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Flame, sucessor do Stuxnet, monitorou secretamente as redes iranianas

WASHINGTON - Estados Unidos e Israel desenvolveram juntos um sofisticado vírus de computador, apelidado como Flame, que reunia informações sigilosas como preparativo para a espionagem cibernética que tinha como objetivo retardar a capacidade iraniana de desenvolver uma arma nuclear.


Doug Mills/The New York Times
Obama por trás de ataques cibernéticos


O imenso código malicioso mapeou e monitorou secretamente as redes de computador iranianas e enviou de volta um fluxo contínuo de informações sigilosas para a preparação de uma campanha de guerra cibernética, de acordo com fontes ocidentais.

A iniciativa, que envolveu a Agência de Segurança Nacional (NSA), a CIA e o Exército israelense, incluiu o uso de software destrutivo como o vírus Stuxnet com o objetivo de provocar defeitos no equipamento de enriquecimento de urânio do Irã.

Os detalhes que emergiram a respeito do Flame trazem novas pistas a respeito daquela que é considerada a primeira campanha contínua de sabotagem cibernética contra um adversário dos EUA.

"Trata-se de preparar o campo de batalha para um novo tipo de missão secreta", disse um ex-funcionário do alto escalão do serviço americano de informações, acrescentando que Flame e Stuxnet foram elementos de um ataque mais amplo que prossegue até hoje. "A coleta cibernética de dados contra o programa iraniano já avançou muito mais do que isso." O Flame foi descoberto no mês passado depois que o Irã detectou uma série de ataques cibernéticos contra sua indústria do petróleo. A ação foi dirigida por Israel numa operação unilateral que aparentemente pegou desprevenidos seus parceiros americanos, de acordo com vários representantes do governo americano e de países ocidentais que comentaram o caso sob condição de anonimato.

Especulou-se a respeito da participação de Washington no desenvolvimento do Flame, mas a colaboração entre EUA e Israel na criação do vírus ainda não tinha sido confirmada. Analistas comerciais de segurança digital relataram na semana passada que o Flame continha parte do código encontrado no Stuxnet. Especialistas descreveram essa semelhança como uma espécie de prova genética da origem comum dos dois tipos de código malicioso, que seriam a obra de uma mesma entidade.

Porta-vozes da CIA, da NSA e do Gabinete do Diretor Nacional de Informações, bem como da Embaixada de Israel em Washington, não quiseram comentar o caso.

O vírus está entre os mais sofisticados exemplos de código malicioso já revelados até hoje. Especialistas dizem que o programa foi criado para se reproduzir mesmo nas redes de altíssima segurança, passando então a controlar as funções habituais dos computadores para enviar segredos de volta aos seus criadores.

O código era capaz de ativar microfones e câmeras dos computadores, registrar os comandos digitados no teclado, captar imagens exibidas na tela, extrair dados de localização geográfica a partir de imagens, e também enviar e receber comandos por meio da tecnologia sem fio Bluetooth.

O Flame foi projetado para fazer tudo isso enquanto se fazia passar por uma atualização de software rotineira da Microsoft; o vírus passou anos sem ser detectado graças ao uso de um sofisticado programa capaz de decifrar um algoritmo criptográfico.

"Não se trata de algo que a maioria dos pesquisadores de segurança eletrônica tenha a habilidade e os recursos necessários para realizar", disse Tom Parker, diretor de tecnologia da FusionX, empresa de segurança especializada na simulação de ataques cibernéticos patrocinados pelo Estado. Ele disse não saber quem estava por trás do vírus. "Isso só poderia ser a obra dos mais avançados matemáticos criptográficos, como os que trabalham para a NSA."

A cooperação entre americanos e israelenses tinha como objetivo retardar o avanço do programa nuclear iraniano e reduzir a pressão por um ataque militar convencional.

Com informações do WASHINGTON POST

Estudo sugere que as reações alérgicas podem ser uma característica evolutiva que nos protegem de agentes tóxicos.


Por Maria Luciana Rincon Y Tamanini

(Fonte da imagem: Shutterstock)

De acordo com o site Scientific American, um novo estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Yale, sugere que, na verdade, as alergias podem ser uma característica evolutiva do nosso sistema imunológico que nos protege de elementos potencialmente tóxicos presentes no ambiente.

A maioria dos imunologistas acredita que as alergias são uma resposta do nosso organismo — normalmente direcionada a corpos estranhos, elementos tóxicos ou alimentos —, na tentativa de expulsar possíveis invasores. Como resultado, sofremos com espirros, tosses, coceiras e outras reações do tipo.
Evolução imunológica

Contudo, segundo esta nova teoria, as alergias são, na verdade, uma característica evolutiva que ajuda a proteger os humanos contra substâncias tóxicas presentes no ambiente. Os pesquisadores chegaram a essa conclusão depois de perceber que os elementos alergênicos são muitos e, na maioria das vezes, não têm nada em comum. Sendo assim, por que é que eles provocam as mesmas reações alérgicas?

Para os cientistas, a maneira que o nosso corpo encontrou de se livrar de algum elemento potencialmente tóxico que tenha sido inalado, por exemplo, é a produção de secreção que, normalmente, é eliminada na forma de espirros ou tosses. A coceira, por outro lado, serviria para eliminar organismos presentes em nossa pele ou mucosas, assim como alimentos nocivos, que são eliminados através de outros meios.

Dessa maneira, quando seus amigos ou familiares reclamarem das suas alergias, você pode lembrá-los de que você, na verdade, pode ser mais evoluído do que eles!

Fontes: Scientific American e Nature

Por Renan Hamann

A Microsoft anunciou a evolução de seu sistema operacional portátil Windows Phone 7. Durante um evento de quase duas horas, várias novidades para o mundo portátil foram anunciadas e animaram boa parte da imprensa especializada em tecnologia. Mas o que será que o novo sistema Windows Phone 8 vai oferecer para os consumidores?

