Explorador encontra túmulo da era romana

Um homem na Inglaterra saiu para explorar com um detector de metal e acabou fazendo uma descoberta que certamente não será esquecida em sua vida: uma sepultura extremamente bem preservada da era dos romanos, cheia de artefatos, incluindo jarros, artefatos de vidro, moedas e outras peças, todas datando do ano 200 d.C.

O túmulo possivelmente pertenceu a um indivíduo muito rico, disse Keith Fitzpatrick-Matthews, oficial de arqueologia do conselho do distrito de North Hertfordshire. Assim que Fitzpatrick-Matthews e seus colegas localizaram o túmulo, eles também encontraram evidêcnias de uma construção próxima, possivelmente um templo ou santuário, ligado a uma vila.

Quem primeiro encontrou o túmulo foi Phil Kirk, que utilizava um detector de metal em Kelshall, uma pequena vila localizada entre Londres e Cambridge. Ele já havia encontrado uma moeda romana no mesmo lugar anteriormente, e acreditava que poderia encontrar mais artefatos romanos nos arredores. Em outubro de 2014, Kirk tirou a sorte grande. Seu detector de metal o levou até um jarro de bronze de aproximadamente 25 centímetros de altura. Depois disso, ele encontrou uma pátera de bronze, junto com outros dois jarros.

Exaltado, Kirk contatou os especialistas locais e contou sobre suas descobertas. Eles voltaram ao mesmo local alguns meses depois e, em novembro, encontraram ainda mais artefatos: um pino de bronze, uma lamparina de ferro, copos e garrafas de diferentes formas, incluindo octógonos, hexágonos, retângulos e quadrados, diz Fitzpatrick-Matthews. A garrafa hexagonal guardava uma surpresa macabra.

“Rapidamente se tornou aparente que a grande garrafa hexagonal guardava um osso cremado”, disse Fitzpatrick-Matthews, que ainda não havia percebido que eles estavam escavando um túmulo. “Repentinamente, isso explicou tudo. Nós estávamos escavando um enterro rico”.

O túmulo media 1,9 por 1,6 metros e continha uma infinidade de artefatos romanos. Eles descobriram pequenos pregos de ferro utilizados nas solas de sandálias de couro. As sandálias tinham alças que ficavam em torno das pernas do usuário, mas devem ter se deteriorado ao longo dos tempos. Apenas os pregos permaneceram.

“A ideia de fornecer calçados em um enterro era de que a viagem até o submundo, feita pela aula após a morte, era feita a pé até o rio Styx, onde você seria transportado”, disse Fitzpatrick-Matthews ao portal americano ‘LiveScience’. “É uma viagem feita a pé, então você precisa de um par de calçados. Qualquer um que pudesse pagar foi enterrado com suas melhores sandálias”. [LiveScience]

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