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Os carros que fizerem pelo menos 17,26 quilômetros por litro com gasolina ou 11,96 quilômetros por litro com etanol vão pagar menos impostos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (4) pelo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ao falar sobre o novo regime automotivo. Segundo ele, quem tiver um carro nessas condições, vai economizar R$ 1.150 por ano.

O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) subiu 30 pontos percentuais neste ano. Mas o governo decidiu descontar esses 30 pontos para as indústrias que usarem uma certa quantidade de peças nacionais ou do Mercosul. Agora, foi anunciado um desconto extra de até dois pontos percentuais para quem fizer carros mais econômicos, que gastem menos combustível.

"O desconto de impostos pode passar de 30 pontos percentuais do IPI", disse Pimentel. "Vamos oferecer incentivos para empresas que alcancerem metas de eficiência energética. Alcançada essa meta, a redução de IPI pode chegar a dois pontos percentuais além dos 30." Essa meta deve ser atingida até 2016.

Segundo as novas regras, as montadoras instaladas no Brasil que reduzirem o consumo dos veículos em 11% serão beneficiadas com a redução de 30 pontos percentuais.  Caso a redução chegue a 22%, o IPI será reduzido em mais 2 pontos percentuais.


Isso significa que os carros rodariam com 17,26 quilômetros por litro com gasolina ou 11,96 quilômetros por litro com etanol. Hoje a média de consumo é de 14 quilômetros por litro com gasolina e 9,7 quilômetros por litro com etanol.
O novo regime automotivo ficará em vigor de 2013 a 2017.

O governo fez uma série de reuniões com as montadoras desde abril, quando anunciou uma nova política automotiva para os próximos cinco anos, para regulamentar as metas que devem ser atingidas pelas fabricantes.

Na prática, isso levará a outro objetivo que o governo quer que as montadoras cumpram: a redução da emissão de gases poluentes dos atuais 171 gramas de gás carbônico (CO2) por quilômetro, em média, para cerca de 130 gramas por quilômetro em 2017.

Regra exige mínimo de peças nacionais

O novo regime automotivo também exige que as empresas usem uma quantidade mínima de peças produzidas no Brasil e em países que integram o Mercosul para receber o benefício tributário do IPI.

Nas regras anteriores, a exigência de conteúdo regional é de 65% nos modelos fabricados no Brasil.

Contudo, essa regra leva em conta os gastos administrativos que as montadoras têm na produção e até mesmo gastos com publicidade.

Na nova política automotiva, o cálculo leva em conta apenas os custos ligados diretamente à fabricação do veículo.

Incentivo a pesquisa e inovação

As montadoras também receberão incentivos adicionais se comprovarem que estão investindo mais em pesquisa, inovação da linha de produção e tecnologia.

O governo estipulará ainda cotas de importação para montadoras que tenham planos de investimento de fábricas no Brasil para que elas tenham benefícios tributários até que suas linhas de produção sejam construídas.

Entre as montadoras que aguardam a definição das cotas para decidir sobre a implantação de fábricas no Brasil está a alemã BMW.

Montadoras já cumprem metas semelhantes em outros países

Segunda fontes, que falaram em anonimato, quase todas as metas estipuladas no decreto podem ser atingidas pelas montadoras, porque as empresas --todas elas com operações globais-- já estão sujeitas a metas semelhantes em outras partes do mundo.

"O que a gente está fazendo é colocar o setor automotivo brasileiro em linha com o restante do mundo. Isso dará novo fôlego para as exportações de veículos a partir do Brasil", argumentou uma fonte do governo.

Deve haver troca de motores, segundo consultoria

Segundo o gerente da consultoria Jato Dynamics no Brasil, Milad Kalume Neto, os motores em uso no país atualmente "são extremamente ultrapassados" e, por isso, a nova regra exigirá investimentos na reformulação dos propulsores.

"Num mesmo motor, conseguir 22% de performance energética é bastante coisa. Acho pouco provável que isso possa ser feito sem que tenha uma alteração expressiva do motor", disse Kalume.

"Acredito que vai haver um movimento de troca de motores, por motores com novos materiais e novas tecnologias. Um processo análogo ao que passou a Europa com o 'engine downsizing', em que os motores reduziram sua capacidade volumétrica e passaram a ter maiores ganhos energéticos."

"Vai ser necessário investir em motores", acrescentou, lembrando que montadoras como Toyota, Nissan e General Motors estão investindo em novas fábricas de motores.

(Com informações da Reuters)

Caso é tão estranho que polícia não descarta nenhuma possibilidade
Caso é tão estranho que polícia não descarta nenhuma possibilidade

As autoridades americanas estão investigando a morte de um fazendeiro que foi devorado pelos próprios porcos que criava em seu rancho.

Terry Vance Garner, de 70 anos, foi visto pela última vez na quarta-feira (26), quando saiu de casa para alimentar os porcos, em sua propriedade rural no litoral do Estado do Oregon.

Após o desaparecimento, partes de seu corpo e de sua arcada dentária foram encontradas por um parente.

Um promotor do condado de Coos, onde ocorreu o incidente, disse que um dos porcos já havia sido agressivo contra o fazendeiro. Cada porco pesa cerca de 300 kg.

