HTTPS em seu endereço, mas, segundo alerta emitido pelo navegador, apenas parte dos dados está cifrada – e é justamente dessa parcela não protegida, que pode ser o streaming do vídeo, que as empresas de monitoramento podem se aproveitar.

O especialista explica: “o dispositivo do Hacking Team mira em um usuário, espera até que ele assista a um vídeo no YouTube e intercepta o tráfego, substituindo-o por códigos maliciosos que dão ao operador controle total sobre a máquina sem que o dono saiba”.

É assustador, especialmente se levarmos em conta que os computadores pessoais podem carregar informações vitais, dependendo da situação.

Um ativista que atua em um país sobre regime ditatorial, por exemplo, pode correr sérios riscos, e o mesmo vale para um jornalista que vaza documentos sigilosos ou um alvo político, como lembra o texto no Intercept.

Mas calma lá – Apesar do susto e da gravidade do caso, sempre vale ressaltar que os ataques do tipo são bem mais específicos do que as infecções generalizadas que já foram detectadas, ou mesmo “a coleta de metadados da NSA”.

Segundo Marquis-Boire, Microsoft e Google já começaram a tomar providências, e é até possível contornar o problema com o uso em massa do HTTPS, que protege o tráfego de dados de eventuais curiosos criptografando-o.

O protocolo ainda engatinha pela web – especialmente se compararmos com o HTTP padrão –, mas empresas grandes já começam a adotá-lo como principal.

E iniciativas como a tomada pelo Google na semana passada, de privilegiar nas buscas os sites com HTTPS, podem ajudar a popularizar ainda mais a utilização do sistema.

Queijo roquefort, presunto floresta negra e outros alimentos associados a regiões europeias viraram polêmica na negociação de um novo acordo comercial


João Pedro Caleiro, de

Jeremy Keith/Wikimedia Commons

Prato com presunto da floresta negra, produzido na região sudoeste da Alemanha

O presunto floresta negra, pouco conhecido no Brasil, tem este nome por um motivo.

Por mais de dois séculos, ele tem sido produzido através de um longo e complexo método nos arredores de uma floresta no sudoeste da Alemanha.

Os produtores da região têm um museu, uma associação própria e a exclusividade para usar o nome no mercado europeu garantida por lei .

Nos Estados Unidos, é outra história, e o nome "floresta negra" passou a ser usado para vários tipos de presunto defumado encontrados de supermercados à cozinha do Subway.

Agora, a questão chegou aos mais altos níveis da diplomacia. A propriedade intelectual é um dos temas chave da negociação em andamento entre Estados Unidos, Europa e outros países para o TTIP (Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, na sigla em inglês).

A União Europeia aproveitou a oportunidade para insistir em uma demanda antiga: a de que sua proteção para milhares de marcas de alimentos associadas a regiões fosse respeitada também nos Estados Unidos.

Queijo feta e roquefort, presunto de parma e champanhe, por exemplo, entrariam na lista.

Para Roger Waite, porta-voz da União Europeia para Agricultura e Desenvolvimento Rural, outros produtores precisam parar de querer dar "um passeio grátis na boa reputação desenvolvida pelos produtores do original."

Os americanos discordam. Para eles, os mercados desses produtos se desenvolveram de forma orgânica e totalmente separada da sua origem, e não faz sentido restringir o uso dos nomes a essa altura do campeonato.

“Ninguém de Bolonha, na Itália, nunca fez qualquer coisa para promover a bolonha (um tipo de salsicha) nos Estados Unidos", diz Jaime Castaneda, diretor da CCFN (Consórcio para Nomes de Comida Comuns), uma organização de lobby do assunto.

Em abril, um grupo de 44 senadores americanos republicanos e democratas enviou uma carta aberta pedindo para a administração Obama resistir às investidas europeias - e por enquanto, a questão está longe de ser resolvida.


(Foto: reprodução)

Começou ontem uma brincadeira entre altos executivos de grandes empresas de tecnologia, em que cada um deles desafia mais três executivos a jogar um balde de água gelada sobre a própria cabeça ou doar US$ 100 para para pesquisas contra a ALS, esclerose lateral amiotrófica, uma doença cerebral degenerativa. Claro, também há a opção de fazer os dois ao mesmo tempo.

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg já aderiu à brincadeira, além de Satya Nadella, CEO da Microsft, Dick Costolo, CEO do Twitter e Phillip Schiller, vice-presidente da Apple. Tim Cook, da Apple; Bill Gates, da Microsoft, e Reed Hastings, da Netflix, foram outros a aderirem ao desafio. Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, também aderiram juntos à brincadeira.

