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McDonald's e GoPro se destacam com campanhas que mostram a bola no pé dos anônimos apaixonados pelo esporte


Campanha GOL do McDonalds para a Copa: anônimos com habilidades quase milagrosas com a bola no pé

São Paulo - O desfile de estrelas mundiais do futebol em filmes de alto orçamento não contaminou os novos comerciais do McDonald's e da marca GoPro para a Copa do Mundo.

Entre as várias campanhas pré-competição, as duas empresas se destacaram por apostar emanúncios que mostram um futebol sem pedrigree. O foco foi para os anônimos, enquadrando as faces daqueles que são apaixonados pelo esporte em seu cotidiano.

No vídeo "GOL", do McDonald's, cinco desconhecidos desfilam habilidades surpeendentes com a bola no pé. A meta é fazer a bola passar por situações que parecem impossíveis à primeira vista (mas são verdadeiras, ainda que muito trabalhosas, segundo o making of).

A criação da campanha é agência DDB Chicago, com produção da Smuggler. Assista:



Por sua vez, a GoPro continuou a tradição de registrar ângulos insólitos de atividades esportivas na campanha "Brasil - For The Love". O comercial, divulgado esta semana, promove uma imersão nas peladas e partidas em campinhos, com destaque para a Rocinha, no Rio de Janeiro.

As imagens mostram (bem de perto) os pés e as jogadas dos amadores em quadras, na praia e em campos de terra. O vídeo de dois minutos faz também um mergulho na torcida durante um jogo no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

O áudio é em português, com legendas em inglês. Assista:



Aproveite e veja também o making of do vídeo do McDonald's:


Uma nova-iorquina de 11 receberá US$ 30 mil do Google por ter vencido um concurso de criatividade da companhia. Audrey Zhang desenhou um purificador de água com o logo do Google, criando um intrincado e criativo doodle.

Todo ano a gigante de buscas promove o Doodle 4 Google, que desafia crianças a dar ideias que tornariam o mundo um lugar melhor. Na edição deste ano houve mais de 100 mil inscrições.



O valor recebido por Audrey servirá para custear seus estudos, o Google ainda premiou sua escola com US$ 50 mil e, como a ideia da garota tinha a ver com água, uma ONG que trata do tema em escolas em Bangladesh receberá outros US$ 20 mil.

Ator australiano fará o papel do pirata Barba Negra na nova adaptação cinematográfica de 'Peter Pan'


Hugh Jackman durante uma coletiva de imprensa sobre o filme 'Prisioneiros' (Vittorio Zunino Celotto/Getty Images)

O ator Hugh Jackman postou nesta segunda-feira no Instagram uma foto em que aparece careca e barbudo, look adotado para viver o pirata Barba Negra na nova adaptação cinematográfica de Peter Pan. “Barba Negra nasceu”, escreveu na legenda da foto.

Os seguidores do ator na rede social logo reagiram, alguns com espanto, outros com sarcasmo, comparando a atual aparência de Jackman com o personagem Heisenberg, alter ego de Walter White na série Breaking Bad, interpretado por Bryan Cranston.

Essa não é a primeira vez que Jackman muda a aparência para assumir um papel no cinema. O astro já ganhou quilos de músculos para o personagem Wolverine na franquia X-Men e desinchou para viver o faminto Jean Valjean em Os Miseráveis.

Escrito pelo britânico J.M. Barrie, Peter Pan teve diversas adaptações cinematográficas, sendo uma das mais famosas a dirigida por Steven Spielberg: Hook: A Volta do Capitão Gancho, de 1991.

A nova versão terá direção de Joe Wright (Desejo e Reparação) e roteiro de Jason Fuchs (A Era do Gelo 4). Além de Hugh Jackman, também estão confirmados no elenco: Amanda Seyfried, Rooney Mara e Garrett Hedlund. A estreia está prevista para julho de 2015 nos Estados Unidos.




Os sites "Pescaria Urbana", "Oliveira Shopping", "Poucas Horas e "Poucas Horas Clube" (estes dois fora do ar) foram incluídos esta semana na lista de não recomendados pelo Procon-SP, que já soma 388 endereços. Os fornecedores a serem evitados receberam queixas dos clientes, foram notificados e não responderam ou não foram encontrados - inclusive pelo rastreamento feito no banco de dados de órgãos como Junta Comercial, Receita Federal e Registro BR - responsável pelo registro de domínios no Brasil.