Segundo a rede de TV local KCBY News, os restos do corpo do fazendeiro estão sendo analisados por um legista da Universidade de Oregon para determinar como ele morreu.

A polícia disse à rede de TV que o caso é tão estranho e inusitado, que a polícia abriu uma investigação criminal - não descartando nenhuma hipótese.

"Até onde sabemos, foi um acidente horrível, mas isso é tão estranho que precisamos considerar todas as possibilidades", disse o promotor Paul Frasier ao jornal The Register Guard.

Os investigadores acreditam que existe grande chance de ele ter sofrido um problema de saúde - por exemplo, um infarto - enquanto estava trabalhando em meio aos porcos.

O 'leilão' de Catarina reflete a ordem moral em que o sexo das mulheres é propriedade masculina

EBORA DINIZ É ANTROPÓLOGA, PROFESSORA DA UNB, PESQUISADORA DA ANIS - INSTITUTO DE BIOÉTICA, DIREITOS HUMANOS E GÊNERO - O Estado de S.Paulo

Um leilão de virgens em território global. Foi nesse cenário que Catarina Migliorini, catarinense de 20 anos, se lançou: o espetáculo de ser uma virgem leiloada para um documentário dirigido por um australiano. Já foram feitos 13 lances, o mais alto de US$ 160 mil, oferecido por Jack Miller, americano ainda desconhecido. Catarina será desvirginada em um voo da Austrália para os EUA, estratégia para burlar leis locais que restringem a prostituição ou o comércio do sexo. O site "procuram-se virgens" lista as regras da penetração: brinquedos eróticos e beijos são proibidos; não pode haver filmagem ou audiência; o tempo mínimo de consumo da virgem será de uma hora. O leilão atiça a curiosidade sobre o filme, cujo enredo está a meio caminho de um documentário, reality show e pornografia.

Alexander é o virgem em leilão. Catarina comprovará sua virgindade por exames ginecológicos, mercadoria mais difícil de ser demonstrada no corpo de Alexander. Por isso a aposta nas imagens e na história de vida do rapaz: um tipo tímido que não olha para a câmera, quem sabe um solitário à procura da proteção de uma mulher madura. Sua virgindade vem sendo pouco cobiçada - o lance mais alto foi de US$ 1.200, oferecido por uma australiana. O diretor tentou não ser óbvio no espetáculo do sexo ao incluir um virgem no enredo, mas a audiência resiste à igualdade na exploração sexual de homens e mulheres: Catarina é a mercadoria em disputa e certamente será a protagonista do filme. Alexander, um coadjuvante. Sua utilidade é aliviar a barra com as feministas críticas do comércio do sexo, caso da jurista americana Catharine MacKinnon, para quem a prostituição e a pornografia são danosas às mulheres.

Não sou uma seguidora de MacKinnon na perseguição à pornografia ou à prostituição - desconfio de sua tese de que homens que veem filmes pornográficos violentos buscam reproduzir suas fantasias no corpo de outras mulheres, ou mesmo que proibir o comércio do sexo protege as mulheres da exploração sexual. Mas há algo de inquietante na disputa por Catarina que ressoa da ordem moral em que o sexo das mulheres é uma propriedade masculina. Afinal, o que querem os homens ao leiloar uma virgem? Reanimar o tabu do sexo. Há mulheres em abundância dispostas, por prazer, dinheiro, ou ambos, a manter relações sexuais com homens. Muitas são virgens. O filme nos transforma em audiência de um jogo que não desafia a moral hegemônica; ao contrário, brinca com suas normas.

Uma prostituta é uma mulher disponível no mercado. Uma virgem é uma mulher à espera de um homem. A prostituta é a mulher da rua; a virgem, a da casa. O filme mistura os papéis, joga com as fantasias sexuais: a virgem é, agora, uma prostituta, a mulher que será penetrada em um espetáculo global, mas que não será visto. A câmera acompanhará o casal até a entrada do avião e a cena de sexo será apenas imaginada, como a que ocorre com as virgens na noite de núpcias. Seremos voyeurs de uma mulher que vende seu sexo como em um filme pornográfico, mas o tom documental da história a manterá na redoma protegida das virgens.

O tabu do sexo perturba não apenas nossa moral, mas o estatuto narrativo dos filmes. Por isso há algo de político nesse documentário. MacKinnon persegue os filmes pornográficos porque considera que as cenas de sexo são reais: uma mulher violada em um filme pornográfico é, de fato, uma mulher violada. Catarina será desvirginada - haverá um antes e um depois em seu corpo, segundo as perícias médicas. Mas ela reclama para si o estatuto profissional de atriz e não de prostituta: é uma atriz que venderá sua imagem e seu hímen para um documentário sobre como o tabu do sexo movimenta mercados e audiências.

História do casal de assaltantes mortos pela polícia em 1934 foi transformada em filme vencedor de 2 Oscars em 1967

As armas usadas pelo notório casal de assaltantes americanos Bonnie Parker e Clyde Barrow vão a leilão neste domingo nos Estados Unidos.


AP
A empresa estima entre US$ 150 mil e US$ 300 mil o valor dos lances pelo revólver


A história de Bonnie e Clyde, que morreram cravejados de balas pela polícia em 1934, foi transformada em 1967 em um filme vencedor de dois Oscars, com Warren Beatty no papel de Clyde e Faye Dunaway no papel de Bonnie.