Ficam abaixo todos os vídeos (ou fotos) dos executivos que aceitaram o desafio:

Primeiramente, Mark Zuckerberg:




Logo depois veio Satya Nadella, da Microsoft:





E agora o CEO da Apple, Tim Cook, que desafiou o rapper Dr. Dre:



Em seguida, foi a vez de Bill Gates finalmente se molhar, respondendo ao desafio de Zuckerberg:



Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, responderam a Satya Nadella, da Microsoft. Cada um levou um balde de gelo na cabeça:



Reed Hastings, da Netflix, também topou o desafio:



Caso mais algum gigante da tecnologia venha a se molhar pelo bem da caridade, publicaremos aqui.  

ice-bucket-mark
Lembra daqueles desafios que um tempo atrás estavam bombando no Facebook? Tinha um que consistia em tomar um copo de cerveja, outro tinha a ver com pó de canela…Sabe? Enfim, você acha coisa de gente desocupada?
Pois saiba que até Mark Zuckerberg entrou na brincadeira. Nos Estados Unidos, tá rolando um desafio que chama “Ice Bucket” challenge:  o desafiado tem que jogar um balde com gelo na cabeça. Ouch! Pois é, Mark não só fez a brincadeira como também desafiou três pessoas. E olha só quem são: Bill Gates, Sheryl Sandberg, do Facebook, e Reed Hastings, CEO e fundador do Netflix.
O motivo pelo qual ele fez o “ice bucket challenge” é bem digno: o desafio foi criado pela ALS Association (associação que arrecada fundos para tratar da Doença de Lou Gehrig) e quem não cumprir tem que doar para a associação.




E a campanha deu certo! Pouco mais de uma duas semanas depois de que o Ice Bucket Challenge começou, a ALS Association já arrecadou mais de US$ 5.5 milhões (12 milhões de reais), com mais de 150 mil pessoas doando. Pra se ter uma noção, o mesmo período no ano passado arrecadou 32,000 dólares.
E não foi só Mark Zuckerberg que topou o desafio: Chris Christe (político famoso nos EUA) também o fez. Já Barack Obama, preferiu doar. Tá aí uma ótima ideia por uma boa causa! Será que a moda pega aqui no Brasil?

Via TIME

Celeide estava internada no Memorial São José e sofreu uma parada cardíaca nesta sexta-feira (15)

 Celeide e o filho, Roberto, durante o velório do Rei, na Assembleia Legislativa, em 20 de dezembro. Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press

Morreu, na manhã desta sexta-feira (15), aos 67 anos, a viúva de Reginaldo Rossi, Celeide Neves, oito meses após o falecimento do Rei do Brega. A notícia foi confirmada pelo amigo da família José Roberto e pelo empresário de Rossi Sandro Nóbrega.

Celeide estava internada no Memorial São José desde a última quarta-feira. Ela foi socorrida após passar mal, por volta das 11h, e internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) depois um princípio de infarto. Na tarde de quinta-feira (14) passou por uma angioplastia. E nesta sexta-feira (15), não resistiu após sofrer uma parada cardíaca.

A família aguarda o retorno do único filho do casal Roberto Rossi. Ele é ator e mora no Rio de Janeiro. O empresário de Rossi Sandro Nóbrega, já confirmou que o velório será realizado no sábado (16), a partir das 10h, e o sepultamento, no domingo (17), às 11h, ambos no Cemitério Morada da Paz. O corpo de Celeide será sepultado no mesmo jazigo onde está Reginaldo Rossi.
Em 2000, ao lado de um dos discos do marido. Foto: Roberto Pereira/Esp. DP/D.A Pres

Prefeitura de Paris anunciou que vai retirar os cadeados do amor colocados por turistas nas pontes da capital

Luis Torres de la Llosa, da

Getty Images

Pont des Arts, em Paris: em junho, parte da ponte desmoronou pelo peso dos cadeados


Paris - A Prefeitura de Paris anunciou nesta segunda-feira que vai retirar os "cadeados do amor" colocados pelos turistas nas pontes da capital, que se tornaram um problema devido ao peso excessivo, que ameaça as estruturas.
De início, apenas os cadeados dos locais mais problemáticos serão retirados, declarou à AFP Aurelien Perol, do serviço de imprensa da Prefeitura.