A falta de entrega do produto adquirido é a principal reclamação contra as lojas virtuais fraudulentas, além de irregularidades na prática do comércio eletrônico. Segundo o Procon-SP, alguns casos das empresas listadas são encaminhados para o Departamento da Polícia que combate os crimes eletrônicos e ao Comitê Gestor da Internet (CGI), que controla o registro de domínios no Brasil. Porém, muitos sites continuam em atividade, por isso o órgão alerta para a importância de evitá-los.

Antes de comprar, o Procon recomenda que o consumidor busque informações a respeito do fornecedor para não cair em armadilhas. Confira algumas dicas:

- Procure no site a identificação da loja (razão social, CNPJ, telefone e outras formas de contato além do e-mail);

- Prefira fornecedores recomendados por amigos ou familiares;

- Desconfie de ofertas vantajosas demais;

- Não compre em sites em que as únicas formas de pagamento aceitas são o o boleto bancário e/ou depósito em conta.

- Leia a política de privacidade da loja virtual para saber quais compromissos ela assume quanto ao armazenamento e manipulação de seus dados;

- Imprima ou salve todos os documentos que demonstrem a compra e a confirmação do pedido (comprovante de pagamento, contrato, anúncios, etc.);

- Instale programas de antivírus e o firewall (sistema que impede a transmissão e/ou recepção de acessos nocivos ou não autorizados) e os mantenha atualizados em seu
computador;

- Nunca realize transações online em lan houses, cybercafés ou computadores públicos, pois podem não estar adequadamente protegidos.

Via: Blog do Procon-SP

Na manhã desta segunda-feira, 9 de junho, o volume d´ água chegou a 46 milhões de litros por segundo, a maior vazão já vista










O grande volume de chuva em todo o Estado do Paraná fez com que a vazão das águas das Cataratas do Iguaçu ficasse 30 vezes acima do normal, registrando a maior vazão já vista pelo homem.

Imagens e vídeos divulgados pelo Parque Nacional do Iguaçu mostram o verdadeiro espetáculo da água.

Na manhã desta segunda-feira, 9 de junho, o volume d´ água chegou a 46 milhões de litros por segundo, fazendo com que as quedas e as passarelas ficassem submersas.

A marca superou a vazão registrada no ano de 1983, quando o atrativo atingiu 35 milhões de litros. A vazão normal é de 1, 5 milhão de litros por segundo.

Por questões de segurança, os passeios de barco e também as visitas pelas passarelas foram suspensas.

Em aventura animada lançada pela marca, atletas precisam lutar contra clones e até Ronaldo Fenômeno vira mentor

Campanha Último Jogo, da Nike: em animação, jogadores lutam contra clones


Campanha Último Jogo, da Nike: herança do futebol é decidida num jogo mata-mata


Campanha Último Jogo, da Nike: Neymar interrompe a história em alguns momentos só para tirar uma selfie

O novo comercial da Nike traz um elenco estrelado com os maiores jogadores de futebol do mundo. Até aí, nenhuma novidade.

A diferença é o formato surpreendente escolhido pela marca para sua campanha mais recente: um curta animado de cinco minutos no qual os atletas viram uma espécie de supergrupo. A meta é travar uma batalha cinematográfica contra um vilão que quer matar o esporte.

Tudo começa quando a mente maligna do personagem Cientista decide criar clones - autômatos programados para retirar todo o risco do futebol. A meta é substituir brilhantismo por eficiência.

Os clones logo começam uma sequência de vitórias e deixam esportistas como Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney, Zlatan Ibrahimovic, David Luiz, Iniesta e Neymar desempregados. Mas aí começa uma jornada que conta até com Ronaldo Fenômeno fazendo o papel de um inesperado mentor intelectual dos jogadores.

O enredo tem espaço para uma série de boas piadas com a personalidade dos jogadores - como (mais de) um momento pouco conveniente em que Neymar interrompe tudo para tirar uma selfie. Ou as "profissões" que eles arranjam quando estão longe do futebol.

No fim, tudo é decidido no último jogo entre atletas de carne e osso e suas versões robóticas. Descubra o final no vídeo abaixo.




O vídeo é a terceira parte da campanha #arrisquetudo, e foi realizado em parceria com a Wieden + Kennedy e a Passion Pictures.

“Os 90 segundos finais de ‘Último Jogo’ não deixam dúvidas de que o futebol genial deve ser o único tipo de futebol: brilhante, criativo e ousado. É disso que trata a campanha #arrisquetudo”, explica diz Davide Grasso, diretor de marketing da Nike.

Essa foto foi tirada e publicada pela fotógrafa Vanessa Bristow. Ela publicou na revista Africa Geographic e logo em seguida virou polêmica: várias pessoas comentavam que ela teria manipulado a foto, ou seja, teria usado algum tipo de programa no computador para modificar os olhos do garoto.