Os crimes cometidos pela dupla em pleno auge da Grande Depressão os colocou como figuras de destaque no imaginário americano.

As armas do casal serão vendidas como parte de um leilão intitulado American Gangsters, Outlaws and Lawmen (Gangsters Americanos, Foras da Lei e Homens da Lei), realizado pela companhia de leilões RR Auction no Estado de New Hampshire.

A empresa estima entre US$ 150 mil e US$ 300 mil (R$ 300 mil a R$ 600 mil) o valor dos lances pelo revólver Colt Detective Special .38 de Bonnie e pela pistola 1911 Army Colt .45 de Clyde.

O leilão terá também pertences de Al Capone e do detetive Eliot Ness, entre outros nomes conhecidos.

'Tragédia de Shakespeare'
Bonnie Parker e Clyde Barrow ganharam notoriedade por uma série de assaltos a banco e assassinatos até serem mortos pela polícia em uma emboscada em 23 de maio de 1934.

Além das armas que o casal portava, também deverão ser leiloados objetos retirados do carro onde eles foram mortos, como o estojo de maquiagem de Bonnie e um maço de fotos.

O professor aposentado de história E.R. Milner afirma que é clara a razão pela qual o casal ganhou tanta notoriedade.

"Os americanos e, acredito, a maioria das pessoas, adoram amantes... e aqui estavam estes jovens no meio da pior depressão econômica da história do mundo lutando pelo que acreditavam que era certo e amando um ao outro", disse ele à BBC.

"Era quase como uma tragédia de Shakespeare transportada para uma estrada poeirenta da Louisiana", afirmou.

A condição é que as garotas mostrem arrependimento por terem feito uma 'oração punk' para o país se livrar do presidente Vladimir Putin

AE - Agência Estado

MOSCOU - A Igreja Ortodoxa Russa pediu clemência para três integrantes da banda de rock Pussy Riot, desde que elas mostrem arrependimento por terem feito uma "oração punk" para o país se livrar do presidente Vladimir Putin. O pedido foi feito hoje, um dia antes de um tribunal de recursos se reunir para reexaminar a condenação das cantoras.



Misha Japaridze / AP
Integrantes do grupo punk no tribunal

Não havia neste domingo informações sobre se as três integrantes da banda, que haviam sido condenadas a dois anos de prisão no mês passado, vão "mostrar arrependimento", nem indicações sobre se o tribunal reduzirá as penas. Putin sempre relutou em dar a impressão de que se curva a pressões da opinião pública e tem adotado uma linha cada vez mais dura contra dissidentes desde que assumiu seu terceiro mandato como presidente russo, em maio deste ano.


Em seu comunicado, a Igreja Ortodoxa reafirmou sua própria condenação às integrantes da Pussy Riot, dizendo que as ações da banda "não podem deixar de ser punidas". O texto ressalva que se as cantoras mostrarem "penitência e reconsideração de suas ações", isso "não deve passar despercebido".

No começo de setembro, o primeiro-ministro Dmitry Medvedev disse que manter as três integrantes da banda na prisão seria "contraproducente", o que encorajou, entre os ativistas que defendem a democracia e os direitos humanos, a esperança de que o tribunal de recursos colocaria as três cantoras em liberdade. Observadores mais céticos, porém, lembram que o próprio Putin disse, antes do julgamento, que as integrantes da banda não deveriam ser julgadas com muita severidade; isso gerou expectativas, que acabaram não sendo confirmadas, de que elas não seriam condenadas à prisão por "vandalismo provocado por ódio religioso".

Nadezhda Tolokonnikova, de 22 anos, Maria Alekhina, 24, e Yekaterina Samutsevich, 30, foram presas em março depois de um show na Catedral do Cristo Salvador, em Moscou, no qual pediram à Virem Maria que livrasse a Rússia de Vladimir Putin, que seria eleito duas semanas depois para um terceiro mandato como presidente do país. Durante o julgamento, em agosto, elas disseram que estavam protestando contra o apoio da Igreja Ortodoxa a Putin e que não queriam ofender os religiosos.


O julgamento atraiu a atenção internacional e tanto o governo Putin como a Igreja Ortodoxa querem deixar o assunto para trás, para não sofrerem mais danos à sua imagem. A prisão das integrantes da banda passou a simbolizar a intolerância do governo Putin com dissidentes e provocou críticas à Rússia, mobilizando celebridades e músicos como Paul McCartney e Madonna em apoio à Pussy Riot.

Nos últimos meses, ativistas de oposição têm sido presos, revistados e interrogados e o Parlamento russo aprovou uma série de leis draconianas, entre elas uma multiplicação de 150 vezes na multa prevista por participação em manifestações de protesto não autorizadas previamente; outra lei obriga organizações não governamentais que recebam recursos do exterior a registrar-se como "agentes estrangeiros".


Na semana passada, o Parlamento, dominado por partidos favoráveis a Putin, discutiu um projeto de lei que tornaria "ofender sentimentos religiosos" um crime punível com até cinco anos de prisão.