Preparamos um resumo completo de todas as novidades apresentadas pela Microsoft, tudo para mostrar o que podemos esperar do sistema operacional que chega ao mercado norte-americano entre os meses de setembro e outubro. Fique atento às novidades e decida se vale a pena esperar pelos novos aparelhos a serem lançados.
Multitarefas de verdade

Com o novo sistema portátil, a Microsoft vai permitir que os consumidores executem vários aplicativos em um mesmo momento. Assim como acontece no Android, o Windows Phone 8 não congelará o estado dos aplicativos que são deixados em segundo plano, o que garante mais rapidez no retorno a eles.

(Fonte da imagem: Reprodução/Microsoft)

Com a integração ao Skype, os usuários devem perceber essa facilidade. Não será necessário fechar um aplicativo ou interromper uma atividade online para atender a uma ligação no serviço de comunicação. O mesmo se aplica às chamadas e vários outros softwares que forem desenvolvidos com o suporte para o multitarefas.
Suporte nativo a múltiplos núcleos

O Windows Phone 8 vai permitir que as fabricantes utilizem processadores com vários núcleos na criação de seus aparelhos. Isso garante, entre outras coisas, um melhor aproveitamento dos recursos de multitarefas integrados ao sistema operacional. O principal disso não está nos aparelhos, mas sim nos códigos de desenvolvimento.

Segundo a própria empresa, o suporte aos múltiplos núcleos não deve ser restrito aos processadores dual-core. Já foi informado que o kernel do Windows Phone 8 possui suporte para chips com quatro e oito núcleos, sendo que, em teoria, até 64 cores poderiam ser identificados pelo código-fonte do sistema.
NFC: um novo mundo de possibilidades

Imagine realizar a comunicação entre dispositivos apenas pela aproximação deles. Assim funcionam as conexões NFC (Near-field Communication), que fazem parte das principais novidades da Microsoft para o novo sistema portátil. Como já vem sendo dito, o NFC pode ser uma evolução dos QR-Codes, visto que podem representar a transmissão de conteúdos publicitários, por exemplo, para os celulares apenas pela aproximação.



(Fonte da imagem: Reprodução/Microsoft)

A Microsoft também mostrou que é possível utilizar o NFC como um sistema de transação monetária. Com isso, o modo Wallet (carteira) funcionaria de maneira similar ao PayPal, realizando transferências por “moedas virtuais” que seriam compradas com dinheiro de verdade.

Por fim, a empresa de Redmond mostrou o Tap+Send, que pode ter várias aplicações incríveis. No evento, ele foi mostrado como uma maneira mais simples de serem trocados cartões de negócios. Por exemplo, bastaria tocar um smartphone no outro para que as informações profissionais dos proprietários fossem trocadas.
Nova interface de usuário

A principal alteração na interface do novo Windows Phone 8 está na tela inicial. A partir de agora, os smartphones podem contar com diferentes tamanhos de “tiles” de aplicativos, sendo que isso pode ser personalizado rapidamente pelos consumidores. Outra novidade relacionada aos ícones da interface Metro são os “live tiles”, que adicionam mais dinamismo aos aparelhos.



(Fonte da imagem: Reprodução/Microsoft)

Com o recurso, os desenvolvedores poderão adicionar uma integração mais profunda com a tela inicial. Dessa forma, em vez de apenas aparecem ícones do Windows Phone 8, também são mostradas informações atualizadas constantemente sobre os aplicativos. Para que isso ocorra, é necessário que os desenvolvedores ativem a opção no código-fonte de seus apps.
Windows Core: mais integração no ecossistema da Microsoft

A Microsoft revelou que o kit de desenvolvimento para o Windows Phone 8 terá bibliotecas que permitem aos programadores criar formas de explorar o melhor de cada core de processamento dos aparelhos. O Visual Studio é uma das principais ferramentas para isso, pois vai garantir que os mesmos códigos sejam usados para a produção de softwares para o Windows Phone 8 e para as versões anteriores.

Assim como já havia sido dito na conferência de lançamento do Windows 8 para desenvolvedores, será possível até mesmo criar aplicativos para várias plataformas diferentes com a mesma base de código. Com isso, os desenvolvedores terão mais facilidade na hora de importar programas de computadores para smartphones e também para o caminho inverso.
Três resoluções de tela diferentes

Para evitar muitas discrepâncias entre os aplicativos, a Microsoft limitou as resoluções de tela para o Windows Phone 8. Serão três possibilidades diferentes para os aplicativos: WVGA (800x480 pixels), WXGA (1280x768 pixels) e 720p (1280x720 pixels). Também foi informado que há apenas duas proporções de tela oferecidas: 15:9 ou 16:9.
Integração total com aplicativos VoIP

Uma das maiores promessas da Microsoft para o novo sistema é a integração direta a qualquer aplicativo VoIP (e não apenas ao Skype). Com isso, os desenvolvedores de apps desse tipo vão poder criar caminhos mais simples de acesso de seus produtos com o smartphone Windows. Bastará que um código seja bem escrito para que aplicativos consigam ter acesso direto à lista de contatos, por exemplo.

(Fonte da imagem: Reprodução/Microsoft)

Dessa maneira, as agendas de contatos podem oferecer várias opções de ligação diferentes. Em vez de obrigar o usuário a acessar um determinado aplicativo para só então poder realizar a ligação por VoIP, o Windows Phone 8 vai permitir que na própria agenda o consumidor escolha o software que deseja utilizar (ou se deseja realizar uma ligação comum).

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Como você pode ver, o novo Windows Phone 8 está chegando com ferramentas poderosas para enfrentar os concorrentes na luta pela maior fatia do mercado de portáteis. Se todas as promessas serão tão cumpridas, só poderemos saber em alguns meses. Mas não é possível dizer que não ficamos empolgados com as novidades. Será que o Windows vai finalmente invadir os smartphones?

Quer baixar o MP3 de um vídeo do YouTube? Pois a Google quer dar um basta nisso


Por Durval Ramos Junior





Quem nunca quis transformar um vídeo do YouTube em um arquivo MP3? Seja para ter aquela música que você não encontra em lugar algum ou para separar um único trecho e transformá-lo em meme — como o “Para nossa alegria” —, a conversão é algo que todos querem. E é por isso que existe o site YouTube-MP3.org.