No site em que foi feita a publicação, as pessoas revoltaram-se como se a combinação de uma pele negra e olhos inacreditavelmente azuis fosse uma espécie de ofensa. Segundo ela: “A maioria das pessoas chegaram à conclusão imediata de que a foto era uma farsa! Espanta-me como primeira reação da maioria das pessoas dar um tom negativo para a foto. Eu não tenho certeza sobre o que qualifica se uma imagem é real ou adulterada, mas muitos comentários faziam afirmações que ela tinha passado pelo Photoshop”.

Bristow precisou vir a público e dar uma explicação oficial sobre a foto: “A todos vocês que desconfiam que a fotografia é falsa, saibam: não é “photoshopada”! Tenho amigos e parentes que são negros e tem olhos azuis, qual o problema?. O que as pessoas esquecem é que o continente africano é o berço da humanidade e o local onde os genes se misturaram e diversificaram no mundo. Eu estava falando com uma mulher e seu filho brincava com seus irmãos e amigos próximos. Eu perguntei se poderia fotografá-lo e, possivelmente, ele ficou curioso por seu primeiro contato com uma mulher branca e seu fascínio em mim e pela câmera, que nunca havia visto na vida; isso era evidente. Após revelar as fotos, apresentei-as para um amigo oftalmologista”.

O médico declarou: “A imagem do menino de pele negra e olhos azuis, provavelmente representa um Albinismo Ocular ou Uveíte Juvenil, ambas fazem a melanina da íris tornar-se menos densa”. O garoto mora no Zimzábue e se chama Theuns.

A cantora Jennifer Lopez cancelou sua participação na cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014, que será realizada na próxima quinta-feira, na Arena Corinthians, em Itaquera,...


Reprodução/Instagram
Jennifer Lopez não acompanhará Claudia Leitte na abertura da Copa do Mundo

A cantora Jennifer Lopez cancelou sua participação na cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014, que será realizada na próxima quinta-feira, na Arena Corinthians, em Itaquera, nas horas que antecedem o confronto entre Brasil e Croácia. O duelo abre a competição e é válido pelo Grupo A.

A cantora é uma das artistas que canta a música-tema da Copa, chamada 'We Are One (Nós Somos Um)', ao lado do rapper Pitbull e da brasileira Claudia Leitte. Lopez alegou 'questões de produção' para a ausência, de acordo com comunicado enviado à Fifa.

A cerimônia de abertura da Copa do Mundo terá 25 minutos de duração e vai reunir 600 artistas, que farão ginástica, acrobacia e até apresentação de capoeita. Apesar da ausência de Lopez, o também americano Pitbull se mostrou empolgado.

"Para cantar 'We Are One' para o mundo, especialmente em um país bonito como o Brasil, vou me divertir muito. Mas mais do que isso, será uma forma de mostrar ao planeta que a música é a linguagem universal", afirmou o rapper ao site oficial da Fifa.

A canção oficial do Mundial será acompanhada por uma bateria coletiva no ritmo de Olodum. Em seguida, Brasil e Croácia inauguram oficialmente a Copa 2014.

Felipe Venetiglio usou seus canais pessoais no Facebook e Twitter para começar a espalhar a história, até que ela começou a correr sozinha
Até grandes portais de notícia caíram na pegadinha

Talvez você tenha lido nos últimos dias a notícia de que o ator brasileiro Selton Mello faria parte do elenco de Game of Thrones. A notícia era falsa, como a INFO já havia explicado. Agora, o criador do boato veio a público explicar como provocou o efeito viral em torno de sua mentira.

Felipe Venetiglio usou o serviço Shrturl, que permite a alteração do conteúdo de uma página verdadeira, gerando uma réplica idêntica. Atento ao fato de que nem sempre as pessoas sabem o que compartilham, aproveitou-se do frenesi em torno da série da HBO, e cuidou para não plantar uma notícia absurda demais, ainda que extremamente suculenta: Selton Mello em Game of Thrones.

No texto Anatomia de um Hoax, ele dá detalhes do processo de viralização. Venetiglio usou seus canais pessoais no Facebook e Twitter para começar a espalhar a história, até que ela começou a correr sozinha:

"Fiz um post no Facebook pouco antes das 19h. Meus amigos comentaram. Um ou outro sacou que era pilha, e eu atento apaguei e avisei que eu que tinha feito e queria ver até onde ia. Eles entraram na onda e compartilharam, assim como outros amigos que caíram (mal, galera)."

Perfis populares, como o da Dilma Bolada, publicaram, e aí foi questão de tempo para que grandes portais de notícia caíssem na pegadinha.