Ações como essa tornaram os amigos, familiares e advogados das integrantes da Pussy Riot mais pessimistas quanto à possibilidade de o tribunal de recursos reduzir as sentenças. A advogada Violetta Volkova disse na sexta-feira, depois de visitar a prisão onde as três cantoras estão sendo mantidas, que tem pouca esperança de uma decisão justa, num país em que os tribunais se curvam ao governo;

"Sempre há pelo menos um mínimo de esperança pelo bom senso, e de que o tribunal atue de acordo com a lei. Mas, tendo em vista a situação política na Rússia, não podemos contar com uma decisão puramente legal", afirmou a advogada.

Stanislav Samutsevich, pai de uma das cantoras presas, disse que também tem poucas esperanças. Para ele, o governo deverá usar o julgamento do pedido de recurso para "de alguma maneira justificar a sentença severa que foi imposta".

Olga Vinogradova, bibliotecária e amiga de infância de uma das integrantes da banda, Maria Alekhina, disse que enviou livros de filosofia para a amiga encarcerada e que tem recebido mensagens dela uma ou duas vezes por semana. Alekhina tem um filho de cinco anos de idade. "Uma coisa que ela escreveu em uma carta é que não poderia pagar um preço mais alto do que uma separação prolongada de sua criança. É o preço mais alto pela liberdade de dizer o que quer", disse Vinogradova. "Ela está assustada com o que está acontecendo agora, com essas novas leis. Acho que ela esperava mais do movimento de protestos", acrescentou. As informações são da Associated Press.


O formato do novo programa de Hebe, porém, ainda não foi anunciado
Foto: Facebook/Reprodução


A direção artística e de programação do SBT acaba de acertar, junto ao empresário Cláudio Pessuti, nesta quinta-feira (27), o retorno de Hebe Camargo à emissora. O formato e a data de estreia do novo programa ainda estão sendo planejados pela direção e pelo empresário da apresentadora.

Na semana passada, a coluna Outro Canal, do jornal Folha de S. Paulo, já havia antecipado a contratação de Hebe. Ela, que se desligou da RedeTV! em 17 de setembro, receberá uma homenagem do SBT, preparada para acontecer na cerimônia do Teleton, em novembro.

Ainda segundo a publicação, existem dois projetos diferentes para o novo programa da apresentadora. Em um deles, o formato seria de uma "noite de gala", com convidados em trajes sociais e cenário de festa. No outro, seria uma espécie de talk-show intimista, gravado na própria casa de Hebe. A segunda opção teria aparecido como uma forma de poupar a saúde da apresentadora, que atualmente está tratando um câncer.

Descubra 10 curiosidades sobre a vida do ator




Nesta segunda-feira (30), o eterno 'Exterminador do Futuro', Arnold Schwarzenegger, completa 65 anos. O ex-governador do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, iniciou sua carreira bem cedo, aos 14 anos, quando começou a treinar musculação.

Fisiculturista, ganhou diversos prêmios, inclusive o de Mister Universo. A fama internacional veio quando mudou-se para Hollywood. O ator foi protagonista de grandes clássicos, como “Conan, o Bárbaro” e da série “Exterminador do Futuro”.

Além da carreira artística, Schwarzenegger também se envolveu com política, e, por causa de seu cargo, acabou ganhando o apelido de “Governator”.



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O nome de batismo do ator é Arnold Alois Schwarzenegger e, ao contrário do que muitos pensam, ele não é americano, e sim, austríaco.


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O ator começou a treinar para ser fisiculturista aos 14 anos e, aos 18, já ganhou o título de Mister Universo. Ele também venceu o concurso Mr. Olympia sete vezes. Por isso, tornou-se uma personalidade da modalidade e tem até um concurso com seu nome, o Arnold Classic.


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Arnold admitiu ter usado esteroides anabolizantes para melhorar seu desempenho, porém só fez o uso dessas substâncias enquanto elas eram permitidas.


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Em seu primeiro filme “Hercules in New York”, o ator usou o pseudônimo “Arnold Strong” e sua voz foi dublada por outro ator. Porém, o sucesso veio quando protagonizou 'Conan - O Bárbaro'.


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Para fazer “O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final”, Arnold recebeu US$ 15,3 milhões (cerca de R$ 30 milhões). Já para protagonizar “O Exterminador do Futuro: A Rebelião das Máquinas”, ele embolsou cerca de US$ 30 milhões (cerca de R$ 60 milhões), o segundo maior cachê pago a um ator em um único filme.


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Durante as filmagens de “O Sexto Dia”, o astro quase morreu. Em uma das cenas do filme embaixo d’água, ele nadou na direção errada e foi parar, sem fôlego, embaixo de uma plataforma. Uma pessoa da produção acabou percebendo tudo e o salvou.



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Schwarzenegger também já bancou o herói. O ator resgatou um banhista que estava com câimbras em Maui, no Havaí. Ele usou uma prancha para ajudar a resgatar o rapaz em apuros.


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O ator anunciou sua candidatura para as eleições governamentais da Califórnia de 2003, durante uma entrevista no programa “The Tonight Show With Jay Leno”. Ele foi eleito em outubro do mesmo ano e ficou no comando até 2011, sendo substituído pelo democrata Jerry Brown.