No entanto, ao que parece, nem todo mundo ficou feliz com a possibilidade. A Google, por exemplo, mandou uma carta aos administradores da página alegando que eles estavam violando os termos de uso do serviço de compartilhamento de vídeo. Como se não bastasse, a empresa ainda impediu o acesso vindo dos servidores dos acusados.

No comunicado, a gigante da internet afirma que qualquer ferramenta que permita o download de conteúdo existente no YouTube vai contra as regras, o que é agravado com a possibilidade de remover, separar ou editar as opções de áudio. Desse modo, a Google oferece um prazo de sete dias para que o YouTube-MP3.org regularize a situação ou isso poderia resultar em consequências legais.

(Fonte da imagem: Reprodução/YouTube-MP3)

Em entrevista ao site TorrentFreak, o dono do site, referenciado apenas como Philip, disse que enviou uma extensa resposta explicativa demonstrando como o conversor era popular na internet. Além disso, ele propôs um encontro com os responsáveis pelo YouTube para discutir a situação.

Segundo Philip, são mais de 200 milhões de pessoas utilizando seu site em todo o mundo e a Google está prestes a considerá-las criminosas ao fazer do conversor de MP3 algo ilegal. Para ele, a forma com que os termos de uso são apresentados pode permitir a interpretação de que todos aqueles que usaram o YouTube-MP3 são igualmente culpados.

Já para a Google, a questão está no fato de que as pessoas — ou empresas — que enviam os vídeos são responsáveis pelo seu compartilhamento e monetização. Desse modo, permitir que alguém baixe algo que está sendo distribuído por uma gravadora pode ser considerado uma prática ilegal — além do fato de a existência de uma ferramenta assim não ser bem vista por essas companhias.

Fonte: TorrentFreak, CNET



Autoridades dos Estados Unidos anunciaram que um ensaio clínico que pode levar a novos tratamentos para prevenir o Alzheimer em pessoas com propensão genética para desenvolvê-lo – mas que ainda não têm quaisquer sintomas – testará pela primeira vez um medicamento destinado a impedir o aparecimento da doença.

Os especialistas dizem que o estudo será um dos poucos já realizados para testar tratamentos de prevenção de doenças geneticamente predestinadas. No caso da doença de Alzheimer, o estudo é inédito, "o primeiro a se concentrar em pessoas que estão cognitivamente normais, mas que têm um risco muito elevado de desenvolver a doença de Alzheimer", disse o Dr. Francis S. Collins, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde.

A maioria dos participantes virá da família que tem mais membros com Alzheimer do que qualquer outra do mundo, um clã de cinco mil pessoas que vivem em Medellín, na Colômbia, e em aldeias montanhosas remotas fora da cidade. Os membros da família que têm uma mutação genética específica começam a demostrar comprometimento cognitivo aproximadamente aos 45 anos, e demência completa em torno de 51. Isso os debilita nos principais anos em que estariam profissionalmente ativos, à medida que suas lembranças desaparecem e a doença começa a afetar rapidamente a sua capacidade de locomover-se, comer, falar e comunicar-se.




Trezentos membros da família vão participar do ensaio inicial. Os que têm a mutação estarão a anos de distância de apresentar sintomas, alguns ainda com cerca de 30 anos.

"Por causa desse estudo, não nos sentimos tão sozinhos", disse Gladys Betancur, de 39 anos, membro da família. A mãe de Gladys morreu de Alzheimer, três de seus irmãos já têm sintomas e ela se submeteu a uma histerectomia por medo de ter a mutação e passá-la para seus filhos. "Às vezes achamos que a vida está chegando ao fim, mas agora sentimos que as pessoas estão tentando nos ajudar."

O estudo, com financiamento de 100 milhões de dólares, terá duração de cinco anos, mas em dois anos, testes sofisticados poderão indicar se o medicamento ajuda a conter o declínio da memória ou as alterações no cérebro, disse o Dr. Eric M. Reiman, diretor executivo do Instituto Banner de Alzheimer, em Phoenix, e líder do estudo.

Para especialistas em Alzheimer que não estão envolvidos com o estudo, embora apenas uma pequena percentagem de pessoas com Alzheimer tenha a forma genética de início precoce que afeta a família colombiana, a expectativa é de que o teste produza informações que possam ser aplicadas a milhões de pessoas que irão desenvolver o Alzheimer de modo mais convencional ao redor do mundo.




"Isso traz uma oportunidade extraordinária de responder a um grande número de perguntas, enquanto que ao mesmo tempo oferecemos a essas pessoas alguma ajuda clínica significativa que de outra forma elas nunca teriam tido", disse o Dr. Steven T. DeKosky, pesquisador do Alzheimer e vice-presidente e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Virginia. DeKosky fez parte de um grande grupo consultado no início do estudo, mas não tem envolvimento com ele.

Cerca de 5,4 milhões de americanos têm Alzheimer, e os números estão crescendo bastante, à medida que a chamada geração "baby boom" envelhece. A equipe de Reiman está planejando realizar um teste semelhante com pessoas que demonstram um risco elevado de desenvolver Alzheimer tardiamente, de modo convencional, nos Estados Unidos. O estudo anunciado neste mês incluirá um pequeno número de norte-americanos com mutações genéticas que indicam um início precoce de Alzheimer.

O teste do medicamento faz parte do primeiro plano do governo federal nacional para tratar a doença de Alzheimer, anunciado em 15 de maio por Kathleen Sebelius, secretária de saúde e serviços humanos. O governo surpreendeu ao destinar 50 milhões de dólares do orçamento de 2012 dos Institutos Nacionais de Saúde para pesquisas consideradas promissoras demais para serem adiadas, incluindo o teste a ser conduzido na Colômbia e um estudo para saber se a insulina inalada pode amenizar transtornos cognitivos leves, disse Collins. Houve a proposta de destinar outros 100 milhões de dólares principalmente para pesquisas em 2013, mas também para a educação, o apoio a cuidadores e a coleta de dados.




O sucesso do teste que será realizado na Colômbia, claro, não é algo certo. Muitos ensaios falham, e as pesquisas destinadas ao Alzheimer, até agora, não encontraram nenhum tratamento cuja eficácia dure mais do que meses. Porém, especialistas dizem que testar os medicamentos anos antes que os sintomas apareçam pode ter um potencial maior, já que o cérebro ainda não estaria devastado pela doença.