Venetiglio dá algumas estatísticas do sucesso do boato:

"Mais de 145 000 acessos na página;
521 tweets com a url;
4.500 tweets com “Selton Mello” nas últimas 24 horas (usei o Topsy);
3717 compartilhamentos no Facebook;
13363 likes no Facebook;"

A lição é velha mas vale cada vez mais: cuidado para não acreditar em tudo que você lê na internet.


À moda antiga: achado confirma hipótese de que o desenvolvimento da calça foi associado com o aparecimento de equitação 

Tudo muda tão rápido no universo da moda, que até os mais iniciados podem achar difícil acompanhar as novidades. Calças, por exemplo, todo mundo tem pelo menos uma no armário. Mas quando surgiu essa peça de roupa que veste separadamente cada uma das pernas e que vai da cintura até os pés? E quem a inventou?

Segundo uma equipe de pesquisadores do Instituto de Arqueologia Alemão, nossas boas e velhas calças remontam ao terceiro milênio antes de cristo. É dessa época o par de calças mais antigos do mundo, que foi descoberto nesta semana pelos arqueólogos. 

A peça, datada em 3200 anos, foi encontrada no oásis de Turfán, na China, onde estão túmulos antigos, uma região desértica conhecida por favorecer a conservação das múmias. 

Feita de lã, a calça consiste em três partes: duas peças de perna e uma parte da virilha, que foram feitas separadamente em um tear. 

O interessante é que as peças foram costuradas com uma grande largura na virilha, o que facilita o movimento e abertura das pernas. 

Ao lado delas, havia armas e freios típicos de guerreiros equestres. Ou seja, elas foram feitas no mesmo período em os primeiros guerreiros a cavalo surgiram nas estepes da Eurásia. 

Os estudos confirmam a hipótese de que o desenvolvimento da calça cortada como a conhecemos hoje foi intimamente associado com o aparecimento da equitação.

Estudo internacional liderado por pesquisadores da Unesp analisa a densidade da nuvem que formou o Sistema Solar para explicar o tamanho do planeta vermelho


Marte: simulações ainda não permitiram explicar como Marte se formou nem por que tem 10% da massa da Terra.

Os modelos de formação dos planetas rochosos do Sistema Solar desenvolvidos nas últimas duas décadas têm sido bem-sucedidos na explicação da origem de Vênus e da Terra – com tamanho similar – e de Mercúrio, que tem apenas 5% da massa da Terra.

As simulações computacionais de alta resolução, no entanto, ainda não permitiram explicar como Marte se formou nem por que o planeta tem apenas 10% da massa da Terra.

Segundo os pesquisadores, a questão é intrigante, já que os quatro planetas são constituídos pelos mesmos embriões planetários – corpos celestes com dimensões similares aos planetas atuais – que se fundiram ao longo de dezenas de milhões de anos.

Uma equipe internacional de astrônomos – formada por pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos, da Alemanha e da França e liderada pelo Grupo de Dinâmica Orbital & Planetologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de Guaratinguetá – realizou recentemente uma série de simulações demostrando que o tamanho de Marte pode estar relacionado à densidade da nebulosa protossolar – a nuvem de gás e poeira que deu origem ao Sistema Solar – na região orbital do planeta.

Resultado do Projeto Temático “Dinâmica orbital de pequenos corpos”, realizado com apoio da FAPESP, o estudo foi descrito em um artigo publicado em fevereiro no The Astrophysical Journal, da American Astronomical Society.

O trabalho foi destacado por John Chambers, pesquisador do Departamento de Magnetismo Terrestre da Carnegie Institution for Science, dos Estados Unidos, em um artigo publicado na edição de maio da revista Science.

“A maioria das simulações de formação dos planetas terrestres do Sistema Solar não consegue gerar um objeto do tamanho e na órbita de Marte, que está a 1,5 unidade astronômica [UA, equivalente a aproximadamente 150 milhões de quilômetros] de distância do Sol”, disse Othon Cabo Winter, pesquisador do Grupo de Dinâmica Orbital & Planetologia e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.

“Esses modelos geram um corpo na órbita de Marte com tamanho equivalente mais ou menos ao da Terra, o que é muito grande”, disse o pesquisador, coautor do artigo ao lado de André Izidoro, que atualmente realiza pós-doutorado no Observatoire de la Côte d'Azur (OLCD) em Nice, na França.

Grand Tack

De acordo com Winter, um dos modelos já propostos para tentar explicar a formação de Marte é o chamado “Grand Tack”, desenvolvido por pesquisadores do OLCD.

O modelo presume que na formação do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos, a órbita de Júpiter – o planeta gigante mais próximo de Marte – migrou de sua atual posição, em 5 UAs do Sol, para perto da órbita do planeta vermelho, a 2 UAs do Sol.