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Schwarzenegger é o fundador da cadeia de restaurantes Planet Hollywood, junto com Bruce Willis, Sylvester Stallone e Demi Moore.


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O ator faz parte do time dos que já pularam a cerca. Ele teve um caso com sua empregada doméstica, com direito a um filho com ela.

Evento começou em 1898 como forma de propagar o automóvel. O iCarros fará a cobertura da edição 2012, que abre as portas no dia 27

24/09/2012 - Thiago Moreno / Fonte: iCarros

O Salão de Paris é um dos eventos automotivos mais importantes do calendário internacional. Com mais de 100 anos de história, o evento mantém sua relevância mostrando as tendências e o futuro do setor. Descubra como ele nasceu e todo o trajeto percorrido até a edição de 2012 e veja todas as informações sobre como estar presente ao salão.

O Salão de Paris começou como uma iniciativa do Automóvel Clube da França para promover o automóvel, máquina que ainda era novidade naquela época. Assim nasceu a Exposicion Internacionale d'Automobile.

No início do século XX, o Salão de Paris passou de evento nacional para uma reunião de várias marcas ao redor do mundo. Em 1901, o palco era o Grand Palais, com 6.000 m² de espaço para nada menos que 220 marcas exibirem as novidades sobre rodas. Em 1909, porém, uma discordância entre os organizadores e os fabricantes inviabilizou a edição daquele ano, mas as atividades foram retomadas normalmente em 1910, parando somente pela eclosão da Primeira Guerra Mundial.


Com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, o mundo viveu um período de recessão econômica e isso se refletiu também no Salão de Paris. De 1.339 expositores registrados em 1929, apenas 526 marcas estavam presentes na edição de 1938. Pouco depois, em 1939, o evento era paralisado novamente por causa de outro conflito global: a Segunda Guerra Mundial.





Em 1946, logo após o término dos conflitos, o Salão de Paris voltou com força total, mas a falta de matéria-prima ao final da Guerra gerou uma situação no mínimo inusitada: os visitantes poderiam ver quantos carros quisessem, mas, para comprar, precisavam de uma autorização do governo francês. Mesmo assim, cerca de 8 mil pessoas compareceram à edição daquele ano, que durou dez dias.





A década de 1950 e o crescimento econômico global do período fizeram o Salão de Paris crescer. Já em 1950 foi preciso separar os expositores de veículos utilitários e motocicletas em um espaço próprio: o Porto de Versailles. Os automóveis continuariam ainda no Grand Palais que, em 1953 disponibilizava 80 mil m² de área aos fabricantes. Um ano depois, o número de visitantes ultrapassou um milhão de pessoas. O ano 1957 viu o advento da indústria japonesa, quando o Prince Skyline (marca que se tornaria a Nissan) foi exposto naquele ano.



Com um público cada vez maior, o Grand Palais não suportava mais acomodar os visitantes. Em 1962, o Salão de Paris se mudou para o Porto de Versailles, aonde permanece até hoje. A visitação continuou crescendo e, em 1968, o público passou de 1.060.000.




Com o acirramento dos conflitos no Oriente Médio, maior região produtora de petróleo do mundo, e a escalada nos preços dos combustíveis, o Salão de Paris perdeu força durante a década de 1970. Já em 1977, o evento passou a ser bienal, não mais anual, alternando-se com o Salão de Frankfurt. Mesmo assim, houve espaço para grandes lançamentos como o esportivo BMW M1 da foto.




A década de 1980 foi marcada pela mudança de nome do salão, que passou a ser chamado de Mondial de l'Automobiles. Nessa época também a Ferrari apresentou o esportivo 456 GT da imagem.


Não é qualquer coisa que se mantém relevante durante um século, mas o Salão de Paris conseguiu e, em 1998, completou 100 anos exibindo o futuro do setor automotivo para o mundo inteiro.



A edição 2012 do Salão de Paris acontece entre 29 de setembro e 14 de outubro, das 10h às 20h no horário francês. Às quintas e sextas, o horário se estende a até às 22h. O evento deste ano ocorre no Paris Expo, situado Porto de Versailles. O endereço é 75015, Paris. A entrada custa 13 euros, mas estudantes e pessoas entre dez e 18 anos pagam 7 euros. Menores de dez anos entram gratuitamente. Quem for em grupos de pelo menos 15 pessoas paga um preço promocional de 11 euros cada. Para chegar lá, o mais indicado é o transporte público. Pela linha 12 do metrô parisiense, basta descer na estação Port de Versailles. Pelas linhas 8 do metro ou pelas 2 e 3 de trens, a estação mais próxima é a Balard Station. Para quem for de ônibus, as linhas 39 e 80 são as mais indicadas e o ponto de parada também é a Balard Station. Para quem quiser adquirir os ingressos pela internet, basta  acessar o site do evento.






A mãe da jovem Katsue Stefane Santos Vieira, morta a facadas e depois queimada no forno de uma pizzaria, em Cuiabá (MT), busca na Justiça o direito de enterrar a filha. Por meio da Defensoria Pública do Mato Grosso, Maria Eunice Pereira dos Santos ingressou com uma ação contra o Estado para ter acesso aos restos mortais de Katsue e, ainda, receber uma indenização por danos morais e materiais.

