Em São Paulo, dalai-lama rejeita diálogo entre ciência e religião

IARA BIDERMAN
LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO




Em entrevista coletiva em São Paulo nesta sexta-feira, o dalai-lama rejeitou a existência de um diálogo entre a ciência e a religião e defendeu a importância do respeito mútuo entre as diferentes crenças.
"Precisamos separar as coisas da ciências das coisas da religião. Não existe diálogo entre ciência e budismo", disse o líder tibetano.
Rahel Patrasso/Frame/Folhapress
O lider religioso dalai-lama durante coletiva de imprensa em São Paulo
O lider religioso dalai-lama durante coletiva de imprensa em São Paulo
"Todas as religiões pregam a mesma coisa: amor, compaixão, piedade. É bom que existam várias religiões, mas todas têm que tentar se entender melhor, e não virar uma fonte de ódio uma para a outra", acrescentou o líder tibetano.
Como exemplo, ele falou sobre um amigo australiano que é pastor e costumava dizer que [o dalai lama] era um "bom cristão". "Eu dizia a ele que ele também era um bom budista. Todas as crenças se baseiam nos mesmos valores, todas as religiões têm livros sagrados e, antes de criticar, temos que conhecer os preceitos".
O líder tibetano está lançando um livro sobre o budismo, que ainda não foi traduzido para o português.
No segundo dia da programação da visita ao Brasil, ele participou pela manhã do simpósio "Estados de consciência, encontro entre o saber tradicional e o saber científico", e, na hora do almoço, deu uma entrevista coletiva para a imprensa.
O dalai-lama conversou com médicos e neurocientistas, comentando as pesquisas que mostram os efeitos das práticas contemplativas no cérebro.
AMBIENTE
Na sessão com jornalistas, o líder espirtual tibetano respondeu perguntas que, conforme combinado com a organização do evento, foram sorteadas na hora. As questões deveriam tratar de um dos três temas discutidos na programação da visita (negócios, ciência, religiosidade), e cada veículo só tinha direito a uma pergunta.
Folha perguntou ao dalai-lama se as questões sobre ambiente e sustentabilidade, que tinham sido discutidas na Eco 92 (da qual participou) evoluíram positiva ou negativamente.
Ele respondeu que, de lá para cá, essas questões passaram a receber mais atenção dos governantes, o que, para ele, é um avanço.
Porém, muitos países hoje continuam optando pelos interesses locais em prejuízo dos globais. Ele citou como exemplo a China e, "em certa medida", a Índia.
Perguntado se o mais importante era a preservação do ambiente ou a harmonia entre povos, respondeu com uma pergunta: "O que é mais importante, comer ou beber? Os dois são importantes".
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