Por que muita gente não consegue dormir, mesmo com sono


Noites difíceis

       Mais da metade das pessoas admite que suas noites de sono poderiam ser melhores. Essa é uma das revelações feitas pelo estudo global"Sleep: A Global Perspective", realizado pela Philips.

A pesquisa, feita no Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, Holanda, França, Alemanha, Coreia do Sul, China, Japão e Austrália, investigou o comportamento e os hábitos das pessoas em relação ao sono. Quase 8 mil indivíduos de diferentes idades e gêneros responderam a um questionário online, entre 31 de janeiro e 4 de fevereiro deste ano.

Desse total, somente 17% considera ter noites perfeitas de descanso. Por outro lado, 4% recebem acompanhamento médico para dormir melhor, 21% buscam por conta própria melhores maneiras para isso e 57% acham que suas noites poderiam ser melhores, mas não fazem nada para mudar o quadro.

Mas o que tem deixado a população acordada? Ao contrário do que se pode pensar, não é o uso de celular ou computador na cama que mais atrapalha as pessoas na hora do sono.

De acordo com o levantamento, a principal causa de noites mal dormidas é a preocupação com finanças e questões econômicas. Nas imagens, você confere este e outros motivos que estão tirando o sono das pessoas pelo mundo.


Preocupação sobre finanças e problemas econômicos

Quando a pesquisa perguntou quais os fatores mais influenciam no bem-estar e na saúde das pessoas, o sono ficou no topo, entre 12 quesitos, com 87% das respostas. A segurança financeira ficou logo atrás, com 84%. Isso evidencia que o peso do dinheiro, ou da falta dele, sobre a qualidade do sono é grande.

De acordo com o levantamento da Philips, as preocupações com finanças e problemas econômicos são responsáveis pelas dificuldades de dormir de 28% dos entrevistados. Nesse ponto, o Brasil foi destaque, já que 39% das pessoas do país que responderam ao questionário declararam o problema. Os alemães e os americanos também aparecem no topo da lista dos mais preocupados, com 31%, cada.


Trabalho

Outro fator diretamente ligado às finanças e que tem tirado o sono das pessoas é o trabalho. O estresse do dia contamina o momento de descanso consideravelmente em todos os países participantes da pesquisa. No entanto, os que mais sofrem com o problema é a Coreia do Sul (43%), o Brasil (33%) e a China (32%).


Doença ou desconforto físico

Pode parecer contraditório, mas ficar doente ou ter um desconforto físico pode prejudicar muito o sono. A pesquisa da Philips aponta esta como o terceiro fator que mais atrapalha o descanso noturno, com 23% das respostas. Mesmo ficando de cama, dormir bem é, de fato, tarefa difícil para quem não está bem de saúde.


Distração com a TV e itens tecnológicos

Não são somente os médicos e especialistas em sono que dizem que ficar ligado na TV, no computador ou no celular é prejudicial para o descanso. Na pesquisa, este fator representou 21% das respostas. O país que se destacou positivamente neste ponto foi a Alemanha, pois apenas 9% responderam ter problemas para dormir por causa do hábito de interagir com dispositivos tecnológicos antes de ir para a cama.


Preocupação com a saúde de um membro da família

Em quinto lugar na lista de maiores problemas para o sono está a preocupação com a saúde de um membro da família, cujo índice chegou aos 18%. Afinal, como relaxar para dormir sem pensar na possibilidade de receber uma triste ligação no meio da noite?


Problemas de sono do companheiro de cama

Roncar não prejudica apenas quem está emitindo o incômodo som, mas também quem está ao lado. Por isso, o estudo da Philips mostrou que, para 17% das pessoas, ter um parceiro com problemas de sono é o que mais atrapalha o descanso. 


Consumo de cafeína ou outros estimulantes antes de dormir

Para 16% das pessoas, o maior fator que torna as noites mais difíceis é o consumo de cafeína ou outros estimulantes pouco tempo antes de ir para a cama. Outros estudos já comprovaram que não vale a pena comer chocolate, tomar café, chá ou consumir bebidas alcoólicas à noite, justamente para afastar esse risco.

Isso está diretamente relacionado a outro fator que atrapalha o sono: comer demais antes de dormir (12%). Entre os países pesquisados, a Holanda é o melhor exemplo a ser seguido, já que apresentou o maior tempo médio entre a última refeição do dia e a hora de dormir (82% come pela última vez entre 3 ou mais horas antes de deitar).

O Brasil está na outra ponta, com o menor tempo entre a última mastigação e a cama (40% janta a menos de 2 horas antes de se recolher).

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