O experimento será financiado com 16 milhões de dólares dos Institutos Nacionais de Saúde, 15 milhões de dólares de doadores privados por meio do Instituto Banner e cerca de 65 milhões de dólares da Genentech, fabricante norte-americana do medicamento.

O medicamento é o Crenezumab, que ataca as placas amiloides no cérebro. Se ele mostrar que pode evitar problemas de memória ou cognitivos, os cientistas saberão que a prevenção ou o retardo são possíveis por meio de uma intervenção no amiloide anos antes da demência se desenvolver. Muitos dos pesquisadores do Alzheimer acreditam que o amiloide é uma causa subjacente da doença de Alzheimer.




Em 2010, o New York Times publicou uma reportagem sobre a prevalência de demência nessa grande família colombiana e as esperanças dos cientistas quanto à realização de testes de medicamentos preventivos. Mas convencer as empresas farmacêuticas a investirem levou meses. Há questões científicas e éticas implicadas em dar medicamentos a pessoas que estão saudáveis e pessoas que vivem em um país em desenvolvimento, algumas das quais têm pouca instrução, renda baixa e superstições antigas sobre a doença que eles chamam de "la bobera" – a loucura.

"A primeira coisa que fiz foi perguntar a mim mesmo: 'Será que estamos nos aproveitando dessas pessoas?'", disse Richard H. Scheller, vice-presidente executivo de pesquisa e desenvolvimento inicial da Genentech. "A resposta, claramente, foi não."

Os riscos, segundo ele, são equilibrados pelo fato de que, se nada for feito, "eles com certeza vão desenvolver essa doença absolutamente terrível".

Os poucos testes de tratamentos preventivos – que envolvem a ginkgo biloba, o tratamento de reposição hormonal em mulheres e os anti-inflamatórios – envolveram pessoas que talvez não desenvolvessem a doença. Essas terapias falharam ou causaram efeitos colaterais adversos.




Testar medicamentos nesse tipo de população demanda "muitos voluntários saudáveis, muito dinheiro e muitos anos", disse Reiman.

A população colombiana é ideal porque ela é grande o suficiente para fornecer resultados sólidos, e facilita identificar quem a doença vai afetar e quando.

O Crenezumab foi escolhido para o teste a ser realizado na Colômbia em parte porque não parece ter efeitos colaterais negativos, ao contrário de outras drogas destinadas à remoção das placas amiloides do cérebro, disse o Dr. Francisco Lopera, neurologista colombiano que já trabalhou com a família há décadas e é líder do estudo. Outros tratamentos contra o amiloide causaram edema nos vasos sanguíneos, um desequilíbrio de fluidos que pode ter consequências graves.




O Crenezumab está sendo administrado em dois ensaios clínicos que envolvem pessoas com sintomas de demência leves a moderados nos Estados Unidos, Canadá e Europa Ocidental. O objetivo é averiguar se o medicamento pode ajudar a reduzir o declínio cognitivo ou o acúmulo de placas amiloides, de acordo com a Genentech.

No estudo a ser conduzido na Colômbia, previsto para começar no próximo ano, 100 membros da família que têm a mutação vão receber a droga a cada duas semanas, tomando uma injeção em um hospital. Outros 100 portadores vão receber um placebo. E como muitas pessoas não querem saber se têm a mutação, os pesquisadores vão incluir 100 não portadores no estudo, que receberão um placebo.

Os pesquisadores desenvolveram uma sofisticada bateria de cinco testes de memória e cognitivos utilizados em outros estudos, nos quais mostraram detectar alterações sutis, que geralmente passam despercebidas, na capacidade de memorização e raciocínio. O Dr. Pierre N. Tariot, diretor do Instituto Banner e líder do estudo, disse que as atividades envolvem a rememoração de palavras e de nomes de objetos, o raciocínio não verbal, a lembrança de épocas e lugares, e testes de desenho que solicitam que o participante copie imagens complexas.




Segundo Tariot, os pesquisadores também pretendem avaliar mudanças no estado emocional das pessoas, tais como "irritabilidade, tristeza, choro, ansiedade e impulsividade – essas são características básicas do aparecimento da doença".

Os cientistas vão fazer medições fisiológicas, incluindo exames de tomografia por emissão de pósitrons (PET) que medem o material amiloide e o modo como a glicose é metabolizada no cérebro, exames de ressonância magnética que medem se o cérebro está encolhendo, e exames de fluido cerebrospinal que medem o amiloide e a tau, proteína presente em células cerebrais degenerescentes.

Se o medicamento for capaz de tratar qualquer um desses indicadores, disse Reiman, os cientistas poderão então cuidar de uma dessas alterações fisiológicas precoces, assim como a pressão alta e o colesterol são tratados para prevenir doenças cardíacas.

Ambos os lados da família de Marcela Agudelo, 17 anos, de Medellín, têm a doença de Alzheimer, porque seus pais são primos distantes. Marcela assistiu a morte da avó materna, e seu pai, de 55 anos, antes um vibrante comerciante de gado, deteriorou-se tanto que não consegue mais andar, falar ou rir.

Com a pesquisa, "temos mais esperança de conseguir uma cura", disse Marcela, "ou pelo menos de ter uma vida melhor".

Aplicativo que funciona também como uma agenda preza pela clareza e facilidade de acesso às informações.


Por Fernando Daquino

(Fonte da imagem: Reprodução/Building Windows 8)


Por meio do blog oficial que acompanha o desenvolvimento do Windows 8, a Microsoft revelou detalhes do aplicativo de calendário nativo da sua mais nova plataforma. A ideia dos desenvolvedores era criar um programa com recursos que proporcionassem uma visão clara da sua rotina.

Para isso, a empresa manteve a exibição de informações mínimas de cada evento, segmentando-os em categorias – como trabalho, escola e pessoal. Contudo, você tem a opção de facilmente mudar as cores de compromissos importantes e eliminar aquelas tarefas que servem apenas de distração.