Ao se aproximar da órbita de Marte, Júpiter teria cruzado o cinturão de asteroides e varrido a maioria dos embriões planetesimais (corpos sólidos feitos de poeira cósmica e gelo, semelhantes aos asteroides e cometas) e planetários situados no cinturão ou próximos da órbita do planeta vermelho para mais perto do Sol.

Por isso, a massa de Marte e do cinturão de asteroides foi reduzida e o material planetesimal e planetário acabou participando da formação da Terra e de Vênus, estima o modelo Grand Tack.

Por causa das interações gravitacionais com a nebulosa solar e com Saturno, contudo, Júpiter teria retornado à sua órbita atual. “Esse modelo é válido, mas bastante questionável porque é muito improvável que isso realmente tenha acontecido”, disse Winter.

Modelo alternativo

Para desenvolver um modelo alternativo ao Grand Tack, os pesquisadores brasileiros, em cooperação com colegas do OLCD, além do Instituto de Astrobiologia da agência espacial norte-americana (Nasa) e do Instituto de Astronomia e Astrofísica da University of Tübingen, na Alemanha, realizaram uma série de simulações do fluxo de gás e poeira dentro da nebulosa protossolar durante a sua formação.

As simulações sugerem que o material fluiu em direção ao Sol, movendo-se a velocidades diversas, em diferentes distâncias da estrela. Na região entre 1 e 3 UAs do Sol, a nebulosa protossolar pode ter sofrido perda ou redução (depleção) de matéria equivalente a entre 50% e 75% de sua densidade.

A perda desse volume de “blocos de construção planetários” pela nebulosa protossolar nessa região, próxima da órbita de Marte, teria causado a redução da massa final de Marte e o crescimento da Terra e de Vênus, supõe o modelo.

“Estudamos diversos parâmetros e concluímos que, se houve uma depleção de matéria entre 50% e 75% da nebulosa protossolar na região entre 1 e 3 UAs, há mais de 50% de chance de ter sido formado um planeta com massa similar na atual órbita de Marte, além da Terra, de Vênus e alguns poucos objetos no cinturão de asteroides”, disse Winter.

“O modelo é bem completo, porque abrange não só o problema da formação de Marte, mas mantém e consegue gerar os outros planetas terrestres com suas massas e atuais órbitas”, avaliou.

Possíveis contribuições

Na avaliação de Winter, o novo modelo fechou uma lacuna que havia no modelo de formação do Sistema Solar, indicando que o perfil de densidade de massa da nuvem protossolar não era uniforme e sofreu depleções. “Esse dado pode ter implicações em estudos para tentar explicar a formação do cinturão de asteroides, por exemplo”, indicou.

O modelo também poderá contribuir em pesquisas na área de astrobiologia – área do conhecimento na interface entre astronomia, biologia, química, geologia e ciências atmosféricas, entre outras disciplinas –, relacionadas a objetos vindos de Marte em direção à Terra, além de estudos de planetas extrassolares, afirmou.

“Os objetos e planetas extrassolares já descobertos atingiram a casa do milhar e têm uma distribuição muito variada e diferente dos corpos do Sistema Solar”, disse Winter. “O modelo que desenvolvemos pode auxiliar a entender como eles foram formados.”

O artigo Terrestrial planet formation in a protoplanetary disk with a local mass depletion: a successful scenario for the formation of Mars, de Winter e outros, pode ser lido por assinantes do The Astrophysical Journal aqui.

Aqui estão algumas dicas profissionais tradicionais que deveriam ser questionadas - ou simplesmente ignoradas


Mulheres em reunião: muitas das "regras" que faziam sentido antes não funcionam para essa geração

Quando converso sobre assuntos profissionais com a minha mãe, muitas vezes sinto como se viéssemos de dois planetas diferentes.

Ela trabalha como advogada há mais de 30 anos e, muitas vezes, foi uma das poucas, se não a única, mulher fazendo o que ela faz, no lugar em que trabalha.

Eu, por outro lado, trabalho para uma revista com uma seção dedicada exclusivamente às Mulheres, publicada em um formato que não existia quando a minha mãe começou a trabalhar (as interwebs), e a maioria das pessoas com quem trabalho diretamente, inclusive chefes, são mulheres. Mais uma vez, planetas totalmente diferentes.

Considerando esses fatores, muitas das "regras" de carreira que faziam sentido para a minha mãe e sua geração não funcionam para mim e para a minha geração.

