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Governo inglês cogita desligar Twitter e chat do BlackBerry para conter protestos


Primeiro-ministro David Cameron pretende discutir a ideia com setores do governo; ataques estariam sendo planejados por meio desses serviços.

O governo inglês já considera desligar temporariamente serviços de redes sociais como o Twitter e de chat como o BlackBerry Messenger em um esforço polêmico para tentar conter a recente onda de protestos violentos no país, de acordo com informações da agência Reuters.
“Estamos trabalhando com a polícia, os serviços de inteligência e a indústria para ver se seria correto impedir que as pessoas se comuniquem por meio desses serviços e sites quando sabemos que eles estão sendo usados para planejar violência, tumultos e criminalidade”, afirmou o primeiro-ministro do país, David Cameron, durante uma reunião de emergência no parlamento em razão das revoltas.
Conforme já noticiamos, a Research In Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, se comprometeu a atuar junto à polícia inglesa para controlar os violentos protestos que têm se espalhado por Londres, Birmingham e Liverpool desde o último sábado (6/8). A promessa surgiu pouco após a denúncia de que as ações estavam sendo coordenadas a partir de smartphones BlackBerry, fabricados pela empresa. Apesar disso, como as mensagens trocadas por sua rede costumam ser criptografadas, é possível que a companhia tenha dificuldade para entregá-las às forças do Reino Unido.
No início deste ano, autoridades do Egito tomaram uma atitude parecida, quando desligaram alguns serviços de Internet e telefonia celular durante protestos contra o então presidente do país, Hosni Mubarak. Na época, a ação foi chamada de opressiva.
Conflito na Inglaterra
Os distúrbios já chegaram a várias áreas da capital inglesa, de Hackney, Peckham e Clapham a Croydon e Ealing – isso depois de atingir os bairros de Tottenham e Brixton no último fim de semana. A inflamada reação teve início depois que um homem, supostamente armado, foi morto pela polícia do país.
Um enorme depósito da Sony, localizado em Enfield, e utilizado pela empresa para distribuir CDs e DVDs no Reino Unido, foi incendiado pelos manifestantes. As autoridades estão em busca de pessoas que trocaram mensagens ameaçadoras via BlackBerry Messenger, Twitter e Facebook.

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