A publicação também destaca a interface minimalista do Calendário do Windows 8, a qual permite que eventos sejam adicionados de forma ágil e as configurações de notificação estejam acessíveis a todo instante. A facilidade de navegação entre os recursos oferecidos deve ser mais um belo atrativo desse software.

Esse mês vai durar um pouquinho mais do que você está acostumado.


Por Lucas Karasinski





(Fonte da imagem: Thinkstock)


Esse ano vai ser mais longo do que você pensava. De acordo com uma postagem oficial do IERS (International Earth Rotation and Reference Systems Service ou, em português, Serviço Internacional de Sistemas de Referência sobre a Rotação da Terra), um segundo deve ser adicionado ao final deste mês, junho de 2012.

A proposta de se incluir um novo segundo foi colocada em debate no começo do ano, em uma reunião realizada entre o órgão e as Nações Unidas. A razão para se fazer isso é o “excesso de pontualidade” dos relógios ou, em outras palavras, um ligeiro atraso da nosso planeta Terra.

Os países ao redor do mundo utilizam relógios atômicos extremamente eficientes para controlar os seus horários. O problema é que a Terra não consegue acompanhar esse ritmo extremamente preciso durante o seu movimento diário de rotação, e acaba ficando um pouquinho para trás. Dessa forma, se faz necessário lançar mão de um pequeno “truque” para colocar tudo em ordem.

Essa não será a primeira vez que esse “segundo extra” será utilizado para essa readequação de horários. Em 24 outras ocasiões o órgão realizou o trabalho. A última foi recentemente, no dia 31 de dezembro de 2008.

Fonte: IERS, Time and Date e G1


CRISTINA MORENO DE CASTRO



Obrigado a viver longe da família, o garoto haitiano encontrado na estação Corinthians-Itaquera do Metrô em dezembro de 2009 já se "abrasileirou". Ele esqueceu o creole --uma das duas línguas oficiais do Haiti-- fala português fluente, cursa o terceiro ano numa escola pública de São Paulo, torce pelo Corinthians e pratica capoeira.
O governo do Haiti decidiu conceder um passaporte ao garoto, hoje com 13 anos, que assim poderá deixar o abrigo onde vive em São Paulo e se juntar à família na Guiana Francesa, departamento ultramarino da França.
Ele vive em um abrigo com outras 20 crianças e fez três amigos "inseparáveis", segundo o coordenador da casa, André Penalva, 35.

Reprodução/TV Globo
Menino haitiano, que está emabrigo de SP, aguarda passaporte para reencontrar amãe
Menino haitiano, que está emabrigo de SP, aguarda passaporte para reencontrar amãe

Em entrevista à Folha, Penalva disse que o garoto terá dificuldade de se adaptar à nova realidade, quando finalmente puder se reunir à família na Guiana Francesa. Leia a seguir:
Ele está no seu abrigo desde 2009?
Desde 2009.
Ele já está adaptado à rotina do Brasil?
Ele está muito bem adaptado aqui. Até abrasileirado, porque pegou muitos dos costumes do nosso país, inclusive ele não lembra a língua nativa dele. Adotou mesmo a nossa língua, nossa cultura --só não samba, mas gosta de futebol, pratica capoeira, street dance...
Ele está em qual série da escola?
Terceiro ano, porque ele teve que começar do início, ser alfabetizado. A gente não sabia o nível de escolaridade dele, então o melhor foi que ele começasse do zero. E está muito bem na escola, nunca tive nenhum tipo de problema ou reclamação dele na escola. Ele é tímido com pessoas que ele não conhece. Mas com quem ele tem vínculo, é um menino muito alegre, brincalhão, extrovertido.
Ele tem uma escolta especial?
Tem que acompanhar ele em todos os lugares, mas não grudado com ele. Tem uma certeza liberdade. Ele até tem amizade com as pessoas que fazem a segurança dele. Eles são também como se fossem educadores dele, acabam auxiliando.
Ele fica muito tempo no abrigo, qual é sua rotina?
O abrigo é uma casa como outra casa qualquer. Tentamos fazer com que a criança se sinta dentro de uma família. Aqui tem quadras, tem parque, tem diversos tipos de atividade, é uma casa muito bem equipada, com TV, som, DVD, videogame. A rotina é de uma criança normal, mas mais acompanhada por diversos educadores. A capacidade máxima do abrigo é de 22 crianças.
E ele tem um grupo de amigos mais próximos?
Ele três melhores amigos, que não se desgrudam. Tem um que é como se fosse irmão. Futebol, videogame, é doente por pipa. Mas ele tem muito boa amizade com todos.
Como vocês avaliam que vai ser a adaptação na Guiana e longe dos amigos do abrigo?
Tenho certeza absoluta que ele vai ter uma dificuldade muito grande. A preferência dele é que a mãe pudesse vir para o Brasil. Porém, ao mesmo tempo, ele não quer ficar longe da mãe. Ele sabe que vai ter que se adaptar, porém vai estar junto coma família, que é insubstituível. Por mais que ele tenha essa dificuldade, é o que ele quer: estar junto com a família. Se pudesse estar todos no Brasil seria melhor, mas ele sabe que isso não é possível. Mais uma vez ele vai ter que se adaptar à região, à cultura, costumes, comida etc, e a falta dos amigos. Mas ele já sabe que a gente vai entrar em contato pelo MSN, webcam, a gente já combinou tudinho?
O que combinaram?
Quando ele fosse realmente estar junto coma família dele, que nós iriamos nos comunicar por videoconferência, falar com os amiguinhos sempre que ele quisesse. A comunicação a gente tem condições de ter sempre. Vai depender mais dele lá do que nós aqui.
Como é a conversa dele com a mãe por skype?
Essas videconferências são boas, porque é um fortalecimento de vínculo. Um contato com a mãe. Já ajuda numa adaptação. A mãe se preocupa se ele está bem de saúde, se está indo bem na escola, se está sentindo saudade. Ela aparentemente é muito carinhosa, declara o amor dela por ele, muitas vezes chora. Eu vejo que ele se emociona. A gente sabe que o desejo maior dele é estar com a família. Essas videoconferências acabam sendo uma estratégia de aproximação, é a única possibilidade de contato com a mãe e os irmãos.
Quanto tempo costumam durar as conversas?
Nunca foi menos de 40 minutos. Dura muito mais que isso, uma hora, 1h30.
Ele tem contato com os irmãos?
Ele tem cinco irmãos na Guiana e um no Haiti, de 15 ou 16 anos Ð que é o que ele ama de paixão. A gente não consegue ter contato com ele, devido a todas as dificuldades lá no Haiti. Ele gostaria que esse irmão viesse pra Guiana; nós também sentimos muito a questão de esse irmão ter ficado lá e não poder ficar junto da mãe também. Ele adora esse irmão, é o herói.
Como é a expectativa dele, depois de tanta espera?
Ele está meio estagnado. Houve época de achar que no dia das mães ele ia estar lá. Ele até confeccionou um cartãozinho pra entregar pra mãe, que tem guardado até hoje. Quando soube que não ia voltar pra mãe, ficou muito triste, chorou. Depois pensou que isso ia ocorrer no natal e também não aconteceu. Ele está mais se protegendo pra que não tenha uma nova decepção. Eu cheguei a tomar as vacinas, arrumar minha mala, porque era certo que nós íamos levar o menino, tirei o passaporte. Nós estávamos prontos porque na próxima semana a gente ia embarcar pra levar o menino. E aí veio aquele balde d'água. Pra nós foi chocante, imagina pra ele, que é criança. Ele teve épocas de tristeza, de não conseguir socializar com as crianças, de estar depressivo, pelo fato de alguém ter feito uma promessa e ele criar uma expectativa grande e não ter sido cumprida.



