Deslocamento interno bate recorde com 38 milhões de pessoas desabrigadas no mundo inteiro

A cada dia, cerca de 30 mil pessoas foram forçadas a abandonar suas casas em 2014

Pessoas fogem da violência na cidade de Ramadi e tentam chegar em Bagdá REUTERS/Stringer

Segundo relatório divulgado hoje pelo NRC (Norwegian Refugee Council), conflitos e violência forçaram 38 milhões de pessoas a se deslocarem dentro de seus próprios países. Somente no ano passado, foram registrados cerca de 11 milhões de novos deslocamentos, ou cerca de 30 mil deslocamentos por dia.

“Esses são os piores dados de deslocamento forçado em uma geração, o que assinala nosso fracasso em proteger civis e inocentes”, desabafa o secretário-geral do NRC, Jan Egeland. O resultado é um recorde e equivale a soma das populações de Pequim, Nova York e Londres.

“Diplomatas globais, resoluções da ONU, negociações de paz e acordos de cessar fogo perderam a batalha contra a crueldade de homens armados que são guiados por interesses políticos ou religiosos em vez de imperativos humanos”, comenta o secretário-geral.

“Este relatório deve servir como um alerta. Temos que romper com essa tendência de milhões de homens, mulheres e crianças ficarem presas em zonas de conflito ao redor do mundo”, completou Egeland.

Volker Türk, alto comissariado assistente para proteção do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas), o número assombroso de deslocamentos internos devido a conflitos e violência é o prenúncio de movimentos que estão por vir.

“Sabemos que mais e mais deslocados internos são forçados várias vezes a se mover dentro dos seus próprios países. Quanto mais longa a duração de um conflito, mais inseguros eles se sentem. E quando a desesperança se estabelece, muitos vão cruzar fronteiras e se tornar refugiados”, disse Türk.

E Türk complementa: “Como vimos recentemente no Mediterrâneo, por exemplo, o desespero leva as pessoas a tentarem a sorte e arriscarem a vida em perigosas travessias de barco. A solução óbvia está em um esforço conjunto para levar paz a países arrasados pela guerra”.

“38 milhões de seres humanos estão sofrendo – quase sempre em condições péssimas em que eles não têm esperança, nem futuro – e se não mudarmos nossa abordagem, os abalos provocados por estes conflitos vão continuar a nos assombrar por décadas”, concluiu Egeland.
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