Diário de bordo: Campus Party Brasil 2012

Palestras incríveis marcaram o último dia do maior evento de tecnologia do Brasil.


Acabou! Pois é, galera, depois de uma semana no Anhembi, finalmente chegou a hora de voltar para Curitiba. Foi uma semana muito intensa, mas com certeza todo o esforço valeu a pena. O Tecmundo esteve com três redatores por quatro dias, dois ontem e hoje era apenas este que vos fala.

Cheguei na Campus Party Brasil 2012 às 13 horas, pronto para assistir à palestra de Michio Kaku, um dos maiores nomes da ciência moderna. Ele contou para os campuseiros como é que vai ser o futuro e como a biotecnologia está avançando para fazer com que alguns problemas atuais virem coisa do passado.



(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Saindo de lá, fui até a sala de imprensa para deixar meus materiais e parti para conversar um pouco com os campuseiros. Para minha surpresa, já havia uma grande quantidade deles que estava deixando o evento. Mas é compreensível, pois amanhã já é domingo e segunda-feira a vida volta ao normal (pelo menos para quem não está de férias até o carnaval).

Outro ponto muito legal do dia de hoje foram as finais do campeonato de Starcraft II, que a Intel trouxe para a América Latina pela primeira vez. As semifinais começaram à tarde e pouco antes das 19 horas começou a grande final, entre os dois sul-coreanos oGgSuperNova e Violet (que levou a melhor na disputa).



(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Em meio a tudo isso, ainda consegui uma entrevista exclusiva com Vince Gerardis, produtor da série Game of Thrones que topou nos contar um pouco mais sobre o seu novo projeto: Grok Studio, que vai trabalhar com produções de uma forma muito mais colaborativa.

Ao final do evento, reuni minhas coisas e rumei para a fila de despedida da Campus Party Brasil 2012. No caminho, encontrei o Maurício Cid do blog Não Salvo, com quem troquei algumas palavras sobre a vida ligada na web durante 100% do tempo. Depois foi só achar um táxi para me levar até a estação do metrô.

De lá, direto par ao hotel, de onde estou escrevendo os últimos caracteres da Campus Party. A sensação é de missão cumprida. Espero que todos tenham gostado da cobertura que o Tecmundo realizou no evento. Agora, fica a saudade e a expectativa por uma CPBR6 ainda melhor. Segunda-feira estaremos de volta à programação normal, direto de Curitiba. Até logo, campuseiros.

Maior físico do mundo conta como será o futuro

Michio Kaku subiu ao palco principal da Campus Party Brasil 2012 para contar como será o futuro da humanidade

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Chegamos ao último dia da Campus Party Brasil 2012 e às 13 horas, Michio Kaku (o maior físico teórico do mundo na atualidade) subiu ao palco principal para falar sobre o futuro da tecnologia e os reflexos disso na humanidade. A palestra foi uma das mais assistidas de todo o evento e lotou a plateia (o que obrigou vários presentes a assistirem tudo de pé).

Quem estava com medo de ouvir uma palestra com muitos termos complicados e teorias que precisariam de um pós-doutorado para serem compreendidas saiu muito feliz do evento. Michio Kaku fez uma apresentação muito descontraída e garantiu que todos saíssem satisfeitos do palco principal. Vamos agora a um resumo do que Kaku falou.

A quarta onda da tecnologia

Michio Kaku lembrou que já presenciamos três "ondas" principais nos avanços tecnológicos em todo o planeta. A primeira delas foi composta por motores a vapor (que garantiu a invenção e utilização efetiva das locomotivas mais potentes). Em seguida vieram a eletricidade e os automóveis, permitindo que a humanidade se deslocasse para o meio urbano.

A terceira geração da tecnologia é a que estamos presenciando atualmente, com equipamentos de qualidade que permitem a conexão com outras pessoas em todos os lugares. São os smartphones, tablets, microcomputadores e outros eletrônicos que podemos considerar como disseminados pela humanidade.

E então estaríamos indo em direção à quarta onda tecnológica. Qual seria ela? Segundo Michio Kaku, trata-se da biotecnologia, que junto com a nanotecnologia, pode permitir que o futuro da humanidade seja completamente diferente do que muitos esperam.
 
Realidade aumentada

Você já deve ter visto alguns óculos futuristas que prometem agregar a realidade aumentada ao cotidiano das pessoas. O que Kaku diz é que isso será apenas o início do que teremos realmente. Nanochips instalados em lentes de contato permitirão que as pessoas identifiquem as outras sem precisar de outros dispositivos para acessar os bancos de dados.

Mas o principal mesmo está na medicina, que pode abolir as palavras "tumor" e "câncer" dos vocabulários de todo o mundo. Como isso será possível? Graças às tecnologias aplicadas à prevenção de doenças, podendo ser instaladas em qualquer lugar (inclusive banheiros). Não entendeu?

     (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Banheiros inteligentes podem fazer exames de urina periódicos para detectar qualquer alteração nas funções do organismo já no começo. Michio Kaku disse que, tumores no pâncreas podem ser previstos 20 anos antes da manifestação física (devido à decodificação do DNA). Análises constantes da urina seriam ideais para evitar mortes desse tipo.

Kaku mostrou também um vídeo de sua série produzida pela BBC, Visions of the Future. No filme, Kaku aparece contando que, no futuro, as pessoas não terão mais medo de morrer enquanto esperam por transplantes, pois será possível criar qualquer tipo de estrutura humana em laboratório. Será que as previsões dele estão certas?

Possível escassez dos empregos

Com a tecnologia cada vez mais avançada, será que vai haver lugar para todos trabalharem? Michio Kaku sabe que isso é complicado, mas com algum esforço das pessoas, pode ser que haja solução. Profissionais que desempenham funções repetitivas devem ser substituídos por robôs com o decorrer do tempo, mas isso pode forçá-las a buscar novas possibilidades

Já trabalhos intelectuais e que exigem raciocínio menos repetitivo não devem sofrer qualquer tipo de perda com o avanço tecnológico. A explicação para isso estaria no medo que as pessoas têm de serem dominadas pela máquina. Em resumo, o ser humano ainda não está preparado (e não deve estar nas próximas décadas) para deixar que a inteligência artificial realmente pense sozinha.

A robótica japonesa

Michio Kaku se diz decepcionado com o progresso da robótica. Atualmente, a inteligência artificial está muito aquém do que os cientistas esperam (parte disso, devido ao que falamos no parágrafo anterior). Mas qual seria a motivação para países como Japão, Alemanha, Suíça e Áustria investirem tanto no segmento?

        (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Ele foi muito seguro ao afirmar que as principais funções que devem ser desempenhadas por robôs (pelo menos nos países citados) são relacionadas à enfermagem. Como os países estão em constante envelhecimento populacional, será necessário achar outra forma de cuidar dos idosos, pois provavelmente haja déficit no setor.
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