"Jogos Vorazes: Em Chamas", longa de continuação da franquia de "Jogos Vorazes", será gravado ainda esse ano, de acordo com o site "Radar Online".

A sequência contará novamente com as estrelas Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Lenny Kravitz, Elizabeth Banks, Stanley Tucci, Donald Sutherland, Toby Jones e Woody Harrelson. Além desse time de astros, a produção terá mais alguns nomes adicionais no elenco, que não foram divulgados ainda.

Quem estará à frente do filme será o cineasta Francis Lawrence, que possui em seu currículo sucessos como “Constantine”, “Eu Sou a Lenda” e “Água Para Elefantes”.

O primeiro longa foi gravado na Carolina do Norte. Agora, a nova produção será filmada em Atlanta, para mostrar nas telonas que a história se passa, de fato, em local diferente.

“Jogos Vorazes: Em Chamas” tem estreia prevista para novembro de 2013.

Fabricantes de consoles como Nintendo, Microsoft e Sony vêm perdendo cada vez mais mercado para os jogos online

MIKE SNIDER, USA TODAY - O Estado de S.Paulo

A indústria de videogames está à beira de mais uma transição. Mas o que vem por aí poderá ser mais uma reviravolta que mudanças suaves em relação ao passado.

Desde que o Super Nintendo Entertainment System surgiu em 1991 para substituir o Nintendo original, os amantes de jogos de console - incluindo os donos de PlayStations, da Sony, e Xboxes, da Microsoft, que vieram depois - atualizaram de bom grado seus sistemas de jogar a cada avanço da tecnologia.

Ao longo do caminho, os gastos com videogames subiram de menos de US$ 6 bilhões anuais no início dos anos 1990 para cerca de US$ 25 bilhões no ano passado, pela estimativa da Associação de Software de Entretenimento (ESA, na sigla em inglês).

A Nintendo deve anunciar detalhes e jogos para seu sucessor do Nintendo Wii, o Wii U, na Electronic Entertainment Expo, a maior feira americana da indústria de videogames que começa oficialmente amanhã em Los Angeles. Mas, a despeito de seu preço e data de lançamento ainda por anunciar, o Wii U chegará num momento de incerteza para o setor, que viu muito de seu crescimento recente ficar aquém do mercado tradicional de videogames de console.

O preço de tabela "grátis" é o maior ponto de venda para as dezenas de milhões de jogadores que gravitaram para os jogos móveis e online jogados em smartphones, tablets e Facebook - em vez de comprar um console de jogos específico por cerca de US$ 300 mais US$ 50-US$ 60 por jogo.

Depois que os jogadores experimentaram jogos como o FarmVille, do Facebook, e o hit para smartphone Temple Run, eles tenderam a gastar alguns dólares para comprar upgrades de jogos e extras. Esses gastos alcançaram quase US$ 4 bilhões no ano passado, e poderão crescer 8% este ano, segundo a Pricewaterhouse Coopers.

E a facilidade de jogar estimulou o crescimento geral do público que joga videogames. O número de pessoas que diz ter jogado videogames no mínimo uma hora por mês mais que dobrou, de 56 milhões em 2008 para 135 milhões, segundo a Parks Associates. O número poderá crescer para até 180 milhões de jogadores de todos os tipos de jogos nos EUA até o final de 2015, conforme previsão da empresa de análise de mercado IDC.

"Essa facilidade é que está expandindo os jogos para um público inteiramente novo, porque agora não há nenhuma barreira", diz Gordon Bellamy, diretor executivo da International Game Developers Association.

Mas Nintendo, Microsoft e Sony estão enfrentando desafios sem precedentes em seus negócios de consoles. As vendas de jogos tradicionais no varejo caíram de aproximadamente US$ 10 bilhões em 2008 para US$ 8,8 bilhões em 2011, segundo uma análise da empresa de monitoramento de mercado The NPD Group e a Ipsos MediaCT para a ESA.

Outros cerca de US$ 6 bilhões foram gastos em consoles de jogos e aparelhos portáteis. Apesar da chegada do novo sistema da Nintendo, as vendas totais de sistemas e jogos provavelmente cairão 4% a 6% em 2012, na opinião de analistas.

"Nosso setor está sofrendo uma pequena crise de identidade", diz a analista Jesse Divnich, da EEDAR. Na E3, "é imperativo" que companhias como Microsoft e Sony "justifiquem por que os consumidores deveriam gastar até US$ 60" em videogames tradicionais de alta definição baseados em disco.