Duas liminares já foram concedidas em favor de Maria Eunice, mas o Instituto Médico Legal (IML) teria negado entregar os restos mortais à família da jovem. De acordo com a Defensoria Pública, o diretor do IML afirma não ter cadáver para entregar, além de não poder emitir uma declaração de óbito.

Conforme a ação, impetrada pelo defensor público Cláudio Aparecido Souto, laudos da perícia acusam o recebimento de "material calcinado" proveniente de ossada, além de outros fragmentos com características de um "indivíduo adulto jovem". "O direito de ser sepultado é um direito personalíssimo de cada indivíduo que, com a sua morte, é exercitado pelos familiares, que realizam cultos aos seus antepassados, o que impõe um tratamento digno do cadáver humano", afirmou Souto.

Na ação, além de exigir a entrega dos restos mortais de Katsue, é pedida uma ação indenizatória pelos transtornos que a falta de sepultamento da vítima causou à família. O montante pedido é de 350 salários mínimos, o equivalente a R$ 217 mil.

O caso

Katsue Stefane foi encontrada morta no dia 4 de fevereiro de 2012, carbonizada, no forno de uma pizzaria na avenida General Melo, em Cuiabá (MT). De acordo com o Ministério Público do Estado, Weber Melques Vernandes de Oliveira, filho do dono do estabelecimento, é o principal suspeito pelo crime.

Testemunhas relataram que viram o jovem entrando sozinho na pizzaria durante a noite do assassinato e que ele teria saído, pela manhã, sozinho e sujo de sangue. Conforme a Polícia Civil, o pai de Weber prestou depoimento onde contou que estava viajando e havia deixado a chave da pizzaria com o filho.

O empresário disse que vizinhos ligaram para ele relatando ter ouvido gritos de uma mulher no estabelecimento no dia do crime. Ao voltar, ele conversou com o filho, que teria dito que havia matado uma pessoa, sem contar quem e nem onde. Em seguida, o rapaz pegou sua motocicleta e desapareceu, sem dar mais notícias.

Dias depois, ele se apresentou à polícia e confessou o crime. Weber segue preso, a espera de julgamento.

Uma nova doença respiratória semelhante à SARS - epidemia global que matou centenas de pessoas em 2003 - foi diagnosticada em um homem que está sendo tratado na Grã-Bretanha. Outro caso, na Arábia Saudita, resultou na morte de um paciente. Confira abaixo perguntas e respostas sobre esse novo vírus.

O que é o novo vírus?
A nova doença é consequência de um tipo de coronavírus - uma família ampla de vírus que inclui desde um resfriado comum à SARS (sigla em inglês para síndrome respiratória grave e aguda).

Até agora, apenas dois casos foram diagnosticados deste novo vírus, e ambas as infecções foram originadas no Oriente Médio. Um dos casos foi confirmado por um exame de laboratório feito pela Agência de Proteção à Saúde da Grã-Bretanha, em Londres. O paciente está sendo tratado pelas autoridades britânicas de saúde.

O outro foi detectado por um exame de laboratório na Arábia Saudita. Os dados foram enviados a outro laboratório na Holanda, que confirmou se tratar do novo tipo de vírus. Ainda há poucas informações sobre o novo vírus e o quão letal ele pode ser entre seres humanos.

O que o vírus faz?
Os coronavírus provocam infecções respiratórias em humanos e animais. Os dois contaminados tiveram febre, tosse e dificuldades de respiração. O paciente na Arábia Saudita acabou falecendo, e o britânico está na UTI. Por ora, ainda não está claro se esse forte efeito é típico deste novo vírus, ou se há muitas pessoas contaminadas e apenas poucas estão tendo uma reação tão drástica.

Como ele se espalha?
Acredita-se que ele se espalhe por fluidos expelidos na tosse ou pelo espirro. Os especialistas acreditam não se tratar de uma doença altamente contagiosa, já que, nos dois casos diagnosticados até agora, as pessoas que trataram os pacientes não adoeceram. Os coronavírus são bastante frágeis. Fora do corpo humano, eles só sobrevivem por um dia e são facilmente mortos por detergentes e por outros produtos de limpeza.

Como é o tratamento?
Os médicos ainda não sabem qual é o melhor tipo de tratamento, mas as pessoas com sintomas graves precisam de cuidados intensivos que ajudem sobretudo na respiração. Não existe nenhuma vacina. Em Londres, o paciente está isolado, e todos que o estão atendendo usam máscaras e equipamentos de proteção.

Como se originou o vírus?
Os especialistas ainda não sabem a sua origem. Eles especulam que possa se tratar de uma nova mutação de um vírus já existente. Ou talvez seja uma infecção que já circula entre animais e que agora passou para os seres humanos.

Existe algum tipo de recomendação às pessoas que viajam?
Por enquanto, a Organização Mundial da Saúde descartou qualquer tipo de restrição a viagens ao Oriente Médio, onde ambos os casos surgiram. Mas esta decisão está sendo constantemente reavaliada.


Imagem mostra a capa do livro de Antony Beevor
Foto: Reprodução

Durante a Segunda Guerra Mundial, "os japoneses praticaram uma política de canibalismo com seus prisioneiros de guerra e, inclusive, com seus compatriotas mortos em combate", explicou nesta terça-feira em entrevista à Agência Efe o historiador britânico Antony Beevor.