Em junho, 2,4 metros da grade da Pont des Arts, que atravessa o Sena entre o Louvre e a Academia Francesa, desmoronaram pelo peso dos cadeados.

As duas grades que caíram foram substituídas temporariamente por placas de madeira.

Os cadeados serão retirados "dos locais onde começam a causar problemas, quando as grades não podem mais suportar o peso", explicou o porta-voz municipal.

Na quarta-feira, a prefeitura também colocará adesivos nas pontes de Paris com pedidos para que os casais substituam os cadeados do amor por selfies e imortalizem seu carinho com fotografias.

Os adesivos estimulam as pessoas a publicar suas fotos em um site (lovewithoutlocks.paris.fr) ou no Twitter com a hashtag #lovewithoutlocks. A campanha será lançada em francês, inglês e espanhol.

"Nossas pontes não resistirão ao seu amor. Sem mais cadeados. Manifestem seu amor no site lovewithoutlocks.paris.fr", indicam os adesivos.

Um concurso também vai recompensar no dia 18 de agosto as melhores fotos publicadas noInstagram.

Plano de eliminação em etapas

"Esta é a primeira operação de um plano mais global para acabar com esta prática e substituí-la por outra", disse Perol.

Para a eliminação definitiva dos cadeados - em uma data ainda não revelada - os arquitetos municipais estão projetando novas grades "com superfícies mais lisas" ou nas quais não será mais possível prender suas lembranças com cadeados.

Os cadeados começaram a se proliferar a partir de 2012 em várias cidades do mundo.

Eles surgiram em Moscou, Sydney, Colônia (Alemanha), Nova York, Cingapura, Montevidéu e até na Grande Muralha da China.

Em Paris, duas americanas apaixonadas pela capital francesa lançaram em março uma campanha na internet contra esta moda que, segundo elas, prejudica a qualidade de vida.

O site nolovelocks.com, criado por Lisa Anselmo e Lisa Taylor Huff, declarou guerra aos polêmicos cadeados - e, ao que parece, venceu. Segundo elas, os cadeados são um símbolo da estupidez globalizada e amplificada pelas redes sociais.

Após ser eleita prefeita de Paris em março, a socialista Anne Hidalgo anunciou ter encarregado seu vice, Bruno Juilliard, de iniciar uma "reflexão e propor alternativas artísticas, solidárias e ecológicas".

Segundo a assessoria da Aeronáutica, as duas horas de áudio gravadas e já analisadas por peritos do Cenipa não correspondem ao voo de Campos

Alex Rodrigues, da

Divulgação/YouTube/Aeronáutica

Caixa-preta do avião que caiu matando sete pessoas em Santos, entre elas Eduardo Campos

      O gravador de voz do jato Cessna 560XL em que viajava a comitiva do candidato doPSB à Presidência da República, Eduardo Campos, e que caiu quarta-feira (13), em Santos(SP), não registrou as conversas ou sons ambientes durante o último voo da aeronave.

Segundo a assessoria da Aeronáutica, as duas horas de áudio gravadas e já analisadas por peritos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) não correspondem ao voo em que Campos e mais seis pessoas morreram.

A Aeronáutica explicou que, como o gravador de voz, o chamado Cockpit Voice Recorder, não registra a data em que as conversas ocorreram, ainda não é possível afirmar em que voo os dados já obtidos foram gravados. “As razões pelas quais o áudio obtido não corresponde ao voo serão apuradas durante o processo de investigação”, informa nota da Aeronáutica. “É importante ressaltar que os dados obtidos no gravador de voz representam apenas um dos elementos levados em consideração durante o processo de investigação, não sendo imprescindíveis para a identificação dos possíveis fatores contribuintes”.

Proveniente do Rio de Janeiro, o avião da comitiva do ex-governador de Pernambuco caiu por volta das 10h de quarta-feira (13) em uma área residencial da cidade de Santos. Quando se preparava para o pouso, a aeronave arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com o avião. Os dois tripulantes e os cinco passageiros morreram.

Onze pessoas que moravam ou estavam próximos ao local do acidente sofreram ferimentos e tiveram que ser atendidas em unidades hospitalares. O único ferido que ficou internado, uma criança de 1 ano e meio, deixou a Santa Casa de Misericórdia de Santos nesta manhã.



Ice Bucket Challenge” (“Desafio do Balde de Gelo”, em tradução livre) tem o objetivo de consolidar-se como viral internet afora. A intenção da nova moda é arrecadar fundos para uma campanha de combate à esclerose lateral múltipla (ELA), doença degenerativa progressiva e fatal que afeta os neurônios motores e, por conseguinte, também as células do sistema nervoso central.