Aqui estão algumas dicas profissionais tradicionais que as mulheres deveriam questionar, ou simplesmente ignorar -- seja por estarem ultrapassadas ou, sinceramente, por nunca terem feito muito sentido mesmo.

1. "Nunca recuse uma oportunidade de fazer networking."

Getty Images

É bom estabelecer conexões profissionais (as estimativas sugerem que aproximadamente 70% dos empregos são conseguidos através de networking), mas a ideia de "fazer networking só por fazer" está equivocada, segundo Vanessa Loder, palestrante, coach executiva e CEO da empresa Akoya Power.

"As pessoas acham que precisam tomar um café e fazer contato com todo mundo, e acabam se desgastando bastante".

Loder (que tem um MBA de Stanford e trabalhou no mercado financeiro antes de começar a A-koya) aconselha aos clientes que aceitem reuniões com pessoas que despertam a sua curiosidade, ainda que não saibam explicar por quê.

"Talvez você ache alguma pessoa ou função fascinante, e tenha a intuição de que você gostaria de conversar com a pessoa e descobrir mais", ela disse.

"Eu realmente aconselho às mulheres a seguir essa intuição e ouvir aquela voz interna".

2. "Acima de tudo, pense de forma estratégica."


É claro que a estratégia tem os seus limites. Se você só explora as oportunidades de carreira que parecem ter uma ligação direta com o seu emprego, você acaba perdendo muita coisa boa.

"Siga o seu coração e a sua intuição, e vá para reuniões ou aulas que você sente que são certas para você, ao invés de forçar a barra", disse Loder.

Talvez não haja nenhum resultado daquela aula de fotografia, ou da entrevista de emprego em outra área totalmente diferente. Mas talvez isso te leve por um caminho inusitado e interessante.

Ou como Steve Jobs comentou certa vez -- "você não consegue ligar os pontos olhando para frente; você só consegue fazer isso olhando para trás".

3. "Reduza o seu plano de cinco anos."

Ao ponderar o "plano de cinco anos", aquele que ninguém gosta, não pense pequeno; pense em expansão.

"Quando eu encorajo os meus clientes a visualizar como eles querem que as suas vidas estejam em cinco anos, eu peço que eles pensem tanto na vida profissional quanto pessoal - e aí peço que eles pensem ainda maior", disse Loder.

Imagine o que você quiser e depois acrescente um "alvo de superação", além disso.

E peça aos seus amigos que se envolvam também, já que talvez consigam imaginar possibilidades para você que você mesmo não consegue ver.

A tendência é pensar no plano de cinco anos como uma forma de simplificar as coisas.

"[Mas] o objetivo é pensar o mais abrangente e ousadamente possível", afirmou Loder.

4. "É bom fazer várias tarefas ao mesmo tempo..."

Como a Presidente e Editora Chefe do HuffPost Arianna Huffington disse: "Nós achamos que fazer várias coisas ao mesmo tempo é ser eficiente, que nos poupa tempo. Mas na verdade, a ciência mostra que não é possível fazer múltiplas tarefas ao mesmo tempo -- o que fazemos é trocar de tarefas e é uma das coisas mais estressantes que fazemos".

E além de estressante, é ineficiente. "As pesquisas indicam que leva de 10 a 20 minutos para focar a nossa energia novamente em um projeto quando ele é interrompido", disse Emily Seamone, conselheira de transição de carreira e de trabalho e estilo de vida.

Concentre-se em apenas uma coisa ao mesmo tempo. É mais eficaz e você manterá a sua sanidade.

5. "…e intervalos longos sem trabalhar não ficam bem no currículo".


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Ficar um tempo sem trabalhar, seja por escolha ou devido às circunstâncias, antes era considerado um sinal de alerta em um currículo, mas isso mudou.

Não importa se você passou tempo viajando, desenvolvendo um novo projeto, criando um filho ou ajudando a sua família e amigos, a chave é "vender" esse tempo de intervalo para os recrutadores.

Seamone sugere ser breve, profissional e se possível, ligar a sua experiência com algo profissional. E não sinta-se nem um pouco culpado.

"Se você sentir-se inseguro, a pessoa que vai lhe entrevistar vai perceber, ao invés, de você dizer 'Eu tive uma oportunidade incrível, ou, eu desenvolvi tal projeto, ou eu ajudei a cuidar da minha irmã", Loder afirma. "Assumir a experiência com confiança é bem mais importante do que o 'intervalo'."

6. "Preparação, preparação, preparação."

Katty Kay e Claire Shipman argumentam na recente matéria da capa da revista Atlantic, "Homens sub-qualificados e despreparados não pensam duas vezes sobre mergulhar de cabeça. Qualificadas demais e superpreparadas, muitas mulheres ainda ficam receosas". As mulheres só se sentem confiantes quando acham que são perfeitas. Ou praticamente perfeitas.