Segundo Beevor, esse foi um dos aspectos que mais lhe surpreendeu durante a pesquisa elaborada para a realização de "A Segunda Guerra Mundial" (The Second World War), um livro que não pretende ser "o definitivo", mas sim lançar um olhar global baseado em sua experiência como escritor e como ex-militar.

Esse canibalismo era um fato que Beevor não conhecia. Os americanos e os australianos decidiram não dizer nada no final da guerra pelo choque que essa notícia poderia causar entre os familiares dos prisioneiros, explicou o historiador à Agência Efe em Madri, onde hoje apresenta seu novo livro.

Trata-se de uma prática que demonstra toda a crueldade do "extremamente militarizado" Exército japonês, que humilhava os soldados e usava toda a "fúria absorvida nas batalhas para se vingar contra os soldados vencidos".

Apesar de ainda não ser uma notícia pública e de massa, somente uma nova geração de jovens historiadores japoneses tiveram coragem de trazer este fato à tona, explica Beevor.

"É óbvio que todos os exércitos tiveram tentações de cometer crimes, mas alguns mantiveram certas coerências e proporções. No entanto, há diferentes pautas de comportamento. Nem todos os Exércitos foram iguais", completa o historiador.

Outro fato que surpreendeu Beevor foi o "terrível sacrifício" que os comandantes soviéticos infligiram a suas tropas na operação de distração durante a batalha de Stalingrado, que aconteceu para distrair os alemães e supôs a morte de 250 mil russos.

"Sacrificaram mais homens que os britânicos e os americanos juntos no Dia D", revelou Beevor.

Atrocidades existem em todas as guerras, embora o canibalismo dos japoneses é, sem dúvida, o fato mais terrível que Antony Beevor conta em seu novo livro, uma vasta obra que já foi lançada na Colômbia, na Argentina, no México e que, segundo o próprio autor, será publicado em toda América Latina.

Com mais de 30 anos de dedicação ao conflito militar mais amplo e sangrento da história, Beevor, neste livro com mais de mil páginas, resgata informações tiradas dos arquivos russos, alemães e, principalmente, franceses.

Apesar do excesso de fatos, o autor conseguiu achar uma estrutura para não se "afogar", um fato que, segundo o próprio autor, só foi possível graças a sua experiência prévia com livros como "Stalingrado" (2000) e "Berlim: A queda 1945" (2002), autênticos "best sellers" de nível mundial.

Neste novo lançamento, Beevor volta a recorrer ao elemento mais característico da escritura: uma mistura entre as épicas narrações das batalhas e das grandes discussões políticas com os detalhes mais humanos e desumanos das vítimas e carrascos da guerra.

Uma história que Beevor começa a contar na frente oriental, na guerra entre chineses e japoneses, um primeiro exemplo das atrocidades que cometeriam os japoneses, que em Nanjing mataram entre 200 mil e 300 mil chineses da maneira mais cruel, sem distinguir sexo e idade.

Se Beevor decidiu começar por essa parte da história é porque pensa que isso condicionou todo o desenvolvimento posterior de um conflito que se caracterizou por incluir "elementos de uma guerra civil internacional" e que, na realidade, foi "um conglomerado de diferentes conflitos".

"Me senti muito lisonjeado quando disseram que este era o livro definitivo sobre a Segunda Guerra Mundial. Mas, na verdade, não é assim. Sempre haverá novos elementos. Os arquivos da Rússia são enormes e só puderam ser consultados entre 1995 e 2000, enquanto o dos japoneses não deixam pesquisadores estrangeiros consultar os seus", ressaltou Beevor.

Apesar de ainda existir muitas coisas por descobrir, Beevor aponta que o mais intrigante de seu livro são as histórias individuais, muitas delas tiradas de testemunhos de combatentes franceses cujos descendentes entregaram suas cartas às autoridades.

Através dessas histórias pessoais, o leitor se identifica mais facilmente com uns fatos que ultrapassam o entendimento, sendo que esse tipo de narração é o que fez de Beevor um dos historiadores mais lidos na atualidade.

"Hoje em dia, eu não entendo como fizemos para viver nas trincheiras, no descoberto, na neve, congelados de frio e sem tirar jamais os sapatos e a roupa. Isso sem ter água e sem ter nada com que se esquentar". Este é o testemunho de um oficial do Exército Vermelho que se une a outros muitos em uma obra imprescindível para quem deseja entender o que ocorreu com mundo no século XX.




Esporte não requer equipamentos ou competição. Seu objetivo é a superação de obstáculos.

A revista Samuel reuniu dez imagens de jovens palestinos praticando Parkour na Faixa de Gaza, nesta sexta-feira (21/09).

O Parkour é uma atividade física focada na superação de obstáculos. A ideia é sair de um local e chegar em outro da forma mais rápida e eficiente possível. Esse esporte combina uma série de movimentos, de correr e escalar a nadar e rolar. No Parkour não há equipamentos ou mesmo competição.