Ontem (14), Mark Zuckerberg, CEO e fundador do Facebook, jogou um balde de água gelada em si mesmo (assista ao vídeo aqui). E na tarde dessa quinta-feira, Tim Cook, CEO da Apple, aceitou o desafio de nobre causa – o executivo aparece "tomando banho" a partir dos 2 minutos no vídeo acima.
O desafio

Não apenas celebridades têm participado da iniciativa. Pessoas de todo o globo estão engajadas no suporte às pesquisas acerca da ELA. E o mecanismo do “jogo” é bastante simples: todo aquele que se submete ao banho gelado tem o direito de desafiar três pessoas. Doações são feitas por quem despeja sobre si mesmo um balde com gelo e água – quem não aceita o desafio doa cerca de US$ 100.

O montante arrecadado é enviado à ALS Association – órgão norte-americano dedicado ao estudo da doença que atende também pelos codinomes “doença de Lou Gehrig” e “doença de Charcot”. Entre 29 de julho e 12 de agosto, mais de US$ 4 milhões já tinham sido coletados pela instituição – como nomes famosos agora têm se destacado, espera-se que as pesquisas rumo à descoberta de tratamento eficaz e, quiçá, uma cura à ELA sejam alavancadas com ainda mais força.



Executivos como Mark Zuckerberg, Satya Nadella, Phill Schiller e Dick Costolo são alguns dos nomes que compões o quadro de participantes do “Desafio do Balde de Gelo”. Demais personalidades também engajaram-se à causa: Justin Timberlake, Jimmy Fallon, The Roots, Matt Lauer, Martha Stewart, e Chris Christie são algumas delas. Até mesmo Barack Obama, presidente dos EUA, foi desafiado; o político doou dinheiro e não participou do viral.

FONTE(S)
The Verge
YouTube/Apple
IMAGENS
NyDailyNews


Foto: Daniel Ramalho/Terra


Até que ponto vai a imaginação, o oportunismo, a insensibilidade e o cinismo de uma pessoa? Essa resposta fica ainda mais difícil de ser definida ao analisar o comportamento de uma hipotética testemunha do acidente aéreo que matou o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, e outros seis ocupantes da aeronave, na quarta-feira (13), em Santos, litoral paulista.

No final da manhã, durante o plantão do ‘Jornal Hoje’, da Globo, o repórter José Roberto Burnier entrevistou um homem que disse ter auxiliado no resgate de feridos. Ele afirmou ainda ter tido acesso aos destroços do jato.

Aparentemente emocionado, contou ter reconhecido o corpo de Eduardo Campos: “Cheguei a abrir o olho dele”, contou, para surpresa do repórter. Burnier o contestou para certificar a informação. O entrevistado, convicto, mais uma vez disse ter reconhecido Eduardo Campos entre os mortos — e ele ainda revelou, para certa comoção do jornalista, ser eleitor do candidato.

Pouco tempo depois, quando os boatos foram abafados por informações oficiais, todos soubemos que nenhuma vítima poderia ser reconhecida visualmente. Devido ao impacto e à explosão, os corpos ficaram dilacerados e carbonizados. Apenas exames de arcada dentária e DNA poderão determinar as identidades. O dentista Fernando Cavalcanti, que atendia Eduardo Campos, viajou do Recife para São Paulo levando radiografias e outros documentos, para ajudar na identificação do corpo do político.

À noite, José Roberto Burnier fez a matéria de abertura do ‘JN’, e estava no link, diretamente de Santos. Foram exibidos os testemunhos de várias pessoas que disseram ter presenciado a tragédia. Mas o homem que, horas antes, dissera ter reconhecido e tocado em Eduardo Campos ao tentar socorrê-lo, não foi mostrado.

O lamentável episódio ocorrido na Globo não é uma exceção. Sempre que acontece uma tragédia com a presença da imprensa surgem oportunistas, sádicos e desequilibrados que aproveitam a situação para aparecer na TV.

José Roberto Burnier não tem culpa de ter sido enganado. Numa transmissão ao vivo, no calor da emoção e com notícias desencontradas, é impossível apurar se o entrevistado diz a verdade, fantasia ou mente descaradamente.

No primeiro momento, aquele depoimento parecia tão real, a dor da suposta testemunha se mostrava tão verdadeira, que seria improvável desconfiar de uma farsa. No fim, foi apenas mais um papagaio de pirata, um urubu midiático, alguém que realizou o desejo de ter 15 segundos de fama tripudiando sobre a tragédia alheia.