Por conta disso, Loder encoraja os clientes a "ir mais devagar" e entender a diferença entre estar suficientemente preparado e ficar enlouquecido.

Ela citou um de seus mentores, uma professora na universidade de Stanford que experimentou improvisar uma palestra. Ela descobriu que con-seguiu se sair muito bem, e ficou até mais relaxada e tranquila.

7. "Você precisa seguir a sua paixão."

Não há dúvida de que fazer algo que você simplesmente adora, profissionalmente, é maravilhoso -- "mas lembre-se de que isso nem sempre garante um emprego estável ou um bom salário", Seamone disse.

Não sinta-se derrotada se o seu emprego atual não é necessariamente tudo aquilo que você sonhou, nem sinta-se obrigada a transformar cada uma de suas paixões (o seu amor por escrever, ou, quem sabe, cozinhar) em uma carreira.

E, lembre-se também, de que pode levar algum tempo para descobrir qual é essa paixão.

As pessoas precisam de tempo para conhecerem a si mesmas "profissionalmente", afirmou Seamone.

Ainda que o seu emprego não acenda uma chama ardente dentro do seu coração, ele ainda pode lhe conduzir por caminhos novos e interessantes.

8. "A sua personalidade de trabalho e a sua personalidade real são pessoas diferentes."


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Existem limites para o quanto você pode se soltar no escritório e o que é aceitável em uma empresa tipo startup é provavelmente bem diferente do que é aceitável em um ambiente de trabalho coxinha.

Mas a ideia de que você precisa de alguma maneira ser uma versão mais séria de si mesma (ou de praticamente qualquer coisa) quase não existe mais -- e não faz nenhuma falta.

"O papel do sucesso no mundo profissional pertencia tradicionalmente a um homem branco durante muito tempo, e muitas culturas ainda consideram que esse é o padrão", disse Loder. "Mas a maneira de ser mais feliz -- e de causar um impacto -- é ser autêntico”.



O Google Brasil concluiu nesta sexta-feira duas semanas de testes do "Projeto Loon" - que pretende usar balões para levar internet a áreas remotas - em Teresina e Campo Maior, no Piauí. Foram feitos dois lançamentos com a tecnologia no Brasil, o primeiro em 28 de maio e o segundo, hoje.



Com os balões, a turma da nona série da escola municipal Linoca Gayoso Castelo Branco, na comunidade de Água Fria, teve sua primeira aula com acesso à internet, enquanto um balão sobrevoava a região e transmitia o sinal LTE para uma antena especial instalada no telhado. A aula de geografia, então, incluiu ferramentas como a Wikipedia e o Google Earth.


O teste com a escola marca a primeira vez que o Projeto Loon usou a tecnologia LTE para conectar pessoas por meio dos balões. Participam da iniciativa no Brasil a provedora de internet Vivo e a Telebras, responsável pela infraestrutura de telecom.

O ministro das comunicações, Paulo Bernardo, acompanhou o lançamento dos balões e disse que o "governo federal considera prioridade o avanço do uso da internet em todas as camadas da população e em todas as regiões do Brasil”, reconhecendo a necessidade de disponibilizar fibra óptica, satélites, equipamentos fixos ou móveis.

Como nasceu


Desenvolvido no laboratório Google X, no Vale do Silício, o Project Loon pretende utilizar redes de balões de gás hélio, capazes de voar por 100 dias e equipados com antenas Wi-Fi, para levar conexão a áreas sem internet.

Os balões são capazes de subir à estratosfera, atingindo altitudes de 20 km – duas vezes mais do que aviões. Nesse ponto, os ventos são lentos, com velocidades entre 8 km/h e 32 km/h. Além disso, a tecnologia do Google utiliza uma série de algoritmos para calcular a velocidade do vento e usá-la a favor do projeto.

Os balões são feitos de plástico inflável e projetados especialmente para suportarem altas pressões. Eles ainda são equipados com paraquedas que ajudam a controlar a altitude do voo. Segundo o Google, cada aparelho é capaz de fornecer internet a uma área de 40 km de diâmetro. A velocidade da conexão é comparável à internet 3G brasileira.






Baseado no livro best-seller homônimo de John Green, o filme “A Culpa é das Estrelas” estreia hoje nos cinemas. O longa-metragem conta a comovente história de Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley), uma jovem que, desde os 13 anos de idade, luta contra um câncer.

Sem se enxergar como uma adolescente comum, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de ajuda. É nessas reuniões que ela conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), que mudará a forma como ela encara a vida, o amor e a doença.