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Peteson Toscano gastou R$ 60.500 em tratamentos
Peteson Toscano gastou R$ 60.500 em tratamentos

O americano Peteson Toscano conta ter gasto USS$ 30 mil (cerca de R$ 60.500), recorrido a três tentativas de exorcismo e passado por um casamento fracassado até conseguir superar seus dilemas pessoais e aceitar que era gay.

O processo durou 17 anos e Toscano hoje milita contra tratamentos que atendem por com nomes como ''conversão'' ou ''terapia reparadora'', voltados para gays que querem mudar sua orientação sexual.

Tais práticas contam com o apoio de Igrejas fundamentalistas cristãs. E alguns dos que se submeteram a elas asseguram sua eficácia e se definem como ex-gays.

Mas Toscano, de 47 anos, afirma que não só estes processos não funcionam como também causam danos psicológicos.

Ele é de uma tradicional família ítalo-americanda do Estado de Nova York. Cristão devoto e evangélico, Toscano teve dificuldades em aceitar o que via como um conflito entre sua orientação sexual e sua fé.
'Desespero terrível'

''Eu estava fazendo algo errado pelo qual eu seria punido na outra vida. E por isso sentia muito medo e um desespero terrível'', afirma, em entrevista à BBC.

Como um adolescente que cresceu nos Estados Unidos da década de 80, Toscano viveu em uma época em que o termo ''gay'' era um sinônimo de Aids. Até 1973, psiquiatras americanos classificavam homossexuais como sendo insanos.

''Eu somei dois mais dois e cheguei ao que me parecia ser uma equação lógica, a de dizer 'isto é errado, é ruim, eu preciso consertar isso'. E 17 anos depois eu finalmente acordei e retomei a razão'', afirma.

Os anos de tratamento são uma lembrança dolorosa. Após ter entrado em depressão depois de uma entrevista à rádio pública dos Estados Unidos na qual relatou os processos a que se submeteu, ele agora evita entrar em pormenores.
Experiência traumática

Mas ele relata que um dos incidentes mais sombrios ocorreu durante seu internamento por dois anos no centro Love in Action (Amor em Ação), hoje rebatizado como Restoration Path (Caminho da Restauração), na cidade de Memphis, no Estado americano do Tennessee.

Lá, ele foi instruído a registrar todos os encontros homossexuais que já havia tido. Em seguida, pediram que ele relatasse o mais constrangedor destes encontros para sua família.

Tais terapias não se limitam, no entanto, aos Estados Unidos. Toscano visitou a Inglaterra na década de 90 a fim de se submeter a um exorcismo. Ele já tinha se submetido a dois exorcismos fracassados nos Estados Unidos.

De acordo com Peterson, esse tipo de prática ''é danosa psicologicamente especialmente para os jovens. Se você acredita nisso, você fará qualquer coisa para rasgar a sua alma''.

Nos Estados Unidos, já estão sendo tomadas medidas para proibir parcialmente as terapias de conversões para gays no Estado da Califórnia. E o governador Jerry Brown está avaliando um projeto de lei que torna ilegal a terapia reparadora para crianças. Se aprovada, será a primeira medida nesse sentido tomada no país.

Toscano tem um blog e um canal de YouTube e usa sua experiência como ator de teatro realizando apresentações nas quais procura consicentizar pessoas sobre os danos causados aos que se submetem a tratamentos para suprimir ou mudar suas orientações sexuais.

Desde o dia 20 de setembro, 17 crianças foram internadas em todo o Estado de Santa Catarina com uma alteração no sangue que impede o transporte de oxigênio, três estão em estado grave, segundo o Centro de Informações Toxicológicas. A hipótese mais provável é que a intoxicação tenha ocorrido pelo consumo de leite com nitrito.

O quadro de methemoglobina acomete principalmente crianças menores de três anos e os sintomas são cianose (rouxidão), principalmente nos lábios e embaixo das unhas, mas pode afetar todo o corpo, e o sangue fica “achocolatado”. Se há grande contaminação, podem ocorrer ainda dificuldade para respirar, dor de cabeça, fadiga, vertigem e desmaios. Em casos extremos, pode-se chegar ao coma ou a morte.

Segundo Marlene Zannin, supervisora do Centro de Informações, aos primeiros sinais os pais devem levar os filhos para o hospital. “Ainda hoje, várias crianças chegaram a hospitais com o quadro, que é diagnosticado por exame laboratorial”, explica. Zannin conta que algumas crianças já foram liberadas, enquanto algumas estão sob investigação e outras necessitam de UTI e ventilação mecânica.

O tratamento básico consiste na remoção do agente causador, administração de oxigênio e observação.

Os casos se concentram em Florianópolis, Vale do Itajaí e Balneário Camboriú.

A Secretaria de Saúde do Estado informou em comunicado que a Diretoria de Vigilância Sanitária retirou do mercado os lotes de leite pasteurizado de número 0687 e 0689 da marca “Holandês”, Indicado até o momento como causador da intoxicação. A Vigilância ainda recomenda que as pessoas que possuam tal leite em casa não o consumam. Entretanto, a toxicóloga informa que ainda não há a certeza de que esta tenha sido a fonte da contaminação.

Para receber orientações relacionadas à assistência, diagnóstico clínico e laboratorial, bem como tratamento, deve-se ligar para o Centro de Informações Toxicológicas no telefone    0800-643-5252.

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