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Promotoria quer pena mais dura para mulher de executivo da Yoki

ANDRÉ CARAMANTE

O Ministério Público tentará uma pena mais alta contra a bacharel em direito Elize Matsunaga, 30, presa após confessar, segundo sua defesa e a polícia, a morte do marido, Marcos Matsunaga, 41.
Elize deverá ser denunciada à Justiça pela Promotoria, no máximo até quarta-feira, por homicídio doloso triplamente qualificado (que serve para aumentar a pena): motivo torpe (vingança), recurso que dificultou a defesa da vítima e meio cruel. Ela também será processada por ocultação de cadáver.

A Polícia Civil havia apresentado duas qualificadoras para o crime: motivo fútil (ciúmes) e meio cruel.

O inquérito do caso tem 532 páginas --31 contêm o relatório final sobre o assassinato.

Matsunaga foi morto em 19 de maio, no apartamento onde vivia com Elize e a filha de um ano, na Vila Leopoldina (zona oeste de São Paulo).

As três qualificadoras para o homicídio contra Matsunaga serão baseadas, entre outros elementos da investigação policial, no laudo necroscópico que apontou a causa de sua morte: "choque traumático (traumatismo craniano) associado à asfixia respiratória por sangue aspirado devido à decapitação".

Ou seja, após ser baleado na cabeça por Elize no apartamento, isso segundo a Polícia Civil e a defesa da mulher, Matsunaga foi degolado quando ainda estava vivo e agonizava. O laudo também diz que os braços foram arrancados com uma faca quando ele estava vivo.

No mesmo laudo consta que o disparo de pistola 380 de Elize contra o marido "foi de característica do tipo encostado", ou seja, à queima roupa, "da esquerda para a direita, de cima para baixo e de frente para trás".

VERSÃO

"A versão da suspeita para o crime foi totalmente sepultada após a revelação dos laudos", disse o promotor José Carlos Cosenzo, do 5º Tribunal do Júri da capital.

Em sua versão sobre o crime, Elize disse que atirou contra Matsunaga quando ele estava em pé e depois de uma discussão motivada pelo fato de ela ter descoberto que ele a traía com uma garota de programa chamada Natália. Elize também disse ter levado um tapa no rosto.

Elize afirmou ter esperado dez horas para começar a retalhar o corpo do marido, versão desmentida pelo laudo.

Elize e Matsunaga se conheciam desde 2004 e estavam casados havia dois anos. Herdeiro da Yoki Alimentos, uma das maiores do setor no Brasil, vendida recentemente por R$ 1,75 bilhão, Matsunaga conheceu Elize quando ela era garota de programa.

O advogado de Elize, Luciano Santoro, foi procurado ontem, mas não atendeu ao pedido de entrevista.

Desde o início das investigações, a polícia informava que Matsunaga tinha 42 anos, mas a informação está errada. Ele tinha 41 anos.

Editoria de arte/Folhapress


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