Frederic J. Brown - 13.nov.2011/AFP

Zelda Williams, 25, resolveu desativar as redes sociais por um tempo após o suicídio do pai, Robin Williams.

A jovem publicou uma mensagem em seu Instagram nesta quarta-feira (13), dizendo que vai passar um tempo sem usar a rede.

"Vou deixar essa conta por um tempo enquanto me curo e decido se a deleto ou não. Nesse momento difícil, por favor, tentem ser respeitosos em minhas redes sociais e da minha família e amigos. Fuçar minha rede em busca de fotos do meu pai ou me julgar pela quantidade delas é cruel e desnecessário", escreveu Zelda.

"Tenho uma ou outra [fotos], mas os momentos íntimos que dividi com ele eram preciosos, silenciosos e acreditem ou não, não eram cheios de 'selfies'. Eu vivi com ele em um mundo onde todas pessoas tiravam fotos com ele o tempo todo, mas eu tive a sorte de poder passar tempo com ele sem câmeras. Isso foi mais do que suficiente e eu sou grata pelo pouco tempo que eu tive".

"Minhas fotos favoritas de família estão em porta-retratos na minha casa, e não nas mídias sociais. Elas poderiam ter rodado nos jornais e na TV e não é isso o que eu quero para nossas memórias juntos. Obrigada pelo respeito e compreensão nesse momento difícil. Adeus."

Acidente aéreo em Santos preocupa comitiva do presidenciável


POR O GLOBO
13/08/2014 12:18 / ATUALIZADO 13/08/2014 12:42

            O jato em que viaja o presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE ) é o mesmo que caiu em Santos na manhã desta quarta-feira. Não há confirmação se o candidato estava a bordo. A campanha do candidato está apreensiva com a perda de contato com o jato em que estava o político. A aeronave em que viajava do Rio para Guarujá perdeu contato com controle aéreo. Nenhuma confirmação oficial até agora, mas campanha do candidato teme que avião acidentado em Santos seja sua aeronave. Assessores, amigos e correligionários não conseguem fazer contato com candidato. Seu avião não chegou ao destino. Governo de Pernambuco também não tem contato com candidato. O avião, um Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, deixou o aeroporto do Santos Dumont às 9h20m com destino a Santos.

O ex-deputado Walter Feldman, que está ao lado de Marina Silva em São Paulo, disse logo depois do acidente ter conversado com o deputado Márcio França, que recepcionaria Campos em Santos. França confirmou para o aliado que a aeronave que caiu tinha o prefixo da alugada pela campanha de Campos:

- Márcio França ligou e disse ter confirmado que o prefixo do avião é o mesmo de Campos. Mas temos que aguardar _ explicou o ex-deputado.

Aliados de Marina Silva estão apreensivos porque a companhia aérea que fretou o avião não consegue contato com o piloto.

Em seu gabinete no Tribunal de Contas da União, a ministra Ana Arraes, mãe de Eduardo Campos, ao ser informada dos rumores sobre a queda do avião em Santos, caiu no choro. Mas assessores informam que não há informação que confirmem que o candidato do PSB estava na aeronave.

O Corpo de Bombeiros confirmou a queda, que ocorreu na altura do número 136 Rua Alexandre Herculano, esquina com Rua Vahia de Abreu, nas imediações do Canal 3, a cerca de sete quadras da praia. Logo após a queda, a primeira informação era a de que se tratava de um helicóptero. Sete pessoas ficaram feridas e pelo menos três imóveis foram atingidos.

A sala de imprensa do Corpo de Bombeiros informou que sete vítimas foram socorridas em hospitais da região, mas ainda não há informações se elas eram ocupantes da aeronave ou moradores dos imóveis atingidos. O Pronto-Socorro Municipal de Santos confirmou que há quatro feridos internados na unidade.

A queda ocorreu pouco depois das 10h. A poucos metros do local do acidente funcionam uma escola infantil e uma academia de ginástica. A região tem casas e comércios.

O Comando da Aeronáutica informou, por nota, que o avião, modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu às 10h.

“A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave”, diz nota da Aeronáutica.

A Aeronáutica investiga as causas do acidente.

O local onde ocorreu a queda é bastante movimentado. Testemunhas relatam que ouviram barulho de uma explosão. O quarteirão foi isolado pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e equipes de resgate. Com o estrondo na hora da queda, vidraças de lojas quebraram-se.

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