Lago na Islândia permite mergulho entre duas placas tectônicas; Veja fotos

Experiência única no mundo, o lago Þingvallavatn permite aos mergulhadores nadarem entre duas placas tectônicas. Localizadas na fenda de Silfra, elas estão situadas apenas a 25 metros de profundidade

A distância entre as duas placas é tão grande que pode-se mergulhar e nadar entre elas
 - Foto: Alexander Mustard

Entre tantos lugares incríveis para se visitar no mundo, um deles se destaca. Localizada no lago Þingvallavatn, na Islândia, Silfra é uma fenda marítima que possibilita ver 'in loco' o distanciamento entre duas das principais placas tectônicas que formam a crosta terrestre. Considerada única região do mundo onde é possível ver este feito, a fenda aumenta cerca de 2,5 cm por ano e está situada dentro do Parque Thingvellir.

A distância entre as duas placas é tão grande que pode-se mergulhar e nadar entre elas. Ao contrário do imaginário popular, as placas tectônicas não ficam necessariamente a centenas de metros abaixo do solo. Em Þingvallavatn é possível encontrá-las a 25 metros de profundidade, porém há regiões em que elas estão até 60 metros abaixo d'água.

A enorme fissura que existe atualmente começou como uma pequena e estreita caverna e com o passar dos anos se transformou numa gigantesca fenda submarina. O local é pouco visitado, pois a temperatura média da água é de 4ºC e só permite mergulhos com trajes próprios para baixas temperaturas. Contudo, quem conhecer a região terá uma experiência única ao nadar entre ambas as placas.

Durante o mergulho também é possível visitar a "Arnarnes Strytur" que é uma chaminé hidrotermal. O local libera água a 80ºC que entra em reação com o líquido ambiente que está numa temperatura de 4ºC e cria uma 'nuvem' turva na região, contrastando com a pureza da água dentro do lago. Entre tantas belezas submersas, a chaminé é a segunda região mais visitada dentro do Þingvallavatn, perdendo apenas para a fenda de Silfra. 

Parque Nacional Thingvellir
Considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 2004, a região possui um terreno muito acidentado devido a constante ação geológica que existe no local. Com vulcões, gêiseres e cascatas, o Parque ganhou fama mundial por ser um dos melhores lugares do mundo para se estudar a ação das placas tectônicas. 

Além da importância ambiental, o Parque Nacional Thingvellir também é famoso na Islândia por sua relevância histórica. Em 930, um grupo de homens se reuniu no local para fundar o Alþingi que é o nome dado até os dias atuais ao Parlamento da Islândia. Em 1944, também no mesmo lugar foi proclamada a independência do país. 

Como chegar
Com voos saindo de São Paulo rumo a Reykjavik, as passagens aéreas custam a partir de R$ 3440. O percurso é operado por companhias internacionais e possui duas escalas.

O caminho entre Reykjavik, capital da Islândia, até o Parque Nacional Thingvellir deve ser realizado pela Rota 1 que é a única rodovia existente no país. Ela circunda a nação insular e leva os turistas até o Parque, entre outros destinos turísticos islandeses. Outra opção é comprar um pacote turístico que já inclua guias e o traslado para conhecer Thingvellir.

Confira fotos da fenda de Silfra, na Islândia
Silfra é uma fenda marítima que possibilita ver 'in loco' o distanciamento entre duas das principais placas tectônicas do globo terrestre - Foto: Alexander Mustard

Silfra está localizada no lago Þingvallavatn, na Islândia - Foto: Alexander Mustard

A enorme fissura que existe atualmente começou como uma pequena e estreita caverna e com o passar dos anos se transformou numa enorme fenda submarina - Foto: Alexander Mustard

Considerada única região do mundo onde é possível ver este feito, a fenda aumenta cerca de 2,5 cm por ano - Foto: Guillaume Baviere

Durante o mergulho também é possível visitar a "Arnarnes Strytur" que é uma chaminé hidrotermal - Foto: Guillaume Baviere

Ao contrário do imaginário popular, as placas tectônicas não ficam necessariamente a centenas de metros abaixo do solo - Foto: Francisco Antunes

A fenda está situada dentro do Parque Thingvellir - Foto: Francisco Antunes

O local é pouco visitado, pois a temperatura média da água é de 4ºC e só permite mergulhos com trajes próprios para baixas temperaturas - Foto: Bernard McManus

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