“A Culpa é das Estrelas” (“The Fault In Our Stars”)
Direção: Josh Boone
Duração: 125 minutos
Gênero: Drama
Elenco: Shailene Woodley, Ansel Elgort, Nat Wolff, Willem Dafoe
Links: Site oficial, IMDb e Rotten Tomatoes


Ela é a primeira rapper de seu país a cantar usando o véu. Mesmo ameaçada de morte, continua a lutar pelo direito das mulheres através de suas letras


A jovem Mayam Mahmoud, com seu véu, parece uma mulher egípcia comum.

Exceto por um detalhe: ela é uma rapper. A primeira do seu país.

Aos 19 anos, subiu no palco do Arabs Got Talent, em outubro do ano passado.

Sua performance de rap chamou a atenção do Egito e do mundo árabe. Para o bem e para o mal.

Muitos elogiaram seu talento. Mas religiosos extremistas consideraram um absurdo uma mulher cantar uma música de rap. Por isso, ela recebeu uma ameaça de morte.

Com suas letras, Mayam combate uma dura realidade de seu país: o assédio e o abuso sexual que as mulheres sofrem.

Com o hip hop e o rap, ela também quer deixar claro que ninguém deve dizer a uma mulher como agir ou se vestir.

“Eu quero que as pessoas saibam que as mulheres, principalmente as mulheres que usam o véu islâmico, podem fazer o que quiserem. Não há uma ação ou um trabalho proibido para elas”, disse Mayam ao Global Post.

Em uma de suas músicas, ela passa uma mensagem dura e direta aos homens (em tradução livre do inglês): "Eu não serei aquela a ficar envergonhada. Você flerta, você assedia e você não vê nada de errado nisso. Mas mesmo que pareçam apenas palavras, não são flertes, são pedras".

Apesar de não ter se qualificado para a final do show, muitas mulheres egípcias ficaram tocadas pela mensagem feminista de suas canções.





Mayam

Mayam Mahmoud cresceu em Embaba, um bairro pobre do Cairo. Estudou ciências políticas e tem uma carreira paralela como modelo.

Ela cresceu em um Egito cujos casos de violência sexual e assédio para com mulheres são corriqueiros.

De acordo com uma pesquisa da Thomson Reuters, o Egito é o pior país árabe para as mulheres. A escalada de grupos islâmicos extremistas na política torna a situação das mulheres ainda mais delicada.

A ONU, por exemplo, levantou dados que mostram que 99,3% das mulheres egípcias já sofreram assédio sexual.

Esses números foram suficientes para Mayam perceber que algo precisava ser dito.

“As garotas estão sempre paranoicas, ficam preocupadas quando têm que andar até a escola, por exemplo. As mulheres, assim, raramente saem de casa”, disse.

As grandes influências de Mayam? Nada de hip hop ocidental, Eminem ou Kanye West. Segundo ela, sua mãe é sua grande influência. Desde os 12, ela lhe incentivou a ler e escrever.

Quando a poesia virou letras de rap, seus pais ficaram preocupados no começo, considerando o rap uma atividade "pouco feminina".

Mas logo mudaram de ideia e a ajudaram a gravar uma música em um estúdio em Alexandria.




Rap contra rap

O rap de Mayam é uma resposta ao rap dos homens do Egito. Segundo ela, muitos rappers homens cantam músicas que falam que a culpa pelos assédios e abusos é das próprias mulheres, porque “usam certas roupas ou maquiagem”.

Suas músicas, agora, incomodam os ultraconservadores do país, que consideram totalmente inapropriado uma mulher, usando um véu, cantar e aparecer em programas de entretenimento.

"Quem disse que feminilidade é sobre vestidos? Feminilidade é sobre inteligência e intelecto", diz um de seus raps.

A repressão e até a ameaça de morte não pararam Mayam.

Em Londres, ela ganhou o prêmio Index Freedom of Expression, por defender o direito das mulheres.

No Facebook, ela se juntou a amigos para criar a página “Carnival of Freedom”, onde mulheres de todo o país podem postar fotos delas participando de atividades normais, mas que no país são proibidas ou “obscenas”. Jogando futebol, por exemplo.

A escolha do rap foi por causa de sua maneira particular de “se expressar de modo mais livre”. Além disso, a cena do hip hop e do rap é muito forte no país, ainda que os artistas mais ouvidos sejam os americanos, como Jay-Z.

“Minhas letras falam das experiências reais das mulheres. Elas me contam suas histórias e eu relato a dor delas através do rap”, disse.

“Ninguém mais, além de nós mesmas, pode relatar a dor da mulher egípcia”, conclui.

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