Enquanto isso, as vendas digitais de jogos, que cresceram de US$ 5,4 bilhões em 2009 para US$ 7,3 bilhões em 2011, devem continuar crescendo. Embora os downloads de videogames tradicionais para consoles e assinaturas de serviços como Xbox Live façam parte desse bolo digital crescente, o grosso desse é dinheiro gasto em jogos para smartphone e compras de jogos internos do Facebook.

Para os jogadores, isso significa uma grande diversidade de jogos para escolher. "As pessoas querem jogar quando querem, onde querem e pelo tempo que quiserem", diz Bellamy. "Esse preço pode ser de graça, pode ser um dólar, US$ 60 ou US$ 100. Mas há uma escolha." E os fabricantes de consoles pretendem continuar sendo uma parte do mix também.

Rumos. Agora que começa a transição para a nova geração de consoles, os fabricantes de hardware já mostram sinais do rumo futuro dos jogos domésticos - pegando algumas deixas do mundo iniciante de jogos móveis e online: inovação na maneira de jogar. O Wii U, o primeiro a sair e passível de muita badalação na E3, tem novo controle sem fio em forma de tablet com tela sensível a toque e controles de jogo tradicionais que permitem opões ampliadas da maneira de jogar. Por exemplo, os jogadores podem inclinar a nova tela do tablet de controle sensível ao movimento para fazer os personagens na tela se moverem - como num iPad.

O tablet, que também pode ser usado como um mapa para explorar o que está na tela grande, servirá de janela para um mundo de jogo que existe virtualmente além da tela de TV - em torno e acima do espectador.

Como o PlayStation 3 e o Xbox 360, o Wii U entregará jogos em alta definição, um avanço em relação ao Wii existente. O Wii original era inovador não faz muito tempo. Ele tornou popular os jogos sensíveis ao movimento, e há cerca de dois anos, Sony e Microsoft lançaram seus próprios controles baseados em gestos, o Move para PS3 e o Kinect, sem o uso das mãos, para o Xbox 360.

Apesar dos avanços, os novos sistemas precisarão de jogos irresistíveis para puxar as vendas. "Qual será o Wii Sports e o Wii Fit para o Wii U?", pergunta Geoff Keighley, apresentador do Spikes's Game Trailers TV. "Ainda não vimos esse jogo capaz de garantir a transição para o mainstream - mas é bem possível que ele estreie na E3." / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

NOVA YORK - O Facebook está desenvolvendo uma tecnologia que permitirá que crianças menores de 13 anos possam usar o site de redes sociais sob a supervisão dos pais - um passo que pode ajudar a empresa a conquistar um novo grupo de usuários e receitas, mas que também aumenta as preocupações sobre a privacidade. Mecanismos que estão sendo testados incluem a conexão entre contas das crianças e dos seus pais e controles específicos que permitam aos pais decidir quais poderão ser os "amigos" dos seus filhos e quais aplicativos poderão ser usados, dizem pessoas familiarizadas com o projeto.

As características do serviço "sub-13" poderão permitir que o Facebook e seus parceiros cobrem dos pais jogos e outros entretenimentos acessados por seus filhos, disseram as mesmas fontes. Atualmente, o Facebook proíbe usuários abaixo dos 13 anos, mas muitas crianças mentem sobre suas idades para obter contas, colocando a empresa em posição desconfortável a respeito de leis que requerem que sites obtenham o consentimento dos pais antes de colher dados pessoais infantis. Qualquer nova tentativa de dar às crianças mais jovens o acesso ao site seria extraordinariamente questionada, dadas as preocupações dos órgão reguladores, já intensificadas, sobre como Facebook protege a privacidade dos seus usuários.

As informações são da Dow Jones.

Estamos às vésperas de um êxodo em massa do Facebookistão?

Sexta passada acordei, li o jornal, tomei café e liguei o computador. Abri meu e-mail e, quando comecei a abrir as abas subsequentes para continuar minha rotina matutina dentro da rede, um aviso a interrompeu: “A sua conta do Facebook foi suspensa”.

Um microssegundo de pânico (“Minhas fotos! Minhas mensagens! Meus contatos!”) foi seguido de um longo segundo de paz (“Imagine não ter que me preocupar mais com o Facebook…”). Enquanto a metade mecânica do meu cérebro abria novas abas para buscar “Como recuperar minha conta no Facebook” em fóruns específicos, a outra, a racional, procurava pelo telefone da assessoria de imprensa da rede social ao mesmo tempo em que eu pensava em você, caro leitor do caderno que edito, que pode passar por uma situação semelhante sem saber a quem recorrer.

Porque nem sequer há um e-mail para quem você possa mandar sua reclamação. O máximo que dá para fazer é acessar a páginafa cebook.com/help e ver o que é que você pode ter feito para ter a conta suspensa. Milhares de perfis do Facebook são suspensos ou bloqueados diariamente pelos motivos mais diversos: os usuários infringem direitos autorais, publicam conteúdo impróprio ou tentam se passar por pessoas que não são. Outra possibilidade de ser defenestrado da rede social – ou ter algumas funções do perfil desabilitadas – é a falta de noção ao usar ferramentas básicas do site. Quem adiciona centenas de amigos no mesmo dia, publica fotos ininterruptamente ou convida desconhecidos para participar de grupos, por exemplo, pode ter desativado o recurso que usou sem parcimônia.

E enquanto tentava descobrir como fazer para minha conta voltar a funcionar (e em todas as dificuldades que alguém que não tenha contato direto com a equipe do site poderia passar), fiquei pensando que este tipo de atitude pode acabar frustrando o usuário casual.

Motivos para deixar o Facebook – como motivos para permanecer lá – não faltam. O site é constantemente acusado de utilizar informações valiosas sobre cada um de nós para transformar-se num negócio bastante lucrativo – isso sem contar as teorias de conspiração que acusam a rede social de ser uma máquina de espionagem governamental. Mas não chegamos àquela fase que aconteceu logo depois do auge do Orkut no Brasil, antes da tal “orkutização”, quando centenas de usuários da primeira rede social do Google resolveram cometer o que foi batizado, à época, de “orkuticídio”.

Mas os números de crescimento do Facebook vêm diminuindo. A rede passou os 800 milhões de cadastrados no final de 2011 e levou quase seis meses para atingir os 900 milhões de usuários que ainda não foram oficializados em comunicado, apenas nas especulações que precederam sua abertura de capital na Nasdaq.
E os casos de contas desativadas, por motivos diferentes, vêm aumentando. E se eu, que me encaixo na categoria hard user da rede social, pensei na possibilidade de uma vida sem Facebook, imagine quem entrou na rede porque os amigos insistiram (“todo mundo está lá!”) ou porque se sentiram por fora, mesmo sem ter intimidade com o meio digital…

Steve Coll, jornalista da revista norte-americana New Yorker, nem precisou passar pelo perrengue que passei para decidir deixar a rede social. No artigo “Deixando o Facebookistão”, ele explica a série de motivos que o fizeram abandonar o site e conta que, ao encontrar o botão escondido que permite desativar a sua conta, foi perguntado sobre os motivos da saída. Não encontrou as alternativas reais que motivaram sua desistência (sugeriu “regras cidadãs inadequadas” e “dúvidas sobre governança corporativa”) e escolheu a que mais se encaixa com sua insatisfação: “Eu não me sinto seguro no Facebook”.

No início da tarde de sexta-feira, uma mensagem chegou ao meu e-mail dizendo que minha conta havia sido desativada “por engano”. Vai entender… Mas não duvide se começarmos a ver, até o fim do ano, um êxodo massivo da maior rede social do mundo.

Desenho original de Hergé feito em 1932 para história ambientada nos EUA foi vendido por € 1,3 mi


PARIS - Um desenho original para a capa da história em quadrinhos Tintin na América, feito em 1932 pelo cartunista belga Hergé, foi vendido no sábado, 2, por cerca de € 1,3 milhão em um leilão na capital francesa. A venda bateu o recorde estabelecido pela mesma obra em 2008, quando havia sido vendida por € 764 mil.

Reprodução

Um dos dois originais do artista belga que estão em coleção particular

Segundo um porta-voz da casa de leilões Artcurial, o aumento do valor não foi uma surpresa, uma vez que se trata de uma das duas únicas imagens originais, desenhadas em nanquim e guache, das HQs de Tintin que estão em poder de colecionadores privados - há cinco no total.

Com superfície quadrada de 32 centímetros de lado, 0 desenho mostra o jovem aventureiro Tintin vestido como um caubói e sentado com seu cachorro Milu, sem perceber que índios americanos se aproximam ameaçadoramente - e é diferente de versões posteriores, em que a capa mostra uma imagem de Tintin amarrado em uma tribo indígena. Ele foi realizado por Hergé para a primeira edição do álbum Tintin na América, publicado inicialmente pelo suplemento Le Petit Vingtième - do extinto jornal belga Le Vingtième Siècle - e depois pela Casterman na edição francesa.

O comprador não permitiu a divulgação de sua identidade. Seu representante no leilão, identificado apenas como Didier, disse à imprensa que seu "objetivo não era chamar atenção ou bater um recorde, mas sim conseguir o trabalho". "Tenho certeza de que, se ele tivesse podido obtê-lo por menos, acho que teria preferido", brincou, após o fim do leilão.

A imagem arrematada foi um dos diversos lotes de peças de Tintim leiloados ao longo da tarde de sábado em Paris, em particular cerca de 80 álbuns de edições consideradas raras. Entre eles estavam alguns títulos míticos como Tintin no País dos Sovietes, Tintin no Congo, Tintin e os Pícaros e Tintin no Tibete, em sua maior parte com dedicatórias do próprio Hergé. A venda havia começado de manhã com cerca de 300 objetos derivados da obra do cartunista belga, inclusive esculturas.

História. A série As Aventuras de Tintin foi criada no fim da década de 20 pelo artista belga Georges Remi (1907-1983), que escrevia sob o nome de Hergé. Após as primeiras aparições no Le Petit Vingtième, as histórias passaram a ser publicadas em diversos jornais e revistas europeus e, eventualmente, ganharam espaço em uma revista própria.

Em 1950, Hergé resolveu criar um estúdio dedicado ao personagem, o que levou à formatação e edição de 24 álbuns, que seriam adaptados para rádio, televisão, teatro e cinema - a versão mais recente, do ano passado, é assinada por Steven Spielberg. As histórias do personagem já foram traduzidas para mais de 50 idiomas e, segundo números oficiais do Studio Hergé, cerca de 200 milhões de cópias já foram vendidas em todo o mundo.

IPO do Facebook: quem ganhou (muito) dinheiro (Jason Kempin/Getty Images Entertainment/Getty Images)

A batalha judicial entre Zuckerberg e o seu amigo e co-fundador do Facebook, Saverin, após ele ter sido expulso da companhia, formou o núcleo dramático do filme premiado pelo Oscar, A Rede Social. Saverin finalmente venceu a batalha, recuperando uma pequena participação na empresa e o direito de ser reconhecido oficialmente como co-fundador. No entanto, Saverin não está listado nos documentos do Facebook como sendo um dos principais acionistas - o que sugere que ele pode ter vendido de forma privada grande parte de sua participação na empresa, fazendo, provavelmente, milhões ou bilhões de dólares.

Chris Hughes, o quarto co-fundador da empresa - e o homem que comandou a inovadora estratégia online de Barack Obama na eleição de 2008 - também é suspeito de ter vendido sua participação, provavelmente colocando grande parte do dinheiro em sua startup, uma rede social de caridade chamada Jumo.



Faz quase exatamente oito anos desde que o então estudante de Harvard, Mark Zuckerberg, lançou o Facebook, de seu dormitório. Com o IPO do Facebook, lançado como uma bomba no mercado de ações de tecnologia há uma semana, derrubando preços de concorrentes e causando uma série de polêmicas no caminho, Zuckerberg, com apenas 28 anos, ainda possui um pouco mais de 28% de participação no Facebook. A rede social foi avaliada em R$ 200 bilhões, portanto isto significa que ele terá uma pequena fortuna de R$ 48 bilhões em mãos - o que será extremamente útil, já que o CEO se comprometeu a ganhar um salário de apenas R$ 2 por ano, a partir do ano que vem.

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